Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Igreja e o mundo atual

Fonte: CHRISTO NIHIL PRAEPONERE ou SITE DO PADRE PAULO RICARDO

Desde sua promulgação em 1965, a Constituição Pastoral Gaudium et spes, sobre a Igreja no mundo atual, provocou reações as mais variadas. Um de seus primeiros críticos foi o jovem teólogo e perito conciliar Padre Joseph Ratzinger.

(Cavaleiro do Templo: entendem agora porque Bento XVI é tão odiado pela esquerdopatia, incluindo (CLARO!!!) aquela que "habita" a Igreja Católica Apostólica Romana e suas filhas???)


Estas duas palestras são uma tentativa de esclarecer como a mentalidade revolucionária tem usado o referido documento e quais as suas consequências, passados mais de 40 anos do Concílio Vaticano II.



Clique aqui para fazer o download deste áudio – A Igreja e o mundo moderno (parte 1) – 14-11-2009

Clique aqui para fazer o download deste áudio – A Igreja no mundo moderno (parte 2) – 14-11-2009


Para ouvir clique aqui e vá direto para o site.

O Objetivo Religioso da Educação

Fonte: BLOG DO ANGUETH
Quinta-feira, Agosto 27, 2009


G.K. Chesterton


É somente por um definitivo e deliberado estreitamente mental que conseguimos manter a religião fora do sistema educacional. Não nego que isso possa ser, em certos casos, o menor de muitos males; que possa ser um tipo de lealdade para com um compromisso político; que seja certamente melhor que uma injustiça política. Mas a educação secular[1] é uma limitação, mesmo que seja apenas uma auto-limitação. A coisa natural é dizer o que você pensa sobre a natureza; e especialmente, por assim dizer, sobre a natureza da natureza. A coisa primeira e mais óbvia em que uma pessoa está interessada é em que tipo de mundo está vivendo; e porque está nele vivendo. Se você não sabe, não poderá, claro, dizê-lo; mas o simples fato de não ser capaz de responder à questão mais provável a ser formulada pela outra pessoa pode ou não ser o que alguns chamam educação, mas não é uma forma brilhante de instrução. Se você tem convicções sobre essas coisas cósmicas e fundamentais, sejam negativas ou positivas, você é um instrutor que está recusando ensinar uma das coisas mais importantes. Seus motivos podem ser generosos, ou podem ser meramente tímidos; mas isso não é certamente, em si mesmo, educação.

Diz-se algumas vezes que os devotos de uma doutrina religiosa, que são tão freqüentemente descritos como burros, estão, nessas questões, usando viseiras. A palavra não é sabiamente escolhida pelos críticos; e, em certo sentido, é muito mais aplicável ao próprio crítico. O homem que apresenta respostas oficiais a perguntas fundamentais, mesmo que ele diga que o mundo foi criado a partir de abóboras, pode estar dogmatizando, perseguindo ou tiranicamente estabelecendo a lei sobre todas as coisas, mas ele não está usando viseiras. Isso implicaria limitar deliberadamente seu campo visual. Sua visão pode ser, para nós, uma ilusão; mas se ela lhe é muito vívida, não podemos censurá-lo por descrevê-la; e, de qualquer forma, ele a está descrevendo totalmente. Se houver no mundo tal coisa como um burro usando deliberadamente viseiras, este é o educador iluminado que está sempre fazendo um receoso esforço para excluir de sua tarefa de transmitir conhecimentos, qualquer referência a coisas que os homens, desde o início do mundo, sempre tiveram o maior desejo de conhecer. Estas coisas não são, em absoluto, meros objetos periféricos de uma curiosidade especial. Sejam elas conhecidas ou não, elas não apenas merecem ser conhecidas, mas são o tipo de conhecimento mais simples e elementar. É uma coisa boa que as crianças percebam que há um mundo objetivo fora delas, tão sólido quanto o poste de luz na calçada. Mas mesmo quando fazemos o poste bastante objetivo, não é estranho perguntarmos qual é seu objetivo. Um naturalista, observando os objetos comuns da rua, pode notar muitos fatos e escrevê-los num caderno. Um ciclista pode trombar num poste de luz; um vagabundo pode encostar-se ao poste; um bêbado pode abraçar o poste ou mesmo, num momento mais ousado, tentar subir no poste. Mas não é um tipo estranho ou especializado de conhecimento notar que o poste de luz tem uma lâmpada.

Pois educação secular realmente significa que todos deverão olhar para a calçada para evitar que, por um acaso fatal, alguém olhe para a lâmpada acima. A lâmpada da fé que realmente iluminou a rua para grande parte da humanidade em quase todas as eras da história, não foi apenas um fogo itinerante visto por visionários a flutuar pelo ar; foi também, para muitos, a explicação do poste. Se uma nuvem baixa como a fog de Londres cobrir, de fato, aquela chama,[2] então é um fato objetivo que o objeto permanecerá principalmente um objeto a ser trombado. Não culpo quem só consegue considerar o mundo a partir daquela luz altamente objetiva. Mesmo que o poste de luz pareça um poste sem lâmpada e, portanto, um poste sem propósito, pode ser possível ter diferentes pontos de vista a seu respeito. O estóico, como o vagabundo, pode encostar-se nele; o otimista, como o bêbado, pode abraçá-lo; o progressista pode tentar subir nele etc. Assim acontece com quem tromba com um mundo sem cabeça como em um poste sem lâmpada; para quem o mundo é um grande e objetivo obstáculo. Apenas digo que há uma diferença, que não é pequena ou secundária, entre aqueles que sabem e aqueles que não sabem para que serve o poste.

