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segunda-feira, 12 de março de 2012

Esquerdistas pró-terrorismo tentam ganhar no grito na questão da “Comissão da Verdade”

 

LUCIANO AYAN

 

Acho uma pena que os conservadores ainda não tenham pegado o “jeitão” da coisa na guerra ideológica. Tenho mostrado neste blog como o conflito deve ser tratado, não com discursos amigáveis, mas com desmascaramento assertivo e focado.

Meu modelo de ação tem uma origem já citada por mim várias vezes: aprendi, com as técnicas de identificação de fraudes (especialmente em TI, mas o modelo é universal), que não precisamos discutir com fraudadores, mas expo-los. Isso acontece por que o fraudador, ao contrário daquele que se engana, tem a NOÇÃO de que comete uma fraude. Logo, qualquer ação que não o desmascaramento efetivo somente ajuda ao fraudador.

Quem vive da fraude, DEPENDE da ingenuidade da outra parte. Mesmo quando a outra parte apenas acha que o fraudador é alguém que está “enganado” ou “deixando de olhar para um lado da questão”. É sempre o oposto: o fraudador planejou, de forma detalhada, a sua fraude.

Eu sei que não gosto de evidências anedotais, mas em relação à essa, duvido que alguém tenha argumentos para contestar algo que é do senso comum dos investigadores de fraudes: a totalidade dos estudos de investigação de fraudes demonstram que os fraudadores sempre se dão bem em relação àqueles que acham que a fraude é um “erro de percepção” do fraudador.

O que quero dizer é que os conservadores estão precisando entender que TODA a argumentação da esquerda em favor da “Comissão da Verdade” é uma fraude intelectual, sistematicamente planejada. Ademais, os esquerdistas pró-governo assumiram definitivamente o discurso fraudulento, e estão inspirados na tática de “ganhar no grito”, uma variação intelectual do “denial of service”.(O “denial of service” se baseia na tentativa de se derrubar um computador servidor, através de uma quantidade tão grande de acessos que a máquina não suporta)

Vamos à exposição do truque petralha.

Os militares e os conservadores usam dois argumentos centrais, ambos bastante lógicos:

  1. Não há sentido em uma comissão para investigação do passado das ações alegadamente criminosas cometidas pelos militares, pois existe uma Lei da Anistia (que anistiou ambos os lados, diga-se de passagem)
  2. Mas, já que está sendo revogada a Lei da Anistia, que isso seja feito para os dois lados da questão, ou seja, tanto os militares quanto os terroristas

Se você chegar para qualquer pessoa em sã consciência e que não tenha agenda esquerdista (inclusive um popular, como sua empregada doméstica ou um motorista de táxi), e explicar esses dois argumentos, vai obter concordância. O fato é que os dois argumentos acima são incontestáveis.

Porém, a verdade desses 2 argumentos incomoda terrivelmente os esquerdistas. Como eles sabem que não possuem argumentos nessa questão, eles usaram um rótulo de propaganda para a própria “Comissão da Verdade”, dizendo que a “investigação sobre os militares” trará a verdade dos fatos. Isso é um truque que em política corporativa chamamos de “omissão seletiva”.

É assim que funciona: imagine que um gerente sênior tenha rivalidade com uma filial, mas que todos os atos passados de todos os gerentes de unidade (incluindo os das filiais) tenham sido “anistiados” na última avaliação corporativa. Entretanto, ele resolve “abrir uma auditoria passada”, mas passa a investigar SOMENTE um dos lados. Ao omitir a sede e as demais filiais (pois o objetivo dele é atingir somente uma filial específica), ele vai vender ao público a idéia de que está “lutando pela verdade”, já que abriu uma auditoria, só que vai esconder o fato de que a auditoria está sendo feita de FORMA SELETIVA. Quer dizer, qualquer coisa que for encontrada na investigação dessa filial vai ajudar ao gerente sênior, que tem uma agenda particular. E ele tentará jogar para o público que “as negativas da filial em relação à auditoria” são um “atestado de culpa”. Só que o pessoal da filial começa a reclamar não da auditoria, mas da auditoria seletiva. Se a própria investigação “seletiva” já era uma fraude, o gerente sênior implementará a segunda fraude: ele vai tentar ganhar “no grito”, usando a tática da repetição, omitindo o fato de que a filial somente quer uma investigação generalizada, não seletiva. Ele, ao contrário, tentará desmoralizar a filial dizendo que “ela não quer ser investigada”.

Esse tipo de armação corporativa nos mostra exatamente o padrão que está acontecendo em toda argumentação feita pela esquerda.

Se duvidam, façam o teste. Investiguem sites como aqueles de Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim, a totalidade das declarações dos ministros de Dilma, o Portal Vermelho, o blog do Sakamoto, enfim, todos os ideólogos beneficiários pró-governo e vejam se eles sequer TRATAM o assunto dos terroristas deixando de ser investigados. Claro que sequer mencionam os 2 argumentos. Eles fazem igual o gerente sênior picareta do exemplo.

De que forma responder a uma fraude de tal tipo? Existem várias, como a transcrição em uma forma resumida das 2 fraudes da esquerda que citei no exemplo, criação de banners divulgando o padrão da fraude, e até uma investigação de textos escritos pela esquerda, e demonstração de forma CIENTÍFICA de que os 2 padrões estão ocorrendo na quase totalidade dos textos e discursos feitos de ideólogos esquerdistas.

O fato é que os esquerdistas já sabem que os argumentos são ruins, mas estão ganhando no grito. Logo, o desmascaramento deles terá que ser planejado para ser feito em GRANDE QUANTIDADE.

O desmascaramento a eles só vai funcionar, portanto, se for feito em VOZ ALTA.

Um comentário:

Anônimo disse...

Brilhante!!! E agora, falar, falar e divulgar até a exaustão...!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".