Comparando o desempenho do Brasil no exame 2003 (que já era ruim) com o de 2006, as notas pioraram em leitura, ficaram estáveis em ciências e melhoraram em matemática.
Mas a melhoria foi insuficiente para tirar o país das últimas posições.
Foi em matemática que o país se saiu pior em 2006, com médias superiores apenas às de Quirguistão, Qatar e Tunísia e semelhantes às da Colômbia.
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Carta aberta aos brasileiros - A educação no Brasil
Do blog UPEC - União Pela Ética e Cidadania
Recife, 26 de novembro de 2007
O Brasil está um caos. Não está à beira do precipício, já despencou faz tempo.
Levando em conta, e isto está mais do que provado, que um país se constrói sobre alicerces seguros de uma educação eficiente, o Brasil está muito mal servido neste particular. Não adianta debater quem gastou mais ou quem gastou menos com a educação. O caso não é o quanto se gastou, mas o que se fez com o dinheiro gasto. Prioriza-se a quantidade de alunos matriculados, às vezes, até mesmo a freqüência dos alunos às aulas. Mas o que se está fazendo com esses alunos nas salas de aula não tem a menor importância.
Para começar, aluno não respeita professor e o professor não pode reprovar aluno. A cada reforma, a qualidade de ensino cai. Aos poucos foram se negando às crianças e aos jovens o desenvolvimento da capacidade de raciocinar, o direito de pensar. Do currículo tiraram o Latim, tiraram a tabuada, tiraram a conjugação de verbos, tiraram, por fim, a gramática. Alguns jovens estão conseguindo completar a 8ª série sem saber ler. Alguns até conseguem passar no vestibular com um pouco mais do que isto. Se os programas de estudo estão péssimos, os livros estão piores ainda e os métodos calamitosos.
Não é de hoje. Esta vergonha se arrasta a uns vinte anos, piorando a cada ano. Até pouco tempo, o Brasil ainda contava com o último baluarte de bom ensino: as Escolas Técnicas Federais que tinham programas maravilhosos de profissionalização a nível médio. Foram transformadas em CEFETS. Trocamos um excelente ensino de 2º Grau por um faz de conta de 3º Grau. Faz pena ver em que se transformaram.
E nós temos um presidente que não tem a menor idéia do que está acontecendo. Nunca estudou. Não sabe o que isto pode significar para o país. Conseguiu subir a rampa sem estar preparado e nem se deu conta ainda do desgoverno que nos está impingindo. Acredita, mesmo, que está governando.
Aí vem o líder do PT e diz que “a classe média tradicional” (seja lá o que isto for) está se sentindo incomodada com a proximidade da nova “classe média emergente” (também desconheço o conceito). Calma, senhor líder! O senhor está olhando pelo lado errado da lupa. Mas o senhor tem razão. Esta proximidade está incomodando a classe média, mas não é que a classe D subiu para a classe C. Foi a classe C que desceu para a classe D. Descer sempre incomoda.
Fala ainda, o senhor líder, das realizações deste governo: grandes, verdadeiramente grandes. Nunca antes, neste país, se viram feitos tão grandiosos: corrupção, mentiras, mensalões e mensalinhos, cuecas milionárias, malas extraordinariamente recheadas, dossiês falsos, gastança desenfreada, pouco ou nenhum investimento no país, estímulo à luta de classes, discriminação de etnia e de sexo, violência na cidade e no campo, abandono das Forças Armadas e das fronteiras, desrespeito aos cidadãos, principalmente aos que trabalham e produzem e conseqüentemente que sustentam este país, Saúde, educação e segurança que esperem pelo terceiro mandato. E por fim, desrespeito à nação com o um todo quando se dobra à verbosidade do pateta venezuelano e do cocaleiro boliviano.
Enquanto o palhaço venezuelano chegou ao Brasil, ofendeu as nossas instituições e foi condecorado, lá no Chile, um CHEFE DE ESTADO (com maiúsculas, sim) que sabe honrar o seu país, o repreendeu adequadamente. O kumpanheiro da Bolívia já nos pôs de joelhos e lambemos suas botas.
E o senhor Tarso Genro elogia o noçuguia porque fala a língua do povo. Não é virtude que o presidente iletrado fale igual ao povão analfabeto, um povo que é vítima de um sistema escolar capenga e desalmado. Virtude seria, isto sim, que um presidente bem letrado ensinasse o povão a falar bem a sua língua.
Esta foi uma semana e tanto.
Vem o Senador Sérgio Guerra que, ao assumir a presidência do PSDB, encerra o seu discurso com uma pérola digna do contexto geral. Que Lula não quer o terceiro mandato. Isto garantido por sua bela história e sua sempre aproximação com as forças democráticas.
Sei não. Um operário aposentado, que nunca estudou, que há muito tempo não dava um prego em uma barra de sabão, acumulou um patrimônio respeitável sem sequer ter ganhado na Mega Sena. A democracia de sua excelência é a coisa mais parecida com a ditadura comunista de (com licença das palavras) Fidel e Chávez. Ou será que o Foro de São Paulo mudou de nome e agora é apelidado de Democracia?
Alguém salve este país (observação do C.T.: mexamo-nos e salvemos NÓS MESMOS o Brasil, os homens e mulheres de bem. Temos que nos envolver com a política, tornando-nos políticos ou não.)
Comentário do C.T.: aproveitem e leiam mais sobre a educação brasileira neste post que aborda a educação superior.
Ester
Recife, 26 de novembro de 2007
O Brasil está um caos. Não está à beira do precipício, já despencou faz tempo.
Levando em conta, e isto está mais do que provado, que um país se constrói sobre alicerces seguros de uma educação eficiente, o Brasil está muito mal servido neste particular. Não adianta debater quem gastou mais ou quem gastou menos com a educação. O caso não é o quanto se gastou, mas o que se fez com o dinheiro gasto. Prioriza-se a quantidade de alunos matriculados, às vezes, até mesmo a freqüência dos alunos às aulas. Mas o que se está fazendo com esses alunos nas salas de aula não tem a menor importância.
Para começar, aluno não respeita professor e o professor não pode reprovar aluno. A cada reforma, a qualidade de ensino cai. Aos poucos foram se negando às crianças e aos jovens o desenvolvimento da capacidade de raciocinar, o direito de pensar. Do currículo tiraram o Latim, tiraram a tabuada, tiraram a conjugação de verbos, tiraram, por fim, a gramática. Alguns jovens estão conseguindo completar a 8ª série sem saber ler. Alguns até conseguem passar no vestibular com um pouco mais do que isto. Se os programas de estudo estão péssimos, os livros estão piores ainda e os métodos calamitosos.
Não é de hoje. Esta vergonha se arrasta a uns vinte anos, piorando a cada ano. Até pouco tempo, o Brasil ainda contava com o último baluarte de bom ensino: as Escolas Técnicas Federais que tinham programas maravilhosos de profissionalização a nível médio. Foram transformadas em CEFETS. Trocamos um excelente ensino de 2º Grau por um faz de conta de 3º Grau. Faz pena ver em que se transformaram.
E nós temos um presidente que não tem a menor idéia do que está acontecendo. Nunca estudou. Não sabe o que isto pode significar para o país. Conseguiu subir a rampa sem estar preparado e nem se deu conta ainda do desgoverno que nos está impingindo. Acredita, mesmo, que está governando.
Aí vem o líder do PT e diz que “a classe média tradicional” (seja lá o que isto for) está se sentindo incomodada com a proximidade da nova “classe média emergente” (também desconheço o conceito). Calma, senhor líder! O senhor está olhando pelo lado errado da lupa. Mas o senhor tem razão. Esta proximidade está incomodando a classe média, mas não é que a classe D subiu para a classe C. Foi a classe C que desceu para a classe D. Descer sempre incomoda.
Fala ainda, o senhor líder, das realizações deste governo: grandes, verdadeiramente grandes. Nunca antes, neste país, se viram feitos tão grandiosos: corrupção, mentiras, mensalões e mensalinhos, cuecas milionárias, malas extraordinariamente recheadas, dossiês falsos, gastança desenfreada, pouco ou nenhum investimento no país, estímulo à luta de classes, discriminação de etnia e de sexo, violência na cidade e no campo, abandono das Forças Armadas e das fronteiras, desrespeito aos cidadãos, principalmente aos que trabalham e produzem e conseqüentemente que sustentam este país, Saúde, educação e segurança que esperem pelo terceiro mandato. E por fim, desrespeito à nação com o um todo quando se dobra à verbosidade do pateta venezuelano e do cocaleiro boliviano.
Enquanto o palhaço venezuelano chegou ao Brasil, ofendeu as nossas instituições e foi condecorado, lá no Chile, um CHEFE DE ESTADO (com maiúsculas, sim) que sabe honrar o seu país, o repreendeu adequadamente. O kumpanheiro da Bolívia já nos pôs de joelhos e lambemos suas botas.
E o senhor Tarso Genro elogia o noçuguia porque fala a língua do povo. Não é virtude que o presidente iletrado fale igual ao povão analfabeto, um povo que é vítima de um sistema escolar capenga e desalmado. Virtude seria, isto sim, que um presidente bem letrado ensinasse o povão a falar bem a sua língua.
Esta foi uma semana e tanto.
Vem o Senador Sérgio Guerra que, ao assumir a presidência do PSDB, encerra o seu discurso com uma pérola digna do contexto geral. Que Lula não quer o terceiro mandato. Isto garantido por sua bela história e sua sempre aproximação com as forças democráticas.
Sei não. Um operário aposentado, que nunca estudou, que há muito tempo não dava um prego em uma barra de sabão, acumulou um patrimônio respeitável sem sequer ter ganhado na Mega Sena. A democracia de sua excelência é a coisa mais parecida com a ditadura comunista de (com licença das palavras) Fidel e Chávez. Ou será que o Foro de São Paulo mudou de nome e agora é apelidado de Democracia?
Alguém salve este país (observação do C.T.: mexamo-nos e salvemos NÓS MESMOS o Brasil, os homens e mulheres de bem. Temos que nos envolver com a política, tornando-nos políticos ou não.)
Comentário do C.T.: aproveitem e leiam mais sobre a educação brasileira neste post que aborda a educação superior.
Ester
FORO DE SÃO PAULO em ação
O assessor de assuntos internacionais bolivarianos de Lula, Marco Aurélio Garcia (o ministro de Estado e do FORO DE SÃO PAULO "TOP-TOP" Garcia), falou que a derrota de Hugo Chávez no plebiscito para alterar a Constituição venezuelana em nada altera a disposição do PT de propor uma Constituinte para mudar a constituição brasileira. Que dúvida...
"Não, em absoluto, não tem nada a ver uma coisa com outra". Ora vejam, de que boca sai a opinião que representa o pensamento do lulo-petismo. Reparem. O PT começou neste domingo, durante a eleição para a executiva nacional, a recolher assinaturas para a apresentação de um projeto "popular" criando uma Assembléia Constituinte. Para que o projeto seja considerado, é preciso reunir cerca de 1,3 milhão de assinaturas em pelo menos cinco Estados.
E ele diz:"Não é uma Constituinte abrangente e refundacionista como está colocado em outros países", destacando que a proposta do PT é bem diferente de outras reformas constitucionais em curso na região. Falou em entrevista para a agência noticiosa BBC.
Se não é "tão abrangente" é refundacionista sim. Faz parte da ação conjunta em pleno andamento na Venezuela, na Bolívia e no Equador, oras bolas. Tudo orquestrado, tendo em Marco Aurélio o operador bolivariano do governo Lula entre os governos de Chávez, Evo Morales e Rafael Correa.
Tem mais. O norte do plano é o Foro São Paulo. O que explica a "beirada" dada aos terroristas das Farc colombianas na levada do "plano". São membros do Foro São Paulo. Explica a ação de Hugo Chávez difundindo a "luta" das Farc, na condição de "mediador" para a libertação dos reféns, quando na verdade é admirador e parceiro dos narco-traficantes marxistas.
E explica também, anotem, o "consenso" sobre botar Lula nessas de mediador entre as Farc e o governo Colombiano. O mote é a "admiração" que oposicionistas e representantes da "sociedade civil", as desses países e daqui, têm por Lula. Quem não conhece essa turma que acredite nas "diferenças" entre o lulo-petismo e os bolivarianos cucarachos.
"Não, em absoluto, não tem nada a ver uma coisa com outra". Ora vejam, de que boca sai a opinião que representa o pensamento do lulo-petismo. Reparem. O PT começou neste domingo, durante a eleição para a executiva nacional, a recolher assinaturas para a apresentação de um projeto "popular" criando uma Assembléia Constituinte. Para que o projeto seja considerado, é preciso reunir cerca de 1,3 milhão de assinaturas em pelo menos cinco Estados.
E ele diz:"Não é uma Constituinte abrangente e refundacionista como está colocado em outros países", destacando que a proposta do PT é bem diferente de outras reformas constitucionais em curso na região. Falou em entrevista para a agência noticiosa BBC.
Se não é "tão abrangente" é refundacionista sim. Faz parte da ação conjunta em pleno andamento na Venezuela, na Bolívia e no Equador, oras bolas. Tudo orquestrado, tendo em Marco Aurélio o operador bolivariano do governo Lula entre os governos de Chávez, Evo Morales e Rafael Correa.
Tem mais. O norte do plano é o Foro São Paulo. O que explica a "beirada" dada aos terroristas das Farc colombianas na levada do "plano". São membros do Foro São Paulo. Explica a ação de Hugo Chávez difundindo a "luta" das Farc, na condição de "mediador" para a libertação dos reféns, quando na verdade é admirador e parceiro dos narco-traficantes marxistas.
E explica também, anotem, o "consenso" sobre botar Lula nessas de mediador entre as Farc e o governo Colombiano. O mote é a "admiração" que oposicionistas e representantes da "sociedade civil", as desses países e daqui, têm por Lula. Quem não conhece essa turma que acredite nas "diferenças" entre o lulo-petismo e os bolivarianos cucarachos.
Parabéns aos senadores Pedro Simon e Geraldo Mesquita!
Conforme pronunciamentos dos senadores Pedro Simon e Geraldo Mesquita, transcritos abaixo, solicitamos a todas as pessoas que apóiam o fim da contribuição que enviem e-mail ou telegrama congratulando-os pela posição tomada contra a continuidade da CPMF. O país precisa de
homens firmes em suas determinações!
- Senador Pedro Simon
"Diante de informações e versões desencontradas sobre o episódio da minha substituição da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, venho a público prestar o seguinte esclarecimento: hoje à tarde, ao chegar no Senado, comuniquei aos líderes do governo no Congresso, e do PMDB, que votaria contra a permanência da CPMF. Fui informado, então, através da senadora Roseane Sarney, que a bancada do PMDB decidira votar favorável e substituir quem se declarasse contra. Mantenho minha convicção e darei meu voto contrário à CPMF, quando da votação definitiva no plenário do Senado".
Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900
Ala Senador Alexandre Costa, gab 03
e-mail do senador - simon@senador.gov.br
- Senador Geraldo Mesquita
"Vou repetir para que fique muito claro: meu voto será contrário à prorrogação da CPMF, a não ser que o Governo se comprometa com emenda de plenário que pretendo apresentar, transferindo a decisão sobre a CPMF para o povo brasileiro ".
Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900
Ala Senador Filinto Müller, gab. 12
e-mail do senador - geraldo.mesquita@senador.gov.br
homens firmes em suas determinações!
- Senador Pedro Simon
"Diante de informações e versões desencontradas sobre o episódio da minha substituição da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, venho a público prestar o seguinte esclarecimento: hoje à tarde, ao chegar no Senado, comuniquei aos líderes do governo no Congresso, e do PMDB, que votaria contra a permanência da CPMF. Fui informado, então, através da senadora Roseane Sarney, que a bancada do PMDB decidira votar favorável e substituir quem se declarasse contra. Mantenho minha convicção e darei meu voto contrário à CPMF, quando da votação definitiva no plenário do Senado".
Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900
Ala Senador Alexandre Costa, gab 03
e-mail do senador - simon@senador.gov.br
- Senador Geraldo Mesquita
"Vou repetir para que fique muito claro: meu voto será contrário à prorrogação da CPMF, a não ser que o Governo se comprometa com emenda de plenário que pretendo apresentar, transferindo a decisão sobre a CPMF para o povo brasileiro ".
Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900
Ala Senador Filinto Müller, gab. 12
e-mail do senador - geraldo.mesquita@senador.gov.br
Em novo julgamento, Senado absolve Renan Calheiros
Depois de o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ter renunciado à Presidência da Casa, o plenário do Senado absolveu-o pela segunda vez da acusação de quebra de decoro parlamentar.
O placar da sessão da noite desta terça-feira (3) foi de 48 votos pela absolvição, 29 pela cassação e 4 abstenções.
O placar da sessão da noite desta terça-feira (3) foi de 48 votos pela absolvição, 29 pela cassação e 4 abstenções.
Degola de cães por índios na Bolívia gera rejeição coletiva
Do portal G1
La Paz, 23 nov (EFE).- A ONG Animais SOS, a oposição e até governistas rejeitaram hoje o ritual no qual os índios Ponchos Vermelhos - aimaras radicais afins ao presidente da Bolívia, Evo Morales - degolaram dois cachorros como ameaça aos oposicionistas.
"Como bolivianos, estamos extremamente envergonhados", disse à Agência Efe Susana del Carpio, presidente da ONG. Ela qualificou o fato de "asqueroso e covarde" e chamou os indígenas de "povo selvagem".
O ritual aconteceu na quinta-feira durante uma assembléia dos Ponchos Vermelhos no altiplano boliviano e os cachorros degolados simbolizavam os "fazendeiros que não querem a mudança no país", disse à Efe um dos dirigentes.
O senador Óscar Ortiz, da aliança Poder Democrático e Social (Podemos, conservadora), denunciou que há grupos "radicais" afins ao Movimento Ao Socialismo (MAS, governista) "que estão levando o país em direção a um abismo chamado guerra civil".
"Estas cenas de sacrifício, de demonstrar sangue não vão nos levar a nada além de um abismo de desunião", ressaltou Ortiz.
O ministro de Governo, Alfredo Rada, também repudiou a violência contra cães exibida pelos Ponchos Vermelhos.
A degola dos cachorros se soma à pressão sobre a oposição que os partidários de Morales estão exercendo nos últimos dias com diversas mobilizações.
Na manifestação da quarta-feira contra o bloqueio a projetos governistas por parte da maioria de oposição no Senado, setores radicais aimaras (a etnia de Morales) falaram de "guerra civil" se a Assembléia Constituinte fracassar.
O parlamentar César Navarro, vice-líder da bancada do MAS, alegou que os setores sociais "estão na obrigação de defender" suas conquistas.
O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, alertou que se aproxima mais a "tensão" entre as forças em confronto no país.
La Paz, 23 nov (EFE).- A ONG Animais SOS, a oposição e até governistas rejeitaram hoje o ritual no qual os índios Ponchos Vermelhos - aimaras radicais afins ao presidente da Bolívia, Evo Morales - degolaram dois cachorros como ameaça aos oposicionistas.
"Como bolivianos, estamos extremamente envergonhados", disse à Agência Efe Susana del Carpio, presidente da ONG. Ela qualificou o fato de "asqueroso e covarde" e chamou os indígenas de "povo selvagem".
O ritual aconteceu na quinta-feira durante uma assembléia dos Ponchos Vermelhos no altiplano boliviano e os cachorros degolados simbolizavam os "fazendeiros que não querem a mudança no país", disse à Efe um dos dirigentes.
O senador Óscar Ortiz, da aliança Poder Democrático e Social (Podemos, conservadora), denunciou que há grupos "radicais" afins ao Movimento Ao Socialismo (MAS, governista) "que estão levando o país em direção a um abismo chamado guerra civil".
"Estas cenas de sacrifício, de demonstrar sangue não vão nos levar a nada além de um abismo de desunião", ressaltou Ortiz.
O ministro de Governo, Alfredo Rada, também repudiou a violência contra cães exibida pelos Ponchos Vermelhos.
A degola dos cachorros se soma à pressão sobre a oposição que os partidários de Morales estão exercendo nos últimos dias com diversas mobilizações.
Na manifestação da quarta-feira contra o bloqueio a projetos governistas por parte da maioria de oposição no Senado, setores radicais aimaras (a etnia de Morales) falaram de "guerra civil" se a Assembléia Constituinte fracassar.
O parlamentar César Navarro, vice-líder da bancada do MAS, alegou que os setores sociais "estão na obrigação de defender" suas conquistas.
O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, alertou que se aproxima mais a "tensão" entre as forças em confronto no país.
Botocudos degolam cães nas Bolívia para ameaçar oposição
Do blog O QUE PENSA ALUÍZIO
O que está acontecendo no continente latino-americano é algo vergonhoso, ridículo e, sobretudo, macabro. Os campesinos aliados de Evo Morales, os Ponchos Rojos, reúnem-se em praça pública e promovem um ritual com a degola de cães para atemorizar a oposição. Ameaçam
que farão o mesmo com os políticos oposicionistas.
Se você tiver estômago e boa dose de sangue frio, clique para ver o vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=tPWV5KQv9VE
É algo simplesmente inacreditável que possa ocorrer em pleno século XXI.
