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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tecendo o Sonho Revolucionário


STATO FERINO
Posted by Stato Ferino on janeiro 3, 2012

São de conhecimento público e notório as notícias sobre a greve da PM no Ceará. Deixando de lado o evidente desrespeito à Lei, aqui, em Fortaleza, tenho a oportunidade divina de observar pelo menos um trecho, mesmo que temporário [esperamos], dos quiméricos desejos esquerdistas.

Vejo a paz, a tranquilidade e a alegria do povo cearense nas ruas. O comércio está indo como nunca antes. O sentimento de segurança impera nas casas e nas ruas. Só tem um problema: minha habilidade em mentir não é das melhores.

O que se evidencia, caro leitor, é diametralmente o oposto. Nas noites do dia primeiro e segundo de janeiro, vi se repetir por diversas vezes a belíssima cena com adolescentes, sem capacetes, pilotando suas motocicletas a toda velocidade nas principais avenidas da capital cearense.

Recebi a informação de alguns amigos, em adendo, que nas periferias foram avistados indivíduos simpáticos, claro, portando suas AK’s em motos, no mais das vezes, subtraídas de burgueses capitalistas, ou, vulgarmente, cidadãos trabalhadores.

Em conversa com amigos, chegamos a uma conclusão: vivemos numa linha tênue entre a civilização e a barbárie. O maior indício da veracidade dessa constatação está na carência que a sociedade tem nos meios sancionatórios. Ora, se não temos os diabólicos PMs nas ruas, quem irá nos impedir de exercer nossa “liberdade” plena?

Pois é. Nesse sentido foram anunciadas algumas ondas de arrastões. Nesse ponto, mostra-se outro fenômeno curiosíssimo presente na mentalidade revolucionária. Diversos BOATOS de arrastões nos principais centros comerciais foram suscitados nas mídias sociais. Disso eu tenho completa autoridade para falar, pois estive em alguns desses lugares no momento em que os tais boatos foram lançados.

O interessante é que essa rede de mentiras, aproveitando-se do momento de insegurança pública, tenta aprofundar o problema numa tentativa de pressionar o governador do Estado, Cid Gomes (PSB/CE), um nominalmente socialista, mas tido pelos revolucionários como um paladino do conservadorismo capitalista. Afinal, tudo vale em prol de um ideal superior. Tudo vale em prol da democracia, não é mesmo?

Pois bem. Da mesma forma que os amigos vermelhos não se utilizam de sua atividade cognoscível ao desejar o desaparecimento da PM, também adoram usar uma mentirinhazinha, muito sutil, para tentar alcançar um sonho que lhes foi imposto. Isso é muito legítimo, desde que sejam eles que as utilizem.

Um comentário:

Antonio Sávio disse...

Ótimo texto. Gosto muito do blog devido a importancia e a gravidade de seus temas. Recomendo que reveja o plano de fundo pois estão muito claro assim com as letras em branco. Com pouco contraste não podemos ler direito. No mais, parabéns pelo nobre trabalho.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".