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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Balanço de fim de ano: queda livre na América Latina

MÍDIA SEM MÁSCARA

Os militares que de fato fizeram algo pelo país, muito em breve verão seus nomes excluídos da Lei de Anistia e suas vidas emporcalhadas com a pecha de “assassinos” e “torturadores”.

Fazendo um rápido balanço de fim ano, observamos que a América Latina segue em queda livre rumo ao abismo e ao caos. É verdade que houve alguns momentos alvissareiros na Colômbia, como o fim de dois dos principais líderes das FARC, Mono Jojoy em setembro e Alfonso Cano em novembro, mas isto está longe de significar o fim da guerrilha como muitos pensam. Entretanto, estas foram vitórias muito fugazes, considerando que quatro dias depois de Cano ser abatido em combate, as FARC assassinaram a sangue frio três policiais e um militar do Exército seqüestrados há 12 e 14 anos, completamente desarmados e indefesos, e ainda tiveram a indecência de enviar pêsames às famílias e culpar as Forças de Segurança pelo crime hediondo cometido deliberadamente por elas. 
Nas eleições municipais ganhou a prefeitura da capital, Bogotá, um “ex” terrorista do bando M-19, Gustavo Petro. Petro estava impedido legal e constitucionalmente de concorrer a qualquer cargo público, pois em 1985 foi sentenciado e cumpriu pena por porte ilegal de armas, que não foi apagado de sua ficham criminal por não ser crime político. Entretanto, a Justiça Eleitoral fez ouvidos moucos às incontáveis denúncias de respeitadíssimos jornalistas, permitindo-lhe a candidatura. O processo que condenou Petro em 1985 misteriosamente desapareceu dos arquivos da Justiça, de modo que em janeiro ele tomará posse, enquanto os heróis nacionais que libertaram mais de 260 pessoas do assalto ao Palácio da Justiça, do qual Petro foi o cérebro, continuam encarcerados através de provas fraudulentas e criminosamente plantadas.
Na Nicarágua, Daniel Ortega ganha mais um vez as eleições na base de fraudes grotescas mas recebe o aval dos “observadores internacionais” da OEA, assim como Cristina de Kirchner repete seu mandato na governança da Argentina. E por meio do decreto 1880/2011, a reeleita presidente cria o Instituto Nacional de Revisionismo Histórico Argentino e Ibero-Americano Manuel Dorrego, que se propõe a “reescrever a história argentina”. Assim mesmo, descaradamente.
A Venezuela do pós-Chávez terá imensa dificuldade em se reerguer, pois sua maior fonte de renda, a PDVSA, está há anos com queda de produção e endividada até a raiz dos cabelos. Enquanto isso, Chávez continua fingindo ter-se curado do câncer, tenta aparentar uma saúde extraordinária, malgrado as várias internações de emergência que se conhece apenas através de informantes. E para demonstrar ao mundo que tudo está um mar de rosas, ofereceu Caracas como sede do último encontro da CELAC, mais uma dessas inúteis e fúteis organizações inventadas para forçar a criação da “pátria grande bolivariana”, sonho de Chávez e das FARC.
No Brasil, para fechar o ano com chave de ouro, finalmente foi dada a largada para a caça às bruxas com a oficialização da “Comissão da Verdade”. Ressalto mais uma vez o que venho denunciando há quase uma década: no discurso os mentores e organizadores dessa comissão dizem que o objetivo é “fiscalizar, acompanhar e garantir que os resultados saiam. E que os resultados sejam a verdade”, garante a comunista do PCdoB Manuela D’Avila, do mesmo modo que Luiza Erundina, que coordenará uma subcomissão, e diz que não cabe à comissão “punir”. Entretanto, acrescenta o que venho denunciando que é o que pretendem na prática, quando afirma: “A Argentina acabou de condenar 23 militares de alta patente. Por que o Brasil não faz isso? O Uruguai acabou de mudar a sua Lei de Anistia, tirando a prescrição dos crimes. É isso que os outros países fizeram e nós temos de fazer também. Está claro ou precisa desenhar? 
 Ordem-merito - Dilma enrola milicos
Entrega da medalha da Ordem do Mérito da Defesa: comandantes militares, os burrinhos do presépio
Enquanto isso, designa-se o terrorista José Genoíno para representar os militares, através do Ministério da Defesa, e a presidente distribuiu medalhas da Ordem do Mérito da Defesa a personalidades do seu mundo. A finalidade desta medalha é “premiar civis e militares que tenham prestado relevantes serviços ao Ministério da Defesa e às Forças Armadas”, entretanto, os agraciados foram: o ministro Fernando Pimentel, Robson Andrade (presidente da CNI), Chico Buarque, o ex-jogador Raí, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT), os senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Lúcia Vânia (PSDB), os deputados João Paulo Cunha (PT), Cândido Vacarezza (PT), Paulo Teixeira (PT), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e o presidente do Banco Central, entre outros.
Essas são as pessoas “ilustres” que fizeram não sei o quê, não se sabe onde, em defesa do Brasil. No entanto, os militares que de fato fizeram algo pelo país, muito em breve verão seus nomes excluídos da Lei de Anistia e suas vidas emporcalhadas com a pecha de “assassinos” e “torturadores”, onde serão julgados e condenados como estão sendo os nossos vizinhos. E os comandantes das três Forças sorrindo e batendo palminhas, enquanto nós morremos de vergonha perante o mundo.
Feliz ano velho, pois esse filme nós já assistimos.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".