Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Relatório diz que Greenhalgh fez lobby no BNDES para banqueiro
Por Fausto Macedo e Marcelo Godoy, terça-Feira, 29 de Julho de 2008
No relatório final do inquérito sobre o Opportunity Fund, a Polícia Federal dedica capítulo inteiro a Luiz Eduardo Greenhalgh, "vulgo Gomes ou LEG, ex-deputado federal pelo PT e pessoa muito próxima ao secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff". A PF pede inquérito exclusivamente sobre os movimentos de Greenhalgh e o acusa de fazer lobby no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) "para satisfação dos interesses mútuos e pessoais".
Segundo o relatório, o ex-deputado integra "instância especial" da organização sob comando do banqueiro Daniel Dantas. "Também é advogado e possui escritório, mas os serviços prestados passam longe da assessoria jurídica."
A PF assinala que Greenhalgh "em verdade, no contexto geral, seria o homem de ligação entre pessoas do Poder Executivo Federal, empresas estatais (BNDES) e o D. Dantas".
No trecho intitulado Criação da Supertele-BrOi, no qual aborda as ações do ex-deputado, a PF o associa a Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, sócio da GLT Comunicações Ltd., e ao executivo Humberto José Rocha Braz, o Guga, ex-diretor corporativo da Brasil Telecom e preso por envolvimento na tentativa de suborno do delegado Victor Hugo Rodrigues Alves.
O relatório da PF: "A conduta dos três (Guga, Guiga e Gomes) soa como figuras lendárias dos três mosqueteiros desempenhando atividades a serviço do Rei, qual seja, identificamos naquele festejado grito de guerra "um por todos e todos por Daniel Dantas", com a finalidade de desviar recursos via BNDES, com a colaboração de integrantes do poder público a ser investigado em outro momento, num trabalho desempenhado quase perfeito com estratégias e relações que ultrapassam os limites da ética, da moralidade e da legalidade."
O relatório aponta atuação do grupo nos bastidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a ele imputa "contatos importantes e participação em acordos espúrios, em especial a criação da Supertele". "Constantemente são demandados por Daniel Dantas para "resolver" alguma pendência, usando da influência que aparentam ter, e "prestam contas" a seu patrão, dizendo que conversaram com x ou y (normalmente autoridades, políticos)", diz a peça. "Às vezes, até agradecem estas autoridades pelo auxílio. Até um julgamento do STJ, de uma ação de interesse do grupo, teve seu resultado adiantado pelo telefone."
Greenhalgh afirmou, pela assessoria, que "nunca foi ao BNDES". Ele teve acesso aos autos da Satiagraha e "pôde constatar que o conteúdo dos diálogos gravados não corresponde à interpretação dos analistas da PF".
Brasil perde R$ 160 bilhões por ano com corrupção e fraudes
28/07/2008
As empresas e o governo brasileiros estão entre os mais expostos no mundo a crimes de colarinho branco, revela levantamento feito pela KPMG.
De acordo com estimativas da consultoria, o país perde anualmente cerca de R$ 160 bilhões — ou 6% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) — com corrupção e fraude, puxados principalmente pelos crimes de colarinho branco, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
As operações suspeitas, detectadas por bancos e remitidas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), têm aumentado com força no Brasil.
Neste ano, são esperados pelo Coaf 300 mil registros de movimentações atípicas no sistema financeiro. O número é 112,77% maior em relação ao do ano passado, quando foram verificadas 141 mil operações com indícios de irregularidade.
Os bloqueios feitos pela Justiça Federal em contas bancárias neste ano mostram a força da corrupção no maior país da América Latina.
Segundo dados do Coaf, cerca de R$ 17 milhões foram bloqueados pelo Poder Judiciário entre janeiro e junho deste ano. É o mesmo valor apreendido em todo o ano passado. Em 2008, a PF já deflagrou 117 operações, entre elas a Satiagraha, cujo alvo é o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, e a Toque de Midas, cujo alvo é a MMX, do empresário Eike Batista.
Comentário do Cavaleiro do Templo: o BRASIL do LULA é o coroamento da mentalidade revolucionária, aquele tipo de pensamento que ocorre dentro de cérebros doentes pois se acham MELHORES QUE TODO MUNDO e DONOS DA VERDADE ABSOLUTA. Eles, e só eles, sabem o que é MELHOR PARA A HUMANIDADE, esta é a "parte visível" da DOENÇA mas na verdade é uma mentira que contam para si mesmos e para os idiotas úteis. A parte menos visível da doença é que na verdade ELES NÃO ACREDITAM EM NADA MAIS QUE NÃO SEJA POSSUIR O PODER TOTAL SOBRE TUDO E SOBRE TODOS, SÃO OS SENHORES DA VIDA E MORTE. Estas pessoas são o que existe de PIOR NA HUMANIDADE. O Brasil de hoje é o "pior Brasil" que já existiu. Atentem para o que está acontecendo aqui hoje: roubo nunca antes visto, consumo de drogas crescendo, MSTs da vida, índios, partes do território tomados definitivamente por bandidos, cotas e bolsas sem NENHUM projeto para acabar com o que causa a "necessidade" de cotas e bolsas, mortes violentas equivalendo ao que se vê em guerras, entreguismo de território. Se o BRASIL sobreviver ao LULA termos sorte, muita sorte. Os poucos brasileiros que estão tentando salvar o país poderão receber aplausos. Os outros (caso o Brasil continue existindo) poderiam ganhar passagens para CUBA ou CHINA, só de ida...
Bombardeio na Colômbia deixa 10 rebeldes das Farc mortos
28/07 - 23:20 - EFE
Antes da matéria...
Comentário do Cavaleiro do Templo: um dia atrás (28 de julho de 2008), postei este artigo do ESTADÃO e fiz os seguintes comentários (cor verde):
"... De acordo com García, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, está no caminho de concluir até o fim de outubro um acordo com as Farc. (C.T. - vamos lembrar disto que o MAG falou e veremos se URIBE vai fazer algum acordo que não na bala com as FARC). Segundo ele, o governo da Colômbia tem buscado "com muita competência" a desmobilização das Farc nos últimos meses. Numa frente, manteve canais de negociação com os líderes da guerrilha (C.T. - ??? Negociação??? Ah sim, negociação com metralhadora, míssel, canhão...). Em outra, acirrou os ações militares e as operações de resgate de reféns.
"É falsa a impressão de que a Colômbia está agindo militarmente e está rompido com as Farc. A relação de forças foi alterada, em favor do presidente Uribe", afirmou Garcia, de Caracas, ao Estado. "As condições são favoráveis para que, em dois ou três meses, haja novidades nas negociações que estão em curso", completou. (C.T. - O MAG merece um nariz de palhaço, é um piadista. Mas como ele está no Brasil, claro que um monte de brasileiros, a imensa maioria, vai acreditar nisto, assim como acreditaram que a Ingrid estava semi-morta)..."
Agora a matéria propriamente dita
Bogotá - Pelo menos dez guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram em um bombardeio da Força Aérea Colombiana a um acampamento rebelde situado no departamento de Arauca, fronteiriço com a Venezuela, informaram nesta segunda fontes oficiais.
