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sexta-feira, 13 de março de 2009

DEM: Oposição com firmeza e responsabilidade (C.T. - tomara que sim)

De fato muita marola, Pouco Trabalho. 
Mas esperem... PT significa exatamente isto, Pouco Trabalho e não Partido dos Trabalhadores. 

Você já viu algum petista de fato (não o pobre coitado idiota e burro que acredita no discurso petista em favor dos pobres, dos menos favorecidos, de um Brasil melhor, etc.) trabalhando na sua vida?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Brasil entra em forte desaceleração econômica, alerta OCDE

O DIA ONLINE
06/03/2009


Paris (França) - Um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta sexta-feira, alerta que o Brasil entrou em um processo de "forte desaceleração" econômica. Em janeiro, na comparação com dezembro, o País teve a segunda pior queda na atividade econômica entre os 35 países pesquisados, atrás somente da Rússia.


Os diagnósticos dos indicadores compostos avançados anunciados nesta sexta, que correspondem aos dados coletados em janeiro, indicam que o Brasil diminuiu seu nível de atividade em 2,7 pontos - para 94,5 pontos - em relação ao mês anterior (dezembro), quando já havia registrado redução de 1,8 ponto na comparação com novembro. Em relação ao mesmo período do ano passado - quando a economia do Brasil estava em aceleração -, são 10,1 pontos a menos de atividade econômica.


O relatório de indicadores compostos avançados mostra um retrato da atividade econômica de um determinado país e qual a sua tendência para os seis meses seguintes. A avaliação dos números e gráficos possibilita enquadrar a economia em expansão, desaquecimento (parar de crescer), desaceleração (diminuir o crescimento) ou retomada da atividade.


Os indicadores são baseados nas variações da atividade em torno de uma linha de 100 pontos. Estão em expansão ou desaquecimento as economias que se movimentam com números acima de 100, e em desaceleração e retomada os que se encontram abaixo de 100. Nestes últimos resultados, todos os países estudados se movimentam cada vez mais abaixo da linha dos 100 pontos, ou seja, se encontram em processo de forte desaceleração.


Todos os outros países estudados, assim como o Brasil, encontram-se igualmente em forte desaceleração econômica, com constantes quedas na atividade desde novembro. O estudo da OCDE é realizado mensalmente.


A surpresa, desta vez, é que o Brasil vinha se destacando nos estudos anteriores justamente porque demorou para entrar em desaquecimento - quando a economia pára de crescer - e foi o último a entrar em desaceleração - quando a economia começa a decrescer -, ao passo que os demais países já se encontravam nestas condições desde novembro. Agora, o País surpreendeu pelo lado inverso.


Pior que o Brasil só ficou a Rússia, que teve retração da atividade econômica de 3,3 pontos, para 85,9. "Os indicadores compostos avançados da OCDE continuam caindo", diz o título do estudo. "As perspectivas de crescimento continuam também a se deteriorar nas grandes economias não-membros da OCDE, em particular o Brasil, que faz face agora a fortes desacelerações, como a China, a Índia e a Rússia."


Os números chineses também não são nada animadores: diminuição de 2,1 pontos em relação a dezembro (para 87,4 pontos) e de 14,8 pontos sobre janeiro de 2008. Na zona euro, o decréscimo foi de 0,6 ponto (para 93,7), índice inferior em 8,4 pontos na comparação com o nível no ano passado. Já os Estados Unidos tiveram retração de 1,4 ponto (para 90,1), resultado inferior em 10,8 pontos em relação a um ano atrás.


"Para janeiro de 2009, eles continuam indicando um enfraquecimento das perspectivas de crescimento para as sete grandes economias do grupo: o da zona euro caiu a um nível ainda mais baixo, com sinais muito fracos de estabilização próxima", precisa o estudo.


O Reino Unido foi um dos países com menor retração, de 0,3 ponto (para 95,7), ao lado da França, com recuou de 0,2 ponto (para 96,2), e a Itália, com queda de 0,1 ponto (para 95,7).


As informações são de Lúcia Jardim, do Terra

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A marolinha do apedeuta - Otimismo da indústria brasileira despenca com a crise, indica pesquisa

ÚLTIMO SEGUNDO
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009 - BBC Brasil

Levantamento mostra indústrias dos países Bric mais pessimistas em 2009.

