Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Presidente de UnoAmérica na RCN: “Em 15 de fevereiro haverá fraude”

UNOAMERICA
2009-02-02


Bogotá, 2 de fevereiro (UnoAmérica) – Por motivo de completar dez anos do governo de Hugo Chávez, a cadeia colombiana de televisão RCN convidou hoje o ex-candidato presidencial venezuelano e presidente de UnoAmérica, Alejandro Peña Esclusa, para participar em um programa especial sobre o tema.

 

Peña Esclusa opinou que “estes dez anos serão lembrados no futuro como uma época escura, na qual se destruíram as liberdades e a democracia; fizeram-se alianças com grupos terroristas e governos foragidos, e se dilapidou a maior fortuna da história da Venezuela”.

 

O dirigente venezuelano denunciou que em 15 de fevereiro, data em que se realizará a consulta sobre a emenda constitucional que permite a reeleição permanente,“Chávez perderá, porém a imporá ilegalmente, com medo de uma fraude massiva”. Segundo Peña Esclusa, o mandatário venezuelano sabe que vem uma grave crise econômica na Venezuela e necessita impor a emenda agora, porque depois se verá debilitado pela crise.

 

“Todavia” – explicou – “essa suposta vitória será pírrica, porque será interpretada pelos venezuelanos e pelo mundo inteiro como um golpe de Estado, que acabará definitivamente com sua legitimidade”.

 

O dirigente venezuelano aproveitou sua presença em Bogotá para oferecer desculpas ao povo colombiano pelo apoio que Chávez tem dado às FARC, pela ruptura de relações e envio de tropas à fronteira, e pelos insultos proferidos contra Pastrana e Uribe.

 

Peña Esclusa é presidente da associação civil Fuerza Solidaria, e no ano passado foi eleito presidente de UnoAmérica, uma confederação de organizações não-governamentais (ONGs) com presença na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, El Salvador, Peru, Uruguai e Venezuela. A Secretaria Executiva de UnoAmérica está situada em Bogotá, representada pela Federación Verdad Colombia.

 

Tradução: Graça Salgueiro

KIBELOCO ataca novamente

Iguaizinhos mesmo...

MUITO BOA! - Entenda o Mercosul

LOST IN THE E-JUNGLE



Argentina
Confundem primeira-dama com chefe de governo, luta-livre com futebol e lamúrias de corno com música. Fizeram uma guerra contra uma ilha habitada apenas por pingüins. E perderam.


Paraguai
A rigor não é nem país - é apenas uma feira livre com status de nação. Falsificam tudo: DVDs, cigarros, videogames e a história de Itaipu.


Uruguai
Também não é exatamente um país, é uma fazenda. 90% da população é gado. O resto é ovelha.


Venezuela
Eles têm certeza de que Simon Bolívar e o Batman são a mesma pessoa. O presidente é uma mistura de Fidel Castro com Didi Mocó. Têm muito petróleo. Eles usam pra beber e tomar banho.


Bolívia
O presidente é a cara do Zacarias.


Chile
Não é país, é molho apimentado.


Peru
Você levaria a sério um lugar chamado Frango? Pois é.


Colômbia
A maior intelectual deles é a Shakira o restante vive em função da ‘farinha’.


Equador
Não é país, é linha.


E finalmente…

Brasil:
Metade da população passa o dia inteiro batendo tambor pra outra metade rebolar. Têm bananas na cabeça e tocam pandeiro por qualquer motivo besta (epidemia de disenteria, volta da dengue, aumento da inflação, etc.). O presidente é um homem singular: nunca acertou um plural.


Agora me digam, como é que o MERCOSUL pode dar certo?????

Reféns de um blefe


Diário do Comércio, 2 de fevereiro de 2009

Segundo pesquisa publicada na Folha de S. Paulo do último dia 25, a maioria dos brasileiros – até eventuais simpatizantes do PT – é contra as intromissões do governo na mídia e nos sindicatos. Pesquisas anteriores (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=eleitor-brasileiro-conservador&cod_Post=40197&a=111) mostraram que, dos nossos conterrâneos, 79 por cento são contra a descriminalização da maconha, 63 por cento contra a legalização do aborto, 84% defendem a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e 51% querem a instituição da pena de morte. Como se esses resultados já não falassem por si, e como se o plebiscito das armas também não fosse eloqüente o bastante, 47 por cento se definem explicitamente como “de direita”, 23 por cento “de centro” e apenas 30 por cento “de esquerda”.


Por que diabos, então, não há um partido que fale pela maioria, um autêntico partido conservador neste país? Por que, entre os políticos, até aqueles que em privado defendem idéias conservadoras fazem questão de ostentar sempre algum esquerdismo em público, na ilusão estúpida de que isso lhes dará votos?


A resposta é bem conhecida dos esquerdistas. Quatro décadas atrás, o cientista político Michael Parenti (Inventing Reality: The Politics of the Mass Media, New York, St. Martin's Press, 1968) já ensinava à sua platéia de militantes que não deviam se deixar impressionar pela opinião dominante da mídia, a qual em grande parte dos casos não era dominante de maneira alguma, apenas fingia sê-lo: os mandarins do jornalismo faziam-se de porta-vozes de uma maioria que, em geral, não seguia as preferências deles no mais mínimo que fosse.


A esquerda absorveu essa lição e, logo na geração seguinte, já aplicava o truque com uma destreza, com uma pertinácia, com um cinismo que seus antecessores nas salas de redação não poderiam nem mesmo ter imaginado.