São estes os que apóiam Evo Morales, esse botocudo que tenta impor uma ditadura comuno-fascista na Bolívia. As trevas medievais estão redivivas na América Latina por conta de um esquerdismo extemporâneo, irresponsável e assassino que se vale da ignorância das massas e
instiga à violência e ao assassinato.
Os comparsas de Evo Morales degolam cães na praça. Ameaçam fazer o mesmo com os oposicionistas. O Presidente do Brasil é Lula. Lula é amigo de Evo Morales. Lula é o chefão do PT.
Não dá para admitir que o Presidente da República do Brasil seja amigo de Evo Morales e o apóie!
Está mais do que na hora de acabar com os botocudos.
O que está acontecendo no continente latino-americano é algo vergonhoso, ridículo e, sobretudo, macabro. Os campesinos aliados de Evo Morales, os Ponchos Rojos, reúnem-se em praça pública e promovem um ritual com a degola de cães para atemorizar a oposição. Ameaçam
que farão o mesmo com os políticos oposicionistas.
Se você tiver estômago e boa dose de sangue frio, clique para ver o vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=tPWV5KQv9VE
É algo simplesmente inacreditável que possa ocorrer em pleno século XXI.
São estes os que apóiam Evo Morales, esse botocudo que tenta impor uma ditadura comuno-fascista na Bolívia. As trevas medievais estão redivivas na América Latina por conta de um esquerdismo extemporâneo, irresponsável e assassino que se vale da ignorância das massas e
instiga à violência e ao assassinato.
Os comparsas de Evo Morales degolam cães na praça. Ameaçam fazer o mesmo com os oposicionistas. O Presidente do Brasil é Lula. Lula é amigo de Evo Morales. Lula é o chefão do PT.
Não dá para admitir que o Presidente da República do Brasil seja amigo de Evo Morales e o apóie!
Está mais do que na hora de acabar com os botocudos.
De uma amiga que a Internet me trouxe
"...o povo não aprendeu a defender seus interesses, que o povo é excluído, não porque é pobre (a classe média e a média alta estão ainda mais excluídas), não por ser pobre, repito, mas por ser ignorante. Quem freqüentou a escola pública, não aprendeu nada, quem cursou a particular, pensa que aprendeu alguma coisa. O povão não sabe defender seus direitos. Não sabe o que é ser cidadão."
De uma amiga que a Internet me trouxe II
NÃO É PARA RIR!!! É PARA R-E-F-L-E-T-I-R!!!
"Eshte kongreço eshtá desmoralizando este paiz. U çidadão brasilêro devera de dezizti de lutá, de trabaiá. Vamu tudo sê MST, ô entrá na fila do bolça izmola. Imprego pra que? Trabaiá? Pra que? Vamu tudo vadiá e ganhá bolça vote in eu.
Seu Renan é tão inussenti quanto todos qui vortaru nele. Quantu tudo os qui absorveru ele. Ta na moda, né? Nun vi nada, nun sei de nada, nun mi contaru nada.
O Brazi ta progridinu pra traz. Quando nóiz chegá na idade da pedra será qui nóiz inda axa argum dinossauro pra nós matá di pedra?"
"Eshte kongreço eshtá desmoralizando este paiz. U çidadão brasilêro devera de dezizti de lutá, de trabaiá. Vamu tudo sê MST, ô entrá na fila do bolça izmola. Imprego pra que? Trabaiá? Pra que? Vamu tudo vadiá e ganhá bolça vote in eu.
Seu Renan é tão inussenti quanto todos qui vortaru nele. Quantu tudo os qui absorveru ele. Ta na moda, né? Nun vi nada, nun sei de nada, nun mi contaru nada.
O Brazi ta progridinu pra traz. Quando nóiz chegá na idade da pedra será qui nóiz inda axa argum dinossauro pra nós matá di pedra?"
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Técnica para identificar um charlatão OU Os filósofos orgânicos do PT (leia-se EMIR SADER)
Do blog CAFEINADO
Cada gênero do conhecimento humano acaba desenvolvendo um jargão próprio. O charlatanismo intelectual tem o seu. Nem todo chato é charlatão, mas todo charlatão é chato. Alan Sokal nos ensinou que a chatice pode ser uma camuflagem a esconder um indivíduo medíocre, um tipo bastante comum na área de ciências humanas.
Uma forma de identificar um intelectual chato e possível charlatão é contar no texto do sujeito as ocorrências dos termos:
Questão
Problemática
Debate
Cidadania
Discussão
Pacto
Expoliação (quem conhece Emir Sader sabe do que estou falando)
Espoliação
Inclusão
Políticas Públicas
Responsabilidade Social
Getulho Vargas (Emir Sader again)
Conscientizar
Práxis
Papel
Evolução da Sociedade
O resultado dessa contagem determina diretamente o grau de charlatanismo.
As combinações desses termos também são fatais e tornam o critério de identificação mais refinado: "debate sobre a questão", "Discussão sobre o papel das políticas públicas", "Conscientizar para a cidadania", "Debater a inclusão".
Um software que faça esse trabalho dificilmente errará na identificação de um charlatão. O Google dá uma boa amostra. Veja aqui.
Não se espante se o resultado dessa busca lhe trouxer essencialmente links para teses e monografias. Esse tipo de vacuidade costuma se disseminar principalmente no ambiente acadêmico.
O pessoal do Green Peace bem que poderia fazer um cálculo sobre quanta madeira se derruba para se produzir tanto alimento para traças.
Cada gênero do conhecimento humano acaba desenvolvendo um jargão próprio. O charlatanismo intelectual tem o seu. Nem todo chato é charlatão, mas todo charlatão é chato. Alan Sokal nos ensinou que a chatice pode ser uma camuflagem a esconder um indivíduo medíocre, um tipo bastante comum na área de ciências humanas.
Uma forma de identificar um intelectual chato e possível charlatão é contar no texto do sujeito as ocorrências dos termos:
Questão
Problemática
Debate
Cidadania
Discussão
Pacto
Expoliação (quem conhece Emir Sader sabe do que estou falando)
Espoliação
Inclusão
Políticas Públicas
Responsabilidade Social
Getulho Vargas (Emir Sader again)
Conscientizar
Práxis
Papel
Evolução da Sociedade
O resultado dessa contagem determina diretamente o grau de charlatanismo.
As combinações desses termos também são fatais e tornam o critério de identificação mais refinado: "debate sobre a questão", "Discussão sobre o papel das políticas públicas", "Conscientizar para a cidadania", "Debater a inclusão".
Um software que faça esse trabalho dificilmente errará na identificação de um charlatão. O Google dá uma boa amostra. Veja aqui.
Não se espante se o resultado dessa busca lhe trouxer essencialmente links para teses e monografias. Esse tipo de vacuidade costuma se disseminar principalmente no ambiente acadêmico.
O pessoal do Green Peace bem que poderia fazer um cálculo sobre quanta madeira se derruba para se produzir tanto alimento para traças.
Quase 50 jovens são assassinados todo dia no Brasil
Esse dado estarrecedor é parte de uma pesquisa inédita. O estudo mostra que o número de jovens vítimas de homicídio cresceu quase cinco vezes e meia nos últimos 20 anos.
No Recife, a reação contra a violência partiu de um grupo de jovens repórteres policiais. Eles criaram um blog, um diário na internet - o Pebodycount (www.pebodycount.com.br) - onde publicam diariamente o número de mortos no estado de Pernambuco.
No local de cada crime, os jornalistas pintam a silhueta de um corpo, em vermelho. São de dez a doze novas marcas todo dia. Das vítimas, 40% são jovens."A gente quer mostrar que aquela vida perdida não pode ser esquecida no outro dia", aponta o jornalista Carlos Eduardo Santos.
"A gente está contando os mortos da nossa guerra", afirma o jornalista João Valadares.
Veja o vídeo clicando abaixo:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM761352-7823-DISPARA+O+NUMERO+DE+JOVENS+ASSASSINADOS+NO+PAIS,00.html
No Recife, a reação contra a violência partiu de um grupo de jovens repórteres policiais. Eles criaram um blog, um diário na internet - o Pebodycount (www.pebodycount.com.br) - onde publicam diariamente o número de mortos no estado de Pernambuco.
No local de cada crime, os jornalistas pintam a silhueta de um corpo, em vermelho. São de dez a doze novas marcas todo dia. Das vítimas, 40% são jovens."A gente quer mostrar que aquela vida perdida não pode ser esquecida no outro dia", aponta o jornalista Carlos Eduardo Santos.
"A gente está contando os mortos da nossa guerra", afirma o jornalista João Valadares.
Veja o vídeo clicando abaixo:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM761352-7823-DISPARA+O+NUMERO+DE+JOVENS+ASSASSINADOS+NO+PAIS,00.html
Governadores bolivianos EVO "I"MORALES na ONU e na OEA
Governadores bolivianos de oposição apresentaram nesta terça-feira em Miami queixa à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o governo do presidente Evo Morales.
Íntegra aqui.
Íntegra aqui.
Festa na casa do LULA
POR ISSO É PRECISO PRORROGAR A CPMF OU AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA?
Cidadania se faz com informação!!!
DIVULGUEM!!!
Observem que muito supermercado não consegue vender este volume de produtos! Independente da sua preferência política, algumas coisas precisam ser mostradas!!!
Está tudo no Diário Oficial da União, com número de licitação e tudo.
DESPESAS DO GABINETE PRESIDENCIAL
1995 - FHC - R$ 38,4 milhões.
2003 - Lula - R$ 318,6 milhões.
2004 - Lula - R$ 372,8 milhões (R$ 1,5 milhões por dia útil de trabalho).
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NO PALÁCIO DO PLANALTO
Itamar Franco - 1,8 mil
FHC - 1,1 mil
Lula - 3,3 mil
PS: No Palácio da Alvorada, existem 75 empregados. O ano passado Lula assinou um decreto, de número 5.087 , aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.
FOME ZERO
No Palácio do Planalto, o programa 'Fome Zero' funciona. Fome e sede zero. Todos querem, literalmente, se entupir de comida e bebida. Vejam estes números:
O processo de licitação de número 00140.000226 /2003-67, publicado no Diário Oficial da União, previu a compra de 149 itens para o Palácio.
Dentre eles constam:
- sete toneladas de açúcar;
- duas toneladas e meia de arroz;
- 400 latas de azeitona;
- 600 quilos de bombons;
- 800 latas de castanhas de caju;
- 900 latas de leite condensado.
Tudo altamente calórico. O pior é que pelo prazo da licitação, tudo isso deverá ser consumido em 120 dias. Mas tem mais. Constam ainda:
- dois mil vidros de pimenta;
- dois mil e quinhentos rolos de papel alumínio;
- quatrocentos vidros de vinagre;
- quatrocentos e sessenta pacotes de sal grosso e ainda;
- seis mil barras de chocolate.
Se você, caro leitor, apanhar uma calculadora, vai concluir que a turminha de Lula está consumindo por dia:
- 58 quilos de açúcar (ou dona Marisa faz muito bolo ou Lula toma muita caipirinha);
- 22 quilos de arroz;
- 50 barras de chocolate;
- 15 vidros de pimenta (???).
Como a repercussão dessa compra foi negativa, Lula mandou tirar do site oficial do governo o processo de licitação, que já havia sido publicado na edição número 463 do Diário Oficial. Lula é assim: num dia esconde o que faz, no outro camufla o que compra.
E a coisa vai mais longe: em outra licitação ( 00140.000217/2003-36) dá para perceber que Lula gosta de festa. O Gabinete da Presidência comprou um pouco de tudo para beber. Entre os itens:
- 129 mil litros de água mineral (consumo: mais de mil litros por dia);
- duas mil latas de cerveja;
- 35 mil latas de refrigerante;
- 1344 garrafas de sucos naturais;
- 610 garrafas de vinho (consumo de cinco por dia);
- 50 garrafas de licor.
A sede dos deslumbrados vai além, mesmo com muita gente morrendo por falta de água no sertão, que Lula diz que conhece bem. Em outra licitação, ( 00140.000228/2003-56), o nosso Presidente, que devia ser exemplo, mandou comprar para seu Palácio:
- 495 litros de suco de uva;
- 390 litros de suco de acerola;
- o mesmo tanto de suco de maracujá, laranja, tangerina e manga.
Outra compra diz a respeito a 2.250 quilos de pó de café. Numa conta simples, este valor resulta em 2145 cafezinhos por dia. Desse jeito Lula vai acabar perdendo o sono.
Mas a farra não termina por aqui. Numa outra compra ( 00140.000126/2003-31) Lula prova que é bom de estômago:
- três toneladas e meia de batata:
- duas mil dúzias de ovos;
- duas toneladas de cebola;
- uma tonelada de alho porró.
Na mesma compra tem mais:
- 2400 abacaxis;
- uma tonelada e meia de banana;
- outro tanto de ameixa e ainda;
- uma tonelada de caqui.
Pelo que se entende de outra compra (00140..000227/2003-10), dona Marisa Letícia anda cozinhando pra fora, servindo marmita. Foram comprados para serem consumidos em 120 dias:
- dez botijões de gás de dois quilos;
- 170 botijões de 13 quilos;
- 20 cilindros de 45 quilos;
- 45 toneladas de gás a granel.
Continha simples: 24 botijões por dia consumidos.
Quer mais farra? Então aqui vai:
O gabinete da presidência mandou comprar:
- dois mil CDs para gravação, com as respectivas caixinhas;
- 20 mil disquetes.
Estaria Lula montando uma gravadora pirata?
E alguém tem idéia de quanto se paga de roupa lavada no Palácio, em 120 dias?
- 54 toneladas - ou 13 toneladas e meia por mês, ou ainda, 450 quilos de roupa por dia.
Lula torna feliz qualquer tintureiro. Talvez a justificativa para a lavanderia seja uma outra compra, a de número 00140.000143 /2003-78:
- 300 colchas;
- 330 lençóis;
- 300 fronhas;
- 50 travesseiros;
- 66 cobertores (cobertor em Brasília é grave, hein?);
- 15 roupões;
- 20 jogos de toalha;
- 20 toalhas de banho;
- 120 colchões... 120 colchões!!!
Quando Lula pra lá se mudou, também tratou de providenciar todo conforto possível. A presidência comprou:
- dois fogões;
- duas cafeteiras;
- quarto fornos de microondas;
- quatro geladeiras;
- oito ventiladores;
- seis aparelhos de ar condicionado;
- dois bebedouros;
- sete televisores;
- dois aparelhos de CDs;
- três liquidificadores;
- uma sanduicheira;
- um frigobar.
E AGORA: se você quiser se omitir, APAGUE ESTE E-MAIL e deixe tudo COMO ESTÁ. MAS, SE VOCÊ SE SENTE ENVERGONHADO, REVOLTADO, INDIGNADO, ENOJADO e AFETADO COM ESSA ESCULHAMBAÇÃO E POUCA-VERGONHA, REPASSE A MENSAGEM PARA QUE O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS POSSA SABER COMO O PRESIDENTE MANIPULA NOSSO DINHEIRO.
POR ISSO É PRECISO PRORROGAR A CPMF OU AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA?
Cidadania se faz com informação!!!
DIVULGUEM!!!
Cidadania se faz com informação!!!
DIVULGUEM!!!
Observem que muito supermercado não consegue vender este volume de produtos! Independente da sua preferência política, algumas coisas precisam ser mostradas!!!
Está tudo no Diário Oficial da União, com número de licitação e tudo.
DESPESAS DO GABINETE PRESIDENCIAL
1995 - FHC - R$ 38,4 milhões.
2003 - Lula - R$ 318,6 milhões.
2004 - Lula - R$ 372,8 milhões (R$ 1,5 milhões por dia útil de trabalho).
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NO PALÁCIO DO PLANALTO
Itamar Franco - 1,8 mil
FHC - 1,1 mil
Lula - 3,3 mil
PS: No Palácio da Alvorada, existem 75 empregados. O ano passado Lula assinou um decreto, de número 5.087 , aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.
FOME ZERO
No Palácio do Planalto, o programa 'Fome Zero' funciona. Fome e sede zero. Todos querem, literalmente, se entupir de comida e bebida. Vejam estes números:
O processo de licitação de número 00140.000226 /2003-67, publicado no Diário Oficial da União, previu a compra de 149 itens para o Palácio.
Dentre eles constam:
- sete toneladas de açúcar;
- duas toneladas e meia de arroz;
- 400 latas de azeitona;
- 600 quilos de bombons;
- 800 latas de castanhas de caju;
- 900 latas de leite condensado.
Tudo altamente calórico. O pior é que pelo prazo da licitação, tudo isso deverá ser consumido em 120 dias. Mas tem mais. Constam ainda:
- dois mil vidros de pimenta;
- dois mil e quinhentos rolos de papel alumínio;
- quatrocentos vidros de vinagre;
- quatrocentos e sessenta pacotes de sal grosso e ainda;
- seis mil barras de chocolate.
Se você, caro leitor, apanhar uma calculadora, vai concluir que a turminha de Lula está consumindo por dia:
- 58 quilos de açúcar (ou dona Marisa faz muito bolo ou Lula toma muita caipirinha);
- 22 quilos de arroz;
- 50 barras de chocolate;
- 15 vidros de pimenta (???).
Como a repercussão dessa compra foi negativa, Lula mandou tirar do site oficial do governo o processo de licitação, que já havia sido publicado na edição número 463 do Diário Oficial. Lula é assim: num dia esconde o que faz, no outro camufla o que compra.
E a coisa vai mais longe: em outra licitação ( 00140.000217/2003-36) dá para perceber que Lula gosta de festa. O Gabinete da Presidência comprou um pouco de tudo para beber. Entre os itens:
- 129 mil litros de água mineral (consumo: mais de mil litros por dia);
- duas mil latas de cerveja;
- 35 mil latas de refrigerante;
- 1344 garrafas de sucos naturais;
- 610 garrafas de vinho (consumo de cinco por dia);
- 50 garrafas de licor.
A sede dos deslumbrados vai além, mesmo com muita gente morrendo por falta de água no sertão, que Lula diz que conhece bem. Em outra licitação, ( 00140.000228/2003-56), o nosso Presidente, que devia ser exemplo, mandou comprar para seu Palácio:
- 495 litros de suco de uva;
- 390 litros de suco de acerola;
- o mesmo tanto de suco de maracujá, laranja, tangerina e manga.
Outra compra diz a respeito a 2.250 quilos de pó de café. Numa conta simples, este valor resulta em 2145 cafezinhos por dia. Desse jeito Lula vai acabar perdendo o sono.
Mas a farra não termina por aqui. Numa outra compra ( 00140.000126/2003-31) Lula prova que é bom de estômago:
- três toneladas e meia de batata:
- duas mil dúzias de ovos;
- duas toneladas de cebola;
- uma tonelada de alho porró.
Na mesma compra tem mais:
- 2400 abacaxis;
- uma tonelada e meia de banana;
- outro tanto de ameixa e ainda;
- uma tonelada de caqui.
Pelo que se entende de outra compra (00140..000227/2003-10), dona Marisa Letícia anda cozinhando pra fora, servindo marmita. Foram comprados para serem consumidos em 120 dias:
- dez botijões de gás de dois quilos;
- 170 botijões de 13 quilos;
- 20 cilindros de 45 quilos;
- 45 toneladas de gás a granel.
Continha simples: 24 botijões por dia consumidos.
Quer mais farra? Então aqui vai:
O gabinete da presidência mandou comprar:
- dois mil CDs para gravação, com as respectivas caixinhas;
- 20 mil disquetes.
Estaria Lula montando uma gravadora pirata?
E alguém tem idéia de quanto se paga de roupa lavada no Palácio, em 120 dias?
- 54 toneladas - ou 13 toneladas e meia por mês, ou ainda, 450 quilos de roupa por dia.
Lula torna feliz qualquer tintureiro. Talvez a justificativa para a lavanderia seja uma outra compra, a de número 00140.000143 /2003-78:
- 300 colchas;
- 330 lençóis;
- 300 fronhas;
- 50 travesseiros;
- 66 cobertores (cobertor em Brasília é grave, hein?);
- 15 roupões;
- 20 jogos de toalha;
- 20 toalhas de banho;
- 120 colchões... 120 colchões!!!
Quando Lula pra lá se mudou, também tratou de providenciar todo conforto possível. A presidência comprou:
- dois fogões;
- duas cafeteiras;
- quarto fornos de microondas;
- quatro geladeiras;
- oito ventiladores;
- seis aparelhos de ar condicionado;
- dois bebedouros;
- sete televisores;
- dois aparelhos de CDs;
- três liquidificadores;
- uma sanduicheira;
- um frigobar.
E AGORA: se você quiser se omitir, APAGUE ESTE E-MAIL e deixe tudo COMO ESTÁ. MAS, SE VOCÊ SE SENTE ENVERGONHADO, REVOLTADO, INDIGNADO, ENOJADO e AFETADO COM ESSA ESCULHAMBAÇÃO E POUCA-VERGONHA, REPASSE A MENSAGEM PARA QUE O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS POSSA SABER COMO O PRESIDENTE MANIPULA NOSSO DINHEIRO.
POR ISSO É PRECISO PRORROGAR A CPMF OU AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA?
Cidadania se faz com informação!!!
DIVULGUEM!!!
