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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

“POR QUE A DIREITA NÃO DISPUTA O PODER NA UNIVERSIDADE?”, DESAFIA O PETRALHA

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
sexta-feira, 25 de julho de 2008

Um leitor que se identifica como “Pra ser feliz”, certamente esquerdista, manda um comentário, publicado, que mal disfarça a intenção venenosa, mas que contribui para gerar uma reflexão interessante. E só por isso não cortei. Vamos lá:

Uma breve pergunta: Se as universidades estão cheias de esquerdopatas, idiotas, ideólogos do comunismo decadente e se, para entrar na universidade como docente, é preciso concursos, então por que os gênios da direita, os defensores da democracia e os verdadeiros intelectuais não passam nestes concursos?

12:18 PM

Comento

Há aí um importante erro de premissa. Para afirmar que os “gênios da direita” (como ele diz de forma jocosa) não passam nesses concursos, forçoso seria que eles disputassem as vagas. E não disputam. Com as exceções de praxe, os cursos das chamadas “humanas” (de fato, filosofia, letras e ciências humanas) são monopólio da esquerda. Então, não há essa disputa. E, se houvesse, a “direita” perderia — ou seja: seria rejeitada nos concursos de acesso. Por quê? Porque essas áreas do conhecimento quase nunca têm um núcleo objetivo que possa ser cientificamente testado, de modo a se endossar ou refutar uma tese. Ao contrário: lidam, antes de tudo, com valores, que, na origem, já são escolhas também ideológicas.

Por que o establishment da área de humanas das universidades é esquerdista? Há nisso o que já poderíamos chamar de “uma tradição”, que remonta aos anos 60. E que se note: não apenas no Brasil. É assim em praticamente todos os países democráticos. Esses cursos abrigam os descendentes daquele pensamento “de resistência” que anteviu, há quatro décadas, o “fim do capitalismo”. Como o capitalismo, é claro, não acabou, o pensamento “resistente”, de matriz socialista, migrou para a proteção e exaltação do que chamo de “vários parcialismos”: passou a defender a mobilização de parcelas da sociedade que não mais falam em nome da sociedade universal — velha ambição da esquerda —, mas de verdades particulares: mulheres, negros, homossexuais, africanismos, orientalismos… Sigamos.

Nas universidades públicas em especial, não basta ter vocação acadêmica ou querer ascender na carreira. É preciso que o estudante que tenha concluído o curso demonstre interesse — e tenha condições financeiras para tanto — pelos vários estágios da pós-graduação e que haja alguém disposto a orientá-lo. Não é possível ascender na carreira acadêmica sem que haja uma espécie de adoção intelectual. Essa já é uma primeira peneira importante. E outras vão se estabelecendo ao longo do caminho. Seria perfeitamente possível uma banca liquidar com as pretensões de um não-alinhado com o establishment na defesa de uma tese. Mas isso nem chega a acontecer porque o não-alinhado já é barrado muito antes.

Nessas áreas do conhecimento, repudia-se a novidade e se busca a reiteração, perpetuado-se esquemas de poder e de influência ideológica. Nas carreiras que são atravessadas pelas demandas de mercado, por mais que a força do velho tente barrar a novidade, esta se impõe porque depende menos da arbitragem subjetiva. Nas chamadas ciências humanas, ou o sujeito paga o preço de endossar a metafísica influente ou está fora do jogo.

Nas universidades privadas, a realidade não é muito distinta, embora se deva atentar para um dado particular. Com raras exceções, quase nunca ela é formadora da, como chamarei?, “mao-de-obra intelectual primitiva”. Explico-me: o celeiro de “pensadores” e “humanistas” que seguirão carreira acadêmica e se dedicarão ao ensino são as universidades públicas, que formam a maioria dos mestres e doutores.

Estabelecida a competição entre eles — todos, já então, de um mesmo lado ideológico — pelos postos nas universidades públicas, o excedente opta pelo ensino privado, onde acaba reproduzindo os mecanismos de poder que o originaram. E que se note: os que não são aproveitados nem no ensino público nem no privado acabam se integrando a ONGs ou a instituições de grandes empresas que resolvem investir em cultura. O “comunismo” mais radical do Brasil, hoje — radicalismo de gabinete —, saibam, está nos institutos culturais financiados por grandes bancos. É gente que lastima a moderação de João Pedro Stedile e que acha o capitalismo uma porcaria…

Voltemos à velha questão: vão criar o comunismo no Brasil? Não, é claro. O comunismo, na forma que se conheceu, subsiste apenas em Cuba e na Coréia do Norte — vale dizer: acabou. Nem a China, hoje uma tirania do capitalismo de estado, é mais exemplo. O que essa gente faz, com sua militância contra os valores universais da democracia, é flertar com formas veladas de autoritarismo, impostas por grupos de pressão que se assenhoram do estado e de seus instrumentos de coerção para impor a vontade de minorias organizadas como se fosse a realização plena da democracia.