Nossos conservadores e liberais não entenderam isso até hoje. Acreditam piamente que se desagradarem aos articulistas da Folha e do Globo estarão desagradando o eleitorado, quando na verdade quem o desagrada é a Folha, é o Globo, é a elite midiática em geral.


A tiragem dos nossos “grandes jornais”, hoje substancialmente a mesma dos anos 50, enquanto a população triplicou e o analfabetismo praticamente desapareceu, já basta para mostrar que a influência dos jornalistas sobre a opinião popular é mínima, é ridícula, é desprezível. O que lhes sobra é pose, é encenação, é um talento extraordinário para o blefe, para a chantagem psicológica. Justamente porque sabem que não fazem a opinião pública, esmeram-se em fazer-se de donos dela, e mediante esse truque bobo inibem os direitistas e conservadores, tornando-os reféns de um perigo imaginário.



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http://www.seminariodefilosofia.org/forum/15

A ditadura minimalista

MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Olavo de Carvalho | Sex, 06 de Fevereiro de 2009

“A estratégia das revoluções de hoje, nos países capitalistas desenvolvidos, tem de orientar-se para ganhar os aparatos ideológicos do Estado – e não destruí-los como previa a doutrina leninista... Entre os aparatos ideológicos que atuam sobre a consciência, estão os religiosos, os familiares, os jurídicos, os políticos, os de informação – imprensa, rádio e televisão – e os culturais... E aí está a chave para transformar o Estado por ‘uma via democrática'." (Santiago Carrillo, Eurocomunismo y Estado, Madrid, 1977.)

Esse programa está sendo cumprido no Brasil há tempo suficiente para tornar bem clara a única diferença que o separa da estratégia leninista.

Lenin pregava a conquista do Estado por via insurrecional sob o comando de uma elite autoritária. Quaisquer que fossem os vícios e horrores dessa ditadura, ela não poderia ser acusada de tentar fazer-se passar por uma democracia. A tirania leninista tinha a virtude de seu inventor: a sinceridade brutal dos cínicos.

Já na “transição democrática”, que Carrillo aprendeu em Gramsci, não há ditadura, não há nem mesmo um chefe que se proclame chefe: longe de encarnar-se na figura visível de um líder autoritário, a mão de ferro do partido se desmembra, se subdivide em milhares de dedos autônomos, espalhados discretamente por todo o tecido da sociedade, agindo por vias independentes nas quais só o estudioso discerne a unidade de uma estratégia e onde o povo não consegue ver senão aquela convergência fortuita de resultados, que dá ao conjunto a autoridade miraculosa do curso impessoal da História.

Mas como se dá, em cada uma dessas pequenas unidades, a ocupação do espaço pelos comunistas? Ao contrário do que acontece na esfera eleitoral, onde cada partido é fiscalizado por seus adversários, a luta pelo poder numa empresa, numa escola, numa igreja simplesmente não tem regras. Uma vez conquistada a chefia, o grupo dominante faz o que quer: contrata, demite, ameaça, impõe e, enfim, não governa como um presidente constitucional cuja autoridade é limitada por um Parlamento, mas como um galo que manda e desmanda no galinheiro.

A ditadura, a que a elite comunista abdicou em aparência, é assim restaurada sob a forma de uma multiplicidade de pequenas ditaduras, onde o arbítrio de tiranetes reina gostosamente longe de toda fiscalização pública, tudo sob a sutil coordenação de um partido que, diante dos holofotes, continua exibindo sua carinha bisonha de neodemocrata.

Neste mesmo momento, milhares de subordinados politicamente inconvenientes, na imprensa, no mundo editorial, nas escolas, nas clínicas de psicologia, estão sendo pressionados, chantageados, ameaçados e forçados a seguir uma “linha justa”, que, apresentada diante das câmeras como proposta eleitoral, seria rejeitada no ato com horror e indignação.

Transferida para a meia-luz difusa da “sociedade civil”, a ditadura minimalista passa despercebida, em parte porque a imprensa já está domada para obedecê-la, em parte porque as mentalidades independentes que ali restam mantêm os olhos voltados para a cena política ostensiva, sem suspeitar do que se passa nos cantos mais discretos da vida nacional.

O mais asqueroso da história é que, nenhum outro partido tendo a descomunal cara-de-pau de empreender idêntica manobra, a usurpação comunista encontra campo livre, arrombando portas abertas e arrogando-se um poder a que o tempo e a falta de contestações acabam por dar a legitimidade de um direito adquirido. Foi assim que o simples rótulo de “direitista” se tornou alegação bastante para desqualificar um mestrando na universidade, um candidato a bispo nas igrejas ou um postulante a emprego nos jornais e revistas, como se a hegemonia esquerdista fosse uma cláusula pétrea da Constituição. Capitalistas liberais cretinos, covardes, aproveitadores – ou talvez afetados de “síndrome de Estocolmo” – se acumpliciam com a operação, financiando-a nababescamente em troca dos aplausos do beautiful people esquerdista, elevado, para cúmulo de sem-vergonhice, à condição de distribuidor exclusivo dos encantos sociais.


O mais lindo efeito dessa manobra é a rasteira que, por meio dela, a esquerda vem dando no processo eleitoral, de modo a, rejeitada nas urnas, poder governar sem as responsabilidades de governo.


Fonte: www.olavodecarvalho.org

This joke was nominated for best joke of the year.

POR E-MAIL (sic)
...embora os gringos jurem não ser piada.
M.

A Russian arrives in New York City as a new immigrant to the United States . He stops the first person he sees walking down the street and says, "Thank you Mr. American for letting me into this country, giving me housing, food stamps, free medical care, and a free education!"