Pesquisa: 65% desaprovam 3º mandato de Lula
Do portal TERRA
Cerca de 65% dos brasileiros rejeitam a mudança da lei que possibilitaria um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Datafolha entre os dias 26 e 29 de novembro, divulgada na edição de domingo da Folha de S.Paulo.
Apenas 31% dos entrevistados apoiaram a idéia de um novo mandato de Lula.
Em nenhuma região do País, nem mesmo o Nordeste, onde o presidente é mais bem avaliado, os entrevistados interessados em ter Lula no comando por mais quatro anos foram maioria.
A proposta de um terceiro mandato não é acolhida pela maioria nem quando o questionamento é genérico. Para 63%, presidentes não devem ter esse direito, ainda segundo o jornal.
Foram consultadas 11.741 pessoas, em 390 municípios de 25 Estados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Cerca de 65% dos brasileiros rejeitam a mudança da lei que possibilitaria um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Datafolha entre os dias 26 e 29 de novembro, divulgada na edição de domingo da Folha de S.Paulo.
Apenas 31% dos entrevistados apoiaram a idéia de um novo mandato de Lula.
Em nenhuma região do País, nem mesmo o Nordeste, onde o presidente é mais bem avaliado, os entrevistados interessados em ter Lula no comando por mais quatro anos foram maioria.
A proposta de um terceiro mandato não é acolhida pela maioria nem quando o questionamento é genérico. Para 63%, presidentes não devem ter esse direito, ainda segundo o jornal.
Foram consultadas 11.741 pessoas, em 390 municípios de 25 Estados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Precisamos de você
É chegada a hora. Na próxima quinta-feira (6/12) a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) será votada no Senado. Você, que também é contra a cobrança desse tributo criado para ser provisório (como o próprio nome diz) e que já dura 11 anos, mande um e-mail, telegrama ou dê um telefonema para os senadores cobrando o fim da CPMF.Contamos com seu apoio.
A lista completa com os nomes e e-mails dos senadores está no site:
Parabéns Olavo de Carvalho e TrueOutspeak
Hoje o programa TrueOutspeak do Olavo de Carvalho completa 1 ano de vida e o Cavaleiro do Templo manda daqui seus votos de mais dezenas de aniversários.
Além de fã, me considero aluno. Um dia vou lá conhecê-lo pessoalmente, é um projeto pessoal. Olavo é aquele cara que faz diferença. Quem não aprende alguma coisa com ele é um idiota completo. Posso falar isto pois sei que aqui no blog não existem idiotas, muito menos os completos.
Olavo fala palavrão quando quer e durante muitas vezes ele quer (heheh). Não me importo, não sou falso moralista e além do mais entendo que por trás de seus esporros existe algo que o brasileiro comum perdeu depois do "seu" Chico Anysio & CIA, qual seja a capacidade de ficar indignado e, depois, partir para a ação concreta. Estes canalhas (todos esquerdistas, é claro)ensinaram gerações a rirem da própria miséria, o equivalente moderno de "circo para quem tem fome" dos imperadores romanos. Muito da nossa imbecilidade e incapacidade vem daí.
Portanto, Olavo, aqui você tem espaço sempre e para sempre.
Além de fã, me considero aluno. Um dia vou lá conhecê-lo pessoalmente, é um projeto pessoal. Olavo é aquele cara que faz diferença. Quem não aprende alguma coisa com ele é um idiota completo. Posso falar isto pois sei que aqui no blog não existem idiotas, muito menos os completos.
Olavo fala palavrão quando quer e durante muitas vezes ele quer (heheh). Não me importo, não sou falso moralista e além do mais entendo que por trás de seus esporros existe algo que o brasileiro comum perdeu depois do "seu" Chico Anysio & CIA, qual seja a capacidade de ficar indignado e, depois, partir para a ação concreta. Estes canalhas (todos esquerdistas, é claro)ensinaram gerações a rirem da própria miséria, o equivalente moderno de "circo para quem tem fome" dos imperadores romanos. Muito da nossa imbecilidade e incapacidade vem daí.
Portanto, Olavo, aqui você tem espaço sempre e para sempre.
Se NAZISMO é NACIONAL SOCIALISMO, então...
... o que seria o SOCIALISMO PETISTA, que segundo os mesmos pretende EXTINGUIR O CAPITALISMO e, ao invés do que afirmam, SEMPRE PÔS FIM À DEMOCRACIA, bem como queria o Hugo Chávez "de Cadeia" na Venezuela com seu imão gêmeo do projeto petista, o "SOCIALISMO DO SÉCULO XXI"?Imagens falam

Ao invés de roupas com a estampa do assassino covarde e imundo como o Che "QuerVara" e outros da mesma estirpe em corpinhos anorexos de modelos como a "nossa" Gisele e tatuagens em braços de lutadores de box anencéfalos como o Mike Tyson, as imagens que os homens de deveriam usar em seu vestuário, tatuagens, bonés, adesivos de carro bem poderiam ser estas acima.
O rapaz chinês parou tanques de guerra no peito aos gritos de "porque vocês estão fazendo isto?" e o soldado está fugindo da Alemanha Oriental para a Ocidental ao pular a cerca de arame antes da construção do muro. Alguma empresa de vestuário topa a parada?
Venezuela - Agresiones a Periodistas de RCTV (Agressões a jornalistas da RCTV venezuelana, a empresa de mídia impedida de existir)
Este video, agresiones a Periodistas de RCTV resume en minutos las diferentes agresiones verbales y físicas sufridas por los periodistas, y trabajadores de Prensa desde el año 2001 hasta el 2007 inclusive.
Agresiones que evidencian la violación al libre ejercicio del periodismo, la violación al derecho a la libertad de prensa y que fueron reportadas a la Comisión Interamericana de los Derechos Humanos de la OEA.
Agresiones por las que la Corte Interamericana demando al Estado venezolano en vista del incumplimiento de las medidas cautelares solicitadas a beneficio de los trabajadores de RCTV.
Comentário do Cavaleiro do Templo: esta é a Democracia Socialista de sempre. É sempre a mesma coisa, o Socialismo não aceita que nada além de suas próprias """verdades""", TODAS FABRICADAS EM SUAS MENTES DOENTIAS E EXISTENTES APENAS DENTRO DELAS, sejam veiculadas. Lembrem-se: LULA quer aqui o mesmo destino com seu SOCIALISMO PETISTA e seu FORO DE SÃO PAULO, repleto do que existe de pior no ser humano.
Agresiones que evidencian la violación al libre ejercicio del periodismo, la violación al derecho a la libertad de prensa y que fueron reportadas a la Comisión Interamericana de los Derechos Humanos de la OEA.
Agresiones por las que la Corte Interamericana demando al Estado venezolano en vista del incumplimiento de las medidas cautelares solicitadas a beneficio de los trabajadores de RCTV.
Comentário do Cavaleiro do Templo: esta é a Democracia Socialista de sempre. É sempre a mesma coisa, o Socialismo não aceita que nada além de suas próprias """verdades""", TODAS FABRICADAS EM SUAS MENTES DOENTIAS E EXISTENTES APENAS DENTRO DELAS, sejam veiculadas. Lembrem-se: LULA quer aqui o mesmo destino com seu SOCIALISMO PETISTA e seu FORO DE SÃO PAULO, repleto do que existe de pior no ser humano.
A educação em uma economia estatista
Do blog LUCAS MAFALDO
A educação em uma economia estatista OU Do diploma como reserva de mercado
Introdução
Há algum tempo atrás, escrevi sobre como seria a educação sob o livre-mercado. Notem o “seria” da frase anterior: não vivemos sob o livre-mercado, mas sim, sob muita interferência do Estado – e poucos campos são tão estatizados quanto a educação.
As pessoas tendem a raciocinar em termos extremistas: capitalista é toda sociedade onde existem dinheiro e propriedade privada, enquanto socialista é somente uma sociedade onde todo o dinheiro e toda a propriedade foram abolidos. Raciocinar com estes termos é totalmente
impossível, pois nenhum deles jamais existiu plenamente. Não se tem notícia de uma sociedade que conseguiu banir totalmente a liberdade de mercado, nem uma em que o mercado funcionasse totalmente sem restrições. Ausência de mercado e mercado totalmente livre são
possibilidades apenas mentais e não opções concretas.
As opções concretas são sempre entre variações no grau de liberdade em relação à autoridade estatal. Quando há tanta liberdade a ponto do próprio povo tomar a maior parte das decisões, então dizemos que estamos sob o livre-mercado. Quando o povo toma poucas decisões e o
governo toma a maioria, então estamos sob alguma forma de estatismo – que pode ser fascista, nazista ou socialista.
O Brasil é, evidentemente, um país socialista – ou pelo menos um país historicamente estatista em vias de progressiva socialização. E, como eu dizia antes, poucas áreas são tão socializadas quanto a educação.
Ainda há, é verdade, espaço para a concorrência privada; mas todo este espaço é previamente determinado pelas autoridades estatais.
Como no meu artigo anterior falei sobre a educação sob o livre-mercado, a partir deste, iniciarei uma série sobre os problemas do controle estatal da educação. Começarei explicando porque um diploma é, em última instância, uma reserva de mercado e voltarei ao tema posteriormente.
A dupla finalidade da universidade
Se perguntarmos a qualquer pessoa qual é a finalidade da universidade, ela não hesitará em responder que sua função é habilitar os alunos a exercerem determinadas profissões. Ao dar esta resposta, ela não estará de toda errada – afinal, esta é, de fato, a finalidade original
da universidade – mas estará percebendo apenas metade da questão.
Formar profissionais pode ter sido a “razão de ser” por excelência das universidades e pode até continuar sendo sua função nominal; mas, na medida em que o Estado assume a função de regular todo o mercado de trabalho, as universidades adquirem um novo papel: decidir quem entra e quem fica fora das reservas de mercados profissionais.
A partir deste ponto, a faculdade passa a ter duas finalidades: transmissão de conhecimento e acesso a uma reserva de mercado. O segundo objetivo fica apenas implícito e, quando raramente é mencionado, as pessoas tendem a diminuir sua importância dizendo que ele está em total continuidade com o primeiro. Algumas vezes, de fato, estes dois objetivos podem ser compatíveis; mas eles freqüentemente entram em conflito, gerando boa parte dos problemas que temos da educação superior.
Mas deixem-me explicar melhor o que é reserva de mercado, antes de expandir a análise deste problema.
Reserva de mercado
Uma reserva de mercado existe quando apenas um grupo pode explorar uma determinada área de negócios. Um exemplo hipotético seria o seguinte: um ditador maluco decide que apenas as mulheres poderão trabalhar como taxistas.
Toda reserva de mercado é um benefício imediato para quem está dentro dela: após a decisão do nosso hipotético ditador, imediatamente haveria um grande crescimento dos empregos disponíveis às mulheres. No entanto, uma reserva de mercado também prejudica seriamente quem está fora dela: todos os homens que pretendessem trabalhar na área seriam
prejudicados.
Além disto, existe um grupo que sempre sai perdendo com a reserva de mercado: os consumidores. Na medida em que apenas um pequeno grupo pudesse trabalhar no ramo, este pequeno grupo poderia aumentar os preços e diminuir a qualidade do serviço sem precisar ter medo da competição. Ou seja, com a reserva de mercado tende a aumentar o custo e diminuir a qualidade de um serviço – o que prejudica diretamente os consumidores.
No caso do nosso exemplo hipotético é fácil ver como as reservas de mercados são injustas: por puro arbítrio de um burocrata autoritário, um grupo de produtores foi beneficiado enquanto todos os consumidores e os produtores fora deste grupo foram prejudicados.
Ou seja, a análise econômica mostra claramente que a reserva de mercado serve para facilitar a transferência de riquezas para um pequeno grupo privilegiado aos custos do resto da população.
Reserva de mercado e coerção
Ainda há mais problemas éticos com a reserva de mercado. Por ser intrinsecamente injusta e improdutiva, toda reserva de mercado vai contra os interesses dos agentes econômicos; por isso, as próprias pessoas prejudicadas por uma reserva de mercado, mais cedo ou mais tarde, tenderão buscar maneiras de aboli-la. Ou seja, sempre que há uma reserva de mercado, há um incentivo direto para sua dissolução.
Por isso, para que uma reserva de mercado se mantenha operante – e elas conseguem se manter operante por muito tempo – é preciso que os agentes interessados em furar o bloqueio (os consumidores e os produtores alienados) sejam proibidos de tomarem decisões. Ou seja, é
preciso que o governo continuamente imponha limites a liberdade de escolha do povo, para que o grupo protegido não perca seus privilégios. E este é um sério problema ético: para se manter uma reserva de mercado em ação é preciso sempre da coerção estatal; ou seja, o governo precisa impedir que as pessoas tomem decisões que trariam benefícios para elas mesmas.
Para ilustrar melhor o que estou dizendo, basta elaborarmos um pouco mais o nosso exemplo anterior.
Digamos que, após o ditador ter criado uma reserva de mercado para as taxistas, um rapaz, para ganhar um pouco mais de dinheiro, decide entrar ilegalmente no ramo dos taxistas. Para competir com os taxistas oficiais, ele propõe um preço mais baixo do que o preço oficial.
O que está acontecendo nesta situação? Ora, este rapaz está furando a reserva de mercado e revertendo os seus efeitos: ele está redirecionado a riqueza do grupo privilegiado (as mulheres, no caso) para os grupos que haviam sido prejudicados: os motoristas homens e os consumidores.
Ao fazer isto, todos os membros envolvidos diretamente nesta troca comercial são beneficiados: o consumidor (por receber um serviço a um preço mais barato) e o motorista (pois ganhará algum dinheiro ao invés de ficar desempregado).
Neste exemplo, portanto, vemos claramente como a reserva de mercado tende a ser naturalmente abolida, já que os dois agentes econômicos envolvidos nesta troca sairão beneficiados. Qual seria a única maneira da reserva manter sua efetividade? O governo precisaria proibir que estas pessoas fizessem este acordo. Ou seja, o Estado utilizaria seu
poder de coerção para impedir que estas duas pessoas (o motorista e o consumidor) façam um acordo que beneficiarão todos os envolvidos.
A reserva de mercado, portanto, em última instância só se sustenta caso um governo autoritário impeça as pessoas de agirem de acordo com seus próprios interesses; ou seja, ela só se sustenta caso uma força externa continuamente impunha restrições à liberdade do povo.
O diploma como reserva de mercado
Neste ponto, imagino que o leitor já tenha entendido o porquê do subtítulo deste artigo. Uma coisa é possuir a habilidade necessária para executar uma profissão e outra coisa – bem diferente – é estar dentro de uma reserva de mercado criado pelo governo.
É verdade que as duas coisas são providas pela mesma instituição – a universidade – mas elas permanecem logicamente distintas. É perfeitamente possível que uma pessoa aprenda um ofício sem que consiga um diploma correspondente. Vejamos alguns exemplos simples: é
perfeitamente possível que alguém aprenda o ofício de ensinar matemática sem cursar faculdade alguma; como não há empecilho algum para que um estudante – aparelhado de uma boa biblioteca – acabe entendendo tanto de literatura quanto alguém que terminou o curso de
letras. Possuir determinada habilidade profissional, portanto, é logicamente distinto de possuir o diploma correspondente.
Com isso não quero dizer que os diplomas sejam inteiramente desnecessários; obviamente eles representam uma grande economia de tempo para os empregadores, pois, através deles, eles não precisam avaliar cada candidato individualmente para saber se estão devidamente
habilitados para o trabalho. Ou seja, se servissem apenas como um atestado de habilidades, os diplomas seriam perfeitamente legítimos – mas esta não é a sua única função.
Por causa do controle estatal do mercado de trabalho, os diplomas adquirem também a função de garantir reservas de mercado. Isto ocorre em toda área onde o governo proíbe que os consumidores contratem trabalhadores que não tenham esta documentação. Ou seja: uma coisa é uma empresária contratar o funcionário diplomado por este ser melhor que o funcionário não-diplomado; outra coisa totalmente diferente é a empresa ser proibida de contratar o
funcionário não-diplomado, mesmo que este seja melhor que o outro.
Fiquemos com um exemplo em minha área: psicologia. Alguém poderia dizer que o diploma serve para que o empregador se certifique o candidato a um emprego tenha o conhecimento necessário. Mas digamos que este empregador consiga esta informação de outro modo; digamos que um colega meu criou um excelente blog sobre psicologia organizacional. Um empresário descobriu o site e ficou entusiasmado: decide que quer contratar o autor para sua equipe. No entanto, ele logo descobre que o autor do blog ainda não é formado e, por isso, a contratação não
poderá ser efetivada.
O que está em jogo nesta situação? Obviamente, o diploma não está servindo apenas como um atestado das habilidades do rapaz (pois isso foi comprovado de outro modo), mas sim, como uma reserva de mercado para os que já estão formados. O diploma está, efetivamente, substituindo a própria habilidade profissional que deveria representar.
Como toda reserva de mercado, o diploma serve para beneficiar um grupo restrito de pessoas: o que já estão dentro da reserva, ou seja, os que já possuem um diploma. Deste modo, os diplomados podem relaxar, pois não precisam se preocupar com a possível concorrência de profissionais autodidatas.
Como toda reserva de mercado, o diploma prejudica um grupo de profissionais (os não-diplomados) e todos os consumidores. Ao invés de poder contratar quem realmente lhe parece melhor para o trabalho, o consumidor só pode contratar quem o papai-Estado determina. Mas isto é a essência mesmo do estatismo: jamais deixar que as pessoas ajam como adultas e tomem as suas próprias decisões.
Toda reserva de mercado é essencialmente uma tentativa de fugir da competição. Em uma situação onde a competição é livre, vence quem melhor satisfazer uma demanda do consumidor. Em uma economia estatizada, vence quem conseguir uma autorização do governo para ficar
dentro de uma reserva de mercado. A diferença entre livre-mercado e socialismo, no fim das contas, é esta: no livre-mercado existe um incentivo para agradar o consumidor; no socialismo existe um incentivo para agradar o burocrata.
Isto não é diferente nos cursos de pós-graduação. Parece que ninguém se espanta com o espantável fato de que o número de cursos de pós-graduação cresce gigantescamente sem que vejamos um concomitante desenvolvimento cultural e científico. Talvez as pessoas não se
espantem porque já perceberam a resposta: são pouquíssimos os que realmente fazem uma pós-graduação para aprimorar seus conhecimentos.
Uma pós-graduação, evidentemente, é uma nova reserva de mercado inscrita dentro de uma reserva anterior. Quantas vezes não encontramos um sujeito com mestrado menos hábil do que outro que ainda nem terminou a graduação? O sujeito com mestrado, no entanto, sempre terá
preferência em conseguir um emprego, pois está em uma posição mais alta na reserva de mercado.
Conclusão
Um leitor me perguntou o que poderia ser feito para melhorar a educação brasileira; com base no que escrevi acima, eu resumiria em uma frase o objetivo central de toda política pública: quanto mais liberdade melhor! Vamos permitir a competição entre diplomados e não-diplomados; isto sim, forçaria as universidades a melhorarem a qualidade do seu ensino.
Mais legislação e mais controle estatal só aumentarão os problemas. Enquanto as pessoas procurarem um curso de graduação para fugir da competição, o crescimento econômico será limitado; enquanto as pessoas procurarem uma pós-graduação para fugirem do mercado de trabalho (e não por uma autêntica vocação intelectual), a produção cultural e científica permanecerá fraca.
Quanto mais liberdade houver, melhor será a quantidade e qualidade da produção em todas as áreas.
A educação em uma economia estatista OU Do diploma como reserva de mercado
Introdução
Há algum tempo atrás, escrevi sobre como seria a educação sob o livre-mercado. Notem o “seria” da frase anterior: não vivemos sob o livre-mercado, mas sim, sob muita interferência do Estado – e poucos campos são tão estatizados quanto a educação.
As pessoas tendem a raciocinar em termos extremistas: capitalista é toda sociedade onde existem dinheiro e propriedade privada, enquanto socialista é somente uma sociedade onde todo o dinheiro e toda a propriedade foram abolidos. Raciocinar com estes termos é totalmente
impossível, pois nenhum deles jamais existiu plenamente. Não se tem notícia de uma sociedade que conseguiu banir totalmente a liberdade de mercado, nem uma em que o mercado funcionasse totalmente sem restrições. Ausência de mercado e mercado totalmente livre são
possibilidades apenas mentais e não opções concretas.
As opções concretas são sempre entre variações no grau de liberdade em relação à autoridade estatal. Quando há tanta liberdade a ponto do próprio povo tomar a maior parte das decisões, então dizemos que estamos sob o livre-mercado. Quando o povo toma poucas decisões e o
governo toma a maioria, então estamos sob alguma forma de estatismo – que pode ser fascista, nazista ou socialista.
O Brasil é, evidentemente, um país socialista – ou pelo menos um país historicamente estatista em vias de progressiva socialização. E, como eu dizia antes, poucas áreas são tão socializadas quanto a educação.
Ainda há, é verdade, espaço para a concorrência privada; mas todo este espaço é previamente determinado pelas autoridades estatais.
Como no meu artigo anterior falei sobre a educação sob o livre-mercado, a partir deste, iniciarei uma série sobre os problemas do controle estatal da educação. Começarei explicando porque um diploma é, em última instância, uma reserva de mercado e voltarei ao tema posteriormente.
