Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Pode parecer pura ranhetice. Quer saber? É mesmo. Ainda assim, prefiro ser ranzinza que idiota. Mas vamos ao que interessa, e antes de me venham com aquele ar de indignada surpresa e um “- O quê? Você não vai ajudar as crianças pobres?”, vou mencionar só dois dos tais de mais de cinco mil projetos que este empreendimento vem executando à custa da boa-fé das pessoas.
Em uma das chamadas, a emissora global mostra um projeto em que marmanjos são incentivados a andar com as cuecas à mostra e imitar trejeitos de um orangotango. Alega que isto os tem feito se afastar da criminalidade. Como é que um sujeito que é ensinado a se vestir como um marginal, a cantar músicas que malham a polícia e a sociedade que trabalha (e doa recursos para estes debilóides serem adulados), e a executar uma coreografia que mais parece uma aula de pugilismo vai se tornar um homem sério, estudioso e responsável, é algo que dificilmente alguém há de me convencer. Até lá, não solto um tostão.
Em outra, crianças de uma favela também são retiradas do mundo cruel e violento, e aprendem dança, representação, artes feitas com lixo (garrafas pet, papelões de caixas e outros materiais do gênero). Aqui em Belém, o prefeito Edmilson Rodrigues (tinha de ser do PT), também inventou uma destas escolas-de-enxugar-gelo, chamada “Escola-Circo”. O resultado hoje pode ser comprovado em cada esquina, com um coitado enganado na vida pensando que engolir fogo ou jogar pesos pra cima em troca de uma esmola é fazer alguma coisa que preste. Ahh que bom, se tudo o que todas as pessoas pudessem fazer para crescer na vida fosse aprender a ser artista.
Em tempo: por acaso algum destes jovens já foi aproveitado em alguma novela global? Há algum tempo atrás eu conheci um jovem egresso de um programa para o qual eu realmente aplaudo: trata-se da Fundação Bradesco. Pois, este banco – esta instituição tão mal afamada neste país – pegou este jovem, patrocinou-lhe um bom estudo, inclusive com custeio de material escolar, uniformes e auxílio com transporte, e ao cabo, devido ao seu continuado bom rendimento, garantiu-lhe um emprego. Atualmente este rapaz trabalha em uma das agências Bradesco (e não é um destes empreguinhos pra gente carente com a baixa-estima em alta não – é um posto com bastante responsabilidade!), estuda na faculdade e em breve, devido a este nível superior que há de galgar, seguramente receberá boas promoções.
Agora, vem o meu caso contra tudo o Campanha-Esperança: por décadas, a Globo vem incentivando os jovens a se afastarem dos seus pais, e a rebelarem-se contra estes “quadrados e caretas”. Por décadas, tem estimulado a alijá-los de oportunidades de aprenderem – com os próprios pais ou com terceiros - ofícios verdadeiramente úteis. Por décadas, as suas novelas e seus programas politicamente corretos têm contribuído para fazer da juventude um bando – no sentido mais preciso do termo, que signifique uma massa de seres desprovida de qualquer relação com a civilização. Por décadas, as pessoas honestas e os valores cristãos têm sido representados por personagens escandalosos, dissimulados, ardilosos e hipócritas, enquanto os criminosos, macumbeiros e desajustados em geral o foram por seus contra-pares equilibrados, sensatos, justos e idealistas. Por décadas, a Globo tem estado ao lado dos traficantes e contra o armamento pela população trabalhadora e ordeira, estimulando a aceitação da população para que a marginalidade hoje detenha o status de poder governante nas favelas do Brasil inteiro.
Conclusão: depois de fazerem os jovens que estavam, por assim dizer, em um navio grande e seguro, jogarem-se na água infestada de tubarões, agora vêem com um bote salva-vidas “furreco” alardeando a todo o mundo que estão os salvando! Eu vejo isto. E você, não?