A crise econômica mundial provocou uma queda acentuada na expectativa do setor industrial brasileiro em relação ao desempenho da economia neste ano, segundo indica uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira. O levantamento, realizado pela consultoria KPMG e pela empresa de pesquisas Markit, indica que 22% das companhias brasileiras esperam uma redução na atividade neste ano, contra apenas 3% na mesma pesquisa realizada há seis meses.


A pesquisa ouviu cerca de 1.800 representantes de indústrias nos quatro países do chamado grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), que reúne as maiores economias emergentes.

Segundo o levantamento, em apenas seis meses as expectativas das empresas desses países mudou de um forte otimismo sobre a atividade industrial em 2009 para previsões negativas ou um otimismo reduzido.

A queda no otimismo no Brasil foi o mais acentuado entre os quatro países. Em uma escala entre -100 (máximo pessimismo) e +100 (máximo otimismo), a confiança entre os empresários brasileiros caiu de +65,3 há seis meses para -3 na última pesquisa.

Na China, o índice de confiança na atividade industrial caiu de +36,3 para +2,6, enquanto que entre os empresários indianos houve uma queda na confiança de um índice de +62,9 para -1,6.

Dos quatro países Bric, a Rússia é o único onde as empresas ainda permanecem relativamente otimistas sobre o desempenho da economia neste ano, com um índice de confiança de +21,2 - ainda assim bastante abaixo dos +63,2 verificados na pesquisa anterior.

No geral, o índice de confiança das empresas dos países Bric sobre a economia neste ano ficou em +3,5, indicando um leve otimismo, em oposição à média de +47 há seis meses.

Segundo a KPMG, o resultado do levantamento indica a vulnerabilidade dos mercados emergentes em um cenário de crise econômica global e de queda na demanda por importações.

Ainda assim, mesmo uma pequena expansão da economia nos Bric "pode representar algum grau de suporte para a economia global com os Estados Unidos e a Europa se encaminhando para uma forte recessão", segundo afirma Ian Gomes, diretor da KPMG para mercados emergentes.
 

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A pior parte da crise: Começou o desemprego em massa

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

CRISE REDUZ EMPREGO E BANCOS ELEVAM JURO

Indústria de São Paulo sinaliza menor produção e elimina 10 mil vagas de trabalho em outubro - Correio Braziliense

Perdeu fundamento, ontem, a tese de que o crescimento do PIB evitaria a pior conseqüência da crise, a demissão em massa de trabalhadores. Como reflexo direto da maior restrição ao crédito e do menor nível de consumo, o setor industrial paulista fechou 10 mil postos de trabalho em outubro.

 A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) informou que o nível de emprego na indústria paulista caiu 0,41% sem ajuste sazonal em outubro na comparação com setembro, representando a primeira queda para mês de outubro desde 2003, quando o indicador havia recuado 0,63%.

Ao divulgar o indicador, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, relacionou o fechamento das vagas à turbulência internacional. “O que move a economia são as decisões de indivíduos carregados de maior ou menor confiança. A percepção é de que o mundo está em crise, e isso determina as ações dos empresários”, explicou.

Um agravante é que os efeitos da crise na economia real começam a despontar na região mais dinâmica do país e que responde por grande parte da economia, numa sinalização de que essa conseqüência tende a se propagar.

Ao apresentar a queda no indicador, Paulo Francini disse que se tratava de uma mudança do padrão. “O que realmente importou foi a alteração de padrão. Houve inflexão na curva de crescimento e, de repente, a tendência se alterou”, comentou. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão, que vinha num nível de 4,5% até setembro, decresceu para 3,6%. Outubro também foi o primeiro mês em que a maior parte dos segmentos registrou redução nos postos. Das 21 atividades que compõem a mostra do emprego pesquisada pela Fiesp, 10 tiveram desempenho negativo e seis registraram estabilidade.

O maior número de demissões ocorreu nas fábricas de calçados (-4,09%), de móveis (-3,10%) e confecções (-1,07%). Os maiores desligamentos ocorreram em Franca, Jaú e São Carlos. De acordo com Francini, o desempenho negativo indica menor produção. “A redução do emprego não está ligada à diminuição efetiva da atividade industrial, mas à expectativa sobre o desempenho futuro da economia”, explicou.



TERRORISMO

O Lula repercutiu o corte de vagas ocorrido em São Paulo. Ontem, ainda em viagem à Itália, ele ressaltou a preocupação com o desemprego. Em resposta a uma pergunta sobre se o desemprego tirava o seu sono, ele respondeu que o “terrorismo psicológico” causado pela crise deixa investidores e consumidores cautelosos.