Nota: o escrevinhador não tentou fazer carreira acadêmica. Ainda que eu tivesse tal vocação, suponho que teria declinado por razões econômicas. Fui professor de escola privada dos 19 aos 26 anos. Mudei de ramo, entre outros motivos, porque não tenho vocação para reclamar de salário.

segunda-feira, 16 de março de 2009

PARTE DO LIXO QUE OFERECEM NAS NOSSAS FACULDADES DE DIREITO

REINALDO AZEVEDO
Quarta-feira, Julho 23, 2008

Um leitor, “PV”, manda-me um comentário que vocês devem ler. Segue em azul. Prestem atenção para o que destaco em vermelho Volto depois:

Olá, Reinaldo. Sou aluno de 1ºano de Direito em uma das faculdades recomendadas pela OAB. Segue o conteúdo a ser ministrado na matéria de Filosofia no decorrer do ano:

Objetivos gerais:
- Desenvolver o espírito de reflexão crítica e exercitar a capacidade humana de se interrogar;
- compreender mais ampla e aprofundadamente a cultura contemporânea, refletindo-se sobre as condições de sua manifestação e explicitando os temas mais relevantes para seu entendimento;
- refletir sobre os fundamentos antropológicos, axiológicos e epistemológicos das teorias e práticas humanas, mais especificamente na área jurídica, dentro de um enfoque global e interdisciplinar.

Objetivos específicos:
- compreender o conhecimento humano como uma construção social que, em sociedades de classes, é atravessado pelo discurso ideológico que se manifesta nas leis e instituições jurídico-políticas;
- promover uma humanização mais acentuada nas instituições do direito, com vistas a uma motivação na verdadeira descobertado ser humano em sociedade;
- entender o direito como uma produção humana que se concretiza num contexto econômico, político e cultural e que expressa interesses, valores e sentidos determinados historicamente ;
propor um novo paradigma civilizatório que articule as dimensões ecológica-social e institucionais-jurídicas numa perspectiva planetária segundo L. Boff.

Conteúdo Programático:
I – Conhecimento, sociedade e ideologia (1º Bimestre)
1. “Todos os homens são filósofos” (Gramsci)
2. O exercício do filosofar
3. O conhecimento
4. Senso comum, bom senso e ideologia
5. Deleuze, sociedade de controle e direito a privacidade
6. Documentário: “Economia de mercado e ideologia neoliberal” – TV Cultura (vídeo)
7. Estado, ideologia e direito: o aparelho ideológico do direito
8. Projetos políticos e modelos de cidadania: neoliberal, capitalista nacionalista e democracia social e popular
9. Palestra: “Democracia, cidadania e participação popular” – Mario S. Cortella (vídeo)
10. Nietzsche: ética como estética da existência

II – Filosofia, antropologia e direito (2º Bimestre)
1. Do mito à razão: o nascimento da filosofia
2. A reflexão filosófica e a filosofia do direito
3. Palestra: “Filosofia: a paixão pelo conhecimento” – Renato J. Ribeiro (vídeo)
4. Antropologia filosófica: o que é o ser humano?
5. O conhecimento metafísico e a concepção essencialista do homem
6. A revolução epistemológica e o projeto iluminista da modernidade
7. A ciência como conhecimento lógico-experimental do mundo e a visão naturalista do homem
8. Palestra: “Crise da modernidade, pós-modernidade e espiritualidade” – Frei Betto (vídeo)
9. Ciência, filosofia e direito
10. Concepções éticas e posturas morais
11. Direito, concepções antropológicas e ética

III – Condição humana, globalização e direito humanos (3º Bimestre)
1. Concepção dialética: retomada, negação e superação da metafísica e da ciência
2. A prática tridimensional como mediação do existir: práticas produtiva, política e simbolizadora
3. Documentário: “A linha final: privatizando o mundo” – TV Escola (vídeo)
4. O homem, a natureza e o trabalho: a ordem econômica da sociedade
5. O homem na ordem política da sociedade: poder e dominação
6. A atividade simbolizadora do homem: produção e organização da cultura
7. O agir pessoal e a prática social: a ética e a política
8. Sistemas de dominação-exploração: racismo, machismo e capitalismo
9. Palestra: “Controle da constitucionalidade e direitos humanos” Dalmo Dallari (vídeo)
10. Civilização planetária, condição humana e direitos humanos

