Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

domingo, 10 de agosto de 2008

O Seminário da Lei da Anistia

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O Clube Militar estava lotado.

Realmente mostraram uma grande capacidade de mobilização. Rápida e eficiente.

O Seminário foi aberto com a apresentação dos expositores: Gen. Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, o advogado da UND, Antônio Ribas Paiva e o ex-ministro do STJ, dr. Waldemar Zveiter.

Cantamos o hino nacional e a palavra foi passada ao Gen. Coutinho.

Em resumo, o General começou com um breve histório do que ele denominou Revolução de 64:
Comentou que a anistia foi um ato deliberado de conciliação nacional.

Que a Revolução de 64 foi um movimento cívico-militar, motivado pela evidência de revolução de frente única populista, conduzida pelo então presidente João Goulart e seu respectivo cunhado. Que, em verdade, mais que populismo puro, tratava-se de um golpe comunista.

Como a 'via pacífica' havia fracassado, os comunistas acreditavam que o sucesso estaria na luta armada. O PC do B, tinha respaldo do comunismo maoísta e a China mandava gente para cá para os treinar. Que haviam mais de 30 organizações político-militares da 'linha cubana' e citou exemplos como a ALN, VAR-Palmares e MR-8.

Fez questão de frisar que não citaria os nomes dos terroristas em respeito à Lei da Anistia.
Mas relacionou os grupos e seus métodos: eles precisavam de recursos, de armas, para atingir seu intento. Então, passaram aos assaltos e seqüestros.

O AI-5 foi conseqüência dos atos terroristas, diferentemente do que a esquerda tem divulgado (que esses últimos seriam represália ao AI-5).

Apenas como vítimas do terrorismo urbano, são relacionados 103 MORTOS.

Que na lei que prevê indenização às famílias dos desaparecidos são relacionados 136 nomes. Que essa foi ampliada para 224 nome e, depois, 228 - que pleiteiam indenizações.

Que em 2002 criaram a nova lei de indenização, agora para os demais 'prejudicados' e que os pagamentos, até o momento, montam a 2 BILHÕES DE REAIS.

Mencionou então que em 1985 começaram um revanchismo organizado.

Fez questão de fazer um desagravo ao Coronel Ustra (sem citá-lo nominalmente, mas fazendo uma referência que não deixava dúvidas sobre quem se tratava), salientando tratar-se de um patriota, vítima de acusação desprovida de provas, feita por uma ex-terrorista (cujo nome não citou) e que estava sendo usado como bode expiatório e um meio de satanizar as Forças Armadas.

Deixou claro o método 'deles': não só estão satanizando as FFAA, mas estão 'permeando' os quadros militares com seus doutrinados ou tratando de doutrinar os quadros militares existentes. (assustador, não?)

Informou aos presentes e às câmeras de TV - não sei se isso passou em algum lugar - que atualmente há uma sutil, quase imperceptível, transição ao socialismo, com um trabalho de continuismo no governo e construção de um aparato revolucionário do Estado.

Terminou informando que, na idade dele, está fazendo a parte que lhe cabe... (cada um, agora, que preencha as reticências - por ele deixadas - como achar melhor).

Passou-se o microfone ao Ribas Paiva.

Ele discursou bastante inflamado afirmando que a democracia se traduz em segurança do direito natural e que o Brasil hoje não é democrático.

Que sem a proteção do Estado, o crime organizado não existe.

Citou o nome de cada um dos terroristas e, como sempre faz, quando menciona o presidente, refere-se a ele como o 'primeiro mandatário', a quem fez diversas críticas.

Afirmou que o objetivo de Tarso Genro ao reavivar a questão é criar a cizânia e acabar com a paz social.

Que o atual governo rompeu com as instituições.

Que cabe a nós todos, civis e militares, garantir a união e a soberania nacional.

Foi a vez do ex-Ministro, Waldemar Zveiter.


A impressão que tive é que ele alterou muito de seu discurso para 'puxar a orelha' de seu antecessor. Chegou a afirmar que teria o trabalho de apagar o fogo que aquele havia lançado sobre a platéia presente. Enfim...


Além de tentar 'colocar panos quentes' na incitação feita anteriormente a ele, o que ele disse - e foi o único aspecto jurídico sobre a lei da anistia levantado em todo o seminário - é que a tortura só foi tipificada como crime no Brasil em 07.04.97.

Que há o princípio constitucional que dispõe que não há crime sem lei anterior que o defina. Desse modo, se houve ou não tortura antes daquela data, ninguém pode por isso ser penalizado.

Vê-se que a questão levantada por Genro pode se traduzir em provocação, mas é inócua, se observada a Constituição Federal, vez que os 'torturadores' não poderiam ser punidos.


Ele chegou a considerar a possibilidade do terceiro mandato - desde que querido pelo povo, com alteração constitucional, como democrática (!!!)

Pudemos perceber pelos aplausos, que a fala dele não agradou muito...


QUERO FRISAR, NO TOCANTE AO SEMINÁRIO, QUE O QUE RELATEI EM ITÁLICO SÃO OBSERVAÇÕES MINHAS. O RESTANTE, FOI ANOTADO CONFORME A EXPOSIÇÃO TRANSCORRIA E REPRODUZI AS PALAVRAS UTILIZADAS PELOS PRÓPRIOS PALESTRANTES.

A ditadura chavista avança

Do portal do ESTADÃO
Domingo, 10 de Agosto de 2008

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Assim que foram conhecidos os resultados do referendo de 2 de dezembro do ano passado, quando os eleitores venezuelanos rejeitaram o texto da Constituição bolivariana que a Assembléia Nacional havia aprovado - uma confusa mistura de populismo e socialismo, feita sob medida para a perpetuação do caudilho no poder -, Hugo Chávez declarou que respeitaria o veredicto popular, mas não desistiria de instaurar um regime socialista na Venezuela. Mais uma vez, o coronel golpista prova que, quando se trata de seu projeto político, não faz promessas vãs.

Há 18 meses, quando se iniciou o processo de elaboração da frustrada Constituição, Chávez obteve da dócil Assembléia autorização para governar por decreto - a chamada Lei Habilitante. Surpreendentemente, fez uso relativamente moderado desse instrumento de exceção, tendo abusado apenas quando pretendeu transformar o serviço de inteligência num instrumento de controle social à maneira da Gestapo e da KGB. Tamanha foi a reação dos venezuelanos que Chávez revogou o malsinado decreto.

Mas no dia 1º deste mês, último dia de vigência da Lei Habilitante, o caudilho mostrou por que exigiu poderes especiais para legislar: baixou 26 decretos, a maioria reproduzindo - e, às vezes, tornando mais radicais - dispositivos contidos na Constituição rejeitada no referendo. "A Lei Habilitante é uma emboscada para passar de contrabando a reforma constitucional que o povo recusou", disse Luiz Miquilena, ex-mentor político de Hugo Chávez, de quem foi ministro do Interior. "A única coisa que Hugo Chávez não pode fazer pela Lei Habilitante é perpetuar-se no poder com reeleição indefinida."

