Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

TERRORISMO SU MANO EN COLOMBIA

VERDAD COLOMBIA

Un video sobrecogedor que muestra los alcances del Terrorismo en Colombia, y lo compara con este flagelo en el resto del mundo.












'NO ES NO'

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO

Uma multidão marchou hoje em Caracas contra a reeleição ilimitada de Hugo Chávez, há uma semana da celebração do referendo sobre a emenda constitucional que rege o assunto.



Vista aérea da multidão REUTERS - 07-02-2009 - El País





A marcha percorreu um trajeto de mais de 10 km, à partir de uma das zonas populares de Caracas até o centro da capital. 2.500 policiais vigiaram por terra e por ar os manifestantes, que cantavam em coro o lema “No es no”, recordando o referendo em dezembro de 2007, que rechaçou a reeleição ilimitada de Chávez. El País

Uribe denuncia a existência do 'bloco intelectual das Farc'

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO 

EXALTAÇÃO AO TERRORISMO

Ele afirmou que esse bloco é “muito hábil” e que defende a guerrilha com “seu cântico de paz”. Pediu ainda que os colombianos não “se deixem enganar” e “desorientar” por esse discurso.

Ao abrir o conselho comunal em Villavicencio no sábado, o mandatário sustentou que esse grupo não se atreve a atacar de frente a segurança democrática, mas o faz, acusando seu governo de paramilitar.

Uribe não precisou quem faz parte do "bloco intelectual" o qual ele mencionou mais de 10 vezes, e acusou muitas ações contra seu governo. Disse ainda, que além de tentarem deslegitimar sua política de segurança democrática, acusam as Forças Armadas de violarem os direitos humanos, e vão aos EUA e a Europa, pedir que não se aprove nenhuma ajuda a Colômbia.

"Não nos deixemos distrair agora. A guerrilha seqüestra e assassina, põe carros-bombas, e quer se vestir com o manto da paz. Não vamos permitir agora que nos enganem. A guerrilha, buscando nos desorientar, produz sangue e ao mesmo tempo fala de paz. Não vamos permitir isso, compatriotas", disse em tom enfático.

O presidente afirmou ainda, que esse "bloco intelectual das Farc, vive falando em direitos humanos, somente para atemorizar aos nossos soldados e a polícia. Ele insistiu: - "não podemos permitir que eles, com esse cântico de paz e com acusações permanentes às Forças Armadas, paralisem nossa política de segurança democrática".

E se perguntou: se acaso, tem que deixar que "o país volte à desorientação que conduz à exaltação do terrorismo, liderada pelo bloco intelectual das Farc".


PEDIRAM CLARIDADE AO PRESIDENTE:
Em declarações à cadeia na rádio Caracol na manhã desse domingo, alguns membros do grupo 'Colombianos pela paz' pediram ao presidente Uribe, para que ele aclare sobre a quem se referia em seu discurso no sábado (ontem).

Carlos Lozano, da publicação 'Voz' e integrante do grupo de intelectuais, afirmou que essas declarações eram "irresponsáveis". Iván Cepeda também foi entrevistado e disse que não lhe parecia que o presidente estivesse se referindo a eles, e que o mencionado grupo seguirá trabalhando em seus labores humanitários. Material do Eltiempo – Traduzido por Arthur para o MOVCC


COMENTÁRIO:
Nós publicamos um texto no começo desta semana: a 
fuça medonha das FARC, comentando sobre esse circo da “troca humanitária” com os terroristas desumanos, e a grande possibilidade dos ex-reféns libertados estarem a serviço das FARC.

Apresentamos, inclusive, um balanço do mês de janeiro, sobre os ataques da guerrilha e a quantidade de civis mortos, incluindo dezenas de crianças: um preço altíssimo em troca desses ex-reféns “bocas-duras”.

Pelo que acompanhei na imprensa colombiana, a grande maioria da população criticou duramente as declarações dadas pelos ex-reféns libertados, acusaram-nos de conluio com a guerrilha, ou de estarem sofrendo da síndrome de Estocolmo.

Tanto assim, que hoje (domingo), várias revistas/jornais colombianos publicaram entrevistas com o (ex) sorridente governador Alan Jará, onde ele tenta se justificar perante a opinião pública, alegando que ele não pode ser favorável às FARC que lhe roubaram 7 anos de sua vida.

É um alento ver que o presidente Uribe continua voando alto como uma águia, e que o povo colombiano -  sofre na carne o pesadelo do terror - responde forte, alto e muito lúcido ao chamado de seu presidente - legitimamente eleito.

Esses aí, que aparecem pedindo “nomes”, apenas se entregam. Por Gaúcho/Gabriela

A OMISSÃO DOS BRASILEIROS

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
2/08/2009

Uma “historinha de ficção”

Passei uma semana na Península de Porto Belo, SC. Entre as idas e vindas a um sem número de praias e locais paradisíacos fizemos um passeio de escuna em companhia de mais de 100 outros turistas, brasileiros e argentinos.

Ao passarmos por um trecho da costa coberta por vegetação da quase extinta Mata Atlântica, o guia ao microfone, chamou-nos a atenção para uma imensa "mansão" na encosta do morro. Vi que era uma belíssima residência e pensei como poderia ela ter sido construída naquele local.

O guia dissipou minhas dúvidas: (palavras do guia) "essa mansão foi construída por um famoso político brasileiro. Derrubou a Mata Atlântica, construiu uma estrada e conseguiu com facilidade tudo aquilo que nós mortais nunca conseguiremos. Esse político algum tempo depois vendeu a Mansão para o conhecido e preso traficante de drogas internacional Juan Carlos ABADIA. Foi uma operação da mais pura 'lavagem de dinheiro'. Hoje a mansão encontra-se sob o controle da Polícia Federal".

E assim passamos nós, os turistas, pela Mansão e pela estória que nosso guia nos contou.

Num dado momento de pausa, perguntei ao guia: "Quem é o POLÍTICO?"

O guia pegou o microfone e declarou: “Há pessoas querendo saber quem é o POLÍTICO”. Vou dizer.

Na minha cabeça passou um naipe de políticos catarinenses, pois por ter servido em SC por duas vezes estava imaginando que o "safado" só poderia ser da bela Santa Catarina.

Mas não. Para minha surpresa o guia declara: "O VICE PRESIDENTE JOSÉ DE ALENCAR"

Caiu-me o queixo!

Comentei a seguir com o guia: "Como pode a imprensa brasileira não ter tocado neste tema por ocasião da prisão do ABADIA?” E realmente, lembro-me de uma reportagem na Globo News sobre essa mansão, mas nem um detalhe sobre a operação troca de proprietários.

E mais: fora eu e mais outro passageiro, ninguém na embarcação teve qualquer reação, nem fisionômica e muito menos por gestos ou palavras.

Todos absolutamente amorfos e anêmicos. NÃO LHES DIZIA RESPEITO. Fiquei então meditando: será que é por essas e outras que o nosso Vice está com problemas de saúde?

Continuamos nosso passeio maravilhoso pelo belo litoral de Santa Catarina.

Caros amigos, com os que me correspondo - estão vendo porque a DITADURA DO PT continua ganhando terreno? A palavra é OMISSÃO de TODOS os brasileiros, com as honrosas exceções conhecidas.