IV – Paradigma da re-ligação de L. Boff (4º Bimestre)
1. Crises social e ecológica planetárias
2. Documentário: “A Carta da Terra: valores e princípios para um futuro sustentável” (vídeo)
3. Democracia ecológico-social-planetária
4. Vertentes ecológicas: ambiental, social, mental e integral
5. “Globalização, ética e solidariedade” - TV Senado: entrevista com L. Boff (vídeo)
6. Dignitas Terrae: uma ética eco-centrada
7. O pathos e o cuidado como nova plataforma do ethos humano e planetário
8. Palestra: “Ecologia, política e educação” – L. Boff (vídeo)
9. Planeta Terra, ecologia e ética
10. O direito e a nova ética

Embora tenha tentando assistir as primeiras aulas, fui agredido verbalmente pelo professor ao ter questionado o viés político de sua disciplina. Tenho dó dos alunos obrigados a suportar isso.

Comento

Minha solidariedade, rapaz! Eis aí. Não sei de que faculdade ele fala, mas asseguro: trata-se de puro lixo esquerdopata. Vejam o que destaquei em vermelho — e, às vezes, em negrito. O bravo professor pretende ensinar os futuros advogados a resistir à “sociedade neoliberal”, seja lá o que isso signifique. Vejam as referências do pensamento: Frei Betto, Leonardo Boff, Renato Janine Ribeiro, Dalmo Dallari... Um misto da fina flor do petismo com o sumo da Escatologia da Libertação. Ah, claro: não poderia faltar a conversa mole da ecologia como uma ética.

O professor, seja quem for, é ambicioso. Nota-se que ele quer fundar nada menos do que uma nova civilização, entenderam? Vejam o item 8 do Bloco III: ele pretende juntar num mesmo apanhado todos os sistemas de "dominação-exploração". Quais são? Ora, "o machismo, o racismo e o... capitalismo"!!! Não, queridos, ele não está falando dos tutsis e hutus, do Quênia, do Zimbábue ou do Sudão. Está se referindo às odiosas sociedades capitalistas.

Eis o lixo que oferecem a estudantes de direito, que um dia serão promotores, juízes, defensores públicos. Sou capaz de jurar que a besta que elabora um roteiro como este não sabe o que é ou para que serve, por exemplo, a taxa Selic. Mas se propõe a discutir com os alunos nada menos do que “a privatização do mundo”.

O que falta a tal mestre? Bem, em primeiro lugar, um livro de gramática para aprender a flexionar os adjetivos compostos. Estamos fritos!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Porque um professor universitário brasileiro bate palmas o MST

10.03.09

Com Fidel Castro, mais que um sonho... uma realização ideológica. 
Autor da frase e com a camiseta na foto: José Jonas Duarte da Costa *


Agora uma pérola de um "ícone" para o pessoal do ensino brasileiro, Paulo Freire, que diz explicitamente que existem vidas humanas que valem a pena e outras que não valem a pena, portanto DEVEM ser terminadas. O mais interessante: os critérios sobre qual vida pode continuar vem da doutrina dele mesmo. Ele é o juiz e o carrasco. É isto que tem na cabeça um dos "mestres de nossos mestres".


“A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.” 

Paulo Freire, em “Pedagogia do Oprimido”, defendendo os fuzilamentos sumários comandados por Che Guevara e Fidel Castro 

Já vimos acima quem o PROFESSOR JOSÉ JONAS DUARTE DA COSTA, ou só JONAS DUARTE, adora. O comunista sociopata (poderia ser diferente?) Fidel Castro. Vimos também Paulo Freire, um dos ícones nas instituições de ensino defendendo o ASSASSINATO de pessoas que simplesmente discordam da ideologia assassina imposta por FIDEL e outros mundo afora.  

Pergunto então: 

É DE SE ESTRANHAR QUE UM "PROFESSOR" APLAUDA O MST? CLARO QUE NÃO É DE SE ESTRANHAR. 

Agora pergunto aos pais que estão lendo:
 
VOCÊS SABEM O QUE OS PROFESSORES DE TEUS FILHOS ESTÃO ENSINANDO PARA ELES NAS ESCOLAS?

