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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Alvaro Dias: Estratégia para eleger Dilma levou a queda no crescimento econômico

 

AGÊNCIA SENADO

03/09/2012 - 16h58 Plenário - Pronunciamentos - Atualizado em 03/09/2012 - 17h20


Da Redação

“Há dois anos o Brasil patina sem sair do lugar”, disse em pronunciamento nesta segunda-feira (3) o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), ao lamentar o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2012. O país registrou avanço de apenas 0,4%, na comparação com os três primeiros meses do ano, quando o crescimento, agora revisto, fora de apenas 0,1%, de acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

- O país continua crescendo pouco. Pior que isso, não exibe perspectiva confiável de que irá recuperar o ímpeto mais á frente. São anos de desacertos que cobram agora o seu preço. Vão desde opções equivocadas de política econômica à irresponsabilidade exigida pela gestão petista para eleger Dilma Rousseff – afirmou.

A taxa de crescimento acumulada nos últimos doze meses foi de 1,2%, o que indica, para todos os efeitos, que essa é a velocidade com que a economia brasileira roda hoje, disse Alvaro Dias.

- Seu ápice coincide justamente com o período da eleição da presidente Dilma. No terceiro trimestre de 2010, o país acumulava 7,6% de crescimento em doze meses. Desde então, sistematicamente o indicador desceu ladeira abaixo, até chegar a 1,2%. Há apenas um ano estava em 4,9% – afirmou.

No entender de Alvaro Dias, esses números significam “muito claramente o quanto a gestão petista acelerou artificialmente o país para criar um clima de euforia e eleger a presidente”. O senador afirmou ainda que “a exaustão cobrou seu preço e o motor fundiu” e que “o paradeiro atual é, evidentemente, fruto da irresponsabilidade eleitoreira”.

- A presidente [Dilma Rousseff] coleciona uma série nada invejável de recordes. O PIB teve o pior semestre desde 2009, com alta de apenas 0,6%.
São quatro trimestres crescendo abaixo de 1%, patamar considerado mínimo para o país decolar. Trata-se do mais longo ciclo de baixo crescimento desde o Plano Real. Se o passado não brilha, o futuro apresenta-se igualmente opaco – afirmou.

Para Alvaro Dias, parte importante deste “mau resultado” também deve-se ao “frustrante” desempenho das empresas estatais, que não conseguem executar o que o Orçamento da União prevê. Um dos componentes mais fracos da economia hoje é a indústria, que caiu 2,5% no trimestre em relação aos três primeiros meses de 2012, afirmou.

- O setor que já respondeu por cerca de um terço da nossa economia, hoje se encolheu à dimensão que tinha antes da era JK. A participação da indústria da transformação no PIB retrocedeu a 12,8%, menor índice já registrado pelo IBGE – afirmou.

O senador disse ainda que o “setor externo é outra decepção”. Ele explicou que, como a demanda ainda está aquecida, à base de estímulos oficiais ao consumo, e a indústria fraqueja, o mercado é atendido por importações, que cresceram 1,9% no trimestre. Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras não conseguem abrir espaço no mercado internacional, enquanto produtos em que o país se saía bem, como minério de ferro, açúcar e café, vêem seus preços cair.

Alvaro Dias lembrou ainda que, em audiência pública recente no Senado, questionou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que prevê crescimento de 4% do PIB brasileiro em 2012, contra previsões do mercado que apontam alta de apenas 1,64%.

- Como se vê, mais uma vez, as previsões do ministro não se confirmam.
Creio que o ministro precisa rever o seu conceito em relação a crescimento econômico ou deixar de fazer previsões otimistas, como vem fazendo, e colocar os pés no chão da realidade econômica do nosso país. Há alguns meses, já havia previsão no exterior sobre o crescimento pífio da economia brasileira. O ministro deve agora estar rezando – concluiu.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".