Uma fonte da Força Aérea Colombiana consultada pela Agência Efe disse que a operação foi realizada em uma paragem do município de Arauquita (nordeste) contra a frente 10 das Farc depois de seis meses de acompanhamento.
Além disso, destacou que no bombardeio morreu o chefe guerrilheiro José Felipe Rizzo, conhecido como "Jurga jurga", e outros guerrilheiros das Farc.
Leia mais sobre: Farc
Mais comentários do Cavaleiro do Templo: acertei!!! Negociação NA BALA como nos mostra este post acima!!! Mas isto não é importante, digo, eu acertar ou errar qualquer coisa que seja. Importante é PERCEBER O QUE ESTÁ ACONTECENDO entre FARC e o PT: o LULA e sua GANGUE tenta de todas as maneiras MENTIR EM FAVOR DA NARCOGUERRILHA ao mesmo tempo em que também faz de tudo para denegrir, agredir e desacreditar o ÚNICO PRESIDENTE DA AMÉRICA LATINA QUE CONTA COM 90% DE APROVAÇÃO DA POPULAÇÃO DO PAÍS DELE, O GIGANTE, O IMENSO, O ÚNICO HOMEM EM FAVOR DA VERDADE NESTE CONTINENTE, O Sr. ÁLVARO URIBE. Lula JAMAIS estará do lado da DEMOCRACIA, JAMAIS estará do LADO DA VERDADE. O simples fato do URIBE ser ADORADO pela população deveria fazer outros presidentes terem NO MÍNIMO respeito, mas o que se pode esperar de pessoas como os esquerdopatas, os adoradores do PODER TOTAL PARA SI MESMOS??? Só um LOUCO espera alguma coisa que se possa aproveitar...O Paco de Lula
Postado por movcc às Terça-feira, Julho 29, 2008
Paco. S. m. Bras. (Aurélio) - Pacote de papéis velhos que simulam papel-moeda, geralmente cobertos por uma nota verdadeira e usados pelos vigaristas, ao passarem o conto-do-vigário
1 - Hoje, o Lula vai inaugurar 1ª usina de biodiesel da Petrobras
Atentem para o detalhe da matéria do JC UOL: “A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ressaltou o trabalho de integração que a estatal vem fazendo com os agricultores familiares. "O objetivo da Petrobras é ter o máximo que puder na base do abastecimento vindo da agricultura familiar”. Como parte desse processo, a Petrobras forneceu 205,2 toneladas de sementes de mamona e girassol certificadas pela Embrapa para os agricultores da Bahia e de Sergipe".
Ou seja: A Petrobrás investiu em mamonas na região, e a Folha de São Paulo de hoje, publica matéria informando que o produto foi considerado inadequado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) porque é muito viscoso e pode danificar motores, que a mamona é a única oleaginosa que não se enquadra nos parâmetros técnicos do biocombustível. Os números oficiais de produção, contabilizados pela ANP, indicam que a mamona, que já tinha uma participação pequena, desapareceu da lista de insumos do biodiesel justamente em março.
Mas, o importante é que o Lula está lá hoje, na Bahia, apresentando seu “paco”, seu pacote (PAC) de notas falsas aos pobres baianos. A única nota verdadeira (e caríssima), com a qual Lula encobre suas vigarices e incompetências, é com aquela que saí do nosso suado imposto. Por, Gaúcho/Gabriela
2 - Ontem, Lula afirmou no programa de rádio Café com Presidente, que o “melhor remédio para se combater a inflação é aumentar a produção”.
Então dêem uma lida nessa matéria de ontem, do Portal RPC – “Sobra produção, falta transporte” – que fala justamente sobre a situação caótica da nossa infra-estrutura, pois o governo não investe nas estradas e na construção de malhas ferroviárias, e o país sofre para escoar sua produção tanto no mercado interno quanto no externo. Nessa outra matéria: “Setor privado investe mais que o governo”, a reportagem afirma que a iniciativa privada respondeu por 54,4% dos investimentos feitos em infra-estrutura no Brasil entre 2001 e 2007. As três esferas de governo, por sua vez, tiveram participação de apenas 11,6%".
Pior que o paco do Lula, aos brasileiros, só mesmo a crua realidade de sua política caolha. Enquanto o Brasil sofre com a falta de estradas e portos, ele fez o maior empreendimento viário da história boliviana, investindo U$ 290 milhões nas estradas daquele país, se comprometendo a ser uma das locomotivas (ao lado do Chávez) para o desenvolvimento da Amazônia Boliviana. Depois vem falar em “aumentar a produção” no Brasil. Por, Gaúcho/Gabriela
A JUVENTUDE BRASILEIRA É DE DIREITA
Do blog do REINALDO AZEVEDOSegunda-feira, Julho 28, 2008
Comentário do Cavaleiro do Templo: de tudo que você vai ler abaixo, outra conclusão óbvia é que APENAS NA INTERNET (por enquanto...) nós temos como expressar nossas idéias, nossos objetivos, nosso modo de viver e de pensar o mundo. O outro lado tem TODA A MÍDIA, que como já disse o Olavo de Carvalho, é apenas propaganda disfarçada de jornalismo, publicidade ideológica e nada mais...
A Folha de S. Paulo publicou no domingo uma ampla pesquisa sobre o que pensam os jovens brasileiros. Rendeu até um caderno especial, de 20 páginas, chamado “Jovem Século 21”. Segundo informa o caderno, a maioria das reportagens “foi feita pelos integrantes da 45ª turma do Programa de Treinamento da Folha”, (...) patrocinada pela Philip Morris Brasil e pela Odebrecht”. Comentarei abaixo alguns dados muito interessantes que a pesquisa revelou e tratarei da seguinte questão: a maioria dos jovens brasileiros, a exemplo da população, é de direita. Boa parte da imprensa e, vejam só, as instituições políticas, incluindo partidos, não se conformam com isso. Estão todos tomados pela patrulha esquerdista. Já chego lá. Antes, um pouco de memória.
Memória
No dia 9 de abril de 2007, há mais de um ano, escrevi aqui um post intitulado O Povo é de direita, revela o Datafolha. Foi uma gritaria danada. O link com a íntegra está aí. Recupero dois trechos:
“ (...) um político que tivesse rigorosamente as opiniões do povo brasileiro (...) seria chamado de ‘direitista’ pela esquerda, certo? Quem sabe até de reacionário... E isso estaria a indicar que o povo brasileiro é, então, majoritariamente, ‘de direita’. Ora, se ele é de direita, por que, então, estamos sendo governados pela esquerda — ainda que essa ‘esquerda’ seja a petista, com seu fanatismo recém-adquirido pelo financismo? A resposta é simples: questões como as colocadas acima [aborto, pena de morte, drogas] simplesmente estiveram ausentes do debate eleitoral. E os politicólogos brasileiros, quase todos de esquerda, acham que isso é um sinal do nosso amadurecimento. Essas clivagens aparecem nos confrontos eleitorais dos EUA e da Europa — sabem?, eles são os bárbaros... Já os civilizados brasileiros preferem não entrar nesse mérito porque acham que esse é um debate grosseiro.” “DEM e PSDB cometem, a meu ver, dois erros crassos: não conseguem ter um discurso organizado sobre economia para confrontar o PT e renunciam a fazer o que chamo de guerra de valores com a esquerda. O Datafolha esfrega no nariz das duas legendas o óbvio: o povo brasileiro é conservador e, vejam só, não tem, no Parlamento, quem o represente a contento.”