The passerby says, "You are mistaken, I am a Mexican.."

The man goes on and encounters another passerby. "Thank you for having such a beautiful country here in America ."

The person says, "I not American, I Vietnamese."

The new arrival walks farther, and the next person he sees he stops, shakes his hand, and says, "Thank you for wonderful America !"

That person puts up his hand and says, "I am from Middle East . I am not American."

He finally sees a nice lady and asks, "Are you an American?" She says, "No, I am from Africa."

Puzzled, he asks her, "Where are all the Americans?"

The African lady checks her watch and says, "Probably at work."


O que é educação clássica?

MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Lucas Mafaldo | Seg, 09 de Fevereiro de 2009

Introdução

Educação clássica é uma filosofia da educação apoiada em práticas de ensino acumuladas ao longo de vários séculos; é uma tradição que se inicia na Grécia antiga e atravessa todo o período medieval, renascentista e moderno até chegar ao século XX, nos Estados Unidos, sendo sistematizada e divulgada com o nome de liberal education.

No sentido mais abrangente do termo, educação clássica é uma idéia geral de educação que passou por diferentes manifestações particulares ao longo história. Cada uma destas manifestações possui suas características peculiares, no entanto, todas elas participam dos mesmos traços essenciais.

O objetivo deste artigo é expor quais são estes traços essenciais.

1) O conhecimento como fim e não como meio

A educação clássica visa uma formação integral e não apenas uma formação técnica.

No ensino utilitarista, o conhecimento não tem valor em si próprio, mas apenas na medida em que serve para um fim externo: é a educação para formar técnicos aptos a exercer certos papéis na sociedade. Este tipo de ensino certamente é necessário para a vida em sociedade, e não faz o menor sentido querer prescindir dele. No entanto, não podemos colocá-lo como a única finalidade do processo educativo porque o ser humano possui vários aspectos que transcendem a sua ocupação profissional.

A educação clássica tem como objetivo cultivar no homem estes aspectos que, embora transcendam sua profissão, continuam fazendo parte de sua personalidade. Por isto, se trata de uma filosofia integral de ensino: ela não se limita a transmitir conhecimentos técnicos, mas procura cultivar a sensibilidade, a cultura e os valores.

2) Formação ao invés de mera informação

Uma segunda característica da educação clássica é que ela não se limita à transmissão de informações, mas procura desenvolver no aluno o senso de proporcionalidade e hierarquia no conhecimento.

Informações são apenas dados pontuais, pedaços de conhecimento dispersos. As informações são importantes, mas fazem poucos sentidos sem os quadros conceituais que tornam estas informações inteligíveis.

Por isso, o foco da educação clássica, ao contrário do ensino oficial brasileiro, não é transmitir informações, mas sim, em ensinar o aluno a organizar o seu conhecimento; ou seja, de analisar e sintetizar as informações recebidas, criando uma concepção integrada e hierarquizada do quê se está estudando. Esta proposta é preferível porque uma vez que o aluno tenha aprendido a organizar o seu conhecimento, ele pode facilmente encontrar as informações faltantes. No entanto, o aluno que recebe apenas informações e não aprende a lidar com conceitos, terá sempre um entendimento limitado de qualquer assunto que estude.

3) A defesa da consciência individual contra a massificação


Uma terceira característica essencial é que ela é centrada na formação da consciência individual e, por isso, é o único modelo realmente não-ideológico de formação intelectual. O papel da educação é ensinar ao aluno como pensar, e não o quê pensar; o professor mostra o caminho e os instrumentos, e cabe ao aluno continuar o processo.

Na educação clássica, os alunos, ao invés de serem convidados a adotar uma visão de mundo uniformizada, aprendem a cultivar sua própria mente, formando opiniões próprias e bem fundamentadas sobre os assuntos que discutem.

4) O conhecimento, embora seja uma elaboração individual, almeja alcançar uma verdade objetiva

A educação clássica não segue os teóricos que pregam a abolição da noção de verdade objetiva. Embora ela saiba que todo conhecimento envolve uma elaboração individual, este trabalho subjetivo é feito em cima de dados objetivos.

Ou seja, as noções de objetividade e subjetividade não são vistas como sendo contraditórias: embora o conhecimento nasça da consciência individual, esta consciência não está separada do mundo por um abismo solipisista. A consciência do indivíduo cresce ao se alimentar dos dados objetivos que recebe da realidade.

5) Transcendência das limitações da época e da cultura imediata

É incorreto dizer que a educação clássica é contra a cultura popular, como querem alguns de seus críticos. Não faz parte de seu programa excluir nenhum tipo de manifestação cultural.

No entanto, este erro ocorre porque, embora respeite cada cultura local, a educação clássica procurar levar o sujeito a conhecer diferentes culturas, de diferentes épocas e locais, especialmente a que foi produzida pelos grandes gênios de cada época. Mas não se trata de rejeitar uma em nome da outra: trata-se de oferecer, a cada indivíduo, a possibilidade de escolher o que lhe parece mais adequado dentro de tudo que já foi produzido pelo espírito humano.

A crença básica da educação clássica é que o espírito do aluno sai engrandecido - e não diminuído - pelo contato direto com diferentes visões de mundo. O fato dele conhecer uma visão de mundo diferente não significa que ele irá abandonar a sua cultura local; significa apenas que ele terá um universo maior de escolhas possíveis - e entre estas escolhas, evidentemente, está tanto a possibilidade de rejeitar o novo conhecimento em nome do antigo, como também de fundir os dois campos culturais e produzir algo ainda mais interessante do que existia anteriormente.