Se não sabe, DEVERIA. Visite o site ESCOLA SEM PARTIDO e se quiser ajudar a acabar com a doutrinação nas escolas, entre em contato clicando AQUI. Agora leia as declarações deste doutrinador comunista que se traveste de professor:


Eu sou José Jonas Duarte da Costa. Sou professor do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da UFPB - Universidade Federal da Paraíba. Atualmente coordeno o curso de História para os Movimentos Sociais do Campo nesta Universidade. Sou graduado em História, mestre em Economia e doutor em História Econômica pela USP.


Diante da ofensiva de setores reacionários da sociedade brasileira contra o Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) venho a público prestar minha irrestrita solidariedade e apoio a esse movimento social popular que hoje é o depositário da resistência democrática e da luta por um tempo melhor de justiça e paz na sociedade brasileira.


Minha aproximação com o MST ocorreu quando o nosso Departamento de História aprovou, ainda em 2004, um curso de história para os movimentos sociais do campo, em parceria com o PRONERA - Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, do INCRA/MDA, cujo demandante era o MST.


Nessa aproximação pude constatar que o MST é o que há de novo e revolucionário na sociedade brasileira, em termos de sua postura ética e dos valores disseminados. Há um código de postura no MST que se baseia na solidariedade, na justiça e na democracia interna, respeitando as diferenças, mas mantendo a unidade da ação política e social.


Nos primeiros quatro anos que convivemos com os alunos do MST, nós do mundo acadêmico tivemos a oportunidade de apreender com os (as) militantes do Movimento valores olvidados em nosso dia a dia de atividades de pesquisas e de ensino, numa universidade que parece fria diante do mundo ao redor. O MST trouxe à academia brasileira a vibração e os questionamentos de uma sociedade prenha de contradições, desigualdades e injustiças. Mas também trouxe métodos, técnicas e teorias baseadas na solidariedade com o próximo, na honestidade e na crítica corajosa da academia. Por isso conquistou a todos docentes, discentes e servidores que conheceram essa nova postura diante da sociedade alienada, consumista e individualista em que vivemos. Mostrou-se ser um pólo de aglutinação da resistência democrática. Sem partidarismos ou sectarismos, ao mesmo tempo em que se tornou pólo de aglutinação para os que lutam por um mundo de justiça e de liberdade. Para quem tem visão emancipadora para os oprimidos da Terra.


Por isso os fascistas, os reacionários e os adesistas da ordem perseguem e tentam criminalizar o MST. Porque ele, o Movimento, é avesso às injustiças. Porque não se cala diante das ignomínias. Porque denuncia a exploração. Porque organiza o povo. Porque eleva o nível político cultural das massas trabalhadoras. Porque desperta o povo brasileiro para lutar por justiça, por igualdade, por emancipação. Essa atuação do MST desperta a ira da classe dominante brasileira. Essa classe dominante que não pode ser chamada de elite para embelezar sua trajetória histórica suja e vergonhosa. Classe dominante escravocrata, preconceituosa. Que mantém sua opulência e consumismo à custa do sofrimento, da fome, da miséria e do abandono em que vivem milhões de brasileiros. Classe dominante que se associou submissa aos magnatas do capital internacional para entregar a pátria, nosso patrimônio comum. Deram de mãos beijadas a Vale do Rio Doce, a CSN, a TELEBRÁS e parte da PETROBRÁS. Classe dominante que se apropria por grilagem descarada das terras públicas na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e em várias partes do Brasil; que mantém trabalhadores escravos em sua sanha de acumulação nas mais modernas fazendas e usinas. Classe dominante parasitária, abarrotada de dinheiro fictício oriundo da especulação financeira e da jogatina nos mercados de ações. Enfim, classe dominante que em nada honra o Brasil e seu povo trabalhador, honesto, explorado, mas altivo.


Repudio energicamente esses representantes do poder judiciário e dos meios de comunicação, a serviço dos neofascistas disfarçados de democratas e enganosamente falando em defesa do Estado de Direito na tentativa de criminalizar o MST. Esses representam o autoritarismo, os poderosos, os que querem a manutenção da opressão e da injustiça social.


Vejam a quem serve o poder judiciário brasileiro - a instituição mais antidemocrática desse país; que de fato só observa a Lei quando é contra os pobres, os desvalidos, os indefesos. Os verdadeiros criminosos contra o povo, contra o patrimônio brasileiro e contra o Brasil estão impunes, por um poder judiciário que para esses é dócil, lento e ordinário. E a quem serve esses meios de comunicação de massa senão a esses setores neofascistas que vêm em onda no Brasil? Que entram nos lares brasileiros diariamente dizendo suas mentiras e espalhando a ideologia dos dominantes, dos exploradores. A ideologia do individualismo, do consumismo, da alienação.


