Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Entrevista com Nivaldo Cordeiro, um dos palestrantes do FORTE 2008, da FEBRATEL, em São Paulo

Do site TELEBRASIL
14/07/2008 :: João Carlos Fonseca


A Federação Brasileira de Telecomunicações – FEBRATEL – promove no dia 18 de agosto, em São Paulo, a edição 2008 do Fórum de Relações do Trabalho em Telecomunicações, com o tema "Liderança Empresarial do Brasil e os BRICS". José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas pela FGV-SP. É homem de idéias e seus recados são diretos. Na qualidade de fórum, o evento promete um debate ativo sobre a contemporaneidade. Para se inscrever, gratuitamente, é só enviar um e-mail (forte2008@febratel.org.br) ou ligar para (21) 2541-4848.

A sigla BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China – traduz o coletivo de países emergentes que disputam lugar no privilegiado clube do Primeiro Mundo. A liderança empresarial, sua formação e a dinâmica política são importantes fatores nessa disputa. A entrevista com o economista José Nivaldo Cordeiro foi feita por e-mail. As perguntas foram editadas para fins de publicação, mas as respostas estão reproduzidas em sua íntegra, tal como nos foram enviadas pelo entrevistado.

FEBRATELEm que consiste a liderança empresarial, tema do FORTE 2008? É a liderança dos empresários perante a sociedade ou é a liderança de pessoas nas empresas?

Nivaldo Cordeiro – A liderança, enquanto tal, consiste nas duas coisas. No meio empresarial, há que emergir vozes que representem seus pares junto à sociedade civil e ao governo. Da mesma forma, há que liderar as ações dentro da empresa. Uma das acepções do verbo “liderar” é “conduzir”. Um dos sentidos dado pelos dicionários ao termo é “ir junto com ou dentro de (algo), de um lugar para outro, dando-lhe direção e/ou comando”. Portanto, há o movimento que deve ser orientado em direção a uma meta.

FBTFale-nos da figura do líder.

NC – O líder é como o proverbial pastor que sabe aonde vai e o caminho certo, se porta da maneira correta, com a linguagem correta, faz as coisas no tempo certo. É a figura do spoudaios, o homem que amadurece com sabedoria e é respeitado pelos pares e pelos mais jovens. Na empresa, essa figura é representada pelo gerente, seja ele o administrador ou o técnico, o que sabe fazer e sabe organizar o trabalho.

FBTA liderança empresarial é um fenômeno comum para o sucesso de todos o BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia)?

NC – Sim. É comum em toda parte, embora cada cultura imprima a sua própria característica à liderança. Confesso que me fascina saber como se dá a liderança em uma sociedade como a chinesa, tão distante de nós em termos culturais e políticos. Certamente que o viés autoritário seja uma constante, em face do sistema político. Mas, a recente abertura ao ocidente impactou nas técnicas administrativas, de sorte de a busca da cooperação e do exemplo, algo tão importante, para nós, devem ter sido incorporados nos últimos anos. Mas, liderança não é apenas uma técnica, vai além.

Liderança na China, Rússia e Índia

FBT O que acontece na China?

NC – A China, enquanto sociedade fechada e comunista, tende a produzir um tipo de líder que eu chamaria de “negativo”, não obstante ele conseguir obter os melhores resultados técnicos e empresariais, tão bons quanto os nossos. O fato é que liderar transcende a empresa, impacta a sociedade e a própria estrutura de poder. Uma sociedade que não tem a liberdade como valor tende a produzir líderes que não a valorizam e, por isso, enquanto homens, falham. Um spoudaios é, antes de tudo, um defensor da liberdade.

FBTVamos falar da Rússia?

NC Na Rússia, vemos emergir uma sociedade conturbada com o fim do regime comunista, cujo regime democrático ainda não está consolidado. Então temos fenômenos interessantes, como uma grande agressividade empresarial casada com os males da sociedade ocidental do século XIX. As estatísticas mostram que em 2007 houve queda na população russa, pela mortalidade dos velhos e de pessoas jovens. Uma coisa selvagem. A redução de população em uma unidade política será sempre uma tragédia. Há, aqui, uma clara indicação de que houve uma escassez de bons condutores, de bons líderes; e não apenas de líderes políticos.

FBTSó lhe falta comentar sobre a Índia...

NC – A Índia, por sua vez, conseguiu adaptar sua cultura milenar ao que de melhor tem o ocidente. Seus jovens invadiram as universidades ocidentais e levaram para o seu país inovações importantes, tanto que criaram centros de excelência notáveis.

FBTQuais as vantagens competitivas do Brasil?

NC – O Brasil tem grande vantagem por estar próximo dos mercados consumidores do ocidente, ter fartura de matéria prima, fuso horário compatível com os EUA.

FBTAs vantagens da China?

NC – A China, por sua vez, tem mão de obra barata, o que tem o lado ruim, o dos indicadores sociais.

FBTE as vantagens da Índia e Rússia?

NC – A Índia conseguiu ter centros de excelências tecnológicas; a Rússia, fartura de petróleo.

Liderança no mundo empresarial

FBTHá alguma diferença entre "empresa pequena, média ou grande" para a "liderança empresarial do Brasil no contexto dos BRICS?”

NC – Veja. A função de liderar tem um fundo comum, que é a inteireza de alma, o compromisso de vida com seus liderados, com a família, com a pátria. É uma responsabilidade muito grande ser líder, em qualquer contexto, seja numa pequena, numa média ou grande empresas. O desempenho mais das vezes é medido no processo competitivo, que leva em conta inovações tecnológicas, técnicas de comercialização, organização no processo produtivo e motivação das pessoas envolvidas no processo. Então, há um fundo comum. Cada líder tem que saber tirar proveito daquilo que tem à mão.

FBTComo deve agir o Brasil?

NC – O estrategista que “toca” negócios no Brasil precisa saber os pontos fortes e fracos dos competidores, e não apenas daqueles que vendem no mercado mundial. O mercado mundial também é aqui, na medida em que os produtos importados chegam às prateleiras de nossos supermercados. Compreender o processo como um todo pode ser a chave do sucesso empresarial.

FBTHá diferença entre "empresa multinacional" e "empresa nacional" para a "liderança empresarial do Brasil, no contexto dos BRICS?”

NC – Essencialmente, não. Certos setores multinacionais têm grandes desvantagens quando vêm para o Brasil. Veja o caso de bancos de varejo. Não conseguiram entrar. É difícil, muito regulamentado. Veja o setor de TI. As multinacionais fabricantes tiveram que desenvolver uma rede de parceiros para entrar no nosso mercado, por muitas razões, o que abriu um leque de oportunidades para pequenas e médias empresas do setor.

FBTO que distingue uma multinacional?