Na noite do dia 28 de julho flagrei mais um destes momentos em que o pacato cidadão, desavisado sobre o modus operandi com o qual atua a mídia engajada brasileira, teria passado por despercebida uma notícia da maior importância. Refiro-me ao Jornal Nacional, da Rede Globo, a divulgar o que segue extraído logo depois de seu site[i]:
Venezuela suspende relações com Colômbia
O presidente da Venezuela, Hugo Chaves, anunciou que suspendeu as relações diplomáticas com a Colômbia. E que vai retirar o embaixador venezuelano do país. Foi uma resposta às declarações do governo colombiano de que a Venezuela teria fornecido armas às Farc, forças armadas revolucionárias da Colômbia. Ontem, o governo da Suécia confirmou que vendeu essas armas à Venezuela, no fim da década de 80.
Como que o que deveria ser a notícia mais importante do dia vem a aparecer como um bocejante pronunciamento protocolar, sem nem sequer ter havido nenhuma exibição de imagens ou algum aprofundamento sobre o histórico de ligações de Hugo Chavez com as Farc, já denuncia o quanto da manipulação que se encontra mais calcada na omissão do que na divulgação do fato. Aqui, claro, refiro-me não ao fato de a Venezuela suspender as relações com a Colômbia, o que se traduz pela subliminar inversão mesma dos papéis do bandido e do mocinho, mas pelo gravíssimo fato de que armas de grande poder destrutivo foram repassadas pela Venezuela às Farc – forças armadas revolucionárias da Colômbia.
Agora peço ao leitor para prestar atenção: a nota afirma que o governo colombiano declara que a Venezuela “teria” fornecido armas às Farc. O verbo “ter” aqui, colocado assim, no futuro do pretérito, pretende conceder à pessoa de quem se fala o benefício da dúvida. Esta técnica é muito salutar quando tratamos de pessoas ou instituições que são acusadas de algo sobre o que ainda não foram julgadas. Todavia, o governo da Colômbia não fez declarações no sentido de uma suposta remessa de armas, que aliás, não são simples fuzis, mas modernos e poderosos lança-foguetes: ele acusou formal e diretamente a Venezuela de assim ter procedido, e o fez amparado com provas evidentes.
No parágrafo seguinte, vem o Jornal Nacional a transmitir que a Suécia confirmou que “essas” armas foram vendidas à Venezuela. Aqui, mas uma manobra diversionista, pois não se trata de “essas” armas, mas “estas” armas. Explico: com o uso do termo “essas”, fica a impressão de que armas tais quais a Venezuela possui foram parar nas mãos dos guerrilheiros colombianos. Em síntese, fica algo abstrato, impessoal. Porém, o fato é que a Suécia confirmou terem sido “aquelas” armas sobre as quais o governo colombiano fez consulta formal, apontando o número de série das mesmas! Portanto, são “estas” ou até “aquelas” armas, mas não “essas” armas.
Ademais, arrojados lança-foguetes não são como o meu celular, que costumo esquecer por onde ando. São armas guardadas sempre com grandes cautelas de segurança, jamais em um mero posto de fronteira, por exemplo. Como que não um, mas vários destes lançadores, e ainda mais com munição, poderiam ter se esvaído de uma unidade militar sem que se houvesse um escândalo e um sério inquérito por parte daquele país? Ora, quando meros fuzis foram roubados do Exército Brasileiro, ele protagonizou um cerco às favelas cariocas até recuperar um por um, e um procedimento investigativo foi aberto para apurar as responsabilidades!
A matéria veiculada por O Globo evidencia uma clara manobra de amortecimento de impacto, de gerenciamento de danos. Divulgou o fato com aparência de fidelidade, mas o escondendo dentro da falta de destaque entre notícias menos importantes que ganharam mais luzes e com os malabarismos verbais possíveis para amenizar o tom da acusação e inverter o sujeito e o objeto da notícia. E o fez isto tão somente porque a verdade, já tendo sido denunciada por jornalistas mais honestos, profissionais ou voluntários, como o Reinaldo Azevedo ou respectivamente, Heitor de Paola e Graça Salgueiro, já não podia ser simplesmente tampada.
