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terça-feira, 13 de março de 2012

CFP: Não é de psicologia ou de gays que estou falando: é de liberdade!

 

LIBERTATUM

terça-feira, 13 de março de 2012

Em qualquer área do conhecimento humano, mesmo as que lidam com engenharia, proliferam tendências, correntes e escolas. A ninguém pertence o conhecimento como uma propriedade.

Por Klauber Cristofen Pires

Tendo navegado pela internet, encontrei uma boa repercussão sobre o artigo que escrevi no qual acuso o Conselho Federal de Psicologia de prática de prevaricação, falsidade ideológica e abuso de poder. Reconheço, muito mais em sites e blogues evangélicos do que em católicos. Uma pena, porque o problema não é somente daqueles, mas de qualquer pessoa adepta de qualquer religião – inclusive os ateus.

Como toda ideia nova – na verdade não é uma ideia, mas uma constatação pioneira de irregularidades óbvias – surgem muitos mal-entendidos, de modo que me vejo no dever de prosseguir com mais explicações, no intuito de esclarecer as almas mais confusas.

Todos os conselhos de classe e ordens profissionais, inclusive a OAB, surgiram como uma concepção socialista que foi muito bem recepcionada por Getúlio Vargas, um notório simpatizante do fascismo. Foi em seu governo que foram criadas estas categorias de instituições, sob a forma de autarquias, nas quais os profissionais estabeleceriam suas próprias prerrogativas com força material de lei. Até então, o que existiam eram associações livres, tais como o Instituto dos Advogados do Brasil, que veio posteriormente a se transformar na Ordem dos Advogados do Brasil.

Porém, como todo arranjo de corte socialista, trata-se de uma concepção equivocada de planejamento social, porque em um mundo livre todos devemos prestar contas dos nossos atos e nos sujeitar ao crivo do juízo da população. A medicina, por exemplo, não pode ser só o que dizem os médicos sobre si mesmos, mas também o que toda a sociedade pensa dela, com a contribuição de todos os outros ramos co conhecimento.

Com a criação dos conselhos de classe, formaram-se guildas garantidas pelo estado brasileiro que legislam em causa própria e sem a representatividade política popular. Elas também estipulam tributos que historicamente não têm seguido os princípios constitucionais tributários e as leis gerais sobre tributação. Impõem sobre estabelecimentos, impondo-lhes contratações forçadas, multas, pisos salariais, e ordens de fechamento. No fim, tenho afirmado: embora arrecadem centenas de milhões de reais, não servem para absolutamente nada!

Entretanto, há algo de ainda muito pior que cometem os conselhos de classe; algo tão exótico quanto eram os telefones-propriedade, aqueles que comprávamos tais quais imóveis e que declarávamos no imposto de renda: a estatização do conhecimento!

Em qualquer área do conhecimento humano, mesmo as que lidam com engenharia, proliferam tendências, correntes e escolas. A ninguém pertence o conhecimento como uma propriedade. A qualquer momento, um cientista pode trazer um invento novo, ou uma teoria, uma descoberta ou uma técnica novas. Se novas teorias vão se revelar verdadeiras e proveitosas ou falsas e falhas, só mesmo pondo-as à prova. Há muitas boas teorias que não funcionam na prática e vice-versa.

Eis, portanto, o que há de mais bizarro e anacrônico no sistema Conselhos: uma meia dúzia de sedizentes sábios supremos elegem um determinado rol de conhecimentos e criminalizam tudo o mais que estiver fora dos padrões estabelecidos! Não há melhor fórmula para se condenar um país ao atraso e à ditadura!

Em uma sociedade livre, o que pode haver são associações livres de profissionais, cada qual com a sua tendência. A esta altura, uma certa sensação de orfandade estatal pode estar acometendo alguns dos meus leitores, de modo que com os lábios comprimidos um deles ainda há de replicar: “ - e como legitimar a autoridade neste arranjo?” Pois eu digo: a autoridade provêm da tradição! Com efeito, uma instituição que se mantém durante centenas de anos totalmente exposta ao crivo dos consumidores goza de autoridade por sua renomada reputação.

E a legitimidade? Esta provém das relações puramente contratuais. Se um médico se alia a determinada associação que consagra as práticas médicas XYZ, então ele deve segui-las, por força de contrato. Em troca, ele desfruta da reputação daquela entidade, que ora, vejam bem, é o povo que lhe consagra. Não o povo na forma de ong's aparelhadas com militantes com a barriga cheia de BigMac's: estou falando do povo, considerando a preferência individual de cada ser humano.

Vamos agora do geral para o particular: no caso da Psicologia, um princípio de Direito Constitucional fundamental é o direito de associação. Sendo o estado laico e as pessoas livres, então elas podem se associar: CF/88, Art. 5º, inciso XVII “ - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”.

É o direito de associação o que permite as pessoas livres buscarem a felicidade por meio da realização dos seus projetos segundo as suas convicções pessoais e sua visão de mundo. Desta forma, nada há de obstar que um grupo de crentes em uma determinada religião reúna esforços para o bem comum deles próprios, ou até mesmo de terceiros. Uma prova retumbante disto são as instituições de caridade, de assistência e asilo, as escolas e os hospitais criados e mantidos por instituições religiosas, que até hoje se destacam como os melhores do Brasil.

Religião não é folclore, nem hobby – é o verdadeiro fundamento de vida para os seus adeptos, e a crença implica em grandes consequências de ordem moral, filosófica e até científica. O Dr Thomas Woods Jr demonstra como a percepção da existência de Deus pela observação da ordem dos fenômenos no universo foi capaz de impulsionar a civilização ocidental rumo a um progresso científico para muito além de quaisquer outros povos.

Desta forma, é perfeitamente compreensível que haja psicólogos cristãos. Psicólogos que entendam que o reconhecimento da existência de Deus traz grande significado e eficácia ao ofício que praticam. Os psicólogos cristãos nada impõem, nem têm a impor, uma vez que seus clientes são voluntários e espontâneos, portanto, livres para procurar um psicólogo ateu se melhor lhes aprouver.

O que não pode ser aceitável é que uma entidade - no caso, o Conselho Federal de Psicologia – se faça dona do conhecimento, deslegitimando todas as possibilidades que ela nega. O que há de racional nisto?

Este é o argumento que tenho apresentado aos meus leitores para que se certifiquem que o sistema Conselhos é extremamente malévolo para as liberdades individuais e para o progresso do nosso país. Que os políticos da oposição tomem consciência disso, de modo que se empenhem em extinguir tal excrescência institucional, é algo que se faz urgente.

Por fim, justamente por ser uma autarquia regulamentadora da profissão, um Conselho não pode se fazer porta-voz político dos seus associados. Não tem autoridade nem legitimidade natural para tanto, porque não é partido politico nem associação que detenha autorização formal de seus associados para representá-los. Ao usurpar os direitos políticos dos seus associados, comete crime de falsidade ideológica e prevaricação, bem como incide em prevaricação também quando persegue psicólogos cristãos, dado que é simpatizante ostensiva e notório do movimento gaysista.

Concluindo: Não proponho a imposição de credo nenhum sobre ninguém. O que proponho é a liberdade de os cristãos poderem exercer concretamente a liberdade de religião, sendo psicólogos cristãos ou pacientes deles. Isto sim é liberdade, e não a proibição materialista ateísta de uma autarquia que se entende como proprietária do conhecimento e recorre sofisticamente ao argumento do estado laico com a finalidade de proibir o exercício das liberdades individuais.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".