Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O DESTINO DOS TIRANOS. OU: CHÁVEZ MAIS PERTO DE SER PENDURADO NA PRAÇA

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Os tiranos, com algumas exceções, também são vítimas de um clichê, a saber: começam a ser destruídos por seus próprios aliados. Enquanto as circunstâncias conspiram a favor de seus superpoderes, são tratados como deuses. Seus adoradores, no entanto, conhecem os pés de barro dos ídolos. A eles se associam porque estão defendendo seus próprios interesses.

O problema é quando o maluco realmente acredita ser Deus e começa a tomar atitudes destrambelhadas até segundo os critérios já bastante lassos de sua turma. Acontece sempre. Tiranos são necessariamente paranóicos e têm uma mentalidade essencialmente conspiratória. E, como Saturno naquele famoso quadro (acima) de Goya, engolem os próprios filhos. Como na mitologia, chega a hora da revolta.


Como vocês já viram, um grupo de ex-aliados de Chávez pediu a sua renúncia em carta aberta. Segundo seus signatários, eles querem “evitar maiores males e desgraças ao país”. Integram o grupo, intitulado Pólo Constitucional, entre outros, Raúl Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa; Luis Alfonso Dávila, ex-ministro de Relações Exteriores; Herman Escarrá, um dos redatores da atual Constituição, e até dois comandantes militares que tentaram, em companhia de Chávez, dar um golpe de estado em 1992: Yoel Acosta e Jesús Urdaneta.


O documento aponta as dificuldades por que passa o país — falta de água, de energia, insegurança pública — e aponta a “escandalosa corrupção”. Afirma o texto, referindo-se diretamente a Chávez:


“Todos os seus argumentos para chegar ao poder hoje o ilegitimam. O povo sofre com a insegurança, com menos liberdade e menos segurança jurídica e social; aprofunda-se a pobreza de nossa gente. Os serviços públicos — água, eletricidade e serviços urbanos — são um caos. A improdutividade conduz à escassez de alimentos; as obras de infra-estrutura do país estão deterioradas por falta de manutenção; a economia vive uma de suas crises mais profundas, apesar da abundância de petróleo (…). A corrupção, que constitui o estigma moral de um governo e foi bandeira de sua proposta política, causa hoje o enriquecimento ilícito mais obsceno que o país jamais presenciou. Funcionários, familiares e personagens conhecidas como “os boliburgueses” [burgueses bolivarianos] saquearam governos, ministérios, prefeituras e empresas estatais”.


Nem a oposição conseguiram ser tão dura com o bandido.


Sabem o que isso significa? Que Chávez está mais perto ainda daquele destino que prevejo para ele — ser pendurado em praça pública. Isso se o cabrón não sair correndo. Seus antigos aliados querem, desde já, deixar clara a dissidência para vir a compor, no futuro, com um governo anti-Chávez. Sabem que a atual oposição vai considerar essa aliança importante para derrotar finalmente o tirano.


O processo, que já tinha começado, avança mais depressa do que se imaginava.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".