Antes ainda, no dia 13 de agosto de 2006, escrevi aqui: “Uma boa leva de políticos no Brasil deveria olhar para os dados do Datafolha com vergonha. Vergonha de si mesmos e de sua covardia. Existe uma maioria silenciosa que hoje não encontra uma representação consistente. Uma boa pergunta seria a seguinte: como pode Lula vencer, ao menos por enquanto, a disputa presidencial no 1º turno se a maioria da população é mesmo de direita?”. Nas duas datas, havia pesquisas Datafolha investigando a opinião dos brasileiros sobre questões de comportamento. Vamos, então, ao levantamento de agora.
A nova pesquisa
Sim, senhores: dados os perfis ideológicos que se desenham a partir de certas opiniões, pode-se dizer que a maioria dos jovens brasileiros é de direita. Declaram ter essa posição ideológica, aliás, 37% dos entrevistados (na população como um todo, são 35%). Dizem-se de esquerda apenas 28% (contra 22% do total). No centro, estão 23% (contra 17% no conjunto). Mas notem: não quero me apegar a nominalismos. Parto do princípio de que os jovens possam não ter a exata noção do que tais nomes encerram. Assim, parece-me, é conveniente informar opiniões muito específicas.
Aborto
O ministro José Gomes Temporão e os nossos “pogreçistas” certamente ficam desgostosos, mas o fato é que 68% dos entrevistados não querem mudar a lei do aborto — pretendem que a prática continue a ser considerada um crime, com duas exceções: gravidez decorrente de estupro e risco de morte da mãe. É o mesmo índice do conjunto da população.
Pena de morte
No que respeita à pena de morte, os jovens se mostraram ainda mais severos do que o povo como um todo: 50% se disseram favoráveis (contra 47% no outro grupo). Dizem-se contrários 46% nos dois universos.
Maconha
Acham que deve ser proibido fumar maconha nada menos de 72% dos entrevistados (ligeiramente inferior aos 76% de todos os brasileiros). Apenas 25% acreditam que deve “deixar de ser crime” (contra 20% no outro grupo). Aqui: só uma lembrança ao caderno da Folha: fumar maconha já não pode mais ser considerado um “crime” — traficar é que é. Como se vê, “Uzome da lei” no Brasil são mais laxistas do que os jovens...
Maioridade penal
No caso da maioridade penal, defendem a atual legislação apenas 12% dos ouvidos — 13% no total. Para 83%, a idade deve baixar: 37% acham que pode ser inferior a 16, e 46% a partir dessa idade.
Deus
E Deus, hein? Deus está morto? Parece que não! Apenas 1% dos jovens se dizem ateus, e 10% dizem não ter religião: 59% são católicos; 16%, evangélicos pentecostais, e 8%, evangélicos não-pentescostais. As demais religiões: espírita (2%), judaica (1%), umbanda (1%), candomblé (1%), outras (2%).
Valores
E quais são os valores das moças e moços? Qual é a lista das coisas que acham “muito importantes”? Vejam: família (99%), saúde (99%), trabalho (97%), estudo (96%), lazer (88%), amigos (85%), religião (81%), sexo (81%), dinheiro (79%), beleza (74%), casamento (72%).
E então...
E, vejam que surpresa, o levantamento mostra que os nossos jovens querem casa, carro, grana, todas essas malditas coisas do “consumismo”, que deixam os comunistas que já têm todas essas malditas coisas muito decepcionados com a juventude...
Mais uma vez, constata-se o óbvio: há um enorme hiato entre o que pensa o conjunto da população — e, nela, sua fatia mais pretensamente inquieta — e os vários canais que vocalizam a opinião pública. Não, senhores! Não temos a imprensa que representa os valores que vão acima: a nossa, com as exceções de praxe, é majoritariamente “politicamente correta” e experimenta um verdadeiro divórcio em relação ao pensamento da maioria.
Até aí, tudo bem! Sou o primeiro a defender que veículos devam ter e defender pontos de vista. A questão que merece debate é outra: tais opiniões são verdadeiramente demonizadas pela patrulha politicamente correta do jornalismo. Pegue-se o caso do aborto: raramente alguém que se opõe à sua legalização é tratado, vá lá, com respeito ao menos. Do mesmo modo, descarta-se que um indivíduo civilizado possa considerar uma tolice a maioridade penal a partir dos 18 anos — o Brasil, saibam, faz parte das poucas exceções que adotam tal idade; na esmagadora maioria dos casos, é inferior. Em muitos países, nem mesmo há uma idade mínima: depende do crime. No que respeita aos costumes, temos uma imprensa de esquerda e um povo de direita.
Ora, o jornalismo — de fato, os meios de comunicação nas suas várias manifestações — são, sim, importantes formadores de opinião. Políticos temem afrontar a doxa. Daí que os partidos evitem ao máximo “politizar” as questões referentes a valores — politização que é corriqueira em qualquer democracia do mundo, a começar dos Estados Unidos. O povo, como se vê, não tem receio de ser ou de parecer de direita, mas os políticos evitam tal "estigma" — ou, mais apropriadamente ainda, fogem da palavra “direita” como o diabo foge da cruz — e acabam se alinhando com... o diabo, hehe. Vejam como é freqüente que lideranças se digam “de esquerda” sem qualquer vergonha, mas jamais de direita — quando muito, são todos de centro-esquerda... Será que temem o povo? Não! Temem o jornalismo politicamente correto. Líderes conservadores, mundo afora, tiveram a coragem de enfrentar a hegemonia esquerdista. No Brasil, até agora, todos se ajoelham no altar da hipocrisia.
O trabalho e a edição
Sem dúvida, a Folha e o Datafolha prestam um serviço relevantíssimo ao país, ao jornalismo e à política — especialmente para quem ler os dados com coragem e ousadia. O levantamento é bastante amplo. Trata até do desempenho escolar — lastimável, diga-se — da juventude. A edição merece algumas observações, talvez reparos. Aqui e ali vaza uma certa decepção com a caretice da molecada. A tentação de lamentar que eles não queriam mais virar a mesa — e quando é que quiseram, santo Deus? — se insinua, mas logo cede à realidade. Afinal, é insustentável criticar os moços porque revelam o anseio de subir na vida e se dar bem profissionalmente.
Mas aquele velho espírito da “revolução” — nem que seja a de costumes — espreita o caderno. Por alguma razão que o Datafolha não consegue explicar, ele é muito colorido, coloridíssimo, colorido até a irritação. O jovem é caretão, mas o caderno resolveu adotar uma estética meio Hair (o filme de Milos Forman), a que se somam alguns símbolos do “capitalismo” — porque, afinal, eles querem casa, carro e grana... As tabelas do Datafolha são editadas num misto de pichação com trapaça concretista: o número “60”, por exemplo, aparece num corpo maior do que o “30”, que é maior do que o “10”, sacaram? Legal, né? Às vezes, números e letras se esbarram, uns borrando os outros. Afinal, é um caderno feito por jovens, sobre jovens com uma edição... jovem. A questão é saber se foi lido por uma maioria de jovens — duvido. Caso tenha sido, o que há de errado com as tabelas que eles estão acostumados a ver nos livros e até na Internet? Em algumas páginas, publicam-se textos na diagonal... Pra quê? Suponho que seja para dificultar a leitura...
