Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Striptease da feiúra

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: 20 outubro 2008
Editorias - Política

A boa política e a qualificação da democracia envolvem os membros das sociedades que a elas aderem num compromisso tácito com a busca sincera da verdade. Mentira e falsidade fazem mal a tudo, inclusive à democracia e à política. Quando os povos renunciam à violência como mecanismo de solução dos conflitos e se erguem sobre novos degraus na escada da civilização, passam a aceitar as regras de convivência que se vão estabelecendo pela via democrática. O modo segundo o qual isso ocorre deve muito à capacidade de falar. É através da fala que se processa o debate e a deliberação. E é através do debate que a humanidade, ao longo dos séculos, estabelece seus sensos e busca seus consensos.

Eis por que resulta impossível debater com pessoas mentirosas. Mentir é fácil e rápido. Desmascarar a mentira e restabelecer a verdade é difícil e demorado. É por isso que os mestres sofistas foram tão bem sucedidos. A eles apenas interessava vencer o debate, mesmo sem ter razão. E essa técnica – a erística – era valiosa, granjeando riqueza e poder àqueles que a dominavam.

Décadas de experiência em debates sobre temas políticos e ideológicos em jornal, rádio e tevê ensinaram-me a identificar as artes e manhas dos sofistas e dos mentirosos. Trata-se de um exercício mental divertido identificar a artimanha e constatar que se está perante um indivíduo despido de qualquer compromisso com a verdade. É uma espécie de striptease da feiúra, um encontro com a ridícula nudez de quem se oferece como padrão de beleza.

O Reinaldo Azevedo, por exemplo, fez esse exercício ao encontrar, no site da CUT, matéria sobre os entrechoques policiais em São Paulo e Porto Alegre. O jornalista observou que o site da CUT, ao abordar confrontos ocorridos em duas capitais onde o PT disputa eleições no segundo turno, acusava os governos “tucanos”. Feito o striptease da matéria, fica evidente não se tratar de conteúdo sindical, mas de texto com objetivos político-partidários. O sindicalista acusaria a instituição patronal “governo”, ou o patrão “governador”. Nunca o partido de um e de outro.

Eu faço meu próprio exercício, aqui, ao abordar o episódio ocorrido na frente do Palácio Piratini. Qualquer pessoa que tenha um mínimo registro de memória sobre os discursos dos dirigentes dos movimentos sociais e sindicais lembrará que: a) quando tratam de defender suas mobilizações contra quem reclama da ocupação dos espaços públicos, eles invocam o próprio “direito de ir e vir” b) quando bloqueiam uma rua contra o direito de ir e vir dos demais, eles invocam o seu “direito de manifestação” c) quando a autoridade pública interdita determinadas áreas ao seu direito de manifestação eles invocam o “direito de protestar” e e) quando afrontam a lei e a autoridade para invadir, destruir, apedrejar, eles invocam o seu direito de transgredir porque “sem transgressão, os reclamos populares não avançam”.

Ou seja, eles sempre encontram uma forma de justificar o que fazem contra a lei, a ordem e o direito dos demais. No entanto, quem não tem compromisso com a verdade, quem não reconhece os direitos alheios e quem mente para convencer, é, antes de tudo, mau caráter.

Rebelião dos valores

ESTADÃO
Carlos Alberto Di Franco, Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008

Dizem as más línguas de más testemunhas que Liam Gallagher, cantor do Oasis, já foi visto às 6h30 da manhã caminhando por Hampstead Heath com os filhos, vestidos com uniformes escolares, a caminho da escola. A ovelha negra do rock inglês? Levando os filhos à escola? Soa inverossímil, não?

"Mas é verdade. Antigamente, essa era a hora em que eu chegava em casa, saindo de um pub. Gastava mais tempo bebendo do que com qualquer outra coisa. Agora, eu gasto meu tempo com meus filhos. E eles estão ótimos, obrigado por perguntar", confessou o próprio Liam, falando por telefone ao repórter.

O texto, do jornalista Jotabê Medeiros, foi publicado no caderno Variedades do Jornal da Tarde. É revelador. 

O comportamento de Liam, na contramão da contracultura, mostra que o pêndulo comportamental começa a mudar de direção. Hoje, o subversivo no modo de ser da juventude é o resgate dos valores. Após décadas de liberação dos costumes, toda uma geração de cinqüentões e sessentões assiste, perplexa, a uma contra-revolução moral protagonizada por seus filhos e netos.

A religiosidade dos jovens, por exemplo, é um fato sociológico. Impressionou-me, em Roma, a massa multicolorida de jovens que, nas audiências das quartas-feiras, ocupa a Praça de São Pedro para ver o papa. O túmulo de João Paulo II, atapetado de fotografias e bilhetes deixados por milhares de peregrinos, é um grito espantoso de religiosidade. Bento XVI, sem o carisma de seu antecessor, mas com uma comunicação simples e direta, arrebata a moçada. Tímido, mas cativante na sua humildade que desarma, o brilhante intelectual que ocupa a cátedra de São Pedro é um sucesso no meio juvenil.

Reunidos na celebração da Jornada Mundial da Juventude em Sydney, um mar de jovens recebeu o pontífice com um entusiasmo impressionante. Usando tênis e mochilas, os "papaboys", como são apelidados os jovens que participam das jornadas católicas, dançaram, cantaram e rezaram.

O desempenho de Bento XVI no meio juvenil é uma charada que desafia o pretenso feeling de certos estudiosos do comportamento. Afinal, o estereótipo do papa conservador, obstinadamente apegado aos valores que estariam na contramão da modernidade, vai sendo contestado pela força dos fatos e pela eloqüência dos números. Os megaeventos papais contrastam fortemente com as previsões dos profetas da morte de Deus.

O papa é exigente. Sem dúvida. E os jovens vão atrás do seu discurso comprometedor. Não gostam de um cristianismo aguado. Alguns (e não são os jovens), equivocadamente, vislumbram fervores conservadores no pensamento e na ação do papa. Desejariam, como já escrevi neste espaço opinativo, um papa que deixasse de ser cristão para ser mais bem aceito? 

Pretenderiam que, perante o deslizamento do mundo para baixo, com a glorificação de aberrações ideológicas e morais, o papa exercesse a sua missão acompanhando a descida, cedendo a tudo, limitando-se a belos discursos de paz e amor e a um falso ecumenismo em que todos os equívocos se pudessem congraçar, porque ninguém acreditaria em coisa alguma, a não ser em "viver bem"? 

Bento XVI aposta suas fichas não na quantidade, mas na qualidade. Sabe, como ninguém, que as grandes viradas se apóiam em quadros qualificados.

Mas não é só a religião que reencontra a juventude. A família é outra forte demanda da adolescência. Em casa deixou de rotular os pais de caretas para buscar neles a figura do amigo. A juventude real, perfilada em algumas pesquisas, está identificando valores como respeito, amizade, fidelidade. Há uma busca de âncoras morais e de normalidade.

Recente pesquisa sobre juventude e comportamento realizada em El Salvador confirma essa percepção. O estudo, elaborado a partir de uma amostra de mais de 3 mil jovens salvadorenhos entre 13 e 19 anos, reafirma a importância dos pais na orientação das políticas de saúde e na formação dos adolescentes. Oito de cada dez adolescentes afirmam que seus pais são essenciais para seu desenvolvimento integral, para a transmissão de cultura e de valores. Os jovens manifestam desejo de que seus pais sejam sua primeira fonte de informação sobre estilos de vida, amor e sexualidade.

Os filhos e netos da revolução sexual sentem uma aguda nostalgia de valores. Não é novidade para quem mantém contato com o universo estudantil. 