Atacar o MST é atacar a esperança num tempo melhor. (Cavaleiro do Templo: o professor DE FATO Olavo de Carvalho explica perfeitamente este tipo de doença incurável e também assassina que ataca alguns seres humanos e inverte em seus cérebros a relação temporal AQUI).


Gostaria de falar sobre a experiência no curso de história para os Movimentos Sociais do Campo. E certamente falo em nome dos professores desse bravo Departamento de História que aprovou, por unanimidade, a segunda turma de História para os Movimentos Sociais do Campo, já em andamento.


No nosso curso de História tivemos os estudantes mais dedicados e esforçados da UFPB. Alcançaram um Coeficiente de Rendimento Escolar Médio de 8,65. Bastante superior aos dos nossos alunos de História do curso extensivo, que souberam acolher e apoiar a experiência magistral que desenvolvemos nesta Universidade e que mantém o curso de História da UFPB entre os dez melhores do Brasil. O índice de desistência do curso para os movimentos sociais do campo foi de apenas 3,2%. Dez vezes menos do que o índice médio da universidade. As monografias apresentadas pelos graduados em História oriundos dos Movimentos Sociais do Campo, particularmente do MST, foram destaque nessa universidade. Algumas estão para ser publicadas por editoras internacionais. Muitos desses alunos/militantes foram aprovados em concursos Brasil afora e em programas de mestrados.


A convivência com os militantes do MST nos orgulha, orgulha a UFPB e a todos que com eles socializam essa experiência. O espírito de solidariedade deles contagiou a muitos dos que com eles partilharam os estudos acadêmicos e as ações políticas na Universidade. Aos que com eles participaram das jornadas nos fins de semanas voluntários, quando realizavam limpeza no quarteirão onde estavam alojados. Quando decidiram colaborar com as colônias de pescadores da Praia da Penha, consertando barcos, redes e outros apetrechos da pescaria, quando resolveram fazer, semestralmente, mutirões de doação de sangue para o Hemocentro da Paraíba, como uma espécie de retribuição carinhosa à Paraíba pela recepção calorosa do nosso Estado a esses educandos/militantes oriundos de 23 estados brasileiros onde o MST se organiza.


Por isso não só apoio o MST, como sinto-me honrado de trabalhar com esse Movimento. Conclamo aos que lerem esse meu desabafo e concordarem com ele a cerrarem fileira numa grande mobilização internética e/ou de rua em apoio ao MST. O momento é crucial, pois em época de crise a direita mostra suas armas contra o povo e suas organizações. Revivemos momento de ameaça a vida democrática brasileira. Por isso é hora dos que defendem a democracia erguer os punhos unidos contra o avanço do autoritarismo e do golpismo. A direita quer acuar o Governo Lula em seu viés democrático, progressista. Não podemos ficar indiferentes.


* Professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A educação em uma economia estatista

Do blog LUCAS MAFALDO

A educação em uma economia estatista OU Do diploma como reserva de mercado

Introdução

Há algum tempo atrás, escrevi sobre como seria a educação sob o livre-mercado. Notem o “seria” da frase anterior: não vivemos sob o livre-mercado, mas sim, sob muita interferência do Estado – e poucos campos são tão estatizados quanto a educação.

As pessoas tendem a raciocinar em termos extremistas: capitalista é toda sociedade onde existem dinheiro e propriedade privada, enquanto socialista é somente uma sociedade onde todo o dinheiro e toda a propriedade foram abolidos. Raciocinar com estes termos é totalmente
impossível, pois nenhum deles jamais existiu plenamente. Não se tem notícia de uma sociedade que conseguiu banir totalmente a liberdade de mercado, nem uma em que o mercado funcionasse totalmente sem restrições. Ausência de mercado e mercado totalmente livre são
possibilidades apenas mentais e não opções concretas.

As opções concretas são sempre entre variações no grau de liberdade em relação à autoridade estatal. Quando há tanta liberdade a ponto do próprio povo tomar a maior parte das decisões, então dizemos que estamos sob o livre-mercado. Quando o povo toma poucas decisões e o
governo toma a maioria, então estamos sob alguma forma de estatismo – que pode ser fascista, nazista ou socialista.

O Brasil é, evidentemente, um país socialista – ou pelo menos um país historicamente estatista em vias de progressiva socialização. E, como eu dizia antes, poucas áreas são tão socializadas quanto a educação.

Ainda há, é verdade, espaço para a concorrência privada; mas todo este espaço é previamente determinado pelas autoridades estatais.