Em qualquer país governado pelas leis, não se admite que matéria rejeitada em referendo entre no ordenamento jurídico por meio de decreto. Na Venezuela de Chávez, não apenas isso é possível, como ele chegou ao cúmulo de mandar publicar na Gaceta Oficial, no último dia de vigência da Lei Habilitante, apenas as emendas dos decretos. Só nas edições seguintes a população tomou conhecimento do texto completo de alguns decretos - outros ainda serão publicados, o que significa que os diplomas legais não existem, embora vigorem os seus resumos. Nem nos momentos mais negros do regime soviético chegou-se a esse nível de desfaçatez e de desprezo pelas formalidades legais.

Assim, os venezuelanos tomaram conhecimento da existência de um decreto, cujo texto não conhecem, que pune com até 10 anos de prisão quem "impeça, direta ou indiretamente, a produção, fabricação, importação, transporte, distribuição ou comercialização de bens de primeira necessidade". Como Chávez atribuiu às milícias bolivarianas a responsabilidade pela administração dos estoques de alimentos e produtos agrícolas - militarizando a cadeia de produção, distribuição e comercialização -, está claro que aquele decreto não se destina a proporcionar "segurança alimentar" à população nem a regular o abastecimento. Na verdade, tomará 10 anos de cadeia quem se atrever a organizar protestos contra a ditadura chavista, como fizeram os petroleiros e os produtores industriais e rurais que paralisaram o país em 2002.

Outro decreto reorganiza as Forças Armadas, criando uma Reserva que nada mais é do que um misto de guarda pretoriana e "comitês de defesa". Como essa Reserva será constituída por civis, aproveitando a estrutura das já existentes milícias bolivarianas, Chávez poderá exercer mais facilmente o "controle social" da população, consolidando uma cópia dos Comitês para a Defesa da Revolução de Cuba.

No plano econômico, o pacote introduz as medidas da Constituição rejeitada que implantavam o socialismo. O Estado intervirá nas empresas que não se adaptarem ao "modelo socialista". Da mesma forma, poderá expropriar e suspender a produção de fábricas e interromper greves de trabalhadores. O processo de expropriação de bens fica abreviado com a extinção da exigência prévia de declaração de utilidade pública pela Assembléia.

Sobre um único passo para a consolidação do projeto bolivariano Chávez não precisou legislar. Como ele quer "ganhar, bem ganhas" as eleições regionais de novembro, e anunciou que "aos inimigos, nem água", a Controladoria-Geral, que ele controla, declarou inelegíveis 272 oposicionistas que poderiam atrapalhar seus planos. E ainda há quem diga que a Venezuela de Chávez é uma democracia!

Comentário do Cavaleiro do Templo: este salafrário venezuelano é CRIA DO LULA, como ele mesmo afirmou no aniversário de 15 anos do FORO DE SÃO PAULO (veja aqui, baixe o texto e veja o link do mesmo, uma prova de fonte primária). E, como o LULA nunca disse nada contra as atitudes do CHÁVEZ, entende-se imediatamente que está tudo bem entre eles. Vocês leram acima que, pelo menos em tese, o ex-mentor do sociopata venezuelano declara que não está nada bem entre ele o seu "ex-amigo". LULA só faz dar beijos e abraços no CHÁVEZ. Mas isto é claro para quem está sabendo o que se passa em nosso continente.

CARTA A ELIANE CATANHEDE

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA
Carta de Otacílio M. Guimarães

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Prezada jornalista Eliane Catanhede,


Em seu artigo Guerra de 8 do corrente a senhora afirma que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra é um torturador.

Baseada em que a senhora faz tal afirmação? Na afirmação de sua colega Bete Mendes que diz ter sido torturada por ele? Ou nas aleivosias da camarilha que quer por que quer abrir uma ferida já cicatrizada? Interessa ao Brasil a reabertura de um processo doloroso sobre acontecimentos ocorridos há três décadas atrás onde as perdas ocorreram de ambos os lados mas que teve o mérito de evitar que o Brasil se transformasse numa imensa Cuba? A senhora já imaginou o que teria acontecido caso os comunistas em armas tivessem ganho e deposto o governo militar? Teriam eles, por acaso, tido a coragem de promulgar uma lei de anistia isentando os militares daquilo que eles chamam até hoje de golpe sem jamais admitir que na verdade foi uma contra-revolução para barrar as intenções do comunismo internacional comandado por Moscou? Ou teriam, a exemplo de Fidel Castro que era o ídolo deles, levado todos ao paredão para serem fuzilados?

Nesta hipótese, a senhora já parou para pensar em qual teria sido a reação dos Estados Unidos? Aceitariam eles de braços cruzados que a maior nação sul-americana se transformasse numa potência comunista quando eles já tinham ido à beira da guerra nuclear em setembro de 1962 por causa da extrema ousadia de uma ilha insignificante como Cuba, hecatombe que só não aconteceu porque Moscou meteu a viola no saco e saiu da festa?

É preciso muito cuidado, cara jornalista Eliane, ao analisar certas coisas e, mais ainda, ao julgar personagens de um drama que poderiam ter provocado uma tragédia para o nosso país de conseqüências imprevisíveis porque um grupelho de brasileiros traidores da pátria resolveram embarcar numa aventura financiada por um país com o qual não temos a menor afinidade, a ex-União Soviética. Traidores estes que, anistiados e perdoados pelos seus adversários num ato de extrema generosidade, esperaram três décadas alimentando um ódio insano, injustificado e irracional para, a pretexto de punir aqueles que lhes perdoaram, aos quais acusam de torturadores, colocam novamente em risco o futuro do Brasil. Será que já não é bastante para comprometer o futuro do Brasil essa administração incompetente, irresponsável, caótica e extremamente corrupta? Querem o que mais? Sangue?

Será que não perceberam que aquilo que eles ainda cultuam, o regime comunista, caiu de podre sem que fosse necessário os americanos darem um tiro sequer? Gente desse tipo é portadora de uma patologia incurável chamada idiotia crônica onde os expoentes mais notáveis são Tasso Genro, Marco Aurélio Garcia e Franklin Martins, dentre muitos outros. Além de idiotas, são reles traidores da pátria.

Faço-lhe aqui algumas perguntas e peço-lhe respostas sinceras: seqüestrar representantes estrangeiros, assaltar bancos matando pessoas inocentes, praticar atos de terrorismo em locais freqüentados por quem não tem nada a ver com a insanidade dos terroristas, como aconteceu no aeroporto dos Guararapes em Recife, matar friamente a coronhadas de fuzil um oficial da Polícia Militar de São Paulo como fez Carlos Lamarca, dentre outros atos bárbaros que resultaram em mortes de inocentes, tudo isto não são também atos de tortura? Manter o embaixador da maior potência mundial com uma arma apontada para sua cabeça esperando apenas uma ordem para fuzila-lo caso o governo não atendesse as exigências dos seqüestradores, não é também um ato de terrorismo? O senhor Franklin Martins, hoje ministro do governo Lula, foi um terrorista torturador ou não foi?