Os anos da permissividade produziram muito sexo e pouco amor. O relacionamento descartável deixou o travo do vazio. Agora, o auê vai sendo substituído pelo sentido do compromisso. A juventude real manifesta crescente procura de firmeza moral. Aspira, ao contrário do que se pensa, ao conselho seguro. Não respeita a velhice assanhada e concessiva. Espera, sim, a palavra que orienta, o amor que sabe exigir e limitar. Nós, jornalistas, quem sabe, não somos capazes de depor nossos preconceitos e continuamos falando e escrevendo sobre uma juventude que se amolda ao tamanho dos nossos clichês, mas que está muito longe da realidade. Talvez aí resida uma das causas, entre outras, da nossa incapacidade de renovar consistentemente nossa carteira de leitores.

A família, "um produto anacrônico da sociedade burguesa", segundo alguns, assume a liderança da credibilidade entre os jovens; a religião, paradigma da "alienação" na geração liberada, está fortemente em alta.

A juventude, ademais, abraça grandes bandeiras: a luta contra as discriminações, o combate à corrupção, a defesa do meio ambiente e o apoio às minorias. O futuro não será conservador na acepção pejorativa que as patrulhas ideológicas impuseram ao termo. Será, estou certo, um período de recuperação do verdadeiro humanismo. 

Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br), professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco - Consultoria em Estratégia de Mídia. E-mail: difranco@iics.org.br

O fracasso da polícia é dos políticos

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DA REPÚBLICA
JOSÉ PADILHA e RODRIGO PIMENTEL. Fonte: FOLHA DE S. PAULO20/10/2008

No fim, são os políticos os principais responsáveis pela repetição de tragédias como a do ônibus 174 e do seqüestro em Santo André

NÃO SÃO apenas as ocorrências mal administradas, cheias de erros primários e ilegalidades que demonstram a necessidade de uma reforma da segurança pública no Brasil. Os dados indicam essa necessidade faz tempo. E os nossos políticos, apesar de conhecerem os dados, têm se mostrado incapazes de realizar tal reforma. São eles, no final das contas, os principais responsáveis pela repetição cotidiana de tragédias como a ocorrida no evento do ônibus 174 e do seqüestro em Santo André.

Em conversa informal com agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), descobrimos que eles estão desolados com o desfecho da ocorrência, que custou a vida de uma pessoa e feriu outra, e revoltados com os políticos, devido ao descaso que têm com a unidade, exposta ao ridículo com o fracasso da operação.

Afinal, se o Gate dispusesse do equipamento necessário para administrar uma ocorrência desse tipo, como uma microcâmera de fibra ótica, saberia que o seqüestrador tinha encostado um armário de TV e uma estante na porta de entrada do apartamento. Saberia que seqüestrador e reféns não estavam na sala, mas no quarto. Saberia que uma invasão pela porta da frente daria tempo para o seqüestrador atirar nas reféns. Mas o Gate não sabia de nada disso e perdeu preciosos segundos abrindo a porta.

Se o Gate dispusesse de escada com alcance para que um policial pudesse entrar no apartamento pela janela, poderia ter evitado a tragédia. Mas a escada do Gate, como atestam as filmagens, era curta demais.

Se os policiais do Gate fossem bem treinados, não teriam deixado que uma menina de 15 anos, libertada pelo seqüestrador, voltasse a ser prisioneira. Não teriam demonstrado tamanha incompetência e desconhecimento legal. Mas os policiais do Gate, como os do Bope e do resto do país, não recebem treinamento adequado.

Quando trabalhamos no documentário "Ônibus 174", sentimos a mesma revolta por parte dos policiais do Bope, que, em sua maioria, odeiam os políticos a quem servem.

André Batista, colaborador em "Tropa de Elite" e negociador do Bope na malfadada ocorrência, deu o seguinte depoimento para o documentário: "Naquele momento, a gente viu que faltava muita coisa. As coisas que a gente vivia pedindo, os equipamentos, os cursos, parece que, naquele momento, tudo desabou." Ouvimos, virtualmente, a mesma coisa do Gate.

Chegamos, assim, a uma conclusão absurda. Concluímos, parafraseando Nietzsche, que é preciso defender os nossos policiais dos nossos políticos! Afinal, quem são os nossos policiais? E o que o Estado, administrado pelos políticos eleitos, fornece a eles?
Tomemos como exemplo um policial carioca. É um sujeito mal remunerado, mal treinado, que trabalha em uma corporação corrompida por dentro. Isso é o que o Estado lhe dá. E o que pede em troca? Que mantenha a lei. Em outras palavras, que entre em conflito com os membros corrompidos da sua corporação e com os bandidos fortemente armados da cidade.

Ora, não é à toa que o capitão Nascimento, refletindo um sentimento comum entre os policiais do Bope, tenha dito que "quem quer ser policial no Rio de Janeiro têm que escolher. Ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra." Em São Paulo, não parece ser muito diferente.

Não esqueçamos, pois, o ano de 2003, quando o então secretário nacional de Segurança Pública, o sociólogo Luiz Eduardo Soares, estava prestes a conseguir a reforma que nossos policiais sérios tanto pedem.

Ele tinha participado da elaboração de um plano de segurança pública que previa um piso nacional decente para o salário dos policiais, a integração da formação e das plataformas de informação das polícias estaduais, o repasse de recursos federais para os Estados condicionado à reforma de gestão e ao controle externo e a desconstitucionalização da segurança pública, dando autonomia para que os Estados reformassem as polícias de acordo com as realidades locais.

Apresentou o plano ao governo federal com a assinatura de todos os governadores. E o que fez o governo? Desistiu. Nem sequer apresentou o plano ao Congresso. Não o reformulou, optou pela passividade. Segundo nos disse o sociólogo, por considerar que a reforma demoraria a dar resultado e que a opinião pública poderia responsabilizar o governo federal, e não os Estados, se eventuais tragédias ocorressem durante a implantação.

Evidentemente, não estamos culpando os atuais governos federal e estadual pelo desfecho do seqüestro em Santo André. Afinal, governos anteriores poderiam ter tentado reformar a segurança. O governo FHC, por exemplo, prometeu um plano nacional depois do ônibus 174.

Estamos culpando os verdadeiros responsáveis: os nossos políticos como um todo, que há muito tempo sabem que precisam reformar a segurança pública para salvar a vida de milhares de brasileiros e que há muito tempo fracassam ao não levar essa tarefa a cabo. Um fracasso ainda mais vergonhoso do que o dos policiais do Bope e do Gate.
________________

JOSÉ PADILHA, cineasta, é diretor de "Ônibus 174", "Tropa de Elite" e "Garapa", entre outros filmes.
RODRIGO PIMENTEL, sociólogo, é ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) do Rio de Janeiro, um dos roteiristas de "Tropa de Elite" e co-produtor de "Ônibus 174".

Hahahahahhahah... Piadinha infernalmente boa!!!!

Por e-mail 

Finalmente o Kassab respondeu à pergunta polêmica da Martaxa Suplício Relaxa e Goza:

- Eu até queria casar e ter filhos, mas tive medo de pegar uma vagabunda que 
pudesse me trair com algum argentino salafrário qualquer...

Martha "Favre", a "relaxa e goza", de apologista do sexo a suplicante de igrejas

BRASIL ACIMA DE TUDO
20 de outubro de 2008

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Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro

No tempo da guerra fria, uma inusitada psicóloga educada pelas freiras do Sion ganhou espaço na mídia brasileira ao se apresentar em programa de TV como sexóloga. Tinha como objetivo "desmistificar" a sexualidade humana e provocar a sua liberação dentro do contexto sócio-cultural de uma sociedade representativamente cristã e discreta em seus costumes e intimidades carnais.

