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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Armadilhas da lei

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
NIVALDO CORDEIRO | 23 SETEMBRO 2009

As idéias liberais, desconectadas dos valores cristãos, não têm como reduzir o tamanho do Estado e não têm como fazer o enfrentamento no campo político, contra os coletivistas. A história do século XX é a história da derrota liberal nas urnas. O argumento de Bastiat e de Constantino, por duelar com os coletivistas no seu próprio campo, já entra derrotado, tanto no plano das idéias como no plano político.


(Cavaleiro do Templo: vejam os links*** no rodapé deste brilhante artigo do sr. Nivaldo Cordeiro o que encontrei pela internet afora sobre o sr. Rodrigo Constantino, que prometi nunca mais publicar nem mencionar o nome, mas uma deixa desta eu não poderia permitir que escapasse. Acredito que é material a ser utilizado no juízo de caráter que cada um fará da pessoa. Se ele defendesse e agisse de acordo com valores cristãos JAMAIS teria feito o que verão abaixo. Talvez, quem sabe o sr. Nivaldo poderia ter uma outra interpretação no artigo depois de ter conhecimento do conteúdo daqueles links...).

Não posso deixar de comentar o artigo do Rodrigo Constantino, velho amigo de debates intermináveis na Rede Liberal (Os guardiões da lei). Rodrigo e eu somos ambos defensores da liberdade, cada um a seu modo, e nesse artigo está explicitado um dos motivos do dissenso recíproco que cultivamos desde sempre. Falta a Rodrigo uma cultura jurídica melhor e uma mais clara compreensão da história da filosofia política. Mas o equívoco do Constantino é também o equívoco da maioria daqueles que abraçam o argumento liberal sem estudá-lo desde a origem. Perdeu-se a perspectiva histórica e, em isso acontecendo, o impulso em prol da luta pelas liberdades políticas passou a apoiar-se mais na emoção do que na razão, mais na intuição do que no saber propriamente dito.


Leo Strauss, no magnífico livro DIREITO NATURAL E HISTÓRIA, agora traduzido em Portugal pela pena competente de Miguel Morgado (Edições 70, Lisboa, 2009) mostra os elos da tragédia política da modernidade, desde o nascimento. Strauss prova, com a sua dialética superior, que não há como fazer frente à avalanche devastadora de Rousseau (vale dizer, das idéias igualitária, totalitárias e comunistas, niilistas) que dominaram desde a Revolução Francesa, sem que se resgate o Direito Natural, o justo por natureza; sem que se busquem os fundamentos das reais fontes de justiça.


Rodrigo Constantino erra porque se apóia em um autor ele mesmo equivocado, Bastiat. Este autor é bem o exemplo dos filhos literários de Locke, que não tiveram força intelectual para fazer frente ao coletivismo inspirado em Rousseau. Esses homens assistiram, impotentes, à marcha dos jacobinos para a tomada do poder, em todo o mundo. Na epígrafe do texto de Constantino está o resumo de toda a confusão: "A lei é a justiça". A afirmação é uma enorme bobagem filosófica e jurídica, mas a isso se chegou porque desde o Renascimento os filósofos e juristas caminharam para essa maluquice quixotesca de identificar a lei positiva com o Direito, com o justo. Rodrigo Constantino amplia esse erro crasso nos seus textos.


Ora, as fontes do Direito, e aqui Direito equivale a Direito Natural, são mais amplas que a lei positiva, lição elementar. Desde Platão se investiga, por exemplo, a Lei Natural, conceito que é também aquele que está nas Tábuas da Lei. Mas a fonte do justo por natureza envolve uma visão antropológica. O que é o homem? Para os clássicos, um animal social, isto é, que naturalmente se insere na cidade. Qual a idéia que emerge na Renascença? Que existe uma natureza humana nos termos propostos pelos estóicos e por Cícero, filósofo que fará a simbiose entre Epicuro e Zenon, cuja obra moldará a modernidade. Para essa nova tradição que se formou, a fonte do Direito é a razão, logo a lei positiva é elevada à condição de Lei Natural. Maquiavel, Hobbes e Locke destroem a idéia clássica do justo por natureza e, ao fazê-lo, pavimentam o caminho para que os modernos revolucionários cheguem ao poder.


Essa proposição, depois encampada por Rousseau e seus seguidores, como Marx e Kant, transformará erroneamente a lei positiva na exclusiva fonte do Direito. Logo, qualquer preconceito socialista do governante do dia poderá ser positivado e a lei vigorante, injusta, será forçosamente a fonte da injustiça. A administração da justiça por sistemas lógico-dedutivos fará o resto da reengenharia social.


É essa a alucinação que preside nossa vida política cotidiana.


As idéias liberais, desconectadas dos valores cristãos, não têm como reduzir o tamanho do Estado e não têm como fazer o enfrentamento no campo político, contra os coletivistas. A história do século XX é a história da derrota liberal nas urnas. O argumento de Bastiat e de Constantino, por duelar com os coletivistas no seu próprio campo, já entra derrotado, tanto no plano das idéias como no plano político. Estamos nos aproximando do paroxismo desse processo destrutivo com o governo Obama e a crise mundial em curso. A tragédia virá, nos termos que vimos na primeira metade do século XX.