Ah, mas de acordo com a novilíngua "os crimes que praticamos são para o bem do povo, enquanto que os mesmos crimes praticados pelos nossos adversários, não passam de crimes comuns". Assim Stalin e Gramsci os ensinaram. Como também a roubalheira promovida por este governo é exaustivamente justificada pela roubalheira promovida por Fernando Henrique Cardoso & Cia. Haja canalhice!

Sabe o que eu acho, cara jornalista? Está na hora dos militares começarem a trazer à público a folha corrida de todos aqueles que participaram daqueles episódios, divulgando os mínimos detalhes, alguns que ainda estão inclusive sob sigilo, a começar por pessoas como Franklin Martins, Dilma Rousself, José Dirceu e outras pústulas que hoje estão sendo premiados com vultosas indenizações e generosas pensões a título de reparação pelos pretensos prejuízos por terem participado de uma luta armada que eles espontaneamente começaram, provocando uma reação que não poderia ter sido outra senão o enfrentamento. E está na hora também de a imprensa brasileira que tem compromissos com o povo e com o futuro do Brasil parar de endeusar um bando de assassinos terroristas. É isto o que a maioria de brasileiros sensatos, responsáveis, trabalhadores, honestos, honrados e cumpridores de seus deveres para com a nação espera. Nada mais que isto.

Infelizmente, cara jornalista, para a desgraça do Brasil, não se fazem mais generais como Humberto de Alencar Castelo Branco e outros e jornalistas como Carlos Lacerda e outros. Foram homens de uma época em que os objetivos dos homens de bem se pautavam pela honradez, o que não é o caso da maioria dos governantes e jornalistas de hoje. Os governantes de hoje mais roubam do que trabalham, e os jornalistas mais confundem do que informam. E mentem muito. Mentem no atacado.

Aguardo a gentileza de suas respostas aos meus questionamentos.

Respeitosamente,


Otacílio M. Guimarães

IMPRENSA BRASILEIRA: DOMÍNIO ESQUERDISTA TOTAL!

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA

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Fui procurado pelo repórter Alan Rodrigues, da Revista Isto é para dar uma entrevista a respeito do tema levantado pelo governo sobre revisão da lei da anistia. Publico-a abaixo, depois de ler a referida reportagem, uma revoltante demonstração da hegemonia comunista, onde os militares são desmoralizados e achincalhados, exatamente como algumas respostas que eu dei. Voltarei ao tema mais tarde.

NÃO SAIU UMA LINHA SEQUER DAS MINHAS RESPOSTAS!


ENTREVISTA PARA A REVISTA “ISTO É



Entrevistador: Alan Rodrigues (alan@istoe.com.br)


Entrevistado: Heitor De Paola (hdepaola@terra.com.br)


Método: e-mail


Data: 06/08/2008



ISTO É - Como o sr analisa a proposta dos ministros Tarso Genro e Vannuchi de “revisão" da Lei de Anistia, particularmente, na questão da condenação aos torturadores?


RESPOSTA – Em primeiro lugar há que investigar se realmente houve torturas. Até agora não há nenhuma prova convincente, só acusações de pessoas que têm óbvios interesses ideológicos, políticos e pecuniários - as vultosas indenizações a que teriam direito caso fossem condenados, com ou sem provas, os supostos torturadores. Estes deveriam ter amplo direito de defesa como assegura a Constituição.


ISTO É - O sr acha que a tortura foi crime político?


RESPOSTA – O que é um crime político? A meu ver crime é crime, seja qual for a motivação alegada. Com exceção do direito à legítima defesa, nada deveria ser atenuante, muito menos o político que é planejado nos mínimos detalhes e para o qual nem o estado de privação momentânea de consciência pode ser alegado.


ISTO É - O argumento dos militantes de esquerda é que eles, que se exporam (imagino que você tenha desejado dizer expuseram?) ao voto, pagaram caro nesse período e que até hoje sofrem com seqüelas, e que os militares saíram como os vitoriosos por isso deve ser passado a limpo esse período da história. Como o sr "vê" esse pensamento?


RESPOSTA – “Vejo” como uma série de mentiras dentro de mentiras. Note que você usa, talvez inconscientemente, os termos assimétricos, baseado no velho “dois pesos, duas medidas”: os militares são torturadores, criminosos, etc.; os terroristas e guerrilheiros são apenas “militantes”, quer dizer pessoas inocentes que apenas “militaram” em organizações cujos propósitos óbvios eram o terrorismo e a guerrilha para instaurar um regime totalitário do tipo cubano, que jamais anistiou ninguém: prende, mata e tortura e ainda recebe aplausos. Quanto aos militares terem sido vitoriosos: quem está no poder, hoje? Eles, ou os terroristas que eles combateram? A explicação de que “quem se expõe ao voto comprova sua inocência” é tão primária que nem mereceria comentários. Democracia não é júri e eleição não é tribunal! Quantos bandidos estão eleitos?


ISTO É - O sr, como ex militante, acha que essa proposta pode ser considerada como revanchismo?


RESPOSTA – Por parte de alguns indivíduos isolados, talvez sim. Mas esta proposta é muito bem elaborada – inclusive surgindo num momento em que os contatos do PT e de altos próceres do governo com as FARC estão sendo denunciados – e sua intenção é bem outra: desmoralizar, achincalhar e humilhar as Forças Armadas que, por mais que o governo faça, ainda são consideradas as instituições mais confiáveis do País. Não haverá revanche, tanto o Genro como o Vannuchi sabem que quando o processo chegar ao STF será arquivado.


ISTO É - O sr foi militante da ALN?


RESPOSTA – Não, da AP, de 1963 a 1968. Saí quando resolveram incrementar a luta armada, que já começara em 1961 em pleno regime democrático, pois não sou assassino. Por isto mesmo conheço muito bem esta gente que hoje clama ter lutado por democracia.


A ameaça da aliança profana - Parte I

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Daniel Pipes em 07 de agosto de 2008

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Resumo: Uma análise sobre a paradoxal, mas cada vez mais real, aproximação entre fanáticos islâmicos e revolucionários comunistas e socialistas, unidos por uma causa comum: o ódio ao Ocidente e tudo que ele representa.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Aqui estão dois países irmãos, unidos como um único punho cerrado”, disse o socialista Hugo Chávez durante uma visita a Teerã em novembro passado, celebrando sua aliança com o islamista[1] Mahmoud Ahmadinejad. O filho de Che Guevara, Camilo, que também visitou Teerã no ano passado, declarou que seu pai teria “apoiado o país em sua atual luta contra os Estados Unidos”. Ambos seguiram os passos de Fidel Castro, que, numa visita feita em 2001, declarou a seus anfitriões que “Irã e Cuba, em cooperação, podem fazer os Estados Unidos ficarem de joelhos”. Por sua vez, Ilich Ramírez Sánchez (“Carlos, o Chacal”) escreveu em seu livro l’Islam révolutionnaire (Islã Revolucionário) que “somente uma coalizão de marxistas e islamistas pode destruir os Estados Unidos”.