Sei que tal observação parece uma bobice (e reitero que se trata de um trabalho importante ), mas não é. Em certo sentido, a edição do caderno nos devolve para o centro deste longo texto: boa parte da imprensa (e não é muito diferente em todo o mundo democrático) não se conforma que o povo — os jovens também — possa ser careta, conservador, de direita. Recorre-se nem que seja a uma estética do inconformismo — “moderna” — para evidenciar o conservadorismo, ainda que ela crie mais dificuldades de leitura do que facilidades, ainda que ela mais turve a realidade do que ajude a explicá-la — como é da natureza, diga-se, de quase todos os inconformismos.
Os dados que ali estão, no entanto, são de grande relevância. Seria conveniente que muitos dos nossos políticos, especialmente os que não são de esquerda, começassem a refletir a respeito.
CONSELHO SEM FUNÇÃO
Editorial - Opinião Folha de São Paulo
Tem razão de ser o questionamento do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, sobre o papel que terá o recém-criado Conselho Sul-Americano de Defesa. "Para que é isso, ainda não sei", disse ele em visita aos EUA.
Cenário adequado, já que a única intenção que se deixa vislumbrar para a criação do novo organismo, proposta pelo Brasil, é excluir Washington da tomada de decisões de defesa no subcontinente. Sendo os EUA uma superpotência com interesses reais na região, tal objetivo soa irreal.
A idéia de criar o conselho surgiu em momento inoportuno. Não dá para falar em políticas de defesa continentais quando sérias rivalidades vividas pelos países sul-americanos são internas - desde as mais ruidosas, como a entre Colômbia e Equador, a outras menos notáveis, como a disputa Peru-Bolívia. O próprio Brasil, autor da idéia, parece não saber muito bem para que servirá o novo conselho. "As atribuições específicas do conselho estão em discussão (...). A proposta brasileira é de que este se constitua em foro de discussões, não se pretendendo que suas decisões vinculem as partes", escreveu o ministro Nelson Jobim em recente artigo na revista "Interesse Nacional" (C.T. - é tão absurdo que seja a ser ridículo esta idéia de criar uma entidade com "atribuições específicas ainda em discussão". Seria bom Washington entender de vez que o LULA não é nem um pouco interessante para os EEUU e parar de confiar nele como "parceiro", mesmo que para um joguinho de bilhar...).
Órgãos de discussão já os há aos montes.
Outras das possíveis atribuições do conselho - como a integração dos sistemas produtivos das indústrias de defesa sul-americanas, podem ser efetuadas muito bem sem ele.
A resistência da Colômbia parecia ter enterrado a idéia do conselho, mas o país voltou atrás e decidiu participar. As condições impostas para tal - a tomada de todas as decisões por consenso e a rejeição total a grupos violentos (leia-se Farc) - podem provocar a defecção de outros países. Além disso, a permissão para que os integrantes mantenham acordos bilaterais de cooperação militar com outros países anula qualquer possibilidade de tirar os EUA de cena - e torna ainda mais sem sentido a criação do organismo. Um bom conselho seria deixá-lo de lado.
Tudo dominado: Investigações confirmam ligações entre traficantes e movimentos sociais terroristas
Do blog ALERTA TOTALPor Jorge Serrão na segunda-feira, 28 de julho de 2008
Está tudo dominado pelo Governo Ideológico do Crime Organizado. Um relatório de 3 de julho da Justiça do Mato Grosso do Sul atesta que o traficante Luiz Fernando da Costa - o FERNANDINHO BEIRA-MAR - “continua a comandar sua organização criminosa de dentro dos presídios federais, desejando transformá-los em escritório do crime”. A Procuradoria Geral da Colômbia confirmou a existência de um "acordo terrorista" entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, velha parceira de Beira-Mar) e o grupo separatista basco ETA para cometer atentados e seqüestros.
Atualmente na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), o próximo plano de Fernandinho Beira-Mar é mandar assassinar a promotora Márcia Velasco, que atua no processo contra a quadrilha de Beira-Mar desde 1999, no Rio de Janeiro, e eliminar o juiz criminal da 3ª Tribunal Regional Federal do Mato Grosso do Sul e corregedor do presídio federal de Campo Grande, Odilon de Oliveira (C.T. clique aqui e saiba quem é este juiz). Os parceiros de terrorismo podem ser “terceirizados” para cumprir tal missão.
No Rio de Janeiro, o delegado Allan Turnowski, diretor das delegacias especializadas da Polícia Civil, tornou pública uma relação criminosa (já sabida pelos órgãos de inteligência) entre o MST - Movimento dos Sem Terra e o comércio ilegal de drogas na favela da Rocinha – a maior da América Latina. O chefe do tráfico local, Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, formou uma parceria com o famoso José Rainha Júnior – um dos líderes do MST (que agora afirma não tê-lo mais como dirigente).
O "intercâmbio cultural" promovido por Rainha levou quadros da "liderança" da Rocinha para conhecer o trabalho “revolucionário” de campo que é feito no Pontal de Paranapanema. Segundo a Polícia, com o know-how adquirido, Rainha e Nem articularam a candidatura a vereador do presidente licenciado da associação de moradores, Claudinho da Academia (PSDC, que faz parte da coligação que apóia o candidato Marcelo Crivella a Prefeito do Rio).
Na estratégia bem ao estilo autoritário-ideológica, Claudinho se apresentou como “candidato único” na favela. Agora, corre o risco de ter a candidatura cassada, porque se tornou, para a Polícia, o principal suspeito de desfrutar do curral eleitoral mantido pelo tráfico na Rocinha. A atividade criminosa é gerenciada por lá pelo Comando Vermelho (o CV) de Beira-Mar, que tem uma parceria operacional com as Farc colombianas. Em troca de peças de carros roubados no Rio de Janeiro, os guerrilheiros colombianos fornecem cocaína aos brasileiros. Leia o artigo de Jorge Antônio Barros, no Globo on Line: O pacto político entre o tráfico e parte do MST na Rocinha
Tal parceria só é atrapalhada por uma guerra em curso. As duas principais organizações criminosas do País, Comando Vermelho (Rio) e Primeiro Comando da Capital (São Paulo), que até fevereiro deste ano conviveram pacificamente, resolveram se enfrentar na fronteira de Ponta Porã (MS) com Pedro Juan Caballero, Paraguai. Já teria rendido 30 mortos para ambos os lados a disputa pelo domínio da fronteira por onde passam drogas e armas.
A batalha é de Fernandinho Beira-Mar, líder do CV, contra Nilton Cezar Antunes Veron, o Cezinha, chefão do PCC. A facção criminosa Primeiro Comando da Capital – que já terceirizou membros do ETA e das FARC no famoso atentado que parou São Paulo - já possui ramificações em diversos presídios do País e que hoje comanda a grande onda de seqüestros no sul de Minas Gerais.