Como no meu artigo anterior falei sobre a educação sob o livre-mercado, a partir deste, iniciarei uma série sobre os problemas do controle estatal da educação. Começarei explicando porque um diploma é, em última instância, uma reserva de mercado e voltarei ao tema posteriormente.

A dupla finalidade da universidade

Se perguntarmos a qualquer pessoa qual é a finalidade da universidade, ela não hesitará em responder que sua função é habilitar os alunos a exercerem determinadas profissões. Ao dar esta resposta, ela não estará de toda errada – afinal, esta é, de fato, a finalidade original
da universidade – mas estará percebendo apenas metade da questão.

Formar profissionais pode ter sido a “razão de ser” por excelência das universidades e pode até continuar sendo sua função nominal; mas, na medida em que o Estado assume a função de regular todo o mercado de trabalho, as universidades adquirem um novo papel: decidir quem entra e quem fica fora das reservas de mercados profissionais.

A partir deste ponto, a faculdade passa a ter duas finalidades: transmissão de conhecimento e acesso a uma reserva de mercado. O segundo objetivo fica apenas implícito e, quando raramente é mencionado, as pessoas tendem a diminuir sua importância dizendo que ele está em total continuidade com o primeiro. Algumas vezes, de fato, estes dois objetivos podem ser compatíveis; mas eles freqüentemente entram em conflito, gerando boa parte dos problemas que temos da educação superior.

Mas deixem-me explicar melhor o que é reserva de mercado, antes de expandir a análise deste problema.

Reserva de mercado

Uma reserva de mercado existe quando apenas um grupo pode explorar uma determinada área de negócios. Um exemplo hipotético seria o seguinte: um ditador maluco decide que apenas as mulheres poderão trabalhar como taxistas.

Toda reserva de mercado é um benefício imediato para quem está dentro dela: após a decisão do nosso hipotético ditador, imediatamente haveria um grande crescimento dos empregos disponíveis às mulheres. No entanto, uma reserva de mercado também prejudica seriamente quem está fora dela: todos os homens que pretendessem trabalhar na área seriam
prejudicados.

Além disto, existe um grupo que sempre sai perdendo com a reserva de mercado: os consumidores. Na medida em que apenas um pequeno grupo pudesse trabalhar no ramo, este pequeno grupo poderia aumentar os preços e diminuir a qualidade do serviço sem precisar ter medo da competição. Ou seja, com a reserva de mercado tende a aumentar o custo e diminuir a qualidade de um serviço – o que prejudica diretamente os consumidores.

No caso do nosso exemplo hipotético é fácil ver como as reservas de mercados são injustas: por puro arbítrio de um burocrata autoritário, um grupo de produtores foi beneficiado enquanto todos os consumidores e os produtores fora deste grupo foram prejudicados.

Ou seja, a análise econômica mostra claramente que a reserva de mercado serve para facilitar a transferência de riquezas para um pequeno grupo privilegiado aos custos do resto da população.

Reserva de mercado e coerção

Ainda há mais problemas éticos com a reserva de mercado. Por ser intrinsecamente injusta e improdutiva, toda reserva de mercado vai contra os interesses dos agentes econômicos; por isso, as próprias pessoas prejudicadas por uma reserva de mercado, mais cedo ou mais tarde, tenderão buscar maneiras de aboli-la. Ou seja, sempre que há uma reserva de mercado, há um incentivo direto para sua dissolução.

Por isso, para que uma reserva de mercado se mantenha operante – e elas conseguem se manter operante por muito tempo – é preciso que os agentes interessados em furar o bloqueio (os consumidores e os produtores alienados) sejam proibidos de tomarem decisões. Ou seja, é
preciso que o governo continuamente imponha limites a liberdade de escolha do povo, para que o grupo protegido não perca seus privilégios. E este é um sério problema ético: para se manter uma reserva de mercado em ação é preciso sempre da coerção estatal; ou seja, o governo precisa impedir que as pessoas tomem decisões que trariam benefícios para elas mesmas.

Para ilustrar melhor o que estou dizendo, basta elaborarmos um pouco mais o nosso exemplo anterior.

Digamos que, após o ditador ter criado uma reserva de mercado para as taxistas, um rapaz, para ganhar um pouco mais de dinheiro, decide entrar ilegalmente no ramo dos taxistas. Para competir com os taxistas oficiais, ele propõe um preço mais baixo do que o preço oficial.

