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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

JAIR BOLSONARO: COMISSÃO DA RETALIAÇÃO

JAIR BOLSONARO
quarta-feira, 23 de novembro de 2011


Jair Bolsonaro, o segundo da direita para a esquerda.


A propalada Comissão Nacional da Verdade está longe de contar a história que todos queremos, pois nos poucos artigos do projeto aprovado na Câmara escondem-se todos os tentáculos daqueles que, financiados por Cuba, queriam implantar no Brasil a ditadura do proletariado. A acreditar em seus autores, deveríamos, por coerência, ao lado do Cristo Redentor também erguer uma estátua de Fidel Castro como tributo a nossa atual democracia.

As incoerências começam pela competência exclusiva da atual presidente para indicar os sete membros da comissão. Qual a isenção desse "tribunal"?

O organismo, por critérios exclusivos de seus membros, também terá o poder de resguardar o sigilo de todo e qualquer documento que a imprensa e o povo não possam ter acesso. É a censura prévia, explicitada em lei, por quem teme a verdade.

Desborda-se também a Lei da Anistia ao determinar que "é dever dos militares colaborar com a Comissão da Verdade". Se é dever, cabe a pergunta: qual a pena para quem não colaborar? As ameaças de prisão de velhos generais, coronéis e outros militares passam a ser realidade.

Estando na lei, até os velhos regulamentos disciplinares poderão ser aplicados aos militares inativos com sucessivas punições de até 30 dias de prisão, podendo, via Conselhos de Justificação/Superior Tribunal Militar, culminar com perda da patente dos que "ousaram" não atender à convocação da comissão.

Em tese, esse dispositivo contraria até a convenção internacional, da qual o Brasil é seguidor, de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si.

O governo não quis discutir a fundo o projeto na Câmara por muitos motivos, entre os quais a sua inconstitucionalidade, principalmente pelo revanchismo explícito de setores que não aceitam a Lei da Anistia, já reconhecida até no STF. Por isso, o texto foi aprovado sem debates.

Os sete homens do governo ainda teriam poder de "determinar a realização de diligência para coleta de documentos e dados", legalizando assim a prática do "pé na porta" em residências de militares para busca e apreensão do que eles imaginam lá existir. A comissão terá mais poderes que as atuais CPIs, e cria um circo ao permitir que se possa convocar, para entrevistas públicas, qualquer pessoa que se entenda guardar relação com os fatos da época. Preocupado em blindar autoridades que compõem o atual governo, o projeto ainda limita as apurações a crimes de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não prevendo os praticados pela esquerda, como sequestros, justiçamentos (muito utilizados no Araguaia), latrocínios, carro-bomba e obtenção de recursos de países cujos regimes ditatoriais persistem até hoje. Essas pessoas que demonstram tanta preocupação com os direitos humanos no passado não têm o mínimo interesse em apurar o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel em 2002, talvez o último justiçamento motivado pela causa marxista - o Poder.

O projeto joga os militares no covil das hienas, reabrindo feridas e atingindo diretamente a hierarquia e a disciplina castrense na medida em que os comandantes militares, com o silêncio que lhes é imposto, permitem que um ex-guerrilheiro, assessor especial do ministro da Defesa, fale por eles.

JAIR BOLSONARO é deputado federal (PP-RJ).


Matéria publicada no jornal OGLOBO no dia 26 de setembro de 2011, no setor Opinião.

< Os principais artigos da Lei que criou a Comissão da Verdade e os comentários de Bolsonaro sobre cada um deles. http://bit.ly/sGjkuH


< Jair Bolsonaro desmoraliza o Presidente da OAB-RJ em programa de TV sobre a Comissão da Verdade. http://bit.ly/hTytLd

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".