Rodrigo Constantino, um ardente lutador da causa da liberdade, usa armas erradas e fracas, insuficientes. Deveria ler Leo Strauss, deveria ir buscar na tradição os argumentos sólidos da filosofia para fundamentar o Direito Natural. Deveria relegar Bastiat ao segundo plano. Estou convencido de que apenas esse conhecimento superior será capaz de despertar as massas do torpor soporífero a que foram submetidas pela propaganda socialista, plenamente vitoriosa no campo político. Mas esse mergulhar na tradição terá um preço pessoal caro a ele: terá que abandonar tudo aquilo que considera saber superior. Então verá que autores como Bastiat não têm a resposta filosófica e política para o drama contemporâneo. Será um processo doloroso.


São as armadilhas da lei. Compreender que a lei positiva não é fonte do justo é o primeiro passo para acordar do sonho maligno da modernidade. O encontrar do justo por natureza é o único antídoto contra a tragédia que se avizinha. Ler Strauss ajuda nesse despertar. Mas para ler Strauss é preciso ter um forte preparo na história da filosofia. Exorto meu amigo Rodrigo Constantino a trocar Bastiat por Leo Strauss. O grande filósofo de Chicago tem muito a nos ensinar.


***



http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/07/plgio-sutil.html - artigo do Heitor de Paola sobre o assunto

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Entrevista com Nivaldo Cordeiro, um dos palestrantes do FORTE 2008, da FEBRATEL, em São Paulo

Do site TELEBRASIL
14/07/2008 :: João Carlos Fonseca


A Federação Brasileira de Telecomunicações – FEBRATEL – promove no dia 18 de agosto, em São Paulo, a edição 2008 do Fórum de Relações do Trabalho em Telecomunicações, com o tema "Liderança Empresarial do Brasil e os BRICS". José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas pela FGV-SP. É homem de idéias e seus recados são diretos. Na qualidade de fórum, o evento promete um debate ativo sobre a contemporaneidade. Para se inscrever, gratuitamente, é só enviar um e-mail (forte2008@febratel.org.br) ou ligar para (21) 2541-4848.

A sigla BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China – traduz o coletivo de países emergentes que disputam lugar no privilegiado clube do Primeiro Mundo. A liderança empresarial, sua formação e a dinâmica política são importantes fatores nessa disputa. A entrevista com o economista José Nivaldo Cordeiro foi feita por e-mail. As perguntas foram editadas para fins de publicação, mas as respostas estão reproduzidas em sua íntegra, tal como nos foram enviadas pelo entrevistado.

FEBRATELEm que consiste a liderança empresarial, tema do FORTE 2008? É a liderança dos empresários perante a sociedade ou é a liderança de pessoas nas empresas?

Nivaldo Cordeiro – A liderança, enquanto tal, consiste nas duas coisas. No meio empresarial, há que emergir vozes que representem seus pares junto à sociedade civil e ao governo. Da mesma forma, há que liderar as ações dentro da empresa. Uma das acepções do verbo “liderar” é “conduzir”. Um dos sentidos dado pelos dicionários ao termo é “ir junto com ou dentro de (algo), de um lugar para outro, dando-lhe direção e/ou comando”. Portanto, há o movimento que deve ser orientado em direção a uma meta.

FBTFale-nos da figura do líder.

NC – O líder é como o proverbial pastor que sabe aonde vai e o caminho certo, se porta da maneira correta, com a linguagem correta, faz as coisas no tempo certo. É a figura do spoudaios, o homem que amadurece com sabedoria e é respeitado pelos pares e pelos mais jovens. Na empresa, essa figura é representada pelo gerente, seja ele o administrador ou o técnico, o que sabe fazer e sabe organizar o trabalho.

FBTA liderança empresarial é um fenômeno comum para o sucesso de todos o BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia)?

NC – Sim. É comum em toda parte, embora cada cultura imprima a sua própria característica à liderança. Confesso que me fascina saber como se dá a liderança em uma sociedade como a chinesa, tão distante de nós em termos culturais e políticos. Certamente que o viés autoritário seja uma constante, em face do sistema político. Mas, a recente abertura ao ocidente impactou nas técnicas administrativas, de sorte de a busca da cooperação e do exemplo, algo tão importante, para nós, devem ter sido incorporados nos últimos anos. Mas, liderança não é apenas uma técnica, vai além.

Liderança na China, Rússia e Índia

FBT O que acontece na China?

NC – A China, enquanto sociedade fechada e comunista, tende a produzir um tipo de líder que eu chamaria de “negativo”, não obstante ele conseguir obter os melhores resultados técnicos e empresariais, tão bons quanto os nossos. O fato é que liderar transcende a empresa, impacta a sociedade e a própria estrutura de poder. Uma sociedade que não tem a liberdade como valor tende a produzir líderes que não a valorizam e, por isso, enquanto homens, falham. Um spoudaios é, antes de tudo, um defensor da liberdade.