Na perspectiva da abertura política dos anos 70, após um período de defesa da sociedade contra investidas da penetração ideológica no campo psicossocial, propagou-se pelo país a vulgarização do sexo, sobretudo com diversas publicações na área, que contribuíram para a antecipação do conhecimento e prática entre os adolescentes. A partir dos anos 80, assistimos ao crescimento indiscriminado da prostituição nas novas gerações, aliada ao consumo de bebidas alcóolicas e drogas.

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Mr. Da Silva quer, a todo custo, fazer valer a sua bandeira vermelha em todo o país. Pura perda de tempo. São Paulo ostenta, com orgulho, a cor verde-amarela da Bandeira Nacional.

Sexo no manual comunista

Na verdade, a onda do exercício da sexualidade apenas cumpria o velho manual de psicopolítica de Lavrentiy Pavlovich Beria, que recomendava sua vulgarização e acesso desde tenra idade, com reforço da pornografia, para o enfraquecimento moral dos adversários frente à expansão do movimento comunista. Assim, a estimulação dos instintos animais, do desvio de conduta e da promiscuidade seriam os elementos de destruição das forças morais e da instituição família nas sociedades democráticas e do enfraquecimento da Nação.

Oriunda de excelente linhagem familiar, a psicóloga Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy adquiriu vulgaridade e notoriedade como grande agente sexóloga que inaugurou a temática do sexo, em todos os seus matizes, na mídia brasileira.

Sem sombra de dúvida, prestou um grande serviço ao Movimento Comunista e ao marxismo deletério, pois o sexo tinha que se converter em produto de contestação, desestruturação social e ruptura da base moral e dos bons costumes.

Igreja Católica arrebentada

Nesse contexto, a grande prejudicada foi a Igreja Católica Apostólica Romana do frei Henrique de Coimbra que, desvirtuada em seus fundamentos, com sacerdotes pedófilos e homossexuais, encontrou no assanhamento da CELAN de Medelin em 1967, o marco da expansão de frades e padrecos enebriados com a devastadora Teologia da Libertação, avivando as questões da tolerância da cultura do sexo.

Assim, o enfraquecimento dos instintos mais nobres da espiritualidade do homem e o fortalecimento dos atributos do corpo comstituíram-se em facilitadores da cultura da promiscuidade. Paralelamente, ganharam espaço os organizados cultos evangélicos, notadamente os episcopais, cuja expansão alarma o Vaticano e a Cúria brasileira, com seus templos  registrando evasão de fiéis e uma legião de católicos de frouxas convicções.

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O sacristão do Palácio do Planalto, Gilberto Carvalho, que até hoje não procurou usar seu prestigio para desvendar a morte do seu ex-chefe Celso Daniel, pensa que o eleitorado cristão de São Paulo vai profanar o voto na candidata sexóloga que tungou com o seu atual consorte franco-argentino empreiteiros da coleta de lixo e transportadores do povo assalariado. Em Paris tudo se sabe. Na Interpol, também.

Sexóloga apela a Mr. Da Silva, católicos e crentes

Causa arrepios aos católicos e evangélicos de bom senso o desenxabido presidente do governo mais corrupto da história, Mr. Da Silva, despachar o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, detentor do título de ex-seminarista, para fazer uma costura política de líderes religiosos na capital paulista, em apoio à consagrada sexóloga Marta Suplicy "Favre", a enrustida pioneira do proselitismo ao estímulo da devassidão e da ninfomania em nossa sociedade, reprovada pelas correntes conservadores do catolicismo.

Registra-se que a burguesa sexóloga fez carreira no Partido dos Trabalhadores pelas mãos do seu ex-marido, o probo e respeitável senador Eduardo Suplicy, e pleiteia seu retorno ao governo da cidade de São Paulo, desfilando com o atual consorte, o franco-argentino Luis Favre, pseudônimo de Felipe Belisario Wermus, figura que causa desconforto nas sinagogas de Piratininga, Buenos Aires e, provavelmente, Paris.

A previsível derrota da candidata do PT em São Paulo amargará o sultão do Alvorada que subestimou e saudou a "marola" e, agora, se angustia em meio ao turbilhão da economia mundial, demonstrando a artificialidade do seu governo, que se favoreceu da conjuntura dos últimos seis anos.

Gilberto Carvalho deveria melhor se penitenciar pelo brutal desaparecimento do seu ex-chefe e amigo, o pranteado prefeito Celso Daniel, torturado e morto pelos seus algozes, que procuravam o paradeiro da mala com 80 milhões de dólares e pelo mal que a esquerda propiciou ao solapamento da Igreja Católica no país. Dom Cláudio Hummes, ex-bispo de Santo André e Cardeal de São Paulo, hoje, murmura nos corredores e salões do Vaticano a lamentável experiência da sua igreja com terroristas, partidos políticos e sindicatos, no Brasil. (OI/Brasil acima de tudo)


Leia este também: Kassab é gay? Pois Marta é bissexual. Bissexual e adúltera

Philip Berg, o DEMOCRATA que sabe quem é o OBAMA

Entrevista com o DEMOCRATA Philip Berg que está processando o Lula americano, BARACK OBAMA, que também é DEMOCRATA e que, por algum tipo de insanidade coletiva, concorre para o cargo mais importante do mundo, o de Presidente dos Estados Unidos, coisa que não deveria ocorrer sequer em pensamento, assim como ocorreu aqui com o Lula.


O tiro incerto dos dados

Por e-mail (sic)

A Revista Veja desta semana trás a reportagem intitulada "O Tiro certeiro da lei", onde glorifica o chamado "Estatuto do Desarmamento" dando-lhe o crédito pela redução dos homicídios em São Paulo.

Porém, em mais uma dança de números, não explica questões de lógica elementar:

1. Se a lei aprovada em 2003 foi responsável pela queda no número de homicídios, como se explica que isso vem ocorrendo desde 1999, ou seja, muito antes do Estatuto?

2. Se a lei, na prática, só dificulta e muito que armas legalizadas sejam vendidas como é possível imaginar que isso possa ter algum impacto nos chamados crimes de vingança? Ou será que alguém que pretende matar compra uma arma no comércio legalizado?

3. Se, como dito acima, a lei dificulta apenas o comércio legal, como não esperar uma queda maior nos chamados crimes "por impulso"?

4. Sendo uma lei federal, como tal redução não se repetiu em outras capitais, sendo que em várias o números de homicídios cresceu significantemente?

5. Um homicídio cometido com uma faca é menos grave que o cometido com uma arma de fogo?

A redução dos homicídios em São Paulo aconteceu por vários fatores, sendo que os principais são:

1. São Paulo é o estado onde a polícia mais prende;

2. São Paulo é o estado onde o judiciário mantém mais criminosos presos, sendo que 40% de todos os presos do Brasil estão aqui;

3. E por último, algo que não podemos comemorar, criou-se aqui uma única facção criminosa e o número de bandidos mortos por outros bandidos caiu drasticamente.

Infelizmente, nem mesmo a revista Veja está livre de publicar matérias onde o tiro certeiro matou unicamente a profundidade que uma reportagem dessas merecia

Kassab é gay? Pois Marta é bissexual. Bissexual e adúltera

USINA DE LETRAS
Hugo Studart, 19/10/2008 

Kassab é gay? Pois Marta é bissexual. E ambos evitam falar de probidade. Marta Suplicy aloprou de vez ao puxar o debate para terreno tão pantanoso como a sexualidade de Gilberto Kassab. Ora, ela é adúltera. Certa vez, em entrevista gravada, me disse que é bissexual. Guardo a fita. E agora vira adultera, bi e homófoba? Como o marido Favre tem duas contas em paraísos fiscais (dou os números abaixo), ela só pode estar com medo de puxar o debate para o único tema que interessa ao eleitor: a honestidade dos candidatos. 