O New York Times, como ninguém ignora, torce – e distorce – para a esquerda. Notícias que maculem gravemente a imagem dos ídolos do esquerdismo só saem lá em último caso, quando a porcaria é grande ou notória demais para ser escondida. Se é contra a direita, contra os EUA ou contra Israel, qualquer picuinha vai logo para a primeira página. No entanto, o enviezamento ideológico do velho diário não passa muito além desse ponto. Vexames colossais de outras épocas, como as matérias estalinistas do arqui-embrulhão Walter Duranty (modelo de jornalismo da “Hora do Povo”), a campanha dos anos 50 para convencer os americanos de que Fidel Castro era um grande líder pró-ocidental ou a imensa foto de primeira página do árabe agredido pela polícia israelense que era na verdade um judeu agredido por árabes, jamais se repetiram. A mentira completa e proposital passou a ser evitada sempre que possível, ao menos para dar às distorções sutis uma credibilidade jornalística que elas não teriam, digamos, num semanário do MST.
No jornalismo brasileiro, porém, essas precauções já foram para o beleléu faz muito tempo. Com exceções infinitesimais que só servem para sublinhar a generalidade onipresente da regra, a grande mídia nacional transformou-se num eco passivo dos debates internos da esquerda, onde só são admitidas as opiniões e notícias que possam, sem escândalo, ser lidas do alto do pódio numa assembléia geral do Foro de São Paulo (aqui e aqui). O leitor leigo pode se deixar impressionar pelas freqüentes acusações de direitismo lançadas pelos jornalistas uns contra os outros, mas, como nunca viu direitismo de verdade, não tem meios de comparação e não percebe, portanto, que o teor dessas acusações é precisamente idêntico ao daquelas que se poderiam ouvir, em tumultos estudantis dos anos 60, atiradas pela AP contra o PCB ou vice-versa. O que aí se denuncia é um direitismo figurado, de segundo grau, que não consiste em adesão firme e coerente a qualquer proposta liberal ou conservadora, mas em simples contaminação parcial, em concessão por fraqueza, em fidelidade imperfeita ao ideário esquerdista. A veemência crescente do tom em que essas acusações são proferidas, dando a falsa impressão de que há uma direita em ascensão no país, revela na verdade que mesmo esse direitismo metafórico e diluído já é cada vez menos tolerado. A esquerda lucra duas vezes com isso: fortalece sua posição na mídia e mantém a militância naquele estado de temerosa expectativa de uma investida inimiga, necessário para a maior disciplina, lealdade e coesão.
Nessa confortável posição de controle absoluto, ela está livre para mandar às favas os últimos escrúpulos de idoneidade jornalística e deixar que a imaginação militante assuma o lugar do que possa ter sido um dia o senso de realidade, mesmo atrofiado e mínimo.
Isso acontece em todos os maiores jornais do país, mas a Folha e o Globo são aqueles onde a obliteração da consciência jornalística é mais visível.
Vejam por exemplo a matéria que saiu no New York Times sob o título “Personagem do caso Rosenberg confessa ter espionado para os soviéticos”. Reproduzida na Folha, transformou-se na seguinte coisa: “Ethel Rosenberg era inocente, diz ex-réu”.
Como é possível transformar uma confissão de culpa na proclamação de um erro judiciário, na denúncia de uma condenação iniquamente imposta a pessoa inocente? É o milagre jornalístico dos títulos. Com quatro ou cinco palavras você inverte o sentido de uma matéria inteira. Como a maior parte dos leitores só lê os títulos, o impacto da notícia real é neutralizado e é o contrário dela que permanece na memória geral. Repitam esse processo uns milhares de vezes e as mais estúpidas histórias da carochinha se tornam verdades de evangelho.
Isso é o que no Brasil de hoje se chama “jornalismo”.
Vale a pena examinar o caso com mais atenção.
Segundo o despacho do NYT, Morris Sobell, condenado à prisão em 1951 por espionagem atômica enquanto seus cúmplices Julius e Ethel Rosenberg iam para a cadeira elétrica em Sing Sing, continuou alegando inocência obstinadamente, até que, aos 91 anos, desistiu e confessou que ele e Julius eram mesmo espiões soviéticos.
A culpa deles é monstruosa: passaram aos russos segredos essenciais de construção da bomba atômica, transformando a falida URSS numa potência ameaçadora, colocando o mundo sob risco de guerra nuclear e inaugurando a era da Guerra Fria.
A confissão derruba uma das maiores e mais persistentes mentiras do calendário litúrgico esquerdista.