O mais profundo dos desejos por conhecimento é o desejo de conhecer o propósito do mundo e de nós mesmos. Aqueles que acreditam poder responder a essa questão devem poder respondê-la como a primeira questão e não a última. Um homem que não possa respondê-la tem o direito de recusar respondê-la; apesar de que talvez ele tenda a confortar-se com o assaz dogmático dogma de que ninguém mais possa respondê-la se ele não pode. Mas nenhum homem tem o direito de responder à questão, ou mesmo prepará-la para ser respondida, como se ela fosse um tipo peculiar e pedante de questão adicional, que somente um tipo peculiar e pedante de estudante pudesse responder. A educação secular é mais razoável uma educação que incluísse a religião como uma atividade extra; como aprender a fazer grega ou falar português. E esse princípio é importante em relação à controvérsia sobre a educação religiosa, pois ele envolve toda a questão que foi tão proeminente na controvérsia, a questão do que é chamada de “atmosfera”. O que isso significa é que qualquer um que tenha o direito de responder à questão tem o direito de respondê-la como um tipo de questão que ela realmente é; uma questão que afeta a natureza de todo o mundo e o propósito de cada porção da vida humana. Se um homem ensina religião, é absurdo pedi-lo para ensiná-la como se fosse algo diferente, que não se aplicasse a todas as atividades do homem. A expressão “uma hora de religião” é algo muito próximo a uma contradição em termos. E é divertido notar que o mesmo cético casual que está sempre zombando do ortodoxo pelo seu comportamento e limitações, que está sempre falando de sua religião de domingo e sua separação das coisas sagradas e profanas, é geralmente o mesmo homem que mais prontamente faz pilhéria sobre a idéia de uma atmosfera religiosa nas escolas. Isto é, ele é exatamente quem mais se opõe às coisas sagradas e profanas serem unidas e a uma religião que funciona tanto nos dias de semana quanto aos domingos. A verdade é que a idéia de atmosfera é simplesmente uma peça da elementar psicologia infantil. Em qualquer outra questão, essas pessoas seriam as primeiras a nos dizer que a educação deve observar todas as influências que formam a mente, não importa quão aparentemente leve ou acidental. Eles se horrorizam se a criança tiver de olhar para o papel de parede errado; eles assumem seriamente a responsabilidade de garantir, no papel de parede, a correta imagem do wombat;[3] mas eles nos dizem não se importar que a criança tenha a correta imagem do mundo.

Não estou afirmando, claro, que não haja nenhum valor no entusiasmo social secular; ou mesmo que, na linguagem que alguns usam sinceramente e até utilmente, que ele não mereça ser chamado de religião. O que duvido é que ele mereça, neste sentido, ser chamado de razão. Ele não satisfaz a fome intelectual primária de um significado da vida, do qual certas pessoas falam bem, mesmo quando duvidam que isso signifique alguma coisa. A verdade é que há implícito em quase todo idealismo um número de idéias que os idealistas raramente seguem. Há a noção de uma escolha que é misteriosamente oferecida e que é seguida de igualmente misteriosas conseqüências; de um valor místico atribuído a uma parte de nossa natureza sem qualquer autoridade para avaliá-lo; de um tipo de elevado namoro com ninguém em particular; em resumo, todos os ricos matizes de uma fog londrina circundando um poste de luz sem a lâmpada. Estou longe de faltar ao respeito por este idealismo tateante; apenas digo que, baseado em sua própria confissão, ele é muito incompleto em comparação com o idealismo de alguém que professe uma completa filosofia, pois este tem um credo. E não tenho a intenção de ofender quando digo que qualquer um que tenha este tipo de educação é uma pessoa meio-educada.

Mas há outro aspecto do caso, que ilustra a verdade real no puritanismo assaz rústico das pessoas que criaram uma confusão em Dayton.[4] Para alguns de nós, parece estranho que tal protestantismo muito antiquado deva supostamente representar a religião. Parece estranho que tal darwinismo muito antiquado deva representar a ciência. Mas, de fato, o protesto e o processo naquela ocasião representaram algo. Mostraram o forte instinto popular de que, não sem justificativa, a ciência estava sendo manipulada de forma a significar muito mais do que ela realmente diz. Uma educação evolucionária é algo muito diferente de uma educação sobre evolução. Tal como uma escola religiosa aberta e admitidamente proporciona uma atmosfera religiosa, uma aula científica às vezes proporciona, consciente ou inconscientemente, uma atmosfera materialista. Um professor secularista teria tanta dificuldade quanto um padre de não dar sua própria resposta a questões que são as que mais merecem ser respondidas. Ele também fica um pouco incomodado de não colocar as coisas primeiras em primeiro lugar. Tende a cada vez mais transformar sua ciência em filosofia. Talvez seja discutível e provocativo chamar essa filosofia materialista. É mais educado e igualmente correto chamá-la monista. Mas a questão é que essa filosófica tem algo em si que é completamente estranha, não somente a todas as religiões que se referem à vontade de Deus, mas também a todas as moralidades que revolvem em torno da vontade do homem. Sua imagem do universo, certa ou errada, não é aquela de um poste instalado com o objetivo de ter uma lâmpada em seu topo; é mais a de um poste que cresce como uma árvore; um poste de luz que produz afinal sua própria lâmpada. Assim, considerando essa visão de um vago crescimento simplesmente como uma atmosfera e uma impressão nas mentes dos jovens (independente de sua veracidade ou falsidade), não há dúvidas de que ela tende à noção de que as coisas têm muito de algo em comum, são igualmente frutos inevitáveis da mesma árvore; e certamente não tende na direção da idéia de uma escolha moral e de um conflito; de um contraste entre o preto e o branco, ou a batalha entre a luz e a escuridão.

Não estou escrevendo polemicamente, nem querendo pressionar alguém afirmando isso como uma necessidade individual. Estou escrevendo educacionalmente, e considerando a impressão psicológica provável de certas atmosferas e matizes sutis. Digo que uma grande evolução na educação não faria a educação muito insistente em idéias de livre arbítrio e de moralidade guerreira; de escolhas e desafios dramáticos. Por que um fruto desafiaria outro fruto da mesma árvore; e como poderia haver uma escolha preto-e-branco em lentas gradações de verde? Assim, mesmo que ignoremos a questão primeira da religião, no sentido do propósito da criação, há o mesmo tipo de problema a respeito da religião mesmo que usemo-la no sentido do propósito de fazer o bem. Se um homem acredita que há um abismo entre o vício e a virtude tal com aquele entre a vida e a morte, ele quererá dizê-lo. E se outros homens somente dizem que tudo é produto de um crescimento evolucionário, ele não admitirá que eles disseram o que ele desejava dizer. Não é somente uma questão de que a educação secular parece indiferente à religião, mas que a educação científica parece indiferente à ética. Estou falando de efeitos educacionais, como os educadores fazem; e recusando todo tipo de recriminação sentimental sobre os objetivos puros e nobres dos homens de ciência. Muitos que desprezariam algo tão clássico como o ensino da retórica, estão sempre prontos a usar uma grande quantidade de retórica em louvor do ensino da ciência. Não estou atacando o ensino da ciência, muito menos os professores de ciência; estou dizendo que o ensino da evolução, se se tornar uma atmosfera, não pode ser uma atmosfera favorável à chama moral ou a um espírito guerreiro. Para resumir: o ensino da evolução é dificilmente um treinamento para revolução.

