Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
MAG tenta responder sobre o Foro de São Paulo e outros - BAND FM
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Entrevista do MAG
terça-feira, 29 de julho de 2008
Bombardeio na Colômbia deixa 10 rebeldes das Farc mortos
28/07 - 23:20 - EFE
Antes da matéria...
Comentário do Cavaleiro do Templo: um dia atrás (28 de julho de 2008), postei este artigo do ESTADÃO e fiz os seguintes comentários (cor verde):
"... De acordo com García, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, está no caminho de concluir até o fim de outubro um acordo com as Farc. (C.T. - vamos lembrar disto que o MAG falou e veremos se URIBE vai fazer algum acordo que não na bala com as FARC). Segundo ele, o governo da Colômbia tem buscado "com muita competência" a desmobilização das Farc nos últimos meses. Numa frente, manteve canais de negociação com os líderes da guerrilha (C.T. - ??? Negociação??? Ah sim, negociação com metralhadora, míssel, canhão...). Em outra, acirrou os ações militares e as operações de resgate de reféns.
"É falsa a impressão de que a Colômbia está agindo militarmente e está rompido com as Farc. A relação de forças foi alterada, em favor do presidente Uribe", afirmou Garcia, de Caracas, ao Estado. "As condições são favoráveis para que, em dois ou três meses, haja novidades nas negociações que estão em curso", completou. (C.T. - O MAG merece um nariz de palhaço, é um piadista. Mas como ele está no Brasil, claro que um monte de brasileiros, a imensa maioria, vai acreditar nisto, assim como acreditaram que a Ingrid estava semi-morta)..."
Agora a matéria propriamente dita
Bogotá - Pelo menos dez guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram em um bombardeio da Força Aérea Colombiana a um acampamento rebelde situado no departamento de Arauca, fronteiriço com a Venezuela, informaram nesta segunda fontes oficiais.
Uma fonte da Força Aérea Colombiana consultada pela Agência Efe disse que a operação foi realizada em uma paragem do município de Arauquita (nordeste) contra a frente 10 das Farc depois de seis meses de acompanhamento.
Além disso, destacou que no bombardeio morreu o chefe guerrilheiro José Felipe Rizzo, conhecido como "Jurga jurga", e outros guerrilheiros das Farc.
Leia mais sobre: Farc
Mais comentários do Cavaleiro do Templo: acertei!!! Negociação NA BALA como nos mostra este post acima!!! Mas isto não é importante, digo, eu acertar ou errar qualquer coisa que seja. Importante é PERCEBER O QUE ESTÁ ACONTECENDO entre FARC e o PT: o LULA e sua GANGUE tenta de todas as maneiras MENTIR EM FAVOR DA NARCOGUERRILHA ao mesmo tempo em que também faz de tudo para denegrir, agredir e desacreditar o ÚNICO PRESIDENTE DA AMÉRICA LATINA QUE CONTA COM 90% DE APROVAÇÃO DA POPULAÇÃO DO PAÍS DELE, O GIGANTE, O IMENSO, O ÚNICO HOMEM EM FAVOR DA VERDADE NESTE CONTINENTE, O Sr. ÁLVARO URIBE. Lula JAMAIS estará do lado da DEMOCRACIA, JAMAIS estará do LADO DA VERDADE. O simples fato do URIBE ser ADORADO pela população deveria fazer outros presidentes terem NO MÍNIMO respeito, mas o que se pode esperar de pessoas como os esquerdopatas, os adoradores do PODER TOTAL PARA SI MESMOS??? Só um LOUCO espera alguma coisa que se possa aproveitar...segunda-feira, 28 de julho de 2008
Dados sobre Farc são ''irrelevantes'', diz assessor de Lula
Por Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA, em segunda-feira, 28 de Julho de 2008
Marco Aurélio Garcia afirma que preocupação dos EUA sobre deslocamento da guerrilha para o País é infundada
Em entrevista ao Estado, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, informou que Bogotá entregou ao País informações sobre as "conexões" das Farc no Brasil. Em especial, sobre narcotráfico. Há uma semana, em visita ao Brasil, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Michael Chertoff, alertou para a possível infiltração das Farc na Amazônia.
De acordo com García, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, está no caminho de concluir até o fim de outubro um acordo com as Farc. (C.T. - vamos lembrar disto que o MAG falou e veremos se URIBE vai fazer algum acordo que não na bala com as FARC). Segundo ele, o governo da Colômbia tem buscado "com muita competência" a desmobilização das Farc nos últimos meses. Numa frente, manteve canais de negociação com os líderes da guerrilha. Em outra, acirrou os ações militares e as operações de resgate de reféns.
"É falsa a impressão de que a Colômbia está agindo militarmente e está rompido com as Farc. A relação de forças foi alterada, em favor do presidente Uribe", afirmou Garcia, de Caracas, ao Estado. "As condições são favoráveis para que, em dois ou três meses, haja novidades nas negociações que estão em curso", completou. (C.T. - O MAG merece um nariz de palhaço, é um piadista. Mas como ele está no Brasil, claro que um monte de brasileiros, a imensa maioria, vai acreditar nisto, assim como acreditaram que a Ingrid estava semi-morta).
Desde o início do ano, o governo colombiano vem acumulando sucessos na luta contra as Farc. No dia 2, conseguiu a libertação de Ingrid Betancourt, ex-candidata à presidência seqüestrada em 2002, e de outros 11 reféns. Antes, havia obtido a rendição de líderes rebeldes e, numa controvertida ação em território do Equador, eliminado Raúl Reyes, número 2 da guerrilha.