NC – As multinacionais têm várias vantagens, como um conhecimento amplo do mercado mundial, facilidades de financiamentos mais baratos, produção própria de tecnologia e um padrão competitivo de classe mundial. Elas são muito cuidadosas com o desenvolvimento de seus quadros gerenciais, seus líderes. E têm também a vantagem de importar talentos, quando esses faltam, com algum perfil específico.

O sistema sindical

FBT Qual sua visão sobre o sistema sindical praticado no Brasil, visto em perspectiva histórica?

NC – Eu não gosto desse sistema, de concepção fascista. Sou favorável ao livre mercado, ao livre sindicalismo; sou pelo fim do imposto sindical. Penso que associações desse tipo devem ser voluntárias e custeadas pelos interessados.

FBTQual a importância dos sindicatos patronais?

NC – Os sindicatos patronais são muito importantes para representar os setores e cuidar para que os interesses coletivos não sejam ameaçados, seja por medidas legislativas, seja por medidas arbitrárias do Poder Executivo.

FBTE dos sindicatos laborais?

NC – Já os sindicatos laborais são de grande importância para manter o equilíbrio na relação capital/trabalho.

A presença do Estado

FBTNo contexto dos BRICS (Brasil, Rússia, índia, China), como o Sr. percebe a presença e a atuação do Estado?

NC – Aqui está a questão central. Esses países têm em comum o fato de viverem ou vive de experiência com algum grau de socialização. Como a literatura prova à exaustão, a ingerência do Estado é perniciosa para a produtividade e para o desenvolvimento econômico, além de prejudicar a justa distribuição da renda.

FBTO Sr., então, vê a redução do Estado como algo positivo?

NC – Sim; aquele que conseguir reduzir o Estado e a regulamentação e patrocinar as livres trocas internacionais irá proporcionar o maior institucional para que as empresas alcancem seu apogeu.

FBTPoderia citar um exemplo?

NC – É esse o segredo da China, que, não obstante manter o regime político fechado, abriu largas zonas para o livre comércio. Está crescendo a taxas espetaculares, semelhante às alcançadas pelo Brasil nos tempos do “milagre”. Livre mercado é o combustível desse processo.

FBTE o caso do Brasil?

NC – No Brasil estamos na contramão, com o crescimento da regulamentação, da carga tributária, da ingerência estatal. Nossos líderes empresariais precisam fazer-se também líderes políticos para fazer mudar essa realidade. Estado Mínimo é o essencial para tornar nossas empresas competitivas.

Os BRICS no cenário mundial

FBTOs BRICS competem ou se aliam no cenário internacional?

NC – Depende do tema. Nos mercados, eles competem ferozmente. O crescimento da China, por exemplo, em alguns mercados, está sendo feito à custa da nossa indústria. Por outro lado, abriu enormes mercados para os produtos que não chocam com nossa matriz industrial.

FBTE quando se trata de política?

NC – Na arena política, há um certo alinhamento dos governos contra os EUA, que eu considero um erro. O Brasil não tem porque hostilizar aquele que é nosso maior mercado e tem uma democracia que é exemplo para o mundo. Entendo a postura da China e da Rússia que têm pretensões geopolíticas diferente das nossas. Entrar nesse coro, todavia, só nos trará perdas.

FBTO Sr. acha que o Brasil, que é o "B" dos BRICS, tem vocação natural para basear seu sucesso em commodities e produtos extrativos ou deve investir em inovação?

NC – Veja que o Brasil tem uma forte vocação agrícola. Isto é um fato que até as pedras sabem. O Brasil já é o maior produtor (senão o maior exportador) em muitos mercados, como carne, soja, álcool, frutas etc. E o País vai crescer porque tem território, água e uma liderança empresarial nesse setor de fazer inveja a concorrentes.

FBTEntão, a vocação do Brasil seria explorar seus recursos naturais?

NC – A situação do Brasil não se esgota aí. Temos uma grande matriz industrial. No setor de TI, a vocação para crescer é total, com fuso horário favorável e estabilidade política, que falta aos concorrentes (a Índia tem ogiva atômica do Paquistão apontada para ela). Então, não temos que fazer nenhuma escolha; temos é que explorar as potencialidades de ambas as áreas. Essa é uma falsa questão.

A presença do Estado

FBTO Brasil já foi apelidado de um "BRIC lento". O Sr. concorda ou discorda?

NC – O Brasil ficou lento nas décadas recentes. Visto em um contexto mais amplo, a afirmação não se sustenta. O que tem segurado nosso desenvolvimento são dois fatores: o descontrole de preços, que perdurou muito, e o agigantamento do Estado, que ainda continua. Na verdade, o primeiro fator está contido no segundo.

FBTO Estado, então, seria grande demais no Brasil?

NC – Sim. Vejo que precisamos mobilizar as forças da nação para reduzir o gigante estatal. E quando falo isso, estou pensando pelo lado da receita e da despesa. É preciso reduzir impostos, mas igualmente as despesas.

FBTComo seria, no seu entender, a redução de impostos e das despesas do Estado?

NC – Não tenho nenhuma fórmula, apenas sei que se precisa ser feito e aqui a demanda por líderes positivos e genuinamente comprometidos com os interesses gerais da nação precisam emergir. Não será um processo nem curto e nem fácil. Teremos que enfrentar crenças socialistas fortemente arraigadas. Mas, essas crenças são malignas, erradas, são os grilhões que nos prendem e impedem o desenvolvimento voltar a ocorrer de forma acelerada.

FBTO Sr. acha que seria necessário reformular tudo?

NC – Acho que precisamos redesenhar o Estado, repensar a federação, a representação. É uma demanda para redundar a nação.

FBTMas, isso seria possível?

NC – Sei da importância do que estou dizendo, da gravidade das minhas palavras. Mas, não seria honesto com os leitores não dizer o que penso e vislumbro. Temos que redundar politicamente o Brasil para que os brasileiros possam enriquecer e prosperar e se tornar um povo mais feliz. Para tanto, precisamos reduzir o monstro estatal. Não temos alternativa.

Pensador brasileiro

FBTA programação do Forte 2008 se refere a Ortega y Gasset. Qual o pensador brasileiro que dele se aproxima?

NCOlavo de Carvalho. Ele é profundo e comprometido com a nacionalidade.

FBTAlgum outro tema que queira comentar?

NC Sim. Seria relativo aos rumos políticos atuais do Brasil que vejo com muita apreensão. Estamos na rota revolucionária. O PT está, desde que assumiu o poder, ocupando todo a aparelho de Estado e conduzindo o Brasil no rumo da socialização, exatamente na contramão da nossa necessidade histórica, de ir em busca da liberdade.

FBT O momento atual seria, então, motivo de preocupação?

NC – Eu vejo com muita preocupação a hipótese ou do terceiro mandato ou de ser eleger alguém da linha do PT. Podemos estar em véspera da destruição da alternância de poder no Brasil, algo que na prática já vige, na medida em que não existem forças políticas ditas de “direta”. Não há organizações partidárias verdadeiramente comprometidas com o livre mercado, o que é uma tragédia colossal.