Durante mais de meio século, a intelectualidade e o jornalismo de esquerda proclamaram a inocência de Sobell e dos Rosenbergs. Ainda em 1988 centenas de artistas e escritores esquerdistas participaram do “Rosenberg Era Art Project” (v. Rob A. Okun, ed., The Rosenbergs: Collected Visions of Artists and Writers, Universe Books, 1988), uma rodada de exposições e conferências, repetida nas mais famosas galerias de arte dos EUA em homenagem aos Rosenbergs, ali apresentados como mártires inocentes, vítimas de perseguição macartista e – é claro – de anti-semitismo (Arnaldo Jabor adora essas coisas).
As provas em contrário, no entanto, continuaram se acumulando e acabaram por se tornar irrespondíveis após a abertura dos Arquivos de Moscou e a decifração, pelo exército americano, dos códigos Venona, comunicações secretas entre o Kremlin e a embaixada soviética nos EUA.
A bibliografia a respeito é abundante e, por ironia, quase toda produzida por autores judeus (por exemplo, Ronald Radosh, The Rosenberg File, Yale Univ. Press. 1997; John Earl Haynes and Harvey Klehr, Venona: Decoding Soviet Espionage in America, id., 1999; Herbert Rommerstein and Eric Breindel, The Venona Secrets: Exposing Soviet Espionage and America’s Traitors, Regnery, 2000). Para cúmulo, o próprio agente soviético que serviu de ligação entre Moscou e os Rosenbergs, Alexander Feklisov, contou tudo no seu livro de memórias (The Man Behind the Rosenbergs, Enigma Books, 2001).
Se ainda faltasse lançar a pá de cal sobre uma das mais vastas, dispendiosas e obstinadas campanhas de desinformação comunista, a entrevista de Sobell fez precisamente isso. O debate está encerrado e, mais uma vez, comprovada a mendacidade esquerdista que produziu as mais extraordinárias falsificações históricas do século XX.
A consciência moral da Folha, porém, não podia aceitar calada uma injustiça tão grande. A verdade vencera? Que horror! Era preciso dar um jeito nisso, restabelecer o equilíbrio, salvar ao menos um pedacinho da mentira moribunda. Felizmente, a própria entrevista de Sobell dava margem a isso. Confessando o crime dele e de Julius Rosenberg, o espião aposentado acrescentava que Ethel, a mulher do seu cúmplice, sabia de tudo mas não teve grande participação na rede de espionagem. Era tudo o que a Folha precisava para transfigurar a confissão de crime em denúncia de erro judiciário, jogando a essência comprovada da notícia para baixo do tapete e puxando para o título o detalhe menor e duvidoso.
Mais que duvidoso, na verdade.
A ocultação proposital de um ato de espionagem que coloca a segurança de um país em risco é parte integrante da própria espionagem. Ethel não encobriu só o marido: encobriu a operação inteira, que transformou o inimigo inerme em ameaça temível contra os EUA.
Em nenhum tribunal do mundo ela seria considerada “inocente”. Só no título da Folha e, daí por diante, na imaginação dos otários que acreditam nela.
A técnica jornalística mais elementar ensina que o título deve resumir a parte mais importante e confirmada da notícia, ficando para o corpo do texto os detalhes complementares, sobretudo se não comprovados. A confissão de Sobell é em si um fato, e de importância histórica inegável. Sua declaração sobre Ethel é mera opinião, contraditada aliás pelo testemunho do próprio Feklisov. Mesmo se admitida como verdadeira não provaria nenhuma “inocência” de Ethel Rosenberg.
A Folha não se vexa de inverter o preceito básico do noticiário jornalístico, para atenuar o impacto de uma notícia que poderia pegar mal – ó horror! – para a reputação ilibada dos comunistas.
Episódios como esse repetem-se praticamente todo dia naquele e em outros jornais brasileiros, mostrando que ali a prioridade não é o jornalismo:
é a manipulação esquerdista deliberada, mendaz, perversa e incansável.
O que me pergunto é por que tantos leitores, assinantes e anunciantes aceitam passivamente ser ludibriados com tal persistência e nem mesmo fazem uma queixa à Delegacia do Consumidor.