Não são apenas os esquerdistas latino-americanos que vêem potencial no islamismo. Ken Livingstone, o trotskista ex-prefeito de Londres, literalmente abraçou o pensador islamista Yusuf al-Qaradawi. Ramsey Clark, o ex-procurador geral dos Estados Unidos, visitou o Aiatolá Khomeini e ofereceu seu apoio. Noam Chomsky, o professor do MIT, visitou o líder do Hezbollah Hassan Nasrallah e apoiou a manutenção de armas por esse grupo terrorista. Ella Vogelaar, a ministra holandesa para a habitação, vizinhanças e integração, é tão simpática ao islamismo que um de seus críticos, o professor de origem iraniana Afshin Ellian, a chamou de “ministra da islamização”.

Dennis Kucinich, durante sua primeira campanha presidencial em 2004, citou o Corão e incitou um público muçulmano a entoar “Allahu akbar” (“Deus é grande”), chegando a anunciar: “Eu guardo uma cópia do Corão em meu escritório”. Spark, um jornal para jovens do Partido Trabalhista Socialista britânico, louvou Asif Mohammed Hanif, o homem-bomba britânico que atacou um bar em Tel Aviv, como um “herói da juventude revolucionária” que levou a cabo sua missão “no espírito do internacionalismo”. Workers World, um jornal comunista americano, publicou um obituário laudatório ao mestre terrorista do Hezbollah, Imad Mughniyeh.

Alguns esquerdistas vão mais longe. Vários deles – Carlos, o Chacal, Roger Garaudy, Jacques Vergés, Yvonne Ridley e H. Rap Brown – chegaram a se converter ao Islã. Outros reagem com alegria à violência e brutalidade do islamismo. O compositor alemão Karlheinz Stockhausen considerou o 11 de Setembro “a maior obra de arte de todo o cosmos”, enquanto o falecido escritor americano Norman Mailer chamou de “brilhantes” os autores do ataque.

E nada disso é novidade. Durante a Guerra Fria, os islamistas favoreciam a União Soviética em detrimento dos Estados Unidos. Tal como o Aiatolá Khomeini afirmou em 1964, “Os Estados Unidos são piores do que a Grã-Bretanha, a Grã-Bretanha é pior do que os Estados Unidos e a União Soviética é pior do que ambos. Cada um é pior que o outro, cada um é mais abominável que o outro. Mas hoje estamos preocupados com a entidade maliciosa que é a América”. Em 1986, eu escrevi que “a URSS recebe uma pequena fração do ódio e malevolência devotados aos Estados Unidos”.

Os esquerdistas retribuíram. Em 1978-79, o filósofo francês Michel Foucault expressou grande entusiasmo pela revolução iraniana. Janet Afary e Kevin B. Anderson explicam:

Ao longo de sua vida, o conceito de autenticidade de Foucault significava observar situações onde pessoas viviam perigosamente e flertavam com a morte: o lugar de onde a criatividade se originava. Na tradição de Friedrich Nietzsche e George Bataille, Foucault seguiu os artistas que forçaram os limites da racionalidade; ele escreveu com grande paixão em defesa de irracionalidades que rompiam novas barreiras. Em 1978, Foucault descobriu tamanhos poderes transgressivos na figura revolucionária do Aiatolá Khomeini e nos milhões que se arriscavam a morrer na medida em que o seguiam no curso da revolução. Ele sabia que tais experiências ‘limite’ poderiam levar a novas formas de criatividade e ele apaixonadamente as apoiou”.

Um outro filósofo francês, Jean Baudrillard, retratou os islamistas como se estes fossem escravos rebelando-se contra a ordem repressiva. Em 1978, Foucault chamou o Aiatolá Khomeini de “santo” e, um ano mais tarde, Andrew Young, embaixador na ONU do governo Jimmy Carter, chamou-o de “um tipo de santo”.

Esta boa vontade pode parecer surpreendente, dadas as profundas diferenças entre os dois movimentos. Comunistas são ateus e os esquerdistas em geral, seculares; os islamistas executam ateus e impõem a lei religiosa. A esquerda exalta os trabalhadores; o islamismo privilegia os muçulmanos. Uma sonha com o paraíso dos trabalhadores; a outra, com um califado. Socialistas querem socialismo; os islamistas aceitam o livre mercado. O marxismo implica igualdade entre os sexos; o islamismo oprime as mulheres. Esquerdistas desprezam a escravidão, alguns islamistas a endossam. Como ressalta o jornalista Bret Stephens, a esquerda devotou “as últimas quatro décadas defendendo as exatas liberdades às quais o Islã se opõe: liberdades sexuais e reprodutivas, direitos gays, liberdade das normas religiosas, pornografia, várias formas de transgressão artística, pacifismo e assim por diante”.

Tais discordâncias parecem anular as pequenas similaridades que Oskar Lafontaine, ex-presidente do Partido Social Democrata alemão, conseguiu encontrar: “O Islã depende da comunidade, o que o coloca em oposição extrema ao individualismo, que ameaça desmoronar no Ocidente. Além disso, do muçulmano devoto é requerido que divida sua riqueza com outros. Os esquerdistas também desejam ver os fortes ajudando os fracos.

[1] NT: Aos leitores eventualmente ainda não familiarizados com a terminologia do autor, é importante ressaltar que ele faz profunda distinção entre islâmico e islamista, sendo este último um adepto do islamismo, ideologia radical que faz uso do Islã para promover uma agenda de violência e terror.

Publicado originalmente na National Review em 14/07/08. [O artigo acima inclui alguns trechos cortados da versão publicada na National Review].

Também disponível em danielpipes.org

Tradução: MSM

Daniel Pipes é um dos maiores especialistas em Oriente Médio, Islã e terrorismo islamista da atualidade. Historiador (Harvard), arabista, ex-professor (universidades de Chicago e Harvard; U.S. Naval War College), Pipes mantém seu próprio site e dirige o Middle East Forum, que concebeu junto com Al Wood e Amy Shargel — enquanto conversavam à mesa da cozinha de sua casa, na Filadélfia — e que hoje, dez anos mais tarde, tem escritórios em Boston, Cleveland e Nova York. Depois do MEF, vieram o Middle East Quartely, o Middle East Intelligence Bulletin e o Campus Watch, dos quais ele participa ativamente. Juntos, esses websites recebem mais de 300 mil visitantes por mês. Por fazer a distinção sistemática entre muçulmanos não-islamistas e extremistas islâmicos, Daniel Pipes tem sido alvo de ataques contundentes. A polêmica gerada por sua nomeação, em 2003, para o Institute of Peace pelo presidente George Bush apenas confirmou o quanto as idéias de Pipes incomodam as organizações islamistas e outros interessados em misturar muçulmanos e terrorismo. Daniel Pipes é autor de 12 livros, entre eles, Militant Islam Reaches America, Conspiracy, The Hidden Hand e Miniatures, coletânea lançada em 2003.