Por Hugo Studart (*) 

Marta Smith de Vasconcelos, ora Suplicy, sempre foi desequilibrada. E inconseqüente. Isso é público em sua vida pregressa – e só tende a piorar à medida que ela envelhece. Há dez anos, quando deputada federal, foi à votação na Câmara um projeto de sua autoria que institucionalizava o casamento gay. Fui entrevistá-la. Recebeu-me e seu apartamento na superquadra sul 309, em Brasília. O senador Eduardo Suplicy estava na mesa da sala, lendo documentos. Ele mora lá até hoje. 

No meio da entrevista, Marta declara: 

-- Quase todo mundo é gay ou bissexual. 

-- Como assim? Indaguei assustado. 

-- Marta, não exagera... -- pede Suplicy, sempre gentil, olhando por cima dos óculos. 

-- Não exagera o quê, Eduardo? Você sabe que mais de 90% da população é bi. 

-- Maaarta!, diz o senador quase em desespero. 

-- O que é Eduaaardo? Você tá me desmentindo? Você sabe do que to falando. Sou bissexual, você, nosso filho Fulano, o sicrano, quase todo mundo é. 

O senador abaixou a cabeça envergonhado. Morri de vergonha por ele pelo fato de estar ao lado de uma mulher tão grosseira, irresponsável, inconseqüente. Tenho uma antiga e respeitosa relação com Suplicy. Contudo, até aquele momento, jamais havia visto Marta em minha vida. A deputada não sabia quem era o repórter à sua frente. E o gravador ligado, e ela falando, declarando ao gravador de um jornalista desconhecido que é bissexual. Não usei essa parte da entrevista em respeito aos demais citados, como um dos filhos do casal. 

O raciocínio de Marta é desconcertante. Segundo ela, somente 4% da população seria 100% heretossexual, ou seja, 2% de homens-machos e 2% de mulheres-fêmeas. Outros 4% seria completamente gay. Os demais, 92% da população mundial, seria bissexual, em maior ou menor grau. O simples fato de um homem achar outro homem bonito, segundo Marta, já o transformaria num bi. 

Ora, se esse raciocínio estiver certo, como considero George Cloney e Eduardo Suplicy bem apessoados (é o máximo de elogio que um nordestino consegue fazer a outro homem), então também sou bi. Suplicy, por sua vez, é publicamente louco por Joan Baez, aquela cantora com jeito de menino. Para Marta, é prova de bissexualidade admirar uma cantora meio andrógena. Tudo bem. 

O essencial nessa discussão é que a candidata do PT a prefeita de São Paulo se considera uma bissexual – e declarou isso em entrevista gravada. Ora, se ela é bi, o que tem demais seu concorrente também ser? Kassab é discretíssimo nos hábitos e na vida pessoal. Sabe-se apenas que é solteiro e não tem filhos. E daí? Será que Marta, logo ela, a musa das paradas gay, virou homófoba quando caiu nas pesquisas? 

Fustigar o debate sobre a vida sexual dos candidatos é um terreno por demais pantanoso para Marta Smith de Vasconcelos, ora Suplicy. Ora, ora, ela é uma adúltera. É público que se tornou amante do franco-argentino Felipe Belisário Wermus, codinome Luis Favre, quando ainda estava casada com Eduardo Suplicy. Convenceu o marido a abrigar o gentil argentino em sua própria casa. É público que foi lá, no lar que Suplicy herdou da família, que houve a sedução entre Marta e Favre. Foram meses de romance durante o pleito de 2000. Assim que foi eleita prefeita ela assumiu o caso. 

Quem controla as armadilhas do coração? Marta se deixou tragar pelas emoções. Acontece nas melhores famílias. Foi adúltera? E daí. É bissexual? Qual o problema? Falava-se o mesmo da ex-prefeita Luiza Erundina, do PT, e do ex-prefeito de Curitiba Rafael Grecca, um dos melhores da história da capital paranaense. Fala-se idem da atual prefeita (aliás, reeleita) de Fortaleza, Luizianne Lins, que só aparece em público com amigas – e há muitos mexericos na corte a respeito da candidata de Lula ao Planalto, Dilma Roussef, que nesse caso seria maldade pura. 

E se por acaso Gilberto Kassab estiver de fato enfrentando aquilo que o apóstolo Paulo de Tarso chamava, em dolorosa confissão, de "um espinho na carne"?. O que Marta tem a ver com isso? O que interessa é saber se Kassab está de fato administrando a cidade com competência e probidade. Sobre a competência, as pesquisas provam que o paulistando está aprovando. Sobre a probidade, é dever dos adversários abrir suas cartas. 


CONTAS DE FAVRE EM CAYMAN 

Curioso: em 2004, quando Marta enfrentou Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo, deu ordens para que o Núcleo de Inteligência do PT, que mais tarde receberia a alcunha de "aloprados", fizesse um dossiê sobre a vida pregressa de Serra e de seu vice, Kassab. Encontraram muita coisa de Kassab, em especial sobre sua estranha participação (estranhíssima, aliás) na CPI da Máfia dos Combustíveis. Detalharei adiante. Marta até atacou Kassab por seu passado político, pelo fato de ter sido secretário de Celso Pitta. Mas na hora H, Marta se omitiu por completo na questão da probidade de Kassab. Na época a direção do PT avaliou que o partido poderia sofre uma retaliação muito pesada – Serra poderia querer debater a morte de Celso Daniel em Santo André. Erraram. 

Eleição é a grande a oportunidade que se tem para debater questões essenciais, dentre elas a probidade dos homens públicos. E o eleitor tem o direito de saber tudo sobre a ficha corrida e a vida pregressa dos candidatos. Em nações democráticas, é na eleição que segredos vêm à toma. É esse o momento. Eleição com "debate de alto nível", ou melhor, somente e tão somente com debate sobre programa de governo, é falácia de candidato que tem rabo preso. Quem não tem nada a esconder aponta os pontos pantanosos da vida do adversário. Principalmente questões sobre a administração do dinheiro público. 

È muito estranho que Marta Suplicy nesta eleição também que esteja fugindo o assunto. Ela tem em mãos um dossiê sobre Kassab mas preferiu debater a sexualidade do adversário. Será que ela tem algo a esconder? 

O marido de Marta, Luis Favre, resolveu me processar por conta de uma matéria que publiquei em julho último, neste blog. A matéria revela que Favre tem duas contas em paraísos fiscais. Eis os números: 60.356356086 e 60.356356199, do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman

A suspeita da PF e do MP é a de que um senhor chamado Felipe Belisário Wermus (nome verdadeiro de Favre) seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços superfaturados de coleta de lixo nas capitais brasileiras. Esse esquema teria funcionado em prefeituras controladas pelo PT, como São Bernardo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campinas e São Paulo. 

Eis a história completa, no link abaixo 

http://www.conteudo.com.br/studart/as-contas-do-marido-de-marta-suplicy-em-cayman 


(*) Hugo Studart - Jornalista, historiador, cronista e palestrante sobre o tema "Novos caminhos dos profissionais da Comunicação". Como jornalista, atuei como repórter, editor, colunista ou diretor em veículos como Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, revistas Veja, Manchete, IstoÉ-Dinheiro e IstoÉ. Colaborei com colunas ou artigos em veículos como as revistas Exame, Imprensa, Playboy, Interview, República, Primeira Leitura e Brasil História. Ganhei diversos prêmios de jornalismo, como o Prêmio Esso. Como acadêmico, fui professor na Universidade Católica de Brasília, e no IESB. Tenho três livros publicados. O mais recente, "A Lei da Selva – Estratégias, Imaginário e Discurso dos Militares sobre a Guerrilha do Araguaia" (2006), foi agraciado com o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, menção honrosa, e foi finalista do Prêmio Jabuti de 2007. 