O que está acontecendo nesta situação? Ora, este rapaz está furando a reserva de mercado e revertendo os seus efeitos: ele está redirecionado a riqueza do grupo privilegiado (as mulheres, no caso) para os grupos que haviam sido prejudicados: os motoristas homens e os consumidores.

Ao fazer isto, todos os membros envolvidos diretamente nesta troca comercial são beneficiados: o consumidor (por receber um serviço a um preço mais barato) e o motorista (pois ganhará algum dinheiro ao invés de ficar desempregado).

Neste exemplo, portanto, vemos claramente como a reserva de mercado tende a ser naturalmente abolida, já que os dois agentes econômicos envolvidos nesta troca sairão beneficiados. Qual seria a única maneira da reserva manter sua efetividade? O governo precisaria proibir que estas pessoas fizessem este acordo. Ou seja, o Estado utilizaria seu
poder de coerção para impedir que estas duas pessoas (o motorista e o consumidor) façam um acordo que beneficiarão todos os envolvidos.

A reserva de mercado, portanto, em última instância só se sustenta caso um governo autoritário impeça as pessoas de agirem de acordo com seus próprios interesses; ou seja, ela só se sustenta caso uma força externa continuamente impunha restrições à liberdade do povo.

O diploma como reserva de mercado

Neste ponto, imagino que o leitor já tenha entendido o porquê do subtítulo deste artigo. Uma coisa é possuir a habilidade necessária para executar uma profissão e outra coisa – bem diferente – é estar dentro de uma reserva de mercado criado pelo governo.

É verdade que as duas coisas são providas pela mesma instituição – a universidade – mas elas permanecem logicamente distintas. É perfeitamente possível que uma pessoa aprenda um ofício sem que consiga um diploma correspondente. Vejamos alguns exemplos simples: é
perfeitamente possível que alguém aprenda o ofício de ensinar matemática sem cursar faculdade alguma; como não há empecilho algum para que um estudante – aparelhado de uma boa biblioteca – acabe entendendo tanto de literatura quanto alguém que terminou o curso de
letras. Possuir determinada habilidade profissional, portanto, é logicamente distinto de possuir o diploma correspondente.

Com isso não quero dizer que os diplomas sejam inteiramente desnecessários; obviamente eles representam uma grande economia de tempo para os empregadores, pois, através deles, eles não precisam avaliar cada candidato individualmente para saber se estão devidamente
habilitados para o trabalho. Ou seja, se servissem apenas como um atestado de habilidades, os diplomas seriam perfeitamente legítimos – mas esta não é a sua única função.

Por causa do controle estatal do mercado de trabalho, os diplomas adquirem também a função de garantir reservas de mercado. Isto ocorre em toda área onde o governo proíbe que os consumidores contratem trabalhadores que não tenham esta documentação. Ou seja: uma coisa é uma empresária contratar o funcionário diplomado por este ser melhor que o funcionário não-diplomado; outra coisa totalmente diferente é a empresa ser proibida de contratar o
funcionário não-diplomado, mesmo que este seja melhor que o outro.

Fiquemos com um exemplo em minha área: psicologia. Alguém poderia dizer que o diploma serve para que o empregador se certifique o candidato a um emprego tenha o conhecimento necessário. Mas digamos que este empregador consiga esta informação de outro modo; digamos que um colega meu criou um excelente blog sobre psicologia organizacional. Um empresário descobriu o site e ficou entusiasmado: decide que quer contratar o autor para sua equipe. No entanto, ele logo descobre que o autor do blog ainda não é formado e, por isso, a contratação não
poderá ser efetivada.

O que está em jogo nesta situação? Obviamente, o diploma não está servindo apenas como um atestado das habilidades do rapaz (pois isso foi comprovado de outro modo), mas sim, como uma reserva de mercado para os que já estão formados. O diploma está, efetivamente, substituindo a própria habilidade profissional que deveria representar.

Como toda reserva de mercado, o diploma serve para beneficiar um grupo restrito de pessoas: o que já estão dentro da reserva, ou seja, os que já possuem um diploma. Deste modo, os diplomados podem relaxar, pois não precisam se preocupar com a possível concorrência de profissionais autodidatas.

Como toda reserva de mercado, o diploma prejudica um grupo de profissionais (os não-diplomados) e todos os consumidores. Ao invés de poder contratar quem realmente lhe parece melhor para o trabalho, o consumidor só pode contratar quem o papai-Estado determina. Mas isto é a essência mesmo do estatismo: jamais deixar que as pessoas ajam como adultas e tomem as suas próprias decisões.

