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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O infanticídio é "cultura"? Ambigüidades na interpretação do "desenvolvimento sustentável"

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO
domingo, 11 de dezembro de 2011


Infanticidio. Esta é a "cultura ecológica"
por excelência?
 Quando bem analisada, a religião “verde” não é tão contraditória quanto à primeira vista pode parecer


Para ela, o homem civilizado – e com maior razão cristão – é um ser malfazejo. Um comentário contrário ao nosso blog "Verde: a cor nova do comunismo" defende que “depredar e destruir não faz parte da natureza nem dos lobos nem de nenhum outro animal. O homem é o único ser que destrói o que o sustenta; a verdade é que a raça humana se tornou uma praga”. 


A tese não é original. É até um chavão do ecologismo radical.


Nada mais natural que semelhante concepção sobre o homem redunde na aprovação da cruel prática de infanticídio existente em algumas tribos muito decaídas do Brasil.


O tema está no fulcro do atual debate sobre o "desenvolvimento sustentável", conceito suficientemente plurivalente que em certas interpretações pretende defender práticas primitivas e cruéis sob pretexto de salvar culturas indígenas.


Alegando respeitar as “tradições” indígenas, antropólogos estruturalistas e “verdes” defendem, por exemplo, o infanticidio, ato contrário aos sentimentos humanos mais nobres.


Muwaji com sua filha Rarani,
fugiu da tribo Suruwahá para salvá-la
No Brasil, tal vez o país mais na mira na próxima Rio+20, o tema está sendo discutido na Câmara dos Deputados desde 2007. 


Naquele ano o parlamentar Henrique Afonso (PV/AC) apresentou projeto chamado de “lei Muwaji” (PLC 1.057/07), visando punir funcionários da saúde e da FUNAI por crime de “omissão de socorro” diante dos homicídios de recém-nascidos deficientes, filhos de mães solteiras ou gêmeos, cometidos em aldeias da Amazônia.


O nome do projeto se refere à índia Muwaji Suruwahá, que fugiu de sua tribo para evitar que sua filha, portadora de paralisia cerebral, fosse sacrificada. 


Contudo, o projeto de Henrique Afonso, que classificava de “prática nociva” a referida “tradição” indígena do infanticídio, sofreu forte oposição do governo através da FUNAI e de antropólogos.


Mais ainda, essa prática inumana e anticristã é defendida também pelo CIMI, órgão ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a qual, no presente ano, está muito ativa na área ecológica.


Muwaji com sua filha, do povo Suruwahá
Em julho deste ano, a deputada petista Janete Pietá alterou a versão do projeto, de maneira a não conter mais as previstas punições aos servidores públicos.


Ao invés disso, os órgãos do governo limitar-se-ão a oferecer “oportunidades adequadas aos povos indígenas de adquirir conhecimento sobre a sociedade em seu conjunto”. Frase totalmente vaga que redunda em impunidade.


A deputada petista afirma defender a “autonomia dos povos indígenas”. Numa atitude que não faz jus ao seu sobrenome, a parlamentar procurou diminuir a gravidade desses cruéis assassinatos: “A tradição de sacrificar crianças é mantida por poucas comunidades”. 


No dia em que uma “tribo urbana” de narcotraficantes ou de criminosos quiser defender sua impunidade alegando “autonomia” no morro e suas “tradições” culturais delitivas, já encontrará os sofismas registrados nas atas do Congresso Nacional.


"Religião verde":
contrária à verdadeira religião.
Missa do B.Anchieta
Operando nos bastidores da Câmara, segundo a “Folha de S. Paulo”, a FUNAI fez o que pôde para “enfraquecer o texto com o argumento de que ele criaria uma interferência indevida e reforçaria o preconceito contra os índios”.


Todo ano, centenas de crianças são enterradas vivas ou abandonadas na floresta amazônica. 


O “ritual” seria praticado em território brasileiro por cerca de 20 etnias. 


Mas os apóstolos da “religião verde”, entre os quais se destacam os neo-missionários comuno-progressistas do CIMI, empurram o País para o precipício. 


Aliás, tudo diametralmente oposto à venturosa trilha aberta por heróicos missionários como o Padre Manoel da Nóbrega e o Beato José de Anchieta, que estabeleceram os fundamentos de um Brasil grande, civilizado e cristão. O da religião bem entendida, portanto.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".