Segundo Garcia, no dia 19, em Bogotá, Uribe mencionou seus feitos contra as Farc ao presidente Lula, que reiterou a disposição do Brasil de colaborar para uma solução negociada do conflito. Mas, relatou, o colombiano não apresentou pessoalmente a Lula nenhuma solicitação sobre as Farc. Para o assessor, a suspeita de deslocamento das Farc para o território brasileiro, levantada por Chertoff, é infundada. O Ministério da Defesa reiterou a versão, ao argumentar que há mais de dez anos as Farc não tentam se mover na direção do Brasil.
Comentário do Cavaleiro do Templo: se REALMENTE este material fosse irrelevante não seria ele perfeito para mostrar ao povo brasileiro que as FARC não estão no Brasil e que tudo que está aparecendo sobre as ligações entre FARC, FORO DE SÃO PAULO, LULA e PT não existem? Vocês acham mesmo que se o MAG estivesse falando a verdade aí acima este material já não estaria na mídia nacional? Brasileiro ACEITA TUDO MESMO!!!!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Marco Aurélio Garcia mente
Alejandro Peña Esclusa, Presidente Fuerza Solidaria e Consultor do FDR
Segundo um cabo de EFE, datado em Brasília, Marco Aurélio Garcia, assessor do presidente Lula da Silva, negou que o Partido dos Trabalhadores (PT) tenha ou tenha tido alguma relação política com as FARC. “Para deixar bem claro, há mais de dez ou quize anos, em alguns foros multilaterais – como o Foro de São Paulo – o PT conviveu com 50 ou 60 organizações e entre elas estavam as FARC, porém foram afastadas”, declarou Garcia. Entretanto, os fatos demonstram o contrário: o Foro de São Paulo (FSP) foi criado em 1990, por iniciativa do Partido Comunista de Cuba e o Partido dos Trabalhadores do Brasil. À primeira reunião assistiram delegados das FARC e do ELN, convertendo-se em membros fundadores dessa organização.
Desde 1990 até o ano de 2008, durante dezoito longos anos as FARC foram convidadas a cada um dos quatorze encontros do Foro de São Paulo. Além disso, as FARC pertencem à direção do Foro de São Paulo, que se conhece como Grupo de Trabalho. Em março deste ano, há apenas quatro meses, os delegados das FARC foram convidados à Cidade do México, para participar do Grupo de Trabalho do FSP, porém o governo mexicano lhes negou o visto.
Há menos de dois meses, em 21 de maio de 2008, ocorreu o XIV Encontro do Foro de São Paulo em Montevidéu. No ato de encerramento o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, rendeu homenagem ao falecido chefe das FARC, Manuel Marulanda, codinome “Tirofijo”. Todos os assistentes, incluindo os delegados do PT, ovacionaram “Tirofijo”, pondo-se de pé e aplaudindo emocionados.
Existem centenas de documentos públicos que demonstram o alinhamento ideológico do PT com as FARC; porém, existe ademais entre eles uma aliança política, operacional e financeira e, devido a isso, o PT sempre se negou a declarar que as FARC são terroristas.
Dado que as FARC estão sendo derrotadas militarmente, seus aliados pretendem desvincular-se e descartar sua cumplicidade de anos com essa organização terrorista; por isso Chávez lhes pede hipocritamente para deixar as armas e por isso Marco Aurélio Garcia mente, dizendo que “há anos foram afastadas”. Todavia, a derrota militar das FARC não apaga os crimes cometidos por seus integrantes, nem a co-responsabilidade de seus aliados.
Urge que as forças democráticas da região conformem uma Comissão Internacional que investigue a fundo as informações contidas nos computadores de Raúl Reyes, e promova ações políticas e judiciais contra os aliados das FARC. Essa é a única maneira de garantir que se faça justiça e de evitar que as FARC renasçam de suas cinzas.
Tradução: Graça Salgueiro
domingo, 15 de junho de 2008
Um negócio quase honesto - artigo de 2006
Do portal do OLAVO DE CARVALHOPor Olavo de Carvalho em 13 de abril de 2006
Ao mesmo tempo que o Exército Brasileiro comunicava a prisão de agentes das Farc na Amazônia, a IstoÉ de 12 de abril informava: documentos apreendidos com Fernandinho Beira-mar “comprovam a antiga suspeita de que o bandido fornecia armamentos e munições às Forças Armadas Revolucionárias (FARC) da Colômbia em troca das toneladas de cocaína com que abastecia pontos-de-venda de droga no Brasil”. Uma agenda, preenchida pelo traficante com o registro de suas operações no ano 2000, “é a prova cabal da aliança entre Beira-Mar e as Farc”, assegura a revista.
Beira-Mar não decerto é o principal amigo brasileiro dos delinqüentes colombianos. A Resolução número 9 do X Foro de São Paulo, de 7 de dezembro de 2001, condenou a repressão à narcoguerrilha como “terrorismo de Estado” e como “verdadero plán de guerra contra el pueblo”. Entre as assinaturas estava a do sr. Luís Inácio Lula da Silva, então ainda presidente do Foro.
No mesmo ano, líderes das Farc foram recebidos como hóspedes oficiais pelo governo petista do Rio Grande do Sul.
Mas seria injusto dizer que a colaboração do PT com as Farc se limitou à troca de gentilezas. As duas organizações publicam juntas uma revista, “America Libre”, dirigida pelo sublime dr. Emir Sader, na qual defendem seus interesses comuns contra o governo da Colombia e dos EUA, o Exército brasileiro e outras entidades malignas (C.T. - tem mais celerados nesta revista, clica no link acima e veja, por exemplo, o CHICO BUARQUE lá também, o que o torna, portanto, AMIGO DAS FARC). Pelo menos até 2004, o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, estava no Conselho Editorial da publicação ao lado do comandante das Farc, Manuel Marulanda Vélez, o famigerado “Tiro Fijo”. Lá estava também o impoluto deputado Greenhalgh -- aquele mesmo que propunha controlar a criminalidade mediante o desarmamento geral das vítimas.