“...sabendo que mentem a FGV e o IPEA, declaro que sei bem o que são as elites do poder e prefiro a enfermaria dos pobres...” (Waldo Luís Viana)
O tipo de jornalismo e programação que a TV Globo pratica lucra com a falência da educação, da cultura, e com a degradação dos valores sociais.
Esta poderosa organização se vale do auxílio de verbas de propaganda do desgoverno petista, relacionamentos corporativistas com os poderes públicos, e financiamentos das agências estatais, mas, principalmente, com o suborno moral de seu quadro gerencial, executivo e de artistas.
Sua grade de programação dos horários “nobres” retrata a depravação moral da sociedade sem se utilizar dos instrumentos de esclarecimento - para quem assiste a seus programas - sobre as mazelas que estão destruindo a família e seus valores fundamentais.
Seu jornalismo edita as noticiais para lhes tirar qualquer caráter crítico ou formativo procurando manter-se “politicamente correto” com os poderes instituídos, e exibindo uma omissão absurdamente conivente com a degradação moral do país diante da essência redundante dos fatos que evidenciam os desvios de conduta do poder público.
O que recebemos da maior rede de televisão do país é (C.T. - apenas) um relato, dos atos de governo e de suas conseqüências, destituído de valor crítico realçando o contraditório, por isso mesmo desonesto, imoral e leviano. A missão de informar não pode eximir-se da responsabilidade social de contribuir para evitar que o povo seja manipulado por meias verdades e que o país seja conduzindo na direção da catástrofe do Estado Comunista de “Direito”.
Não temos dúvida que em matéria de tecnologia e competência organizacional a TV Globo supera em larga margem suas concorrentes. Contudo seu jornalismo marrom é leviano, evidenciando uma clara falta de ética; se furta de fazer uma avaliação da informação através da divulgação apartidária de editoriais esclarecedores e honestos, fundamentados em princípios morais, base da formação de uma sociedade com formação crítica. Vou abrir uma exceção para o Sr. Alexandre Garcia, que apesar de ser funcionário da TV Globo, vez por outra se expõe fazendo duras críticas à incompetência do desgoverno petista ou aos desvios de condutas de representantes dos poderes públicos, mas que, infelizmente, por uma questão de sobrevivência profissional, limita seus posicionamentos na fronteira do risco da demissão. (C.T. - e, por causa de si mesmo, o Sr. Alexandre Garcia ajuda o outro lado por omissão. Eu não abriria exceção a ele não pois O INTERESSE DE UM NÃO PODE SE SOBREPOR AO INTERESSE DE UMA NAÇÃO. Ou seja, é um covarde um pouco mais corajoso que os outros que sabem o que ele sabe mas se calam, tanto na Glogo quanto nas outras entidades. Jornalista MESMO sabe destes riscos quando assume que quer ser jornalista. Sabe que ele um dia, se for HONESTO consigo e com o país, poderá ter que colocar seu pescoço na forca para salvar muitos. Pensem bem: quantos NÃO JORNALISTAS (como este "que vos fala") estamos colocando nossos pescoços na forca por fazermos o trabalho destes canalhas aqui na Internet? O blog MOVCC publicou outra dia um artigo mostrando que estão sendo monitorados pela PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA e, mesmo assim, continua firma e forte.)
O problema desse jornalismo praticado pela TV Globo é que a informação destituída de vínculos esclarecedores com uma amplitude maior do que o fato em si, é um crime contra a sociedade, sendo uma prática que, grotescamente, manipula a opinião pública ou, no mínimo, a deixa indefesa contra a absurda falência moral que tomou dos podres poderes da República.
Nesta semana, assistimos um verdadeiro escândalo informativo sobre a questão da classe média no Brasil. Não é necessário conhecer números, mas apenas ter bom senso para tirar algumas conclusões óbvias, o que assim seria, se nossa sociedade não fosse majoritariamente ignorante e refém de um populismo assistencialista que nivela todas as classes sociais menos favorecidas na fronteira da pobreza material, educacional e cultural.