O que me preocupa, e o que já aconteceu comigo, é que muitas vezes você quer comprar ou trocar de carro e ouve por aí que vai ter um problema e acaba não comprando. Na hora que você não compra um carro, é menos um carro produzido e pode ser um posto de trabalho que você perde”, afirmou. Arte/Gabriel Góes/Esp. CB/D.A





O AUMENTO DA IOF (POR LULA) AJUDA A ELEVAR A INADIMPLÊNCIA
A crise financeira já começa a ter impacto na inadimplência da pessoa física no Brasil. O índice calculado pela Serasa de inadimplência da pessoa física aumentou 4,9% em outubro em relação ao mês anterior.

Já era previsto para este ano um aumento da inadimplência, em razão de uma série de fatores. No início do ano, o governo aumentou o imposto sobre o crédito (IOF), o Banco Central iniciou em abril um novo ciclo de alta dos juros e as pessoas tinham se endividado mais nos últimos anos. O crédito subiu 20,8% até setembro, depois de uma alta sólida de 33% em 2006.

Antecipação
Na opinião de Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, o que a crise financeira fez foi antecipar o aumento da inadimplência para o final deste ano. Sua expectativa era de que ela só começasse a subir no início de 2009, mas a crise acelerou o processo. Rodrigues atribuiu essa alta da inadimplência aos problemas gerados pela restrição ao crédito e aos efeitos das demissões que já começam a ocorrer em alguns setores da economia. PorGuilherme Barros e Marina Gazzoni - Folha de São Paulo. Assinante lê mais 
aqui





É GRAVE A CRISE
A Vale anunciou ontem em comunicado interno que estão canceladas todas as festividades de fim de ano. A empresa diz que não é corte de custos, mas respeito aos funcionários neste momento de crise, em que quatro minas já foram fechadas, 1.200 empregados foram postos em férias coletivas e se analisa o possível fechamento da Valesul - Ancelmo Góis – O Globo





AGRICULTORES PODEM PERDER MÁQUINAS EM PLENA SAFRA
Supera a marca dos 30% o índice de inadimplência nos empréstimos bancários para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas.

A encrenca foi relatada por executivos de bancos ligados aos fabricantes de tratores numa reunião com técnicos do ministério da Fazenda, nesta quinta (13). Num instante em que os produtores rurais semeiam a próxima safra, os bancos ameaçam retomar dos caloteiros o maquinário financiado e não pago. A reunião de Brasília teve o objetivo de sensibilizar o governo a abrir uma linha de crédito para que os produtores possam refinanciar os débitos. Recomenda-se ao contribuinte que leve a mão ao bolso. Vem aí o prómáquina. Por Josias de Souza da Folha





EMPRESAS DE TECNOLOGIA DESACELERAM E CORTAM EMPREGOS
A demanda por novidades tecnológicas está em baixa. O motivo? A crise, claro.

Ninguém mais vive sem eles: telefones celulares, computadores, internet. O problema para quem fabrica é que os consumidores não estão trocando os aparelhos antigos por novos. Culpa da crise econômica. Com a redução nas vendas, há redução também das vagas de trabalho. É o que está acontecendo em todo o mundo. Em vários países, já foram demitidos 22 mil funcionários do setor. Continue lendo 
aqui, no Bom Dia Brasil do Portal G1





ONDE LULA METE AS PATAS, DETONA
Lei de estágio provoca queda em número de vagas oferecidas no país

Em 45 dias, desde que a nova lei de estágio foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de vagas oferecidas no País caiu 40%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres). A oferta caiu de 55 mil postos mensais para 33 mil. O motivo, segundo a entidade, é o desconhecimento das novas regras, que têm assustado e confundido as empresas e as instituições de ensino superior. Leia mais 
aqui, Agência do Estado/Notícias UOL





PLANALTO SE MOBILIZA CONTRA AUMENTO DOS APOSENTADOS
Por ordem de Lula, os operadores políticos do governo iniciaram uma articulação para sepultar na Câmara três projetos que aumentam despesas da Previdência.Não são propostas da oposição. O autor é o companheiro Paulo Paim (PT-RS), do partido do presidente. Nesta quinta (13), o ministro José Múcio, coordenador político de Lula, começou a fazer a cabeça dos líderes do consórcio governista contra o “pacote Paim”. Na próxima semana, o pedido será reiterado, de forma solene, numa reunião do Conselho Político, no Planalto.O governo alega que os projetos que beneficiam aposentados e pensionistas, se aprovados, vão estourar o caixa da Previdência. Continue lendo 
aqui, no Josias de Souza