A dupla finalidade da universidade
Se perguntarmos a qualquer pessoa qual é a finalidade da universidade, ela não hesitará em responder que sua função é habilitar os alunos a exercerem determinadas profissões. Ao dar esta resposta, ela não estará de toda errada – afinal, esta é, de fato, a finalidade original
da universidade – mas estará percebendo apenas metade da questão.
Formar profissionais pode ter sido a “razão de ser” por excelência das universidades e pode até continuar sendo sua função nominal; mas, na medida em que o Estado assume a função de regular todo o mercado de trabalho, as universidades adquirem um novo papel: decidir quem entra e quem fica fora das reservas de mercados profissionais.
A partir deste ponto, a faculdade passa a ter duas finalidades: transmissão de conhecimento e acesso a uma reserva de mercado. O segundo objetivo fica apenas implícito e, quando raramente é mencionado, as pessoas tendem a diminuir sua importância dizendo que ele está em total continuidade com o primeiro. Algumas vezes, de fato, estes dois objetivos podem ser compatíveis; mas eles freqüentemente entram em conflito, gerando boa parte dos problemas que temos da educação superior.
Mas deixem-me explicar melhor o que é reserva de mercado, antes de expandir a análise deste problema.
Reserva de mercado
Uma reserva de mercado existe quando apenas um grupo pode explorar uma determinada área de negócios. Um exemplo hipotético seria o seguinte: um ditador maluco decide que apenas as mulheres poderão trabalhar como taxistas.
Toda reserva de mercado é um benefício imediato para quem está dentro dela: após a decisão do nosso hipotético ditador, imediatamente haveria um grande crescimento dos empregos disponíveis às mulheres. No entanto, uma reserva de mercado também prejudica seriamente quem está fora dela: todos os homens que pretendessem trabalhar na área seriam
prejudicados.
Além disto, existe um grupo que sempre sai perdendo com a reserva de mercado: os consumidores. Na medida em que apenas um pequeno grupo pudesse trabalhar no ramo, este pequeno grupo poderia aumentar os preços e diminuir a qualidade do serviço sem precisar ter medo da competição. Ou seja, com a reserva de mercado tende a aumentar o custo e diminuir a qualidade de um serviço – o que prejudica diretamente os consumidores.
No caso do nosso exemplo hipotético é fácil ver como as reservas de mercados são injustas: por puro arbítrio de um burocrata autoritário, um grupo de produtores foi beneficiado enquanto todos os consumidores e os produtores fora deste grupo foram prejudicados.
Ou seja, a análise econômica mostra claramente que a reserva de mercado serve para facilitar a transferência de riquezas para um pequeno grupo privilegiado aos custos do resto da população.
Reserva de mercado e coerção
Ainda há mais problemas éticos com a reserva de mercado. Por ser intrinsecamente injusta e improdutiva, toda reserva de mercado vai contra os interesses dos agentes econômicos; por isso, as próprias pessoas prejudicadas por uma reserva de mercado, mais cedo ou mais tarde, tenderão buscar maneiras de aboli-la. Ou seja, sempre que há uma reserva de mercado, há um incentivo direto para sua dissolução.
Por isso, para que uma reserva de mercado se mantenha operante – e elas conseguem se manter operante por muito tempo – é preciso que os agentes interessados em furar o bloqueio (os consumidores e os produtores alienados) sejam proibidos de tomarem decisões. Ou seja, é
preciso que o governo continuamente imponha limites a liberdade de escolha do povo, para que o grupo protegido não perca seus privilégios. E este é um sério problema ético: para se manter uma reserva de mercado em ação é preciso sempre da coerção estatal; ou seja, o governo precisa impedir que as pessoas tomem decisões que trariam benefícios para elas mesmas.
Para ilustrar melhor o que estou dizendo, basta elaborarmos um pouco mais o nosso exemplo anterior.
Digamos que, após o ditador ter criado uma reserva de mercado para as taxistas, um rapaz, para ganhar um pouco mais de dinheiro, decide entrar ilegalmente no ramo dos taxistas. Para competir com os taxistas oficiais, ele propõe um preço mais baixo do que o preço oficial.
O que está acontecendo nesta situação? Ora, este rapaz está furando a reserva de mercado e revertendo os seus efeitos: ele está redirecionado a riqueza do grupo privilegiado (as mulheres, no caso) para os grupos que haviam sido prejudicados: os motoristas homens e os consumidores.
Ao fazer isto, todos os membros envolvidos diretamente nesta troca comercial são beneficiados: o consumidor (por receber um serviço a um preço mais barato) e o motorista (pois ganhará algum dinheiro ao invés de ficar desempregado).
Neste exemplo, portanto, vemos claramente como a reserva de mercado tende a ser naturalmente abolida, já que os dois agentes econômicos envolvidos nesta troca sairão beneficiados. Qual seria a única maneira da reserva manter sua efetividade? O governo precisaria proibir que estas pessoas fizessem este acordo. Ou seja, o Estado utilizaria seu
poder de coerção para impedir que estas duas pessoas (o motorista e o consumidor) façam um acordo que beneficiarão todos os envolvidos.
A reserva de mercado, portanto, em última instância só se sustenta caso um governo autoritário impeça as pessoas de agirem de acordo com seus próprios interesses; ou seja, ela só se sustenta caso uma força externa continuamente impunha restrições à liberdade do povo.
O diploma como reserva de mercado
Neste ponto, imagino que o leitor já tenha entendido o porquê do subtítulo deste artigo. Uma coisa é possuir a habilidade necessária para executar uma profissão e outra coisa – bem diferente – é estar dentro de uma reserva de mercado criado pelo governo.
É verdade que as duas coisas são providas pela mesma instituição – a universidade – mas elas permanecem logicamente distintas. É perfeitamente possível que uma pessoa aprenda um ofício sem que consiga um diploma correspondente. Vejamos alguns exemplos simples: é
perfeitamente possível que alguém aprenda o ofício de ensinar matemática sem cursar faculdade alguma; como não há empecilho algum para que um estudante – aparelhado de uma boa biblioteca – acabe entendendo tanto de literatura quanto alguém que terminou o curso de
letras. Possuir determinada habilidade profissional, portanto, é logicamente distinto de possuir o diploma correspondente.
Com isso não quero dizer que os diplomas sejam inteiramente desnecessários; obviamente eles representam uma grande economia de tempo para os empregadores, pois, através deles, eles não precisam avaliar cada candidato individualmente para saber se estão devidamente
habilitados para o trabalho. Ou seja, se servissem apenas como um atestado de habilidades, os diplomas seriam perfeitamente legítimos – mas esta não é a sua única função.
Por causa do controle estatal do mercado de trabalho, os diplomas adquirem também a função de garantir reservas de mercado. Isto ocorre em toda área onde o governo proíbe que os consumidores contratem trabalhadores que não tenham esta documentação. Ou seja: uma coisa é uma empresária contratar o funcionário diplomado por este ser melhor que o funcionário não-diplomado; outra coisa totalmente diferente é a empresa ser proibida de contratar o
funcionário não-diplomado, mesmo que este seja melhor que o outro.
Fiquemos com um exemplo em minha área: psicologia. Alguém poderia dizer que o diploma serve para que o empregador se certifique o candidato a um emprego tenha o conhecimento necessário. Mas digamos que este empregador consiga esta informação de outro modo; digamos que um colega meu criou um excelente blog sobre psicologia organizacional. Um empresário descobriu o site e ficou entusiasmado: decide que quer contratar o autor para sua equipe. No entanto, ele logo descobre que o autor do blog ainda não é formado e, por isso, a contratação não
poderá ser efetivada.
O que está em jogo nesta situação? Obviamente, o diploma não está servindo apenas como um atestado das habilidades do rapaz (pois isso foi comprovado de outro modo), mas sim, como uma reserva de mercado para os que já estão formados. O diploma está, efetivamente, substituindo a própria habilidade profissional que deveria representar.
Como toda reserva de mercado, o diploma serve para beneficiar um grupo restrito de pessoas: o que já estão dentro da reserva, ou seja, os que já possuem um diploma. Deste modo, os diplomados podem relaxar, pois não precisam se preocupar com a possível concorrência de profissionais autodidatas.
Como toda reserva de mercado, o diploma prejudica um grupo de profissionais (os não-diplomados) e todos os consumidores. Ao invés de poder contratar quem realmente lhe parece melhor para o trabalho, o consumidor só pode contratar quem o papai-Estado determina. Mas isto é a essência mesmo do estatismo: jamais deixar que as pessoas ajam como adultas e tomem as suas próprias decisões.
Toda reserva de mercado é essencialmente uma tentativa de fugir da competição. Em uma situação onde a competição é livre, vence quem melhor satisfazer uma demanda do consumidor. Em uma economia estatizada, vence quem conseguir uma autorização do governo para ficar
dentro de uma reserva de mercado. A diferença entre livre-mercado e socialismo, no fim das contas, é esta: no livre-mercado existe um incentivo para agradar o consumidor; no socialismo existe um incentivo para agradar o burocrata.
Isto não é diferente nos cursos de pós-graduação. Parece que ninguém se espanta com o espantável fato de que o número de cursos de pós-graduação cresce gigantescamente sem que vejamos um concomitante desenvolvimento cultural e científico. Talvez as pessoas não se
espantem porque já perceberam a resposta: são pouquíssimos os que realmente fazem uma pós-graduação para aprimorar seus conhecimentos.
Uma pós-graduação, evidentemente, é uma nova reserva de mercado inscrita dentro de uma reserva anterior. Quantas vezes não encontramos um sujeito com mestrado menos hábil do que outro que ainda nem terminou a graduação? O sujeito com mestrado, no entanto, sempre terá
preferência em conseguir um emprego, pois está em uma posição mais alta na reserva de mercado.
Conclusão
Um leitor me perguntou o que poderia ser feito para melhorar a educação brasileira; com base no que escrevi acima, eu resumiria em uma frase o objetivo central de toda política pública: quanto mais liberdade melhor! Vamos permitir a competição entre diplomados e não-diplomados; isto sim, forçaria as universidades a melhorarem a qualidade do seu ensino.
Mais legislação e mais controle estatal só aumentarão os problemas. Enquanto as pessoas procurarem um curso de graduação para fugir da competição, o crescimento econômico será limitado; enquanto as pessoas procurarem uma pós-graduação para fugirem do mercado de trabalho (e não por uma autêntica vocação intelectual), a produção cultural e científica permanecerá fraca.
Quanto mais liberdade houver, melhor será a quantidade e qualidade da produção em todas as áreas.
O que é educação clássica?
Do portal ARISTOI - EDUCAÇÃO CLÁSSICA
Introdução
Educação clássica é uma filosofia da educação apoiada em práticas de ensino acumuladas ao longo de vários séculos; é uma tradição que se inicia na Grécia antiga e atravessa todo o período medieval, renascentista e moderno até chegar ao século XX, nos Estados Unidos, sendo sistematizada e divulgada com o nome de liberal education.
No sentido mais abrangente do termo, educação clássica é uma idéia geral de educação que passou por diferentes manifestações particulares ao longo história. Cada uma destas manifestações possui suas características peculiares, no entanto, todas elas participam dos mesmos traços essenciais.
O objetivo deste artigo é expor quais são estes traços essenciais.
1) O conhecimento como fim e não como meio
A educação clássica visa uma formação integral e não apenas uma formação técnica.
No ensino utilitarista, o conhecimento não tem valor em si próprio, mas apenas na medida em que serve para um fim externo: é a educação para formar técnicos aptos a exercer certos papéis na sociedade. Este tipo de ensino certamente é necessário para a vida em sociedade, e não faz o menor sentido querer prescindir dele. No entanto, não podemos colocá-lo como a única finalidade do processo educativo porque o ser humano possui vários aspectos que transcendem a sua ocupação profissional.
A educação clássica tem como objetivo cultivar no homem estes aspectos que, embora transcendam sua profissão, continuam fazendo parte de sua personalidade. Por isto, se trata de uma filosofia integral de ensino: ela não se limita a transmitir conhecimentos técnicos, mas procura cultivar a sensibilidade, a cultura e os valores.
2) Formação ao invés de mera informação
Uma segunda característica da educação clássica é que ela não se limita à transmissão de informações, mas procura desenvolver no aluno o senso de proporcionalidade e hierarquia no conhecimento.
Informações são apenas dados pontuais, pedaços de conhecimento dispersos. As informações são importantes, mas fazem poucos sentidos sem os quadros conceituais que tornam estas informações inteligíveis.
Por isso, o foco da educação clássica, ao contrário do ensino oficial brasileiro, não é transmitir informações, mas sim, em ensinar o aluno a organizar o seu conhecimento; ou seja, de analisar e sintetizar as informações recebidas, criando uma concepção integrada e hierarquizada do quê se está estudando. Esta proposta é preferível porque uma vez que o aluno tenha aprendido a organizar o seu conhecimento, ele pode facilmente encontrar as informações faltantes. No entanto, o aluno que recebe apenas informações e não aprende a lidar com conceitos, terá sempre um entendimento limitado de qualquer assunto que estude.
3) A defesa da consciência individual contra a massificação
Uma terceira característica essencial é que ela é centrada na formação da consciência individual e, por isso, é o único modelo realmente não-ideológico de formação intelectual. O papel da educação é ensinar ao aluno como pensar, e não o quê pensar; o professor mostra o caminho e os instrumentos, e cabe ao aluno continuar o processo.
Na educação clássica, os alunos, ao invés de serem convidados a adotar uma visão de mundo uniformizada, aprendem a cultivar sua própria mente, formando opiniões próprias e bem fundamentadas sobre os assuntos que discutem.
4) O conhecimento, embora seja uma elaboração individual, almeja alcançar uma verdade objetiva
A educação clássica não segue os teóricos que pregam a abolição da noção de verdade objetiva. Embora ela saiba que todo conhecimento envolve uma elaboração individual, este trabalho subjetivo é feito em cima de dados objetivos.
Ou seja, as noções de objetividade e subjetividade não são vistas como sendo contraditórias: embora o conhecimento nasça da consciência individual, esta consciência não está separada do mundo por um abismo solipisista. A consciência do indivíduo cresce ao se alimentar dos dados objetivos que recebe da realidade.
5) Transcendência das limitações da época e da cultura imediata
É incorreto dizer que a educação clássica é contra a cultura popular, como querem alguns de seus críticos. Não faz parte de seu programa excluir nenhum tipo de manifestação cultural.
No entanto, este erro ocorre porque, embora respeite cada cultura local, a educação clássica procurar levar o sujeito a conhecer diferentes culturas, de diferentes épocas e locais, especialmente a que foi produzida pelos grandes gênios de cada época. Mas não se trata de rejeitar uma em nome da outra: trata-se de oferecer, a cada indivíduo, a possibilidade de escolher o que lhe parece mais adequado dentro de tudo que já foi produzido pelo espírito humano.
A crença básica da educação clássica é que o espírito do aluno sai engrandecido – e não diminuído – pelo contato direto com diferentes visões de mundo. O fato dele conhecer uma visão de mundo diferente não significa que ele irá abandonar a sua cultura local; significa apenas que ele terá um universo maior de escolhas possíveis – e entre estas escolhas, evidentemente, está tanto a possibilidade de rejeitar o novo conhecimento em nome do antigo, como também de fundir os dois campos culturais e produzir algo ainda mais interessante do que existia anteriormente.
Os inimigos da alta cultura, portanto, fazem um desserviço aos que pretendem ajudar. No fundo, estão apenas limitando as escolhas dos alunos e empobrecendo o seu universo cultural. A educação clássica tem como objetivo reverter o mal que estes falsos amigos os fazem e oferecer aos indivíduos o leque cultural mais amplo possível.
6) Os grandes livros: os clássicos do pensamento ocidental
A sexta e última característica da educação clássica é que ela é sempre feita através dos “grandes livros”, que é como Adler chamava os clássicos do pensamento ocidental.
Hoje em dia, os alunos, mesmo no nível universitário, não estão mais acostumados a ler os grandes clássicos. Consideram a leitura difícil, enfadonha e estão sempre “ocupados demais” para este tipo de dedicação. Isto acontece porque eles foram habituados a estudar exclusivamente a partir de manuais acadêmicos – quando não apenas a partir de trechos soltos de alguns destes manuais.
O problema com os manuais é que eles sempre estão muito abaixo do nível intelectual dos grandes livros de uma disciplina. Em qualquer tema de estudo foram escritos alguns clássicos que definiram o curso do pensamento, ao quê se seguiram vários artigos e livros menores discutindo o assunto. Os manuais nascem no final desta cadeia, procurando simplificar e resumir toda a discussão anterior.
Certamente o intuito com que são escritos é louvável: introduzir o aluno em discussão complexa. No entanto, eles só servem como degrau inicial para a formação do aluno, pois eles nunca mantêm o mesmo rigor intelectual com que foram escritos os clássicos da disciplina.
Isto ocorre, em primeiro lugar, porque os autores dos manuais visam o aluno médio e, por isso, excluem do texto todos os aspectos mais complicados do tema. Os clássicos, ao contrário, foram escritos para os homens mais inteligentes do seu tempo e, por isso, trazem justamente as questões mais elevadas. Além disso, os autores dos clássicos foram os grandes gênios da humanidade, enquanto os autores de manuais costumam ser professores medianos que, embora tenham um domínio razoável da disciplina, não foram capazes de produzir uma contribuição original para o conhecimento.
Os manuais, portanto, são excelentes para introduzir o aluno em uma discussão, mas jamais serão suficientes para habilitá-lo a discutir as grandes questões do seu campo de estudo. Para formar estudantes de altíssimo nível, capazes de levar o conhecimento que receberam a um novo patamar, o único caminho é através da leitura direta dos clássicos.
Caso um ensino se baseie quase exclusivamente em manuais – como no caso do nosso ensino nacional – iremos formar apenas alunos medianos. Mas, se fizer um ensino baseado nos clássicos, iremos formar uma geração de alunos familiarizada com a história das grandes idéias de sua disciplina e, portanto, habilitada a discutir as questões mais elevadas. Ou seja, capaz de participar daquilo que Adler chama de “grande conversação”.
Resumindo
Com isso, acredito, podemos ter uma boa idéia do que seja a essência de uma educação liberal:
1. Ela é uma educação não-profissionalizante, que busca uma formação integral do homem;
2. Ela não tem como objetivo a aquisição de informações pontuais, mas sim, de desenvolver a capacidade do aluno em raciocinar e organizar de forma independente as informações que recebe;
3. Ela não se volta para a formação em massa, para a difusão de uma visão de mundo, mas para que cada aluno cultive a própria consciência individual;
4. A educação liberal é o exato oposto do subjetivismo que ameaça fechar cada sujeito em si mesmo, pois seu objetivo é abrir a alma do aluno às influências universais;
5. A educação liberal resgata o sujeito do imediatismo e permite que ele julgue a sua própria cultura a partir das aquisições culturais de outras épocas;
6. O aluno que recebe uma educação liberal se torna um espectador consciente da história das idéias, discutindo com as grandes mentes que moldaram o pensamento ocidental.
Conclusão
Podemos perceber claramente que no Brasil jamais existiu de forma consistente e continuada um esforço em promover a educação clássica. O ensino brasileiro é, na melhor das hipóteses, meramente profissionalizante, quando não recai simplesmente na doutrinação ideológica rasteira.
Acredito que quem tiver acompanhado esta exposição, concordará que não há tarefa mais urgente e importante para o nosso país do que criar em nossa sociedade focos de educação clássica para revitalizar os nossos debates intelectuais – uma tarefa que talvez seja tão difícil quanto necessária; e, por isso mesmo, digna de nossos melhores esforços.
Lucas Mafaldo Oliveira
***
(Adaptação do texto “o que é educação liberal?” originalmente publicado no www.contracorrente.com.br)
***
Ler também:
- Quem somos
- Artigos
- Equipe
Introdução
Educação clássica é uma filosofia da educação apoiada em práticas de ensino acumuladas ao longo de vários séculos; é uma tradição que se inicia na Grécia antiga e atravessa todo o período medieval, renascentista e moderno até chegar ao século XX, nos Estados Unidos, sendo sistematizada e divulgada com o nome de liberal education.
No sentido mais abrangente do termo, educação clássica é uma idéia geral de educação que passou por diferentes manifestações particulares ao longo história. Cada uma destas manifestações possui suas características peculiares, no entanto, todas elas participam dos mesmos traços essenciais.
O objetivo deste artigo é expor quais são estes traços essenciais.
1) O conhecimento como fim e não como meio
A educação clássica visa uma formação integral e não apenas uma formação técnica.
No ensino utilitarista, o conhecimento não tem valor em si próprio, mas apenas na medida em que serve para um fim externo: é a educação para formar técnicos aptos a exercer certos papéis na sociedade. Este tipo de ensino certamente é necessário para a vida em sociedade, e não faz o menor sentido querer prescindir dele. No entanto, não podemos colocá-lo como a única finalidade do processo educativo porque o ser humano possui vários aspectos que transcendem a sua ocupação profissional.
A educação clássica tem como objetivo cultivar no homem estes aspectos que, embora transcendam sua profissão, continuam fazendo parte de sua personalidade. Por isto, se trata de uma filosofia integral de ensino: ela não se limita a transmitir conhecimentos técnicos, mas procura cultivar a sensibilidade, a cultura e os valores.