Quando o porta-voz das Farc, Olivério Medina, contou que a organização tinha dado dinheiro para a campanha eleitoral do PT, houve uma correria geral para persuadir o público de que tudo não passava de bravata. Mas, logo depois, a elite petista organizava um movimento de protesto para libertar da prisão o homem acusado de manchar a reputação do partido com fanfarronadas irresponsáveis. Em vez de enxergar algo de suspeito em tamanha incongruência, a nação preferiu acreditar que o PT era um partido cristianíssimo, que retribuia o mal com o bem.
Em 2002, três dos quatro concorrentes à presidência eram membros de partidos aliados às Farc no Foro de São Paulo, e o quarto, José Serra, informado de tudo, preferiu perder a eleição de bico fechado, provando fidelidade estóica às suas raízes esquerdistas. Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao “Le Monde” que a eleição tinha sido “apenas uma farsa, necessária à tomada do poder”, sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino “La Nación” de 5 de outubro de 2002 . Em julho de 2005, o então já tarimbado presidente admitia ter tomado decisões de governo em reuniões secretas do Foro de São Paulo, longe do Congresso e da opinião pública.
A troca de cocaína pelas armas que Fernandinho Beira-Mar trazia do Líbano era feita na Tríplice-Fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai). Semanas atrás, o promotor do Distrito de Manhattan, Robert Morgenthau, conseguiu fechar um canal de dinheiro pelo qual três bilhões de dólares de drogas, seqüestros, contrabando e outros crimes tinham fluído dessa região para organizações terroristas muçulmanas, por meio de um banco de Nova York. Quando a existência desse canal foi denunciada pela primeira vez, a esquerda brasileira protestou com veemência, dizendo que era tudo uma sórdida mentira imperialista.
Aos poucos, a verdade está aparecendo. Mas ela é ainda grande e feia demais para os olhos sensíveis de uma nação que se deixou enfraquecer por uma longa dieta de mentiras cor-de-rosa. O Brasil talvez precise de mais alguns anos para entender que, comparado à trama do Foro de São Paulo, o Mensalão é quase um negócio honesto.
ASSESSOR DE LULA, MARCO AURÉLIO (TOP TOP) GARCIA, DIZ QUE NÃO APÓIA AS FARC (o que é mais uma deslavada mentira deste esquerdopata)
Postado por movcc no sábado, Junho 14, 2008
Em carta a Azeredo, o MAG diz que não tem relação com grupo colombiano (C.T. - a verdade sobre Marco Aurélio Garcia está aqui). O Parlamentar havia pedido que Garcia revisse posição e tratasse FARC como grupo terrorista.
"Seria bom que o senhor Marco Aurélio Garcia também refizesse sua opinião e considerasse as Farc um grupo terrorista, não um grupo de oposição, como lamentavelmente esse membro do governo costuma dizer. As Farc são um grupo terrorista” – discurso do tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
O assessor especial do Lula enviou na quinta-feira (12) uma carta ao senador Azeredo, rebatendo as acusações. O Mag considerou as declarações do parlamentar uma provocação. O G1 teve acesso à correspondência (leia aqui) em que Garcia diz ao senador que o Brasil não é "uma agência de classificação" para denominar a atividade das FARC, e termina dizendo que não pretende "dar lições de democracia e de direitos humanos a ninguém, mas tampouco necessita recebê-las".
Quem é “MAG”, novo coordenador da candidatura Lula (artigo de 2006)?
por Carlos I.S. Azambuja em 27 de setembro de 2006
Resumo: Marco Aurélio Garcia (MAG), valendo-se de sua cobertura de assessor internacional do presidente Lula, mantém conversações com os grupos armados e de oposição a vários governos da América Latina, e agora coordena a campanha do presidente.
© 2006 MidiaSemMascara.org
Marco Aurélio Garcia, conhecido como “MAG”, nos anos 60 e 70 do século passado foi uma liderança do trotskismo internacional. Nos anos de luta armada no Brasil viveu exilado na França e no Chile. Após a Anistia, voltou para o Brasil e foi um dos que colaboraram na fundação do Partido dos Trabalhadores e, em 1990, na condição de Secretário de Relações Internacionais do PT, um dos organizadores e fundadores do Foro de São Paulo, que não passa de uma nova Internacional para a América Latina. É professor licenciado do Departamento de História da Unicamp.
Em dezembro de 2002 – ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso -, por instância do presidente eleito e já na sua condição de futuro assessor internacional do governo Lula, coordenou o envio de uma carga de gasolina para normalizar o abastecimento do mercado interno na Venezuela, seriamente abalado por uma greve coordenada pelas oposições a Hugo Chávez.
Valendo-se de sua cobertura de assessor internacional do presidente Lula mantém conversações com os grupos armados e de oposição a vários governos da América Latina, o que, evidentemente, não poderia ser feito pelos diplomatas do Itamaraty. Esses contatos são feitos em nome do Foro de São Paulo. Como escreveu o filósofo Olavo de Carvalho, “comparado à trama do Foro de São Paulo, o Mensalão é quase um negócio honesto” (Um Negócio quase honesto, Jornal do Brasil de 13 de abril de 2006).
Marco Aurélio Garcia agora é o coordenador da candidatura do presidente Lula, substituindo “o bando de aloprados” (frase utilizada por Lula em uma entrevista concedida dia 25 de setembro de 2006 a três rádios populares de São Paulo e do Rio de Janeiro) da sua equipe de coordenação de campanha presos pela Polícia Federal quando tentavam adquirir, por cerca de 2 milhões de reais, um dossiê fabricado para prejudicar as candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin. Nessa entrevista, Lula, que mais uma vez não sabia de nada, não titubeou em jogar a culpa no presidente do PT, Ricardo Berzoini, que foi quem escolheu e coordenava a tal equipe.