Ele dificilmente proporcionará uma força especial ao sentimento de que algumas coisas são intrinsecamente intoleráveis e outras imperativamente justas. Quando um reformador puder apenas dizer para um motorista-escravo, “Você está evoluindo muito vagarosamente; você deve ter emergido do estado-escravo”, o motorista-escravo pode apenas responder, “O senhor está evoluindo muito rapidamente; o senhor deve esperar até o século XXI.” Tal discussão dificilmente acenderá a chama do fanatismo de Harpers Ferry.[5] Parece-me, portanto, que os pobres puritanos de Tennessee não estão totalmente errados, na questão de psicologia educacional, se eles dizem que a educação evolucionária, mesmo que não seja um ataque à doutrina cristã, pode se tornar uma atmosfera muito estranha à moral cristã; e a qualquer tipo combativo e viril de moral. Depois da doutrina de que a existência é o resultado de um design, a próxima coisa mais interessante é que ela é o resultado de uma escolha; e mesmo que os homens fossem ensinados a ser ateus, duvido que o mero evolucionismo ter-lhes-ia ensinado a serem ateus impetuosos e guerreiros. E ver os ateus perderem sua única grande virtude da ferocidade seria, de fato, uma grande perda para a religião.

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[1] O que se chama no Brasil de educação laica. (N. do T.)
[2] Chesterton aqui se refere à lâmpada à gás, não à lâmpada elétrica. (N. do T.)
[3] Tipo de animal australiano. (N. do T.)
[4] Este artigo foi escrito em 1925, mesmo ano do famoso julgamento em Dayton, cidadezinha no Tennessee, EUA, de um professor que ensinava a teoria da evolução numa escola pública. (N. do T.)
[5] Harpers Ferry é uma cidade da Virgínia Ocidental, EUA, que foi local de uma rebelião abolicionista em 1859. (N. do T.)

A decadência da diplomacia brasileira

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA

Refletindo de forma primorosa sobre a trajetória política do presidente do Brasil, Armando Valadares alerta: O verdadeiro Lula da Silva é aquele que nos anos setenta se abraçava às guerrilhas terroristas das FARC e apoiava os crimes e torturas a meus compatriotas sob a tirania castrista.

Em meus artigos anteriores analisei a política do presidente do Brasil, comparando-o a Kerensky porque, do mesmo modo que este último, Lula da Silva foi o mais laborioso colaborador tentando aplanar o caminho para que os comunistas se apoderem dos povos e os escravizem, como vinha pretendendo (inutilmente) com Honduras.

Porém, nesta ocasião se equivocou; suas manobras se espatifaram contra a decisão de um povo valente e decidido, que Lula conspirou para escravizar, e que por defender a liberdade e a democracia não titubeou um só instante em enfrentar o mundo antes que submeter-se ao socialismo do século XXI.


Da mesma forma que Lula da Silva se lançou a fundo, tirando a máscara de moderado e respeitoso das leis, me sinto no dever e na obrigação de denunciar energicamente, de maneira se se quer menos diplomática, sua real natureza. O verdadeiro Lula da Silva é aquele que nos anos setenta se abraçava às guerrilhas terroristas das FARC e apoiava os crimes e torturas a meus compatriotas sob a tirania castrista. Há alguns anos, escrevi um artigo assinalando de maneira irrefutável sua cumplicidade com todos os inimigos da liberdade, com os terroristas e narco-traficantes guerrilheiros colombianos, salvadorenhos, etc. e aqueles planos totalitários do Foro de São Paulo.


Minha denúncia rigorosamente histórica e documentada com nomes, datas e locais, foi mencionada ao então candidato à presidência, Lula da Silva, pelo prestigioso jornalista brasileiro Boris Casoy em seu programa de televisão. Sem argumento, decomposto e iracundo, sua resposta foi chamar-me "picareta de Miami" em 8 de outubro de 2002.


A "moderação obrigada" do presidente brasileiro em seus anos de mandato foi determinada, não por uma mudança em seus sentimentos socialistas, mas pela fortaleza das instituições e do povo brasileiro que não lhe teriam permitido nunca transformar o país em um Estado marxista ao estilo de Cuba ou Venezuela. Com as mãos atadas e não podendo fazê-lo, não se atrevendo nem sequer a tentar, teve de contentar-se em apoiar, em se solidarizar com todos os depredadores de seus povos e, nostálgico de seu sonho frustrado de levar o Brasil ao socialismo chavista do século XXI, fez todo o possível, contribuiu com todas as forças de seus verdadeiros "ideais" empurrando outros países do continente ao modelo social que ele não pôde implantar em seu próprio país.


Daí seu resoluto apoio ao deposto presidente hondurenho Zelaya, um apoio quase doentio que levou o país que representa a violar todos os acordos diplomáticos internacionais. A atuação no caso de Honduras levou a outrora prestigiosa e respeitável diplomacia brasileira ao nível mais baixo, questionável e vergonhoso de sua história, que já muitos analistas qualificam como o Vietnã diplomático do Brasil.


Um editorial do Diario las Américas de 28 de setembro assinala que "o Brasil está violando abertamente em Honduras a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas que foi subscrita em 16 de abril de 1961, e que entrou em vigor depois das ratificações constitucionais correspondentes em 24 de abril de 1961.