Os inimigos da alta cultura, portanto, fazem um desserviço aos que pretendem ajudar. No fundo, estão apenas limitando as escolhas dos alunos e empobrecendo o seu universo cultural. A educação clássica tem como objetivo reverter o mal que estes falsos amigos os fazem e oferecer aos indivíduos o leque cultural mais amplo possível.

6) Os grandes livros: os clássicos do pensamento ocidental

A sexta e última característica da educação clássica é que ela é sempre feita através dos "grandes livros", que é como Adler chamava os clássicos do pensamento ocidental.

Hoje em dia, os alunos, mesmo no nível universitário, não estão mais acostumados a ler os grandes clássicos. Consideram a leitura difícil, enfadonha e estão sempre "ocupados demais" para este tipo de dedicação. Isto acontece porque eles foram habituados a estudar exclusivamente a partir de manuais acadêmicos - quando não apenas a partir de trechos soltos de alguns destes manuais.

O problema com os manuais é que eles sempre estão muito abaixo do nível intelectual dos grandes livros de uma disciplina. Em qualquer tema de estudo foram escritos alguns clássicos que definiram o curso do pensamento, ao quê se seguiram vários artigos e livros menores discutindo o assunto. Os manuais nascem no final desta cadeia, procurando simplificar e resumir toda a discussão anterior.

Certamente o intuito com que são escritos é louvável: introduzir o aluno em discussão complexa. No entanto, eles só servem como degrau inicial para a formação do aluno, pois eles nunca mantêm o mesmo rigor intelectual com que foram escritos os clássicos da disciplina.

Isto ocorre, em primeiro lugar, porque os autores dos manuais visam o aluno médio e, por isso, excluem do texto todos os aspectos mais complicados do tema. Os clássicos, ao contrário, foram escritos para os homens mais inteligentes do seu tempo e, por isso, trazem justamente as questões mais elevadas. Além disso, os autores dos clássicos foram os grandes gênios da humanidade, enquanto os autores de manuais costumam ser professores medianos que, embora tenham um domínio razoável da disciplina, não foram capazes de produzir uma contribuição original para o conhecimento.

Os manuais, portanto, são excelentes para introduzir o aluno em uma discussão, mas jamais serão suficientes para habilitá-lo a discutir as grandes questões do seu campo de estudo. Para formar estudantes de altíssimo nível, capazes de levar o conhecimento que receberam a um novo patamar, o único caminho é através da leitura direta dos clássicos.

Caso um ensino se baseie quase exclusivamente em manuais - como no caso do nosso ensino nacional - iremos formar apenas alunos medianos. Mas, se fizer um ensino baseado nos clássicos, iremos formar uma geração de alunos familiarizada com a história das grandes idéias de sua disciplina e, portanto, habilitada a discutir as questões mais elevadas. Ou seja, capaz de participar daquilo que Adler chama de "grande conversação".

Resumindo

Com isso, acredito, podemos ter uma boa idéia do que seja a essência de uma educação liberal:

1. Ela é uma educação não-profissionalizante, que busca uma formação integral do homem;

2. Ela não tem como objetivo a aquisição de informações pontuais, mas sim, de desenvolver a capacidade do aluno em raciocinar e organizar de forma independente as informações que recebe;

3. Ela não se volta para a formação em massa, para a difusão de uma visão de mundo, mas para que cada aluno cultive a própria consciência individual;

4. A educação liberal é o exato oposto do subjetivismo que ameaça fechar cada sujeito em si mesmo, pois seu objetivo é abrir a alma do aluno às influências universais;

5. A educação liberal resgata o sujeito do imediatismo e permite que ele julgue a sua própria cultura a partir das aquisições culturais de outras épocas;

6. O aluno que recebe uma educação liberal se torna um espectador consciente da história das idéias, discutindo com as grandes mentes que moldaram o pensamento ocidental.

Conclusão

Podemos perceber claramente que no Brasil jamais existiu de forma consistente e continuada um esforço em promover a educação clássica. O ensino brasileiro é, na melhor das hipóteses, meramente profissionalizante, quando não recai simplesmente na doutrinação ideológica rasteira.

Acredito que quem tiver acompanhado esta exposição, concordará que não há tarefa mais urgente e importante para o nosso país do que criar em nossa sociedade focos de educação clássica para revitalizar os nossos debates intelectuais - uma tarefa que talvez seja tão difícil quanto necessária; e, por isso mesmo, digna de nossos melhores esforços.


Leia também:

 

 

 

 

 


 

Publicado originalmente em www.aristoi.com.br


As maravilhas da Revolução Francesa - FRANCESES DA VENDÉIA PEDEM PARA MASSACRE DA REVOLUÇÃO SER DENOMINADO “GENOCÍDIO”

HOMEM CULTO
Fevereiro 8, 2009

Cavaleiro do Templo: as obras máximas de toda revolução sempre foram e sempre serão assassinatos em massa daqueles que não são "abençoados" com a luz que ilumina os revolucionários e a elevação de um grupo ao status máximo do novo estado: a nova classe dominante revolucionária. Ou seja, se as revoluções dizem que brigam contra a opressão de uns pelos outros o que eles impõem depois do processo é NO MÍNIMO o mesmo domínio de seu grupo de esfarrapados físicos, morais e intelectuais SOBRE TODOS OS OUTROS. É, portanto, como diz Olavo de Carvalho, a mentira mais nojenta que se pode contar para a tomada do PODER TOTAL. Leiam a "obra francesa" abaixo.