ANISTIA, SINCERIDADE E BOÇALIDADE

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Domingo, Agosto 10, 2008

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Incrível como besteiras são ditas com a solenidade de que só a ignorância é capaz. Uma delas, notável, afirma que a anistia não se aplica ao crime de tortura porque, afinal, “foi cometida por agentes do estado”, enquanto as ações de terroristas, carinhosamente chamado de “militantes”, seriam, sei lá, agentes privados talvez. E os que propagam tal assertiva se dão por satisfeitos. Acham que descobriram a pólvora da lógica.

Pra começo de conversa, não há uma lei universal sobre o tema. Até parece que existe, digamos, a Anistia exemplar, que repousa na caverna, de que as leis adotadas pelos países deveriam buscar a perfeita reprodução. Isso é empulhação ideológica, claro. Mas, acima de tudo, é burrice mesmo, para a qual o jornalismo, infelizmente, virou pasto fértil.

Ora, uma “lei de anistia” qualquer será a possível nas circunstâncias dadas. O Império teve as suas, os vários períodos da República também. Fiquemos com a que está em debate, a de 1979 — mal acredito que isso esteja sendo debatido 29 anos depois... No pacto que resultou nessa lei estava claro que “os dois lados” seriam anistiados, de forma “ampla, geral e irrestrita”. Essa reivindicação era das esquerdas e da oposição, como se vê acima (ver legendas no fim do texto). E nem se definiram os crimes — seriam os “políticos” e “conexos”. E ponto.

Não, não imaginem um “movimento de massa” em defesa da causa porque não houve. Eu sei porque integrei essa “luta”. Se estivesse claro, implícito ou sugerido o risco de pegar os extremistas de um dos lados apenas, a lei não teria saído em 1979 — ou teria sido outra, excluindo-se, por exemplo, os crimes de morte e as ações terroristas, como queriam os militares. Falar agora em rever o que foi obra de uma engenharia institucional muito bem trabalhada por representantes do governo militar e da oposição cheira a uma espécie de golpe no acordo, passadas três décadas.

Leis não vagam no éter. São construções humanas. Quando Tarso e seus porta-vozes na imprensa falam coisas como “tortura é crime comum”, são obrigados a considerar, nessa perspectiva oportunista, que assaltar banco também é crime comum, que assassinar um policial com a coronha de um fuzil também é crime comum, que praticar seqüestros também é crime comum... Ou alguém acha que há uma política, fora da perspectiva terrorista, que admite tais ações? E vejam: se é crime comum, então já prescreveu, como se observou neste blog logo de saída.

A engenharia institucional de 1979 conseguiu chegar àquela lei. Mas as forças políticas de agora podem decidir outra coisa? Podem. A questão é saber se vão conseguir, se o país ganha com isso e se ele será pacificado. Há quase 30 anos, conseguimos dar curso a uma transição tranqüila, sem sangue adicional, da ditadura para a democracia. Teremos a paz?

E que se note: a responsabilidade civil do estado pelos mortos e desaparecidos que estavam sob sua tutela foi reconhecida na forma de pagamento de indenizações e pensões. E com tal generosidade, que muitos vagabundos morais entraram na fila para bater a carteira dos brasileiros. Duvido que haja na história mundial tamanha desproporção entre mortos — 324 — e indenizados: quase 14 mil até agora, havendo ainda 30 mil casos à espera da iluminada decisão da tal comissão. Qualquer semelhança com oportunismo não será mera coincidência.

A conversa de Tarso não está presa a nenhuma determinação lógica, histórica e muito menos universalista. Imaginem se países que foram comunistas tivessem escolhido o caminho da revanche — mas eles preferiram, digamos, a anistia ampla, geral e irrestrita....

O que Tarso conseguiu, até agora, foi criar a incômoda impressão de que o país vive sob tutela militar: ele queria, os militares rejeitaram, então não se faz. E não há tutela nenhuma. Apenas não há regime que consiga, sem grandes conflitos, mandar para o patíbulo um setor da sociedade que, ademais, conta com a aprovação popular.

Só um homem sincero?

A proposta de Tarso é irresponsável. Tem o mérito de falar o que pensa? Mãe Dinah pode falar tudo o que pensa. O Maguila pode falar tudo o que pensa. O Paulo Coelho pode falar tudo o que pensa. Até os intelectuais menores do que Coelho (ver coluna do Diogo nesta semana) podem falar tudo o que pensam. E eles falam!!! Um ministro da Justiça tem de falar o necessário para cumprir adequadamente a sua tarefa. Um ministro da Justiça pode até mentir — tendo como referência as suas convicções, não os fatos — se isso for bom para o país.

Esse negócio de “sinceridade” é pra casar. E, ainda assim, sem exageros. Darei, para variar, um exemplo tendo as moças como referência. Você sabe que ele adorou, leitora, aquela calça que você achou meio cafona. Os dois estão prontos para a festa. Aí o seu bonitão (nem tanto no dia, "com esta calça"...) pergunta:

— Ficou legal?

Diga, minha cara: pra que ser sincera? Azeda a festa, e há o risco de ele continuar chateado quando chegar a hora de tirar a calça.

Não dá para levar a sério esses boçais.

*
AS REIVINDICAÇÕES DAS ESQUERDAS EM FATOS (E FOTOS), A PARTIR DO ALTO:
1 – Manifestação na Sé no dia 21 de agosto de 1979, promovida pelo Comitê de Anistia e por representantes da oposição. Nota: aquela pomba branca, de fato, pousou na faixa. Eu vi. (Foto de Ricardo Malta/NImagens)
2 - Passeata feita no centro de São Paulo no mesmo dia 21 (Foto de Ricardo Malta/NImagens)
3 – Cartaz em favor da anistia ampla, geral e irrestrita com presos em greve de fome em favor da lei.
4 - Cartaz sobre o 3º Encontro Nacional das Entidades de Anistia (acervo Iconographia)

"Sentiam prazer em nos humilhar"

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Rubens Marujo

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Morei ali no albergue São Francisco, que ficava na esquina da rua Santo Amaro, com o viaduto Jacareí, bem em frente à Câmara Municipal de São Paulo. Ele foi desativado há 15 dias, da noite para o dia, por força de um abaixo-assinado dos moradores, pois o local se transformou em um ponto de albergados e marginais de todo o tipo, e retornou para a baixada do Glicério que estava sendo fechado. Antes o São Francisco chama-se Cireneu e era administrado por uma Ong de quinta categoria, com verba liberada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.

Pois bem. Em abril, os padres franciscanos assumiram o comando do albergue e o que era ruim ficou pior. Acho muito estranho que o padre Júlio Lancelotti e outros religiosos liderem uma passeata com moradores de rua, usando albergados como massa de manobra para conseguir, talvez, mais recursos da Prefeitura.

Maus tratos – Ali , no albergue São Francisco, os padres, que zelam tanto pela fraternidade, tratavam os albergados de forma desumana. Éramos mais de 400 pessoas amontoadas num imenso porão-dormitório sujo, que alagava quando chovia. Era um depósito de seres humanos, com um cheiro insuportável. Senhores com mais de 80 anos misturavam-se a jovens alcoólatras, drogados, crianças, mulheres, deficientes físicos e mentais, tuberculosos, portadores do vírus da aids, ex-presidiários e outros ainda cumprindo pena condicional, sem nenhum tipo de assistência.