A violação consiste em dar refúgio arbitrário na sede de sua missão diplomática em Tegucigalpa ao derrocado presidente Manuel Zelaya, especialmente por estar desde os balcões e sacadas do prédio, com microfone na mão, alentando os que queimaram automóveis e saquearam lojas na capital hondurenha".


Outro artigo da Convenção de Genebra, violado pelo governo do Brasil, o Parágrafo 3º do Artigo 41 da mencionada Convenção de Viena, deixa estabelecido claramente que o que o governo brasileiro está permitindo a Zelaya, desde sua sede diplomática chamando aos enfrentamentos, à violência, à desordem e ao terrorismo é ilegal e uma ingerência, e grosseira intromissão nos assuntos internos de Honduras.


Lula da Silva com sua atuação não está só violando a Convenção de Viena. O prestigioso jurista, diplomata de carreira e coordenador de Pro Justicia, Mauricio Velasco, em uma análise da atual situação na embaixada brasileira publicado no El Heraldo de Honduras, em 24 de setembro, assinala que: "A carta constitutiva da OEA proíbe um hóspede ou exilado em uma sede diplomática a dar declarações políticas a meios de comunicação".


Em 2005, - assinala o advogado Mauricio Velasco - "o deposto presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, pediu asilo político na embaixada do Brasil em Quito, (...) lhe foi concedido pelo governo brasileiro sempre e quando não houvesse manifestações de caráter político por parte do senhor Lucio Gutiérrez".


A Organização dos Estados Americanos, OEA, devia se pronunciar sobre estas violações porém não o fará, pois Insulza e o desprestigiado organismo que preside são marionetes de Chávez e dos países da ALBA, cúmplices nesta conspiração contra o heróico povo hondurenho e seus líderes que rechaçam o socialismo (comunismo) do século XXI.


Por que a diplomacia brasileira não atuou com Zelaya como o fez com o deposto presidente Lucio Gutiérrez? Para vergonha dos brasileiros, quem organizou, manejou e decidiu que Zelaya iria para a embaixada do Brasil foi Hugo Chávez, um estrangeiro ditando a política exterior desse país, com o beneplácito do presidente Lula da Silva. Que vergonha! O Senado brasileiro deveria investigar a fundo esses eventos.


Prepotente e desrespeitoso, o presidente brasileiro, em resposta a decisão soberana do governo constitucional de Honduras meses atrás, quando este lhe deu um prazo de 10 dias para definir o status de Zelaya, respondeu que ele ficaria ali até quando a ONU e a OEA quisessem, se esquecendo de que quem mandava em Honduras, por designação constitucional, era o Presidente Micheletti. Lula da Silva diz que não aceitará o resultado das eleições de 29 de novembro em Honduras, porém aceitou o resultado fraudulento do Irã, da Nicarágua, etc.


Quando toda a comunidade internacional está em brasas pelo perigo de uma guerra atômica desencadeada pelo louco do Irã, Lula da Silva declara que falou com Mahmoud Ahmadinejad e que este lhe garantiu que os reatores atômicos eram com fins pacíficos, e que ele, Lula, não tinha porque duvidar disto; e como uma afronta a mais aos brasileiros amantes da liberdade e aos povos civilizados do mundo, convida este terrorista para visitar o país.


Se em Honduras houver derramamento de sangue, mortos e mais episódios de violência e terrorismo, será pela ingerência de Lula da Silva ao permitir, em violação a todas as Leis e convenções internacionais, que o deposto presidente Zelaya continue usando a embaixada do Brasil para seus propósitos políticos e de desestabilização do país.


Armando Valladares, ex-preso político cubano, foi embaixador dos Estados Unidos na Comissão dos Direitos Humanos da ONU. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o prestigioso prêmio internacional de jornalismo ISCHIA 2009. Pintor, escritor, autor do Best Seller mundial "Contra toda a Esperança".


Fonte: Diario las Américas


Tradução: Graça Salgueiro

Macaquice e plágio

Macaquice e plágio


Olavo de Carvalho

16 de outubro de 2009



Esta semana, ganhou um prêmio de jornalismo o sr. Merval Pereira, cuja mais notável realização como articulista de O Globo tem consistido em repetir, sem citar-lhes a fonte, as informações sobre o Foro de São Paulo que forneci aos leitores daquele jornal desde a minha primeira coluna de 27 de maio de 2000 até à minha demissão em 2005. Informações que, tidas como muito exageradas e desagradáveis na ocasião, logo depois acabaram por se confirmar integralmente ao ponto de excitar, naquele e em outros membros da classe, a ânsia incontida de atribuir a si próprios, retroativamente, os méritos jornalísticos daquele em quem antes só viam deméritos.


Não cabe aqui falar de plágio, pois a lei brasileira define esta palavra como traslado literal apenas. Mas, que é um caso inequívoco de macaqueação retardada, é. Como no Brasil de hoje o que se chama de jornalismo é precisamente isso na melhor das hipóteses, devo admitir que a premiação do sr. Pereira tem a sua razão de ser. Creio mesmo que o comitê julgador que lhe concedeu essa honraria deve ter visto nele algum sinal de gênio, naquele sentido em que Albert Einstein dizia: "O segredo da genialidade, muitas vezes, consiste em ocultar as fontes."


Plágio, no sentido oficial do termo, foi o que veio logo a seguir: o sr. Paulo Ghiraldelli, colunista do Estadão que por motivos insondáveis se autodenomina "o filósofo de São Paulo", com ênfase no "o" (como se não fossem dessa cidade os quatro maiores filósofos que o Brasil já teve, Mário Ferreira dos Santos, Miguel Reale, Vicente Ferreira da Silva e Vilém Flusser), lançou na praça uma coleção de livros com título obscenamente copiado da minha "História Essencial da Filosofia".


Esse cidadão é aquele mesmo que, contestando fosse de Platão uma afirmação de Platão por mim reproduzida em artigo de jornal, continuou insistindo na negativa mesmo depois que lhe exibi o original grego da frase tal como constava da edição Loeb Classics, cuja idoneidade filológica jamais foi posta em dúvida -- de modo que me vi derrotado no debate por inépcia invencível do adversário, saindo dali humilhado e cabisbaixo, a meditar sobre o ensaio clássico de William Hazlitt, "As desvantagens da superioridade intelectual".