FBTVamos falar da Rússia?

NC Na Rússia, vemos emergir uma sociedade conturbada com o fim do regime comunista, cujo regime democrático ainda não está consolidado. Então temos fenômenos interessantes, como uma grande agressividade empresarial casada com os males da sociedade ocidental do século XIX. As estatísticas mostram que em 2007 houve queda na população russa, pela mortalidade dos velhos e de pessoas jovens. Uma coisa selvagem. A redução de população em uma unidade política será sempre uma tragédia. Há, aqui, uma clara indicação de que houve uma escassez de bons condutores, de bons líderes; e não apenas de líderes políticos.

FBTSó lhe falta comentar sobre a Índia...

NC – A Índia, por sua vez, conseguiu adaptar sua cultura milenar ao que de melhor tem o ocidente. Seus jovens invadiram as universidades ocidentais e levaram para o seu país inovações importantes, tanto que criaram centros de excelência notáveis.

FBTQuais as vantagens competitivas do Brasil?

NC – O Brasil tem grande vantagem por estar próximo dos mercados consumidores do ocidente, ter fartura de matéria prima, fuso horário compatível com os EUA.

FBTAs vantagens da China?

NC – A China, por sua vez, tem mão de obra barata, o que tem o lado ruim, o dos indicadores sociais.

FBTE as vantagens da Índia e Rússia?

NC – A Índia conseguiu ter centros de excelências tecnológicas; a Rússia, fartura de petróleo.

Liderança no mundo empresarial

FBTHá alguma diferença entre "empresa pequena, média ou grande" para a "liderança empresarial do Brasil no contexto dos BRICS?”

NC – Veja. A função de liderar tem um fundo comum, que é a inteireza de alma, o compromisso de vida com seus liderados, com a família, com a pátria. É uma responsabilidade muito grande ser líder, em qualquer contexto, seja numa pequena, numa média ou grande empresas. O desempenho mais das vezes é medido no processo competitivo, que leva em conta inovações tecnológicas, técnicas de comercialização, organização no processo produtivo e motivação das pessoas envolvidas no processo. Então, há um fundo comum. Cada líder tem que saber tirar proveito daquilo que tem à mão.

FBTComo deve agir o Brasil?

NC – O estrategista que “toca” negócios no Brasil precisa saber os pontos fortes e fracos dos competidores, e não apenas daqueles que vendem no mercado mundial. O mercado mundial também é aqui, na medida em que os produtos importados chegam às prateleiras de nossos supermercados. Compreender o processo como um todo pode ser a chave do sucesso empresarial.

FBTHá diferença entre "empresa multinacional" e "empresa nacional" para a "liderança empresarial do Brasil, no contexto dos BRICS?”

NC – Essencialmente, não. Certos setores multinacionais têm grandes desvantagens quando vêm para o Brasil. Veja o caso de bancos de varejo. Não conseguiram entrar. É difícil, muito regulamentado. Veja o setor de TI. As multinacionais fabricantes tiveram que desenvolver uma rede de parceiros para entrar no nosso mercado, por muitas razões, o que abriu um leque de oportunidades para pequenas e médias empresas do setor.

FBTO que distingue uma multinacional?

NC – As multinacionais têm várias vantagens, como um conhecimento amplo do mercado mundial, facilidades de financiamentos mais baratos, produção própria de tecnologia e um padrão competitivo de classe mundial. Elas são muito cuidadosas com o desenvolvimento de seus quadros gerenciais, seus líderes. E têm também a vantagem de importar talentos, quando esses faltam, com algum perfil específico.

O sistema sindical

FBT Qual sua visão sobre o sistema sindical praticado no Brasil, visto em perspectiva histórica?

NC – Eu não gosto desse sistema, de concepção fascista. Sou favorável ao livre mercado, ao livre sindicalismo; sou pelo fim do imposto sindical. Penso que associações desse tipo devem ser voluntárias e custeadas pelos interessados.

FBTQual a importância dos sindicatos patronais?

NC – Os sindicatos patronais são muito importantes para representar os setores e cuidar para que os interesses coletivos não sejam ameaçados, seja por medidas legislativas, seja por medidas arbitrárias do Poder Executivo.

FBTE dos sindicatos laborais?

NC – Já os sindicatos laborais são de grande importância para manter o equilíbrio na relação capital/trabalho.

A presença do Estado

FBTNo contexto dos BRICS (Brasil, Rússia, índia, China), como o Sr. percebe a presença e a atuação do Estado?

NC – Aqui está a questão central. Esses países têm em comum o fato de viverem ou vive de experiência com algum grau de socialização. Como a literatura prova à exaustão, a ingerência do Estado é perniciosa para a produtividade e para o desenvolvimento econômico, além de prejudicar a justa distribuição da renda.

FBTO Sr., então, vê a redução do Estado como algo positivo?

NC – Sim; aquele que conseguir reduzir o Estado e a regulamentação e patrocinar as livres trocas internacionais irá proporcionar o maior institucional para que as empresas alcancem seu apogeu.

