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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Controle de frame: Sou liberal

LUCIANO AYAN


Inicio aqui a série de estratagemas específicos para o controle de frame, conforme praticados pelos esquerdistas.
Para começar, falarei de um que provavelmente você já viu quase todas as vezes em que um esquerdista do perfil progressista (visto em especial nos Estados Unidos, mas presente em todas as culturas) discursando.
Automaticamente, ele se proclama “liberal”. Isso, aliás, se tornou inclusive um costume popular, especialmente nos Estados Unidos.
Entretanto, o liberalismo, originado nas idéias de John Locke e Adam Smith, inclui coisas como liberdade de pensamento, liberdade religiosa, estado de direito, governo limitado, ordem espontânea, propriedade privada e livre mercado.
Quase todos esses itens são negados pelos “liberais” do perfil progressista. Por exemplo, eles querem um governo com muitos poderes, em oposição ao governo limitado. Eles querem regulação do governo no mercado, ao invés do livre mercado. Eles aceitam o discurso de pessoas que invadem terras, ao invés de defender a propriedade privada. Eles querem proibir direitos básicos de religiosos, ao tentar inclusive proibir a prece em locais públicos, ao invés de liberdade religiosa. Eles são os principais proponentes do politicamente correto, visando limitar a liberdade de pensamento, em oposição aos princípios de liberdade de pensamento e consciência. Eles dão privilégios a grupos sociais somente pelo apelo político, ao invés do estado de direito.
Enfim, não há nada relacionado ao liberalismo filosófico nas idéias dos “liberais”.
Sendo assim, por que eles usam o rótulo “liberal”?
A explicação é bem simples e fácil de entender: ao chamarem a si próprios de “liberais”, eles criam um efeito psicológico nos ouvintes de que eles lutariam pela “liberdade” (e, como mostrei, é exatamente o contrário).
Esse efeito psicológico é o suficiente para que eles tomem a dianteira no debate.
Até Ann Coulter, que é conservadora, caiu nesse truque, e aceita chamá-los, de liberais, como pode ser visto no livro lançado por ela em 2004, “How to Talk With a Liberal If You Must”.
Embora as críticas de Coulter sejam ótimas e ela tenha sucesso em refutar com facilidade o discurso esquerdista, ela caiu nesse controle de frame específico deles: aceitar o rótulo auto-imposto por eles de liberais.
E como sair deste truque?
Muito fácil.
Primeiramente, sempre que estiver em um debate com eles, quando utilizarem o rótulo “liberal” para si próprios, esteja pronto a mostrar, de forma breve (para facilitar o entendimento da maioria da platéia) que eles NÃO TEM NADA de liberal.
Assim, minha sugestão é, ao ler “Sou liberal”, responda com “Não, você não é. É o oposto”, e em seguida mostre as diferenças, de forma rápida.
Em seguida, ao invés de chamá-lo de “liberal” chame-o de “esquerdista”. Simples assim.
Esquerdista é o rótulo que compreende todo o sistema de pensamento deles. Eles são a favor do estado inchado, do uso do politicamente correto para implementar controle de consciência, da tolerância ao crime, dos impostos altos, do controle governamental sobre nossas escolhas (inclusive quanto ao direito de usarmos ou não armas), etc.
Chamá-los de “liberais”, inclusive, é um contra-senso, que não tem outra finalidade que não dar vantagem automática em debate.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".