Ele é também aquele mesmo que negou com veemência fosse dele o traseiro pelado e peludo exibido, num vídeo do Youtube, ao lado do corpo nu da sua digníssima, sem nos explicar jamais quem seria então o proprietário daquela porção glútea, nem muito menos a razão, se alguma houvesse, da presença desse misterioso personagem em tão íntima cena familiar.

Em vista desses seus arrebatamentos metafísicos contra a realidade das coisas, temo que ele venha a negar, com a mesma obstinada convicção, que o título "História Essencial da Filosofia" seja igual a "História Essencial da Filosofia", infundindo destarte na minha alma as dúvidas mais atrozes quanto à existência do mundo exterior, à validade da lógica elementar ou à minha própria identidade pessoal. senão também à dele e à de tudo o mais.


Não ousarei, é claro, averiguar se nos seus livros ele copiou mais algum trecho do meu curso, pois para isso eu teria de ler a coisa inteira e tenho a certeza de que não sobreviveria a tão sublime experiência, sendo minha bolsa escrotal velha de 62 anos e já não tão elástica quanto em outros tempos.

No hospício do Dr. Mabuse

No hospício do Dr. Mabuse


Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 30 de novembro de 2009

http://www.olavodecarvalho.org/semana/091130dc.html


O uso maciço da fraude científica, em proporções jamais antes imaginadas, vem-se tornando o principal meio de imposição de novas políticas, a tal ponto que em breve a classe científica estará totalmente desaparelhada para servir de árbitro nas grandes questões da humanidade e se tornará uma militância política como qualquer outra, disposta a mentir até o último limite do descaramento e do cinismo, em favor de qualquer estupidez politicamente conveniente.


Prepare-se, caro leitor, e prepare seus filhos e netos, para viver num mundo de alucinações e fantasias desnorteantes, onde conhecer a verdade mesmo sobre coisas simples será um desafio que só pessoas investidas de uma coragem intelectual fora do comum poderão vencer. Prepare-se para viver no hospício do Dr. Mabuse, onde o mais louco dos pacientes faz a cabeça dos médicos e os coloca a serviço de seus planos malignos. O uso maciço da fraude científica, em proporções jamais antes imaginadas, vem-se tornando o principal meio de imposição de novas políticas, a tal ponto que em breve a classe científica estará totalmente desaparelhada para servir de árbitro nas grandes questões da humanidade e se tornará uma militância política como qualquer outra, disposta a mentir até o último limite do descaramento e do cinismo, em favor de qualquer estupidez politicamente conveniente.


Antigamente isso só acontecia nos regimes tirânicos onde o terror estatal reduzia os cientistas, pela força, a servidores da propaganda oficial. Agora é a própria classe científica que, intoxicada por ideologias insanas, estimulada por patrocínios bilionários e excitada pela ambição de poder, se oferece para fazer o serviço, traindo o ideal da ciência e ludibriando a opinião pública. O que antes seria um escândalo isolado tornou-se regra geral, e não escandaliza a mais ninguém. Mesmo aqueles que opõem alguma resistência à prostituição da autoridade científica lutam contra esse mal tão-somente na esfera dos debates acadêmicos, sem pensar em mover contra seus colegas corruptos a guerra judicial que merecem e que seria a última esperança de limpar o terreno. As forças da degradação avançam a passo firme, organizadas, unidas, armadas até os dentes, sem ter de enfrentar senão alguma pedrada esporádica, desferida por mão preguiçosa e vacilante. Como sempre tem acontecido desde o advento da mentalidade revolucionária no mundo, "the best lack all conviction, while the worst are full of passionate intensity".


Todo dia -- sem exagero, todo dia -- chegam novos exemplos de falsas pesquisas, imediatamente ecoadas pela mídia cúmplice como portadoras de "fatos científicos" definitivos e incontestáveis. A coisa já virou hábito e moda, fazendo da "autoridade acadêmica" nada mais que uma superstição residual, na qual só se pode acreditar por um ato de fé, contra toda evidência.


Só nas últimas horas do dia em que escrevo recebi, por internet, duas novas amostras. Uma ostentava a redução dos casos de doenças cardíacas em alguns Estados americanos, desde a adoção de medidas drásticas contra o fumo em lugares públicos, como prova dos riscos mortíferos do "fumo passivo". Bem escondidinho no meio dos dados estatísticos comprobatórios, quase invisível ao público leigo, vinha o autodesmascaramento da fraude: a incidência de doenças cardíacas tinha diminuído também entre os fumantes. Fumantes ativos, fornedores de sua própria dose de fumo passivo...


A segunda era mais admirável ainda: "Preconceito racial alimenta oposição aos planos de Obama", proclamava a revista da Escola Superior de Administração de Negócios da prestigiosa Universidade de Stanford. Na escassez geral de manifestações de racismo ostensivo da parte dos brancos, os sábios de Stanford apelaram ao recurso -- já tradicional no Brasil -- de cavoucar indícios de "racismo inconsciente". Método adotado: selecionar umas quantas cobaias, pró-Obama e anti-Obama, e verificar se associavam evocações negativas ou positivas a "nomes típicos de brancos", como Brett, Jane, William, ou a "nomes típicos de afro-americanos", como Aisha, Jamal, Ahmed etc. Os nomes eram apresentados numa lista misturada, sem alusões raciais, de modo que a população testada nem sabia que a pesquisa era sobre racismo. Tal como era de se prever, os "nomes de brancos" ganharam longe na preferência da turma anti-Obama. Daí, concluíam os autores da pesquisa, estava provado o "racismo sutil" que inspirava a oposição ao presidente americano.


Detalhe: Jamal, Aisha, Ahmed e outros nomes da mesma lista não são "nomes típicos de negros": são nomes islâmicos, tirados do Corão. Não evocam o negão do posto de gasolina, nem celebridades negras do show business como Michael Jackson, Denzel Washington ou Oprah Winfrey, ou do esporte como Eldrick "Tiger" Woods, nem intelectuais negros como Thomas Sowell, Alice Walker ou Langston Hughes. Evocam árabes com uma granada escondida no turbante ou uma carga de dinamite sob a djellabah. É inviável esperar que os americanos, especialmente republicanos e conservadores, gostem desses personagens. O silogismo implícito que orientava as conclusões da pesquisa era, portanto: se você não gosta de terroristas, você é um racista.