Breve lição de sociologia

OLAVO DE CARVALHO
Diário do Comércio (editorial), 15 de outubro de 2008

Émile Durkheim, o fundador da sociologia, ensinava que há um limite para a quota de anormalidade que a mente coletiva é capaz de perceber. Pode-se compreender isso em dois sentidos, simultâneos ou alternados:

I - Quando os padrões descem abaixo do limite, a sociedade automaticamente ajusta o seu foco de percepção para achar normal o que antes lhe parecia anormal, para aceitar como banal, corriqueiro e até desejável o que antes a assustava como inusitado e escandaloso.

II - Quando a anormalidade é excessiva, transcendendo os limites da quota admissível, ela tende a passar despercebida ou a ser simplesmente negada: o intolerável transfigura-se em inexistente.

Embora dificilmente corresponda a quantidades mensuráveis, a “constante de Durkheim”, como veio a ser chamada, revelou-se um instrumento analítico eficiente, sobretudo nos momentos de aceleração histórica, em que várias mudanças de padrão se sucedem e se encavalam no prazo de uma só geração, podendo ser observadas, digamos assim, com os olhos da cara.

Daniel Patrick Moynihan, Robert Bork e Charles Krauthammer empregaram-na inteligentemente para a explicação das vertiginosas transformações da moralidade americana desde os anos 60

Bork escrevia em 1996: “É altamente improvável que uma economia vigorosa possa ser sustentada por um ambiente de cultura enfraquecida, hedonística, particularmente quando essa cultura distorce os incentivos, rejeitando as realizações pessoais como critério para a distribuição de recompensas”

Doze anos depois, a idéia de que os empréstimos bancários não são um negócio entre partes responsáveis e sim um direito universal indiscriminado, garantido pelo governo e pela pressão das ONGs ativistas, deu no que deu. O fato de que os criadores do problema não se sintam nem um pouco responsáveis por ele, mas prefiram lançar a culpa justamente nos que tudo fizeram para evitá-lo, ilustra bem a descida do nível de exigência moral que veio junto com a queda do padrão de exigência para os tomadores de empréstimos.

Porém o mais interessante não é a aplicação do princípio para fins explicativos, e sim a sua utilização prática como arma política. Há mais de um século todos os movimentos interessados em impor modificações socioculturais contra as preferências da maioria evitam bater de frente com a opinião pública: tentam ludibriá-la por meio do uso astuto da “constante de Durkheim”, que todo ativista revolucionário de certo gabarito conhece de cor e salteado.

No sentido I, o princípio é aplicado por meio da pressão suave e contínua, rebaixando cuidadosamente, lentamente, progressivamente os níveis de exigência, primeiro no imaginário popular, por meio das artes e espetáculos, depois na esfera das idéias e dos valores educacionais, em seguida no campo do ativismo aberto que proclama as novidades mais aberrantes como direitos sagrados e por fim na esfera das leis, criminalizando os adversos e recalcitrantes, se ainda restarem alguns. Com uma constância quase infalível, nota-se que os autoproclamados conservadores se amoldam passivamente – às vezes confortavelmente – à mudança, sem perceber que sua nova identidade foi vestida neles desde fora como uma camisa-de-força por aqueles que mais os odeiam.

Na acepção II, a “constante de Durkheim” é usada para virar a sociedade de cabeça para baixo, da noite para o dia, sem encontrar qualquer resistência, por meio de mentiras e blefes tão colossais que a população instintivamente se recuse a acreditar que há algo de real por trás deles. As próprias vítimas do engodo reagem com veemência a qualquer tentativa de denunciá-lo, pois sentem que admitir a realidade da coisa seria uma humilhante confissão de idiotice. Para não sentir que foi feito de idiota, um povo aceita ser feito de idiota sem sentir, confirmando o velho ditado judeu: “O idiota não sente”. Foi assim que se montou na América Latina a maior organização revolucionária da história continental, o Foro de São Paulo, num ambiente em que todas as denúncias a respeito, por mais respaldadas em documentos e provas, eram ridicularizadas como sinais de loucura. E é assim que agora se está impingindo aos EUA um presidente sem nacionalidade comprovada, financiado por ladrões e associado por mil compromissos a grupos de terroristas e genocidas, enquanto seu próprio adversário maior o proclama “um homem decente, do qual não há nada a temer”.

O Obama real: Parte I

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: 14 outubro 2008
Editorias - CulturaEstados Unidos
Livro revela os reais problemas de Barack Obama, sem cometer os erros de seus críticos habituais.

Livro revela os reais problemas de Barack Obama, sem cometer os erros de seus críticos habituais.

Os críticos do senador Barack Obama cometem um erro estratégico quando falam de seus “relacionamentos do passado”. Isso só dá aos seus muitos defensores na mídia a oportunidade de contra-atacar a “culpa por associação”. 

Sempre nos associamos a outras pessoas, seja no trabalho, em nossa vizinhança ou em nossas várias atividades recreativas. A maioria de nós não se preocupa com o que as outras pessoas com quem nos relacionamos pensam sobre política.

Relacionamentos são muito diferentes de alianças. Aliados não são somente pessoas que simplesmente estão no mesmo lugar que estamos, fazendo o mesmo que nós. Você escolhe aliados deliberadamente por alguma razão. O tipo de aliado escolhido diz algo sobre você.

Jeremiah Wright,  Michael Pfleger, William Ayers e Antoin Rezko, não são somente pessoas que simplesmente estavam no mesmo lugar e ao mesmo tempo que Barack Obama. Eles são pessoas com quem ele escolheu se aliar por anos, e entre alguns deles houve troca de substanciais quantias de dinheiro.

Alguns deram apoio político, outros apoio financeiro, às campanhas políticas de Obama. E Obama, em troca, retribuiu, seja com seu próprio dinheiro, seja com o dinheiro do contribuinte. Isso é uma aliança política conhecida – mas uma aliança não é simplesmente um “relacionamento” por se estar no mesmo lugar, ao mesmo tempo.

Obama poderia ter se aliado com outro tipo de pessoas. Mas, recorrentemente, ele aliou-se com pessoas que abertamente expressavam seu ódio pelos Estados Unidos. Por maior que seja o número de bandeiras americanas em seus palanques nesta eleição, esse fato não pode ser mudado.

Infelizmente, tudo o que a maioria sabe sobre Barack Obama é sua própria retórica e a de seus críticos. Além disso, alguns de seus mais irresponsáveis críticos têm feito as mais absurdas acusações – que ele não é um cidadão americano ou que ele é muçulmano, por exemplo.

O que tais falsas acusações promovem é o descrédito dos críticos de Obama em geral. Felizmente, há uma descrição documentada e factual do que Barack Obama tem realmente feito ao longo dos anos, em contraposição ao que ele tem feito ao longo desta campanha eleitoral, na forma de um “best-seller”.

O livro é intitulado “The Case Against Barack Obama“,de David Freddoso. Ele começa, na introdução, por repudiar aqueles críticos de Obama que “têm tentado meramente difamá-lo – alegando falsamente que ele recusa-se a saudar a bandeira dos Estados Unidos ou que tenha assumido seu mandato no senado jurando sobre o Corão, ou que ele nasceu num país estrangeiro.”

Este é um livro sério com 35 páginas finais de documentação para sustentar as coisas ditas no texto principal. Em outras palavras, se você não acredita no que é dito pelo autor, ele lhe mostra aonde ir para verificar os fatos.