No início de 1794 – no auge do Reino do Terror – soldados franceses marcharam pela Vendéia atlântica, onde camponeses tinham se levantado contra o governo revolucionário em Paris.

Dozes “colunas infernais” comandadas pelo general Louis-Marie Turreau receberam ordens para matar qualquer um e qualquer coisa que vissem. Milhares de pessoas – incluindo mulheres e crianças – foram massacradas à sangue-frio, e fazendas e aldeias incendiadas.

Na cidade de Nantes, o comandante revolucionário Jean-Baptiste Carrier livrou-se de prisioneiros de guerra vendeianos numa, horrivelmente eficiente, forma de execução em massa. Nas chamadas “noyades” – afogamentos em massa – homens, mulheres e crianças, nus, foram amarrados juntos em botes especialmente construídos, que foram rebocados para o meio do rio Loire e, então, afundados.

A Vendéia de hoje, um departamento costeiro na França ocidental, está pedindo para o incidente ser relembrado como o primeiro genocídio na história moderna.

Residentes afirmam que o massacre foi diminuído para que não enodoasse a história da Revolução Francesa.

Os historiadores acreditam que, por volta de 170 mil vendeianos foram mortos na guerra camponesa e nos massacres subseqüentes – e por volta de 5 mil nas “noyades”.

Quanto tudo acabou, o general francês François Joseph Westermann, enviou uma carta para o Comitê de Salvação Pública declarando:

”Não há mais Vendéia… De acordo com vossas ordens, esmaguei as crianças debaixo das patas dos cavalos, massacrei as mulheres que nunca mais darão à luz bandidos. Eu não tenho um só prisioneiro que possa me recriminar. Eu exterminei todos.”

Dois séculos depois, crescentes apelos de políticos locais para declarar isto como “genocídio”, acenderam um debate intelectual.

“Havia na Revolução, uma programa, claramente exposto, para aniquilar a raça vendeiana,” disse Philippe de Villiers, deputado europeu e ex-candidato presidencial pelo partido de direita tradicionalista Movimento Pela França (MPF).

“Por quê isto ocorreu? Porque um povo foi selecionado para ser liquidado, por conta de sua fé religiosa. Hoje, nós exigimos uma lei, oficialmente, declarando isto como um genocídio; nós exigimos um pronunciamento do presidente e o reconhecimento pelas Nações Unidas.”

Mr. De Villiers – que se opôs a entrada dos turcos na UE – esteve na Armênia, mês passado, onde comparou a Vendéia de 1794 aos massacres de armênios em 1915. Em nenhum dos casos, disse ele, “os perpetradores admitiram suas culpas ou pediram pelo perdão das vítimas.”

Os sangrentos eventos da Vendéia estavam, de há muito, ausentes dos livros de história franceses, devido à luz maligna lançada por eles sobre os revolucionários. No entanto, eles eram bem-conhecidos no bloco soviético. O próprio Lênin tinha estudado a guerra lá ocorrida e tirou inspiração dela, para suas políticas para com o campesinato.

De acordo com o historiador Alain Gerard, do Centro Vendeiano para Pesquisa Histórica: “em outras partes da França, os revolucionários assassinaram nobres ou burgueses ricos. Mas, na Vendéia, eles assassinaram o povo.”

Era a Revolução, voltando-se contra o mesmo povo de quem ela reclamava a legitimidade. Isso demonstrou a falsidade da Revolução para com seus próprios princípios. E é por causa disto, que o episódio foi riscado da memória histórica,” disse ele.

Enquanto ninguém nega que os massacres tiveram lugar, alguns historiadores argumentam que eles não podem ser chamados de “genocídio” já que ocorreram excessos, de ambos os lados, naquilo que foi uma guerra civil, e eles não se adequam ao critério da ONU de matanças baseadas em identidade étnica ou religiosa. “Os vendeianos não foram mais isentos de culpa do que os republicanos. O uso da palavra “genocídio” é, totalmente, incorreto e inapropriado”, disse Timothy Tackett da Universidade da Califórnia.

Para Mr. Gerard, os massacres foram, claramente, “uma política deliberada da parte das autoridades”.

Para Mr. De Villiers, um aristocrata cuja família mora na Vendéia, o genocídio se aplica, sem dúvida, já que seus ancestrais foram assassinados por razões religiosas: eles haviam se rebelado para proteger seus sacerdotes, que se recusaram a prestar juramento à nova constituição.

“É o caso raro de um povo se levantando por razões religiosas. Eles não se rebelaram porque estavam famintos, mas porque seus padres estavam sendo assassinados,” ele disse.

“É minha carga – e minha grande honra – defender a Vendéia até o fim dos meus dias. A Vendéia não é, somente, uma província da França, ela é uma província do espírito. Se hoje nós gozamos da liberdade para cultuar aquilo que escolhermos, é, em grande parte, devido ao sacrifício daqueles que morreram aqui.”

A verdadeira origem de Brasília

POR E-MAIL

Alexandre Garcia nos conta que, cuidadosamente deletado da História Nacional, o MARECHAL JOSÉ PESSOA foi o verdadeiro responsável pelo planejamento da nova capital. Seu projeto formou os alicerces sobre que se fez o trabalho posterior de Lúcio Costa.

Esteve atuante no início da implementação dos planos e demitiu-se apenas quando se deu conta que instâncias oficiais liberavam campo para as negociatas que enriqueceram tantos pilantras à época.

Mais uma vez - e uma de longa lista - o mérito, a competência, a probidade usuais ao "braço forte e mão amiga" do Exército foram cínica e descaradamente escamoteados do conhecimento público por uma das pústulas infectas da nação - esta nossa classe política.