FBTPoderia citar um exemplo?

NC – É esse o segredo da China, que, não obstante manter o regime político fechado, abriu largas zonas para o livre comércio. Está crescendo a taxas espetaculares, semelhante às alcançadas pelo Brasil nos tempos do “milagre”. Livre mercado é o combustível desse processo.

FBTE o caso do Brasil?

NC – No Brasil estamos na contramão, com o crescimento da regulamentação, da carga tributária, da ingerência estatal. Nossos líderes empresariais precisam fazer-se também líderes políticos para fazer mudar essa realidade. Estado Mínimo é o essencial para tornar nossas empresas competitivas.

Os BRICS no cenário mundial

FBTOs BRICS competem ou se aliam no cenário internacional?

NC – Depende do tema. Nos mercados, eles competem ferozmente. O crescimento da China, por exemplo, em alguns mercados, está sendo feito à custa da nossa indústria. Por outro lado, abriu enormes mercados para os produtos que não chocam com nossa matriz industrial.

FBTE quando se trata de política?

NC – Na arena política, há um certo alinhamento dos governos contra os EUA, que eu considero um erro. O Brasil não tem porque hostilizar aquele que é nosso maior mercado e tem uma democracia que é exemplo para o mundo. Entendo a postura da China e da Rússia que têm pretensões geopolíticas diferente das nossas. Entrar nesse coro, todavia, só nos trará perdas.

FBTO Sr. acha que o Brasil, que é o "B" dos BRICS, tem vocação natural para basear seu sucesso em commodities e produtos extrativos ou deve investir em inovação?

NC – Veja que o Brasil tem uma forte vocação agrícola. Isto é um fato que até as pedras sabem. O Brasil já é o maior produtor (senão o maior exportador) em muitos mercados, como carne, soja, álcool, frutas etc. E o País vai crescer porque tem território, água e uma liderança empresarial nesse setor de fazer inveja a concorrentes.

FBTEntão, a vocação do Brasil seria explorar seus recursos naturais?

NC – A situação do Brasil não se esgota aí. Temos uma grande matriz industrial. No setor de TI, a vocação para crescer é total, com fuso horário favorável e estabilidade política, que falta aos concorrentes (a Índia tem ogiva atômica do Paquistão apontada para ela). Então, não temos que fazer nenhuma escolha; temos é que explorar as potencialidades de ambas as áreas. Essa é uma falsa questão.

A presença do Estado

FBTO Brasil já foi apelidado de um "BRIC lento". O Sr. concorda ou discorda?

NC – O Brasil ficou lento nas décadas recentes. Visto em um contexto mais amplo, a afirmação não se sustenta. O que tem segurado nosso desenvolvimento são dois fatores: o descontrole de preços, que perdurou muito, e o agigantamento do Estado, que ainda continua. Na verdade, o primeiro fator está contido no segundo.

FBTO Estado, então, seria grande demais no Brasil?

NC – Sim. Vejo que precisamos mobilizar as forças da nação para reduzir o gigante estatal. E quando falo isso, estou pensando pelo lado da receita e da despesa. É preciso reduzir impostos, mas igualmente as despesas.

FBTComo seria, no seu entender, a redução de impostos e das despesas do Estado?

NC – Não tenho nenhuma fórmula, apenas sei que se precisa ser feito e aqui a demanda por líderes positivos e genuinamente comprometidos com os interesses gerais da nação precisam emergir. Não será um processo nem curto e nem fácil. Teremos que enfrentar crenças socialistas fortemente arraigadas. Mas, essas crenças são malignas, erradas, são os grilhões que nos prendem e impedem o desenvolvimento voltar a ocorrer de forma acelerada.

FBTO Sr. acha que seria necessário reformular tudo?

NC – Acho que precisamos redesenhar o Estado, repensar a federação, a representação. É uma demanda para redundar a nação.

FBTMas, isso seria possível?

NC – Sei da importância do que estou dizendo, da gravidade das minhas palavras. Mas, não seria honesto com os leitores não dizer o que penso e vislumbro. Temos que redundar politicamente o Brasil para que os brasileiros possam enriquecer e prosperar e se tornar um povo mais feliz. Para tanto, precisamos reduzir o monstro estatal. Não temos alternativa.

Pensador brasileiro

FBTA programação do Forte 2008 se refere a Ortega y Gasset. Qual o pensador brasileiro que dele se aproxima?

NCOlavo de Carvalho. Ele é profundo e comprometido com a nacionalidade.

FBTAlgum outro tema que queira comentar?

NC Sim. Seria relativo aos rumos políticos atuais do Brasil que vejo com muita apreensão. Estamos na rota revolucionária. O PT está, desde que assumiu o poder, ocupando todo a aparelho de Estado e conduzindo o Brasil no rumo da socialização, exatamente na contramão da nossa necessidade histórica, de ir em busca da liberdade.

FBT O momento atual seria, então, motivo de preocupação?