Antigamente, aliás, os negros chamavam-se Brett, Jane ou William como todo mundo, e até apreciavam especialmente nomes bíblicos como Moses, Aaron, Michael e Jonah. Os mais velhos ainda se chamam Thomas, como o economista Thomas Sowell, ou Alan, como o diplomata Alan Keyes, ou James, como o pastor James D. Manning -- três entre os mais ferozes opositores de Obama. Foi só nas últimas décadas, quando as forças políticas do Islam se infiltraram no movimento de direitos civis, que nomes islâmicos começaram a aparecer entre cidadãos negros americanos, mas mesmo assim estão longe de ser os mais freqüentes ou típicos, pela simples razão de que a maioria da comunidade negra é cristã.


Uma retórica banal convidaria a chamar de "desonra" a associação da Universidade de Stanford a essa empulhação. Mas a desonra pressupõe a existência da honra, e as universidades americanas já venderam a sua faz muito tempo.

Lula: "menino do MEP" não afirma nem nega

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA

Como se não bastassem os nexos de seu partido com o narcoterrorismo comunista do continente, as alianças espúrias no quadro geopolítico mundial, os escândalos que evidenciam como método a corrupção, a chantagem, a subversão ideológica e o aparelhamento da máquina governamental por parte de Lula e seu correligionários, agora pesa sobre o presidente do Brasil mais uma grave suspeita: a de tentar abusar sexualmente um companheiro de cela, quando preso pelo Dops em 1980.

A polêmica acusação parte de César Benjamim no artigo "Os filhos do Brasil", publicado na sexta-feira (27) no jornal Folha de S. Paulo. O ex-petista (hoje no PSOL) declara ter ouvido sobre a tentativa de abuso da boca do próprio Lula, durante um encontro entre amigos na campanha de 1994. Alguns dos envolvidos na questão saíram em defesa do presidente, mas há interesses óbvios da parte de todos eles para desqualificar Benjamim e proteger Lula. Mas já se sabe quem teria sido a vítima de "vossa excelência": João Batista dos Santos, ex-metalúrgico, o tal "menino do MEP". Ele nem afirmou, nem negou ter sido abusado pelo atual presidente: "Isso tudo é um mar de lama. Não vou falar com a imprensa. Quem fez a acusação que a comprove". Foi tudo o que disse.

O país está diante de uma acusação muito grave contra seu mais alto mandatário. Feita, sim, de maneira irresponsável e frívola, como é de costume em quase tudo o que se faz no jornal Folha de S. Paulo. O cineasta Silvio Tendler afirma que Lula disse tudo aquilo, com toda aquela riqueza de detalhes, em tom de brincadeira. Se isso for verdade, fica evidente a todos a baixeza moral de um presidente e de suas amizades mais próximas. E, se de fato, o que César Benjamim ouviu de Lula foi uma confissão, fica outra pergunta: por que só agora Benjamim resolveu pôr a boca no trombone?

Com base no comportamento da grande imprensa, infere-se que o imbróglio será abafado. Parece ser ingenuidade esperar uma investigação séria do Ministério da Justiça ou da Polícia Federal, ambos chefiados por Tarso Genro, kamarada de Lula da mais alta confiança.

Mais uma vez, a esquerda, com sua imoralidade e omissão, consegue humilhar a todo o país.

USAR O PORTUGUÊS

Fonte: SACRALIDADE

Arthur Virmond de Lacerda Neto

Certos brasileiros desejam induzir uma impressão de civilização superior nos consumidores: daí o apelo comercial dos americanismos, em que funciona um certo complexo de inferioridade dos brasileiros em face do estrangeiro.

Trata-se, em suma, de uma mentalidade, em que se desvalorizam o conhecimento e o cultivo da língua pátria.

Não admira que assim seja, em virtude da ideologia, presente nas escolas e universidades e professada pelos docentes, de que a gramática equivalendo a uma forma de dominação, dos ricos e burgueses, sobre os pobres e trabalhadores, o desprezo pela norma culta corresponde a uma libertação.

Falar mal, coloquialmente, tornou-se uma forma, ideológica, de identificação com os "excluídos". A isto, também, chama-se de marxismo cultural, a expressão, na cultura, dos princípios anticapitalistas e antiburgueses da ideologia concebida por Carlos Marx.

Saber bem o Português e empregar o que se sabe, é engrandecedor; é lamentável empobrecê-lo devido ao seu desconhecimento e é vergonhoso usá-lo com desleixo e preguiça.

mediocrização da Língua Portuguesa e marxismo cultural

Saber bem o Português e empregar o que se sabe, é engrandecedor!


Existe, da parte de muitos brasileiros, o costume de usarem termos em inglês, para designar objetos, ações e qualidades, ao invés de empregarem os equivalentes em português. Em lugar, por exemplo, de dizerem prospecto, dizem "folder"; preferem "flyer" a folheto e "cawboy" a vaqueiro; designam-se bares e boates com nomes em inglês; algumas lojas promovem "liquidaziones", com " tantos % off". Recentemente, introduziu-se "bulling", vale dizer, maus-tratos. Certas palavras, de importação norte-americana, imitadas servilmente entre nós, resultam em ridicularias, à exemplo de "inicializar", "visualizar", roupa "básica" (do inglês "basic", por roupa lisa) e roupa "casual" (do inglês "casual", por roupa informal). Nem é preciso mencionar "gay", por homossexual ou, para aportuguesar, guei.

Necessidade do uso dos americanismos (e dos estrangeirismos em geral), não há nenhuma. Nenhum termo estrangeiro corresponde à forma única e exclusiva de designar o significado respectivo, quero dizer, sempre se pode adotar um equivalente em vernáculo.