Nada a estranhar, portanto, que o imenso e esplêndido trabalho realizado pelos governos dos militares viesse, por obra e graça da escumalha vermelha hoje imperante, e com o sorna beneplácito dos políticos, a ser apresentado como os "tristes anos de chumbo". (Tivessem nossos soldados, àqueles tempos, sido menos econômicos com o chumbo e teríamos agora uma peste a menos sobre o país. )

Nem admira a desconfiança e aversão que militares votam aos políticos profissionais, que de momento estapeiam-se na pressa de se ajoelharem ao comuno-petismo.

Nenhuma esperança vem daí e tampouco daqueles 'políticos em projeto' que, ver vira-latas esfomeados, rondam atualmente os quartéis farejando oportunidades.

Nada a esperar igualmente de empresários e religiosos - que salvo exceções poucas - rezam com entusiásmo boçal pela cartilha do adesismo interesseiro.

Que esperanças nos restam aos brasileiros?

Temos ainda uma -  somente uma, única e última - instituição que se mantém como reserva moral da nação.

Queda e silente, aguarda apenas que nos movimentemos.

Que Deus a preserve.

M.


Querem saber quem é MARILENA CHAUÍ?

Pois vejam a declaração dela sobre o LULA:

"Em junho de 2003, depois de se reunir com o presidente e um grupo de acadêmicos, Chaui disse à Folha de S.Paulo: "Quando o Lula fala, o mundo se abre, se ilumina e se esclarece". "


Vocês ainda acham que esta pessoa possue algum tipo de grandeza de qualquer espécie como alegam toda a mídia e toda a cúpula cultural (ou seria melhor cópula cultural?) dêsti paíz???

CURSO DE MARXISMO NA SEDE DO SENGE/RJ

Quando o Olavo de Carvalho fala que TODA A CULTURA BRASILEIRA é puro comunismo ele não está brincando. Vejam o exemplo abaixo, curso de Marxismo para ENGENHEIROS!!!!!

CURSO DE MARXISMO
 
Curso de Marxismo

(03/02/2009) - Previsto para começar no dia 6 de março de 2009, o Curso básico de Marxismo pretende ajudar os alunos a compreenderem o atual momento de crise financeira internacional. 
Ao todo serão doze aulas, uma vez por semana, durante três meses, todas as quintas-feiras, de 19 às 22h na sede do SENGE-RJ. O curso custa R$ 50,00 por mês e contará com treze obras de Karl Marx em apostilas, além de conceder certificado para aqueles que tiverem 75% de comparecimento.
 
Informações no: www.cursodemarxismo.cjb.net

A marolinha do apedeuta - Otimismo da indústria brasileira despenca com a crise, indica pesquisa

ÚLTIMO SEGUNDO
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009 - BBC Brasil

Levantamento mostra indústrias dos países Bric mais pessimistas em 2009.

A crise econômica mundial provocou uma queda acentuada na expectativa do setor industrial brasileiro em relação ao desempenho da economia neste ano, segundo indica uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira. O levantamento, realizado pela consultoria KPMG e pela empresa de pesquisas Markit, indica que 22% das companhias brasileiras esperam uma redução na atividade neste ano, contra apenas 3% na mesma pesquisa realizada há seis meses.


A pesquisa ouviu cerca de 1.800 representantes de indústrias nos quatro países do chamado grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), que reúne as maiores economias emergentes.

Segundo o levantamento, em apenas seis meses as expectativas das empresas desses países mudou de um forte otimismo sobre a atividade industrial em 2009 para previsões negativas ou um otimismo reduzido.

A queda no otimismo no Brasil foi o mais acentuado entre os quatro países. Em uma escala entre -100 (máximo pessimismo) e +100 (máximo otimismo), a confiança entre os empresários brasileiros caiu de +65,3 há seis meses para -3 na última pesquisa.

Na China, o índice de confiança na atividade industrial caiu de +36,3 para +2,6, enquanto que entre os empresários indianos houve uma queda na confiança de um índice de +62,9 para -1,6.

Dos quatro países Bric, a Rússia é o único onde as empresas ainda permanecem relativamente otimistas sobre o desempenho da economia neste ano, com um índice de confiança de +21,2 - ainda assim bastante abaixo dos +63,2 verificados na pesquisa anterior.

No geral, o índice de confiança das empresas dos países Bric sobre a economia neste ano ficou em +3,5, indicando um leve otimismo, em oposição à média de +47 há seis meses.

Segundo a KPMG, o resultado do levantamento indica a vulnerabilidade dos mercados emergentes em um cenário de crise econômica global e de queda na demanda por importações.

Ainda assim, mesmo uma pequena expansão da economia nos Bric "pode representar algum grau de suporte para a economia global com os Estados Unidos e a Europa se encaminhando para uma forte recessão", segundo afirma Ian Gomes, diretor da KPMG para mercados emergentes.
 

domingo, 8 de fevereiro de 2009

TERRORISMO SU MANO EN COLOMBIA

VERDAD COLOMBIA

Un video sobrecogedor que muestra los alcances del Terrorismo en Colombia, y lo compara con este flagelo en el resto del mundo.












'NO ES NO'

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO

Uma multidão marchou hoje em Caracas contra a reeleição ilimitada de Hugo Chávez, há uma semana da celebração do referendo sobre a emenda constitucional que rege o assunto.