Esta introdução objetivou publicar o artigo abaixo que foi escrito em Caracas por Johan Freitas e publicado originalmente no site do grupo MilitaresDemocraticos.com, da Venezuela.
Finalmente, recorde-se que todas as fontes citadas nas referências do artigo foram solenemente ignoradas pela imprensa nacional.
***
O brasileiro que ganha tempo para Chávez. Seus vínculos terroristas e com Saddam
Johan Freitas, Caracas
“Devemos dar a impressão de ser democratas”, disse Marco Aurélio Garcia, o marxista de linha dura atrás do presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. E acrescenta: “...teremos que aceitar inicialmente algumas práticas. Porém, isso não é para sempre” [1].
Na semana passada Marco Aurélio Garcia esteve na Venezuela, oferecendo apoio a outro suposto democrata, Hugo Chávez. A greve geral na Venezuela secou os postos de gasolina e estrangulou os automobilistas. Os efeitos da greve ameaçam derrubar Chávez do poder. Porém agora, graças a Marco Aurélio Garcia, o navio “Explorer Amazon” dirige-se ao porto venezuelano carregado de 520.000 barris de gasolina sem chumbo da companhia petroleira brasileira Petrobrás.
A que se devem sua presença e sua ajuda? Por que o Brasil intervém para desmontar uma greve de caráter eminentemente interno? Por que Lula deseja que Chávez se mantenha no poder? Podemos vislumbrar as chaves a estas perguntas observando detidamente Marco Aurélio Garcia, o homem por trás do plano.
“A democracia não é mais do que uma farsa para alcançar o poder”
Em uma entrevista ao tablóide francês “Le Monde”, o presidente eleito do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, repete as palavras aprendidas com Marco Aurélio Garcia quando descreve as eleições democráticas como uma farsa, que é simplesmente um passo necessário para alcançar o poder. [2]
Para Marco Aurélio Garcia, estas palavras não são só uma teoria. Ele as viveu pessoalmente no período de 1969 a 1973, quando era um ativista político estrangeiro no Chile durante o regime de Salvador Allende. [3]. Allende foi eleito democraticamente porém, uma vez que alcançou o poder, usou o governo para fechar jornais e controlar com mão de ferro os partidos de oposição. Em um conhecido escândalo público, uma grande quantidade de armamento cubano foi encontrada em sua residência, enviados por Castro para armar as milícias civis, com o objetivo de “defender a Revolução Socialista no Chile”. As ações do brasileiro foram fundamentais para esta ação. Este foi o primeiro contato de Marco Aurélio Garcia com as operações cubanas no exterior.
Em 1980, Marco Aurélio Garcia fundou junto com Lula da Silva o “Partido dos Trabalhadores” (PT). Desde então, tem sido seu assessor para assuntos exteriores.
Voltemos a 1990. Enaltecido por Castro, que a estas alturas havia orquestrado incursões militares em mais de 30 países, Marco Aurélio Garcia convoca uma reunião de todos os grupos de esquerda da América Latina e do Caribe. Atendem ao chamado os representantes de 48 partidos comunistas e grupos terroristas. Esta reunião converte-se no “Foro de São Paulo”, com Marco Aurélio Garcia à sua cabeça – um título que ainda conserva no presente, doze anos mais tarde.
O Foro de São Paulo apóia o terrorismo
Atuando como o líder do Foro de São Paulo, Garcia controla e coordena as atividades subversivas e extremistas que se sucedem desde o Rio Grande até a Patagônia, Argentina. Vários dos membros do Foro de São Paulo são terroristas, alguns dos quais estão na lista dos mais procurados pelo FBI. Isto não é uma coincidência. O Foro de São Paulo, sob os auspícios de seu Secretário Executivo Marco Aurélio Garcia, estabeleceu como política o apoio a grupos terroristas. Considere esta entrevista tomada no X Congresso, levado a cabo em 7 de dezembro de 2001 em Havana, Cuba, na qual ele se refere aos grupos terroristas colombianos “Exército de Libertação Nacional” (ELN) e as “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (FARC): “9. Ratificamos a legitimidade, justiça e necessidade da luta das organizações colombianas e nossa solidariedade com elas”.
O novo eixo do terrorismo inicia-se em Cuba, passando pela Colômbia, é financiado pelos milhares de milhões de dólares do petróleo venezuelano e finaliza na superpotência brasileira.
De acordo com as política ditadas por Havana, o líder do Foro de São Paulo, Marco Aurélio Gracia, expressou um especial interesse pelo terrorista Manuel Marulanda Vélez, codinome “Tirofijo”, o líder das FARC. A cada ano, desde 1990, Garcia se auto-impôs como uma prioridade realizar encontros pessoais com enviados das FARC. Estes encontros foram realizados não só em solo cubano – sempre com a presença de Fidel Castro – mas também no México, para onde Marco Aurélio Garcia viajou, a fim de reunir-se em 5 de dezembro de 2000 com Marco León Calara, membro das FARC. Os temas tratados nesses encontros mantêm-se sob um manto de sigilo. Entretanto, cada vez que se reunem, as FARC incrementam seus ataques com um altíssimo custo de vidas humanas.
A lista das FARC e do ELN
Chávez tem apoiado ativamente os membros das FARC e do ELN fornecendo cédulas de identidade falsas, armamento, munições e lugares seguros para a retirada das tropas em ordem. Também recebem apoio de Cuba, onde os líderes destes grupos terroristas descansam e as tropas são treinadas. Inúmeras denúncias muito bem documentadas do presidente e vice-presidente de CAVIM, de diretores da ONIDEX, de efetivos da DIM e da DISIP chegaram ao conheciento público nos meses passados e sustentam estas asseverações. Desta maneira, Chávez se assegura de contar com guerrilhas armadas que serão usadas para debilitar a democracia venezuelana e forçar seu regresso ao poder.