Aquilo se assemelhava mais a um campo de concentração nazista. Durante cinco anos, o albergue funcionou ali, debaixo do viaduto, sob um estridente barulho, o "dum-dum" dos veículos que passam pelas emendas sobre o viaduto. Esse incômodo barulho martelava nossos ouvidos a noite toda. Nunca se tomou uma providência.

Com raríssimas exceções, os monitores, contratados pela igreja sem a mínima qualificação profissional, sentiam prazer em nos humilhar, deixando-nos na fila, debaixo de chuva e frio, à espera da hora de entrar. As regras são draconianas. Entra-se após às 17h30 e acorda-se às 5h. Até as 7h, todos têm que ir para a rua, inclusive aos domingos e feriados. As assistentes sociais explicavam que eram ordens da Prefeitura e não podiam fazer nada. Assim, todos, até mesmo as senhoras e outras pessoas com idade avançada tinham de sair, fizesse sol ou chuva.

Sem camas – Um dia, com princípio de pneumonia, pedi para ficar lá dentro, pois chovia e fazia frio. Me sentia muito mal. Solicitei a um dos monitores que me deixasse ficar e ouvi:

"Não enche o saco, meu. Você não sabe que os padres não querem ninguém aqui dentro? Vá embora".

No dia seguinte, muito mal, me escondi na biblioteca e não saí. Era começo de maio, fazia um frio insuportável. Foi então que presenciei uma cena lamentável: o coordenador dos franciscanos dentro do albergue mandou retirar centenas de camas (são beliches) do dormitório para colocá-las nos porões daquele fétido lugar. Ele dizia aos outros monitores: "Quanto menos camas, melhor. Agora vem o frio, a Prefeitura vai querer mandar mais gente para cá e, desse jeito, podemos dizer que não há lugar". Depois, espaçou as camas que restaram para dar a impressão de que não havia mais lugar.

Manifesto: AUG∴RESP∴LOJ∴SIMB∴SIMÓN BOLÍVAR

Por e-mail


Fundada em 11 de setembro de 1983
Federada ao GRANDE ORIENTE DO BRASIL
Jurisdicionada ao GRANDE ORIENTE DO BRASIL – MINAS GERAIS

Em sessão ordinária realizada no dia 24 de Julho de 2008 a Loja aprovou o manifesto a seguir que deverá ser divulgado para os maçons e para o público em geral.

MANIFESTO

As declarações e ações da Presidência da Republica, Polícia Federal, e Supremo Tribunal Federal nos casos de operações de investigação recentes como a Satiagraha nos deixam perplexos e apreensivos quanto à qualidade da gestão dos recursos da Nação e da administração da justiça.

Na última semana assistimos a ações lamentáveis do STF pressionando um juiz federal de primeira instância para que interrompa um processo judicial porque, supostamente, estaria sujeitando os investigados a constrangimentos. As ações desenvolvidas sugerem que a cúpula gestora da nação está comprometida pela convivência diária com a dilapidação dos bens públicos, tratados como propriedade privada dos gestores, que frequentemente tomam decisões catastróficas para os interesses dos legítimos donos, no caso a sociedade, sem por isso serem responsabilizados e severamente punidos.

A esperança de justiça da sociedade, fundamentada na atuação de um grupo de jovens policiais, promotores e juízes, foi brutalmente abalada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, secundado pela Presidência da Republica e sob a plácida aceitação do Congresso Nacional, ao interromperem a Operação Satiagraha, por ter incomodado um banqueiro parceiro de negócios particulares de várias figuras públicas da cúpula governamental. Estas não podem ser as condições para vivermos em estado de direito, como foi argumentado. Se o estado de direito existe, aparentemente, ele é reservado aos criminosos, enquanto os contribuintes desprotegidos ficam com a obrigação de pagar e manter uma estrutura que repetidamente lhes demonstra o seu desprezo.

O produto do trabalho do povo é sugado pela Receita Federal, que bate recordes de arrecadação mês após mês, e consumido por um Governo, que não demonstra comprometimento quanto à sua correta aplicação. O imenso volume de recursos é tratado mais como um espólio a partilhar com banqueiros e asseclas, do que como a seiva vital da economia da sociedade.

Raramente vemos o retorno desses recursos aplicados na Saúde, Educação e Segurança. Em vez disso, vão parar nas mãos de empresários hipócritas, prefeitos pérfidos, ministros omissos e irresponsáveis, Deputados e Senadores mal-intencionados, que renunciam para não terem seus direitos políticos cassados e poderem voltar, “limpos”, a concorrer nos próximos pleitos.

Os setores da Saúde, Educação e Segurança são aqueles onde a administração pública demonstra plenamente o seu desprezo pelo contribuinte, com a desorganização e o desperdício, além dos gordos salários e benefícios numa ciranda, que leva o Governo a gastar cada vez mais a ponto de ressuscitar a velha e temida inflação. Verificamos uma temerária inversão de valores na prática da administração pública. Os encarregados de fazer cumprir as leis, em determinadas situações, são os mesmos que ajudam a burlá-las, o caso dos Conselheiros do Tribunal de Contas que falsificaram certidões para poderem dilapidar os recursos destinados a assistência social. Poucos dias atrás, assistimos na televisão sua excelência, o presidente do STF, concordando, placidamente, que os ricos têm uma justiça privilegiada porque podem pagar melhores advogados. Enquanto isso, o responsável nacional pela Defensoria Pública se lamentava pelas dificuldades encontradas para fazer funcionar a sua desmantelada organização.

É inadmissível constatar que um profissional da Defensoria Pública Federal ganha menos da metade que os profissionais do mesmo nível no Ministério Público Federal que ganham cerca de 20 mil reais enquanto os marajás do STF auferem valores maiores.

É espantoso se levarmos em consideração que todos eles são pagos pelos mesmos contribuintes que vêm escorrer pelos dedos mais de 40% do que produzem, em impostos, que deveriam ser aplicados para prover saúde, educação e segurança para a Sociedade.

Lamentavelmente isso não acontece, porque organizações criminosas, organizadas em rede de empresas ou ONGs preocupadas com os direitos dos criminosos, amparadas por um conjunto de leis casuísticas, pela ineficiência da Justiça preocupada em não incomodar seus parceiros e com a conivência do Governo, se incumbem a dar rumos nefastos ao dinheiro público.

Estamos evoluindo e não concordamos que um ministro, ex-presidente do STF, declare, publicamente, que “bem ou mal o ministro resolveu soltar o Sr. Dantas e ninguém tem competência para se opor a tal decisão”. Cometemos erros e temos obrigação de corrigi-los, decisões divinas são inaceitáveis.

