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terça-feira, 3 de março de 2009

Renan destitui Jarbas de comissão por criticar PMDB

ESTADÃO
Cida Fontes | Terça-Feira, 03 de Março de 200

Punição ao senador pernambucano coincide com o anúncio de que ele ocupará hoje a tribuna do Senado para atacar a corrupção e a impunidade

Cavaleiro do Templo: não precisávamos de prova alguma daquilo dito pelo senador Jarbas mas a canalhada nunca falha: sempre nos dá a prova. E o brasileiro, como sempre, não faz nada. Aliás, faz. Fica em casa vendo novela, futebol, carnaval e BBB.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), destituiu ontem o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A medida foi tomada como retaliação pelos ataques de Jarbas a seu próprio partido, a quem acusou de corrupção, sem citar nomes.

A punição ao senador e ex-governador de Pernambuco coincidiu com o anúncio de que ele ocupará hoje a tribuna para atacar a corrupção e a impunidade. Jarbas disse ontem que não pretendia retomar os ataques diretos ao PMDB, mas admitiu a intenção de se manifestar sobre a tentativa do partido de assumir o comando do Real Grandeza, o fundo de previdência dos funcionários da estatal Furnas. A articulação dos peemedebistas, capitaneada pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, foi barrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após manifestações de protesto dos empregados da empresa. "Isso é briga do PT e do PMDB para ver quem fica perto do cofre", comentou Jarbas.

ANTECEDENTES

Não é a primeira vez que Renan tenta punir Jarbas. Quando presidia o Senado e respondia a processo de cassação do mandato, ele pressionou o então líder do PMDB, Valdir Raupp( RO), a tirar o pernambucano da CCJ - uma das comissões mais importantes da Casa. Diante da repercussão negativa, Raupp recuou. Agora, na condição de líder, Renan assume pessoalmente a tarefa de afastar o colega.

Ontem, antes de saber do ato de retaliação, Jarbas antecipou o tom do discurso marcado para hoje. "A impunidade estimula a corrupção", afirmou. "Se o governador, o senador e o deputado são corruptos e nada acontece, as pessoas logo pensam que também podem fazer corrupção." No pronunciamento, o peemedebista pretendia conclamar a sociedade a cobrar medidas para "extirpar a corrupção do processo político".

O senador chegou a conversar sobre o discurso com alguns colegas da oposição, entre eles Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, que anunciou a intenção de pedir intervenção no fundo Real Grandeza.

Em relação ao apetite do PMDB por cargos públicos, Jarbas acusou os que ditam as regras de não representar o partido. "Muitos estão acampados no PMDB para usar o seu prestígio. O PMDB, um partido majoritário, deveria se dar ao respeito, ser exemplo e fazer as coisas com correção."

ESTATAIS

Orientado por sua assessoria, Jarbas Vasconcelos estuda a possibilidade de apresentar à Mesa do Senado propostas com o objetivo de evitar a partidarização nas indicações de cargos nas estatais. "Entendo que, principalmente, os diretores financeiros não deveriam ser nomeados pelos partidos políticos. Por que todos querem escolher os diretores financeiros das empresas públicas?"

O senador confirmou presença na reunião que um grupo de parlamentares, capitaneado pelos deputados Gustavo Fruet (PMDB-PR) e Fernando Gabeira (PV-RJ), faria ontem à noite para discutir medidas de combate à corrupção. "Não quero comandar esse movimento, mas vou integrá-lo", disse.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

The New York Times fala do Senado brasileiro e "pega leve"

Do blog UPEC - União Pela Ética e Cidadania
por Ester Azoubel em 06 de dezembro de 2007

“O presidente do Senado brasileiro Renan Calheiros foi absolvido em um caso que foi "o mais obsceno dos escândalos políticos deste ano no Brasil", informa o principal jornal dos Estados Unidos, o The New York Times.


Tem gente que acha errado que Renan tenha sido absolvido pelos seus pares, pelos seus iguais. Eu, não. Eu acho perfeitamente normal e aceitável.
Senão, vejamos:

1. Renan levou a desonra a seu lar e, por extensão, ao Senado por ter se envolvido com uma jovem e feito uma filha fora do casamento. Quem não fez a mesma coisa que atire a primeira pedra. O brasileiro ainda sofre de uma doença degradante e perniciosa chamada machismo e acredita que este ato é heróico e que não está fazendo nada de errado. Quanto mais promíscuo, mais respeitado. Por outro lado, a seu redor, pululam mocinhas bonitas que adoram desfilar com o dinheiro de velhos assanhados. Quanto mais dinheiro, mais mocinhas a seu redor.
O lobista pagava as contas? Se não fosse o lobista, seria outro. Tem dinheiro saindo de várias fontes. E quem falou que só ele tem o seu lobista? Mais alguém deve ter lobistas ou outras fontes pagadoras. Ele não é, com certeza, o único velho assanhado envolvido com mocinhas.

2. Usou laranjas para comprar emissoras de rádio e de televisão? Para comprar jornais? Está na moda, não? Culpa dos laranjas. Então vamos criar uma lei que proíba os laranjais de botarem laranjas. Que tal começarem a botar caju? Onde existem laranjais existem laranjas cuja utilidade é exatamente comprar o incomprável.

3. Espionagem ilegal? Onde está, então, a justiça? Palocci fez com o caseiro e ficou por isso mesmo. Aliás, cadastros e dossiês devem ser bem comuns entre pessoas que se toleram, mas que desejam derrubar uns aos outros. Que melhor meio de conseguir o apoio de quem não concorda com você do que tê-lo na gaveta com o rabo bem preso?

4. Desvio de dinheiro dos ministérios controlados pelo seu partido? Bobagem. Se colocar um atrás do outro, os que fazem a mesma coisa, contornaremos a Praça dos Três Poderes.

5. Repassou R$ 280 mil para empresas fantasmas. E daí? Depois do mensalão e outras malas, vamos fazer questão dessa merreca? O homem está milionário. De milhão em milhão se faz um milharal.

Algum dia o Brasil terá um Congresso respeitável. Quem sabe nossos netos verão isto acontecer. E, se aparecer um Renan Calheiros no Senado, não será julgado por seus iguais, será julgado por senadores que honram o título que ostentam.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Em novo julgamento, Senado absolve Renan Calheiros

Depois de o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ter renunciado à Presidência da Casa, o plenário do Senado absolveu-o pela segunda vez da acusação de quebra de decoro parlamentar.

O placar da sessão da noite desta terça-feira (3) foi de 48 votos pela absolvição, 29 pela cassação e 4 abstenções.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".