O que o futuro proporciona ao Brasil e à região
Sob Marco Aurélio Garcia, a política exterior do Brasil será manejada desde Havana. A diplomacia do Brasil a cargo de Garcia trabalhará ativamente contra as políticas que os Estados Unidos auspiciam na região, que se iniciarão com seu apoio a Fidel Castro: “cuidaremos de eliminar o bloqueio a Cuba” [4].
Marco Aurélio Garcia descreve seu partido político, o PT, como “radical, de esquerda, socialista” [5]. Porém, Garcia é mais que um radical e mais de extrema esquerda que um socialista: é de fato um comunista de linha dura que quer reviver o comunismo no mundo. No artigo que escreveu sobre o “Manifesto Comunista”, de Karl Marx, ele conclui que “A agenda é clara. Se o horizonte que buscamos é o comunismo, é hora de reconstrui-lo”. [6]
Marco Aurélio Garcia trabalha muito próximo com outros políticos de tendência marxista ao redor do mundo e aparece em antologias que são lidas como um “quem é quem” dos que apóiam o terrorismo internacional: de Cuba, Mário Machado e Marta Harnecker; da China, YunLin Nie, autor de “O Manifesto Comunista e o Socialismo com características chinesas”; Pham Nhu Cuong representa o Vietnã; e Mohamed Latifi é o contato iraniano. Também colaboram outros extremistas de países democráticos como Seppo Ruotsalainen da Finlândia (autor de “O Processo e o Manifesto Revolucionário”), Allan Woods da Inglaterra (“O Manifesto Comunista Hoje”) e Pierre Zarka da França (“O Manifesto do Partido Comunista”). Todos eles compartilham um profundo e intenso ódio contra os Estados Unidos e a sociedade ocidental [7].
O vínculo nuclear com Saddam
Até 1994 o Brasil realizou investigações para o desenvolvimento de armas nucleares e projetou duas bombas atômicas. Fernando Henrique Cardoso deteve estas provas em instâncias dos Estados Unidos, quando se presumia que o Brasil estava a ponto de realizar provas de um dispositivo nuclear. O programa de armas nucleares do Brasil também estabeleceu vínculos com o Iraque e a China, países que venderam urânio enriquecido ao Brasil e investiram em sua indústria aero-espacial. Em vários discursos de sua campanha política para a Presidência, Lula da Silva expressou seu desejo de estreitar relações com a China.
Agora, com Lula da Silva na Presidência e Marco Aurélio Garcia a cargo da estratégia da política exterior do Brasil, iniciaram-se os planos para reativar silenciosamente o programa de armas nucleares. A capacidade de dissuasão nuclear é necessária para os planos de Marco Aurélio Garcia e dos grupos terroristas aos quais ele apóia através do Foro de São Paulo.
Os vínculos do Brasil com Saddam Hussein no Iraque estendem-se a outros atores. O primeiro é Hugo Hávez; o segundo o liga ao co-fundador do Foro de São Paulo, Fidel Castro. Hugo Chávez é o melhor amigo de Saddam na América Latina, a quem visitou pessoalmente e ofereceu seu apoio. Depois da primeira visita de Chávez, Fidel Castro enviou ao Iraque Rodrigo Álvarez Cambras, seu braço direito, para estabelecer um contato direto com Saddam.
Até a presente data, o trio Saddam-Castro-Chávez tem trabalhado no desenvolvimento de armas biológicas. Porém, em janeiro de 2003, com o advento de Lula da Silva à Presidência do Brasil, as armas nucleares se incorporaram à fatídica fusão. É só questão de tempo. O pacote de resgate de gasolina brasileira que Garcia enviou a Chávez compra um pouco de tempo ao Presidente venezuelano. Em um mundo no qual os ditadores ainda se mantêm no poder, nada agradaria mais a Marco Aurélio Garcia do que um Iraque com capacidade nuclear.
Notas:
1. “La Nación”, Buenos Aires (Argentina), 5 de outubro de 2002.
2. “Le Monde”, Paris (França): “En privé, Lula, âgé de 56 ans, pense tout haut que l'élection est une "farce" et qu'il faut en passer par là pour prendre le pouvoir”.
3. “O Estado de São Paulo”, São Paulo (Brasil), 6 de novembro de 2000: “Quem é Marco Aurélio Garcia”.
4. Emilio J. Corbière, "Lulazo, populismo y desarrollismo", 28 de outubro de 2002, cita Marco Aurélio Garcia em “La Fogata, el fuego de la lucha revolucionaria”.
5. Marco Aurélio Garcia, revista “Teoria e Debate”, São Paulo (Brasil), julho/dezembro de 1990, nº 12. Extrato do artigo “Terceira Via: a social-democracia e o PT”; “Radical, de esquerda, socialista”.
6. Marco Aurélio Garcia, “Teoria e Debate” (Brasil), 26 de janeiro de 2001, nº 36: “O Manifesto e a refundação do comunismo”.
7. Internatif (França), 2002.
27 de dezembro de 2002.
Fonte: MilitaresDemocraticos.com
(http://www.militaresdemocraticos.com/articulos/sp/20021227-03.html).