FBTO Sr. poderia explicar?

NC – Agora dar o monopólio do poder político às forças em torno do PT é muito grave, pois equivale a manter o curso do processo revolucionário. Isso se casa com o que está acontecendo com a maioria dos países vizinhos, todos atuando no âmbito do Foro de São Paulo, com a notável exceção da Colômbia, que acabou de infringir vigorosas derrotas às FARC, o braço colombiano do FSP.

FBTAlgum recado?

NC – Nossos líderes empresariais precisam largar a passividade e ir para a arena política, tendo consciência dos perigos que estamos vivendo. Esses perigos podem significar uma regressão civilizacional de grande monta, como vimos na Venezuela e no Zimbábue, este em maior proporção. Não estamos longe disso. E não existe nenhum determinismo histórico que nos diga que as forças do livre mercado devem ser derrotadas. Não.

FBTComo assim?

NC – Se lutarmos, se líderes assumirem as suas responsabilidades, podemos, aqueles que combatem pela liberdade, retomar o caminho perdido e colocar o Brasil na trilha do desenvolvimento. Mas, isso não acontecerá por inércia, terá que vir pela mãos de homens inteligentes, sóbrios e comprometidos com a nação. Certamente que os setores das Teles com e de TI terão que dar sua contribuição de novos líderes, que confrontem os adversários socialistas, para mudar o curso da nossa História.

FBTSuas palavras finais.

NC – Acredito firmemente que esse é o lado “certo”. Como dizia Ortega, não se pode permanecer no “erro”. O socialismo é um erro que precisa ser corrigido. As lideranças empresariais não poderão escapar ao enfrentamento dos inimigos da civilização.

FATOS: Revista O Cruzeiro e o MOVIMENTO CÍVICO-PATRIÓTICO DE 1964


10 de abril de 1964

Também nesta edição:

Minas em guerra
São Paulo fica de pé
A batalha da Guanabara
Os 40 do Forte

Saber ganhar
Entrincheirado na Guanabara,
David Nasser escreve seu
primeiro artigo após a saída
do presidente João Goulart.


Depoimentos sôbre a vitória

Carlos Lacerda, Adhemar de
Barros, Magalhães Pinto e
Juscelino Kubitscheck em
depoimentos exclusivos.

Procuradores pedirão impeachment de Gilmar Mendes

Do portal TERRA MAGAZINE
Por Bob Fernandes em 14 de julho de 2008


Procuradores regionais de vários Estados, entre eles Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República de São Paulo, estão redigindo uma representação contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, por "crime de responsabilidade". Em outras palavras, os procuradores vão pedir ao Senado o impeachment de Gilmar Mendes.

O pedido se baseia no artigo 52, inciso II da Constituição Federal, que dá ao Senado a competência para julgar o impedimento de ministros do Supremo. Para aprová-lo, é necessária uma maioria de dois terços.

Veja também:
» Opine aqui sobre a prisão e soltura de Daniel Dantas
» Possibilidade de cassação de habeas corpus é zero
» 'Gilmar Mendes agiu certo', diz criminalista
» Maierovitch: Gilmar Mendes está 'extrapolando'

A sessão deve ser presidida pelo presidente do Supremo. Como no caso a representação é contra ele, se aceita, seria presidida pelo vice, Cézar Peluso. A aprovação implica em inabilidade do ministro impedido por 8 anos.

Manifestação de juízes

De parte de juízes federais, está sendo programada uma manifestação de protesto contra Gilmar Mendes, que se dará às 17 horas desta segunda-feira, em São Paulo. O ato ocorrerá em frente ao Fórum Criminal, na rua Ministro Rocha Azevedo.

Terra Magazine conversou com a procuradora Ana Lúcia Amaral, que diz: "O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, disse que encaminhou para o Conselho Nacional de Justiça as decisões do juiz Fausto De Sanctis. Isso é para efeito de mera estatística. Isso não existe. Tenho 28 anos em atividade, em processo judicial, e nunca ouvi falar nisso. Por favor, não subestimem a inteligência das pessoas".

A redação do texto dos procuradores buscará ser a mais consensual possível, no sentido de, em seguida, obter adesões da chamada sociedade civil. Os procuradores irão buscar o apoio de professores de Direito e de centros acadêmicos como o 11 de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da USP.

O ministro Gilmar Mendes concedeu dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, na semana passada, libertando-o da prisão determinada pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6.ª Vara Criminal de São Paulo. Na última decisão, Mendes afirmou que a segunda ordem de prisão expedida pelo magistrado era "nítida via oblíqua de desrespeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal".

Leia a cobertura completa de Terra Magazine sobre o caso:
» 'Gilmar Mendes agiu certo', diz criminalista
» 121 juízes demonstram indignação com Mendes
» Juíza que avisou de grampo pede: 'me esqueçam'
» Maierovitch: Gilmar Mendes está "extrapolando"
» Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!"
» Mello: Ministros do STF não têm nada a esconder
» "O senhor está preso", diz delegado a Dantas
» Com prisão preventiva, um xeque-mate em Dantas
» Na madrugada, estratégia para a nova prisão Dantas
» Solto, Dantas é intimado a depor
» PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas
» 50% dos presos esperam decisão dada a Dantas
» Dantas, um banqueiro da Coisa Nossa
» Advogado: Dirceu não tem relação com Daniel Dantas
» BrOi: emissários de Dantas tentam chegar a Dilma
» Celso Pitta recebia dinheiro vivo de Naji Nahas
» Inferno de Dantas - Um Raio X do Opportunity Fund
» Dantas-Nahas: Para entender a organização
» O inferno de Dantas
» Exclusivo: PF prende Dantas e organização criminosa

PF prende braço direito de Daniel Dantas

Do portal TERRA
Segunda-feira, 14 de julho de 2008

A Polícia Federal divulgou hoje que prendeu neste domingo o ex-presidente da Brasil Telecom Participações Humberto Braz, braço direito do banqueiro Daniel Dantas, alvo da Operação Satiagraha. Segundo a assessoria da PF, Braz teve prisão preventiva decretada e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.

» Veja: Soltura de Dantas abre crise
» Entenda a Operação Satiagraha
» Opine sobre as prisões na operação

Braz estava foragido desde o início da operação. As investigações da PF envolveram Braz e Hugo Chicaroni, também preso durante a Operação Satiagraha, na suposta tentativa de suborno a um delegado ligado às investigações.

A suposta tentativa de suborno ao delegado da PF foi o motivo da segunda prisão de Dantas, decretada na semana passada. O banqueiro havia sido solto após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o juiz Fausto Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, viu indícios de corrupção ativa. Entretanto, Dantas foi solto novamente por uma nova determinação do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Dantas teria oferecido cerca de US$ 1 milhão, por meio de dois intermediários, a um delegado da PF para que seu nome, o de Verônica Dantas, irmã do banqueiro, e de Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do Banco Opportunity, fossem retirados das investigações.