Vista aérea da multidão REUTERS - 07-02-2009 - El País





A marcha percorreu um trajeto de mais de 10 km, à partir de uma das zonas populares de Caracas até o centro da capital. 2.500 policiais vigiaram por terra e por ar os manifestantes, que cantavam em coro o lema “No es no”, recordando o referendo em dezembro de 2007, que rechaçou a reeleição ilimitada de Chávez. El País

Uribe denuncia a existência do 'bloco intelectual das Farc'

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO 

EXALTAÇÃO AO TERRORISMO

Ele afirmou que esse bloco é “muito hábil” e que defende a guerrilha com “seu cântico de paz”. Pediu ainda que os colombianos não “se deixem enganar” e “desorientar” por esse discurso.

Ao abrir o conselho comunal em Villavicencio no sábado, o mandatário sustentou que esse grupo não se atreve a atacar de frente a segurança democrática, mas o faz, acusando seu governo de paramilitar.

Uribe não precisou quem faz parte do "bloco intelectual" o qual ele mencionou mais de 10 vezes, e acusou muitas ações contra seu governo. Disse ainda, que além de tentarem deslegitimar sua política de segurança democrática, acusam as Forças Armadas de violarem os direitos humanos, e vão aos EUA e a Europa, pedir que não se aprove nenhuma ajuda a Colômbia.

"Não nos deixemos distrair agora. A guerrilha seqüestra e assassina, põe carros-bombas, e quer se vestir com o manto da paz. Não vamos permitir agora que nos enganem. A guerrilha, buscando nos desorientar, produz sangue e ao mesmo tempo fala de paz. Não vamos permitir isso, compatriotas", disse em tom enfático.

O presidente afirmou ainda, que esse "bloco intelectual das Farc, vive falando em direitos humanos, somente para atemorizar aos nossos soldados e a polícia. Ele insistiu: - "não podemos permitir que eles, com esse cântico de paz e com acusações permanentes às Forças Armadas, paralisem nossa política de segurança democrática".

E se perguntou: se acaso, tem que deixar que "o país volte à desorientação que conduz à exaltação do terrorismo, liderada pelo bloco intelectual das Farc".


PEDIRAM CLARIDADE AO PRESIDENTE:
Em declarações à cadeia na rádio Caracol na manhã desse domingo, alguns membros do grupo 'Colombianos pela paz' pediram ao presidente Uribe, para que ele aclare sobre a quem se referia em seu discurso no sábado (ontem).

Carlos Lozano, da publicação 'Voz' e integrante do grupo de intelectuais, afirmou que essas declarações eram "irresponsáveis". Iván Cepeda também foi entrevistado e disse que não lhe parecia que o presidente estivesse se referindo a eles, e que o mencionado grupo seguirá trabalhando em seus labores humanitários. Material do Eltiempo – Traduzido por Arthur para o MOVCC


COMENTÁRIO:
Nós publicamos um texto no começo desta semana: a 
fuça medonha das FARC, comentando sobre esse circo da “troca humanitária” com os terroristas desumanos, e a grande possibilidade dos ex-reféns libertados estarem a serviço das FARC.

Apresentamos, inclusive, um balanço do mês de janeiro, sobre os ataques da guerrilha e a quantidade de civis mortos, incluindo dezenas de crianças: um preço altíssimo em troca desses ex-reféns “bocas-duras”.

Pelo que acompanhei na imprensa colombiana, a grande maioria da população criticou duramente as declarações dadas pelos ex-reféns libertados, acusaram-nos de conluio com a guerrilha, ou de estarem sofrendo da síndrome de Estocolmo.

Tanto assim, que hoje (domingo), várias revistas/jornais colombianos publicaram entrevistas com o (ex) sorridente governador Alan Jará, onde ele tenta se justificar perante a opinião pública, alegando que ele não pode ser favorável às FARC que lhe roubaram 7 anos de sua vida.

É um alento ver que o presidente Uribe continua voando alto como uma águia, e que o povo colombiano -  sofre na carne o pesadelo do terror - responde forte, alto e muito lúcido ao chamado de seu presidente - legitimamente eleito.

Esses aí, que aparecem pedindo “nomes”, apenas se entregam. Por Gaúcho/Gabriela

A OMISSÃO DOS BRASILEIROS

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
2/08/2009

Uma “historinha de ficção”

Passei uma semana na Península de Porto Belo, SC. Entre as idas e vindas a um sem número de praias e locais paradisíacos fizemos um passeio de escuna em companhia de mais de 100 outros turistas, brasileiros e argentinos.

Ao passarmos por um trecho da costa coberta por vegetação da quase extinta Mata Atlântica, o guia ao microfone, chamou-nos a atenção para uma imensa "mansão" na encosta do morro. Vi que era uma belíssima residência e pensei como poderia ela ter sido construída naquele local.

O guia dissipou minhas dúvidas: (palavras do guia) "essa mansão foi construída por um famoso político brasileiro. Derrubou a Mata Atlântica, construiu uma estrada e conseguiu com facilidade tudo aquilo que nós mortais nunca conseguiremos. Esse político algum tempo depois vendeu a Mansão para o conhecido e preso traficante de drogas internacional Juan Carlos ABADIA. Foi uma operação da mais pura 'lavagem de dinheiro'. Hoje a mansão encontra-se sob o controle da Polícia Federal".

E assim passamos nós, os turistas, pela Mansão e pela estória que nosso guia nos contou.

Num dado momento de pausa, perguntei ao guia: "Quem é o POLÍTICO?"

O guia pegou o microfone e declarou: “Há pessoas querendo saber quem é o POLÍTICO”. Vou dizer.