Tradução: Graça Salgueiro
Carlos I. S. Azambuja é historiador.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
O Brasil do PT
Do portal do OLAVO DE CARVALHOApêndice II do livro "A Nova Era e a Revolução Cultural - Fritjof Capra & Antonio Gramsci"
A entrevista do teórico do PT, Marco Aurélio Garcia, no Jornal da Tarde de 12 de janeiro (nota do Cavaleiro do Templo: não sei de que ano, no site não fala), mostra que, por trás de uma tranquilizante fachada moderninha, esse partido não tem nada a propor senão o bom e velho comunismo.
l. Segundo o entrevistado, o governo do PT não será socialista. Os ingênuos tomam esta promessa como uma garantia. Mas, prossegue Marco Aurélio, esse governo será uma "democracia popular" e constituirá "um aperfeiçoamento do capitalismo" com vistas a "um horizonte socialista" — um horizonte vago e indistinto o bastante para não alarmar o eleitorado. O que o eleitorado, novo e inculto, ignora por completo é que aperfeiçoar o capitalismo para chegar ao socialismo não é nenhuma proposta nova, mas sim a única estratégia de governo comunista que já existiu e a única que poderia existir, já que, segundo Marx, o socialismo não pode ser implantado antes que o capitalismo desenvolva suas potencialidades até o esgotamento. A função do governo de transição, "democrático-popular", é acelerar esse esgotamento. Na Rússia, essa fase intermediária chamou-se NEP, Nova Política Econômica, implantada por Lênin logo após a tomada do poder pelos comunistas. Se o próprio Lênin, subindo ao poder no bojo de uma revolução armada, não implantou logo o comunismo, e sim apenas um "capitalismo aperfeiçoado", por que o PT haveria de fazer mais, levado ao poder pela via gradual e pacífica do gramscismo?
2. Marco Aurélio Garcia, prosseguindo na linha tranquilizante, assegura que os empresários nada perderão e terão tudo a ganhar no Brasil petista: "Se queremos desenvolver um grande mercado de massas, é claro que grande parte da burguesia vai tirar proveito disso." Mas é exatamente o que dizia Lênin: não se pode fazer a transição para o socialismo sem que, na passagem, a burguesia ganhe um bocado de dinheiro com o incremento dos negócios. Nisto consistiu precisamente a NEP. Mas não se pense que os comunistas fiquem tristes com a súbita prosperidade dos seus desafetos. Ao contrário: acenando com a promessa de ganhos rápidos, o governo comunista faz trabalhar em favor da revolução a cobiça imediatista dos burgueses, cumprindo a profecia de Lênin: "A burguesia tece a corda com que será enforcada." O truque é simples: com o progresso rápido do capitalismo, cresce também rapidamente o proletariado, base de apoio do governo comunista. Tão logo esta base esteja firme para sustentar o governo sem a ajuda dos burgueses, o governo puxa o laço. Em seguida os burgueses mortos ou banidos são substituídos em suas funções dirigentes por uma nova classe de burocratas de origem proletária ao menos nominal.
3. Garcia diz que o PT quer um "Estado forte", dotado de "mecanismos de controle do Parlamento, da Justiça, do Tribunal de Contas e das estatais". Mas que diabo é isto senão o totalitarismo mais descarado? Nas democracias, a autonomia dos três poderes tem sido um mecanismo confiável e suficiente para o controle do poder. O que o PT advoga é que dois desses poderes sejam controlados por um terceiro, o Executivo, desde o momento em que este caia nas mãos do sr. Luís Inácio Lula da Silva. Nesta hipótese, dará na mesma que o Executivo policie os outros dois poderes diretamente, numa ditadura ostensiva, ou que o faça por intermédio de organizações autonomeadas representantes da sociedade civil — sindicatos, ONGs, grupos de intelectuais, grêmios estudantis — e controladas, por sua vez, pela facção política dominante, isto é, pelo PT: em ambos os casos, o que teremos será o crescimento hipertrófico do poder e seu absoluto descontrole.
4. Interrogado sobre o destino que o governo petista dará às Forças Armadas, Garcia responde, com toda a clareza de quem diz exatamente o que pensa: mudar a Constituição, para que as Forças Armadas deixem de ter, entre suas atribuições, a de combater inimigos internos, e passem a se incumbir exclusivamente da defesa das fronteiras nacionais. Ora, mandadas para a fronteira, desligadas do combate a inimigos internos, as Forças Armadas estarão duplamente impedidas — pela obrigação constitucional e pela distância — de mover um só dedo contra o crime organizado, que, sob aplausos de uma certa intelectualidade esquerdista, já domina um Estado da Federação. Se, ampliando o que hoje acontece no Rio, uma aliança entre políticos e delinquentes atear fogo ao país inteiro, as Forças Armadas nada poderão fazer contra isso, porque estarão, fiéis ao dever constitucional, aquarteladas num cafundó amazônico, velando contra a iminente invasão boliviana ou talvez dando nos marines uma surra de fazer inveja ao vietcongue.
Mas será estranho que um dirigente petista alimente esse projeto insano, quando seu partido também tem, entre seus principais quadros teóricos, um tal sr. César Benjamin, biógrafo-apologista do fundador do Comando Vermelho? Recordemos: escrito com a ajuda deste teórico petista, o livro em que o quadrilheiro William Lima da Silva faz a apologia do crime foi publicado pela Editora Vozes, da esquerda católica, e lançado, com noite de autógrafos e muita badalação, em cerimônia realizada na sede da ABI em 199l. Apesar do que dispõe o Art. 287 do Código Penal, ninguém foi processado. Alguns vêem em fatos como esse perigosos sinais de ligações entre as esquerdas e o crime organizado. Se há ou não aí uma aliança política subterrânea, é algo que só o tempo dirá. Mas que as esquerdas estão ligadas ao Comando Vermelho pelo passado comum e por uma profunda afinidade "espiritual" baseada no culto dos mesmos mitos e dos mesmos rancores, é coisa que está fora de dúvida. E como os senhores do crime não haveriam de sentir essa afinidade como um verdadeiro reconforto, diante da promessa petista de tirar do seu caminho o único obstáculo que ainda pode inibir suas ambições?
A proposta petista de aumentar a dotação orçamentaria das Forças Armadas em troca de retirar delas a responsabilidade pelo combate ao inimigo interno é puro suborno, em que o PT veste implicitamente a carapuça de inimigo interno. Se ainda existe consciência estratégica entre os militares, a proposta indecente será repelida.