2) Formação ao invés de mera informação
Uma segunda característica da educação clássica é que ela não se limita à transmissão de informações, mas procura desenvolver no aluno o senso de proporcionalidade e hierarquia no conhecimento.
Informações são apenas dados pontuais, pedaços de conhecimento dispersos. As informações são importantes, mas fazem poucos sentidos sem os quadros conceituais que tornam estas informações inteligíveis.
Por isso, o foco da educação clássica, ao contrário do ensino oficial brasileiro, não é transmitir informações, mas sim, em ensinar o aluno a organizar o seu conhecimento; ou seja, de analisar e sintetizar as informações recebidas, criando uma concepção integrada e hierarquizada do quê se está estudando. Esta proposta é preferível porque uma vez que o aluno tenha aprendido a organizar o seu conhecimento, ele pode facilmente encontrar as informações faltantes. No entanto, o aluno que recebe apenas informações e não aprende a lidar com conceitos, terá sempre um entendimento limitado de qualquer assunto que estude.
3) A defesa da consciência individual contra a massificação
Uma terceira característica essencial é que ela é centrada na formação da consciência individual e, por isso, é o único modelo realmente não-ideológico de formação intelectual. O papel da educação é ensinar ao aluno como pensar, e não o quê pensar; o professor mostra o caminho e os instrumentos, e cabe ao aluno continuar o processo.
Na educação clássica, os alunos, ao invés de serem convidados a adotar uma visão de mundo uniformizada, aprendem a cultivar sua própria mente, formando opiniões próprias e bem fundamentadas sobre os assuntos que discutem.
4) O conhecimento, embora seja uma elaboração individual, almeja alcançar uma verdade objetiva
A educação clássica não segue os teóricos que pregam a abolição da noção de verdade objetiva. Embora ela saiba que todo conhecimento envolve uma elaboração individual, este trabalho subjetivo é feito em cima de dados objetivos.
Ou seja, as noções de objetividade e subjetividade não são vistas como sendo contraditórias: embora o conhecimento nasça da consciência individual, esta consciência não está separada do mundo por um abismo solipisista. A consciência do indivíduo cresce ao se alimentar dos dados objetivos que recebe da realidade.
5) Transcendência das limitações da época e da cultura imediata
É incorreto dizer que a educação clássica é contra a cultura popular, como querem alguns de seus críticos. Não faz parte de seu programa excluir nenhum tipo de manifestação cultural.
No entanto, este erro ocorre porque, embora respeite cada cultura local, a educação clássica procurar levar o sujeito a conhecer diferentes culturas, de diferentes épocas e locais, especialmente a que foi produzida pelos grandes gênios de cada época. Mas não se trata de rejeitar uma em nome da outra: trata-se de oferecer, a cada indivíduo, a possibilidade de escolher o que lhe parece mais adequado dentro de tudo que já foi produzido pelo espírito humano.
A crença básica da educação clássica é que o espírito do aluno sai engrandecido – e não diminuído – pelo contato direto com diferentes visões de mundo. O fato dele conhecer uma visão de mundo diferente não significa que ele irá abandonar a sua cultura local; significa apenas que ele terá um universo maior de escolhas possíveis – e entre estas escolhas, evidentemente, está tanto a possibilidade de rejeitar o novo conhecimento em nome do antigo, como também de fundir os dois campos culturais e produzir algo ainda mais interessante do que existia anteriormente.
Os inimigos da alta cultura, portanto, fazem um desserviço aos que pretendem ajudar. No fundo, estão apenas limitando as escolhas dos alunos e empobrecendo o seu universo cultural. A educação clássica tem como objetivo reverter o mal que estes falsos amigos os fazem e oferecer aos indivíduos o leque cultural mais amplo possível.
6) Os grandes livros: os clássicos do pensamento ocidental
A sexta e última característica da educação clássica é que ela é sempre feita através dos “grandes livros”, que é como Adler chamava os clássicos do pensamento ocidental.
Hoje em dia, os alunos, mesmo no nível universitário, não estão mais acostumados a ler os grandes clássicos. Consideram a leitura difícil, enfadonha e estão sempre “ocupados demais” para este tipo de dedicação. Isto acontece porque eles foram habituados a estudar exclusivamente a partir de manuais acadêmicos – quando não apenas a partir de trechos soltos de alguns destes manuais.
O problema com os manuais é que eles sempre estão muito abaixo do nível intelectual dos grandes livros de uma disciplina. Em qualquer tema de estudo foram escritos alguns clássicos que definiram o curso do pensamento, ao quê se seguiram vários artigos e livros menores discutindo o assunto. Os manuais nascem no final desta cadeia, procurando simplificar e resumir toda a discussão anterior.
Certamente o intuito com que são escritos é louvável: introduzir o aluno em discussão complexa. No entanto, eles só servem como degrau inicial para a formação do aluno, pois eles nunca mantêm o mesmo rigor intelectual com que foram escritos os clássicos da disciplina.
Isto ocorre, em primeiro lugar, porque os autores dos manuais visam o aluno médio e, por isso, excluem do texto todos os aspectos mais complicados do tema. Os clássicos, ao contrário, foram escritos para os homens mais inteligentes do seu tempo e, por isso, trazem justamente as questões mais elevadas. Além disso, os autores dos clássicos foram os grandes gênios da humanidade, enquanto os autores de manuais costumam ser professores medianos que, embora tenham um domínio razoável da disciplina, não foram capazes de produzir uma contribuição original para o conhecimento.
Os manuais, portanto, são excelentes para introduzir o aluno em uma discussão, mas jamais serão suficientes para habilitá-lo a discutir as grandes questões do seu campo de estudo. Para formar estudantes de altíssimo nível, capazes de levar o conhecimento que receberam a um novo patamar, o único caminho é através da leitura direta dos clássicos.
Caso um ensino se baseie quase exclusivamente em manuais – como no caso do nosso ensino nacional – iremos formar apenas alunos medianos. Mas, se fizer um ensino baseado nos clássicos, iremos formar uma geração de alunos familiarizada com a história das grandes idéias de sua disciplina e, portanto, habilitada a discutir as questões mais elevadas. Ou seja, capaz de participar daquilo que Adler chama de “grande conversação”.
Resumindo
Com isso, acredito, podemos ter uma boa idéia do que seja a essência de uma educação liberal:
1. Ela é uma educação não-profissionalizante, que busca uma formação integral do homem;
2. Ela não tem como objetivo a aquisição de informações pontuais, mas sim, de desenvolver a capacidade do aluno em raciocinar e organizar de forma independente as informações que recebe;
3. Ela não se volta para a formação em massa, para a difusão de uma visão de mundo, mas para que cada aluno cultive a própria consciência individual;
4. A educação liberal é o exato oposto do subjetivismo que ameaça fechar cada sujeito em si mesmo, pois seu objetivo é abrir a alma do aluno às influências universais;
5. A educação liberal resgata o sujeito do imediatismo e permite que ele julgue a sua própria cultura a partir das aquisições culturais de outras épocas;
6. O aluno que recebe uma educação liberal se torna um espectador consciente da história das idéias, discutindo com as grandes mentes que moldaram o pensamento ocidental.
Conclusão
Podemos perceber claramente que no Brasil jamais existiu de forma consistente e continuada um esforço em promover a educação clássica. O ensino brasileiro é, na melhor das hipóteses, meramente profissionalizante, quando não recai simplesmente na doutrinação ideológica rasteira.
Acredito que quem tiver acompanhado esta exposição, concordará que não há tarefa mais urgente e importante para o nosso país do que criar em nossa sociedade focos de educação clássica para revitalizar os nossos debates intelectuais – uma tarefa que talvez seja tão difícil quanto necessária; e, por isso mesmo, digna de nossos melhores esforços.
Lucas Mafaldo Oliveira
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(Adaptação do texto “o que é educação liberal?” originalmente publicado no www.contracorrente.com.br)
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O propósito conservador de uma educação liberal
Do portal ARISTOI - EDUCAÇÃO CLÁSSICA
Escrito por Russel Kirk
Nosso termo "educação liberal" é bem mais antigo do que o uso da palavra "liberal" no sentido político. O que agora chamamos de "estudos liberais" remonta aos tempos clássicos, enquanto o liberalismo político surge apenas na primeira década do século XIX. "Educação liberal" significa ordenação e integração do conhecimento para o benefício do indivíduo livre – em contraste com a educação técnica ou profissionalizante, atualmente chamada, presunçosamente, "career education" - educação para a carreira.
A educação liberal é conservadora no seguinte sentido: defende a ordem contra a desordem. Em termos práticos, trabalha pela ordem na alma, e pela ordem na república. O ensino liberal habilita os que se beneficiam de sua disciplina atingir certo nível de harmonia interior. No dizer de John Henry Newman, no Discurso V de sua "Idea of a University", através de uma disciplina intelectual liberal, "forma-se um hábito mental que dura por toda a vida, cujos atributos são liberdade, equanimidade, serenidade, moderação e sabedoria; o que... eu me arrisco a chamar de um hábito mental filosófico".
O objetivo primário de uma educação liberal, então, é o cultivo do intelecto e da imaginação do próprio indivíduo, para o bem do próprio indivíduo. Não deve ser esquecido, nesta era massificada em que o Estado aspira a ser tudo em tudo, que a educação genuína é algo além de mero instrumento de política pública. A verdadeira educação deve desenvolver o indivíduo humano, a pessoa, antes de servir ao Estado. Tendemos a esquecer que o ensino não foi originado pelo moderno estado-nação. O ensino formal começou, de fato, como uma tentativa de tornar o conhecimento religioso - o senso do transcendente e as verdades morais - familiar à geração nascente. Seu propósito não era doutrinar os jovens em civismo, mas sim ensinar o que é ser um homem genuíno, que vive dentro de uma ordem moral. Na educação liberal, a pessoa tem primazia.
Contudo, um sistema de educação liberal também possui um propósito social, ou ao menos um resultado social. Ajuda a prover um corpo de indivíduos que se tornam líderes em muitos níveis da sociedade, em grande ou pequena escala. Os fundadores das primeiras faculdades americanas esperavam que, nestas instituições, se formassem jovens solidamente educados nas antigas disciplinas intelectuais, que nutririam o Novo Mundo com o patrimônio moral e intelectual recebido do Velho Mundo.
E, geração após geração, as faculdades americanas de educação liberal (específicas da América do Norte), e posteriormente as escolas e os programas de artes liberais das universidades, realmente formaram jovens homens e mulheres que, tendo adquirido em algum grau uma mente filosófica, fermentaram a massa da nação, que se expandia com vigor.
Se todas as escolas, faculdades e universidades fossem abolidas amanhã, ainda assim, a maior parte dos jovens encontraria ocupações lucrativas; existiriam outros meios, ou seriam desenvolvidos, para treiná-los para cada tipo específico de trabalho. Por outro lado, um efeito altamente benéfico da educação liberal – mais uma vez, conservador – é que dá à sociedade um conjunto de jovens iniciados, em algum nível, na sabedoria e na virtude, que poderão se tornar líderes honestos em várias áreas da sociedade.
Nosso aparato educacional tem criado não uma classe de jovens liberalmente educados, com uma perspectiva humana, mas, ao invés, uma série de elites diplomadas, uma suposta meritocracia, de perspectivas limitadas e credenciais intelectuais e morais duvidosas, inchadas por aquele pequeno conhecimento acuradamente descrito por aquele mordaz Tory, Alexander Pope, como uma coisa perigosa.
Quanto mais pessoas humanamente educadas houver, melhor. Porém, quanto mais tivermos pessoas meio educadas ou superficialmente educadas, pior para elas e para a república. As que o são verdadeiramente, ao invés de formar elites presunçosas, penetrarão a sociedade, fermentando a massa através de suas ocupações, seus ensinamentos, suas pregações, sua participação no comércio e na indústria, na coisa pública em todos os níveis da comunidade. E, sendo educadas, saberão que não sabem tudo; que há outros objetivos na vida além de poder, dinheiro e gratificação sexual; enxergarão longe; anteverão a posteridade e olharão para trás, não esquecendo os antepassados. Para elas, a educação não terá fim no dia da formatura.
Se nos arrastamos com pretensão e apatia através de um mundo tombado, deixando a imaginação e o intelecto em estado latente, caímos presa da servidão do corpo e da mente. A alternativa à educação liberal é a instrução servil. E quando águas de tempestade inundarem o mundo, como acontece hoje, se deixar levar pela correnteza e cantar hinos ao deus rio não será o bastante.
Alguns anos atrás, o presidente Nixon, no decorrer de uma conversa de uma hora, perguntou-me, "qual é o livro que devo ler?". Contou-me que havia feito a mesma pergunta, por mais de uma vez, a Daniel Patrick Moynihan e a Henry Kissinger - mas que em resposta recebera listas com uma dúzia de livros; e o presidente, premido por suas obrigações, só podia achar tempo para um livro essencial. Qual deveria ser?
"Leia as Notas para a Definição de Cultura, de T. S. Eliot", eu disse a Nixon. Ele quis saber por quê. "Porque Eliot discute as questões sociais fundamentais", eu respondi. "Lida com as relações que deveriam haver entre os homens de poder e os homens de idéias. E distingue melhor que ninguém entre uma "classe" de pessoas realmente educadas e uma "elite" de especialistas pretensiosos - observando o quão perigosos estes últimos podem se tornar".
O presidente Nixon descobriu, não muito depois, que a elite de sua administração era deficiente daquela sabedoria e daquela virtude tão necessárias aos EUA. Um homem que teve uma educação liberal aprende de Platão e de Burke que, num estadista, a mais alta virtude é a prudência. O tipo de elevada prudência necessária nos grandes assuntos de estado não tem sido comumente encontrada em Washington há várias décadas. Um motivo para tal deficiência foi a negligência dos EUA para com a educação liberal, como foi definida por John Henry Newman:
"O treinamento pelo qual o intelecto, ao invés de ser sacrificado a, ou formado por, algum fim acidental ou particular – algum comércio específico, ou profissão, ou estudo, ou ciência – é disciplinado para os próprios fins, para a percepção de seu objeto próprio, e para sua cultura mais alta, é chamado Educação Liberal; e apesar de não haver quem tenha levado este ideal aos máximos limites concebíveis, praticamente não há quem não possa adquirir alguma noção do que é o treinamento autêntico, e ao menos tender a ele, e tornar tal padrão de excelência, e não outra coisa, seu verdadeiro escopo."
A genuína educação liberal, aquela regra de excelência, aquela conservadora da civilização, é necessária não apenas em Washington, mas em toda a nossa sociedade. A maioria dos detentores de uma educação liberal jamais chega a ocupar os tronos do poder. Ainda assim, fermentam a massa da nação, a partir de muitas posições e ocupações; não conhecemos os nomes da maioria deles, mas cumprem seu trabalho conservador silenciosamente e bem.
Eu não sei em que os americanos poderíamos ter nos tornado, se não tivéssemos tais homens e mulheres entre nós. Não sei o que faremos se desaparecerem de nosso meio. Talvez sejamos deixados a celebrar "o sabá satânico de uma revolvente maquinaria", supervisionados por especialistas - uma elite desprovida de imaginação moral, e deficiente no seu entendimento da ordem, da justiça e da liberdade. E, depois, o caos.
Muito precisa ser conservado nestas décadas finais do século XX, quando parece que o "Tumulto é rei, havendo deposto Zeus". Um benefício de uma educação liberal é o entendimento do que Aristófanes quis dizer com esta expressão - e de como Aristófanes e Sócrates guardam grande importância para nós. Se você estudou Tucídides e Plutarco, terá apreendido muito sobre nossa problemática época; e se o estado não puder ser ordenado, ao menos uma educação liberal poderá ensinar como ordenar sua própria alma, neste vigésimo século depois de Cristo, assim como era feito no quinto século antes dele.
********
Russel Kirk foi um dos principais intelectuais do século XX. Seu livro, "The Conservative Mind", é considerado um dos mais influentes livros de idéias políticas e sociais de sua época. Sua esposa, Annette, dá continuidade ao seu trabalho, no Russel Kirk Center (www.kirkcenter.org).
Tradução: Marcio de Paula S. Hack
Escrito por Russel Kirk
Nosso termo "educação liberal" é bem mais antigo do que o uso da palavra "liberal" no sentido político. O que agora chamamos de "estudos liberais" remonta aos tempos clássicos, enquanto o liberalismo político surge apenas na primeira década do século XIX. "Educação liberal" significa ordenação e integração do conhecimento para o benefício do indivíduo livre – em contraste com a educação técnica ou profissionalizante, atualmente chamada, presunçosamente, "career education" - educação para a carreira.
A educação liberal é conservadora no seguinte sentido: defende a ordem contra a desordem. Em termos práticos, trabalha pela ordem na alma, e pela ordem na república. O ensino liberal habilita os que se beneficiam de sua disciplina atingir certo nível de harmonia interior. No dizer de John Henry Newman, no Discurso V de sua "Idea of a University", através de uma disciplina intelectual liberal, "forma-se um hábito mental que dura por toda a vida, cujos atributos são liberdade, equanimidade, serenidade, moderação e sabedoria; o que... eu me arrisco a chamar de um hábito mental filosófico".
O objetivo primário de uma educação liberal, então, é o cultivo do intelecto e da imaginação do próprio indivíduo, para o bem do próprio indivíduo. Não deve ser esquecido, nesta era massificada em que o Estado aspira a ser tudo em tudo, que a educação genuína é algo além de mero instrumento de política pública. A verdadeira educação deve desenvolver o indivíduo humano, a pessoa, antes de servir ao Estado. Tendemos a esquecer que o ensino não foi originado pelo moderno estado-nação. O ensino formal começou, de fato, como uma tentativa de tornar o conhecimento religioso - o senso do transcendente e as verdades morais - familiar à geração nascente. Seu propósito não era doutrinar os jovens em civismo, mas sim ensinar o que é ser um homem genuíno, que vive dentro de uma ordem moral. Na educação liberal, a pessoa tem primazia.
Contudo, um sistema de educação liberal também possui um propósito social, ou ao menos um resultado social. Ajuda a prover um corpo de indivíduos que se tornam líderes em muitos níveis da sociedade, em grande ou pequena escala. Os fundadores das primeiras faculdades americanas esperavam que, nestas instituições, se formassem jovens solidamente educados nas antigas disciplinas intelectuais, que nutririam o Novo Mundo com o patrimônio moral e intelectual recebido do Velho Mundo.
E, geração após geração, as faculdades americanas de educação liberal (específicas da América do Norte), e posteriormente as escolas e os programas de artes liberais das universidades, realmente formaram jovens homens e mulheres que, tendo adquirido em algum grau uma mente filosófica, fermentaram a massa da nação, que se expandia com vigor.
Se todas as escolas, faculdades e universidades fossem abolidas amanhã, ainda assim, a maior parte dos jovens encontraria ocupações lucrativas; existiriam outros meios, ou seriam desenvolvidos, para treiná-los para cada tipo específico de trabalho. Por outro lado, um efeito altamente benéfico da educação liberal – mais uma vez, conservador – é que dá à sociedade um conjunto de jovens iniciados, em algum nível, na sabedoria e na virtude, que poderão se tornar líderes honestos em várias áreas da sociedade.
Nosso aparato educacional tem criado não uma classe de jovens liberalmente educados, com uma perspectiva humana, mas, ao invés, uma série de elites diplomadas, uma suposta meritocracia, de perspectivas limitadas e credenciais intelectuais e morais duvidosas, inchadas por aquele pequeno conhecimento acuradamente descrito por aquele mordaz Tory, Alexander Pope, como uma coisa perigosa.
Quanto mais pessoas humanamente educadas houver, melhor. Porém, quanto mais tivermos pessoas meio educadas ou superficialmente educadas, pior para elas e para a república. As que o são verdadeiramente, ao invés de formar elites presunçosas, penetrarão a sociedade, fermentando a massa através de suas ocupações, seus ensinamentos, suas pregações, sua participação no comércio e na indústria, na coisa pública em todos os níveis da comunidade. E, sendo educadas, saberão que não sabem tudo; que há outros objetivos na vida além de poder, dinheiro e gratificação sexual; enxergarão longe; anteverão a posteridade e olharão para trás, não esquecendo os antepassados. Para elas, a educação não terá fim no dia da formatura.
Se nos arrastamos com pretensão e apatia através de um mundo tombado, deixando a imaginação e o intelecto em estado latente, caímos presa da servidão do corpo e da mente. A alternativa à educação liberal é a instrução servil. E quando águas de tempestade inundarem o mundo, como acontece hoje, se deixar levar pela correnteza e cantar hinos ao deus rio não será o bastante.
Alguns anos atrás, o presidente Nixon, no decorrer de uma conversa de uma hora, perguntou-me, "qual é o livro que devo ler?". Contou-me que havia feito a mesma pergunta, por mais de uma vez, a Daniel Patrick Moynihan e a Henry Kissinger - mas que em resposta recebera listas com uma dúzia de livros; e o presidente, premido por suas obrigações, só podia achar tempo para um livro essencial. Qual deveria ser?
