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terça-feira, 3 de abril de 2012

A liberdade de expressão de Sakamoto e os evangelhos. . .

 

CONDE LOPPEUX DE LA VILLANUEVA

domingo, 25 de março de 2012

Recentemente, eu e meu colega Klauber Pires, do blog Libertatum, publicamos alguns artigos sobre as falácias e incoerências intelectuais do professor da PUC e jornalista Leonardo Sakamoto que, ao defender a legalização do aborto e da eutanásia, contraria os princípios católicos fundamentais da instituição. Ao que parece, o jornalista se sentiu incomodado pelas críticas, quando publicou em seu próprio blog, no dia 12 de março de 2012, um artigo-resposta falando sobre a “cibercensura da Santa Inquisição”e a “liberdade de blogar”.

Surpreendeu-me, porque Leonardo Sakamoto, em seu texto, continua a ser intelectualmente desonesto. Ele insinua, nas entrelinhas, que os seus críticos exigiram a censura virtual, por conta do que escreve em seu blog. Em nenhum momento, nos meus artigos, pedi o fim do seu blog ou de seu direito de expressar suas ideias e sim que é incoerente que uma universidade católica permita que alguém pregue tudo que seja contrário aos valores éticos e morais mais caros do cristianismo. Neste ponto, quem sofre de incoerência moral é o Sr. Sakamoto, que usa e abusa do espaço de uma instituição católica para difamar, minar, destruir a Igreja Católica por dentro. Só para completar, reitero: incoerência moral, porque do ponto de vista intelectual ou ideológico, gente como ele admite esses métodos ardilosos de ação política.

É curioso pensar que alguém como ele, que publica no site vermelho, do Partido Comunista do Brasil, venha falar de Santa Inquisição e censura. Logo o PC do B, o partido por excelência do totalitarismo mais abjeto, que apoiou os piores tiranos da história da humanidade! Refiro-me a Stálin e Mao Tse Tung, que juntos, folgados, mataram muito mais do que Hitler. A Inquisição, perto do Grande Terror stalinista ou da “Revolução Cultural” chinesa, parece trabalho de editor de jornal.

Ele diz: “Há pessoas que acham um absurdo uma universidade católica ter, entre seus quadros, um professor que defende o direito ao aborto e à eutanásia, o Estado laico, a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, o Palmeiras, enfim, o direito a ter direito a ter direito".

Neste trecho, Sakamoto falseia suas intenções: para não ser chamado de defensor da legalização do aborto e da eutanásia, faz uma pirueta semântica para não se comprometer com as próprias causas que defende. Como um típico comunista safado, ele embeleza as palavras: o direito de ter direitos! Resta-nos saber de onde se insere o direito à vida, dentro desse direito de ter direitos de matar? Percebe-se que há aí uma maquinação perversa no seu argumento.

A questão que o Sr. Sakamoto parece escamotear é o fato de que uma universidade católica não é obrigada a sustentar ideias que sejam contrárias aos seus princípios, do mesmo modo que uma universidade judaica não é obrigada a bancar as ideias de um professor nazista ou anti-semita. Pode-se aplicar o mesmo raciocínio ao site vermelho: por acaso eu, que defendo a propriedade privada, que defendo as liberdades civis e políticas e sou contrário ao aborto, teria direito ao espaço dos sites ou jornais comunistas, em nome da liberdade de expressão? A resposta é não. Ninguém é obrigado a financiar minhas idéias. Como a Igreja Católica e a PUC não são obrigadas a patrocinar as ideias de Sakamoto.

  Todavia, essa incoerência moral não se restringe a ele. A pergunta que fica no ar é: por que a Igreja Católica (e, lembremos, a PUC é instituição da Igreja) patrocinaria as idéias de um sujeito que em tudo não apenas diverge, mas prega a completa destruição da religião cristã? Essa resposta eu não deixo ao Sr. Sakamoto. Como um peão da revolução cultural esquerdista, da chamada “conquista gradual de espaços” ou da “revolução passiva”, no sentido gramsciano do termo, ele está cumprindo fielmente seu papel como cão de guarda do Partido-Príncipe. Deixo essa resposta sim, aos administradores da PUC, que contratam indivíduos completamente desqualificados para representar uma universidade católica. E acrescento: se o Sr. Sakamoto é desqualificado para ensinar numa sala de aula católica, que dirá dos seus chefes, carentes que são de qualquer tipo de discernimento, quando a questão é a defesa de princípios?

Mas o sujeito não se faz de rogado. Ele cita a quem ele serve na Igreja Católica, ao defender o famigerado “direito ao aborto” e “direito à eutanásia”: a Teologia da Libertação. Lemos em seu artigo: "Fico imaginando que certos sacerdotes não leram o Novo Testamento, ficando apenas com o resumo executivo. Estudei muito tempo em escola religiosa, noves fora o bico de coroinha na paróquia São Judas Tadeu, e posso dizer que conheço um pouco as escrituras cristãs. Por isso, creio que, ao pedir o silêncio, eles continuam não captando nadica de nada da idéia que está na origem de sua própria religião, da mesma forma que aqueles que vieram antes deles na Contra-reforma".

Neste trecho, ou o professor não leu os Evangelhos ou os leu muito mal. Bem que ele poderia nos explicar onde se insere a mensagem evangélica na sua justificativa infame de matar nascituros ou doentes? Será que o palpiteiro acima nunca ouviu falar do “não matarás”? Porém, descobrimos sua verdadeira fé: a religião política da luta de classes, da abolição da propriedade privada e da instituição totalitária do Estado. Eis os seus impropérios pseudo-religiosos: “Como aqui já disse, imaginem se Casaldáliga fosse papa e, como primeiro discurso na Praça São Pedro, retomasse palavras que proferiu há tempos: “Malditas sejam todas as cercas! Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e amar! Malditas sejam todas as leis amanhadas por umas poucas mãos para ampararem cercas e bois, fazerem a terra escrava e escravos os humanos". Se Sakamoto desconhece o mandamento divino “não matarás”, que dirá então de outro, o “não roubarás”, ao pregar marxismo travestido de batina?

É curioso o nosso estranho professoral falar do evangelho e, ao mesmo tempo, ignorar a Tradição, a história, o legado e os ensinamentos da Igreja a respeito da propriedade privada como um direito natural. Será mesmo que a propriedade privada nos priva de viver e amar? Ou será que o amor e a vida existem, justamente porque cada ser humano é próprio, é indivíduo, com as peculiaridades inerentes à sua existência? A justiça é um dom que só existe no direito de propriedade. Porque só se pode falar em justiça quando se dá o que é devido. O coletivismo “pró-soviético” de Sakamoto destrói a humanidade na medida em que esmaga os indivíduos, com suas existências insubstituíveis, para sacrificá-las num todo abstrato, digno dos piores rebanhos amestrados.

Ora, que Sakamoto ignore a história do comunismo que tanto defende, vá lá, eu não espero nada de professores iletrados, com discursos prontos e acabados de cartilhas ideológicas. O que não posso admitir é um farsante como ele falar em nome do catolicismo. Nisto, ele tem que ficar caladinho mesmo, por uma questão de decoro intelectual. Sakamoto não é pessoa apropriada para nos ensinar a ler os Evangelhos, nem a Doutrina Social da Igreja Católica. Os Evangelhos também dizem que o diabo vem para matar, roubar e destruir. Sakamoto é, nas palavras também bíblicas, um lobo na pele de cordeiro.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".