Por EDGARD LC FRANÇA

E-mail recebido de um membro da comunidade do MOVCC

Somos um país de analfabetos

PLANETA SUSTENTÁVEL
Por Lya Luft
Revista Veja - 01/10/2008

A verdadeira democracia tem de oferecer a todos o direito de saber ler e escrever, pensar, questionar e escolher

Segundo pesquisa do confiável IBGE, estamos num vergonhoso lugar entre os países da América Latina, no que diz respeito à alfabetização. O que nos faltou e tanto nos falta ainda? Posso dizer que tem sobrado ufanismo. Não somos os melhores, não somos invulneráveis, somos um país emergente, com riquezas ainda nem descobertas, outras mal administradas. Somos um povo resistente e forte, capaz de uma alegria e fraternidade que as quadrilhas, o narcotráfico e a assustadora violência atuais não diminuem. Um povo com uma rara capacidade de improvisação positiva, esperança e honradez.

O sonho de morar fora daqui para escapar não vale. Na velha e sisuda Europa não há um sol como este. Recordo meu espanto na primeira estada por lá, num verão, vendo o sol oblíquo e pálido. Lá não se ri, não se abraça como aqui. Eles trabalham mais e ganham mais, é verdade. A pobreza por lá é menos pobre porque, se fosse miserável, morreriam todos de frio na primeira nevasca. O salário-desemprego é tão bom que, infelizmente, muitos decidem viver só com ele: o mercado de trabalho lá também é cruel, e com os estrangeiros, nem se fala. Em muitas coisas somos muito melhores.

Mas somos um país analfabeto. Alfabetizado não é, já disse e escrevo freqüentemente, aquele que assina seu nome, mas quem assina um documento que leu e compreendeu. A verdadeira democracia tem de oferecer a todos esse direito, pois ler e escrever, como pensar, questionar e escolher, é um direito. É questão de dignidade. Quando eu era professora universitária, na década de 70, já recebíamos nas faculdades vários alunos que mal conseguiam escrever uma frase e expor um pensamento claro. "Eu sei, mas não sei dizer nem escrever isso" é uma desculpa pobre. Não preciso ser intelectual, mas devo poder redigir ao menos um breve texto decente e claro. Preciso ser bem alfabetizado, isto é, usar meu instrumento de expressão completo, falado e escrito, dentro do meu nível de vida e do nível de vida do meu grupo.

Para isso, é essencial uma boa escola desde os primeiros anos, dever inarredável do estado. Não me digam que todas as comunidades têm escolas e que estas têm o necessário para um ensino razoável, para que até o mais pobre e esquecido no mais esquecido e pobre recanto possa se tornar um cidadão inteiro e digno, com acesso à leitura e à escrita, isto é, à informação. Um sujeito capaz de fazer boas escolhas de vida, pronto para se sustentar e que, na grave hora de votar, sabe o que está fazendo. Enquanto alardeamos façanhas, descobertas, ganhos e crescimento econômico, a situação nesse campo está cada vez pior. Muito menos pessoas se alfabetizam de verdade; dos poucos que chegam ao 2º grau e dos pouquíssimos que vão à universidade, muitos não saem de lá realmente formados. Entram na profissão incapazes de produzir um breve texto claro. São desinteressados da leitura, mal falam direito. Não conseguem se informar nem questionar o mundo. Pouco lhes foi dado, pouquíssimo lhes foi exigido.

A única saída para tamanha calamidade está no maior interesse pelo que há de mais importante num país: a educação. E isso só vai começar quando lhe derem os maiores orçamentos. Assim se mudará o Brasil, o resto é conversa fiada. Investir nisso significa criar mais oportunidades de trabalho: muito mais gente capacitada a obter salário decente. Significa saúde: gente mais bem informada não adoece por ignorância, isolamento e falta de higiene. Se ao estado cabe nos ajudar a ser capazes de saber, entender, questionar e escolher nossa vida, é nas famílias, quando podem comprar livros, que tudo começa. "Quantos livros você tem em casa, quantos leu este mês? E jornal?", pergunto, quando me dizem que os filhos não gostam de ler. Família tem a ver com moralidade, atenção e afeto, mas também com a necessária instrumentação para o filho assumir um lugar decente no mundo. Nascemos nela, nela vivemos. Mas com ela também fazemos parte de um país que nos deve, a todos, uma educação ótima. Ela trará consigo muito de tudo aquilo que nos falta.

Um guru da educação brasileira

Diário do Comércio, 4 de fevereiro de 2009

Uma das idéias mais influentes e respeitadas na educação brasileira é a teoria da “violência simbólica”, criada por Pierre Bourdieu (v. Pierre Bourdieu e Jacques Passeron, A Reprodução. Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino, trad. Reynaldo Bayrão, 3ª. ed., Rio, Francisco Alves, 1992). Por esse termo ele entende “a violência que extorque submissão não percebida como tal, baseada em ‘expectativas coletivas’ ou crenças socialmente inculcadas”. Violência simbólica é toda forma de dominação mediante impregnação inconsciente de hábitos, símbolos e valores que ao mesmo tempo impõem essa dominação e a encobrem aos olhos dos dominados, de modo que a violência é tanto mais efetiva quanto menos reconhecida.


Todo sistema educacional, desta ou de outras épocas, constitui-se, segundo Bourdieu, de “atos pedagógicos” destinados a impor um conjunto de valores culturais, sempre arbitrários e injustificáveis, por meio de “violência simbólica”. As noções de “violência” e “arbitrário” estão interligadas: “A seleção de significações que define objetivamente a cultura de um grupo ou de uma classe como sistema simbólico é arbitrária na medida em que a estrutura e as funções dessa cultura não podem ser deduzidas de nenhum princípio universal, físico, biológico ou espiritual, não estando unidas por nenhuma espécie de relação interna à ‘natureza das coisas’ ou a uma ‘natureza humana’.”


A premissa aí oculta é que, se o sistema simbólico refletisse princípios universais, a ação pedagógica não seria violência simbólica e sim persuasão racional . Mas isso, segundo Bourdieu, jamais acontece: “Toda ação pedagógica é objetivamente uma violência simbólica enquanto imposição, por um poder arbitrário, de um arbitrário cultural.”


Mas, se a cultura não tem fundamento, nem por isso deixa de ter utilidade – para alguns, é claro: “A seleção de significações que constitui objetivamente a cultura de um grupo ou classe como sistema simbólico é sociologicamente necessária na medida em que essa cultura deve sua existência às condições sociais das quais ela é o produto.” O esquema dominante (as “condições sociais”) não se limita a “produzir” o sistema simbólico – ele se serve dele para seus próprios fins: “...O arbitrário cultural que as relações de força entre os grupos ou classes... colocam em posição dominante... é aquele que exprime o mais completamente, ainda que sempre de maneira mediata, os interesses objetivos (materiais e simbólicos) dos grupos ou classes dominantes.”


Bourdieu apresenta esses parágrafos como uma lição de sociologia, isto é, uma descrição de como as coisas funcionam nas sociedades existentes, inclusive e primordialmente, é claro, a sociedade burguesa. Ele pretende, portanto, que a classe burguesa, na busca de seus próprios interesses, criou um sistema de significações a ser inculcado por meio de atos pedagógicos de violência simbólica nas mentes dos dominados, de tal modo que não só essas significações, mas também aqueles interesses, e a relação de poder que os atende, permaneçam invisíveis. É, convenhamos, uma operação de engenharia psicológica das mais complexas. Para realizá-la, é preciso, primeiro, agentes humanos qualificados. Uma “classe”, afinal, abrange milhões de pessoas e não é possível que todas elas participem do empreendimento. É preciso que, dentre elas, se destaquem uns quantos especialistas, os “educadores”, que estes sejam aceitos como legítimos representantes da classe, que entrem num consenso ao menos aproximado quanto aos interesses da classe que representam; é preciso ainda que esse consenso corresponda de fato aos tais interesses e obtenha, uma vez formulado, a aprovação da classe que nomeou os educadores. Partindo, pois, dessa representação meramente esquemática da situação social, eles teriam de selecionar e organizar os símbolos, estratégias e esquemas mentais mais propícios não só a produzir obediência nos dominados, mas também a manipulá-los e ludibriá-los de tal modo que não percebessem estar obedecendo a uma classe dominante, e nem mesmo a seres humanos, mas acreditassem seguir espontaneamente a natureza das coisas ou a vontade divina.


