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sexta-feira, 16 de março de 2012

Religião pode acabar em 9 países. Tradução: religião política pode aumentar em 9 países.

 

LUCIANO AYAN

 

Fonte: Folha

Dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.

A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca –o país com o índice mais elevado, com 60%.

Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento –divulgado durante um encontro da American Physical Society– mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.

Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.

Meus comentários

Antes de tudo, a própria noção de que a religião pode ser extinta com base em “modelo de progressão matemática” é uma besteira infindável. Imagine como seria: hoje existem mais leitores de livros de vampiros do que existiam há 50 anos. Logo, seguindo um modelo de progressão matemática pode-se prever uma data onde livros que não sejam de vampiros vão praticamente deixar de existir.

O problema é que análises de “progressão matemática” neste caso ignoram fatores como eventos que levaram a um sucesso da série “Crepúsculo” e até a possível estagnação das histórias de vampiros no futuro. Ou seja, é provável que chegue alguma hora onde o pessoal NÃO AGUENTE MAIS ler livros de vampiros, e poderão escolher outros livros.

Outro exemplo é o sucesso do filme Avatar, que faturou quase 3 bilhões de dólares. Ora, alguém poderia prever um início da era dos filmes em 3D, certo? Errado, pois o público se cansou do 3D e vários filmes do tipo estão sendo fracassos de bilheteria. Um exemplo é o recente “John Carter”, que segue os moldes de Avatar e fracassou retumbantemente.

Que fique claro, nesses dois exemplos citados: usar modelos de “progressão matemática” em cenários complexos que envolvem engenharia social, fatores culturais, luta pelo poder e/ou conflitos políticos, é uma besteira sem fim.

De qualquer forma, é verdade que em países de altíssima orientação esquerdista, exista um movimento de sentimentos anti-religiosos. Portanto, em todos os 9 países acima, é esperado que a religião realmente diminua, mas não há nada que afirme que ela vá sumir.

Mas a coisa ainda não fica totalmente livre de problemas: não é que a religião está sumindo, mas sim a religião tradicional, pois conforme já publicado aqui, a regra é bastante lógica: a redução da religião tradicional é diametralmente oposta ao aumento da religião política.

Mesmo que exista o aumento da religião política, é também importante notar que a redução da religião no Ocidente refere-se à religião cristã, mas a expectativa é de um aumento do islamismo, que não é tão tolerante ao ataque anti-religioso.

Logo, nem mesmo existem garantias de um aumento da religião política até um ponto em que a religião tradicional não mais existirá. Existem vários fatores, como a queda do cristianismo (e consequente aumento do islamismo), que poderão criar uma nova era de religião tradicional, mas agora do tipo que não irá se submeter à religião política.

Por tudo isso, o lugar dessa teoria apresentada no texto da Folha é a lata do lixo…

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".