NC – Eu vejo com muita preocupação a hipótese ou do terceiro mandato ou de ser eleger alguém da linha do PT. Podemos estar em véspera da destruição da alternância de poder no Brasil, algo que na prática já vige, na medida em que não existem forças políticas ditas de “direta”. Não há organizações partidárias verdadeiramente comprometidas com o livre mercado, o que é uma tragédia colossal.

FBTO Sr. poderia explicar?

NC – Agora dar o monopólio do poder político às forças em torno do PT é muito grave, pois equivale a manter o curso do processo revolucionário. Isso se casa com o que está acontecendo com a maioria dos países vizinhos, todos atuando no âmbito do Foro de São Paulo, com a notável exceção da Colômbia, que acabou de infringir vigorosas derrotas às FARC, o braço colombiano do FSP.

FBTAlgum recado?

NC – Nossos líderes empresariais precisam largar a passividade e ir para a arena política, tendo consciência dos perigos que estamos vivendo. Esses perigos podem significar uma regressão civilizacional de grande monta, como vimos na Venezuela e no Zimbábue, este em maior proporção. Não estamos longe disso. E não existe nenhum determinismo histórico que nos diga que as forças do livre mercado devem ser derrotadas. Não.

FBTComo assim?

NC – Se lutarmos, se líderes assumirem as suas responsabilidades, podemos, aqueles que combatem pela liberdade, retomar o caminho perdido e colocar o Brasil na trilha do desenvolvimento. Mas, isso não acontecerá por inércia, terá que vir pela mãos de homens inteligentes, sóbrios e comprometidos com a nação. Certamente que os setores das Teles com e de TI terão que dar sua contribuição de novos líderes, que confrontem os adversários socialistas, para mudar o curso da nossa História.

FBTSuas palavras finais.

NC – Acredito firmemente que esse é o lado “certo”. Como dizia Ortega, não se pode permanecer no “erro”. O socialismo é um erro que precisa ser corrigido. As lideranças empresariais não poderão escapar ao enfrentamento dos inimigos da civilização.

Nivaldo Cordeiro é entrevistado pelo blog DIRETO DO ABISMO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
Terça-feira, 20 de Maio de 2008

ENTREVISTA AO BLOG DIRETO DO ABISMO

http://darkabysses.blogspot.com:80/



Em nossa opinião, não há melhor maneira de apresentar José Nivaldo Cordeiro*, a quem agradecemos a honra da presente entrevista, do que citar alguns trechos de sua autoria:


“(...) Lutar contra o Estado Total é um dever de consciência”

(José Nivaldo Cordeiro em
“O Combate ao Estado Total” )


“(...)Álvaro Vargas Llosa não faz essa distinção entre os condutores da multidão entorpecida e ela própria, por isso disse em entrevista que Che Guevara encarnava a própria figura do perfeito idiota latino-americano.

Grande engano. Che é o protótipo do dirigente revolucionário que sabia exatamente o mal que fazia. Praticava o mal por escolha. Che é Lula, é Dirceu, é Palocci, é Chávez, é Fidel, gente que vendeu a alma ao Diabo e que fará o mesmo com aqueles que estiverem no seu caminho, o povo todo junto. O peruano involuntariamente contribuiu para esconder essa realidade trágica com seus livros e sua divertida expressão.”


(José Nivaldo Cordeiro em “Idiotas ou Malvados”)


1.A recente declaração de Lula em Lima, sobre a importância do Foro de São Paulo (criado na década de 1990 com os partidos “progressistas” da América Latina e do qual fazem parte narcobandidos e terroristas), equivale a admissão, por parte do presidente, ainda que por vias tortas, do monstro totalitário que as esquerdas querem nos impor goela abaixo, qual seja transformar nossa região numa nova União Soviética, com a implantação da “União das Repúblicas Socialistas da América Latina” (URSAL)?


Nivaldo Cordeiro --> A esquerda sempre atuou como unidade mundial, sempre propôs uma ação internacional integrada, mesmo depois de Lênin e Stalin teorizarem sobre a revolução em um só país. Tanto assim que a ex-URSS sempre tentou exportar seu modelo político. Então essa gente não se reúne para tomar cafezinho, mas para articular a revolução, primeiro em escala continental e, depois, em escala mundial. E francamente acredito que essa gente do FSP está articulada com a China e com os demais partidos comunistas no mundo, estejam ou não no poder. O inimigo dos comunistas é o cristianismo, os valores judaico-cristãos. Estava lendo o livro de ensaios do Joseph Brodsky (MENOS QUE UM) e nele há uma descrição de como era a vida no pós-guerra na Rússia, onde viveu. Tentaram fazer da múmia de Lênin um ícone religioso e da própria figura dele um profeta. No fundo, lutam para implantar a mentira como substituta da verdade da alma. A questão econômica é meramente acessória, um veículo para o propósito maior. Nessa luta, para a esquerda, vale tudo, até mesmo vender cocaína nos morros e produzi-la nos altiplanos.


2. Uma vez que “Não há como enganar a lei da escassez, exceto nos discursos populistas” ( "As duas Realidades" ) e tendo em conta que “os agentes revolucionários controlam o Estado e as forças de repressão”, você considera que o estágio da “violência aberta contra os supostos inimigos dos poderosos do dia” é inevitável? Existem alternativas?