Vocês conseguem imaginar quantas assembléias, quantos grupos de trabalho, quantas pesquisas científicas, quantos projetos técnicos, quantas tentativas e erros seriam necessários para um plano dessa envergadura? Já imaginaram a imensa capacidade organizativa, os incalculáveis recursos orçamentários e, no topo da hierarquia, a mão de ferro necessária para manter a ordem, controlar o fluxo de trabalho e assegurar a produtividade num empreendimento todo feito de sutilezas psicológicas infinitamente evanescentes? Se algo dessa natureza tivesse um dia sido concebido, os trabalhos preparatórios deveriam ter deixado uma multidão de rastros: monografias acadêmicas, atas, publicações periódicas, regulamentos, ordens de serviço, etc, etc. O problema é o seguinte: nada disso existe, nada disso existiu jamais.


Se vasculharmos todas as bibliotecas, todos os registros, todos os arquivos sobre a história da educação burguesa, não encontraremos um só documento, um só memorando, uma só ata onde apareça, mesmo indiretamente, uma discussão nestes termos: “Os interesses objetivos da nossa classe são tais e quais, os meios de forçar as pessoas a trabalharem para nós são estes e aqueles, e os meios de camuflar toda a operação são x e y.” Nenhum educador, ministro da educação, professor ou inspetor do ensino primário, médio ou superior jamais disse uma coisa dessas, ou pelo menos não há documento que o registre.


Eles falam, sim, de valores, de fins da educação, de aprimoramento da inteligência humana, de virtudes cívicas, etc., mas nunca, jamais, de uma operação para forçar invisivelmente os dominados a uma conduta que, alertados, eles poderiam não aprovar. Como é possível que uma operação tão delicada não deixasse o menor rastro, senão numa linguagem tão desligada, aparentemente, de qualquer intenção manipulatória, de qualquer imposição camuflada, de qualquer “violência simbólica”? Se admitimos que essa intenção existiu, então só há, para explicar a inexistência de registros, as seguintes hipóteses:


Hipótese 1. Além de conceber um sistema de camuflagens para ludibriar os dominados, os malditos educadores burgueses ainda criaram, em cima dele, uma segunda rede de disfarces verbais para enganar os observadores futuros, isto é, nós. Mas esta segunda operação, sendo ainda mais complexa e trabalhosa do que a primeira, e só podendo ser levada a cabo depois que esta estivesse pronta, pela simples razão de que não se pode camuflar o que não existe, também não deixou para os historiadores o menor registro, o que supõe que, além da primeira camuflagem e da segunda, houve em seguida uma operação-sumiço ainda mais gigantesca do que as outras duas.


Hipótese 2. Ao planejar a manipulação dos dominados, os educadores burgueses não tinham conscientemente essa intenção, mas, enquanto serviam aos interesses objetivos da burguesia, acreditavam piamente trabalhar por valores culturais sublimes, pelo aprimoramento da inteligência etc. Isolados da realidade pelo seu próprio véu ideológico que encobria os verdadeiros interesses em jogo, planejaram inconscientemente a manipulação do inconsciente alheio e, embora trabalhassem totalmente às cegas, produziram um sistema tão organizado, racional e eficiente que conseguiram realmente fazer-se obedecer por milhões de paspalhos ainda mais inconscientes que eles – a multidão dos “dominados”. Não me perguntem como é possível uma operação tão vasta e complexa atingir miraculosamente os fins desconhecidos que, por vias ignoradas e inapreensíveis, atendem aos interesses de classe postulados, também inconscientemente, no início do processo.


Quando vemos o gênero de tolice em que os responsáveis pelas nossas escolas públicas devotamente acreditam, torna-se bem fácil explicar por que os alunos dessas escolas tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais.



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http://www.seminariodefilosofia.org/forum/15

 

"Idiotas úteis" e a doença mental

CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA VIVIDA OU
SEGUNDA-FEIRA, JANEIRO 26, 2009

É típico de uma mente contaminada achar que não existe realidade. Este tipo de mente só acha que tudo o que existe é expressão de opinião e sentimento. Assim criamos as situações mais díspares e esdrúxulas de todas quando alguém se pronuncia defendendo algo verdadeiro e logo um idiota contaminado se une a outros idiotas e proclamam em uníssono que aquela opinião está errada, simplesmente porque assim proclamam. Quanto maior o assunto, quanto mais grave ele for e tiver maior repercussão nos recônditos mentais, mais está sujeito à essa forma de deturpação da realidade.

Essa maneira de ver o mundo contamina principalmente nossos acadêmicos e jornalistas que acham não existir mais nada que a narrativa. E simplesmente ganha o joguinho idiota quem fizer prevalecer sua narrativa independentemente dos fatos mesmo. Logicamente que qualquer idiota (o uso aqui da palavra idiota se dá no nível dos “idiotas úteis”, termo cunhado por Lênin) confrontado com sua narrativa esperneará juntamente com seus cupinchas e tentará fazer com que sua opinião prevaleça. Fica meio difícil fazer isso com uma realidade objetiva última. Não adianta o grupinho de idiotas espernear dizendo que o carro em que eles estão não exista, o carro vai continuar existindo. 

Assim é bem mais fácil fazer isso no campo jornalístico ou acadêmico. Sentado atrás de uma mesa ou protegido atrás de um título acadêmico, qualquer esperneio em grupo é logo taxado de verdadeiro, por mais que seja a mentira última mais sem vergonha. Quando um grupo de “úteis” são designados para o trabalho do esperneio não se pode mais confiar neles para saber a verdade. Pode-se confiar neles para descobrir a moda da hora ou a lavagem cerebral corrente, mas nunca para saber a verdade. Assim enquanto Obama no seu primeiro dia de presidente assina o maior acordo para promover o aborto mundialmente, temos que ficar ouvido de sua cor, seu sorriso, seu carisma, as esperanças do mundo, as possibilidades do milagre desejado etc. Nunca somos confrontados ou nos confrontamos com a realidade.

Dessa maneira nossa classe média acredita piamente no “coitadismo”. Ela acredita irremediavelmente que os pobres são pobres por sua culpa, de ter dinheiro. Acredita-se no mito de que para uns terem um pouco outros não podem ter nada. Dá-lhe esmola, ajuda pra ONGs, militantismo pelos direitos do homem, pela dignidade humana etc. Poderíamos ter pena do sujeito pobre, que não foi educado e ganha a vida mal e porcamente? Talvez. Mas preferimos ter pena do bandido, do ladrão, do traficante, do malandro, da puta etc. Chegamos ao ápice da deformação mental ao dizer claramente que roubar dinheiro dentro de um gabinete é pior que matar uma pessoa. Sério! E as pessoas continuam discutindo isso mesmo depois de qualquer argumento do tipo: VIDA HUMANA. A perda da causa e conseqüência mais imediata as fazem relativizar toda a moral e toda a ética em prol de um desdobramento infinito que vai terminar em quem? No pobre, novamente. Antes de ver que o roubo de dinheiro por um político atenta contra suas vidas, sua saúde, sua educação, seu salário, seu transporte, seus serviços... teimam em concluir que o dinheiro roubado vai matar milhares ou milhões de pobres que não tem nada a ver com a história, por uma cadeira de causa e conseqüência das mais obtusas e implausíveis. 

