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segunda-feira, 12 de março de 2012

É um condor? Uma águia? Não: é a galinha do PT

 

EAGORA

Eduardo Graeff, 07/03/12

O mundo começa a se desiludir com as perspectivas de crescimento do Brasil de Lula e Dilma Rousseff. Traduzo oFinancial Times de hoje:

Enquanto o crescimento econômico da China segue o padrão de um condor, pairando a grandes altitudes nas correntes ascendentes mesmo ao passar pelo que se considera uma desaceleração, o do Brasil nos últimos anos parece o vôo interrompido de uma galinha.

Justamente quando a economia do Brasil parece prestes a decolar, ela despenca novamente na medida em que o superaquecimento obriga o banco central a acionar os freios.

Isso é o que mostram os números do PIB de 2011. No fim de 2010, a economia brasileira estava crescente a uma taxa anualisada de 7,5%. O crescimento era alimentado por medidas de estímulo tomadas pelo governo em 2009 para se contrapor à recessão da crise financeira global. A isso se seguiu a prodigalidade política em 2010, ano de eleições presidenciais.

Mas com o crescimento veio a inflação. O banco central foi obrigado a jogar os juros para cima rapidamente, somente para descobrir, no meio do ano, que a economia, que parecia tão forte há apenas seis meses, de repente estava perdendo sustentação. A interrupção abrupta do crescimento decorreu de uma mistura de altas taxas de juros, taxa de câmbio apreciada em relação ao dólar que derrubava a indústria local ao estimular importações baratas, e o sentimento negativo da crise do euro.

A galinha, que começara a parecer quase confiante em vôo em 2010, mergulhou no terceiro trimestre de 2011, quando a economia se contraiu ligeiramente.

A Goldman Sachs, citada pelo FT, não aposta na recuperação esperada por Dilma Rousseff e o PT em 2012. Acaba de reduzir sua previsão de crescimento do PIB brasileiro de 3,5% para 3,1%.

A galinha pode um dia virar condor, ou pelo menos uma águia? A resposta é não - pelo menos por enquanto. As ineficiências do Brasil, como seu orçamento público inchado que não consegue investir apesar de todo o gasto, impedirão o país de crescer a taxas mais altas até que alguém comece a pensar em reformas.

Em resumo, burocracia e impostos vão manter as asas da galinha cortadas.

Desgraça das desgraças: ultimamente, o PT e seu governo nem ao menos conseguem cacarejar tão bem…

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".