Nivaldo Cordeiro --> Sim, esse é um perigo imediato que pode ser iniciado a qualquer momento, se o que eu chamo de Comitê Central do PT achar que chegou o momento. Aliás, já o fazem de forma mitigada na perseguição a empresários, com a desculpa de sonegação fiscal, e de inimigos políticos a quaisquer pretextos, mediante expedientes excusos (embora legais) como escutas telefônicas e ações espalhafatosas da Polícia Federal. São os ensaios iniciais do Estado policial que nos espera se essa gente controlar o Senado e o governo de São Paulo, as únicas barreiras efetivas que nos separam do totalitarismo. Claro, além de não controlarem o comando das Forças Armadas.


3. Em seu artigo “Idiotas ou Malvados” você demonstra a perigosa armadilha da expressão simplista do “perfeito idiota latino americano” (cunhada por Álvaro Vargas Llosa). O que você propõe para que se possa salvar da idiotia as massas que se deixam impregnar pela “propaganda enganosa” que lança seus tentáculos desde as escolas fundamentais até as universidades?


Nivaldo Cordeiro --> Não gosto da expressão "idiota" porque ela minimiza a responsabilidade moral dos militantes de esquerda. Certos que alguns deles são idiotas úteis, mas o comando não, são gente má, imbuída de propósitos malignos. A massa está imbelicilizada depois de décadas de propaganda mentirosa, que está nos jornais, no material escolar, na boca dos professores, na tv e por aí. O que fazer? O que estamos fazendo agora, falando sobre a verdade, sobre a coisa certa, sobre a tradição. Fazer o que nossos avós faziam despreocupadamente, mas agora temos que fazê-lo como missionários. Somos como os restos de Israel, os indispensáveis portadores da verdade que nunca muda.


4. Você considera possível esperar algumas gerações até que a nossa sociedade possa se livrar, por meio do conhecimento, dos vícios que a acometem a partir das ações esquerdistas que a permeiam? Não seria tempo demais para que o jogo do inimigo vingasse antes?

Nivaldo Cordeiro --> A questão de tempo depende muito dos fatos da conjuntura. Veja que José Dirceu cometeu erros táticos graves, que talvez lhe tenha custado o afastamento do grupo menor de comando do processo. A vaidade é um pecado importante e essa comunalha é especialmente vaidosa, por isso eles erram. Temos que levar em conta o elemento erro. Quão mais seguros se sentirem, mais arrogantes ficarão e mais errarão. Lula parece um pavão, mesmo sabendo que a bonança econômica é passageira, fruto que é de uma circunstância favorável única na economia internacional, que muito beneficiou o Brasil, a despeito da comunalha petista. Então vejo que aqui poderemos ter uma experiência à francesa, comuniza tudo mas mantém as aparências de uma economia de mercado, o poder real estando com os sindicatos. Ou uma ruptura, à moda venezuelana. Esta última hipótese só acontecerá se o Comitê Central conseguir neutralizar as Forças Armadas. Ou se ficarem muito confiantes, como em 1963. O tempo dirá. Voltar o povo aos valores tradicionais exigirá que primeiro a elite volte a eles. E a nossa elite é uma ralé, como disse Eric Voegelin dos alemães que viveram sob o nazismo. E eu não sei como tratar essa ralé que é dona de empresas, ensina nas universidades e escreve artigos para jornais. Essa gente parece imune a qualquer conversão de alma. São a ralé moral da Nação, porque têm a responsabilidade de conduzir as coisas e corromperam-se. O tempo é uma questão em aberto.


5. Nivaldo, você identifica no ‘direito positivo’ advindo das premissas socialistas ora infiltradas pelo governo (?) nas instituições mancas do país, como uma das principais causas do “abaixamento moral” de nossa sociedade que se auto-asfixia por meio de uma completa inversão da lei natural a que você se refere em seu artigo Voegelin e o Direito Natural“?


Nivaldo Cordeiro --> Veja, o ponto é que a moralidade exige o discernimento adulto, a confiança em si mesmo para resolver seus próprios problemas, inclusive a questão da sobrevivência material. O que se vê é que as pessoas vivem agora a fazer concursos públicos para obter uma boquinha, vivem nas filas das bolsas-esmola, os empresários querem política industrial (crédito subsidiado, barreiras alfandegárias, isenções tributárias). Parece que o dom da vida agora depende de um burocrata de boa vontade. Viver na dependência é vício e sintoma de infantilidade. Quão mais infantilizado você se sente, mais ajuda do pai-Estado você vai buscar. Somos uma nação que anseia ser, toda ela, barnabé. É triste. A psicologia descreve bem a moralidade infantil: nenhuma. É preciso educar o ser para a vida adulta dentro de parâmetros morais.