Quem teima em ver a realidade em prol do pobre, e somente do pobre, teima em fazer exatamente como os jornais e demais mídias procuram conduzir o pensamento. Tudo sempre se refere aos pobres, aos miseráveis, aos flagelados etc. A educação tem que ser limada na base para que os padrões caiam absurdamente a fim de uma inserção social. O dinheiro há de ser distribuído da forma mais obtusa possível pelo pensamento paternalista. Ninguém nunca vê que essas medidas não são tentativas de melhorar alguma coisa, consertar um pouquinho disso ou daquilo. Essas coisas servem somente para deixar o problema como está e criar outro, de profundidade muito maior. Toda vez que o preceito democrático é usado ao extremo... este tente a desmoronar. Se todos que possuímos direitos a isso ou aquilo outro reivindicarmos nossos direitos conjuntamente e da maneira máxima a máquina governamental quebra, se esfacela e enguiça. Agora imagine se todas as pessoas forem colocadas na balança e forem criados milhares de direitos específicos para elas?

A mente humana criada livremente é capaz das maiores proezas. Ela é capaz das associações mais óbvias e das conclusões diretas mais elementares. Mas adoecida ela peca em fazer as operações mentais mais simples. A doença de nosso tempo é exatamente essa: achar que não há verdade, só há opiniões e expressões. Baseados nessa falcatrua intelectual implantada na mente de bilhões de seres humanos tiramos a conclusão direta e inescapável: contaminados por essa doença mental toda a realidade desaparece, prevalecendo o discurso.

Prevalecendo o discurso podem inventar qualquer realidade possível, basta que caiba dentro do discurso. Foi exatamente por esse meio que Obama não foi eleito. Elegeram em seu lugar uma idéia de esperança milagrosa. Sua cor de pele significou uma quebra de paradigma (virtual) e uma promessa de tempos melhores, mais brandos e humanos, quando na verdade a realidade se impõe por si mesma. Basta que o povo desligue a televisão para em menos tempo do que imagina começar a perceber a verdade. Sua vida crua e dura é tudo que lhe resta, e tais tipos de governantes só farão piorar, assim como o fez logo no começo do mandato ao assinar a proposta de gastar bilhões de dólares em plena crise com o fomento do aborto no mundo, para esperança Obama se mostra um perfeito traíra logo de cara. E o pior de tudo é que seus eleitores cristãos, protestantes, judeus, evangélicos e mulçumanos regozijam com seu salvador, o primeiro a ir contra suas crenças. Este é o tipo de reversão mental doentia a que as mentes estão condicionadas, esquecer a realidade e acreditar no discurso. Esquecendo que existe uma realidade que se impõe sobre cada discurso. Mas quando for perceber isso já será tarde demais. 


Mais sobre a doença mental

TERÇA-FEIRA, JANEIRO 27, 2009

Existe algo que sempre me inquieta e hoje tenho plena certeza do que seja. Para explicar minha inquietação tenho antes que explicar as impressões que sempre tive dela. Essas são poucas, mas como são constantes crescem em qualidade. Sempre me achei mais inteligente que a média das pessoas, pelo menos desde que me entendo por gente, coisa que acontece há uns 5 anos somente. Depois essa impressão caiu e hoje eu penso que eu sou como todo mundo deveria ser normalmente, se não sofressem do mal que sofrem. Esse mal pode ser creditado à televisão, à educação, ao capitalismo, ao comunismo, mas de qualquer forma isso só explicaria a origem do mal e não o mal em si. Esse é muito fácil de perceber depois que se passam anos e anos convivendo ao seu lado.

Mas se as pessoas sofrem de um mal e eu me considero normal, por que diabos eu não acho que isso pode ser um sinal de grandiloqüência? Pelo simples fato de que não acho que sou exemplo para ninguém, não devem seguir o meu caminho, não quero que ninguém seja como eu sou e acho que se alguém se espelhar em mim para se desenvolver só pode ser um burro. Depois que percebi isso em meu íntimo é que tive a certeza de que não sou egocêntrico nem megalomaníaco. E consequentemente consegui enxergar mais claramente a realidade. Quando eu consegui enxergar mais claramente a realidade é que por tabela eu descobri o mal dos outros. Eles são incapazes de enxergar mais claramente a realidade.

De fato a ignorância não tem começo, ela é infinita e persistente. Todos os homens nascem ignorantes, igualmente ignorantes. Essa condição é natural e não precisa ter início, pois é a própria condição manifestada na realidade. Assim o bebê passa anos e anos para aprender a separar e dividir a realidade em pedaços, pedaços reconhecíveis, pedaços reconhecíveis que possuem ligações, pedaços reconhecíveis que possuem ligações e se repetem e são capazes de identificação. Isso em relação a todos os sentidos, a sensação ao tocar uma árvore vai se repetir, a resposta ao chorar vai se repetir, e assim por diante. Anos é o tempo que leva para que uma criança ganhe noção de profundidade, tridimensionalidade e capacidade de abstração. Basta ver qualquer bebê em sua plena forma desengonçada e destrambelhada para saber o que é isso instantaneamente. 

Graças aos erros próprios e, em parte, à condução dos adultos a criança passa por essa fase incólume. E quando possui um sendo mais estável do mundo, em um processo paralelo ao outro, ela começa a falar. A fala é a conquista por natureza da criança, que vai aprender na marra a separação da realidade e sua nomeação. Se começa com papi e mami, ela em pouco tempo vai saber que existe ventilador, cama, garfo, papinha, e com o tempo vai ganhar a noção de amor, morte, doença, perigo etc. A criança aprende tudo isso na terapia de choque, ou ela aprende ou perece. E esquecemos rapidamente que ela demora anos e anos, no mínimo uns 6 anos para aprender e dominar completamente o idioma e conseguir captar grande parte da realidade. Mas mesmo assim ainda nessa idade a criança não sabe o que é morte. 

Eis que continuando nessa descrição vamos terminar o crescimento de um novo ser humano apenas lá pelos 15 anos. E teremos um novo ser formado completamente aos 20. Essa era minha idéia básica, aos 20 anos mais ou menos foi quando tomei consciência da vida mesma e comecei a trilhar meu caminho particular de aprendizagem, busca e desenvolvimento. Quando passei, anos depois, a ver a realidade mais claramente percebi que nossos jovens de 20 anos estão infantilizados. Eles não conseguem perceber o mundo de maneira que um ser humano de 20 anos deveria ver, mas enxerga a realidade através de olhos totalmente deturpados. Cheios de vícios. Quando na verdade o ser humano deveria ter toda a base livre de vícios maiores para começar a desenvolver um trabalho sério, é exatamente o que hoje é o ápice da desenvoltura e por ali fica a coisa toda. Devemos lembrar que comparativamente, aqui em uma hipótese por mim formulada que deve ser considerada livremente, podemos comprar uma criança de 14 anos de dois séculos atrás como estando no mesmo nível intelectual de nossos jovens de 20 hoje.