Barack Obama ser o primeiro sério candidato negro à presidência dos Estados Unidos é o que muitas pessoas consideram impressionante, mas o que o levou a isso é pelo menos igualmente surpreendente.

A história da carreira política de Obama não é edificante. Ele obteve sua primeira vitória sendo o único candidato na cédula – depois de contratar alguém hábil para desqualificar os signatários das petições dos candidatos de oposição a respeito de qualquer questão técnica que eles pudessem alegar.

Apesar de suas atuais afirmações sobre “mudança” e “limpar a bagunça em Washington”, Obama não esteve ao lado dos reformadores que estavam tentando mudar o status quo da máquina política corrupta de Chicago e limpar a bagunça de lá. Obama apoiou a máquina de Daley e se contrapôs aos candidatos reformadores.

O senador Obama vende uma imagem que é diretamente oposta ao que ele tem feito por duas décadas. Suas fugas de seu passado têm sido tão impressionantes quanto as grandes fugas de Houdini. [*]

A razão de a maioria do público e da mídia estarem tão mesmerizados pelas palavras e pela imagem de Obama, e tão pouco interessados pela realidade factual, talvez se explique pelo que disse uma autoridade do Partido Democrata: “As pessoas não se aproximam de Obama pelo que ele fez, elas se aproximam dele pelo que esperam que ele possa ser.”

O livro de David Freddoso deveria ser lido por aqueles que querem saber quais são os fatos. Mas nem este livro, nem algo mais, vai provavelmente mudar as mentes dos verdadeiros fiéis crentes de Obama, que já se decidiram e não querem ser confundidos pelos fatos.

[*]  Harry Houdini, um húngaro-americano que viveu entre final do século XIX e início do século XX, é considerado o maior mágico que o mundo conheceu. (N. do T.)

Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

O Obama real: Parte II

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: 17 outubro 2008
Editorias - CulturaEstados UnidosPolítica

Uma recente propaganda do Partido Republicano descrevia sarcasticamente a “única realização” parlamentar de Barack Obama: seu apoio a uma lei que promove a educação sexual para alunos do jardim de infância.

Durante uma entrevista de uma porta-voz do Partido Republicano, Tom Brokaw, do programa NBC News, exibiu a propaganda e perguntou se aquilo era algo sério para ser discutido numa campanha presidencial.

Foi uma variante da velha história sobre “vamos voltar a discutir as questões substantivas”, tanto quanto a pergunta de Brokaw foi uma variante de uma tendência que se amplia rapidamente entre os jornalistas, de eles se tornarem um esquadrão de vingadores de Obama, em vez de repórteres.

Tem alguma importância o fato de que Obama apóie a educação sexual no jardim de infância? Isso tem mais importância do que muito do que as ditas “questões substantivas”.

Coisas aparentemente não correlacionadas podem dar importantes percepções sobre o perfil e caráter de alguém. Por exemplo, depois de a Guerra Fria ter terminado, foi descoberto que uma das coisas que primeiro chamou a atenção dos líderes soviéticos foi a interrupção que o presidente Ronald Reagan promoveu na greve dos controladores de vôo.

Por que os soviéticos se preocuparam com uma questão americana puramente doméstica como uma greve de controladores de vôo? Por que sua atenção não estava confinada nas “questões substantivas” entre os Estados Unidos e a União Soviética?

Porque a maior e mais substantiva de todas as questões é o perfil e caráter do presidente dos Estados Unidos.

Seria difícil imaginar qualquer dos predecessores de Ronald Reagan em muitas décadas – seja republicano ou democrata – interrompendo uma greve de amplitude nacional sem ter cedido às demandas do sindicato.

Esse fato mostrou aos líderes soviéticos de que era constituído o caráter de Reagan, antes mesmo de ele ter se levantado e saído da sala durante negociações com Mikhail Gorbachev. Isso também mostrou aos líderes soviéticos que eles não estavam mais tratando com Jimmy Carter.

Não há nenhuma questão mais substantiva que “Quem é o Barack Obama real por trás da imagem?” O que estar a favor da educação sexual no jardim de infância nos diz sobre o perfil e o caráter desse homem largamente desconhecido que surgiu repentinamente na cena nacional concorrendo ao mais alto cargo do país?

Esse fato nos dá uma percepção do enorme fosso entre a imagem de ano eleitoral do senador Obama e o que ele realmente tem apoiado ou contraposto nas décadas anteriores. Também mostra o enorme fosso que existe entre seus valores e aqueles da maioria dos americanos.

Muitos americanos considerariam a educação sexual para alunos do jardim de infância um absurdo, mas há muito mais a esse respeito.

O que é chamada “educação sexual”, seja para alunos do jardim de infância ou para crianças de maior idade, não é educação sobre biologia, mas doutrinação moral que vai contra os valores tradicionais que as crianças aprendem em suas casas e em suas comunidades.

Obviamente, quanto mais cedo essa doutrinação ocorrer, maiores são as chances de elas substituírem os valores tradicionais. A questão não é a urgência que as crianças do jardim de infância têm de aprenderem sobre sexo, mas a importância que tem, para os doutrinadores, a precocidade do início da doutrinação.

A arrogância desses indivíduos, que assumem a responsabilidade de fazer uma lavagem cerebral, com valores politicamente corretos, na audiência cativa de filhos dos outros, sem assumirem a responsabilidade pelas conseqüências por aquelas crianças ou sociedade, faz parte da visão geral da esquerda que prevalece em nosso sistema educacional.

Educação sexual no jardim de infância é somente uma das muitas questões nas quais Barack Obama tem se alinhado consistentemente com arrogantes elitistas da extrema esquerda. As palavras do senador Obama soam quase sempre razoáveis e moderadas, tanto quanto imponentes e inspiradoras. Mas tudo que ele realmente tem feito ao longo dos anos o coloca indubitavelmente junto aos elitistas da extrema esquerda.

Infelizmente, muitos daqueles que estão encantados com sua retórica provavelmente não verificarão os fatos. Mas não há questão mais substantiva ou mais importante que verificar se o que o candidato diz está diretamente em oposição com o que ele está realmente fazendo por anos.

A velha frase, “um homem de altos ideais e sem princípios,” é uma das que se aplicam muito dolorosamente a Barack Obama. Suas palavras expressando elevados ideais podem ter um apelo para os crédulos, mas sua longa história de não ter princípios o torna um perigo da maior magnitude uma vez na Casa Branca.

Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

Obama "Osama" II

"Osama" Obama

OBAMA, O ENGANADOR

FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA - FDR
Carlos Reis, representante do FDR para o Interior do RS, 19/10/2008

A América tem o seu anti-herói: Barack Hussein Obama, o enganador. Construído dentro do Partido Democrata e alimentado com socialismo desde a mais tenra infância, o candidato do mundo ainda não disse a que veio. Nem dirá. É inconfessável a sua proposta de entregar a América aos que a odeiam. Ele mesmo confessou que não nasceu em uma manjedoura, algo que o aproximaria muito do Jesus Menino. Preferiu mesmo admitir sua origem alienígena, trazendo a kriptonita islâmica com que destruirá o país que o acolheu. Tem o verde do Islã e o vermelho do socialismo, eis as suas bandeiras para honrar na sua missão.

O povo americano parece estar se dando conta disso, embora não saibamos ainda se a reação americana verdadeira será suficiente. Vejam que digo reação americana e não republicana, partidária, porque seu adversário é ruim de doer e nunca me passou outra impressão do que ter sido escolhido para perder a carreira, fenômeno ideológico-eleitoral conhecido de nós brasileiros. A estratégia tímida de McCain lhe deixou uma marca de fraqueza exterior que lhe dificulta a verdade que tem para dizer. Mas Obama, o enganador, é muito previsível para quem acredita e conhece a sua trajetória nos EUA. Pena que faltem apenas duas semanas para a eleição. Os obamistas já falam em racismo.