Ainda segundo informações do MPF, os agentes federais apreenderam R$ 1,2 milhão na casa de Chicaroni no dia em que a Operação Satiagraha foi deflagrada.

Maierovitch defende impeachment no Supremo

Do portal TERRA


Presidente do IBGF diz que Gilmar Mendes deveria sofrer impedimento por decisões pró-Dantas, que beneficiam crime organizado.

Veja o vídeo da entrevista aqui.


No Vietnã, remexendo na ferida

Do portal do ESTADÃO
Domingo, 13 de Julho de 2008


Não é incomum um chefe de governo cometer gafes no estrangeiro, em razão de distrações - como a de Reagan, em visita a Brasília, confundindo o Brasil com a Bolívia -, de estudada deliberação, com propósitos políticos - como de De Gaulle, no Canadá, referindo-se ao ''Quebec Livre'' -, e até do descuido preconceituoso, como o que levou o presidente Lula a dizer, numa cidade africana, que esta ''era tão limpa que nem parecia África''. Mas o que sucedeu na visita do presidente Lula ao Vietnã foi uma gafe absolutamente extemporânea, um remexer gratuito de ferida, constrangedor para as autoridades vietnamitas e desconfortável para a diplomacia norte-americana.

Ao visitar o general Vo Nguyen Giap (de 98 anos), estrategista militar que levou às vitórias contra a França e os Estados Unidos, o presidente Lula lhe disse que ''todos aqueles que amam a democracia'' o tinham ''como referência''. Certamente, entre todos os elogios que já ouviu em sua vida, o provecto militar jamais fora brindado com uma referência a serviços prestados à causa da democracia - e é improvável até que quem sempre pertenceu aos quadros de um partido totalitário e fez parte de um governo despótico entendesse a referência. Mas nosso presidente não se contentou com apenas esta exibição de desinformação histórica, política e cultural.

Numa entrevista coletiva, depois de dizer que no começo dos anos 60 era despolitizado (C.T. - era apenas no começo dos anos 60??? Agora por acaso esta pessoa ACHA que é politizada???), mas, como corintiano (já que ''o Corinthians vivia uma época difícil''), aprendera a ''ficar do lado dos fracos e oprimidos'', deu a sua versão da Guerra do Vietnã: ''Os vietnamitas eram baixinhos, magrinhos, contra os americanos, fortes, alimentados com hambúrguer.'' Os desavisados poderiam até pensar que o governante brasileiro estaria a propagar os méritos da tão criticada junk food norte-americana ou fazendo o elogio disfarçado do principal produto da odiada McDonald''s. Mas o que causa estranheza maior do que a atribuição de características de ''força'' ou ''fraqueza'' de povos em guerra, em razão do peso e do tamanho das pessoas - e isso diante de um homem que não deve passar muito do metro e meio de altura -, é a impressão de tratar uma grande tragédia, como foi a Guerra do Vietnã (na qual morreram 58 mil norte-americanos e cerca de 3 milhões de vietnamitas do sul e do norte (C.T. - estes 3 milhões são o número de vietnamitas MORTOS PELO REGIME QUE SE SEGUIU À SAÍDA AMERICANA DE LÁ)), como se fosse uma disputa entre seleções de futebol, nos termos: ''Não é pouco para um povo derrotar franceses e norte-americanos no mesmo século.''

É claro que nem o presidente do Vietnã nem qualquer outra autoridade vietnamita fizeram qualquer referência a ''vitórias'' passadas contra países com os quais, já há muito tempo, procuram intensificar suas relações comerciais - e nisso o Vietnã trilha o caminho do desenvolvimento, aberto pela China, pela via do relacionamento com o mundo capitalista. Observe-se que há um entendimento tácito, entre as diplomacias dos Estados contemporâneos, de que referências a conflitos passados só têm sentido quando destes ficaram questões por resolver. Entre EUA e Vietnã inexistem tais pendências - ao contrário, há um acordo comercial bilateral desde 2000 - e muito menos sentido haveria em o Brasil intrometer-se nessa história. País algum aprecia que se rememorem suas derrotas - especialmente a maior potência militar do mundo, que teve na Guerra do Vietnã o período mais constrangedor de sua história.

É fundamental que um chefe de governo só se pronuncie sobre assuntos que envolvam outros povos quando essa referência sirva a um objetivo - político ou comercial - de estreitamento da relação bilateral. Não se admite, entre governantes, a conversa gratuita, tal como os bate-papos entre amigos que não precisam ter escopo ou conseqüência. O que será dito por um governante no exterior necessita de um acurado preparo prévio, com assessoramento diplomático, para que não derive apenas de suas recordações pessoais ou velhas idiossincrasias. Isso quer dizer que não é o fato de Bush ter beijado a face barbuda de Lula na véspera, no encontro do G-8 no Japão, que eliminaria o mal-estar da diplomacia norte-americana ante o que disse o presidente no Vietnã.

Comentário do Cavaleiro do Templo: o ódio ao conhecimento que tem o brasileiro (que não sabe nem mesmo as bases éticas e morais da sua Civilização, acredita que NAZISMO foi um regime de direita, que NUNCA ouviu falar de Mário Ferreira dos Santos, que sabe mais sobre seu time de futebol do que sobre a HISTÓRIA do país em que nasceu, que acredita piamente que o CAPITALISMO é ruim (quando é em verdade o único sistema criado pelo homem que permite que mérito e esforço sincero tire pessoas da miséria), entre infinitos outros exemplos) e a crença de que não seja possível perder todos os direitos conquistados ao longo de muito tempo e muito sangue colocaram um COMUNISTA CELERADO (desnecessário o adjetivo, eu sei...) e inimigo do conhecimento na PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. O resultado vemos a cada vez que ele abre a boca. Se o brasileiro é tido como BURRO, VAGABUNDO e/ou MAL CARÁTER, o LULA, como PRESIDENTE, faz a úncia coisa que poderia fazer, já que mesmo ASSOCIADO ÀS FARC está no seu segundo mandato e conta com aprovações espetaculares segundo as pesquisas: confirmar estas impressões mundo afora...

Greenhalgh era elo entre Dantas e governo, diz PF

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Segunda, 14 de Julho de 2008


O advogado e ex-deputado do PT Luiz Eduardo Greenhalgh recebeu, segundo a Polícia Federal (PF), R$ 650 mil da organização liderada pelo banqueiro Daniel Dantas. Em conversa interceptada às 12h13 do dia 4 de abril, o petista discute com um homem identificado como Carlos Amarante como investir seu dinheiro. Em seguida, ele revela, segundo os federais, que recebeu "honorários de R$ 650 mil". Amarante fornece uma conta no UBS Pactual para o depósito da quantia.