6. As declarações do general Augusto Heleno sobre a política indigenista caótica do governo (?) seriam, segundo seu artigo “Quem são os responsáveis” , o reflexo de uma parte do Brasil ainda “não imerso no sonho hipnótico do esquerdismo irresponsável e suicida”, e portanto ainda saudável. O que poderia mover uma sociedade doente como a nossa, (que precisaria antes uma catarse de cada indivíduo que a compõe) no sentido de merecer o suporte dos “Guardas da Pátria”, antes que nada mais nos reste a defender?


Nivaldo Cordeiro --> As Forças Armadas, pela natureza, não têm interrupção geracional na sua formação. A revolução gramsciana não chegou às academias militares, até onde sei. Os graduados formam os jovens e assim a tradição se mantém. Vejo as Forças Armadas como essa reserva de elite imunizada contra a propaganda comunista. Mas elas, sozinhas, são frágeis; precisam do apoio das lideranças civis. E se estas não vierem, pode acontecer o que houve na Alemanha de Hitler: os generais viraram vassalos dos revolucionários. Uma tragédia. O que precisa é haver essa confraternização entre civis e militares. Mas quem no meio civil? Não vejo ninguém.


7. “A super carga tributária é a mãe e o pai de toda a corrupção reinante.” ("Meia Verdade Sobre os Impostos"). Além de progenitora da corrupção, a super carga tributária, que inclusive pode ser aumentada ainda mais nesta segunda-feira a partir da criação de uma “nova CPMF”, segundo a Folha de SP de hoje (18-05-08), também pode ser compreendida como a via de tributação progressiva crescente pela qual o atual governo(?) pretende atingir o comunismo/socialismo?


Nivaldo Cordeiro --> A supertributação é inerente ao ideário comunista. O ódio à economia de mercado é total. Como a estatização dos meios de produção se mostrou inviável, eles inventaram esse caminho do meio. A corrupção deriva do poder de arbítrio do Estado. O poder político, se tiver na mão o poder econômico, corrompe de cima a baixo o processo de produção. É uma lei inexorável. É preciso separar o poder político do poder econômico. Isso só se consegue mediante a vigência do Estado mínimo, algo inferior a uma carga tributária de 25% do PIB.


8. Em seu artigo "A questão da Representação no Brasil” , você muito bem observa que “vasta proporção do eleitorado simplesmente não tem políticos para representar sua visão de mundo”, já que inexiste um partido que represente as idéias liberais e conservadoras, uma vez que o próprio “DEM hoje levanta a bandeira do igualitarismo socialista.” Em sua opinião a que se deve essa abdicação, essa desistência dessas correntes de direita do debate das idéias com a sociedade, com o homem-massa?


Nivaldo Cordeiro --> Essa é uma boa questão. Sabemos do poder que os marqueteiros políticos têm sobre os candidatos e todos eles, pelo menos os que eu conheço, são companheiros de viagem da comunalha e acreditam que a bandeira do igualitarismo é a única capaz de seduzir o eleitorado. E não é só no Brasil, veja as eleições nos EUA. O discurso é distributivista e a ação política lá também. Minha crença é que o discurso conservador tradicional também dá votos e pode eleger até presidente da República. Lembremo-nos do Collor, que se elegeu contra Lula e não faz muito tempo, empunhando a modernização capitalista. Lembremo-nos de Reagan. A mentira não pode triunfar sobre a verdade se, de fato, existir aqueles que abracem a verdade. A mudança do nome do PFL para Democratas foi a mais óbvia confissão dessa fé na propaganda esquerdista. Nossa direita não acredita em seu próprio discurso e em seus próprios valores. Um erro colossal.


9. Você acredita que toda uma nação possa ter sido enganada por décadas a fio sem se dar conta da bem sucedida revolução gramscista posta em prática e cuja coroação foi a eleição de Lula ( “A questão da Representação no Brasil”)?


Nivaldo Cordeiro --> Os fatos mostram isso. Até Olavo Setúbal, ex-lider civil da revolução de 1964, virou advogado do distributivismo. Na verdade, a geração dos governos militares nem orou e nem vigiou, subestimou o mal. Ele entrou pelos poros, pelos ouvidos, tomou conta do organismo como um vírus letal. A esquerda é uma espécie de AIDS política, mas alguns indivíduos resistem ao mal e não adoecem. Serão a semente do futuro.


10. Nivaldo, em “Mensagem Sangrenta” você adverte que o apoio que “Lula e o PT vêm dando às FARC pode arrastar o Brasil para dentro de um conflito alheio aos nossos interesses geopolíticos”. Você concorda que os interesses políticos de Lula e do PT, ao compartilhar das diretrizes do Foro de São Paulo, têm demonstrado sistematicamente interesses diversos (do) e adversos ao Estado brasileiro?


Nivaldo Cordeiro --> Isso realmente é sério. Chávez só está no poder porque Lula o bancou, duas vezes. E vimos agora a divulgação dos e-mails do terrorista Raul Reys, que incriminam Chávez. Esse Chapolim Colorado é o capitão-do-mato do FSP. Se estourar uma guerra será para destruir o governo constitucional da Colômbia e a comunalha petista fará tudo para que isso aconteça. Dificilmente o Brasil ficará de fora de um conflito assim. Evidente que essa guerra só interessaria aos revolucionários, não ao povo brasileiro, de tradição pacífica e não imperialista.


