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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mauro Pereira: ‘Já não parece distante a época da colheita das tempestades que o PT semeou durante uma década inteira’

 

AUGUSTO NUNES

04/09/2012 às 17:50 \ Feira Livre

 

MAURO PEREIRA

Desde que acampou no Palácio do Planalto em 1° de janeiro de 2003, o PT faz o que pode e o que não deve para se perpetuar no poder e transformar Luiz Inácio Lula da Silva no maior democrata da história da humanidade e num estadista que o mundo jamais sonhou existir. Para alcançar esses objetivos, jamais se envergonhou de ter perdido a vergonha.

Nessa saga absolutista iniciada há dez anos, o PT não se importou em macular seu passado ao descompromissar-se com a ética, afastar-se da verdade, transgredir os limites da moralidade e deixar ao longo do caminho um rastro imenso de sórdida corrupção. Usou de todos os artifícios, quase sempre ilícitos, para ludibriar os incautos.

Abusou de artimanhas desonestas para conseguir  um certificado de honestidade e mostrou sua face mais perversa quando, em nome da redenção da miséria, subjugou os miseráveis. Desnudou-se por inteiro ao celebrar a promiscuidade, aliando-se ao que havia de pior no submundo da política. Agigantou-se na pequenês odiando seus inimigos viscerais.

Deslumbrados com a popularidade, tão estupenda quanto fictícia, de seu maior líder, petistas e agregados se deixaram levar pelo ego superdimensionado e passaram a acreditar que sob a proteção de Lula podiam pairar, atrevidos, acima da lei. Contaminados pela soberba, deixaram de lado a prudência e não demonstraram nenhum temor ao ridicularizar a Justiça, subestimar os ministros do STF e desqualificar o Procurador Geral da República.

Tripudiaram sobre nossa inteligência quando conduziram à presidência da Comissão de Constituição e Justiça um dos denunciados pelo Ministério Público como participante da quadrilha do mensalão. Não hesitaram em humilhar-nos outorgando honrarias a mensaleiros. Insatisfeitos com o conjunto da obra, atingiram o êxtase ao tentarem relegar-nos à condição de analfabetos honoris causa.

Certos de que realmente eram intocáveis, abdicaram do  bom senso, mandaram a cautela às favas e reduziram o governo federal a um celeiro inesgotável de escândalos. Mas as nuvens da ventura nas quais planavam arrogantes e absolutos repentinamente começaram a escurecer, anunciando a aproximação da colheita farta de tempestades que semearam durante uma década inteira. Os  incautos já não se mostravam tão cordatos. O certificado de honestidade foi considerado falso pelo STF. Os miseráveis não escondem mais o incômodo do jugo remunerado. Os inimigos íntimos já se preparam para abandonar o barco a tempo de escapar do naufrágio. Não restará nem a promiscuidade.

“Os desatinos que vêm assolando nosso país há praticamente nove anos, infelizmente, demandarão o esforço de gerações para recolocá-lo nos trilhos do desenvolvimento”, escrevi há algum tempo. “No entanto, apesar de todos os percalços, haveremos de ver triunfar a lisura e a retidão. Ainda que tardia, despida da toga servil maculada pela gratidão irrestrita, a história se incumbirá de fazer justiça a esses vendilhões da pátria. É só uma questão de tempo”. Hoje, esse tempo não está tão distante quanto me parecia em 2010.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".