O Conceito
A interligação entre todos esses fatos só confirma a precisão do conceito de Governo Ideológico do Crime Organizado.
Trata-se da associação, com fins delitivos, entre as classes política e empresarial, terroristas e criminosos de toda espécie, e membros dos três poderes, para usurpar o poder do Estado e praticar a corrupção, a violência e o terror.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
O desastre Amorim
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARApor Ipojuca Pontes em 28 de julho de 2008
Resumo: A Rodada Doha, em essência, foi inútil. Pois para o Itamaraty Vermelho a pendenga não é de caráter comercial, mas, sim, ideológica. E aí vale tudo, inclusive o uso da mentira revolucionária.
© 2008 MidiaSemMascara.org
“Considero o ato do seu protegido como de alta traição”
(do general Ludwig, ministro da Educação e Cultura, para o chefe da Casa Civil do governo Figueiredo, general Golbery do “Colt” e Silva, antes de demitir Celso Amorim da Embrafilme)
Como escrevi em algum lugar, Celso Amorim, o antigo Celsinho da Embrafilme, é o diplomata de “carrière” que o Brasil teria obrigação de desterrar mas que nenhum país democrático do mundo desejaria receber. Amorim, como se sabe, é um desastre diplomático – por onde passa deixa a marca letal da incompetência, má-fé e arrogância. O seu (dele, lá) mentor intelectual – com o qual se envolveu como assistente de direção nos tempos do Cinema Novo - foi o cineasta comunista Leon Hirszchman, introdutor do leninesco “centralismo democrático” nas relações político-institucionais do cinema brasileiro.
Nomeado ministro das Relações Exteriores pelo aéreo Itamar Franco, Celsinho, digo, Amorim, viu-se às voltas em 1993 com a ação terrorista da FARC, que fez explodir 200 quilos de dinamite (pura) na embaixada do Brasil em Bogotá, num atentado no qual morreram 43 colombianos e saíram feridas cerca de 350 pessoas, entre oito funcionários e diplomatas lotados na nossa representação[*]. Mesmo assim, instado a responder em data recente se considerava a guerrilha colombiana uma organização terrorista, o vosso chanceler tergiversou do seguinte modo: “O Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as FARC entram ou não nesta categoria”.
A posteriori, durante o primeiro mandato do sindicalista Lula, sempre dando a entender aos Estados Unidos que laborava em favor da criação da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas, segundo ele num “formato à la carte”, o ministro do Itamaraty Vermelho passou a sabotar as negociações que nos abriria mercado de mais de 800 milhões de pessoas. E para sepultar de vez a perspectiva de uma zona de livre comércio, depois de procrastinar o quanto possível acordo que nos levaria a participar de um PIB (Produto Interno Bruto) continental na ordem de US$ 12 trilhões, o chanceler de Lula, no seu antiamericanismo doentio, deixou que um funcionário do MRE associasse a Alca ao fulgor de uma “odalisca de cabaré barato”.
Agora, em Genebra, mais insolente do que nunca, o desastrado diplomata, no afã de sair-se como líder voluntarioso do emergente G-20, procurou detonar no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio) a chamada Rodada Doha, que se arrasta há sete longos anos e que tem por objetivo estabelecer negociações multilaterais entre países ricos e pobres (cujos governos estão ficando mais ricos do que os dos países ricos), a partir da eliminação de subsídios e barreiras que dificultam o livre trânsito das commodities agrícolas, serviços e produtos industrializados.
Ligado o dispositivo totalitário, Amorim de saída acusou os países ricos de adotarem na Rodada uma estratégia nazista na condução das negociações, que incorporaria a máxima de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, segundo a qual “uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade”. A coisa pegou mal, na mesa em que a presença de vítimas do nazismo é bem nítida. Na ordem prática das coisas, no entanto, o chanceler de Lula diz que os países desenvolvidos protelam a redução dos seus subsídios agropecuários – o que impediria as nações emergentes de comercializarem seus produtos agrícolas.
Os países desenvolvidos, por sua vez, ao anunciarem cortes de subsídios na área da agricultura, acusam os países membros do G-20, dos quais Amorim é uma das lideranças, de não promoverem, em reciprocidade, a respectiva abertura nas áreas industriais e de serviços. Mesmo levando em consideração que a Rodada não é apenas sobre agricultura, Amorim atravanca as negociações “fincando o pé” na velha posição de que só cortando mais subsídio na área agrícola poderia aventar alguma coisa no terreno industrial – numa manobra onde o saldo de confiança é zero. Agora me digam: quem diabo topa, numa Rodada de hienas, fazer negócio assim?
Ao citar a máxima de Goebbels sobre a mentira, o ministro do Itamaraty Vermelho esqueceu de mencionar a recomendação do estrategista Lenin, segundo a qual, instalado o quadro de conflito, o comunista deve “acusar o outro do crime que ele mesmo comete ou pensa”. Com efeito, para aplicar o golpe sobre o Governo Provisório de Kerensky e dos ex-aliados mencheviques, na Rússia de 1917, o mentor da sangrenta revolução aconselhava aos súditos a adoção sem limites da mentira como arma, imputando aos adversários as tramas criminosas que praticava.
De fato, para chegar à vitória dos seus objetivos, Lenin era capaz de empreender qualquer tipo de trapaça, tais como calúnias, fraudes, delações, atentados, chantagens, aliciamentos e falsificação de documentos. Marxista de carteirinha, ele acreditava, como de resto todo comunista, que em nome do porvir revolucionário o militante pode cometer todos os crimes possíveis, tendo como álibi a mentirosa verdade (utópica) revolucionária.
Para estudiosos isentos da história moderna, não há mais dúvida: a única diferença entre os objetivos do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazi) e dos diversos partidos comunistas é que o primeiro prega a implantação do socialismo nos limites nacionais e o segundo o quer estabelecido internacionalmente. Para dominar a propriedade privada e o controle dos meios de produção, os nazistas fizeram do judeu (na Alemanha) o bode expiatório, enquanto os comunistas apontam os “burgueses capitalistas” como alvo de suas inculpações. O próprio Hitler, quando entre pares, costumava revelar que aprendera muito, para atingir o poder, lendo Marx e observando Lênin e Mussolini.
Quanto à Rodada Doha, decerto que ela, em essência, foi inútil. Pois para o Itamaraty Vermelho a pendenga não é de caráter comercial, mas, sim, ideológica. E aí vale tudo, inclusive o uso da mentira revolucionária.
O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.
Arte e revolução
Por Olavo de Carvalho em 25 de julho de 2008
O estudante sério, como se sabe, é uma espécie da qual presumo haver salvado da extinção alguns dos poucos exemplares que ainda restam no Brasil, e até fomentado a geração de uns quantos em proveta, longe daquela raça temível de predadores que são os pedagogos e os burocratas do Ministério da Educação.
Um daqueles raros sobreviventes envia-me uma pergunta das mais interessantes, merecedora de resposta em jornal. Quer ele saber se o artista, o poeta, o escritor infectado de mentalidade revolucionária está irremediavelmente perdido para a criação artística ou pode, pelo gênio pessoal, transcender nela a mecanicidade grosseira do pensamento revolucionário.