Essa é a incerteza; a certeza é a missão de Obama, o enganador, cevado no terrorismo e crivado de dinheiro de origem difícil de explicar, porque o patriotismo é moeda rara nesses tempos de crise moral e financeira. O dinheiro estrangeiro de interesses inconfessáveis é muito mais abundante. As campanhas de Clinton já tinham sido assim. Então, se trabalho com a hipótese que a reação de McCain é tardia, me preparo para prever a reação das vítimas de Obama, o enganador. A questão é: quanto tempo mais levará para o povo americano se levantar contra ele e o expulsá-lo de volta para a obscuridade.

Em um cenário oportunista o mundo do crime internacional não tardará em testá-lo. Um ano, dois é mais provável, e o Islã armado e terrorista agirá, talvez primeiro no Oriente, finalmente, com mais coragem, no próprio coração americano em outro 11 de setembro. Não será o Obama, o enganador, o Obama, o pacifista e enrolador, que se oporá ao plano de que ele participa há muito ou de outra iniciativa não muito diferente. Nem qualquer guerra ou atentados serão necessários para Obama ser testado na sua fé antiamericana. Seus atos políticos, diplomáticos, econômicos; seus encontros com lideres e representantes dos inimigos declarados dos EUA mostrarão a sua face mentirosa. Obama não pode fugir de sua natureza. Qualquer outra opção de ação lhe é desconhecida. Atentará contra a América. Apenas não sabemos quando.

Muita gente que conheço imagina que a América precisa levar o choque Obama para compreender e dar mais valor a si mesmo. Foi surpreendente conhecer o pensamento simples e direto do Joe, o Encanador. Sabe-se que ele justifica e aplaude a presença dos EUA no Iraque; que ele sabe que a América lá fora é insultada até por criancinhas; que ele não acredita na previdência social estatal, nem no controle estatal da economia. Quantos Joe, encanadores, existem? Em número suficiente para derrotarem Obama, o enganador?

Consulte www.obamacrimes.com para mais informações sobre a verdadeira natureza do candidato das esquerdas islâmicas.

Um patife notável

OLAVO DE CARVALHO
Jornal do Brasil, 16 de outubro de 2008 

Como John McCain andasse falando da ligação entre Barack Obama e o terrorista William Ayers, foi imediatamente acusado pela grande mídia de instigar ódio ao candidato democrata e até de expor o pobrezinho a risco de assassinato.

Mas o verdadeiro pecado de McCain é o de ater-se a esse episódio menor e omitir os pontos altos da carreira de um dos patifes mais notáveis de todos os tempos:

1. Os estudos de Obama em Harvard foram pagos por Khalid al-Mansur, agitador racista que prometeu aos brancos americanos “o maior banho de sangue de toda a História” e é representante nos EUA do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que celebrou o 11 de setembro como castigo divino (www.newsmax.com/timmerman/obama_harvard_/2008/09/23/133199.html).

2. Obama, embora o negue com veemência, foi comprovadamente instrutor de ativistas na Association of Community Organizations for Reform Now (Acorn). A principal atividade da Acorn era intimidar bancos para forçá-los a dar empréstimos a seus militantes, em geral insolventes, plantando assim as sementes da crise bancária que eclodiu semanas atrás. A Acorn retribuiu os serviços prestados, distribuindo milhares de títulos de eleitor falsos para fortalecer a votação de Obama (v. www.clevelandleader.com/node/7203, www.lvrj.com/news/30613864.html e http://news.yahoo.com/s/ap/20081009/ap_on_el_ge/voter_fraud).

3. Várias vezes a presidência da República pediu ao Congresso uma lei que parasse a farra dos empréstimos na empresa Fannie Mae. Obama foi contra e já recebeu mais de cem mil dólares de contribuições de Fannie Mae, cujo executivo Franklin Raines, demitido por desvio de verbas, é hoje seu assessor econômico (v. http://nmorton.wordpress.com/2008/09/16/barack-obama-fannie-mae-lobbyists-second-favorite-senator). O deputado obamista Harry Reid diz que mencionar esses fatos é racismo.

4. Entre 2006 e 2007, Obama fez campanha, nos EUA e no Quênia, em favor do candidato presidencial queniano Raila Odinga, e continuou a apoiá-lo mesmo depois que Odinga, derrotado, mandou matar mil de seus adversários e queimar oitocentas igrejas cristãs, pelo menos uma com gente dentro. A sangueira só estancou depois que um acordo nomeou Odinga primeiro-ministro. O repórter doWorldNetDaily, Jerome Corsi, enviado ao Quênia para estudar o episódio, foi preso pela polícia local e forçado a voltar aos EUA (v. www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=77877). Qualquer semelhança com operação-abafa é mera coincidência.

5. A campanha obamista já recebeu mais de três milhões de dólares em contribuições ilegais do exterior (v.http://apnews.myway.com/article/20081008/D93M0K5G0.html). Enquanto McCain publica meticulosamente todas as quantias recebidas, seu adversário não publica nada, nem uma linha.

6. Mas a maior fraude de Obama talvez seja a sua candidatura mesma, que já recolheu 450 milhões de dólares em contribuições, um recorde histórico. Intimado pelo advogado Philip Berg a mostrar o original da sua certidão de nascimento para provar que é cidadão nativo dos EUA (condição sine qua non para poder candidatar-se à presidência), Obama, por duas vezes, preferiu esquivar-se mediante complexos artifícios jurídicos, confirmando indiretamente a suspeita de que não tem mesmo o documento. Para piorar as coisas, o candidato também se omite de mostrar seus registros médicos e seu histórico escolar, enquanto McCain fornece na hora todos os documentos solicitados. Berg, que tem 31 anos de militância democrata e já foi procurador do Estado da Pensilvânia, assegura que a cópia eletrônica da certidão de Obama, reproduzida no site oficial da campanha, é falsa (e aliás parece mesmo). A avó do candidato assegura que ele não nasceu no Havaí como diz, e sim no Quênia, onde ela mora. Vejam tudo na página de Berg, www.obamacrimes.com: 25 milhões de pessoas já viram, e mais dia menos dia o escândalo, trabalhosamente abafado até agora, vai estourar.

Vocês não leram nada disso na Folha, no Estadão e no Globo? Eu também não.

Face invisível e mau presságio

DIÁRIO DO COMÉRCIO

O destino que Barack Obama prenuncia para a América não está nas suas promessas de futuro, mas nos fatos do seu passado. Nenhum observador isento pode deixar de notar o contraste e perguntar se a imagem de bom menino não é antes uma farsa sinistra.

Olavo de Carvalho - 16/10/2008 - 22h10

Jim Young/Reuters

George F. Will, um dos mais renomados colunistas do campo conservador, não está satisfeito com a tônica da campanha republicana, segundo a qual “não são tanto as idéias de Obama que são ruins - ele é que é má pessoa”. No instante em que milhões de americanos estão sendo lesados nas suas contas de aposentadoria, afirma Will no seu artigo do dia 9 no Washington Post, “o esforço de McCain-Palin para fazer o eleitorado focar os olhos nas ligações que Obama teve em Chicago parece surrealista”. O argumento não difere muito do de E. J. Dionne – um obamista - que comentei dias atrás: o público não quer saber do passado dos candidatos, mas de como eles vão governar o país e resolver os problemas do presente.