Diante dos absurdos e repetitivos escândalos de corrupção e prevaricação ostensivas que têm envolvido o desgoverno petista, não tenho qualquer dúvida de que os instrumentos públicos e privados de avaliação estatística estão criminosamente viciados no seu processo, e levianamente interpretados no momento de passar para o público as conclusões tiradas dos números.
O pior de tudo isso são as conivências da academia e da intelectualidade pública e privada em permitirem, sem qualquer reação, se chamar de classe média alguém que ganha entre R$ 1064,00 a R$ 4590,00, o que é no mínimo leviano, porque não informa qual a forma de distribuição na faixa considerada e que tipo de padrão de vida seria possível. Se a informação existe e isso é uma premissa, ela não foi divulgada, caracterizando a manipulação dos resultados da pesquisa por torpes motivos eleitoreiros e corporativistas.
Para entendermos a dimensão dessa canalhice basta fazermos uma simples pergunta: - quanto precisa ganhar uma família com dois filhos para poder ter à sua disposição alimentação saudável, educação, segurança e saúde dignos de uma classe média de verdade?
O que é classe média? – É uma classe social, nascida no desenvolvimento capitalista da sociedade, que se apresenta com um padrão de vida e consumo razoáveis, líquido de relevante endividamento por falta de alternativa para a aquisição de bens necessários, graças ao seu poder aquisitivo.
No nosso país o que significa ganhar, por exemplo, R$ 2000,00 se somente um plano de saúde para pessoas acima de determinada faixa de idade custa acima de R$500,00 / mês?
No nosso país o que significa ganhar esse valor se somente uma mensalidade escolar para uma educação de qualidade custa entre R$ 500,00 a R$ 1500,00/mês? E a extorsão tributária na folha de pagamento dos assalariados?
Conclusão: em uma grande amplitude da faixa de renda considerada na pesquisa, a “classe média” é aquela que vive na fronteira da pobreza ou limitada para prover a família de condições de vida minimamente dignas.
Estamos presenciando milhares de pessoas da “classe mérdia” nas filas dos hospitais públicos, muitos morrendo por falta de atendimento, endividadas até o pescoço com empréstimos consignados, e com seus filhos freqüentando um dos piores sistemas públicos de ensino do mundo.
Daí advém o caráter absurdamente leviano, hipócrita e desonesto da forma da divulgação da pesquisa pela TV Globo, que teve, nitidamente, uma intenção de associar esse sórdido desgoverno petista com alguma melhoria para a sociedade.
O fenômeno da “síndrome da mangabeira” já se multiplicou dentro do desgoverno petista; diplomas e competência acadêmica viraram instrumentos para distorcer números e fatos para proteger o mais corrupto e corporativista sórdido desgoverno da nossa história.
Esses aspectos e muitos outros não são tratados pela TV Globo que, a par de sua responsabilidade de informar, deveria exercer sua obrigação de avaliar criticamente o que realmente está acontecendo com a sociedade brasileira no desgoverno petista que, contrariamente ao prometido no seu estelionato eleitoral, pratica a mais desavergonhada política populista-assistencialista-corporativista-corrupta para fabricar cenários mentirosos com o claro objetivo de se perpetuar no poder, para transformar o país em um Estado Comunista de “Direito”.
A burguesia estatal, esta sim, cada vez mais rica, não pára de crescer, estando fortalecida com seus milionários cúmplices da iniciativa privada, coniventes com o canalha do sapo barbudo.
Esse verme hediondo da política saiu do pântano do sindicalismo apodrecido graças à corrupção e à incompetência do desgoverno FHC, e pelo beijo da princesa “democracia”, que estava inebriada pelo cheiro etílico de suas promessas de resgate da moral e da ética dentro das instituições públicas.
O país precisa urgentemente de um jornalismo honesto, crítico, sério, apartidário, e que não precise de verbas públicas nem financiamentos oficiais para sobreviver, e não esse jornalismo praticado pela TV Globo. (C.T. - o BRASIL já tem este jornalismo, é só acessar os blogs, oras...)
No Circo do Retirante Pinóquio você, contribuinte, é o palhaço.
Ajude a salvar o país: TROQUE DE CANAL.
(*) Geraldo Almendra, Professor de Matemática e Economista, Petrópolis
A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter. Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".