Isso para falar em termos de início de uma existência minimamente satisfatória. Se olharmos nos consultórios de análise e psiquiatria hoje veremos que a maioria das pessoas não possuem problemas patológicos, mas simplesmente são arrastadas aos consultórios por simples carência emotiva e desestrutura interna para manter-se como um adulto. Ou seja, temos um exército de adultos que são infantis ainda em suas vidas internas. Constatando isso não é espanto algum ver hoje em dia pais, mães, filhos e/ou filhas muitas vezes como amigos e companheiros. A distância mental é tão pequena entre os dois que eles conseguem esse nível de aproximação, quebrando toda a corrente hierárquica necessária à educação do ser humano. Toda a falta e carência que uma mente pode sentir está à mostra para pesquisas nos adultos de hoje em dia. E principalmente nos jovens que serão adultos daqui a algum tempo.

Isso repercute em todos os níveis da vida social. Crianças são histéricas, inseguras, procuram a confirmação e comprovação de que estão certas em ídolos e figuras paternalistas. O pai é o símbolo, ou era, ou cada vez é menos, de referência do filho, a mãe é outro símbolo equivalente. O casal, cada um com sua parcela na construção do novo ser, quando hierarquicamente consolidado é um pilar na qual o filho irá se apoiar para lá chegar um dia. Quando os pais já são meros escombros de vigas retorcidas e colunas deformadas, não há mais apoio algum no qual o filho irá utilizar, e muitas vezes, estando no mesmo nível, haverá apoio mútuo de mesmo nível, o que é lamentável tanto para a consolidação dos pais, como para o crescimento da criança. 

Essa forma de existir que hoje se espalha rapidamente por todas as camadas sociais, é um sintoma direto da falta de desenvolvimento interno de cada ser humano. Todos sabemos que um ser humano carente, que carece de algo, ou de tudo, é inseguro. Quem é inseguro procurará confirmações e apoio onde encontrar um pilar que ache íntegro. Se não houver tal pilar em sua vida toda a moral, todos os valores, todos os atos, forma de pensar e perceber o mundo serão relativizados. É como o estudante que possui toda a biblioteca mundial para estudar, mas não tem instrução de ninguém, tendo que sozinho ir lendo e buscando suas fontes de informação. Se toda a literatura e todos os livros filosóficos, científicos e de todos os tipos lá estiverem a chance que ele se perca no caminho e crie uma idéia absolutamente errada do mundo é enorme. Assim acontece hoje em dia. Mas o principal é que as obras mais significativas, as experiências mais enriquecedoras, não estão disponíveis ao grande público. Toda a literatura, cinema, todas as artes, os estudos, a ciência que está disponível para o grande público é da mais rasteira. Mas isso é evidente, como ensinar a uma criança um pensamento profundo, uma teoria elaborada, o método científico rigoroso? Não é possível. 

Nesse momento reduz-se o mundo num círculo vicioso automático. Se as mentes estão mais fracas vamos relativizar e amenizar o estudo e os modos de compreender o mundo. E assim sucessivamente até o entorpecimento geral da mente humana em todos os níveis. Isso seria trágico por si só se fosse uma reação natural histórica da raça humana. Mas é, nesse caso, enraivecedor, pois o plano todo é orquestrado por uns poucos. O nível intelectual global tem caído profundamente nas últimas décadas. O engraçado é que era para ter crescido vertiginosamente. Qualquer trabalho literário e intelectual só pode ter lugar em sociedades confortáveis. Sociedades em que o nível de conforto atingiu um patamar tal que propicia a transferência de trabalhos braçais e de lutas constantes ao ócio individual. Deparamo-nos com um problema gigantesco aqui. Temos o nível de conforto mais elevado desde o surgimento da raça humana e ao mesmo tempo temos a derrocada do nível intelectual. Não digo que a produção deixou de existir. Nossos mercados editoriais crescem. Mas o lixo que é produzido e cada vez maior e a literatura de merda que existe é infinitamente superior a alta literatura. 

Qualquer ser humano com 20 anos de idade que conviveu em uma sociedade minimamente desenvolvida sabe que se ouvir um homem o aconselhando a pular de uma ponte para ser feliz vai saber que o que o sujeito diz é errado, por rápida impressão interna. Mas isso atualmente não se dá ao fato de que viver é melhor que morrer, mas simplesmente que o fato de morrer por alguma coisa maior foi simplesmente tirado do imaginário popular. A vontade individual foi minada de todas as maneiras. É impensável hoje alguém decidir algo autonomamente se isso vai contra o consenso popular de nascer-estudar-trabalhar-morrer. Aliado a esse fato temos o direito à felicidade, que é um expressão totalmente sem sentido e absolutamente vazia. A felicidade não chega através de luta, trabalho, suor nem nada disso, é um estado alcançado mais pela contingência que pelo plano elaborado, aliás somente pela contingência. Pascal Bruckner sintetizou de forma magistral esse pensamento nessa frase: “nós constituímos as primeiras sociedades a tornar pessoas infelizes por não serem felizes.”

A condição humana é ser infeliz, é ter momentos de angústia, desilusão, tristeza e lamento. Essa é a nossa condição básica, nascemos ignorantes, pelados e famintos. Somos por definição seres que alçam vôo sobre as misérias. Através do trabalho, da luta individual, do crescimento interno, do desenvolvimento dos valores, da consolidação da mente sobre o corpo. Mas todo esse trabalho não nos leva à felicidade, mas a realização humana. Muitas das vezes é trabalhosa e estafante. E na grande maioria não há felicidade em comer, dormir, trabalhar e se manter. Essas coisas básicas trazem a tranqüilidade para ser humano de forma mais plena. Quem tem comida diariamente, uma cama para dormir, possui saúde e família não deve por isso ficar feliz automaticamente, mas simplesmente perceber que possui todas as necessidades básicas satisfeitas e que a partir dali pode buscar uma completude maior. Hoje em dia, talvez, a única coisa pela qual as pessoas lutassem com a própria vida seriam seus filhos, mas uma reduzida parcela da população, a maioria bradaria por uma melhor gestão governamental enquanto culpa meio mundo pelas mazelas. 

O senso individual foi perdido e com isso perdeu-se a unidade interna do indivíduo que se vê capaz de analisar e validar ou não seus pensamentos com a realidade que se impõe a todos. Se a pessoa não se acha mais capaz, como pessoa, de autonomia, pela lógica inexorável do fato teremos uma pessoa que não é capaz de se ver como canal entre si e o mundo. Essa é a doença mental que falei no começo do texto. As pessoas deixaram de perceber-se como algo real que possui correspondência com a realidade e por isso, autonomamente, são capazes de avaliar o mundo por si mesmos e tomar decisões e guiar as próprias vidas.

Essa é a típica condição da criança. Ela é incapaz de autonomia e por isso busca validar-se e a suas ações pelas dos outros, dos pais, depois dos amigos, dos mestres etc. Temos um exército de crianças que não acreditam, ou não são capazes de ver o mundo como realidade mesma. E essas crianças podem ter a idade que for, temos crianças desde cinco anos de idade até crianças com cinqüenta. Esse problema é o maior problema que enfrentamos atualmente. A perda da noção básica individual como ser autônomo. E quando isso acontece, como acontece com qualquer criança, temos a realidade moldada por histórias, que não precisam de lastro real. Conte a uma criança qualquer história e ela acreditará, se for contada por alguém que confia. Por isso a sensação de autoridade da pseudo-ciência e da mídia que temos hoje é altamente destrutiva. Ela substitui a realidade mesma por histórias e narrativas. Que por atingirem crianças, terminam por serem absorvidas como realidade mesma. 