"Leia as Notas para a Definição de Cultura, de T. S. Eliot", eu disse a Nixon. Ele quis saber por quê. "Porque Eliot discute as questões sociais fundamentais", eu respondi. "Lida com as relações que deveriam haver entre os homens de poder e os homens de idéias. E distingue melhor que ninguém entre uma "classe" de pessoas realmente educadas e uma "elite" de especialistas pretensiosos - observando o quão perigosos estes últimos podem se tornar".
O presidente Nixon descobriu, não muito depois, que a elite de sua administração era deficiente daquela sabedoria e daquela virtude tão necessárias aos EUA. Um homem que teve uma educação liberal aprende de Platão e de Burke que, num estadista, a mais alta virtude é a prudência. O tipo de elevada prudência necessária nos grandes assuntos de estado não tem sido comumente encontrada em Washington há várias décadas. Um motivo para tal deficiência foi a negligência dos EUA para com a educação liberal, como foi definida por John Henry Newman:
"O treinamento pelo qual o intelecto, ao invés de ser sacrificado a, ou formado por, algum fim acidental ou particular – algum comércio específico, ou profissão, ou estudo, ou ciência – é disciplinado para os próprios fins, para a percepção de seu objeto próprio, e para sua cultura mais alta, é chamado Educação Liberal; e apesar de não haver quem tenha levado este ideal aos máximos limites concebíveis, praticamente não há quem não possa adquirir alguma noção do que é o treinamento autêntico, e ao menos tender a ele, e tornar tal padrão de excelência, e não outra coisa, seu verdadeiro escopo."
A genuína educação liberal, aquela regra de excelência, aquela conservadora da civilização, é necessária não apenas em Washington, mas em toda a nossa sociedade. A maioria dos detentores de uma educação liberal jamais chega a ocupar os tronos do poder. Ainda assim, fermentam a massa da nação, a partir de muitas posições e ocupações; não conhecemos os nomes da maioria deles, mas cumprem seu trabalho conservador silenciosamente e bem.
Eu não sei em que os americanos poderíamos ter nos tornado, se não tivéssemos tais homens e mulheres entre nós. Não sei o que faremos se desaparecerem de nosso meio. Talvez sejamos deixados a celebrar "o sabá satânico de uma revolvente maquinaria", supervisionados por especialistas - uma elite desprovida de imaginação moral, e deficiente no seu entendimento da ordem, da justiça e da liberdade. E, depois, o caos.
Muito precisa ser conservado nestas décadas finais do século XX, quando parece que o "Tumulto é rei, havendo deposto Zeus". Um benefício de uma educação liberal é o entendimento do que Aristófanes quis dizer com esta expressão - e de como Aristófanes e Sócrates guardam grande importância para nós. Se você estudou Tucídides e Plutarco, terá apreendido muito sobre nossa problemática época; e se o estado não puder ser ordenado, ao menos uma educação liberal poderá ensinar como ordenar sua própria alma, neste vigésimo século depois de Cristo, assim como era feito no quinto século antes dele.
********
Russel Kirk foi um dos principais intelectuais do século XX. Seu livro, "The Conservative Mind", é considerado um dos mais influentes livros de idéias políticas e sociais de sua época. Sua esposa, Annette, dá continuidade ao seu trabalho, no Russel Kirk Center (www.kirkcenter.org).
Tradução: Marcio de Paula S. Hack
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Diga-me com quem andas que te direi quem és...
Da "orkuteira" Chris Couto
Olá irmãos de pátria queridos,
O PT vai lançar domingo na sua convenção nacional a campanha por plebiscito para a Constituinte exclusiva. Em outras palavras, inicia-se aí o golpe Chavista.
Vamos desmoralizar e derrubar essa iniciativa sem-vergonha. Sugiro inicialmente bombardearmos a mídia de e-mails e manifestações contrárias.
Precisamos influenciar o máximo de pessoas possíveis. Temos que começar isso hoje, sem demora, nos adiantarmos a eles.
O segredo de vencer uma guerra, todos sabemos, é a velocidade, conhecimento do inimigo e o efeito surpresa!
Vamos lá irmãos!
Vejam o vídeo abaixo e pensem no título deste post. CHávez é um dos participantes do FORO DE SÃO PAULO, assim como LULA, seu co-criador junto com FIDEL. Vejam com quem o CANALHA do Hugo Chávez anda/andou...
Olá irmãos de pátria queridos,
O PT vai lançar domingo na sua convenção nacional a campanha por plebiscito para a Constituinte exclusiva. Em outras palavras, inicia-se aí o golpe Chavista.
Vamos desmoralizar e derrubar essa iniciativa sem-vergonha. Sugiro inicialmente bombardearmos a mídia de e-mails e manifestações contrárias.
Precisamos influenciar o máximo de pessoas possíveis. Temos que começar isso hoje, sem demora, nos adiantarmos a eles.
O segredo de vencer uma guerra, todos sabemos, é a velocidade, conhecimento do inimigo e o efeito surpresa!
Vamos lá irmãos!
Vejam o vídeo abaixo e pensem no título deste post. CHávez é um dos participantes do FORO DE SÃO PAULO, assim como LULA, seu co-criador junto com FIDEL. Vejam com quem o CANALHA do Hugo Chávez anda/andou...
Fora CUBA e o referendo na Venezuela ou PORQUE NÃO SE CALA, MÍRIAM LEITÃO e mídia brasileira de %&$%@&$#@¨#%!!
Do blog NOTALATINA Eu (Graça Salgueiro, uma das pessoas que mais entende o processo sociopata pelo qual estamos pasasndo na América Latina) havia decidido “tirar uma folguinha” hoje, depois da exaustiva semana acompanhando cada passo do movimento pelo referendum da Venezuela ocorrido ontem, mas diante das notícias dos jornais brasileiros e dos comentários e artigos que tenho lido pela Internet, não dá para ficar calada.
Em primeiro lugar, os resultados das pesquisas que os jornais brasileiros divulgaram NÃO correspondiam à realidade vivida e divulgada na Venezuela por jornais de credibilidade incontestáveis, e fico sinceramente me perguntando: onde esses jornalistas tupinikins fabricaram tais resultados? Em segundo lugar, é preciso que se conheça a realidade e as normas eleitorais daquele país para poder se entender - e julgar - a abstenção como arma, e não ficar dizendo tanta estupidez como tenho lido, não apenas em relação a esse referendum mas toda vez que a Venezuela realiza algum sufrágio.
A “pérola” de hoje vem de dona Míriam Leitão, no artigo “Razões e reflexos da derrota de Chávez”, que pode entender de economia (digo “pode” porque eu não entendo nada e por isso não posso julgá-la) mas não sabe NADA do que se passa realmente na Venezuela. E digo isto com a autoridade (sem qualquer modéstia) de quem estuda o Movimento Comunista na América Latina há quase 10 anos e tem fontes de informação sérias, confiáveis e isentas, enquanto que dona Miriam pauta-se pela cartilha comuno-petista dos jornalões tupinikins. Até parece palavra de ordem, pois só os jornais brasileiros, empenhados em desinformar e entortar a cabeça dos leitores com mentiras, divulgaram que o “SIM” tinha a preferência do eleitorado e que a vitória de Chávez era dada como certa.
Bem, ano passado se fez isto também (no Brasil e no mundo, nos jornais de esquerda), anunciando apenas as pesquisas pagas pelos petrodólares chavistas que não refletiam a realidade, e naquela ocasião ele logrou êxito através de uma mega-fraude já fartamente provada, inclusive pelo Notalatina. Desta vez, porém, a situação foi bem diferente e mesmo lá na Venezuela, ninguém se atrevia a dizer que a vitória do “SIM” era certa porque todas as pesquisas diziam o contrário, com uma margem de vitória da oposição em mais de 15%.
Então, o que foi que aconteceu este ano que Chávez perdeu? O pleito foi limpo, sem fraudes? A maioria do povo rejeitava de fato a modificação da Constituição? Dona Miriam afirma, baseada em suas fontes confiabilíssimas, que “Além de todas as bocas de urnas trazerem a vitória de Hugo Chavez, o alto índice de abstenção indicava isso: 50% não tinham ido votar. Os analistas achavam que isso favoreceria Chavez porque quem não ia votar é porque estava desanimado”. É preciso saber, dona Miriam, em primeiro lugar, que o voto não é obrigatório na Venezuela e em segundo, os abstencionistas não são “pessoas desanimadas” mas opositores, que utilizam deste recurso como uma forma de protesto por não querer legitimar uma coisa ilegal e ilegítima. Além disso, se o número de abstenções for superior ao número de votantes, a eleição será anulada. Ademais, não foi permitido a boca de urna, sendo qualificado como “delito eleitoral” e passível de punições judiciais, conforme informei ontem.
Com relação à vitória do resultado REAL e esperado do “NÃO”, não foi porque este ano não se fraudou mas porque surgiram fatos novos que Chávez não esperava, como o movimento estudantil que surgiu em maio em protesto ao fechamento da RCTV (que não guarda NENHUMA semelhança com os “caras-pintadas” tupinikins), e que ganhou a confiança e apoio de boa parte da população; alertas contundentes e com ampla divulgação sobre a fraude que estava sendo montada pelo governo – como das vezes anteriores; pronunciamentos denunciando o crime que era a implantação do modelo comunista, por parte do alto prelado da Igreja Católica e do Gen Baduel, uma força opositora de última hora mas de grande impacto nas FAN; uma vigilância e fiscalização rigorosa por parte da oposição praticamente colada nas 33 mil mesas de votação em todo o país, durante o escrutínio e validação das atas no CNE, conforme pude comprovar durante todo o dia e madrugada de ontem, através da cobertura da televisão e informes de amigos na Venezuela, como nos confirma Alejandro Peña Esclusa nesta nota: A verdadeira “Operação Torquês”.
A vitória foi aceita e divulgada porque não havia como enganar o povo mais uma vez, mas o que estava programado era mesmo a fraude. Para tanto, algumas providências foram tomadas:
1. O CNE emitiu um “Aviso Oficial” que copio textualmente:
“O Conselho Nacional Eleitoral, no uso das atribuições conferidas no artigo 209 da Lei Orgânica do Sufrágio e Participação Política, no marco da celebração do Referendo da Reforma Constitucional de 02 de dezembro de 2007, informa aos representantes dos Blocos em torno das opções do SIM e do NÃO, assim como os representantes dos meios de comunicação social que, de acordo com o previsto nas Normas para Regular o Referendo da Reforma Constitucional, publicado na Gaceta Eleitoral nº 401, fica terminantemente proibido a publicação de pesquisas, estudos ou sondagens de opinião, a partir da segunda-feira 26 de novembro de 2007”. E assina, Tibisay Lucena, Presidenta do Conselho Nacional Eleitoral.
Como se pode ver, desde que a reforma constitucional foi aprovada na Assembléia, criou-se um mecanismo oficial para impedir que a população (e a opinião pública) tomasse conhecimento da preferência, porque todo mundo sabe que as pesquisas da última semana podem modificar o cenário, através da divulgação da mídia que pode manipular para um lado ou para o outro e influenciar os eleitores idecisos.
2. Durante todo o dia, em entrevistas ou coletivas de imprensa, tanto Chávez quanto membros do Governo insistiam em pedir que a “as partes” aceitassem o resultado, fosse ele qual fosse, do mesmo modo como no ano passado porque a “vitória” já estava sacramentada pela mega-fraude;
3. Mais ou menos por volta das 10 h. recebi um informe dando conta de que fora colocado um palanque na frente do Palácio de Miraflores e de que Chávez havia convocado a imprensa para uma coletiva, sendo confirmado pela repórter da CNN que se dirigia para lá, certo que estava da vitória;
4. No referendum do ano passado a votação encerrou-se às 4 da tarde mas estendeu-se até mais ou menos às 5 h., porque fora determinado pelo CNE que as mesas só encerrassem suas atividades quando não houvesse mais pessoas na fila. Em torno de 7 da noite o CNE anunciava a vitória de Chávez, tendo apurado pouco mais de 50% das urnas. Este ano o encerramento foi mais ou menos na mesma hora mas o resultado só foi revelado 1:30 da manhã do dia 03.
Por que a demora? Nenhuma justificativa plausível era dada por parte do CNE, que dizia que tinha havido um acordo com as partes de que só se revelaria o resultado quando 80% ou 90% das urnas estivessem apuradas porque, segundo eles, a disputa estava muito emparelhada. Os líderes da oposição, que SABIAM dos resultados porque estavam acompanhando através das atas, emitiam pronunciamentos exigindo que o CNE informasse ao público por uma questão de respeito ao povo, uma vez que eles estavam proibidos de falar.
Soube através de uma amiga venezuelana, durante este intervalo, que o palanque havia sido retirado do palácio. A demora em fazer o anúncio foi porque não havia como fraudar, com toda a fiscalização da oposição presenciando o escrutínio, e a vitória era mesmo do NÃO. Chávez não aceitava isto e o CNE não tinha como satisfaser os caprichos do “menino voluntarioso”. Então, deu-se um resultado onde a derrota do ditador foi pequena, apertada, pois assim se mascarava um pouco a realidade acachapante de que a maioria absoluta do povo o rejeita e rejeita sua ideologia sinistra e criminosa.
Mas a grande vitória ainda não foi alcançada, pois Chávez tem pela frente 5 anos de mandato e os poderes da Lei Habilitante. Através dessa LH ele pode fazer e desfazer o que lhe der na telha, legalmente, o que é um perigo a partir dessa derrota sofrida ontem, pois não podemos esquecer que Chávez é um psicótico em surto, comunista e com um projeto revolucionário para toda a América Latina. De todo modo, essa vitória serviu como um oásis em meio ao deserto que os venezuelanos estão vivendo.
E ontem também houve eleições em Cuba e na Rússia, onde Putin e seu partido Rússia Unida (RU) sairam vitoriosos, na base da fraude, e das pressões do FSB sobre quem não dança de acordo com a música do Kremlin. E em Cuba, Fidel foi indicado mais uma vez para o cargo de deputado, podendo “concorrer” à Presidência no próximo ano. Como se vê, as ditaduras se servem sem qualquer pudor de um instrumento da democracia, para consolidar sua ditadura. Mas, como o sr. da Silva não feqüentou escola e detesta ler ou estudar, fica apregoando que na Venezuela há excesso de democracia somente porque as pessoas votam. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro
Em primeiro lugar, os resultados das pesquisas que os jornais brasileiros divulgaram NÃO correspondiam à realidade vivida e divulgada na Venezuela por jornais de credibilidade incontestáveis, e fico sinceramente me perguntando: onde esses jornalistas tupinikins fabricaram tais resultados? Em segundo lugar, é preciso que se conheça a realidade e as normas eleitorais daquele país para poder se entender - e julgar - a abstenção como arma, e não ficar dizendo tanta estupidez como tenho lido, não apenas em relação a esse referendum mas toda vez que a Venezuela realiza algum sufrágio.
A “pérola” de hoje vem de dona Míriam Leitão, no artigo “Razões e reflexos da derrota de Chávez”, que pode entender de economia (digo “pode” porque eu não entendo nada e por isso não posso julgá-la) mas não sabe NADA do que se passa realmente na Venezuela. E digo isto com a autoridade (sem qualquer modéstia) de quem estuda o Movimento Comunista na América Latina há quase 10 anos e tem fontes de informação sérias, confiáveis e isentas, enquanto que dona Miriam pauta-se pela cartilha comuno-petista dos jornalões tupinikins. Até parece palavra de ordem, pois só os jornais brasileiros, empenhados em desinformar e entortar a cabeça dos leitores com mentiras, divulgaram que o “SIM” tinha a preferência do eleitorado e que a vitória de Chávez era dada como certa.
Bem, ano passado se fez isto também (no Brasil e no mundo, nos jornais de esquerda), anunciando apenas as pesquisas pagas pelos petrodólares chavistas que não refletiam a realidade, e naquela ocasião ele logrou êxito através de uma mega-fraude já fartamente provada, inclusive pelo Notalatina. Desta vez, porém, a situação foi bem diferente e mesmo lá na Venezuela, ninguém se atrevia a dizer que a vitória do “SIM” era certa porque todas as pesquisas diziam o contrário, com uma margem de vitória da oposição em mais de 15%.
Então, o que foi que aconteceu este ano que Chávez perdeu? O pleito foi limpo, sem fraudes? A maioria do povo rejeitava de fato a modificação da Constituição? Dona Miriam afirma, baseada em suas fontes confiabilíssimas, que “Além de todas as bocas de urnas trazerem a vitória de Hugo Chavez, o alto índice de abstenção indicava isso: 50% não tinham ido votar. Os analistas achavam que isso favoreceria Chavez porque quem não ia votar é porque estava desanimado”. É preciso saber, dona Miriam, em primeiro lugar, que o voto não é obrigatório na Venezuela e em segundo, os abstencionistas não são “pessoas desanimadas” mas opositores, que utilizam deste recurso como uma forma de protesto por não querer legitimar uma coisa ilegal e ilegítima. Além disso, se o número de abstenções for superior ao número de votantes, a eleição será anulada. Ademais, não foi permitido a boca de urna, sendo qualificado como “delito eleitoral” e passível de punições judiciais, conforme informei ontem.
Com relação à vitória do resultado REAL e esperado do “NÃO”, não foi porque este ano não se fraudou mas porque surgiram fatos novos que Chávez não esperava, como o movimento estudantil que surgiu em maio em protesto ao fechamento da RCTV (que não guarda NENHUMA semelhança com os “caras-pintadas” tupinikins), e que ganhou a confiança e apoio de boa parte da população; alertas contundentes e com ampla divulgação sobre a fraude que estava sendo montada pelo governo – como das vezes anteriores; pronunciamentos denunciando o crime que era a implantação do modelo comunista, por parte do alto prelado da Igreja Católica e do Gen Baduel, uma força opositora de última hora mas de grande impacto nas FAN; uma vigilância e fiscalização rigorosa por parte da oposição praticamente colada nas 33 mil mesas de votação em todo o país, durante o escrutínio e validação das atas no CNE, conforme pude comprovar durante todo o dia e madrugada de ontem, através da cobertura da televisão e informes de amigos na Venezuela, como nos confirma Alejandro Peña Esclusa nesta nota: A verdadeira “Operação Torquês”.
A vitória foi aceita e divulgada porque não havia como enganar o povo mais uma vez, mas o que estava programado era mesmo a fraude. Para tanto, algumas providências foram tomadas:
1. O CNE emitiu um “Aviso Oficial” que copio textualmente:
“O Conselho Nacional Eleitoral, no uso das atribuições conferidas no artigo 209 da Lei Orgânica do Sufrágio e Participação Política, no marco da celebração do Referendo da Reforma Constitucional de 02 de dezembro de 2007, informa aos representantes dos Blocos em torno das opções do SIM e do NÃO, assim como os representantes dos meios de comunicação social que, de acordo com o previsto nas Normas para Regular o Referendo da Reforma Constitucional, publicado na Gaceta Eleitoral nº 401, fica terminantemente proibido a publicação de pesquisas, estudos ou sondagens de opinião, a partir da segunda-feira 26 de novembro de 2007”. E assina, Tibisay Lucena, Presidenta do Conselho Nacional Eleitoral.
Como se pode ver, desde que a reforma constitucional foi aprovada na Assembléia, criou-se um mecanismo oficial para impedir que a população (e a opinião pública) tomasse conhecimento da preferência, porque todo mundo sabe que as pesquisas da última semana podem modificar o cenário, através da divulgação da mídia que pode manipular para um lado ou para o outro e influenciar os eleitores idecisos.
2. Durante todo o dia, em entrevistas ou coletivas de imprensa, tanto Chávez quanto membros do Governo insistiam em pedir que a “as partes” aceitassem o resultado, fosse ele qual fosse, do mesmo modo como no ano passado porque a “vitória” já estava sacramentada pela mega-fraude;
3. Mais ou menos por volta das 10 h. recebi um informe dando conta de que fora colocado um palanque na frente do Palácio de Miraflores e de que Chávez havia convocado a imprensa para uma coletiva, sendo confirmado pela repórter da CNN que se dirigia para lá, certo que estava da vitória;
4. No referendum do ano passado a votação encerrou-se às 4 da tarde mas estendeu-se até mais ou menos às 5 h., porque fora determinado pelo CNE que as mesas só encerrassem suas atividades quando não houvesse mais pessoas na fila. Em torno de 7 da noite o CNE anunciava a vitória de Chávez, tendo apurado pouco mais de 50% das urnas. Este ano o encerramento foi mais ou menos na mesma hora mas o resultado só foi revelado 1:30 da manhã do dia 03.
Por que a demora? Nenhuma justificativa plausível era dada por parte do CNE, que dizia que tinha havido um acordo com as partes de que só se revelaria o resultado quando 80% ou 90% das urnas estivessem apuradas porque, segundo eles, a disputa estava muito emparelhada. Os líderes da oposição, que SABIAM dos resultados porque estavam acompanhando através das atas, emitiam pronunciamentos exigindo que o CNE informasse ao público por uma questão de respeito ao povo, uma vez que eles estavam proibidos de falar.