"Há indícios de que esses valores sejam, na verdade, proventos do crime", afirma o relatório da operação assinado pelo delegado Protógenes Queiroz. O delegado afirma ainda que Greenhalgh teve participação "fundamental na criação da supertele (a companhia resultante da fusão entre a Brasil Telecom e a Oi), gentilmente elogiada pelo cabeça da organização, D. Dantas".

As interceptações feitas pela PF mostram que, desde dezembro de 2007, pelo menos, Greenhalgh já fazia lobby para Dantas dentro do governo federal e de outras administrações petistas, como o governo estadual do Pará.

No dia 12 de dezembro, o banqueiro conversa com sua irmã Verônica Dantas sobre possíveis ações contra o Opportunity. No diálogo, eles revelam que o petista contou a Guilherme Henrique Sodré, o Guiga, sócio da empresa GLT Comunicações, que "estão armando contra".

Gomes – Na conversa, Dantas e Verônica demonstram confiar nas informações do advogado. Eles chamam Greenhalgh pelo seu codinome no grupo, segundo a PF: Gomes. De acordo com Dantas, "Gomes não é alarmista".

Além de Greenhalgh, outro ex-deputado do PT, Sigmaringa Seixas, também foi mobilizado para ajudar o banqueiro. É o que provam, aponta a PF, as conversas entre os dois petistas. No dia 16 de maio, às 11h55, Greenhalgh telefonou para Seixas e disse: "Estou convencido: para o que eles querem, você é o melhor, pelo menos pra conversar, pra sentir, pra ver uma estratégia de aproximação."

Mais adiante, Greenhalgh revela suas intenções em relação ao sócio-fundador do Opportunity e demonstra querer "reabilitar" Dantas dentro do governo e do PT.

A missão – A conversa ocorreu pouco depois de o banqueiro fechar a venda de sua parte na Brasil Telecom (R$ 985 milhões) à Oi. "O cara agora vai pegar o que ele vendeu e vai cantar noutro lugar", diz o petista. "Ele tá começando outra vida. Vamos ver. Se fosse na época da União Soviética, tinha que reabilitar esse cara", afirma.

Greenhalgh conclui, no entanto, que seu desejo dificilmente se realizará e explica o motivo: "Ele (Dantas) faz muita bobagem, mas, se a gente puder evitar que ele seja constrangido, a solução é essa."

Para o delegado, não há dúvidas de que os serviços prestados por Greenhalgh passam longe da assessoria jurídica. "No contexto geral, ele seria o homem de ligação entre pessoas do Poder Executivo Federal, empresas estatais e Daniel Dantas", afirma Protógenes.

Influência – Além disso, o grupo Opportunity tentou "enfiar" uma emenda no meio da Medida Provisória 412, que tratava da prorrogação do Reporto, o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária. O grupo de Dantas tem empresas na área portuária por meio da Santos Brasil S.A.

Em 2003, o banqueiro foi beneficiado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que ignorou ordem do Ministério dos Transportes para suspender a concessão de portos no País. A decisão abriu caminho para a Santos Brasil assumir operações de área de 180 mil m² do porto. A conversa sobre o Reporto ocorreu entre Greenhalgh e o publicitário Sodré, o Guiga, que é o responsável por contatos de Dantas com o congressistas, de acordo com a polícia. ( AE )

Nivaldo Cordeiro é entrevistado pelo blog DIRETO DO ABISMO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
Terça-feira, 20 de Maio de 2008

ENTREVISTA AO BLOG DIRETO DO ABISMO

http://darkabysses.blogspot.com:80/



Em nossa opinião, não há melhor maneira de apresentar José Nivaldo Cordeiro*, a quem agradecemos a honra da presente entrevista, do que citar alguns trechos de sua autoria:


“(...) Lutar contra o Estado Total é um dever de consciência”

(José Nivaldo Cordeiro em
“O Combate ao Estado Total” )


“(...)Álvaro Vargas Llosa não faz essa distinção entre os condutores da multidão entorpecida e ela própria, por isso disse em entrevista que Che Guevara encarnava a própria figura do perfeito idiota latino-americano.

Grande engano. Che é o protótipo do dirigente revolucionário que sabia exatamente o mal que fazia. Praticava o mal por escolha. Che é Lula, é Dirceu, é Palocci, é Chávez, é Fidel, gente que vendeu a alma ao Diabo e que fará o mesmo com aqueles que estiverem no seu caminho, o povo todo junto. O peruano involuntariamente contribuiu para esconder essa realidade trágica com seus livros e sua divertida expressão.”


(José Nivaldo Cordeiro em “Idiotas ou Malvados”)


1.A recente declaração de Lula em Lima, sobre a importância do Foro de São Paulo (criado na década de 1990 com os partidos “progressistas” da América Latina e do qual fazem parte narcobandidos e terroristas), equivale a admissão, por parte do presidente, ainda que por vias tortas, do monstro totalitário que as esquerdas querem nos impor goela abaixo, qual seja transformar nossa região numa nova União Soviética, com a implantação da “União das Repúblicas Socialistas da América Latina” (URSAL)?


Nivaldo Cordeiro --> A esquerda sempre atuou como unidade mundial, sempre propôs uma ação internacional integrada, mesmo depois de Lênin e Stalin teorizarem sobre a revolução em um só país. Tanto assim que a ex-URSS sempre tentou exportar seu modelo político. Então essa gente não se reúne para tomar cafezinho, mas para articular a revolução, primeiro em escala continental e, depois, em escala mundial. E francamente acredito que essa gente do FSP está articulada com a China e com os demais partidos comunistas no mundo, estejam ou não no poder. O inimigo dos comunistas é o cristianismo, os valores judaico-cristãos. Estava lendo o livro de ensaios do Joseph Brodsky (MENOS QUE UM) e nele há uma descrição de como era a vida no pós-guerra na Rússia, onde viveu. Tentaram fazer da múmia de Lênin um ícone religioso e da própria figura dele um profeta. No fundo, lutam para implantar a mentira como substituta da verdade da alma. A questão econômica é meramente acessória, um veículo para o propósito maior. Nessa luta, para a esquerda, vale tudo, até mesmo vender cocaína nos morros e produzi-la nos altiplanos.


2. Uma vez que “Não há como enganar a lei da escassez, exceto nos discursos populistas” ( "As duas Realidades" ) e tendo em conta que “os agentes revolucionários controlam o Estado e as forças de repressão”, você considera que o estágio da “violência aberta contra os supostos inimigos dos poderosos do dia” é inevitável? Existem alternativas?