GOVERNO NEGOCIA CRIAÇÃO DE MAIS CARGOS

Apesar da crise financeira e da necessidade de cortar gastos no próximo ano, o governo acertou ontem com a base aliada a aprovação de projetos que criam novos cargos na administração federal. A meta é garantir ao Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e à Secretaria Especial de Direitos Humanos mais, respectivamente, 140 e 60 funções. O plano foi traçado durante reunião, no Palácio do Planalto, entre o presidente da República em exercício, o vice José Alencar, quatro ministros e o chamado conselho político, grupo do qual fazem parte presidentes e líderes de legendas governistas. Continue lendo aqui– no Correio Braziliense




AS CONTAS NÃO PARAM DE CHEGAR
De uma só penada o Conselho da Justiça Federal espetou no Tesouro Nacional uma conta de R$ 2 bilhões.

O conselho entendeu que todo o universo de juízes no país deve receber auxílio-moradia, retroativo ao período de setembro de 1994 a dezembro de 1997, mesmo que eles trabalhem na cidade onde moram. O mesmo benefício já era pago aos ministros do STF e aos parlamentares e a decisão do conselho pretendeu fazer uma equiparação. A medida se aplica a juízes, desembargadores, aposentados que estavam em atividade no período citado e pensionistas, num total estimado de 4 mil pessoas. A decisão foi tomada em agosto, a conta foi apresentada em seguida, mas ainda não foi paga por falta de dotação orçamentária. O governo quer parcelar esse débito.

Tramita na Justiça, também, outra demanda bilionária: o pagamento dos quintos e décimos de 1998 a 2001 aos servidores comissionados. Se o STF julgar a causa procedente - na primeira decisão, o ministro Eros Grau foi favorável ao pagamento - o Tesouro terá que desembolsar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, conforme cálculos do Ministério do Planejamento. Esse "esqueleto" compreende pagamento das gratificações retroativas para os funcionários dos três Poderes. Apenas o Executivo, através da Advocacia Geral da União (AGU), recorreu ao STF para não ter que pagar.

Essa é uma história bizarra, fruto de uma balbúrdia de medidas provisórias elaboradas sem clareza e sem cautela. Por Claudia Safatle do Valor Econômico – assinante leia mais 
aqui

terça-feira, 28 de outubro de 2008

DOS POSTES AO PTSUNAMI...

Por e-mail (sic)

Waldo Luís Viana*

O excessivo otimismo vociferado pelos petistas, de que Lula elegeria até um poste, esboroou-se com os resultados das eleições municipais, em que o partido do governo, além de perder fragorosamente na capital paulista, conquistou apenas 501 municípios em todo o território nacional.

Com toda a arrogância barbuda, filha de um sindicalismo de resultados com o hermafroditismo de um capitalismo de fundos de pensão num mesmo corpo de socialismo de mercado e diplomacia terceiro-mundista – o lulismo vivia, lépido e fagueiro da popularidade do chefe irremovível, inamovível e invulnerável, como se fosse um deus.

Só que esse “deus ex-machina” não transfere votos, ou seja, é uma espécie de demiurgo sem santos, apenas um chefe carismático cercado de áulicos, com fraca densidade eleitoral.

O panorama externo, favorável durante seis anos de governo, deu uma fenomenal guinada e não mais auxiliará o governo Lula, que deverá andar dessa vez com as próprias pernas, sem levitar sob ventos de liquidez fácil e de jogatina. A estratégia dos juros altíssimos para atrair capitais especulativos não vingará mais, pelo simples fato de que não há mais capitais especulativos. Eles evaporaram. Sumiu aquela tendência de investir 1 e ganhar 10. Os bancos que fizeram isso, as empresas que fizeram aquilo, os espertos que manipularam virtualmente capitais-fantasmas totalmente virtuais – muitos estão agora arruinados: são mendigos de colarinho branco...

Lula abusou do culto à personalidade e agora deve ater-se à economia real, que ainda vive os últimos dias de Pompéia: ainda tem o lastro do otimismo dos economistas e das agências que vaticinavam as fortunas que ganharia o país na manipulação bursátil das commodities, mas que, agora, terão de se condicionar ao que existe e não às mentiras de um cassino virtual, absolutamente sem qualquer taxação.