Se aceitamos a definição croceana da arte como “expressão de impressões” – e até hoje não vi motivo para rejeitá-la –, a resposta à pergunta torna-se auto-evidente. A mentalidade revolucionária é essencialmente a inversão do sentido do tempo, a arrogância psicótica de interpretar o presente e o passado à luz das virtudes imaginárias de um futuro hipotético. O futuro enquanto tal não pode ser objeto de impressão, só de conjeturação imaginativa ou de construção mental. Uso estes dois termos para designar atividades diametralmente opostas: a primeira consiste em ampliar simbolicamente as impressões do presente e jogá-las num futuro imaginário, como fizeram George Orwell e Aldous Huxley em “1984” e no “Admirável Mundo Novo” respectivamente. A segunda inventa o futuro e remolda à luz dele as impressões do presente. É esta a única via aberta à “arte revolucionária”. Mas é certo que essa arte já não é mais arte e sim mero revestimento estético de uma construção conceptual. Cabe aí a distinção que Saul Bellow fazia entre os “intelectuais” e os “escritores”, estes incumbindo-se do ofício propriamente artístico de transmitir as “impressões autênticas”, aqueles tratando de deformá-las segundo uma construção hipotética.
A mentalidade revolucionária é intrinsecamente hostil à criação artística, porque volta as costas às “impressões autênticas”, reconstruindo o mundo segundo os cânones de uma “segunda realidade” artificial e artificiosa. O termo “segunda realidade” é de Robert Musil, e quem o leu sabe do gigantesco esforço que esse escritor dispendeu para restaurar a arte do romance numa atmosfera cultural em que as idéias e ideologias pareciam ter sepultado esse gênero sob a grossa placa de chumbo das construções conceptuais.
Isso não quer dizer, no entanto, que todo artista politicamente comprometido com uma causa revolucionária permaneça escravo dela no exercício do seu mister criativo. A história das artes no século XX – e especialmente da literatura – é uma galeria de consciências dilaceradas entre a fidelidade ao futuro hipotético oferecido pelas ideologias e a realidade presente das “impressões autênticas”.
ORTEGA E AS CIRCUNSTÂNCIAS
Por Nivaldo Cordeiro em 22 de julho de 2008
A mais famosa frase cunhada por Ortega y Gasset, ele que era um escritor que construía frases memoráveis a cada página escrita, é: “Eu sou eu e a minha circunstância e se não a salvo, não salvo a mim mesmo”, posta no intróito ao livro Meditaciones del Quixote”. Depois da expressão “Penso, logo existo”, cunhada por Descartes, é a mais sensacional síntese filosófica que um pensador tenha conseguido. Ela diz muita coisa em filosofia, é a própria representação da razão vital orteguiana, que veio para superar o unilateralismo idealista e sepultar de vez um eventual resgate do realismo filosófico.
Não tenho o propósito aqui de expor, nas poucas palavras que escreverei, esse verdadeiro duelo da história do pensamento ocidental, que tem em Ortega y Gasset um apogeu. Teria eu que ser um filósofo também, o que não sou, e ter um espaço para, pelo menos, escrever um ensaio. Eu quero apenas fazer um pequeno comentário à expressão, muito a propósito para pensarmos o momento histórico que estamos vivendo.
O que podemos perceber é que a maior parte dos autores gosta de citar a primeira parte da sentença “Eu sou eu e a minha circunstância”, deixando em segundo plano a segunda parte, “e se não a salvo, não salvo a mim mesmo”, tão importante. Certo, a primeira parte é, digamos, a mais contemplativa. Ela demonstra que o Eu é tão fundamental quanto as coisas são, aquelas que encontramos, cada um de nós, na longa jornada que é a vida individual. As pequenas e as grandes coisas por igual. A verdade é resultado desse encontro do olhar humano com as coisas em derredor. “Pensar é olhar”, ensinou Ortega certa vez. E nessa abordagem perspectivista vemos o filósofo espanhol ombrear-se com os grandes filósofos de todos os tempos, de Sócrates a Kant e Hegel e todos os outros. A ingenuidade realista dos antigos e a soberba autonomizada do Eu na modernidade são deixadas para trás enquanto unilateralidades incapazes que darem conta de explicar o real.
O interessante aqui é a segunda parte da sentença. É um olhar do homem de ação, depois da contemplação. Há uma forte ressonância cristã – o apelo à salvação – embora não pretenda ter um elo teológico. É que “salvar-se” tem sempre uma conotação metafísica e a pressuposição de que a transitoriedade da vida humana é aparente. A jornada continua por toda a Eternidade. A responsabilidade diante de Deus está posta ao vivente, mesmo que eventualmente ele a recuse e nem a reconheça. Mas o que estava à vista do filósofo era a coisa mais terrena, mais imediata, mais histórica. Era o contexto social, sua sociologia. Ortega estava vendo, àquela altura dos idos de
É preciso, portanto, salvar a política das mãos do homem-massa para que possamos salvar a todos e a cada um. Mais precisamente, é preciso enquadrar o homem-massa, restabelecer a hierarquia. Salvar aqui, em minha opinião, tem o primeiro de seus sentidos dicionarizados: “Tirar ou livrar a si mesmo de perigo, dificuldades, ruína ou morte”. Há um grande perigo em nosso momento, muito semelhante àquele que Ortega viu a seu tempo. O ponto é que não temos escolha que não agir para salvar-nos a nós mesmos. Ninguém fará isso por nós, que somos os agentes históricos. A omissão não salvará ninguém, muito ao contrário, ela apenas entregará os destinos coletivos nas mãos dos que têm a alma moralmente deformada. Daqueles que não se importarão em causar morte e destruição.
Agir para salvar as nossas circunstâncias é, antes de tudo, tornar-se um líder. É ter o sentido da civilização, é conhecer o legado espiritual do Ocidente. É assumir a responsabilidade. A horda dos decadentes só toma o comando do Estado quando os homens egrégios se apequenam. O momento é de se fazer o movimento inverso, de pôr o homem-massa no seu lugar. A vida convida todos nós à responsabilidade existencial. Salvar-se requer, antes de tudo, ter uma atitude moral consigo mesmo, que fatalmente influenciará o meio. As massas, deixadas por si mesmas, serão enganadas pelos demagogos malignos, no rumo do desastre.
Suicídio cultural
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARApor Jeffrey Nyquist em 23 de julho de 2008
Resumo: O Último Homem de Fukuyama é um especialista, um inseto na colméia, um não-ente, um burocrata – com falsas noções de nobreza que invertem o elevado e o baixo. O Último Homem está enredado na lógica descendente do igualitarismo: ele não mais aspira a nada, não mais olha para coisas mais altas. Seu olhar se fixa para baixo, na sarjeta, e não até o Paraíso no alto.
© 2008 MidiaSemMascara.org
A colunista britânica Melanie Philips[1] teme que a Guerra ao Terror esteja sendo perdida. Em 2006, ela publicou um livro intitulado Londonistan [Londonistão], que delineia a crescente ameaça islâmica e a débil reação britânica. Entre os seus insights você encontrará a seguinte acusação contra a política cultural britânica (que se aplica igualmente aos Estados Unidos): “A Grã-Bretanha tornou-se uma sociedade decadente, enfraquecida por alarmantes tendências na direção do suicídio social e cultural”.