Nivaldo Cordeiro --> Sim, esse é um perigo imediato que pode ser iniciado a qualquer momento, se o que eu chamo de Comitê Central do PT achar que chegou o momento. Aliás, já o fazem de forma mitigada na perseguição a empresários, com a desculpa de sonegação fiscal, e de inimigos políticos a quaisquer pretextos, mediante expedientes excusos (embora legais) como escutas telefônicas e ações espalhafatosas da Polícia Federal. São os ensaios iniciais do Estado policial que nos espera se essa gente controlar o Senado e o governo de São Paulo, as únicas barreiras efetivas que nos separam do totalitarismo. Claro, além de não controlarem o comando das Forças Armadas.


3. Em seu artigo “Idiotas ou Malvados” você demonstra a perigosa armadilha da expressão simplista do “perfeito idiota latino americano” (cunhada por Álvaro Vargas Llosa). O que você propõe para que se possa salvar da idiotia as massas que se deixam impregnar pela “propaganda enganosa” que lança seus tentáculos desde as escolas fundamentais até as universidades?


Nivaldo Cordeiro --> Não gosto da expressão "idiota" porque ela minimiza a responsabilidade moral dos militantes de esquerda. Certos que alguns deles são idiotas úteis, mas o comando não, são gente má, imbuída de propósitos malignos. A massa está imbelicilizada depois de décadas de propaganda mentirosa, que está nos jornais, no material escolar, na boca dos professores, na tv e por aí. O que fazer? O que estamos fazendo agora, falando sobre a verdade, sobre a coisa certa, sobre a tradição. Fazer o que nossos avós faziam despreocupadamente, mas agora temos que fazê-lo como missionários. Somos como os restos de Israel, os indispensáveis portadores da verdade que nunca muda.


4. Você considera possível esperar algumas gerações até que a nossa sociedade possa se livrar, por meio do conhecimento, dos vícios que a acometem a partir das ações esquerdistas que a permeiam? Não seria tempo demais para que o jogo do inimigo vingasse antes?

Nivaldo Cordeiro --> A questão de tempo depende muito dos fatos da conjuntura. Veja que José Dirceu cometeu erros táticos graves, que talvez lhe tenha custado o afastamento do grupo menor de comando do processo. A vaidade é um pecado importante e essa comunalha é especialmente vaidosa, por isso eles erram. Temos que levar em conta o elemento erro. Quão mais seguros se sentirem, mais arrogantes ficarão e mais errarão. Lula parece um pavão, mesmo sabendo que a bonança econômica é passageira, fruto que é de uma circunstância favorável única na economia internacional, que muito beneficiou o Brasil, a despeito da comunalha petista. Então vejo que aqui poderemos ter uma experiência à francesa, comuniza tudo mas mantém as aparências de uma economia de mercado, o poder real estando com os sindicatos. Ou uma ruptura, à moda venezuelana. Esta última hipótese só acontecerá se o Comitê Central conseguir neutralizar as Forças Armadas. Ou se ficarem muito confiantes, como em 1963. O tempo dirá. Voltar o povo aos valores tradicionais exigirá que primeiro a elite volte a eles. E a nossa elite é uma ralé, como disse Eric Voegelin dos alemães que viveram sob o nazismo. E eu não sei como tratar essa ralé que é dona de empresas, ensina nas universidades e escreve artigos para jornais. Essa gente parece imune a qualquer conversão de alma. São a ralé moral da Nação, porque têm a responsabilidade de conduzir as coisas e corromperam-se. O tempo é uma questão em aberto.


5. Nivaldo, você identifica no ‘direito positivo’ advindo das premissas socialistas ora infiltradas pelo governo (?) nas instituições mancas do país, como uma das principais causas do “abaixamento moral” de nossa sociedade que se auto-asfixia por meio de uma completa inversão da lei natural a que você se refere em seu artigo Voegelin e o Direito Natural“?


Nivaldo Cordeiro --> Veja, o ponto é que a moralidade exige o discernimento adulto, a confiança em si mesmo para resolver seus próprios problemas, inclusive a questão da sobrevivência material. O que se vê é que as pessoas vivem agora a fazer concursos públicos para obter uma boquinha, vivem nas filas das bolsas-esmola, os empresários querem política industrial (crédito subsidiado, barreiras alfandegárias, isenções tributárias). Parece que o dom da vida agora depende de um burocrata de boa vontade. Viver na dependência é vício e sintoma de infantilidade. Quão mais infantilizado você se sente, mais ajuda do pai-Estado você vai buscar. Somos uma nação que anseia ser, toda ela, barnabé. É triste. A psicologia descreve bem a moralidade infantil: nenhuma. É preciso educar o ser para a vida adulta dentro de parâmetros morais.


6. As declarações do general Augusto Heleno sobre a política indigenista caótica do governo (?) seriam, segundo seu artigo “Quem são os responsáveis” , o reflexo de uma parte do Brasil ainda “não imerso no sonho hipnótico do esquerdismo irresponsável e suicida”, e portanto ainda saudável. O que poderia mover uma sociedade doente como a nossa, (que precisaria antes uma catarse de cada indivíduo que a compõe) no sentido de merecer o suporte dos “Guardas da Pátria”, antes que nada mais nos reste a defender?


Nivaldo Cordeiro --> As Forças Armadas, pela natureza, não têm interrupção geracional na sua formação. A revolução gramsciana não chegou às academias militares, até onde sei. Os graduados formam os jovens e assim a tradição se mantém. Vejo as Forças Armadas como essa reserva de elite imunizada contra a propaganda comunista. Mas elas, sozinhas, são frágeis; precisam do apoio das lideranças civis. E se estas não vierem, pode acontecer o que houve na Alemanha de Hitler: os generais viraram vassalos dos revolucionários. Uma tragédia. O que precisa é haver essa confraternização entre civis e militares. Mas quem no meio civil? Não vejo ninguém.


7. “A super carga tributária é a mãe e o pai de toda a corrupção reinante.” ("Meia Verdade Sobre os Impostos"). Além de progenitora da corrupção, a super carga tributária, que inclusive pode ser aumentada ainda mais nesta segunda-feira a partir da criação de uma “nova CPMF”, segundo a Folha de SP de hoje (18-05-08), também pode ser compreendida como a via de tributação progressiva crescente pela qual o atual governo(?) pretende atingir o comunismo/socialismo?


Nivaldo Cordeiro --> A supertributação é inerente ao ideário comunista. O ódio à economia de mercado é total. Como a estatização dos meios de produção se mostrou inviável, eles inventaram esse caminho do meio. A corrupção deriva do poder de arbítrio do Estado. O poder político, se tiver na mão o poder econômico, corrompe de cima a baixo o processo de produção. É uma lei inexorável. É preciso separar o poder político do poder econômico. Isso só se consegue mediante a vigência do Estado mínimo, algo inferior a uma carga tributária de 25% do PIB.