Na minha cabeça passou um naipe de políticos catarinenses, pois por ter servido em SC por duas vezes estava imaginando que o "safado" só poderia ser da bela Santa Catarina.

Mas não. Para minha surpresa o guia declara: "O VICE PRESIDENTE JOSÉ DE ALENCAR"

Caiu-me o queixo!

Comentei a seguir com o guia: "Como pode a imprensa brasileira não ter tocado neste tema por ocasião da prisão do ABADIA?” E realmente, lembro-me de uma reportagem na Globo News sobre essa mansão, mas nem um detalhe sobre a operação troca de proprietários.

E mais: fora eu e mais outro passageiro, ninguém na embarcação teve qualquer reação, nem fisionômica e muito menos por gestos ou palavras.

Todos absolutamente amorfos e anêmicos. NÃO LHES DIZIA RESPEITO. Fiquei então meditando: será que é por essas e outras que o nosso Vice está com problemas de saúde?

Continuamos nosso passeio maravilhoso pelo belo litoral de Santa Catarina.

Caros amigos, com os que me correspondo - estão vendo porque a DITADURA DO PT continua ganhando terreno? A palavra é OMISSÃO de TODOS os brasileiros, com as honrosas exceções conhecidas.

Por EDGARD LC FRANÇA

E-mail recebido de um membro da comunidade do MOVCC

Somos um país de analfabetos

PLANETA SUSTENTÁVEL
Por Lya Luft
Revista Veja - 01/10/2008

A verdadeira democracia tem de oferecer a todos o direito de saber ler e escrever, pensar, questionar e escolher

Segundo pesquisa do confiável IBGE, estamos num vergonhoso lugar entre os países da América Latina, no que diz respeito à alfabetização. O que nos faltou e tanto nos falta ainda? Posso dizer que tem sobrado ufanismo. Não somos os melhores, não somos invulneráveis, somos um país emergente, com riquezas ainda nem descobertas, outras mal administradas. Somos um povo resistente e forte, capaz de uma alegria e fraternidade que as quadrilhas, o narcotráfico e a assustadora violência atuais não diminuem. Um povo com uma rara capacidade de improvisação positiva, esperança e honradez.

O sonho de morar fora daqui para escapar não vale. Na velha e sisuda Europa não há um sol como este. Recordo meu espanto na primeira estada por lá, num verão, vendo o sol oblíquo e pálido. Lá não se ri, não se abraça como aqui. Eles trabalham mais e ganham mais, é verdade. A pobreza por lá é menos pobre porque, se fosse miserável, morreriam todos de frio na primeira nevasca. O salário-desemprego é tão bom que, infelizmente, muitos decidem viver só com ele: o mercado de trabalho lá também é cruel, e com os estrangeiros, nem se fala. Em muitas coisas somos muito melhores.

Mas somos um país analfabeto. Alfabetizado não é, já disse e escrevo freqüentemente, aquele que assina seu nome, mas quem assina um documento que leu e compreendeu. A verdadeira democracia tem de oferecer a todos esse direito, pois ler e escrever, como pensar, questionar e escolher, é um direito. É questão de dignidade. Quando eu era professora universitária, na década de 70, já recebíamos nas faculdades vários alunos que mal conseguiam escrever uma frase e expor um pensamento claro. "Eu sei, mas não sei dizer nem escrever isso" é uma desculpa pobre. Não preciso ser intelectual, mas devo poder redigir ao menos um breve texto decente e claro. Preciso ser bem alfabetizado, isto é, usar meu instrumento de expressão completo, falado e escrito, dentro do meu nível de vida e do nível de vida do meu grupo.

Para isso, é essencial uma boa escola desde os primeiros anos, dever inarredável do estado. Não me digam que todas as comunidades têm escolas e que estas têm o necessário para um ensino razoável, para que até o mais pobre e esquecido no mais esquecido e pobre recanto possa se tornar um cidadão inteiro e digno, com acesso à leitura e à escrita, isto é, à informação. Um sujeito capaz de fazer boas escolhas de vida, pronto para se sustentar e que, na grave hora de votar, sabe o que está fazendo. Enquanto alardeamos façanhas, descobertas, ganhos e crescimento econômico, a situação nesse campo está cada vez pior. Muito menos pessoas se alfabetizam de verdade; dos poucos que chegam ao 2º grau e dos pouquíssimos que vão à universidade, muitos não saem de lá realmente formados. Entram na profissão incapazes de produzir um breve texto claro. São desinteressados da leitura, mal falam direito. Não conseguem se informar nem questionar o mundo. Pouco lhes foi dado, pouquíssimo lhes foi exigido.

A única saída para tamanha calamidade está no maior interesse pelo que há de mais importante num país: a educação. E isso só vai começar quando lhe derem os maiores orçamentos. Assim se mudará o Brasil, o resto é conversa fiada. Investir nisso significa criar mais oportunidades de trabalho: muito mais gente capacitada a obter salário decente. Significa saúde: gente mais bem informada não adoece por ignorância, isolamento e falta de higiene. Se ao estado cabe nos ajudar a ser capazes de saber, entender, questionar e escolher nossa vida, é nas famílias, quando podem comprar livros, que tudo começa. "Quantos livros você tem em casa, quantos leu este mês? E jornal?", pergunto, quando me dizem que os filhos não gostam de ler. Família tem a ver com moralidade, atenção e afeto, mas também com a necessária instrumentação para o filho assumir um lugar decente no mundo. Nascemos nela, nela vivemos. Mas com ela também fazemos parte de um país que nos deve, a todos, uma educação ótima. Ela trará consigo muito de tudo aquilo que nos falta.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".