Você sabe, estamos todos destinados a viver numa “aldeia global” e a nação é um obstáculo em nosso caminho. Somos encorajados a nos tornarmos “multiculturais”. Ao mesmo tempo, os ideais nacionais são rotulados como culpados pela xenofobia, pela guerra e pelo racismo. Uma utopia igualitária toma o centro do palco. Portanto, Deus e o país devem ser enxovalhados. Em meio a essa nova “revelação”, não há nenhuma surpresa no fato de que nossa cultura tenha se tornado uma contracultura; que nossas tradições sejam atacadas abertamente pelos descontentes com procuração outorgada sabe-se lá por quem.
Certa vez, na pequena cidade de Dewsbury, [West Yorkshire, Inglaterra] ocorreu uma batalha amarga, “quando os pais de vinte e seis crianças brancas recusaram-se a mandá-las para uma escola pública primária cuja maioria dos alunos era muçulmana”, e sobre a qual se tinha a idéia de estar “privilegiando a cultura asiática e muçulmana”. De acordo com Philips, “Dezoito anos mais tarde, Dewsbury acordou para o fato de que tinha sido o lar... de Mohammed Sidique Khan, aparentemente o líder dos ataques a bomba de 7 de julho de 2005, em Londres”.
O que devemos entender disso? É muito simples: o sistema britânico perdeu seu instinto de autopreservação, pois permite que estrangeiros imponham idéias estrangeiras aos cidadãos nascidos na Grã-Bretanha. De acordo com Philips, “Este colapso da autoconfiança nacional surgiu de uma combinação de coisas”. Em especial, brotou do advento do niilismo europeu e do igualitarismo. O establishment britânico, nas palavras de Philips, tornou-se “particularmente vulnerável à ideologia revolucionária da esquerda, que dominou o mundo ocidental nos anos 1960 e 1970 e no cerne da qual repousam os ódios aos costumes e tradições da sociedade ocidental”.
Para aqueles com olhos para ver, a gravidade da situação tornou-se dolorosamente aparente durante os anos 1980 – quando os conservadores estavam ocupados demais congratulando-se a si mesmos pelas vitórias que não obtiveram. Ronald Reagan foi um bom líder, mas o ambiente cultural que o circundava já estava saturado de relaxantes produtores de ilusão. Enquanto a Doutrina Reagan era proclamada pelo presidente, quase não era apoiada pela nação ou pela burocracia em Washington. Portanto, não é nenhum acidente que uma defesa eficaz contra mísseis russos intercontinentais jamais tenha sido posta em prática, que a retirada soviética do Afeganistão já anunciasse a emergência da Al Qaeda, que Daniel Ortega retomasse a Nicarágua, que Jonas Savimbi perdesse a guerra civil angolana para os comunistas, que a África do Sul caísse nas mãos do CNA[2], que o Congo se tornasse igualmente comunista, e ainda a Venezuela, a Bolívia, etc.
Quem realmente venceu a Guerra Fria? Parece incrível considerar a idéia; mas talvez seja mais do que jamais possamos compreender: a história é algo que não aconteceu contada por pessoas que não estavam lá. Os anos 1960 trouxeram mudanças sinistras, os anos 1970 trouxeram crise, mas, nos anos 1980, tudo se submeteu sob o estandarte “Morning in America”.[3]
Considere a realidade: o trombeteado retorno aos valores tradicionais foi, em grande medida, fraudulento. A queda do comunismo foi projetada m Moscou. As escolas públicas ficaram piores e piores. O crescente comércio com a China foi um câncer. Um presidente com a memória cada vez mais fraca foi cercado e minado por renegados e apaziguadores em sua própria administração. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado”, escreveu George Santayana, “estão condenados a repeti-lo”. E não era apenas a memória do presidente que falhava. Os próprios Estados Unidos tinham desenvolvido Alzheimer. De que outra forma podemos explicar a popularidade do clamorosamente confessional livro de Francis Fukuyama, The End of History and the Last Man [O Fim da História e o Último Homem]?
Aqui encontramos uma racionalização do hedonismo através dos tempos, e uma razão para esquecer o Holocausto, para esquecer os açougueiros marxistas dos campos da morte do Camboja, para esquecer o Gulag soviético, o massacre da Praça Tiananmen, o legado totalitário e negar a sua prontidão para acontecer de novo. O Último Homem de Fukuyama é um especialista, um inseto na colméia, um não-ente, um burocrata – com falsas noções de nobreza que invertem o elevado e o baixo. O Último Homem está enredado na lógica descendente do igualitarismo: ele não mais aspira a nada, não mais olha para coisas mais altas. Seu olhar se fixa para baixo, na sarjeta, e não até o Paraíso no alto.
Ainda que muitos dêem de ombros ou riam, é inegável que um punhado de estadistas manteve o Ocidente. Onde estão esses estadistas agora? Os pais conscritos do antigo senado deram lugar ao Último Homem. A confusão reina enquanto o governo americano ignora a primeira lição da política do século XX: não subestime o mal. Os críticos do governo, porém, de forma tola, ignoram a segunda lição da política do século XX: apaziguar o mal promove o mal.
E o que acontece quando o bem é confundido com o mal? Fiquem ligados e assistam ao que acontece. De acordo com Melanie Philips, o britânico médio pensa “que os Estados Unidos são a fonte de todo o mal, que George W. Bush é um criminoso de guerra maior do que Saddam Hussein jamais foi e que Israel oferece uma ameaça à paz mundial”. Isso seria chocante, mas nós já sofremos tantos choques. Estamos entorpecidos e sobram poucos sentimentos. Talvez já seja mais tarde do que imaginávamos. Talvez a duradoura aliança entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos tenha acabado. Qual o apelo, qual a correção, que remédio ainda há para essa estupidez crônica? Philips está certa ao dizer que “a Grã-Bretanha tornou-se uma sociedade decadente“. Mais que isso, ela ainda acrescenta: “A implacável demonização dos Estados Unidos e de Israel pela mídia britânica serviu como um poderoso agente de recrutamento para a jihad...”.
© 2008 Jeffrey R. Nyquist
Publicado por Financialsense.com
Tradução: MSM
[1] NT: Melanie Philips escreve na The Spectator, uma das mais prestigiosas revistas britânicas, ainda relativamente conservadora e onde Paul Johnson também tem coluna fixa.[2] NT: Congresso Nacional Africano, organização comunista liderada por Nelson Mandela.
[3] NT: Slogan político em 1984 que, em sua versão completa, equivaleria a algo como “O redespertar da América: mais orgulhosa, mais forte, melhor”.
Os imitadores – Parte II
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARApor Thomas Sowell em 22 de julho de 2008
Resumo: Com tantas objeções ao desempenho econômico americano, não é surpresa que tantas pessoas pensem em imitar os europeus – na economia, em política externa e em outras áreas.