Soube através de uma amiga venezuelana, durante este intervalo, que o palanque havia sido retirado do palácio. A demora em fazer o anúncio foi porque não havia como fraudar, com toda a fiscalização da oposição presenciando o escrutínio, e a vitória era mesmo do NÃO. Chávez não aceitava isto e o CNE não tinha como satisfaser os caprichos do “menino voluntarioso”. Então, deu-se um resultado onde a derrota do ditador foi pequena, apertada, pois assim se mascarava um pouco a realidade acachapante de que a maioria absoluta do povo o rejeita e rejeita sua ideologia sinistra e criminosa.
Mas a grande vitória ainda não foi alcançada, pois Chávez tem pela frente 5 anos de mandato e os poderes da Lei Habilitante. Através dessa LH ele pode fazer e desfazer o que lhe der na telha, legalmente, o que é um perigo a partir dessa derrota sofrida ontem, pois não podemos esquecer que Chávez é um psicótico em surto, comunista e com um projeto revolucionário para toda a América Latina. De todo modo, essa vitória serviu como um oásis em meio ao deserto que os venezuelanos estão vivendo.
E ontem também houve eleições em Cuba e na Rússia, onde Putin e seu partido Rússia Unida (RU) sairam vitoriosos, na base da fraude, e das pressões do FSB sobre quem não dança de acordo com a música do Kremlin. E em Cuba, Fidel foi indicado mais uma vez para o cargo de deputado, podendo “concorrer” à Presidência no próximo ano. Como se vê, as ditaduras se servem sem qualquer pudor de um instrumento da democracia, para consolidar sua ditadura. Mas, como o sr. da Silva não feqüentou escola e detesta ler ou estudar, fica apregoando que na Venezuela há excesso de democracia somente porque as pessoas votam. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro
A verdadeira “Operação Torquês”
Do blog FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
por Alejandro Peña Esclusa
Uma semana antes do referendum, o Regime fez circular um ridículo e estrambótico “Memorando da CIA” – evidentemente elaborado pelo oficialismo – no qual se fazia referência a uma “Operação Torquês”, supostamente dirigida pelo “Império”, para impedir a reforma constitucional.
Essa absurda operação nunca existiu. Porém, sem planejamento nem coordenação alguma, na prática funcionou outra operação, também do tipo torquês – quer dizer, em dois flancos – para forçar o oficialismo a reconhecer a vontade popular.
Por um lado, as forças opositoras que votaram pelo NÃO, cuidaram das mesas de votação, recolheram atas, contabilizaram votos e acorreram ao CNE para fazer valer os resultados. Por outro lado, a ameaça – clara e tangível – de sair às ruas para protestar em todo o território nacional, no caso da fraude se materializar.
O Regime, encurralado pelo triunfo do NÃO e pela negativa dos militares em reprimir o protesto legítimo, viu-se obrigado a aceitar os resultados, embora maquiados para não parecer tão contundentes.
Dias antes do 2D (2 de dezembro), o Regime iniciou uma histérica campanha contra mim, baseada em todo tipo de calúnias e atribuindo-me uma importância e um poder de convocatória que não tenho.
A desculpa foi um vídeo – a meu ver, inofensivo – que descreve um foro democrático, no qual aparecem Leopoldo López e este humilde servidor. López apresentou seu ponto de vista – diferente do meu – e eu apresentei a tese da “candelita”, esclarecendo – como sempre faço – que se tratava de um protesto pacífico, democrático e constitucional, para fazer valer a vontade popular.
Na realidade, o protesto estava sim delineado, porém não por meu inexistente poder de convocatória, mas pelo rechaço majoritário a uma Constituição comunista, imposta através da fraude eleitoral.
Em meio à sua paranóia, o Regime pensou – equivocadamente – que López e eu trabalhávamos em um esquema conjunto e isso o assustou. O oficialismo sempre pressionou os partidos políticos para que se deslindassem da mal chamada oposição radical, e assim negar-lhes a capacidade de resposta nas ruas.
A lição é esta: há que manter a luta democrática, porém sempre respaldada pela possibilidade de ativar o protesto popular. Essa é a única combinação à qual o Regime teme verdadeiramente.
Por minha parte, estou profundamente feliz e agradecido de que não se tenha desatado a violência e de que possamos celebrar um Natal em paz. O próximo passo é exigir a libertação dos presos políticos.
Aproveito a oportunidade para felicitar os que, dentro e fora do país, pressionaram Chávez para que reconhecesse os resultados. Também quero felicitar – de todo coração – os heróis anônimos, que não aparecem nos meios de comunicação, porém que estavam dispostos a defender a vontade popular nas ruas, de maneira pacífica, democrática e constitucional, mas também de maneira firme, valente e patriótica.
Tradução: Graça Salgueiro
por Alejandro Peña Esclusa
Uma semana antes do referendum, o Regime fez circular um ridículo e estrambótico “Memorando da CIA” – evidentemente elaborado pelo oficialismo – no qual se fazia referência a uma “Operação Torquês”, supostamente dirigida pelo “Império”, para impedir a reforma constitucional.
Essa absurda operação nunca existiu. Porém, sem planejamento nem coordenação alguma, na prática funcionou outra operação, também do tipo torquês – quer dizer, em dois flancos – para forçar o oficialismo a reconhecer a vontade popular.
Por um lado, as forças opositoras que votaram pelo NÃO, cuidaram das mesas de votação, recolheram atas, contabilizaram votos e acorreram ao CNE para fazer valer os resultados. Por outro lado, a ameaça – clara e tangível – de sair às ruas para protestar em todo o território nacional, no caso da fraude se materializar.
O Regime, encurralado pelo triunfo do NÃO e pela negativa dos militares em reprimir o protesto legítimo, viu-se obrigado a aceitar os resultados, embora maquiados para não parecer tão contundentes.
Dias antes do 2D (2 de dezembro), o Regime iniciou uma histérica campanha contra mim, baseada em todo tipo de calúnias e atribuindo-me uma importância e um poder de convocatória que não tenho.
A desculpa foi um vídeo – a meu ver, inofensivo – que descreve um foro democrático, no qual aparecem Leopoldo López e este humilde servidor. López apresentou seu ponto de vista – diferente do meu – e eu apresentei a tese da “candelita”, esclarecendo – como sempre faço – que se tratava de um protesto pacífico, democrático e constitucional, para fazer valer a vontade popular.
Na realidade, o protesto estava sim delineado, porém não por meu inexistente poder de convocatória, mas pelo rechaço majoritário a uma Constituição comunista, imposta através da fraude eleitoral.
Em meio à sua paranóia, o Regime pensou – equivocadamente – que López e eu trabalhávamos em um esquema conjunto e isso o assustou. O oficialismo sempre pressionou os partidos políticos para que se deslindassem da mal chamada oposição radical, e assim negar-lhes a capacidade de resposta nas ruas.
A lição é esta: há que manter a luta democrática, porém sempre respaldada pela possibilidade de ativar o protesto popular. Essa é a única combinação à qual o Regime teme verdadeiramente.
Por minha parte, estou profundamente feliz e agradecido de que não se tenha desatado a violência e de que possamos celebrar um Natal em paz. O próximo passo é exigir a libertação dos presos políticos.
Aproveito a oportunidade para felicitar os que, dentro e fora do país, pressionaram Chávez para que reconhecesse os resultados. Também quero felicitar – de todo coração – os heróis anônimos, que não aparecem nos meios de comunicação, porém que estavam dispostos a defender a vontade popular nas ruas, de maneira pacífica, democrática e constitucional, mas também de maneira firme, valente e patriótica.
Tradução: Graça Salgueiro
A Conexão Chávez
Do blog MÍDIA SEM MÁSCARA
por Manuel Marlasca e Luis Rendueles em 02 de dezembro de 2007
© 2007 MidiaSemMascara.org
O Fabio Gallipolli, um pequeno barco pesqueiro patroado por Juan José Mata, foi abordado pela polícia espanhola em águas do Cabo Verde em maio de 2006. Em sua adega levava quase três toneladas de cocaína. Seus tripulantes foram detidos e presos. O juiz de La Orotava (Tenerife) encarregado do caso escutou atônito as declarações de dois dos marinheiros-narcos. Eles lhe contaram que a droga lhes havia sido entregue em alto mar por uma patrulheira da Armada da Venezuela. No mesmo submarino dessa operação, chamada Butreque, a Polícia e a Guarda Civil escutaram uma conversa entre os narcos. Um deles mostrava seu temor em voltar à Venezuela para saldar uma dívida. O outro o tranqüilizava: “Agora o chefe é o irmão”, em alusão, segundo fontes da investgação, a Marcos Chávez, irmão do presidente venezuelano Hugo Chávez Frías, nomeado comisário geral da CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas), o corpo policial de elite venezuelano encarregado, dentre outras coisas, de reprimir o narcotráfico.
No melhor dos casos, a negligência de Chávez e seu regime com os narcos é notória. Informes do CICO (Centro de Informação sobre o Crime Organizado) espanhol descobriram que 80 por cento da cocaína que chega à Espanha já procede da Venezuela. “Não parece que incomode a Chávez inundar de droga a juventude espanhola burguesa e podre, segundo seu discurso ideológico”, assegura um dos investigadores. Outro dos agentes espanhóis anti-droga lembra que antes de Chávez, “apenas 20 por cento da coca vinha da Venezuela; a maioria saía de praias colombianas caribenhas. Porém, com ele no poder, no mínimo se triplicou”. Agentes espanhóis estão esta semana na Venezuela tratando precisamente de melhorar a colaboração na luta anti-droga, quase órfã desde que Chávez expulsou a DEA, a toda-poderosa agência americana, em 2005.
É precisamente a DEA a autora de informes em poder da Polícia espanhola que afirma que a Armada venezuelana escolta com seus patrulheiros os barcos carregados de droga, enquanto sulcam o delta do rio Orinoco até a desembocadura. Os agentes espanhóis não confirmaram essa denúncia, porém relatam várias histórias: a do carregamento de 175 quilos de coca que agentes da Guarda Nacional haviam colocado no porto de Guaira. Esse mesmo grupo já havia enviado 1.300 qilos de droga que foram localizados pela Guarda Civil em Madri e Lisboa.
Os últimos barcos com coca até na cozinha, apreendidos pela Polícia e Guarda Civil desde 2003, passaram pela Venezuela. Foi o caso do Gallipolli e também do Caridad C (outras três toneladas) e do White Sands (3.100 quilos de droga). Este último tinha como destino o Senegal, onde os grandes narcos já têm infraestrutura. De fato, a Polícia espanhola detectou em alguns países africanos, como Marrocos e Togo, a presença de prováveis homens de negócios com passaportes venezuelanos dedicados na realidade ao tráfico de cocaína.
Não apenas a Espanha tem se queixado de que Chávez faz vista grossa à droga. Também se queixou a Colômbia, local de saída da coca. Assim, um recente informe do Governo colombiano afirma: “A organização de empresas narcotraficantes formadas por redes de colombianos e venezuelanos, permitiu aproveitar a experiência acumulada na Colômbia para converter a Venezuela em exportador de drogas ilegais de primeira ordem para a Europa e Estados Unidos”. O diário colombiano El País informou em julho deste ano que a droga procedente da Venezuela para a Europa e México havia aumentado uns 500 por cento sob o mandato de Chávez. Segundo informação deste periódico, na Venezuela já há 117 pistas clandestinas no delta do Orinoco nas quais aterrizam aviões com coca para carregá-la nos barcos. Também o Governo mexicano se queixou da lassidão venezuelana com a cocaína e os vôos para seu país. Tampouco teve êxito.
Não é por acaso que Chávez também mantenha fluidas relações com as FARC, guerrilha colombiana financiada com a cocaína e com os seqüestros. Inclusive Chávez ofereceu-se para mediar com eles a libertação de alguns dos seqüestrados. Tampouco é por acaso que quase todos os grandes narcos tenham um passaporte venezuelano. A Polícia espanhola confirma que “os narcos colombianos compram passaportes venezuelanos em branco. Dessa forma, evitam ter que pedir visto para viajar para a Europa”. Foi o caso de Orlando Sabogal, codinome “Mono”, chefe do cartel do Norte del Valle, que foi detido pela Guarda Civil no ano passado em Madri.
O primeiro caso de um traficante de droga internacional com conexões diretas com o regime, foi o de Walter del Nogal, detido em setembro na Itália, por tráfico de cocaína, segundo publicou El Nuevo Herald. Del Nogal havia chegado a Milão desde a Espanha e era foragido da justiça suíça. Quando Chávez chegou ao poder, Del Nogal estava na prisão cumprindo condenação por assassinato. O presidente o indultou e Del Nogal converteu-se em um homem agradecido e que freqüentava festas dos vips do regime. Em uma dessas festas posou radiante junto do prefeito de Caracas, Juan Barreto.
Na estrutura do regime
Os serviços anti-droga espanhóis não estão nada contentes com Chávez, tampouco os grupos anti-terroristas. Por um lado, organizações fundamentalistas islâmicas violentas, como o Hamas e o Hezbollah, já têm escritório e simpatizantes na Venezuela. Por outro lado, mais estritamente espanhol, o assunto dos etarras que vivem na Venezuela, muitos desde os anos 80. “O que mudou com Chávez é que os etarras antes eram empresários privados que financiavam desde lá; agora, muitos estão integrados na estrutura do regime e se uniram com outros procedentes do México, desde que o Governo mexicano começou a colaborar conosco. Alguns cobram de governos e municípios controlados por chavistas, inclusive. E todos têm passaporte venezuelano”, assegura um agente anti-terrorista.
A cabeça visível dos etarras na Venezuela é Arturo Cubillas, acusado de três assassinatos entre 1984 e 1985, quando fazia parte do Comando Oker. Cubillas refugiou-se na Venezuela em 1989 e abriu um restaurante ao qual chamou - como seu grupo assassino, no qual compartilhava pistolas com Idoia López Riaño -, La Tigresa. Na Venezuela Cubillas casou-se com Goizeder Odriozola, filha de exilados bascos. Em 2005, o governo de Chávez o nomeou diretor de Bens e Serviços do Ministério da Agricultura. Sua esposa passou do mesmo ministério a converter-se em diretora geral do Despacho da Presidência, uma espécie de gabinete de Chávez. Ficavam para trás as extradições em 2002 de Sebastián Etxaniz – condenado por três assassinatos – e Juan Víctor Galarza. O Governo de Chávez retificou essas extradições de imediato e ofereceu pagar 325.000 euros de indenização, embora depois tenha anunciado que não o faria.
Na Venezuela vivem comodamente, segundo informes anti-terroristas espanhóis, Miguel Ángel Aldana, codinome Askatu – acusado de dois assassinatos -, María Arana Altuna, Carmen Albizu Etxabe... até uns quarenta etarras. Alguns, os mais afortunados, trabalham para bandos chavistas. Outros dirigem uma armaria e inclusive dão aulas de tiro e táticas de guerrilha aos círculos bolivarianos. “Eles podem ensinar muitas coisas de guerrilha e ‘kale borroka’ ao contrário a essa espécie de ‘somatén’ ou milícia que Chávez usa para destruir mobilizações da oposição”, afirmam fontes policiais espanholas. Os Círculos Bolivarianos reprimem com dureza, e com armas, as manifestações da oposição contra o projeto de Chávez de poder ser reeleito por toda a vida, previsto para 2 de dezembro.
Os etarras vivem na Venezuela nos estados Falcón, Sucre, Nueva Esparta e Aragua, segundo os informes anti-terroristas espanhóis, que acrescentam com preocupação que alguns etarras conseguiram ser eleitos diretores das euskaletxea (casa basca), verdadeiro centro nevrálgico da emigração. São os casos de Barcelona, Puerto La Cruz, Anzoátegui, Sucre e Falcón. Além de militantes do ETA, Chávez mima seus simpatizantes e entorno próximos, especialmente a organização Askapena (Libertação), que afirma em seus documentos fazer parte do Movimiento de Liberación Nacional Vasco (MLNV), a forma em que o ETA e seu entorno se auto-definem. Membros do Askapena mantêm excelentes relações com o regime chavista e participaram lá, do mesmo modo que o dirigente de Batasuna, Joseba Álvarez, no Fórum Social Mundial que celebrou-se em Caracas no ano passado. O Askapena também colaborou na inauguração da emissora de rádio de apoio a Chávez chamada “Al son del 23”.
No verão passado, um grupo de jovens independentistas bascos viajou à Venezuela com o nome de Brigada. Em suas crônicas afirmaram que iam “transmitir o que é a Euskal Herria, nossa luta e nosso projeto”. Foram entrevistados na emissora, também na rádio estatal venezuelana e visitaram várias coordenadoras chavistas. Um fotografia na internet mostra vários dos voluntários da Askapena posando sob um enorme retrato de Simón Bolivar e com um cartaz no qual se reclama o regresso à casa (etxera) dos presos etarras. Outro membro da Askapena, Luismi Uharte, assina artigos de apoio a Chávez como “professor ad honorem da Universidade Central da Venezuela”.
Chávez e seus aliados empregaram membros da Askapena para se defender, inclusive, de problemas locais. Desse modo, integrantes da Askapena viajaram à Bolívia no verão passado e deram entrevista coletiva de imprensa em 23 de agosto em El Alto. O Governo de Evo Morales passa por dificuldades ante a mobilização popular majoritária no estado de Santa Cruz, que reclama um estatuto de autonomia similar ao basco ou ao asturiano. Morales vem sofrendo massivas manifestações contra si.
Os brigadistas bascos chegaram até aqui para explicar, segundo suas próprias palavras, que a “Euskal Herria é uma nação sem Estado sob o domínio do Estado espanhol e francês”, que “o nosso é um povo que foi colonizado; quando em 1512 [data da incorporação de Navarra à Espanha] os colonizadores espanhóis chegavam à Bolívia, começava também a última ofensiva contra a soberania de nosso povo”. Após a heróica história, o chamamento aos bolivianos: “A autonomia significou a concessão à oligarquia local de quotas de poder para defender seus interesses econômicos e administrar seus negócios. Este regime autonômico é um obstáculo no caminho para a recuperação de nossa soberania”. Quer dizer, nada de autonomia para a Bolívia. A fluidez de relações entre o regime chavista, seu “irmão mais novo” Morales e alguns setores independentistas radicais bascos mostra-se também com a existência em Bilbao, desde 2004, do Círculo Bolivariano La Puebla, que se define a si mesmo como “conformado por bascos/as, venezuelanos/as e outros/as interessados/as em apoiar a Revolução Bolivariana que se está levando a cabo na Venezuela” e faz fincapé nas raízes bascas de Bolívar.
Não estranha que, com tanta comunicação ideológica, quando Chávez protagonizou o incidente com o Rei de Espanha a televisão pública venezuelana tenha entrevistado José María Esparza, ex-editor de Gara, para que desse sua opinião: “O Rei não tem maior representatividade do que a que lhe condece o ditador Francisco Franco... O povo basco e o catalão jamais votaram pela permanência do Rei” .
Fonte: http://www.interviu.es
Tradução: Graça Salgueiro
por Manuel Marlasca e Luis Rendueles em 02 de dezembro de 2007
© 2007 MidiaSemMascara.org
O Fabio Gallipolli, um pequeno barco pesqueiro patroado por Juan José Mata, foi abordado pela polícia espanhola em águas do Cabo Verde em maio de 2006. Em sua adega levava quase três toneladas de cocaína. Seus tripulantes foram detidos e presos. O juiz de La Orotava (Tenerife) encarregado do caso escutou atônito as declarações de dois dos marinheiros-narcos. Eles lhe contaram que a droga lhes havia sido entregue em alto mar por uma patrulheira da Armada da Venezuela. No mesmo submarino dessa operação, chamada Butreque, a Polícia e a Guarda Civil escutaram uma conversa entre os narcos. Um deles mostrava seu temor em voltar à Venezuela para saldar uma dívida. O outro o tranqüilizava: “Agora o chefe é o irmão”, em alusão, segundo fontes da investgação, a Marcos Chávez, irmão do presidente venezuelano Hugo Chávez Frías, nomeado comisário geral da CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas), o corpo policial de elite venezuelano encarregado, dentre outras coisas, de reprimir o narcotráfico.
No melhor dos casos, a negligência de Chávez e seu regime com os narcos é notória. Informes do CICO (Centro de Informação sobre o Crime Organizado) espanhol descobriram que 80 por cento da cocaína que chega à Espanha já procede da Venezuela. “Não parece que incomode a Chávez inundar de droga a juventude espanhola burguesa e podre, segundo seu discurso ideológico”, assegura um dos investigadores. Outro dos agentes espanhóis anti-droga lembra que antes de Chávez, “apenas 20 por cento da coca vinha da Venezuela; a maioria saía de praias colombianas caribenhas. Porém, com ele no poder, no mínimo se triplicou”. Agentes espanhóis estão esta semana na Venezuela tratando precisamente de melhorar a colaboração na luta anti-droga, quase órfã desde que Chávez expulsou a DEA, a toda-poderosa agência americana, em 2005.
É precisamente a DEA a autora de informes em poder da Polícia espanhola que afirma que a Armada venezuelana escolta com seus patrulheiros os barcos carregados de droga, enquanto sulcam o delta do rio Orinoco até a desembocadura. Os agentes espanhóis não confirmaram essa denúncia, porém relatam várias histórias: a do carregamento de 175 quilos de coca que agentes da Guarda Nacional haviam colocado no porto de Guaira. Esse mesmo grupo já havia enviado 1.300 qilos de droga que foram localizados pela Guarda Civil em Madri e Lisboa.