As eleições municipais, por sua vez, comprovaram que o PT não passa de um enorme “arenão” a serviço do chefe. Vale dizer, sem Lula não há PT, nem haverá. Difícil para o chefe escolher, dentre tantos medíocres que o cercam, um “poste” para tentar eleger em 2010. Agora, a crise vai se espraiar, primeiro fingindo que está refluindo, como o mar faz, antes de investir com ondas gigantescas e trágicas sobre o continente.

A crise não é como a de 1929, porque hoje o sistema econômico é interconectado e repercute suas crises por todo o mundo capitalista. As bolsas, com as suas cinematográficas e vertiginosas quedas, começam a prejudicar o dia financeiro a partir do leste e vão caminhando pela Europa oriental e ocidental, atingindo, por fim, a América Latina e os Estados Unidos, que são o Extremo Ocidente. Quanto já foi gasto em reuniões com líderes mundiais para decidir o amparo a instituições financeiras inadimplentes, que se dedicaram a albergar os recursos da esperta elite financeira que, de repente, ficou ilíquida? Inaugurou-se nova modalidade microeconômica: o “overnight” ao contrário: os bancos e financeiras ficam no vermelho ao final do dia e, na calada da noite, um empresta dinheiro ao outro para não haver o estouro da boiada da incredibilidade e a destruição dos sistemas de capitais que só subsistem baseados na confiança.

É claro que os banqueiros sempre possuem bons helicópteros e jatinhos para fugir, mas agora fugir para onde? E enfrentar as barras da Justiça em qualquer lugar representa uma suprema vergonha, a ponto de esse modesto escriba acreditar que alguns estão montando estruturas do tipo que no passado apelidavam de “tesouro de Odessa”.

O PT, porém, com o seu primarismo – e por acreditar piamente em seu chefe, que ainda respira e tem apoio popular – só poderá organizar um “tesouro de Odete”, visando ao pleito de 2010. No entanto, percebemos que os artistas em cena não têm estofo para assumir um grande país, principalmente porque será coberto pelas vicissitudes da enorme crise e recessão que se avizinham e que não possui um Roosevelt para a administrar. A mediocridade dos candidatos em disputa ao governo norte-americano bem o comprovam. Tanto é assim que os americanos estão olhando com muito mais atenção para os vices do que para os próprios candidatos, porque lá não são depostos os governantes que incomodam; eles são simplesmente eliminados.

As instituições globais e multilaterais, baseadas nos sortilégios de Bretton Woods, de 1944, não têm mais competência para conter crises globais, porque foram criadas para administrar a eventual supremacia norte-americana, surgida após a 2ª Guerra Mundial e que erodiu, em nossos dias, feito fumaça. Nossa história foi sempre um trabalho de amor (direita) e ódio (esquerda) contra essas instituições, que conseguiram administrar o mundo de forma monopolista, principalmente após o êxito dos acordos da Trilateral (1973), patrocinados por Nelson Rockfeller, que culminaram, enfim, com a queda do muro de Berlim (1989), a destruição da União Soviética (1992) e a superação da noção “pura” de socialismo de Estado, baseado na burocracia estatal e na polícia secreta.

Embora alguns caipiras latino-americanos desejem ressuscitar essas fórmulas fantasmagóricas, já perceberam que “isso não pega mais”. Chávez começa a temer que os norte-americanos passem a não mais usar o petróleo venezuelano, usando parte de suas reservas secretas da Costa Leste; os bolivianos e paraguaios inventam um pretenso “imperialismo brasileiro” para terem como distrair as suas respectivas populações e nós brincamos de usar o petróleo do “pré-sal” para educar nossa população analfabeta de fato, analfabeta funcional e analfabeta para o mercado real.

Lula e o PT perderam as eleições municipais, mas não se dão por vencidos, porque o chefe está vivo e é amado (ainda!) pelo povo. Mas para além dos governantes, o povo ama a própria sobrevivência e o próprio bolso. Essa dialética, sem querer, foi estabelecida pelo PT: um partido que se imaginava eleito, mesmo que apresentasse um candidato como poste, agora tem que reforçá-lo contra o grande tsunami de destruição financeira e de iliquidez que irá devastar o ano de 2009.

Como esses prefeitos eleitos irão cumprir as promessas inúmeras que fizeram se os recursos serão esterilizados ou oferecidos a banqueiros e empresários faltosos que transferiram os bingos para as instituições financeiras? O povo não atinou que promessa sem dinheiro é pior que amor sem beijo: no final vira prostituição...

E após a prostituição sempre vem a direita...

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*Waldo Luís Viana é escritor e economista (todo mundo tem um defeito...)
Teresópolis, 28 de outubro de 2008. [estou vivo...]

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".