8. Em seu artigo "A questão da Representação no Brasil” , você muito bem observa que “vasta proporção do eleitorado simplesmente não tem políticos para representar sua visão de mundo”, já que inexiste um partido que represente as idéias liberais e conservadoras, uma vez que o próprio “DEM hoje levanta a bandeira do igualitarismo socialista.” Em sua opinião a que se deve essa abdicação, essa desistência dessas correntes de direita do debate das idéias com a sociedade, com o homem-massa?


Nivaldo Cordeiro --> Essa é uma boa questão. Sabemos do poder que os marqueteiros políticos têm sobre os candidatos e todos eles, pelo menos os que eu conheço, são companheiros de viagem da comunalha e acreditam que a bandeira do igualitarismo é a única capaz de seduzir o eleitorado. E não é só no Brasil, veja as eleições nos EUA. O discurso é distributivista e a ação política lá também. Minha crença é que o discurso conservador tradicional também dá votos e pode eleger até presidente da República. Lembremo-nos do Collor, que se elegeu contra Lula e não faz muito tempo, empunhando a modernização capitalista. Lembremo-nos de Reagan. A mentira não pode triunfar sobre a verdade se, de fato, existir aqueles que abracem a verdade. A mudança do nome do PFL para Democratas foi a mais óbvia confissão dessa fé na propaganda esquerdista. Nossa direita não acredita em seu próprio discurso e em seus próprios valores. Um erro colossal.


9. Você acredita que toda uma nação possa ter sido enganada por décadas a fio sem se dar conta da bem sucedida revolução gramscista posta em prática e cuja coroação foi a eleição de Lula ( “A questão da Representação no Brasil”)?


Nivaldo Cordeiro --> Os fatos mostram isso. Até Olavo Setúbal, ex-lider civil da revolução de 1964, virou advogado do distributivismo. Na verdade, a geração dos governos militares nem orou e nem vigiou, subestimou o mal. Ele entrou pelos poros, pelos ouvidos, tomou conta do organismo como um vírus letal. A esquerda é uma espécie de AIDS política, mas alguns indivíduos resistem ao mal e não adoecem. Serão a semente do futuro.


10. Nivaldo, em “Mensagem Sangrenta” você adverte que o apoio que “Lula e o PT vêm dando às FARC pode arrastar o Brasil para dentro de um conflito alheio aos nossos interesses geopolíticos”. Você concorda que os interesses políticos de Lula e do PT, ao compartilhar das diretrizes do Foro de São Paulo, têm demonstrado sistematicamente interesses diversos (do) e adversos ao Estado brasileiro?


Nivaldo Cordeiro --> Isso realmente é sério. Chávez só está no poder porque Lula o bancou, duas vezes. E vimos agora a divulgação dos e-mails do terrorista Raul Reys, que incriminam Chávez. Esse Chapolim Colorado é o capitão-do-mato do FSP. Se estourar uma guerra será para destruir o governo constitucional da Colômbia e a comunalha petista fará tudo para que isso aconteça. Dificilmente o Brasil ficará de fora de um conflito assim. Evidente que essa guerra só interessaria aos revolucionários, não ao povo brasileiro, de tradição pacífica e não imperialista.


11. Ao descortinar os muitos “delírios de maluco” da versão feita por Chico Buarque para a canção tema de “Man of La Mancha” (musical de 1965 - Broadway), em seu artigo “O Inacessível Chão” , como se explica que a grande maioria da classe artística e intelectual, que reza pela cartilha da nomenKlatura, não se estabeleça de uma vez por todas no “paraíso” cubano?


Nivaldo Cordeiro --> Boa parte desses artistas de esquerda são profissionais remunerados para a causa comunista, especialmente os mais talentosos. Já me disseram que até Chico Buarque tinha (não sei se ainda tem) uma bolsa de US$ 15 mil de Fidel Castro, mensal, desde o início da carreira. Então o emprego revolucionário bem remunerado está aqui, não em Cuba. E esses caras são inconseqüentes e parasitas. Não gostam do batente. Se venderam ao primeiro que apareceu. Cuba, só em férias.


12. Em Tel-Aviv, onde participou das comemorações dos 60 anos de Israel, Bush comparou Barack Hussein Obama àqueles que nos EUA, (em 1939, quando da invasão da Polônia), defendiam um entendimento com os nazistas, o que provocou a ira dos democratas norte-americanos. Uma vez que Barack Hussein Obama já manifestou seu interesse em conversar com Irã, Cuba e Síria, você considera que procede essa reação dos democratas ao discurso de Bush ou entende que não há negociação possível com terroristas?


Nivaldo Cordeiro --> O Partido Democrata sempre foi um antro esquerdista, que prega o progressismo e uma forma de fascismo, a chamada Terceira Via, de Wilson. É intervencionista, imperialista, faz da indústria bélica seu suporte econômico e sempre se alinhou com a esquerda internacional. Digo: a Nação americana repudia o terrorismo, mas as lideranças do PD cortejam as idéias e os líderes terroristas. Taí um dilema existencial. Quero ver Obama dar comando para derrubar governos delinqüentes. Vimos o que Carter fez no Irã: nada. Será igual.


13. Você avalia que existam bases concretas para se temer um 3º mandato de Lula?


Nivaldo Cordeiro --> Sim. Está tudo pronto para isso. Faltam pouquíssimos votos no Senado, que na Câmara passa fácil. Se FHC e Serra não segurarem, a petelhada se eterniza no poder.


14. Que diferenças você apontaria entre o “socialismo do século XXI” que avança na América Latina e o do Estado totalitário implantado na ex-União Soviética a partir de1917? A “guerra fria” acabou?


Nivaldo Cordeiro --> Nenhuma, ou melhor, eles aprenderam com os próprios erros. Significa dizer que são mais letais e mais perigosos. A Guerra Fria acabou para os norte-americanos. Os esquerdistas nunca declaram a paz.


15. Nivaldo, existe alguma coisa sobre a qual você gostaria de falar que não tenha sido aqui questionado?


Nivaldo Cordeiro --> É um dever de consciência lutar contra o Estado Total.



Se você nos permite, da mesma forma que fizemos com os outros entrevistados, gostaríamos de fazer um rápido bate bola (sem bola mesmo).


• Um livro –

Nivaldo Cordeiro --> Não vale dizer a Bíblia. Order and History, de Eric Voegelin.

• Uma música –

Nivaldo Cordeiro --> Asa Branca, do Gonzagão.

• Um filme –

Nivaldo Cordeiro --> O Poderoso Chefão. do Coppola.

• Um sonho de consumo –

Nivaldo Cordeiro --> Um sitiozinho, num alto de uma serra. Com bichos, eu cuidando. E bem longe do MST.

• Uma alegria -

Nivaldo Cordeiro --> Meus filhos, meu tesouro.

• Um homem –

Nivaldo Cordeiro --> João Paulo II, um santo.