Os últimos barcos com coca até na cozinha, apreendidos pela Polícia e Guarda Civil desde 2003, passaram pela Venezuela. Foi o caso do Gallipolli e também do Caridad C (outras três toneladas) e do White Sands (3.100 quilos de droga). Este último tinha como destino o Senegal, onde os grandes narcos já têm infraestrutura. De fato, a Polícia espanhola detectou em alguns países africanos, como Marrocos e Togo, a presença de prováveis homens de negócios com passaportes venezuelanos dedicados na realidade ao tráfico de cocaína.
Não apenas a Espanha tem se queixado de que Chávez faz vista grossa à droga. Também se queixou a Colômbia, local de saída da coca. Assim, um recente informe do Governo colombiano afirma: “A organização de empresas narcotraficantes formadas por redes de colombianos e venezuelanos, permitiu aproveitar a experiência acumulada na Colômbia para converter a Venezuela em exportador de drogas ilegais de primeira ordem para a Europa e Estados Unidos”. O diário colombiano El País informou em julho deste ano que a droga procedente da Venezuela para a Europa e México havia aumentado uns 500 por cento sob o mandato de Chávez. Segundo informação deste periódico, na Venezuela já há 117 pistas clandestinas no delta do Orinoco nas quais aterrizam aviões com coca para carregá-la nos barcos. Também o Governo mexicano se queixou da lassidão venezuelana com a cocaína e os vôos para seu país. Tampouco teve êxito.
Não é por acaso que Chávez também mantenha fluidas relações com as FARC, guerrilha colombiana financiada com a cocaína e com os seqüestros. Inclusive Chávez ofereceu-se para mediar com eles a libertação de alguns dos seqüestrados. Tampouco é por acaso que quase todos os grandes narcos tenham um passaporte venezuelano. A Polícia espanhola confirma que “os narcos colombianos compram passaportes venezuelanos em branco. Dessa forma, evitam ter que pedir visto para viajar para a Europa”. Foi o caso de Orlando Sabogal, codinome “Mono”, chefe do cartel do Norte del Valle, que foi detido pela Guarda Civil no ano passado em Madri.
O primeiro caso de um traficante de droga internacional com conexões diretas com o regime, foi o de Walter del Nogal, detido em setembro na Itália, por tráfico de cocaína, segundo publicou El Nuevo Herald. Del Nogal havia chegado a Milão desde a Espanha e era foragido da justiça suíça. Quando Chávez chegou ao poder, Del Nogal estava na prisão cumprindo condenação por assassinato. O presidente o indultou e Del Nogal converteu-se em um homem agradecido e que freqüentava festas dos vips do regime. Em uma dessas festas posou radiante junto do prefeito de Caracas, Juan Barreto.
Na estrutura do regime
Os serviços anti-droga espanhóis não estão nada contentes com Chávez, tampouco os grupos anti-terroristas. Por um lado, organizações fundamentalistas islâmicas violentas, como o Hamas e o Hezbollah, já têm escritório e simpatizantes na Venezuela. Por outro lado, mais estritamente espanhol, o assunto dos etarras que vivem na Venezuela, muitos desde os anos 80. “O que mudou com Chávez é que os etarras antes eram empresários privados que financiavam desde lá; agora, muitos estão integrados na estrutura do regime e se uniram com outros procedentes do México, desde que o Governo mexicano começou a colaborar conosco. Alguns cobram de governos e municípios controlados por chavistas, inclusive. E todos têm passaporte venezuelano”, assegura um agente anti-terrorista.
A cabeça visível dos etarras na Venezuela é Arturo Cubillas, acusado de três assassinatos entre 1984 e 1985, quando fazia parte do Comando Oker. Cubillas refugiou-se na Venezuela em 1989 e abriu um restaurante ao qual chamou - como seu grupo assassino, no qual compartilhava pistolas com Idoia López Riaño -, La Tigresa. Na Venezuela Cubillas casou-se com Goizeder Odriozola, filha de exilados bascos. Em 2005, o governo de Chávez o nomeou diretor de Bens e Serviços do Ministério da Agricultura. Sua esposa passou do mesmo ministério a converter-se em diretora geral do Despacho da Presidência, uma espécie de gabinete de Chávez. Ficavam para trás as extradições em 2002 de Sebastián Etxaniz – condenado por três assassinatos – e Juan Víctor Galarza. O Governo de Chávez retificou essas extradições de imediato e ofereceu pagar 325.000 euros de indenização, embora depois tenha anunciado que não o faria.
Na Venezuela vivem comodamente, segundo informes anti-terroristas espanhóis, Miguel Ángel Aldana, codinome Askatu – acusado de dois assassinatos -, María Arana Altuna, Carmen Albizu Etxabe... até uns quarenta etarras. Alguns, os mais afortunados, trabalham para bandos chavistas. Outros dirigem uma armaria e inclusive dão aulas de tiro e táticas de guerrilha aos círculos bolivarianos. “Eles podem ensinar muitas coisas de guerrilha e ‘kale borroka’ ao contrário a essa espécie de ‘somatén’ ou milícia que Chávez usa para destruir mobilizações da oposição”, afirmam fontes policiais espanholas. Os Círculos Bolivarianos reprimem com dureza, e com armas, as manifestações da oposição contra o projeto de Chávez de poder ser reeleito por toda a vida, previsto para 2 de dezembro.
Os etarras vivem na Venezuela nos estados Falcón, Sucre, Nueva Esparta e Aragua, segundo os informes anti-terroristas espanhóis, que acrescentam com preocupação que alguns etarras conseguiram ser eleitos diretores das euskaletxea (casa basca), verdadeiro centro nevrálgico da emigração. São os casos de Barcelona, Puerto La Cruz, Anzoátegui, Sucre e Falcón. Além de militantes do ETA, Chávez mima seus simpatizantes e entorno próximos, especialmente a organização Askapena (Libertação), que afirma em seus documentos fazer parte do Movimiento de Liberación Nacional Vasco (MLNV), a forma em que o ETA e seu entorno se auto-definem. Membros do Askapena mantêm excelentes relações com o regime chavista e participaram lá, do mesmo modo que o dirigente de Batasuna, Joseba Álvarez, no Fórum Social Mundial que celebrou-se em Caracas no ano passado. O Askapena também colaborou na inauguração da emissora de rádio de apoio a Chávez chamada “Al son del 23”.
No verão passado, um grupo de jovens independentistas bascos viajou à Venezuela com o nome de Brigada. Em suas crônicas afirmaram que iam “transmitir o que é a Euskal Herria, nossa luta e nosso projeto”. Foram entrevistados na emissora, também na rádio estatal venezuelana e visitaram várias coordenadoras chavistas. Um fotografia na internet mostra vários dos voluntários da Askapena posando sob um enorme retrato de Simón Bolivar e com um cartaz no qual se reclama o regresso à casa (etxera) dos presos etarras. Outro membro da Askapena, Luismi Uharte, assina artigos de apoio a Chávez como “professor ad honorem da Universidade Central da Venezuela”.
Chávez e seus aliados empregaram membros da Askapena para se defender, inclusive, de problemas locais. Desse modo, integrantes da Askapena viajaram à Bolívia no verão passado e deram entrevista coletiva de imprensa em 23 de agosto em El Alto. O Governo de Evo Morales passa por dificuldades ante a mobilização popular majoritária no estado de Santa Cruz, que reclama um estatuto de autonomia similar ao basco ou ao asturiano. Morales vem sofrendo massivas manifestações contra si.
Os brigadistas bascos chegaram até aqui para explicar, segundo suas próprias palavras, que a “Euskal Herria é uma nação sem Estado sob o domínio do Estado espanhol e francês”, que “o nosso é um povo que foi colonizado; quando em 1512 [data da incorporação de Navarra à Espanha] os colonizadores espanhóis chegavam à Bolívia, começava também a última ofensiva contra a soberania de nosso povo”. Após a heróica história, o chamamento aos bolivianos: “A autonomia significou a concessão à oligarquia local de quotas de poder para defender seus interesses econômicos e administrar seus negócios. Este regime autonômico é um obstáculo no caminho para a recuperação de nossa soberania”. Quer dizer, nada de autonomia para a Bolívia. A fluidez de relações entre o regime chavista, seu “irmão mais novo” Morales e alguns setores independentistas radicais bascos mostra-se também com a existência em Bilbao, desde 2004, do Círculo Bolivariano La Puebla, que se define a si mesmo como “conformado por bascos/as, venezuelanos/as e outros/as interessados/as em apoiar a Revolução Bolivariana que se está levando a cabo na Venezuela” e faz fincapé nas raízes bascas de Bolívar.
Não estranha que, com tanta comunicação ideológica, quando Chávez protagonizou o incidente com o Rei de Espanha a televisão pública venezuelana tenha entrevistado José María Esparza, ex-editor de Gara, para que desse sua opinião: “O Rei não tem maior representatividade do que a que lhe condece o ditador Francisco Franco... O povo basco e o catalão jamais votaram pela permanência do Rei” .
Fonte: http://www.interviu.es
Tradução: Graça Salgueiro
O socialismo reina
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Ipojuca Pontes em 03 de dezembro de 2007
Resumo: Comparando-se as despesas da antiga nomenklatura russa com os gastos parasitários do governo Lula e agregados do PT, ver-se-á que Lenin tinha razão: a divisão das classes sociais entre explorados e exploradores é um fato.
© 2007 MidiaSemMascara.org
O sanguinário Lenin, ele mesmo desfrutador de boas mordomias, estava, por vias tortas, coberto de razão: a divisão da sociedade entre os privilegiados dirigentes da máquina estatal e os demais integrantes da sociedade é um dado fundamental para o entendimento do universo socialista que se pretende “igualitário”.
Para se ter uma idéia real de como funciona a coisa, basta examinar - sem loucas pressas – os padrões de vida dos dirigentes de Cuba, China ou da extinta URSS – e, em seguida, confrontá-los com a forma de vida da classe proletária de cada um desses paraísos utópicos. Se o leitor quiser encarar a dura realidade dos fatos encontrará sobre o tema, por toda parte, centenas de livros, filmes, fotos, gravações, informes especiais e documentos (hoje tornados públicos e, até então, secretos).
Um dos exemplares pioneiros é o livro escrito pelo iugoslavo Milovan Djilas, nos anos de 1940, “A Nova Classe – Uma análise do sistema comunista” (Editora Agir, 4ª Edição, 1982). Nele, o ex-membro do Comitê Central do Partido Comunista, e um dos teóricos do sistema marxista-leninista, explica porque, uma vez no poder, a burocracia do partido socialista fatalmente monopoliza o Estado e se apropria de todos os seus bens. “A nova classe dirigente” – escreve Djilas – “torna-se uma classe exploradora, passa por cima de todos os valores morais e instala sua ditadura pela força, terror e controle ideológico. Seu objetivo é a própria emancipação”. Para Djilas, que viveu longo tempo no estomago da baleia revolucionária, um fato é incontestável: “A nova classe dominante só se interessa pelo proletariado e os pobres na medida em que eles lhes são necessários para o aumento da produção e a manutenção de privilégios”.
Para os interessados na leitura, recomendo o alegórico “Animal Farm” (A revolução dos bichos), de George Orwell (Penguin, NY, 1972), ou a textura filosófica de “Meu país e o mundo”, de Sakharov (Seuil, 1975), livros que descrevem a atmosfera de opressão tentacular criada pela elite comunista no poder. São obras consideradas obrigatórias. Mas para o conhecimento objetivo das mordomias desfrutadas pela “aristocracia vermelha”, o leitor encontrará, sem problemas, “A Nomenklatura – Como vivem as Classes Privilegiadas na União Sovietica”, do historiador Michael Voslensky (Editora Record, 2ª Edição, Rio, 1982), livro pouco metafórico, mas nem por isso menos substancial no exame da dolce vita levada pelas castas socialistas no poder.
Voslensky não brinca em serviço; entrega tudo de bandeja. Ele mostra como a elite dirigente goza a vida de privilégios em moradias e dachas de luxo; e se refina no uso de limusines importadas com motoristas full time; e na degustação de vinhos finos e pratos raros em restaurantes exclusivos; e no usufruto de produtos estrangeiros adquiridos gratuitamente em lojas sofisticadas; e na freqüência de clínicas de massagens (com direito aos prazeres do sexo) e de centros de repouso especiais; e nas viagens bem remuneradas com direito a tarjetas de crédito – em suma, o leitor se dará conta de como a canalha bolchevique flutuava num universo vertiginoso de mordomias nababescas, auferidas em cima do suor proletário.
Claro, Voslensky não se reporta aos privilégios usufruídos pela dinastia vermelha da China, a começar pelas prerrogativas do Grande Líder (genocida) Mao tse-Tung, que tinha sempre à mão, em inúmeros palácios, dezenas de adolescentes para o desempenho da sua lascívia degenerada. Nem tampouco faz o inventário preliminar da fortuna pessoal de Fidel Castro, proprietário (para o deleite próprio e da camarilha do PC cubano) de 59 mansões, residências e propriedades com piscinas (de proporções olímpicas), campos de golfe e caça, ginásios para a prática de esportes, zoológicos privados, rinhas de galo, estábulos para cavalos puro sangue, etc. etc. – para não mencionar a fortuna pessoal, avaliada pela revista Forbes em 900 milhões de dólares.
(A análise de Voslensky não fica só no registro das mordomias decorrentes do abuso do poder: ela vai à essência mesma da exploração ao identificar o parasitismo da elite socialista no momento em que ela passa a custar mais do que rende à sociedade).
E aqui chegamos ao cerne da questão: o escândalo das mordomias usufruídas pela elite petista estabelecida em Brasília, que atinge proporções avassaladoras. Segundo reportagens veiculadas no Globo, os três poderes ali instalados abusam em matéria de privilégios. Reportando-se, por exemplo, aos gastos da Presidência da República, o jornal revela que eles passaram de R$ 223 milhões, em 2003, para R$ 350 milhões, em 2006.
Em especifico, os milhões de reais são torrados em gastos com a manutenção dos palácios do Planalto e Alvorada (com 6 suítes, salas de cinema e música, academia de ginástica, piscina olímpica e aquecida, sauna com salas de massagens e adega para 3 mil garrafas), viagens e hospedagens, despesas com funcionários, seguranças, mordomos, serviçais e automóveis de luxo com motoristas full time. Mais ainda: com taças “de pé lapidado a mão e selo de ouro” e aquisições de bebidas importadas (Romanée-Conti, R$ 11 mil a garrafa) e gêneros alimentícios refinados - além do uso de cartões de créditos milionários, com pagamento de várias despesas consideradas “sigilosas” por causa da “segurança da sociedade e do Estado”.
Em suma, comparando-se as despesas da antiga nomenklatura russa com os gastos parasitários do governo Lula e agregados do PT, ver-se-á que Lenin tinha razão: a divisão das classes sociais entre explorados e exploradores é um fato. E ela reina absoluta a partir de Brasília, onde a elite do socialismo petista tem direito a tudo enquanto ao povinho miúdo só resta as 90 pratas do bolsa-família. Se tanto.
por Ipojuca Pontes em 03 de dezembro de 2007
Resumo: Comparando-se as despesas da antiga nomenklatura russa com os gastos parasitários do governo Lula e agregados do PT, ver-se-á que Lenin tinha razão: a divisão das classes sociais entre explorados e exploradores é um fato.
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“Para nós, socialistas, a divisão da sociedade em classes, no curso da história, é o fato essencial”
Lenin
O sanguinário Lenin, ele mesmo desfrutador de boas mordomias, estava, por vias tortas, coberto de razão: a divisão da sociedade entre os privilegiados dirigentes da máquina estatal e os demais integrantes da sociedade é um dado fundamental para o entendimento do universo socialista que se pretende “igualitário”.
Para se ter uma idéia real de como funciona a coisa, basta examinar - sem loucas pressas – os padrões de vida dos dirigentes de Cuba, China ou da extinta URSS – e, em seguida, confrontá-los com a forma de vida da classe proletária de cada um desses paraísos utópicos. Se o leitor quiser encarar a dura realidade dos fatos encontrará sobre o tema, por toda parte, centenas de livros, filmes, fotos, gravações, informes especiais e documentos (hoje tornados públicos e, até então, secretos).
Um dos exemplares pioneiros é o livro escrito pelo iugoslavo Milovan Djilas, nos anos de 1940, “A Nova Classe – Uma análise do sistema comunista” (Editora Agir, 4ª Edição, 1982). Nele, o ex-membro do Comitê Central do Partido Comunista, e um dos teóricos do sistema marxista-leninista, explica porque, uma vez no poder, a burocracia do partido socialista fatalmente monopoliza o Estado e se apropria de todos os seus bens. “A nova classe dirigente” – escreve Djilas – “torna-se uma classe exploradora, passa por cima de todos os valores morais e instala sua ditadura pela força, terror e controle ideológico. Seu objetivo é a própria emancipação”. Para Djilas, que viveu longo tempo no estomago da baleia revolucionária, um fato é incontestável: “A nova classe dominante só se interessa pelo proletariado e os pobres na medida em que eles lhes são necessários para o aumento da produção e a manutenção de privilégios”.
Para os interessados na leitura, recomendo o alegórico “Animal Farm” (A revolução dos bichos), de George Orwell (Penguin, NY, 1972), ou a textura filosófica de “Meu país e o mundo”, de Sakharov (Seuil, 1975), livros que descrevem a atmosfera de opressão tentacular criada pela elite comunista no poder. São obras consideradas obrigatórias. Mas para o conhecimento objetivo das mordomias desfrutadas pela “aristocracia vermelha”, o leitor encontrará, sem problemas, “A Nomenklatura – Como vivem as Classes Privilegiadas na União Sovietica”, do historiador Michael Voslensky (Editora Record, 2ª Edição, Rio, 1982), livro pouco metafórico, mas nem por isso menos substancial no exame da dolce vita levada pelas castas socialistas no poder.
Voslensky não brinca em serviço; entrega tudo de bandeja. Ele mostra como a elite dirigente goza a vida de privilégios em moradias e dachas de luxo; e se refina no uso de limusines importadas com motoristas full time; e na degustação de vinhos finos e pratos raros em restaurantes exclusivos; e no usufruto de produtos estrangeiros adquiridos gratuitamente em lojas sofisticadas; e na freqüência de clínicas de massagens (com direito aos prazeres do sexo) e de centros de repouso especiais; e nas viagens bem remuneradas com direito a tarjetas de crédito – em suma, o leitor se dará conta de como a canalha bolchevique flutuava num universo vertiginoso de mordomias nababescas, auferidas em cima do suor proletário.
Claro, Voslensky não se reporta aos privilégios usufruídos pela dinastia vermelha da China, a começar pelas prerrogativas do Grande Líder (genocida) Mao tse-Tung, que tinha sempre à mão, em inúmeros palácios, dezenas de adolescentes para o desempenho da sua lascívia degenerada. Nem tampouco faz o inventário preliminar da fortuna pessoal de Fidel Castro, proprietário (para o deleite próprio e da camarilha do PC cubano) de 59 mansões, residências e propriedades com piscinas (de proporções olímpicas), campos de golfe e caça, ginásios para a prática de esportes, zoológicos privados, rinhas de galo, estábulos para cavalos puro sangue, etc. etc. – para não mencionar a fortuna pessoal, avaliada pela revista Forbes em 900 milhões de dólares.
(A análise de Voslensky não fica só no registro das mordomias decorrentes do abuso do poder: ela vai à essência mesma da exploração ao identificar o parasitismo da elite socialista no momento em que ela passa a custar mais do que rende à sociedade).
E aqui chegamos ao cerne da questão: o escândalo das mordomias usufruídas pela elite petista estabelecida em Brasília, que atinge proporções avassaladoras. Segundo reportagens veiculadas no Globo, os três poderes ali instalados abusam em matéria de privilégios. Reportando-se, por exemplo, aos gastos da Presidência da República, o jornal revela que eles passaram de R$ 223 milhões, em 2003, para R$ 350 milhões, em 2006.
Em especifico, os milhões de reais são torrados em gastos com a manutenção dos palácios do Planalto e Alvorada (com 6 suítes, salas de cinema e música, academia de ginástica, piscina olímpica e aquecida, sauna com salas de massagens e adega para 3 mil garrafas), viagens e hospedagens, despesas com funcionários, seguranças, mordomos, serviçais e automóveis de luxo com motoristas full time. Mais ainda: com taças “de pé lapidado a mão e selo de ouro” e aquisições de bebidas importadas (Romanée-Conti, R$ 11 mil a garrafa) e gêneros alimentícios refinados - além do uso de cartões de créditos milionários, com pagamento de várias despesas consideradas “sigilosas” por causa da “segurança da sociedade e do Estado”.
Em suma, comparando-se as despesas da antiga nomenklatura russa com os gastos parasitários do governo Lula e agregados do PT, ver-se-á que Lenin tinha razão: a divisão das classes sociais entre explorados e exploradores é um fato. E ela reina absoluta a partir de Brasília, onde a elite do socialismo petista tem direito a tudo enquanto ao povinho miúdo só resta as 90 pratas do bolsa-família. Se tanto.
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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".