5. Enfim, se Marco Aurélio Garcia procura aplacar o temor ante o espectro comunista dizendo que o regime petista não será socialismo e sim "democracia popular", também nisto não há novidade alguma: todos os regimes comunistas se intitulavam "democracias populares".
O PT, seguindo a lição de Hitler, não se dá sequer o trabalho de ocultar o que pretende fazer: anuncia seus planos abertamente, contando com a certeza de que o wishfulthinking popular dará às suas palavras um sentido atenuado e inocente, sem enxergar qualquer periculosidade mesmo nas ameaças mais explícitas. Afinal, quanto mais assoberbado de males se encontra um povo, mais ansioso fica de crer em alguma coisa e menos disposto a encarar com realismo a iminência de males ainda maiores. Nessas horas, a maneira mais segura de ocultar uma intenção maligna é proclamá-la cinicamente, para que, tomada como inverossímil em seu sentido literal, seja interpretada metaforicamente e aceita por todos com aquela benevolência compulsiva que nasce do medo de ter medo. Quando Hitler prometeu dar um fim aos judeus, também foi interpretado em sentido metafórico.
A predisposição da opinião pública para não enxergar o risco evidente nasce, por um lado, da própria hegemonia que as ideologias de esquerda exercem sobre o nosso panorama cultural, impondo viseiras psicológicas mesmo a pessoas que, politicamente, divergem da esquerda. A política é apenas uma superfície da vida social, e de nada adianta divergir na superfície se, no fundo — nas convicções morais, nos sentimentos básicos, nas atitudes vitais elementares — copiamos servilmente o figurino mental do adversário.
Nasce, por outro lado, da ilusão de que o comunismo está morto. É um excesso de ingenuidade — ou, talvez, medo de ter medo — supor que o fracasso do comunismo no Leste europeu liquidou de vez as ambições dos comunistas em toda parte. O ressentimento move montanhas, dizia Nietzsche. Particularmente no Brasil, é muito profunda nas esquerdas a aspiração mítica de alcançar uma vitória local que, pelo seu próprio caráter inesperado e tardio, possa resgatar a honra do movimento comunista humilhado em todo o mundo. Permitir que o PT realize seus planos de "democracia popular", sob o pretexto de que o comunismo é um cavalo morto, é arriscar-se a um coice que provará a vitalidade do defunto.
Ademais, o movimento das idéias no Brasil não acompanha pari passu a evolução do mundo, mas fica sempre atrás. Em 1930, quando o positivismo de Augusto Comte já era peça de museu no seu país de origem, uma revolução tomou o poder no Brasil inspirada no modelo positivista do Estado. O espiritismo, moda européia que morreu por volta da Primeira Guerra sem nunca mais reencarnar, ainda é no Brasil quase uma religião oficial. Nossos intelectuais ainda estão empenhados no combate ao lusitanismo em literatura, quase um século depois de rompido o intercâmbio literário entre Brasil e Portugal. As velhas religiões africanas, que os negros de todo o mundo vão abandonando para aderir ao islamismo, aqui vão conquistando novas massas de crentes entre os brancos. Enfim, o tempo nesta parte do mundo corre ao contrário. Por que o comunismo, morto ou moribundo em toda parte, não poderá ressurgir neste país, fiel ao atraso crônico do nosso calendário mental? Pelo menos é o que nos promete a entrevista de Marco Aurélio Garcia: se depender dele, não falharemos em nossa missão cósmica de coletores do lixo refugado pela História.
Homens de formação arraigadamente marxista, insensíveis durante toda uma vida a quaisquer outras correntes de idéias, simplesmente não podem, no breve prazo decorrido desde a queda do Muro de Berlim, ter feito uma revisão profunda e séria de suas convicções. Mudanças, se houve, foram epidérmicas, para não dizer simuladas. A força atrativa do messianismo comunista não acabou: refluiu para a obscuridade, de onde, vitalizada pelo apelo nostálgico e pela ânsia de um renouveau transfigurador, está pronta a ressurgir ao menor sinal de uma oportunidade. Declarações improvisadas de arrependimento nada significam, sobretudo em homens que, habituados por uma praxe do cerimonial comunista a utilizar-se de rituais de "autocrítica" como instrumentos de sobrevivência política, acabaram por assimilar profundamente o vício da linguagem dúplice, a ponto de torná-la uma segunda natureza. Um século de história do comunismo prova que nada iguala a capacidade da esquerda de tapar os próprios ouvidos à verdade, senão a sua habilidade de desviar dela os olhos alheios. A pressa mesma com que alguns próceres comunistas compareceram ante as câmeras de TV para declarar a falência do comunismo é suspeita, uma vez que em nenhum deles a desilusão foi profunda a ponto de fazê-lo desejar abandonar a política. Do dia para a noite, desvestiram a camisa soviética, vestiram um modelito novo, e sem mais delonga reapareceram, prontos para outra, com o maior vigor e animação, discursando com aquela certeza, com aquela segurança de quem jamais tivesse sido desmentido pelos fatos. Acredite nessa gente quem quiser.
Da minha parte, não duvido de todos os comunistas. Acredito em Antonio Gramsci, quando diz que o Partido é o novo "Príncipe" de Maquiavel, e acredito em Bertolt Brecht, quando diz que para um comunista a verdade e a mentira são apenas instrumentos, ambos igualmente úteis à prática da única virtude que conta, que é a de lutar pelo comunismo.
Nota
Aos que, lido este apêndice, enxergarem no autor um hidrófobo antipetista, advirto que votei em Lula para presidente e o faria de novo, com prazer, se ele tomasse as seguintes providências:
l. Banir do seu partido o elenco de vedettes intelectuais que, formadas numa atmosfera marxista, e apegadas a ela como um bebê à saia da mãe, insistem em manter aprisionado nela o movimento socialista que anseia por novas idéias. Exorcizar de vez os fantasmas de Marx, Lênin, Débray, Althusser, Gramsci e tutti quanti, e permitir que a idéia socialista cresça livre de gurus e totens. Quando Lula diz que nossas elites viveram "com os olhos voltados para a França e a bunda voltada para o Brasil", não percebe ele que isso é uma descrição exata da elite intelectual petista, e esquerdista em geral?