O ministro presidente do STF deve todos os esclarecimentos á Sociedade a quem serve. Não pode permitir que os mal-intencionados ou os corruptos desbaratem os recursos conquistados pelos trabalhadores e ficar calado. Os advogados devem envergonhar-se de participarem nas quadrilhas que assaltam o povo interpretando a lei para instruir e salvaguardar da ação da justiça os seus clientes, dificultando a apuração da verdade. Esqueceram os juramentos feitos perante a Sociedade e perante a Ordem dos Advogados que parece adormecida, alheia aos deslizes dos seus membros que muito prejudicam a sociedade, que supostamente orientam e protegem.

Não podemos concordar com um Congresso Nacional que assiste apático a estas catástrofes nacionais, sem ao menos se pronunciar em defesa das instituições impedidas de desenvolver as suas atividades constitucionais. É obrigação de Deputados e Senadores julgar as ações do presidente do STF e impedir que a Presidência da República desmantele a Polícia Federal quando ela começava a fazer um pouco do seu trabalho.

Até quando continuaremos pagando principescamente profissionais incompetentes e mal-intencionados, que não protegem a sociedade do assalto aos recursos públicos por
organizações ou indivíduos, impedindo que esses mesmos recursos oriundos dos impostos, sejam aplicados em benefício da sociedade? Nós Maçons não podemos continuar assistindo passivamente a dilapidação dos recursos da sociedade pelos seus representantes. É necessário fazer as correções adequadas rapidamente, restabelecendo o prestígio da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça Federal e caçar os responsáveis sem tréguas.

Vamos fazer com que a Ética seja, de fato, o ponto mais importante na escolha dos nossos representantes e exigir deles que a pratiquem explicitamente durante os seus mandatos. Atualmente, temos as ferramentas necessárias para fazê-lo. É nossa responsabilidade fiscalizar a atuação dos nossos representantes seja legisladores, jurídicos ou executivos, exigir que informem os resultados das suas ações e impedir que prejudiquem a sociedade com associações mal-intencionadas.

Manifestamos o nosso repúdio pela situação criada e pedimos respeitosamente esclarecimentos públicos e objetivos ao Exmo.sr. Presidente da República, Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional, Ministro da Justiça e Polícia Federal, a quem pagamos muito bem para nos representarem, protegerem e esclarecerem e não para cuidarem dos incômodos causados aos legalmente investigados.

Convidamos a cerrarem fileiras conosco todos os nossos irmãos Maçons e todos os cidadãos de bons costumes, espalhados por este imenso e portentoso país que vislumbra a oportunidade de ser grande, mas continua tolhido e enfraquecido pelos seus parasitas.

Oriente de Belo Horizonte, 24 de Julho de 2008.

LOJA MAÇÔNICA SIMÓN BOLÍVAR N° 2291

O discurso do Deputado Jair Bolsonaro: curto, grosso e direto na fuça

Enviado por e-mail

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"O SR. JAIR BOLSONARO (PP-RJ. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aproveitando esse breve recesso, o Ministro desocupado Tarso Genro resolveu abrir suas baterias contra as Forças Armadas, o Exército Brasileiro e, em especial, contra o Coronel Brilhante Ustra.

Um comentário e uma foto (C.T. - a foto eu não tenho). Primeiro o comentário.

Quando eclodiu a gloriosa revolução democrática, em 31 de março de 1964, o garoto Tarso Genro se auto-exilou no Uruguai, dadas as peripécias que fazia na faculdade em Santa Maria. Depois de algum tempo, resolveu voltar ao Brasil, já que ninguém clamava por ele. Por meio de seu pai, Odelmo Genro, procurou o advogado José Augusto Brilhante Ustra, irmão do Coronel Brilhante Ustra.

O advogado Brilhante Ustra foi buscar no Uruguai o garoto inconseqüente Tarso Genro e o levou para Porto Alegre, apresentando-o ao Coronel do Exército Athos Teixeira, então Secretário de Segurança. O Coronel Athos Teixeira confortou o garoto inconseqüente Tarso Genro, recomendando-lhe que continuasse sua vida de estudante no Brasil, porque não seria preso, nem molestado. E mais ainda: encaminhou-o para cursar o CPOR em Santa Maria. Teria dito ainda que lá ele aprenderia a ser homem e quem sabe conseguiria um pouco de responsabilidade.

Tarso Genro cursou o CPOR em Santa Maria, foi declarado Aspirante Oficial do Exército na Arma de Artilharia e seguiu sua vida. Vale lembrar, repito, o advogado José Augusto Brilhante Ustra, irmão do Coronel Brilhante Ustra, que hoje o Ministro desocupado, Tarso Genro, quer processar, acusando-o de tortura. E o Coronel Brilhante Ustra é irmão do advogado que o trouxe do Uruguai. Logicamente, trata-se de uma prova de gratidão de sua raça.

Tenho uma foto aqui do garoto Tarso Genro, inconseqüente, na fase dos 40 anos de idade, ao lado de honrados Generais do Exército brasileiro, muitos dos quais ele acusa de torturadores.

Fica a grande, dúvida meus companheiros: seria Tarso Genro um lambe-botas ou um borra-botas? Ou será que as duas alternativas estão corretas?

Quando ele fala em processar por tortura, que processe a Dilma Rousseff, o Fernando Gabeira, o Franklin Martins, que são seqüestradores. Quando fala em recuperar recursos para pagar anistiados dos proventos de Brilhante Ustra, que busque dinheiro do Carlos Minc, que com a Dilma Rousseff roubou da casa da senhora do Adhemar de Barros, no Rio de Janeiro, 3 milhões de dólares.

Tarso Genro, se quer procurar ladrões, procure no seu Governo, porque em 20 anos de governo militar não temos um cabo, um sargento, um capitão, um coronel ou um general rico. E nesse bando que está ao seu lado todos estão riquíssimos, roubando e saqueando os cofres do contribuinte em nosso País.

Tarso Genro, aprenda a ser homem, antes que a vida o leve.
"

O jornalismo da TV Globo

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
10 de agosto de 2008

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Por Geraldo Almendra (*)

“...sabendo que mentem a FGV e o IPEA, declaro que sei bem o que são as elites do poder e prefiro a enfermaria dos pobres...” (Waldo Luís Viana)

O tipo de jornalismo e programação que a TV Globo pratica lucra com a falência da educação, da cultura, e com a degradação dos valores sociais.

Esta poderosa organização se vale do auxílio de verbas de propaganda do desgoverno petista, relacionamentos corporativistas com os poderes públicos, e financiamentos das agências estatais, mas, principalmente, com o suborno moral de seu quadro gerencial, executivo e de artistas.

Sua grade de programação dos horários “nobres” retrata a depravação moral da sociedade sem se utilizar dos instrumentos de esclarecimento - para quem assiste a seus programas - sobre as mazelas que estão destruindo a família e seus valores fundamentais.

Seu jornalismo edita as noticiais para lhes tirar qualquer caráter crítico ou formativo procurando manter-se “politicamente correto” com os poderes instituídos, e exibindo uma omissão absurdamente conivente com a degradação moral do país diante da essência redundante dos fatos que evidenciam os desvios de conduta do poder público.