A perda da autonomia é grave e traz conseqüências desastrosas para nossa sociedade. Trazem a perda dos valores, da moral e da ética, a perda da realização humana mesma, transferida para compras, trabalho e hedonismo, e trazem o mal maior, a influência à manipulação mental descarada que ocorre atualmente em todos os níveis da sociedade por uns poucos que conhecem a regra e se aproveitam dela para levar à cabo seus planos grandiloqüentes. Estar apto a perceber tais deformações sociais e mentais generalizadas é a busca básica de qualquer pessoa que perceba a realidade como está. Qualquer um que diga que sabe como trazer a felicidade e completude para a raça humana como um todo é maluco e megalomaníaco. Podemos ao máximo trazer alguns poucos esclarecimentos e uns caminhos incertos para a realização individual do ser, nunca da raça inteira, do povo inteiro, nem de toda nação. Salvar o planeta, salvar todas as crianças, salvar todas as mulheres, salvar todos os gays, salvar todos os árabes, salvar todos os judeus, salvar todas as baleias, salvar todos os negros etc., só pode ser piada de mal gosto e é, mas assim não é percebida pela maioria que não acha nada, o que é pior do que achar alguma coisa. Mas isso também é sintoma da doença mental, a perda constante de individualidade, de poder, de autonomia, de capacidade de crescimento e resolução dos próprios problemas. Perceber isso já é o grande passo para amadurecer, a criança só cresce da primeira vez que se vê como criança e logo busca crescer para ser adulto. 

ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL

POR E-MAIL

Uma sinfônica regida por um maestro - lugar comum.

Mas duvido que vc já haja assistido um maestro reger a orquestra E a platéia!
Genial! o talento - lucidez de coração? - de um regente, congregando centenas de indivíduos em uma única entidade - musical e feliz!

Um ritual de comunhão em beleza e alegria, prenúncio risonho de uma humanidade emergente.

Certeza que entre palmas e cantos, também os anjos dançaram.

Aproveite Strauss.

M.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

EM QUE LULA DA SILVA APOSTA COM A LIBERTAÇÃO DOS SEQÜESTRADOS?

FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
02/02/2009

Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido 
Analista colombiano de assuntos estratégicos www.luisvillamarin.co.nr


Seria ilusório demais pensar que o governo brasileiro de Lula da Silva é motivado por interesses humanitários claros na calculada, manipulada e propagandeada libertação de seis seqüestrados, como parte da metódica comédia que montaram Piedad Córdoba, os autodenominados intelectuais amigos da Colômbia e as FARC, com a finalidade de ressuscitar os terroristas no âmbito político, e, ao mesmo tempo, tratar de desprestigiar o governo colombiano.

Duas razões concretas explicam tal realidade. A primeira, porque em política não há nada gratuito. Ninguém dá ponto sem nó. E a segunda, porque as FARC fazem parte do entorno estratégico a médio e longo prazo, de unificar regimes esquerdistas em todo o continente latino-americano.

Antecedentes comprometedores indicam que além do interesses humanitário pré-existem sérias coincidências ideológicas e metodológicas das FARC com Lula da Silva e muitos de seus co-partidários do PT. Por exemplo, nem o mandatário brasileiro nem as FARC puderam demonstrar o contrário a respeito dos rumores sobre o apoio de cinco milhões de dólares que “Tirofijo” enviou à segunda campanha presidencial de Lula.

Por outro lado, as revelações parciais que os meios de comunicação fizeram acerca dos nexos de vários funcionários do governo brasileiro com as FARC, encontrados nos computadores de Raúl Reyes, deixaram entre os analistas do tema a sensação de que o presidente Uribe Vélez manejou o tema com cordialidade e que, talvez, apesar de outras informações mais graves preferiu “não tocar” no Brasil, com a intenção de não afundar ainda mais a complexa crise regional que em forma de vitrine desataram os governos da Venezuela, Equador e Nicarágua, quando ficou a descoberto o complô contra a Colômbia.

Soma-se a isto, a estreita aproximação de Lula com o governo francês na aquisição de armamento sofisticado e a iminente transferência de tecnologia nuclear de Paris para Brasília, assim como a persistente idéia encabeçada por Lula de conformar uma aliança militar sul-americana que desconheça por igual o Tiar da OEA, e a incidência do Pentágono na segurança nacional de cada um dos Estados do hemisfério.

Indiretamente, a iniciativa da espécie de “OTAN Sul-Americana” pretende a reação contrária de Uribe, para deixar a Colômbia fora da aliança, e a longo prazo utilizar as FARC como um ás estratégico dentro do projeto de expansão geopolítica e geoestratégica do Socialismo do Século XXI na América Latina.

Em todos estes mecanismos o governo francês esteve presente na sombra. Primeiro, com as negociações paralelas com as FARC para libertar Ingrid Betancourt, pelas costas do governo colombiano; em seguida, com o exibido périplo de Ingrid e depois com os permanentes negócios de alto nível com o Brasil, dirigidos para deixar os Estados Unidos fora da torta geopolítica hemisférica e potencializar o Brasil como o líder regional.

Afora isso, os arquivos eletrônicos dos computadores de Reyes, somados às investigações de analistas políticos brasileiros, demonstram que há vários anos detectou-se uma marcada infiltração dos comunistas em importantes escalões de comando da Força Aérea desse país. Com a circunstância agravante de que, com a cumplicidade de alguns funcionários oficiais e dirigentes comunistas brasileiros, o terrorista Francisco Collazos, codinome “Oliverio Medina” ou o “padre Camilo”, membro ativo da chamada Frente Internacional das FARC, burlou os serviços de segurança internacionais e conseguiu asilo político consentido pelo próprio Lula da Silva.

Com mais um ingrediente: enquanto Chávez e Correa tinham Rodríguez Chacín e Correa em acordos diretos com as FARC, Lula tinha cinco funcionários de alto nível comprometidos no mesmo complô. Quando a trama foi descoberta, Chávez e Correa se defenderam com grosserias e ofensas baixas contra a Colômbia. Entretanto, Lula se fez de desentendido e descartou qualquer responsabilidade em uma mescla de cinismo e aparente dignidade de presidente de uma das dez potências econômicas do mundo.

A questão resulta mais sintomática, uma vez que, com muitas desculpas e piedosas mentiras, a administração Lula descartou a responsabilidade política e histórica de qualificar as FARC como terroristas, assim como em desenvolver uma campanha militar mantida na fronteira com a Colômbia, para destruir vários acampamentos guerrilheiros instalados na floresta amazônica, cortar os nexos dos narcos brasileiros com os terroristas colombianos e deportar vários propagandistas das FARC que se movem como Pedro em sua casa, tanto em universidades como nos corredores de prédios oficiais brasileiros.


Não é desatinado afirmar que o Exército brasileiro, outrora instituição visivelmente anticomunista desse país, está submetido a uma tensão que não se pode predizer, com pleno conhecimento de que foram amordaçados, enquanto os populistas dirigentes políticos estão imersos na estratégia política traçada desde Havana, tendente a submeter todo o continente ao arcaico esquema marxista-leninista.