A língua portuguesa é rica, nos seus mais de setenta mil vocábulos; é rica, também, na possibilidade de se criarem neologismos, com prefixos e sufixos gregos e latinos e na de se adaptarem estrangeirismos, aportuguesando-os, ou seja, adaptando-os ao feitio do nosso idioma.


A chamada globalização não é uma causa do uso dos estrangeirismos: ela, apenas, cria-lhes a ocasião, a circunstância que a facilita, sendo as suas causas verdadeiras, a pobreza vocabular de quem os emprega, o desinteresse por adotar soluções em português, a suposta sofisticação dos vocábulos em inglês. Certos brasileiros, havendo viajado ao exterior, desejam, de alguma forma, induzir uma impressão de civilização superior nos consumidores: daí o apelo comercial dos americanismos, em que funciona um certo complexo de inferioridade dos brasileiros em face do estrangeiro.


Trata-se, em suma, de uma mentalidade, em que se desvalorizam o conhecimento e o cultivo da língua pátria. Não admira que assim seja, em virtude da ideologia, presente nas escolas e universidades e professada pelos docentes, de que a gramática equivalendo a uma forma de dominação, dos ricos e burgueses, sobre os pobres e trabalhadores, o desprezo pela norma culta corresponde a uma libertação.


Falar mal, coloquialmente, tornou-se uma forma, ideológica, de identificação com os "excluídos". A isto, também, chama-se de marxismo cultural, a expressão, na cultura, dos princípios anticapitalistas e antiburgueses da ideologia concebida por Carlos Marx.


O resultado desta mentalidade observa-se no empobrecimento da forma falada do português no Brasil, na sua simplificação crescente, na perda do seus mais variados recursos. O brasileiro já não sabe os plurais e usa todos os verbos no singular: eu é, é nós; acabou as férias; veio dois. Somos um povo que sabe mal a sua língua, que a fala mal, que a polui com estrangeirismos e cujo pessoal acadêmico professa o ódio à gramática e o desprezo pela norma culta como princípio filosófico, e os transmitem aos estudantes.


É natural que um povo que desdenha do seu idioma, se torne vulnerável a todos os estrangeirismos, em especial aos originários da língua inglesa. Tal mentalidade se agrava com a convicção, verdadeiramente infantil, de que os nomes em inglês atribuem sofisticação aos estabelecimentos que nominam: daí os edifícios, as lojas, os restaurantes, os bares, as boates, designados em inglês. É como se o estabelecimento adquirisse uma qualidade, dos seus serviços e produtos, superior aos que ofereceria, se designado em Português: há um misticismo perfeitamente irracional e que contém uma parcela de ostentação, de valorização da aparência, em detrimento do conteúdo, mais presente, aliás, em Curitiba, do que em outras cidades do Brasil.


Todo idioma recebe importações; os vocábulos circulam de uns para outros, o que, todavia, não justifica a adoção de estrangeirismos, fora de qualquer critério, passivamente, sem um mínimo de avaliação crítica da sua necessidade, da sua oportunidade e, sobretudo, da possibilidade da adoção de um equivalente em Português.


Os estrangeirismos circulam porque as pessoas os usam; porque lhes falta, a elas, consciência de que a língua pátria pode (e deve) corresponder a um valor; de que constitui um patrimônio riquíssimo, que dispõe de abundantes recursos, que podemos (e devemos) empregar. Saber bem o Português e empregar o que se sabe, é engrandecedor; é lamentável empobrecê-lo devido ao seu desconhecimento e é vergonhoso usá-lo com desleixo e preguiça.


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Arthur Virmond de Lacerda Neto diplomou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná e cursou Mestrado em História do Direito na Universidade de Lisboa; Professor de Direito, e escritor. Em sua obra Dilema em Braga, denuncia o processo de mediocrização que vem sofrendo a Língua Portuguesa no Brasil.

Governo do Distrito Federal e a estratégia revolucionária

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
Nivaldo Cordeiro | 01 Dezembro 2009
Artigos - Governo do PT


Não nos enganemos: aqueles que dão a ordem de gravação são moralmente muito piores do que aqueles que são gravados. Prefiro os patrimonialistas aos revolucionários no poder. Estes não querem melhorar as nossas práticas políticas; querem tão somente o poder total.


Penso que o Brasil inteiro acompanha com nojo o desenrolar dos acontecimentos envolvendo o Governo do Distrito Federal (GDF). De repente caiu a máscara de todo mundo da situação, daqueles que integram o poder local. Em um processo de filmagem inovador, com suporte judicial, um delator graúdo filmou seus pares e seu chefe, o governador, em pleno processo de reparte do butim de propinas. O que há de novo nisso? Meu caro leitor, há muitas novidades, que precisam ser consideradas, além da imundície da corrupção exposta. Vejamos algumas.


Em primeiro lugar, o método. A Justiça tomou um acusado antigo e, não sei por que vias legais, o transformou em repórter do esgoto da corrupção do GDF. Eu jamais tinha ouvido falar nesse método de investigação, que de investigação nada tem: na verdade, é método de comunicação política esmagadoramente eficiente para destruir os adversários políticos do PT. Praticamente eliminou-se a possibilidade das forças petistas perderem o pleito do ano que vem em Brasília. José Roberto Arruda e aqueles a quem ele está ligado estão liquidados. Da mesma forma, as forças em torno de Joaquim Roriz. O vácuo político criado será preenchido alegremente pelo PT. É puro terrorismo policial contras os adversários.


Em segundo lugar, a desproporção de forças entre os quadros do PT, que controlam a Justiça e a Polícia Federal, e as forças políticas tradicionais. O PT há oito anos aperfeiçoa sua ação underground. Agora veremos toda a força dessa gente atuando no período eleitoral para derrotar os adversários antes dos eleitores irem votar. É um método policial de destruição, podemos dizer, altamente devastador. Ademais, aquelas forças que não foram formalmente denunciadas poderão agora ser caladas pela simples ameaça de os agentes governistas porem em marcha seus recursos policialescos. Os agentes federais são agora os "finger men" do petismo. Estamos praticamente vivendo dentro de uma ditadura policial sem que a ordem jurídica formal tenha sido quebrada.


