Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Mostrando postagens com marcador IMITADORES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IMITADORES. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os imitadores – Parte II

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Thomas Sowell em 22 de julho de 2008


Resumo: Com tantas objeções ao desempenho econômico americano, não é surpresa que tantas pessoas pensem em imitar os europeus – na economia, em política externa e em outras áreas.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Deve ser uma decepção amarga para aqueles na mídia e na política que estão morrendo de vontade de usar a palavra “recessão” que, pelo segundo quarto consecutivo, não tenha havido uma reversão na economia, apesar do crescimento ter sido menor.

Os alarmistas tiveram de se contentar em citar outros alarmistas a respeito de uma suposta recessão, que ainda não se tornou real.

A definição de uma “recessão” é muito clara e direta: dois quartos consecutivos de crescimento negativo. Não tivemos ainda nem um quarto consecutivo de crescimento negativo.

As brigadas de caçadores de erros na economia e na sociedade americana são uma das razões pelas quais há tanta conversa sobre como devemos fazer as coisas da maneira como elas são feitas na Europa.

Precisamos entender os EUA em primeiro lugar, depois começar a imitar a Europa.

A economia americana é a maior do mundo – maior do que a soma das economias do Japão, da Alemanha e da Inglaterra.

Medida pelo poder de compra, o resultado per capita dos EUA é maior do que o de qualquer grande nação.

Há alguns pequenos países, como Luxemburgo e as Ilhas Cayman, que exibem um poder de compra per capita maior. Mas, como disse o Professor Benjamin M. Friedman, de Harvard, lugares como Luxemburgo são “tecnicamente países, mas parecem mais com grandes subúrbios”. A população total de Luxemburgo é aproximadamente igual a de Long Beach, Califórnia. O Wal-Mart tem mais empregados do que a população de Luxemburgo.

Lugares como as Ilhas Cayman são paraísos fiscais que atraem a riqueza das pessoas que não são nativas.

Dentre os países que são comparáveis aos EUA em tamanho e população, nenhum deles tem resultado per capita tão expressivo. New Jersey produz mais do que o Egito. A Califórnia produz mais do que o Canadá ou o México.

Todos os desesperados esforços para descrever a prosperidade e progresso dos Estados Unidos como sendo monopolizados pelos “ricos” têm levado a todo tipo de estatísticas fajutas, tais com as que comparam a mobilidade entre categorias estatísticas ao longo do tempo – ignorando o fato de que a maioria das pessoas em tais categorias se move de uma para outra com o passar dos anos.

Os estudos que seguem os indivíduos ao longo do tempo mostram o oposto exato do que está sendo dito na mídia influente e pelos políticos. Isto é: a maior parte dos trabalhadores no quinto inferior da distribuição de renda se eleva à metade superior, e a taxa de crescimento de seus proventos é maior do que a das pessoas que estão no quinto superior. Os indivíduos que estão na faixa superior de um por cento, num determinado tempo, têm, a partir daí, um declínio absoluto em sua renda com o passar do tempo. Quando eles saem dessa faixa, eles são substituídos por outros, de forma que a categoria estatística permanece estável, enquanto as pessoas de carne e osso que entram e saem dessa categoria não estão, em absoluto, vencendo aquelas que estão abaixo na distribuição de renda.

Nada disso é complicado de entender. Mas a maioria das pessoas na política, na mídia e na academia insiste em usar estatísticas baseadas no destino de categorias abstratas ao longo do tempo – domicílios, famílias, faixas de renda – mesmo quando outras estatísticas, baseadas no desenvolvimento individual ao longo do tempo, estão disponíveis.

Domicílios e famílias variam em tamanho de grupo a grupo – tamanho que geralmente diminui com o tempo – mas um indivíduo significa sempre uma pessoa. A renda por domicílio ou família pode ficar estável, ou mesmo diminuir, enquanto a renda por pessoa cresce.

Esse tem sido o padrão geral nas últimas décadas, o que pode ser a razão pela qual os negativistas estejam sempre citando as estatísticas de renda das famílias e domicílios e ignorando as estatísticas de renda dos indivíduos.

Com tantas objeções ao desempenho econômico americano, não é surpresa que tantas pessoas pensem que devemos imitar os europeus – na economia, em política externa e em outras áreas.

Podemos sempre aprender coisas particulares de outros países, sejam europeus, asiáticos ou quaisquer outros. Mas imitar os europeus, quando eles não estão tão bem quanto os americanos, não faz o menor sentido.


Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

Leia também Os imitadores - Parte I

Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Os imitadores – Parte I

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Thomas Sowell em 16 de julho de 2008


Resumo: Antes de começar a imitar alguém, devemos nos certificar se os resultados dele são melhores do que os nossos. Num amplo espectro, os Estados Unidos estão muito melhores que a Europa, há muito tempo.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Se alguém sugerisse que Tiger Woods devesse tentar jogar mais como outros jogadores de golfe, a sanidade desse indivíduo seria questionada.

Por que deveria Tiger Woods tentar jogar de forma parecida a Phil Mickelson? Se Tiger mudasse e tentasse jogar com a mão esquerda, como Mickelson, ele provavelmente não seria tão bom quanto Mickelson e muito menos tão bom quanto ele mesmo jogando com a mão direita.

Mesmo assim há quem pense que os Estados Unidos deveriam seguir políticas mais parecidas com as da Europa, freqüentemente sem apresentar razões além do fato de que os europeus seguem tais políticas. Para alguns americanos, ser como os europeus é considerado chique.

Se os europeus têm leis que promovem um alto salário mínimo e os benefícios do estado de bem-estar social, então deveríamos ter leis parecidas, segundo tais pessoas. Se os europeus restringem o lucro e as patentes das companhias farmacêuticas, então deveríamos fazer o mesmo.

Alguns juízes da Suprema Corte parecem mesmo pensar que eles devem incorporar idéias das leis européias na interpretação das leis americanas.

Antes de começar a imitar alguém, devemos nos certificar se os resultados dele são melhores do que os nossos. Num amplo espectro, os Estados Unidos estão muito melhores que a Europa, há muito tempo.

Em comparação com a maior parte do mundo, a Europa está indo bem. Mas eles são como Phil Mickelson, não como Tiger Woods.

As leis do salário mínimo têm, na Europa, os mesmos efeitos que têm em outros lugares do mundo. Elas colocam muitos trabalhadores inexperientes ou de baixa qualificação fora do mercado de trabalho.

Como as leis do salário mínimo são mais generosas na Europa que nos EUA, elas levam a maiores taxas e períodos de desemprego do que nos EUA – mas, especialmente entre trabalhadores jovens, menos experientes e de baixa qualificação.

Taxas de desemprego de 20% ou mais para trabalhadores jovens são comuns em diversos países europeus. Entre trabalhadores que são jovens e pertencentes a minorias, tais como os jovens muçulmanos na França, as taxas de desemprego são estimadas em 40%.

As nossas leis do salário mínimo já produzem suficiente dano sem que imitemos as leis européias. O último ano em que a taxa de desemprego dos negros foi menor que a dos brancos nos EUA foi 1930.

Um ano depois, a lei federal do salário mínimo, a lei Davis-Bacon, foi aprovada. Um dos parlamentares que propôs a lei afirmou explicitamente que o seu propósito era evitar que os negros tomassem os empregos dos brancos.

Ninguém mais diz tal tipo de coisa – o que é lamentável, pois o efeito da lei do salário mínimo não depende do que alguém diz. Os negros em geral, e os jovens negros em particular, são os maiores perdedores de tais leis, assim como os trabalhadores jovens e pertencentes a minorias o são na Europa.

Os americanos que estão nos pressionando na direção do tipo de política que os europeus impõem às companhias farmacêuticas se mostram sem o menor interesse nas conseqüências de tais leis.

Uma das conseqüências é que as companhias farmacêuticas européias fazem a maior parte de suas pesquisas e desenvolvimento de novos medicamentos nos EUA, a fim de se aproveitarem das proteções americanas às patentes e da inexistência de controle de preços.

Essas são as políticas que os imitadores dos europeus querem que mudemos.

Não é coincidência que grande parte dos mais importantes medicamentos sejam desenvolvidos nos EUA. Se matarmos a galinha dos ovos de ouro, como os europeus fizeram, nós e os europeus – como o resto do mundo – ficaremos em pior situação, pois não há muitos outros lugares em que tais medicamentos possam ser desenvolvidos.

Há muitas doenças que ainda não têm cura e nem tratamento que possa aliviar o sofrimento que provocam. As pessoas que sofrem dessas doenças são os que pagarão o preço de uma imitação cega da Europa.

Os Estados Unidos lideram o mundo em tantas áreas que não há sentido em imitarmos quem está atrás.

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

Publicado por Townhall.com

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".