© 2008 MidiaSemMascara.org
Deve ser uma decepção amarga para aqueles na mídia e na política que estão morrendo de vontade de usar a palavra “recessão” que, pelo segundo quarto consecutivo, não tenha havido uma reversão na economia, apesar do crescimento ter sido menor.
Os alarmistas tiveram de se contentar em citar outros alarmistas a respeito de uma suposta recessão, que ainda não se tornou real.
A definição de uma “recessão” é muito clara e direta: dois quartos consecutivos de crescimento negativo. Não tivemos ainda nem um quarto consecutivo de crescimento negativo.
As brigadas de caçadores de erros na economia e na sociedade americana são uma das razões pelas quais há tanta conversa sobre como devemos fazer as coisas da maneira como elas são feitas na Europa.
Precisamos entender os EUA em primeiro lugar, depois começar a imitar a Europa.
A economia americana é a maior do mundo – maior do que a soma das economias do Japão, da Alemanha e da Inglaterra.
Medida pelo poder de compra, o resultado per capita dos EUA é maior do que o de qualquer grande nação.
Há alguns pequenos países, como Luxemburgo e as Ilhas Cayman, que exibem um poder de compra per capita maior. Mas, como disse o Professor Benjamin M. Friedman, de Harvard, lugares como Luxemburgo são “tecnicamente países, mas parecem mais com grandes subúrbios”. A população total de Luxemburgo é aproximadamente igual a de Long Beach, Califórnia. O Wal-Mart tem mais empregados do que a população de Luxemburgo.
Lugares como as Ilhas Cayman são paraísos fiscais que atraem a riqueza das pessoas que não são nativas.
Dentre os países que são comparáveis aos EUA em tamanho e população, nenhum deles tem resultado per capita tão expressivo. New Jersey produz mais do que o Egito. A Califórnia produz mais do que o Canadá ou o México.
Todos os desesperados esforços para descrever a prosperidade e progresso dos Estados Unidos como sendo monopolizados pelos “ricos” têm levado a todo tipo de estatísticas fajutas, tais com as que comparam a mobilidade entre categorias estatísticas ao longo do tempo – ignorando o fato de que a maioria das pessoas em tais categorias se move de uma para outra com o passar dos anos.
Os estudos que seguem os indivíduos ao longo do tempo mostram o oposto exato do que está sendo dito na mídia influente e pelos políticos. Isto é: a maior parte dos trabalhadores no quinto inferior da distribuição de renda se eleva à metade superior, e a taxa de crescimento de seus proventos é maior do que a das pessoas que estão no quinto superior. Os indivíduos que estão na faixa superior de um por cento, num determinado tempo, têm, a partir daí, um declínio absoluto em sua renda com o passar do tempo. Quando eles saem dessa faixa, eles são substituídos por outros, de forma que a categoria estatística permanece estável, enquanto as pessoas de carne e osso que entram e saem dessa categoria não estão, em absoluto, vencendo aquelas que estão abaixo na distribuição de renda.
Nada disso é complicado de entender. Mas a maioria das pessoas na política, na mídia e na academia insiste em usar estatísticas baseadas no destino de categorias abstratas ao longo do tempo – domicílios, famílias, faixas de renda – mesmo quando outras estatísticas, baseadas no desenvolvimento individual ao longo do tempo, estão disponíveis.
Domicílios e famílias variam em tamanho de grupo a grupo – tamanho que geralmente diminui com o tempo – mas um indivíduo significa sempre uma pessoa. A renda por domicílio ou família pode ficar estável, ou mesmo diminuir, enquanto a renda por pessoa cresce.
Esse tem sido o padrão geral nas últimas décadas, o que pode ser a razão pela qual os negativistas estejam sempre citando as estatísticas de renda das famílias e domicílios e ignorando as estatísticas de renda dos indivíduos.
Com tantas objeções ao desempenho econômico americano, não é surpresa que tantas pessoas pensem que devemos imitar os europeus – na economia, em política externa e em outras áreas.
Podemos sempre aprender coisas particulares de outros países, sejam europeus, asiáticos ou quaisquer outros. Mas imitar os europeus, quando eles não estão tão bem quanto os americanos, não faz o menor sentido.
Publicado por Townhall.com
Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo
Leia também Os imitadores - Parte I
Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.
Dados sobre Farc são ''irrelevantes'', diz assessor de Lula
Por Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA, em segunda-feira, 28 de Julho de 2008
Marco Aurélio Garcia afirma que preocupação dos EUA sobre deslocamento da guerrilha para o País é infundada
Em entrevista ao Estado, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, informou que Bogotá entregou ao País informações sobre as "conexões" das Farc no Brasil. Em especial, sobre narcotráfico. Há uma semana, em visita ao Brasil, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Michael Chertoff, alertou para a possível infiltração das Farc na Amazônia.
De acordo com García, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, está no caminho de concluir até o fim de outubro um acordo com as Farc. (C.T. - vamos lembrar disto que o MAG falou e veremos se URIBE vai fazer algum acordo que não na bala com as FARC). Segundo ele, o governo da Colômbia tem buscado "com muita competência" a desmobilização das Farc nos últimos meses. Numa frente, manteve canais de negociação com os líderes da guerrilha. Em outra, acirrou os ações militares e as operações de resgate de reféns.
"É falsa a impressão de que a Colômbia está agindo militarmente e está rompido com as Farc. A relação de forças foi alterada, em favor do presidente Uribe", afirmou Garcia, de Caracas, ao Estado. "As condições são favoráveis para que, em dois ou três meses, haja novidades nas negociações que estão em curso", completou. (C.T. - O MAG merece um nariz de palhaço, é um piadista. Mas como ele está no Brasil, claro que um monte de brasileiros, a imensa maioria, vai acreditar nisto, assim como acreditaram que a Ingrid estava semi-morta).
Desde o início do ano, o governo colombiano vem acumulando sucessos na luta contra as Farc. No dia 2, conseguiu a libertação de Ingrid Betancourt, ex-candidata à presidência seqüestrada em 2002, e de outros 11 reféns. Antes, havia obtido a rendição de líderes rebeldes e, numa controvertida ação em território do Equador, eliminado Raúl Reyes, número 2 da guerrilha.
Segundo Garcia, no dia 19, em Bogotá, Uribe mencionou seus feitos contra as Farc ao presidente Lula, que reiterou a disposição do Brasil de colaborar para uma solução negociada do conflito. Mas, relatou, o colombiano não apresentou pessoalmente a Lula nenhuma solicitação sobre as Farc. Para o assessor, a suspeita de deslocamento das Farc para o território brasileiro, levantada por Chertoff, é infundada. O Ministério da Defesa reiterou a versão, ao argumentar que há mais de dez anos as Farc não tentam se mover na direção do Brasil.
Comentário do Cavaleiro do Templo: se REALMENTE este material fosse irrelevante não seria ele perfeito para mostrar ao povo brasileiro que as FARC não estão no Brasil e que tudo que está aparecendo sobre as ligações entre FARC, FORO DE SÃO PAULO, LULA e PT não existem? Vocês acham mesmo que se o MAG estivesse falando a verdade aí acima este material já não estaria na mídia nacional? Brasileiro ACEITA TUDO MESMO!!!!
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.