O que recebemos da maior rede de televisão do país é (C.T. - apenas) um relato, dos atos de governo e de suas conseqüências, destituído de valor crítico realçando o contraditório, por isso mesmo desonesto, imoral e leviano. A missão de informar não pode eximir-se da responsabilidade social de contribuir para evitar que o povo seja manipulado por meias verdades e que o país seja conduzindo na direção da catástrofe do Estado Comunista de “Direito”.

Não temos dúvida que em matéria de tecnologia e competência organizacional a TV Globo supera em larga margem suas concorrentes. Contudo seu jornalismo marrom é leviano, evidenciando uma clara falta de ética; se furta de fazer uma avaliação da informação através da divulgação apartidária de editoriais esclarecedores e honestos, fundamentados em princípios morais, base da formação de uma sociedade com formação crítica. Vou abrir uma exceção para o Sr. Alexandre Garcia, que apesar de ser funcionário da TV Globo, vez por outra se expõe fazendo duras críticas à incompetência do desgoverno petista ou aos desvios de condutas de representantes dos poderes públicos, mas que, infelizmente, por uma questão de sobrevivência profissional, limita seus posicionamentos na fronteira do risco da demissão. (C.T. - e, por causa de si mesmo, o Sr. Alexandre Garcia ajuda o outro lado por omissão. Eu não abriria exceção a ele não pois O INTERESSE DE UM NÃO PODE SE SOBREPOR AO INTERESSE DE UMA NAÇÃO. Ou seja, é um covarde um pouco mais corajoso que os outros que sabem o que ele sabe mas se calam, tanto na Glogo quanto nas outras entidades. Jornalista MESMO sabe destes riscos quando assume que quer ser jornalista. Sabe que ele um dia, se for HONESTO consigo e com o país, poderá ter que colocar seu pescoço na forca para salvar muitos. Pensem bem: quantos NÃO JORNALISTAS (como este "que vos fala") estamos colocando nossos pescoços na forca por fazermos o trabalho destes canalhas aqui na Internet? O blog MOVCC publicou outra dia um artigo mostrando que estão sendo monitorados pela PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA e, mesmo assim, continua firma e forte.)

O problema desse jornalismo praticado pela TV Globo é que a informação destituída de vínculos esclarecedores com uma amplitude maior do que o fato em si, é um crime contra a sociedade, sendo uma prática que, grotescamente, manipula a opinião pública ou, no mínimo, a deixa indefesa contra a absurda falência moral que tomou dos podres poderes da República.

Nesta semana, assistimos um verdadeiro escândalo informativo sobre a questão da classe média no Brasil. Não é necessário conhecer números, mas apenas ter bom senso para tirar algumas conclusões óbvias, o que assim seria, se nossa sociedade não fosse majoritariamente ignorante e refém de um populismo assistencialista que nivela todas as classes sociais menos favorecidas na fronteira da pobreza material, educacional e cultural.

Diante dos absurdos e repetitivos escândalos de corrupção e prevaricação ostensivas que têm envolvido o desgoverno petista, não tenho qualquer dúvida de que os instrumentos públicos e privados de avaliação estatística estão criminosamente viciados no seu processo, e levianamente interpretados no momento de passar para o público as conclusões tiradas dos números.

O pior de tudo isso são as conivências da academia e da intelectualidade pública e privada em permitirem, sem qualquer reação, se chamar de classe média alguém que ganha entre R$ 1064,00 a R$ 4590,00, o que é no mínimo leviano, porque não informa qual a forma de distribuição na faixa considerada e que tipo de padrão de vida seria possível. Se a informação existe e isso é uma premissa, ela não foi divulgada, caracterizando a manipulação dos resultados da pesquisa por torpes motivos eleitoreiros e corporativistas.

Para entendermos a dimensão dessa canalhice basta fazermos uma simples pergunta: - quanto precisa ganhar uma família com dois filhos para poder ter à sua disposição alimentação saudável, educação, segurança e saúde dignos de uma classe média de verdade?

O que é classe média? – É uma classe social, nascida no desenvolvimento capitalista da sociedade, que se apresenta com um padrão de vida e consumo razoáveis, líquido de relevante endividamento por falta de alternativa para a aquisição de bens necessários, graças ao seu poder aquisitivo.

No nosso país o que significa ganhar, por exemplo, R$ 2000,00 se somente um plano de saúde para pessoas acima de determinada faixa de idade custa acima de R$500,00 / mês?

No nosso país o que significa ganhar esse valor se somente uma mensalidade escolar para uma educação de qualidade custa entre R$ 500,00 a R$ 1500,00/mês? E a extorsão tributária na folha de pagamento dos assalariados?

Conclusão: em uma grande amplitude da faixa de renda considerada na pesquisa, a “classe média” é aquela que vive na fronteira da pobreza ou limitada para prover a família de condições de vida minimamente dignas.

Estamos presenciando milhares de pessoas da “classe mérdia” nas filas dos hospitais públicos, muitos morrendo por falta de atendimento, endividadas até o pescoço com empréstimos consignados, e com seus filhos freqüentando um dos piores sistemas públicos de ensino do mundo.

Daí advém o caráter absurdamente leviano, hipócrita e desonesto da forma da divulgação da pesquisa pela TV Globo, que teve, nitidamente, uma intenção de associar esse sórdido desgoverno petista com alguma melhoria para a sociedade.

O fenômeno da “síndrome da mangabeira” já se multiplicou dentro do desgoverno petista; diplomas e competência acadêmica viraram instrumentos para distorcer números e fatos para proteger o mais corrupto e corporativista sórdido desgoverno da nossa história.

Esses aspectos e muitos outros não são tratados pela TV Globo que, a par de sua responsabilidade de informar, deveria exercer sua obrigação de avaliar criticamente o que realmente está acontecendo com a sociedade brasileira no desgoverno petista que, contrariamente ao prometido no seu estelionato eleitoral, pratica a mais desavergonhada política populista-assistencialista-corporativista-corrupta para fabricar cenários mentirosos com o claro objetivo de se perpetuar no poder, para transformar o país em um Estado Comunista de “Direito”.

A burguesia estatal, esta sim, cada vez mais rica, não pára de crescer, estando fortalecida com seus milionários cúmplices da iniciativa privada, coniventes com o canalha do sapo barbudo.

Esse verme hediondo da política saiu do pântano do sindicalismo apodrecido graças à corrupção e à incompetência do desgoverno FHC, e pelo beijo da princesa “democracia”, que estava inebriada pelo cheiro etílico de suas promessas de resgate da moral e da ética dentro das instituições públicas.

O país precisa urgentemente de um jornalismo honesto, crítico, sério, apartidário, e que não precise de verbas públicas nem financiamentos oficiais para sobreviver, e não esse jornalismo praticado pela TV Globo. (C.T. - o BRASIL já tem este jornalismo, é só acessar os blogs, oras...)

No Circo do Retirante Pinóquio você, contribuinte, é o palhaço.

Ajude a salvar o país: TROQUE DE CANAL.

(*) Geraldo Almendra, Professor de Matemática e Economista, Petrópolis

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".