Por trás de toda a maquinação midiática que as FARC e seus sócios deram à audaciosa libertação unilateral de seis seqüestrados, o engambelado lance persegue objetivos políticos e estratégicos que projetam Lula como um pacifista internacional e as FARC como um movimento político não-terrorista. É outra aresta do mesmo esquema que Chávez e Iván Márquez montaram na sede da PDVSA em finais de 2007, com a libertação dos seqüestrados. As petições que os terroristas façam ao longo das próximas libertações e a atitude que Lula assuma em torno delas, darão as luzes para esclarecer os alcances do estratagema.

Neste sentido, a contribuição das aeronaves militares brasileiras à Cruz Vermelha Internacional com o aparente distanciamento de Lula, supostamente mais interessado na libertação dos seqüestrados que em conseguir lucros pessoais, espelha que por baixo da mesa se move mais um estratagema do complô contra a Colômbia, que seguramente se conhecerá quando caírem os arquivos pessoais de outro cabeça das FARC.

Como parte dessa estratégia articulada, Chávez visitou Uribe dias atrás; Correa voltou a dar solavancos entre suas sugestões cantinflescas de segurança na parte colombiana e ortodoxa fidelidade marxista-leninista; as FARC reativaram os ataques terroristas em áreas urbanas e, Piedad Córdoba, se apropriou do tema da liberdade dos seqüestrados, como se estivesse lavando sua deteriorada imagem perante o eleitorado, com o duplo propósito de ganhar dividendos políticos pessoais e, ao mesmo tempo, ridicularizar seu arqui-inimigo, o presidente Uribe. Além disso, é a candidata de Chávez e das FARC, útil para o chamado “governo de transição” para o socialismo.

A médio e longo prazos, o Estado colombiano deve ir com pés de chumbo em torno da libertação dos seqüestrados e a quase iminente providência das FARC, que vão pedir status de beligerância, com a permissão do governante do país mais poderoso da região, enquanto os idiotas funcionais - incluídos os que vivem como ricos nos Estados Unidos e vociferam como “proletários” para a América Latina -, crêem que os mancomunados esqueceram a conspiração dinamizada pela Coordenadora Continental Bolivariana, os “esquerdistas” disfarçados e as FARC, em honra de ressuscitar o cadáver político dos terroristas.

Por essa razão esses esquerdistas estultos caluniam o governo colombiano, asseveram que os conteúdos dos computadores de Reyes são falsos e que Correa criminalizou as FARC. Ou são ingênuos, ou fazem parte do mesmo complô contra a Colômbia.

O certo é que nem Lula nem seu governo têm sido aliados da Colômbia na luta contra o narcterrorismo mas, o que é pior, interessa-lhes e lhes convém que as FARC existam para continuar obstinados no projeto de submeter a Colômbia ao ambicioso projeto de expansão castro-chavista. Nem mais, nem menos.

Essa é a verdadeira intenção de Lula. De quebra, a manipulada libertação unilateral dos dirigentes políticos e quatro uniformizados em poder das FARC, lhe proporcionou a oportunidade de ouro para recompor o caminho da estratégia internacional dos remanescentes comunistas latino-americanos. Uma vez mais, os esquerdistas moderados e armados estão brincando com a dor das vítimas do seqüestro. E os meios de comunicação ansiosos pelo furo de reportagem, lhes fazem o jogo.


Tradução: Graça Salgueiro


Fonte: http://www.eltiempo.com/blogs/analisis_del_conflicto

Resgates das FARC, funeral de Tirofijo e papel do Brasil

por GRAÇA SALGUEIRO

DELEGADA DA UNOAMERICA PARA O BRASIL


Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Antes de abordar os temas escolhidos para a edição de hoje, quero dar três avisos: o primeiro, sobre o curso “Princípios de Simbolismo e Cosmologia Tradicional”, ministrado por Luiz Gonzaga de Carvalho, cujas informações podem ser obtidas clicando no título; o segundo, que o site Mídia Sem Máscara NÃO foi desativado; apenas passa por reformas e em breve estará de volta com todo o seu vigor. Acrescento que nenhum outro site está “abrigando” o MSM como se andou especulando pelo Orkut; isto são apenas ilações de desocupados e desinformadores profissionais. E o terceiro aviso, este extremamente grave e aborrecido, é que o site do Heitor De Paola, “Papéis Avulsos”, foi mais uma vez atacado por hackers e encontra-se temporariamente com suas atualizações paralisadas. Isto não significa que o nosso bom guerreiro vá render-se às imposições de desordeiros que abominam a verdade como o vampiro da luz e muito brevemente, se Deus quiser, tudo voltará à normalidade.

O tema de hoje é, naturalmente, as FARC, e tudo aquilo que a mídia não gosta de revelar; ou melhor, Notalatina desmascara (Cavaleiro do Templo: mais uma vez e com certeza mais uma vez alguém vai pegar o material que a Graça publica e utilizar SEM CITAR A FONTE) o mar de mentiras que foram veiculadas a respeito da libertação dos seis seqüestrados pelas FARC. Antes, porém, a revelação de um fato importante a respeito deste bando narco-terrorista que não vi publicado em nenhum jornal, revista ou site do país: a confirmação da morte do chefe dos guerrilheiros, Manuel Marulanda “Tirofijo” – inclusive com a foto de seu funeral – dada por uma guerrilheira desmobilizada recentemente.


Conta a guerrilheira de codinome “Anayibe”, que era noiva de um dos encarregados da segurança pessoal de “Tirofijo”, que ele de fato faleceu nos braços de sua companheira de codinome “Sandra”, no dia 26 de março de 2008, às 9 da manhã, na presença de vários integrantes do Secretariado das FARC em cujo recinto ela também se encontrava. Segundo Anayibe, “[Tirofijo] suava constantemente, suas pulsações estavam aceleradas e os ataques cardíacos eram contínuos. Os medicamentos já não faziam efeito”. O quadro de saúde do velho guerrilheiro de 80 anos agravou-se com os acontecimentos que abalaram toda a guerrilha a partir de 1º de março de 2008, quando foi abatido o número 2 das FARC, Raúl Reyes, seguido da morte de “Iván Ríos”, a deserção de Karina e as reiteradas ofensivas das Forças Militares.

Depois desses acontecimentos Tirofijo resolveu escrever uma carta em 21 de março, dirigida a todas as frentes antecipando as comemorações dos 44 anos da guerrilha, parecendo “pressentir” que seu final estava próximo. Com a apreensão de mais um computador portátil que a Polícia e o Exército encontraram em 31 de outubro do ano passado, num acampamento da Frente 38 na zona rural de Putumayo, achava-se esta carta, um documento de 10 páginas que se converteu na “jóia da coroa”. No documento que ficou conhecido como o “Testamento de Marulanda”, dentre outras orientações ele exorta seus “camaradas” a “incrementar as ações militares e políticas contra o inimigo de classe” e deixa claro que Hugo Chávez e Rafael Correa são “governos amigos das FARC”.


O funeral de Marulanda foi discreto e simples para não dar pistas às Forças de Segurança colombianas. Apenas os cabeças do Secretariado (em torno de 15 pessoas) participaram do enterro e este foi feito com grande dificuldade, pois tiveram de locomover-se a uma longa distância, a pé, carregando o improvisado ataúde. Segundo Anayibe, “o camarada Manuel ficou inchado, tinha o cabelo grande. Sua cabeça ficou recostada em uma toalha azul com uma faixa branca. Seus braços permaneciam cruzados sobre seu estômago e seu corpo foi vestido com um camuflado americano novo. Não era do seu tamanho, porém não encontramos outro igual. Por isso o uniforme aparece com as mangas arregaçadas”.