11. Ao descortinar os muitos “delírios de maluco” da versão feita por Chico Buarque para a canção tema de “Man of La Mancha” (musical de 1965 - Broadway), em seu artigo “O Inacessível Chão” , como se explica que a grande maioria da classe artística e intelectual, que reza pela cartilha da nomenKlatura, não se estabeleça de uma vez por todas no “paraíso” cubano?


Nivaldo Cordeiro --> Boa parte desses artistas de esquerda são profissionais remunerados para a causa comunista, especialmente os mais talentosos. Já me disseram que até Chico Buarque tinha (não sei se ainda tem) uma bolsa de US$ 15 mil de Fidel Castro, mensal, desde o início da carreira. Então o emprego revolucionário bem remunerado está aqui, não em Cuba. E esses caras são inconseqüentes e parasitas. Não gostam do batente. Se venderam ao primeiro que apareceu. Cuba, só em férias.


12. Em Tel-Aviv, onde participou das comemorações dos 60 anos de Israel, Bush comparou Barack Hussein Obama àqueles que nos EUA, (em 1939, quando da invasão da Polônia), defendiam um entendimento com os nazistas, o que provocou a ira dos democratas norte-americanos. Uma vez que Barack Hussein Obama já manifestou seu interesse em conversar com Irã, Cuba e Síria, você considera que procede essa reação dos democratas ao discurso de Bush ou entende que não há negociação possível com terroristas?


Nivaldo Cordeiro --> O Partido Democrata sempre foi um antro esquerdista, que prega o progressismo e uma forma de fascismo, a chamada Terceira Via, de Wilson. É intervencionista, imperialista, faz da indústria bélica seu suporte econômico e sempre se alinhou com a esquerda internacional. Digo: a Nação americana repudia o terrorismo, mas as lideranças do PD cortejam as idéias e os líderes terroristas. Taí um dilema existencial. Quero ver Obama dar comando para derrubar governos delinqüentes. Vimos o que Carter fez no Irã: nada. Será igual.


13. Você avalia que existam bases concretas para se temer um 3º mandato de Lula?


Nivaldo Cordeiro --> Sim. Está tudo pronto para isso. Faltam pouquíssimos votos no Senado, que na Câmara passa fácil. Se FHC e Serra não segurarem, a petelhada se eterniza no poder.


14. Que diferenças você apontaria entre o “socialismo do século XXI” que avança na América Latina e o do Estado totalitário implantado na ex-União Soviética a partir de1917? A “guerra fria” acabou?


Nivaldo Cordeiro --> Nenhuma, ou melhor, eles aprenderam com os próprios erros. Significa dizer que são mais letais e mais perigosos. A Guerra Fria acabou para os norte-americanos. Os esquerdistas nunca declaram a paz.


15. Nivaldo, existe alguma coisa sobre a qual você gostaria de falar que não tenha sido aqui questionado?


Nivaldo Cordeiro --> É um dever de consciência lutar contra o Estado Total.



Se você nos permite, da mesma forma que fizemos com os outros entrevistados, gostaríamos de fazer um rápido bate bola (sem bola mesmo).


• Um livro –

Nivaldo Cordeiro --> Não vale dizer a Bíblia. Order and History, de Eric Voegelin.

• Uma música –

Nivaldo Cordeiro --> Asa Branca, do Gonzagão.

• Um filme –

Nivaldo Cordeiro --> O Poderoso Chefão. do Coppola.

• Um sonho de consumo –

Nivaldo Cordeiro --> Um sitiozinho, num alto de uma serra. Com bichos, eu cuidando. E bem longe do MST.

• Uma alegria -

Nivaldo Cordeiro --> Meus filhos, meu tesouro.

• Um homem –

Nivaldo Cordeiro --> João Paulo II, um santo.

• Uma mulher –

Nivaldo Cordeiro --> Mirna, minha companheira de todas as horas.

• Uma pedra no sapato –

Nivaldo Cordeiro --> O trânsito de São Paulo. Uma estupidez.

• Um campo minado-

Nivaldo Cordeiro --> Nosso sistema jurídico. A qualquer momento se pode ser esmagado pelo Leviatã.

• Uma indignação –

Nivaldo Cordeiro --> A chamada Igreja progressista. Essas caras traíram a fé.

• Inferno-

Nivaldo Cordeiro --> Já visitei esse sítio várias vezes, sempre por causa de meu orgulho. O Inferno é a soberba.

• Raposa do Sol –

Nivaldo Cordeiro --> Um escândalo. Alguém tinha que dar um basta nessa traição nacional.

• Brasil –

Nivaldo Cordeiro --> Um país doente, que precisa da ajuda de seu povo.

• América Latina –

Nivaldo Cordeiro --> Um continente marchando para a revolução comunista.

• 2010 –

Nivaldo Cordeiro --> Lula lá.

• Uma reflexão, um pensamento –

Nivaldo Cordeiro --> Romanos 12,21: "Não te deixes vencer pelo mal; vence antes o mal com o bem".

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".