Não adianta argumentar que José Roberto Arruda e sua quadrilha têm culpa no cartório. Todos os agentes políticos fazem exatamente o que os relatos dos jornais trouxeram. É assim que tem funcionado a chamada política patrimonialista desde que o mundo é mundo. O fato novo é que temos um governante que não hesita em usar os modernos meios de ação para, seletivamente, pôr em movimento as forças judiciais e policiais com o fim último de destruir os inimigos políticos. Não nos enganemos: aqueles que dão a ordem de gravação são moralmente muito piores do que aqueles que são gravados. Prefiro os patrimonialistas aos revolucionários no poder. Estes não querem melhorar as nossas práticas políticas; querem tão somente o poder total.


Então não se trata de ser favorável ou não ao combate à corrupção política. Essa é uma falsa questão. Menos ainda de aperfeiçoar as práticas democráticas. Trata-se de perceber que é uma jogada suja dos que controlam o aparato repressivo contra os políticos tradicionais. Estes políticos, assim como os empresários, até agora entenderam que o PT é um partido comum, normal. Erraram: o PT é um partido revolucionário e, enquanto tal, está chegando às últimas conseqüências contra aqueles que estão em seu caminho na política e no meio empresarial. É por isso que Lula e o PT estão tão confiantes na candidatura Dilma. Sabem os botões que dispõem para executar aqueles que atrapalham seus planos.


Enquanto a população eleitora fica chocada diante do noticiário da tevê o PT avança célere rumo ao seu objetivo último, o totalitarismo. É por isso que vejo a situação do GDF com muito medo. É o prelúdio do que está por vir. Os políticos patrimonialistas recebem sua propina e deixam o povo viver em paz. Já os revolucionários querem muito mais que propinas (lembremo-nos do Mensalão), querem implantar por aqui um outro mundo possível, o Estado Total. São tempos de grandes perigos.


COMUNISMO NA POLÔNIA AGORA É CRIME!!! ASSIM QUE SE FAZ!!!

NA POLÔNIA APOLOGIA AO COMUNISMO AGORA É CRIME

Por Francesco Tortora (Corriere della sera, Nov/27/2009)


MILÃO - Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, decidiram derrubar as estátuas de Lênin e Marx e seguir as democracias ocidentais. Recentemente, os políticos poloneses apresentaram uma emenda de alteração da Lei ordinária, proibindo quaisquer símbolos dos países comunistas do Leste Europeu.

O Senado aprovou uma alteração ao artigo 256 do Código Penal, que considera ilegais todos os símbolos comumistas. Qualquer pessoa que os use ou tenha a posse pode pegar até dois anos de prisão por ter cometido o crime de "apologia do comunismo".


Na próxima segunda feira(30/11/09) o Presidente da República Leck Kaczynski sancionará a Lei, que provavelmente entrará em vigor a partir do próximo ano. Neste ponto, até mesmo usar camiseta com a imagem de Che Guevara, ou simplesmente cantar a Internacional nas ruas de Varsóvia será considerado um crime na Polônia.



ALTERAÇÃO - A nova lei proíbe expressamente todas as imagens que exaltem qualaquer sistema antidemocrático: proibe "a fabricação, distribuição, venda ou posse dos objetos que lembrem os símbolos do fascismo, do comunismo e outros totalitarismos.


Um dos principais promotores da Lei é Jaroslaw Kaczynski, irmão gêmeo do Presidente da República e líder do partido de oposição, “Lei e Justiça ". Segundo Kaczynski, esta lei é sagrada, porque o comunismo é um símbolo negativo dos anos '900, 'Nenhuma imagem do comunismo tem o direito de existir na Polônia - disse à mídia local, o líder da oposição - A comunismo e seu sistema de genocídio deve ser comparado com o nazismo. "

Muitos historiadores poloneses compartilham a tese de Kaczynski: “O comunismo era um sistema terrível e assassino, causador da morte de milhões de pessoas”, disse o historiador Wojciech Roszkowski. "Não é errado comparar com o nazismo - enfatiza o estudioso polonês - e por isso os dois sistemas e os seus símbolos devem ser tratados da mesma maneira."

Passado que está presente - Embora os comunistas não tenham qualquer influência política na Polônia, parece que o passado ainda está no presente. Nas últimas semanas, a Polônia foi, o país que mais lutou contra a candidatura de Massimo D'Alema, para Ministro Chanceler da União Européia.

Tombinsky, Embaixador da Polónia na UE, definiu D'Alema, como "um problema", devido a seu passado comunista e afirmou que, era mais adequado para ocupar a posição "uma pessoa cuja autoridade não pudesse ser contestada por causa da afiliação política no passado".

Recentemente, o lançamento do filme do diretor Andrzej Wajda, que conta a história do massacre de Katyn, durante a Segunda Guerra Mundial (os soviéticos assassinaram mais de 20.000 soldados poloneses e civis) suscitou uma onda de ódio renovado contra os opressores russos.


LIBERDADE DE EXPRESSÃO
- Conforme salientou o Times de Londres, o objetivo dos políticos poloneses é claro: "tornar invisível o comunismo." O Ministro de Relações Exteriores, Radoslaw Sikorski, ressaltou que o Palácio da Cultura e da Ciência, o mais alto arranha-céus da Polónia, deve ser demolido, porque foi um presente de Stalin para os cidadãos de Varsóvia.


Não importa que, ao longo dos anos, se tenha tornado um dos símbolos da cidade: "Se demolido, a Polónia, também teria a imagem dos restos do comunismo, como a Alemanha tem os restos do Muro de Berlim. Até mesmo em termos ecológicos é uma construção muito poluente. "



A batalha contra o comunismo tem o apoio do público e da imprensa: "O ponto central é demonstrar que não há nada de romântico ou engraçado no comunismo", disse um repórter polonês ao “The Times”. "O comunismo - continua o jornalista - não era um jogo. Nem a ideologia que aquecia o coração. O comunismo, deixava o coração doente, murcho e frio.”



Fonte: http://www.corriere.it/esteri/09_novembre_27/polonia-simboli-comunisti-francesco-tortora_391878b8-db58-11de-abc5-00144f02aabc.shtml


Tradução livre, por Arlindo Montenegro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".