• Uma mulher –

Nivaldo Cordeiro --> Mirna, minha companheira de todas as horas.

• Uma pedra no sapato –

Nivaldo Cordeiro --> O trânsito de São Paulo. Uma estupidez.

• Um campo minado-

Nivaldo Cordeiro --> Nosso sistema jurídico. A qualquer momento se pode ser esmagado pelo Leviatã.

• Uma indignação –

Nivaldo Cordeiro --> A chamada Igreja progressista. Essas caras traíram a fé.

• Inferno-

Nivaldo Cordeiro --> Já visitei esse sítio várias vezes, sempre por causa de meu orgulho. O Inferno é a soberba.

• Raposa do Sol –

Nivaldo Cordeiro --> Um escândalo. Alguém tinha que dar um basta nessa traição nacional.

• Brasil –

Nivaldo Cordeiro --> Um país doente, que precisa da ajuda de seu povo.

• América Latina –

Nivaldo Cordeiro --> Um continente marchando para a revolução comunista.

• 2010 –

Nivaldo Cordeiro --> Lula lá.

• Uma reflexão, um pensamento –

Nivaldo Cordeiro --> Romanos 12,21: "Não te deixes vencer pelo mal; vence antes o mal com o bem".

Grandes Perigos

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
11/07/2008

Os acontecimentos dos últimos dias têm sido desnorteantes para aqueles que foram por eles surpreendidos. Todavia, devo dizer a você, meu caro leitor, que eles eram perfeitamente previsíveis, tanto quanto um passo lógico de uma equação. De uma banalidade desconcertante. A demagogia revolucionária não é capaz de criar, apenas de repetir-se, talvez porque seus agentes sejam por demais apegados aos manuais de seus antigos teóricos (C.T. - eu já vejo a coisa assim: o fato de a mente do sujeito SER REVOLUCIONÁRIA é por si só uma prova de estupidez humana e como o estúpido só sabe repetir-se e àquilo que ouviu...). Demasiado humana ela é, a demagogia. É, como Nietzsche dizia de coisas muito mais importantes (e estava nisso errado), a sina do eterno retorno do mesmo. Estamos a ver em nosso país o velho filme bolchevique/nazista, aperfeiçoado por Gramsci, de tomada do poder de Estado. Não precisaram disparar um tiro que fosse.

A caçada aos banqueiros e aos ricos de um modo geral sempre foi a lógica e a tônica dos campeões da igualdade geral, a mais maluca e insana das idéias de Rousseau perseguida desde sempre pelos revolucionários. A tropa do PT já está se sentindo suficientemente forte para pôr os ricos em fuga. Antes os industriais e comerciantes apenas, agora a “categoria” dos banqueiros. É puro terror patrocinado pelo Estado. Entendo que estamos perigosamente a tangenciar o regime de exceção, sob o amparo das leis injustas e excessivas, que dão aos esbirros do Estado todo o poder sobre a vida privada do cidadão. Não haverá retorno à normalidade se não começar imediatamente a mobilização contra as forças da esquerda revolucionária no poder, no terreno em que elas têm sido imbatíveis: no campo da política.

É preciso que aqueles que deram apoio tácito e recursos aos militantes das esquerdas até agora cessem imediatamente de fazê-lo, passando a financiar a oposição. E não apenas aquela oposição consentida, tão bem representada pela social-democracia. Esses financiadores, cuja cara mais óbvia é a dos banqueiros agora perseguidos, precisam acordar para a realidade mais óbvia. O mundo como o conhecíamos, de segurança institucional, de confiança nas forças da ordem, foi-se. Acabou. Morreu de tanta covardia e cegueira da nossa elite econômica. Esse acordar não será fácil, será um despertar em meio a um pesadelo dantesco. Mas o despertar terá que acontecer sob pena de se ir direto ao sono eterno sem saber a causa.

O sistema legal já está completamente deformado no Brasil. Veja-se essa estúpida lei seca, recém aprovada. Ela grita aos nossos ouvidos: “Todo poder ao guarda de trânsito, o novo guardião das virtudes públicas”. É emblemática da nossa situação. O Estado transformou-se no grande inimigo das pessoas. Uma ameaça permanente e cara, que nos rouba a todos e nos ameaça com as suas masmorras e suas multas impagáveis. Falar, escrever, andar de carro, andar a pé, beber um gole ou fumar um cigarro: tudo agora ficou muito perigoso. A vida espontânea esfumou-se. É preciso agora a prontidão de um sentinela romano para chegar em casa, ao fim do dia, são e salvo dos perigos estatais. O poder de repressão às banalidades da vida chegou ao paroxismo.

É preciso que lideranças apareçam para enfrentar o infortúnio. Só na vida político-partidária se poderá reduzir a pressão sobre as gentes. Antes, no entanto, faz-se necessária a metanóia das crenças desses potenciais líderes: é preciso restabelecer as tradições, o culto à liberdade, o sentido da vida privada, o respeito inalienável à pessoa. Não é tarefa simples quando se cultua, há décadas, o coletivo, as massas, o Estado; se inimiza os virtuosos, se elege a luta de classes como a redentora da Nação. Antes terá que vir a pedagogia e não sei se teremos nem tempo para isso.

Em texto sombrio de 1923 – tempos muito parecidos com os atuais e que pressagiavam o que viria depois – Ortega y Gasset escreveu: Las épocas post-revolucionarias, tras uma hora muy fugaz de aparente esplendor, son tiempo de decadência, Y las decadencias, como los nascimientos, se envolven históricamente em la tiniebla y el silencio. La historia practica un extraño pudor que le hace correr un velo piadoso sobre la imperfección de los comienzos e la fealdad de las declinaciones nacionales.

E completou o ensaio, de forma crua: Comienza el reinado de la cobardia – un fenómeno extraño que se produce lo mismo en Grecia que en Roma, y aún no ha sido justamente subrayado. En tiempos de salud goza el hombre medio de la dosis de valor personal que basta para afrontar honestamente los casos de la vida. En estas edades de consunción, el valor se convierte en una cualidad insólita que sólo algunos poseen. La valentia se torna profesión, y sus profesionales componen la soldadesca que se alza contra todo el poder publico (Notem bem, não é o Estado aqui, mas o povo em geral - NC) y oprime estúpidamente el resto del cuerpo social.

Há alguma dúvida de que vivemos neste tempo de covardia? Onde estão as lideranças? Por que há essa ausência de homens egrégios e essa presença massacrante das massas estupidificadas, personificadas nos Lulas da vida? Quem tem coragem de ser voluntário? Quem ousa enfrentar os decadentes?

A grande superstição dos nossos tempos, sua grande cortina de fumaça e justificativa para a covardia, é achar que o mercado tem algum poder sobre o processo. Santa ignorância! Só a verdadeira ciência política para mobilizar os melhores para segurar a decadência e impedir uma tragédia de maiores proporções.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".