O deslocamento foi tortuoso, protegido por três anéis de segurança formado por 250 homens e comandado por “Mono Jojoy”. Tirofijo queria ser sepultado no local onde iniciou sua vida guerrilheira há 44 anos, entre Alto Pato (Caquetá) e Guayabero (Meta). O local exato do sepultamento só é conhecido por essas 15 pessoas que jamais revelarão o segredo pactuado entre todos eles. Segundo uma fonte de inteligência militar, “soubemos que ele está enterrado nas margens do Rio Pato. Não foi levado para a Venezuela, como foi dito na ocasião”.


E o assunto do momento, absolutamente distorcido pelos meios de comunicação, é a libertação de seis seqüestrados pelas FARC que começou no domingo 1º de fevereiro e terminou nesta quinta, dia 5. Nos resgates de domingo a desinformação começou a partir do momento em que a rede de televisão chavista “Telesul” divulgou que a demora na entrega dos seqüestrados deveu-se em decorrência de uma perseguição do Exército à missão humanitária onde morreu um guerrilheiro.

Ocorre que o autor desta calúnia, jornalista Jorge Enrique Botero, é cúmplice das FARC tanto quanto “Teodora Bolívar”, codinome nas FARC da senadora oportunista Piedad Córdoba, e membro da organização “Colombianos pela Paz”. Esta organização, criada e presidida por Teodora, tem o objetivo não de ajudar no resgate dos seqüestrados, mas promover as FARC como um “grupo insurgente” para posteriormente reivindicar seu status de grupo beligerante e poder lançá-los novamente na política. Este fato foi desmentido, tanto pelo comandante da Polícia, general Oscar Naranjo, como pelo representante do Governo, Luis Carlos Restrepo.


Segundo Restrepo, “Lamentamos que isto tenha sucedido, que através dos meios de comunicação se façam acusações sem suporte e fundamento”. E acrescentou: “Eu creio que, se tal como nos disse o senhor Jorge Enrique Botero que está falando do local, está violando os protocolos estabelecidos. Neste momento ele é membro de um grupo de fiadores e a comunicação deve ser oficial e através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha”. Botero havia feito declarações à Telesul falando do seguimento de aeronaves à missão e, além disso, passou o telefone ao chefe guerrilheiro que comandou a entrega para uma entrevista. A esse respeito, o presidente Uribe também se posicionou: “A necessidade humanitária de libertar os seqüestrados foi utilizada, contra o que foi acordado, em incitação e estímulo ao grupo seqüestrador, narcotraficante e terrorista das FARC”.


Uma coisa que vale ressaltar é a diferença de atitude dos libertados sob o comando das Forças de Segurança e aqueles onde estes “representantes” de acordos humanitários, encabeçados pela comunista Teodora, participam. Comparando-se os depoimentos feitos por Clara Rojas e Consuelo Perdomo (leiam o que o Notalatina publicou na ocasião, pois a cobertura foi bastante minuciosa), passando pela da primorosa “Operação Xeque” – onde os amigos das FARC foram ludibriados – e, mais recentemente, os quatro militares, o ex-governador Alán Jara e o ex-deputado Sigfredo López, é possível perceber com clareza meridiana que a função desta mulher e sua organização é desmerecer o trabalho do presidente Uribe e fortalecer a “magnanimidade das FARC” ao entregar, unilateralmente, pessoas que elas mesmas seqüestraram.

Em conferência de imprensa, tão logo foi libertado, o ex-governador Jara não poupou elogios à Teodora, tampouco economizou mentiras agressivas ao presidente Uribe. Segundo ele,“Uribe não fez nada por nossa libertação” e arrematou: “A atitude de Uribe não ajudou em nada a que se produza o intercâmbio humanitário e, portanto, a libertação dos seqüestrados”. Ele, como todos aqueles a quem as FARC libertam com a condição de postular em seu favor, defendem uma “negociação” com os terroristas como única saída para a libertação dos outros seqüestrados.


A esse respeito, rebateu Uribe: “Estamos prontos para paz, não para o engano; estamos prontos para o acordo humanitário, não para reforçar o terrorismo”; e concluiu: “O que eu não poderia fazer como presidente da Colômbia é tirar uns guerrilheiros do cárcere e entregá-los às FARC num monte para que voltem a matar, para que voltem a seqüestrar”. Parece que Uribe finalmente aprendeu, pois há dois anos ele cometeu a asneira de libertar um dos cabeças das FARC, codinome “Rodrigo (ou Ricardo) Granda”, a pedido de Sarkozy, como “prova de boa-vontade” do governo colombiano para com as FARC a fim de que libertassem Ingrid Betancourt. O resultado todos conhecem. Granda foi se reciclar em Cuba e depois voltou para a Venezuela, onde tem cidadania venezuelana, vota em apoio a Chávez com cédula eleitoral venezuelana, e até a escritura de uma casa em seu nome possui naquele país. Isto o Notalatina também denunciou; é só procurar nos arquivos de fins de 2007.

E o papel do presidente Lula nisso tudo? Aos olhos do mundo ele continua posando de “moderado”, “pacifista” e “conciliador”, papéis meticulosamente calculados para encobrir sua verdadeira função nesta trama sórdida urdida desde o Foro de São Paulo. Como todo cabeça de uma organização Lula não pode se expor como fazem Chávez, Morales e Correa; ao contrário, sua imagem precisa ser preservada porquanto por baixo dos panos ele precisa continuar agindo em favor deste bando de delinqüentes assassinos. Seu discurso é um, sua prática é outra. Enquanto se diz preocupado com a situação dos seqüestrados e põe nossas Forças Armadas a serviço destes “acordos humanitários”, ele está, na verdade, usando nossos militares para garantir a preservação física dos terroristas e, ao mesmo tempo, consolidando sua boa imagem perante o mundo enquanto tenta encobrir suas alianças antigas e profundas com as FARC.


Vale a pena recordar que: nos arquivos dos computadores apreendidos de Raúl Reyes há inúmeras correspondências deste para o Secretariado em referência ao governo e membros do PT; há incontáveis participações das FARC nos encontros do Foro de São Paulo, do qual Lula é fundador e participou ativamente até eleger-se presidente da República; que até hoje nem ele nem seu partido, o PT, provaram que a informação publicada na revista Veja de que Oliverio Medina doou 5 milhões dólares para a campanha presidencial de 2002, na qual Lula se elegeu, era caluniosa; que foi por intermédio de Lula e seu governo que o embaixador das FARC, Oliverio Medina, conseguiu status de refugiado político, mesmo não reunindo as mais mínimas condições exigidas pelo CONARE; que pelos laços que unem Lula, o PT e as FARC, a mulher de Medina ganhou um emprego no Ministério da Pesca, cujo salário é pago pelo povo brasileiro.

O que o movimento revolucionário internacional pretende é destruir a reputação e o excelente trabalho do presidente Uribe, que está desmoralizando e destruindo aos poucos esta hidra assassina chamada FARC, e faz isso através de seus títeres como Chávez, Correa, Teodora Bolívar ou os políticos – idiotas úteis - que estão sendo libertados. O preço desta liberdade é a defesa de seus algozes e não o fazem por “Síndrome de Estocolmo” mas por uma perversa aliança em nome do comunismo internacional. Tudo isso está muito bem analisado no artigo publicado hoje no “Soy Latinoamericana”, Conveniencia histórica del Acuerdo Humanitario frente al Plan Estratégico de las Farc, do Cel Luis Alberto Villamarín Pulido. Não deixem de ler esta primorosa análise. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".