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sábado, 7 de abril de 2012

Demóstenes e Felipe Garcez: dois casos recentes que mostram o extremo oposto moral entre direita e esquerda

 

LUCIANO AYAN

 

Se alguém questiona o motivo pelo qual a religião política é a MAIS PERIGOSA de todas as religiões da face da terra, várias respostas podem surgir:

  • Eles fazem apologia e tolerância ao crime, aumentando a impunidade de marginais
  • Eles apóiam regimes totalitários, e vivem dia e noite lutando para que o nosso país se torne assim também
  • Eles vivem apoiando a quebra da lei, fingindo que “os movimentos sociais” estão acima da lei
  • Passam o tempo todo apoiando projetos de mudança apoiados em neuroses, e não na realidade

De fato, a listagem de motivos é muito extensa.

Mas o principal motivo para julgarmos a religião política como a MAIS PERIGOSA (embora os anteriores já sejam suficientes para demonstrar a sua periculosidade) é o fato de que todo esquerdista, envolvido em sua neurose utópica, considera-se puro. Para ele, o problema está nos outros (grupos gregários, ou grupos ideológicos, o que dá no mesmo), jamais nele.

É a partir desse momento que o esquerdista perde TODO O REFERENCIAL de auto-censura. E, por isso, a partir daí todos os seus atos estão a priori justificados.

Dois exemplos recentes comprovam perfeitamente essa tese.

O senador Demóstenes foi banido do DEM após ter sido denunciado por ligação com o contraventor Cachoeira. Embora eu tenha visto um ou outro direitista apoiando-o no início das denúncias, quando elas se tornaram um fato incontestável, a grande maioria dos conservadores mostrou profunda decepção com Demóstenes. Não raro se viam expressões como “que pena, lá se foi um conservador, este não nos representa mais”.

Entretanto, quando o mesmo ocorre com um político de esquerda, a totalidade dos esquerdistas desse grupo tenta esconder os fatos, como no exemplo do Mensalão e a turma de José Dirceu. Vá em qualquer fórum marxista e note a ausência absoluta de críticas ao comportamento de líderes da esquerda QUANDO estes são pegos em atos de corrupção. Aliás, no caso de terroristas, como no exemplo de Cesare Battisti, tivemos até apoio irrestrito a um assassino.

Quando alguém da direita se envolve em corrupção, os próprios conservadores o atacam. Quando alguém da esquerda faz o mesmo, os esquerdistas começam a negar o fato e atacar os outros. No caso de esquerdistas de perfil marxista, por exemplo, basta citar algum caso de corrupção da turma deles e gritarão “Olha a Privataria Tucana! Fala da Privataria Tucana aí!”. (Aliás, se algum esquerdista me diz isso, eu lhe digo de volta “Grandes [sic] merda, pois os tucanos são esquerdistas também, eu não os apoio”)

Outra evidência desta tese foi a cusparada do comunista Felipe Garcez em um militar octogenário em um evento em homenagem ao golpe de estado militar de 1964.

Como a tese prevê, todos os esquerdistas de perfil marxista apoiaram em uníssono a ação de Felipe Garcez. Alguém poderia dizer: “Mas não é uma extrema covardia um jovem de 25 anos cuspir na cara de um idoso octogenário?”. O marxista responderia que “ele é um oponente à sua causa”. E aí, como sempre, tudo fica a priori justificado.

É por isso que quando um regime comunista assume o poder de forma totalitária, a matança segue em quantidades absurdas. Mas não existem os padrões morais tradicionais contra o assassinato? Ou mesmo a empatia presente em todas as espécies animais? Estes seriam elementos que reduziriam a vontade humana de trucidar seus oponentes indefesos, certo? Errado, pois quando um grupo assume que todos os seus atos estão justificados a priori, não há problemas em matar alguém. Logo, os genocídios da Rússia, China, Alemanha Nazista e Camdodja não são uma aberração do esquerdismo, mas a consequência lógica da aplicação do esquerdismo com sucesso. (E sucesso pleno, para o esquerdista, é quando o poder ocorre de forma totalitária)

Em resumo, o principal motivo para lutarmos contra a religião política (esquerda) é que ela gera uma consequência inevitável em seus adeptos: a justificação apriorística de todos atos cometidos pelo seu grupo contra os “opositores da causa”.

Um comentário:

Alessandro disse...

Essa é a única medida cabível a ser tomada no momento, porém pouco ou nada resultará contra esses agressores, no mínimo serão canonizados como vítimas martirizadas judicialmente em nome de seus ideais.

Tenho acompanhado sistematicamente os blogs de cunho conservador e, em quase nenhum desses consigo encontrar uma solução viável que nos possibilite a médio prazo reverter ou nivelar o quadro atual de hegemonia completa da esquerda em nosso país.

Infelizmente casos como esse se repetirão a exaustão, e caberá a nós ( todos que se opõem a agenda esquerdista ) encontrar uma maneira democrática de lutar e reagir. Infelizmente não existe uma legenda ou agenda que consiga ou que possa agregar as correntes conservadoras em torno de si.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".