Toda reserva de mercado é essencialmente uma tentativa de fugir da competição. Em uma situação onde a competição é livre, vence quem melhor satisfazer uma demanda do consumidor. Em uma economia estatizada, vence quem conseguir uma autorização do governo para ficar
dentro de uma reserva de mercado. A diferença entre livre-mercado e socialismo, no fim das contas, é esta: no livre-mercado existe um incentivo para agradar o consumidor; no socialismo existe um incentivo para agradar o burocrata.

Isto não é diferente nos cursos de pós-graduação. Parece que ninguém se espanta com o espantável fato de que o número de cursos de pós-graduação cresce gigantescamente sem que vejamos um concomitante desenvolvimento cultural e científico. Talvez as pessoas não se
espantem porque já perceberam a resposta: são pouquíssimos os que realmente fazem uma pós-graduação para aprimorar seus conhecimentos.

Uma pós-graduação, evidentemente, é uma nova reserva de mercado inscrita dentro de uma reserva anterior. Quantas vezes não encontramos um sujeito com mestrado menos hábil do que outro que ainda nem terminou a graduação? O sujeito com mestrado, no entanto, sempre terá
preferência em conseguir um emprego, pois está em uma posição mais alta na reserva de mercado.

Conclusão

Um leitor me perguntou o que poderia ser feito para melhorar a educação brasileira; com base no que escrevi acima, eu resumiria em uma frase o objetivo central de toda política pública: quanto mais liberdade melhor! Vamos permitir a competição entre diplomados e não-diplomados; isto sim, forçaria as universidades a melhorarem a qualidade do seu ensino.

Mais legislação e mais controle estatal só aumentarão os problemas. Enquanto as pessoas procurarem um curso de graduação para fugir da competição, o crescimento econômico será limitado; enquanto as pessoas procurarem uma pós-graduação para fugirem do mercado de trabalho (e não por uma autêntica vocação intelectual), a produção cultural e científica permanecerá fraca.

Quanto mais liberdade houver, melhor será a quantidade e qualidade da produção em todas as áreas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Getul"H"o Vargas, Congre"Ç"o Nacional, Hugo Cháve"S", e, por fim, "C"into "S"iúmes como consequência inevitável

Não sei se vocês sabem mas o Getul"H"o acima foi escrito desta forma (não uma mas ALGUMAS VEZES no mesmo texto) por professor universitário que um belo dia resolveu chamar o Senador Bornhausen de racista e se deu mal.

O Congre"Ç"o foi estampado em carimbos lá em Brasília. Ninguém foi capaz de perceber o tamanho da estupidez e se foi não tomou atitude alguma. A foto de uma folha de papel carimbada foi parar na imprensa para a vergonha de todos nós.

Já o Cháve"S" aconteceu comigo. Um professor de Sociologia de um faculdade carioca, colaborador de um dos maiores jornais do Brasil e do Observatório da Imprensa enviou-me (ou alguém se passando por ele) um e-mail não solicitado com link para seu artigo pró-CháveS escrito desta forma. Chávez com "S". Tive um início de discussão com minha namorada pois eu acredito que um professor de faculdade/universidade não tem o DIREITO de cometer erros como este, ela achava que foi uma pequena falha de digitação. Bem, nos teclados QWERT, o "S" não fica do lado do "Z". Talvez o dele seja diferente, quem sabe. Até pensei em comentar o artigo que defendia ChaveZ da volta da intenção espanhola de pegar de volta suas colônias, por isto Rei Juan Carlos teria mandado o monstro calar-se (é para rir!!!) mas não trarei este tipo de coisa para perto de meu trabalho. Aqui só entram fatos sobre a Venezuela, o que impossibilita a defesa de qualquer atitude que seja do Hugo CháveZ "de Cadeia".

Por fim, chegamos ao "C"into "S"iúmes. Não é uma marca de cinto, aquele peça do vestuário que segura as calças do sujeito na cintura. Esta coisa de outro mundo foi escrita por um jovem em seu blog. Não é culpa dele não saber a grafia das palavras ou, se souber, achar bonito escrever errado. Nem do jumento que enfiou o "Ç" CongreSSo. Professores servem para ensinar, estou errado? Pelo jeito, alguns estão executando a tarefa muito bem.

E antes que algum demente venha dizer que eu odeio professores, meu pai e minha mãe foram professores a vida toda e eu AMOS OS DOIS. Se sou do jeito que sou e faço o que faço, é por consequência do amor que ele e minha mãe têm pelo ensino e PELO ESTUDO, o que impedia que enviassem corrêspondências com erros, pois além de tudo revisavam tudo que faziam.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".