Ambos os colunistas apóiam-se numa regra de etiqueta - um lugar-comum da retórica tradicional - segundo a qual debates devem concentrar-se em idéias e deixar intactas as pessoas. Mas lugares-comuns são argumentos padronizados aplicáveis a uma multiplicidade de situações diversas, cuja diferença específica, por isso mesmo, lhes escapa. Uma idéia só pode ser discutida “em si mesma”, sem menções à pessoa do seu emitente, quando sua formulação é intelectualmente completa o bastante para garantir que ela não muda de significado quando troca de porta-voz ou de contexto. Isso só acontece com teorias científicas e filosóficas altamente abstratas. Com opiniões de políticos, jamais. A rigor, o único sentido que uma declaração de palanque pode ter é a história pregressa do seu emitente, que ela prolonga e esclarece no contexto atual, com graus variados de coerência e credibilidade conforme a situação. A necessidade de referir as palavras à pessoa que as profere torna-se ainda mais patente numa disputa eleitoral, quando não se trata de escolher entre idéias abstratas, mas de preencher um cargo: cargos não são ocupados por idéias, mas por pessoas. Uma vez empossado, o candidato vencedor pode mudar de idéia, mas não de caráter. As propostas de governo que ele apresente durante a campanha não são teorias que possam ser julgadas em si mesmas, porém indícios do seu caráter e da sua capacidade – indícios que, precisamente, só podem ser avaliados em função do seu passado.

No caso de Obama, examinar a pessoa, o passado e as associações torna-se ainda mais obrigatório por dois motivos incontornáveis

Primeiro: Seu discurso de campanha contrasta de tal maneira com todas as suas ações e palavras anteriores, que ninguém pode votar nele com consciência de causa sem ter primeiro esclarecido se ele mudou de idéia sinceramente ou se o novo make-up com que ele se apresenta é apenas um disfarce. Muitos adeptos de Obama – e alguns dos mais entusiásticos entre eles, como por exemplo Louis Farrakhan (v. http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=77539) – não escondem que lhe dão apoio precisamente em razão das idéias radicais que ele defendeu outrora (e daquelas mesmas associações comprometedoras que agora ele nega), e não do seu discurso moderado de hoje, que aceitam apenas como concessão tática provisória. Alguém no campo obamista deve estar enganado a respeito do seu candidato: ou os que o aplaudem por ser um esquerdista fanático, pró-terrorista e anti-americano (como o indicam seus votos no Senado e suas ligações com William Ayers, Raila Odinga, Jeremy Wright, Louis Farrakhan e similares), ou os que confiam nele por ser moderado e patriota como seu discurso eleitoral sugere. Os dois lados não podem ter razão ao mesmo tempo. Fugir dessa questão e concentrar o debate tão-somente no conteúdo do discurso eleitoral é fazer desse discurso um fetiche hipnótico em vez de tentar compreendê-lo no seu sentido real e concreto.

Segundo: Obama é um recém-chegado, sua carreira política a mais curta e sua biografia a mais obscura e duvidosa que um candidato à Presidência americana já apresentou ao público. O próprio Obama não faz o menor esforço para esclarecer seu passado, antes busca encobri-lo por meio de subterfúgios e mentiras já várias vezes desmascaradas. Por exemplo, ele disse que jamais militou num partido socialista: já apareceram as provas de que militou em dois (v. http://newsbusters.org/blogs/p-j-gladnick/2008/10/08/will-msm-report-obama-membership-socialist-new-party). Ele disse que mal conhecia William Ayers: já está claro que foi nomeado por Ayers para a ONG Chicago Annenberg Challenge e ambos juntos arrecadaram um bocado de dinheiro para organizações esquerdistas.

As associações que um político tenha forjado ao longo da sua carreira não são detalhes externos que em nada afetem a hipotética pureza das suas convicções pessoais: são a substância mesma do esquema de poder que lhe dá sustentação política e financeira e cujos anseios e interesses pesarão muito mais sobre a conduta dele no cargo do que as meras idéias que ele possa ter na cabeça, idéias que, se vierem a se opor aos ditames do esquema, só condenarão seu agente ao isolamento e ao fracasso. Essa conduta já é suspeita o bastante, mas o respaldo solícito que ela recebe uniformemente da grande mídia chega a ser assustador, denotando uma fraude jornalística geral e organizada, muito mais temível, pelo alcance universal das suas conseqüências, do que a ocultação da existência do Foro de São Paulo pela mídia brasileira (se eu não tivesse visto este último episódio com os olhos da cara não acreditaria no que eles estão me mostrando agora).

Episódios essenciais, não só da biografia pessoal de Obama, mas da sua militância política, são omitidos sistematicamente pelos jornais e pela TV ou só saem em versão expurgadíssima, higienizada e embelezada, contrastando com a espetaculosa exibição dos menores detalhes íntimos da vida da família Palin, apresentados sempre com vagas insinuações de escândalo precisamente porque em si mesmos nada têm de escandaloso ou relevante. Alguns daqueles episódios, bastante recentes aliás, de 2006 e 2007, mostram um Obama tão diferente daquele que aparece nos debates, que nenhum observador isento pode deixar de notar o contraste e perguntar se a imagem de bom menino veiculada pela propaganda eleitoral do candidato, com a ajuda cúmplice da grande mídia, não é antes uma farsa sinistra destinada a colocar na Presidência dos EUA, sob pretextos calmantes, um revolucionário odiento e pelo menos tão anti-americano quanto Hugo Chávez e Ahmadinejad.

Pelo menos uma das faces de Obama que os eleitores americanos não conhecem é tão repugnante que, ao tomar conhecimento dela, você perde na hora todo interesse pelas “propostas de governo” que ele tenha a apresentar, e começa a se perguntar quanto o senso de moralidade dos dirigentes democratas precisou baixar para que aceitassem sepultar fatos tão essenciais e construir em cima do sepulcro a imagem integralmente postiça de um candidato confiável e tranqüilizante, do qual nada mais restasse a discutir senão suas “idéias”.

Essa face, invisível ao povo americano pelo menos até o último dia 10, quando o WorldNetDaily publicou as provas cabais da sua existência (v. http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=77508), é a mais visível no Quênia, país onde Obama teve uma atuação política cem vezes mais decisiva, em escala local, do que jamais teve na América até o início da presente campanha eleitoral. Essa atuação consistiu em apoiar abertamente o líder queniano Raila Odinga e em tentar manipular em favor dele o próprio Senado americano. Odinga não é só um notório comunista e agitador anti-americano. É culpado de assassinato em massa. Em 2007, tendo perdido as eleições para presidente, ele desencadeou uma onda de violência, dirigida especialmente contra cristãos, mandando queimar mais de oitocentas igrejas, algumas com gente dentro, matando mais de mil pessoas e expulsando de suas casas aproximadamente quinhentas mil. A matança só parou quando Odinga foi nomeado primeiro-ministro. Obama não lhe negou apoio antes, durante ou depois desses acontecimentos.

Will e Dionne chamariam isso de “velhas ligações do tempo de Chicago”? Diriam que responsabilizar Obama por suas próprias ações em favor de Odinga é “inculpação por associação”, “insulto pessoal”, argumentum ad hominem? Achariam “surrealista” que alguém visse nessas ações um indício mais significativo da índole política e do caráter de Barack Hussein Obama do que suas promessas de campanha? Não sei, mas sei o que eu diria no lugar deles: o destino que Obama prenuncia para a América não está nas suas promessas de futuro, mas nos fatos do seu passado. Não chega a ser maravilhoso que um político tão enfatuado das suas “raízes africanas” se esmere tanto em esconder o mais importante episódio africano da sua biografia, que até hoje lhe rende a gratidão e o respeito dos seguidores de Odinga, ao ponto de prenderem e expulsarem do Quênia o repórter do WorldNetDaily, Jerome Corsi, enviado ao país para investigar o que Obama andara fazendo por lá?

Olavo de Carvalho é jornalista, ensaista e professor de Filosofia

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".