2. Reprimir o uso de táticas de movimento clandestino e revolucionário, que são indecentes num partido que professa conviver democraticamente com outros partidos num Estado de direito. Infiltração, espionagem, delação, boicote moral podem ser necessários e inevitáveis a um movimento de oposição que queira sobreviver numa ditadura. Em regime de liberdade, são práticas intoleráveis, principalmente em políticos que posam de professores de ética. Quando os apóstolos da ética citam como um exemplo para o Brasil o que os americanos fizeram com Nixon após o caso Watergate, esquecem de dizer que Nixon não caiu por causa de um desvio de verbas, mas por causa da prática de espionagem. Se a corrupção é um crime, a espionagem é um ato de guerra, que destrói, pela base, o edifício democrático.
Lula é um homem decente e, como disse Francisco Weffort, é alguém maior do que o seu partido. Se ele se utilizar da tremenda força do seu prestígio para exterminar esses dois vícios, o marxismo e o clandestinismo, o Partido dos Trabalhadores se transformará naquilo que seu nome promete, deixando de ser apenas o partido da nostalgia comunista.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Infidelidade e deboche
Quanto vale hoje a palavra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Deveria ainda ter algum valor, quando a oposição aceitou, no mês passado, sua promessa de não elevar tributos para compensar o fim da CPMF, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Em troca, a oposição apoiaria a renovação da DRU, a Desvinculação de Receitas da União. Pois o presidente conseguiu baixar ainda mais sua credibilidade, ao assinar, no primeiro dia útil do ano, dois atos de majoração tributária. Mas o triste exercício de autodesmoralização não terminou aí. Nesse quesito, esse governo não se contenta com pouco.
Ao anunciar as novidades, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conseguiu agravar com o deboche o rompimento do compromisso. "O compromisso do presidente Lula era não promover alta de impostos em 2007. E de fato não o fez. Estamos fazendo em 2008, o que está dentro do programado", disse o ministro. Com essa declaração, mostrou-se à altura de seu companheiro Marco Aurélio Garcia, o assessor presidencial flagrado ao festejar com gestos obscenos uma notícia sobre o acidente da TAM.
O primeiro item do pacote - palavra detestada pelo presidente Lula, segundo ele mesmo declarou - é um aumento de 0,38 ponto porcentual em todas as alíquotas do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, incidente nos contratos de crédito e nas transações cambiais.
Esse aumento atingirá qualquer consumidor, rico ou pobre, em suas compras financiadas, sejam de carros de luxo ou televisores ultramodernos, sejam de rádios de pilha ou liquidificadores para equipar um barraco de favela. Tornará mais difícil, também, a atividade das empresas exportadoras.
O segundo item é o aumento de 9% para 15% da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) paga pelas empresas do setor financeiro. Essa inovação, segundo o governo, entrará em vigor em 90 dias e, além disso, dependerá de aprovação pelo Congresso, pois foi editada como medida provisória (MP). Um de seus efeitos será a ampliação do spread bancário, a diferença entre os juros pagos na captação e aqueles cobrados nos empréstimos.
Mas a aplicação do aumento da CSLL poderá ser mais difícil do que afirmam as fontes do governo. Nesse caso, a regra aplicável é a da anualidade, segundo o jurista Ives Gandra da Silva Martins. Se essa norma for observada, a cobrança da nova alíquota só começará em 2009.
A CSLL, instituída em dezembro de 1988, só foi recolhida a partir de 1990, pois em 1989 incidiria sobre o lucro líquido já consolidado de 1988. Segundo o jurista, ele mesmo defendeu essa tese diante do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi vitorioso por 8 votos a 0. Está dada a pista para a contestação judicial de parte do pacote.
Essas duas inovações, se implementadas, deverão render o total de R$ 10 bilhões ao Tesouro, segundo o governo. Ficariam faltando, portanto, mais uns R$ 30 bilhões para compensar a perda da CPMF - o que dependeria do corte de gastos.
Nesse item, o pacote é extremamente vago. O assunto, segundo os ministros, será discutido com os congressistas e um novo projeto de orçamento será apresentado em fevereiro.
Mesmo sem a última quebra de palavra seria difícil acreditar nesse propósito. Além disso, o presidente apressou-se, no fim de dezembro, a tomar medidas legais para ampliar em 2008 certos gastos com alto potencial de retorno político para o governo e seus aliados.
Por ato assinado em 27 dezembro, o governo adiou por seis meses - para julho - o início da vigência de um decreto destinado a disciplinar e a restringir repasses federais a Estados, municípios e ONGs. No dia 28, o presidente, por meio de MP, estendeu os benefícios do Bolsa-Família a jovens de 16 e 17 anos. Pela regra anterior, eram beneficiadas famílias com filhos de até 15 anos. Coincidentemente, aos 16 anos o brasileiro já pode votar.
Faltava, enfim, substituir a CPMF como instrumento de combate à sonegação. Para isso, o governo aproveitou a Lei Complementar 105, de 2001, e obrigou os bancos a entregar ao Fisco as operações de pessoas físicas com movimentação semestral de pelo menos R$ 5 mil e de pessoas jurídicas com transações de R$ 10 mil para cima. Trata-se de uma devassa injustificável e o Judiciário deverá reprimi-la, avisou o ministro Marco Aurélio Mello, do STF.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Nova enquete no ar
Para quem esqueceu quem é este AUTO-EXILADO "CUBANO"...
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Ministro obsceno do Lula tentou...
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
