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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

McCain abre vantagem de 5 pontos sobre Obama, diz pesquisa

Do portal do ESTADÃO
quarta-feira, 20 de agosto de 2008

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Sondagem aponta que republicano tem 46% das intenções de voto contra 41% do candidato democrata

WASHINGTON - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, tem uma vantagem de cinco pontos sobre o democrata Barack Obama na disputa pela Casa Branca, segundo pesquisa Reuters/Zogby divulgada nesta quarta-feira, 20. McCain ainda é visto como um administrador mais forte para a economia, de acordo com os eleitores consultados.

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linkEUA vivem 'contagem regressiva' para anúncio de vices

linkObama x McCain

McCain tem 46% das intenções de voto entre o eleitorado americano, contra 41% de Obama. O número anula a vantagem de sete pontos que o democrata registrou na última sondagem do instituito, em julho. O revés é registrado após um mês de ataques de McCain, cujo discurso questiona a experiência de Obama, critica sua oposição à extração de petróleo em alto mar e desqualificou o recente giro do democrata pelo exterior.

A pesquisa foi realizada entre quinta-feira e sábado, enquanto Obama encerrava uma semana de férias no Havaí e a atenção política se voltou para McCain, que aproveitou a invasão Rússia na Geórgia para enfatizar suas opiniões sobre política internacionais. "Não há dúvidas de que a campanha para desacreditar Obama está dando resultados a McCain", disse o consultor John Zogby. "Esta é uma queda significativa para Obama", apontou.

McCain ainda tem uma vantagem de 9% sobre Obama na questão sobre quem seria o melhor administrador da economia, um tema que cerca da metade dos eleitores apontou como sua principal preocupação na eleição presidencial de 4 de novembro. O resultado reverteu a vantagem de 4% que Obama tinha neste quesito sobre o rival, senador pelo Estado do Arizona que já admitiu sua falta de experiência econômica e mostra maior interesse na política externa e militar.

O republicano partiu para o ataque contra o democrata no último mês, valendo-se da preocupação dos americanos com a alta dos combustíveis. Pesquisas mostram que a maioria dos eleitores concorda com os planos dele de ampliar a extração de petróleo em plataformas marítimas neste momento em que a gasolina chega, nos EUA, a US$ 4 o galão (3,78 litros). Obama criticou a alternativa, mas disse recentemente que concordaria com uma expansão limitada como parte de um amplo programa energético.

Essa representa uma das várias mudanças de postura realizadas nos últimos tempos pelo democrata. Mas Zogby disse que essa estratégia pode ter prejudicado Obama, particularmente entre os democratas e entre os que se consideram liberais. "Essa pequena diferença entre nuance e o que soa como virar a casaca está prejudicando o candidato junto ao eleitorado liberal", afirmou Zogby.

O apoio a Obama entre os democratas caiu 9 pontos percentuais neste mês, para 74%, ao passo que o apoio a McCain entre os republicanos ficou em 81%. Entre os liberais, o apoio ao democrata caiu 12 pontos percentuais, enquanto os liberais ainda indecisos somam 10%. Os conservadores indecisos são 9%.

A enquete feita por telefone com 1.089 pessoas aptas a votar possui uma margem de erro de 3 pontos percentuais. A pesquisa ocorreu no momento em que os dois candidatos preparam-se para as convenções de seus partidos nas quais oficializarão suas candidaturas e anunciarão seus vice-presidentes. A convenção democrata começa na segunda-feira, em Denver, e a republicana inicia-se na outra segunda-feira, 1 de setembro, em St. Paul (Minnesota).

Trabalho de base

"Supunha-se que os conservadores seriam o maior problema de McCain", disse Zogby. "Obama ainda precisa trabalhar com a sua base. Neste momento, McCain parece estar realizando um trabalho melhor com a base dele."

A queda no apoio a Obama, que pode se transformar no primeiro presidente negro (C.T. - NEGRO NÃO, MESTIÇO!) dos EUA, aconteceu em vários grupos demográficos e ideológicos. A popularidade dele diminuiu entre os católicos, mulheres, independentes e jovens. Ele continua a ter o apoio de mais de 90% dos negros. "Não houve nenhuma reviravolta drástica. Não há nenhum grupo radicalmente diferente hoje do que há um ou dois meses. Trata-se apenas de uma constante queda sofrida por Obama em vários grupos", afirmou Zogby.

O apoio a Obama entre os eleitores com 18 a 29 anos de idade, um de seus pontos fortes, caiu 12 pontos percentuais, para 52 por cento. McCain, que completará 72 anos na próxima semana, recebeu 40% dos votos dos eleitores jovens. "Esses não são os números de que Obama precisa para ganhar", disse Zogby a respeito dos norte-americanos com menos de 30 anos de idade.

O democrata, 47 anos, continua saindo-se bem entre os jovens, um bloco fundamental para sua vitória contra a senadora Hillary Clinton durante as prévias do Partido Democrata. Os esforços do candidato independente Ralph Nader e do candidato do Partido Libertário, Bob Barr, para colocar seus nomes nas cédulas a serem usadas em cada Estado parecem fazer pouca diferença.

Em outra pesquisa, Obama lidera

Pesquisa do instituto Gallup divulgada nesta quarta-feira indica que o senador Barack Obama, do Partido Democrata, tem 45% das intenções de voto para a eleição presidencial norte-americana de novembro, enquanto o também senador John McCain, do Partido Republicano, tem 43%. A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 19 de agosto, com 2.658 entrevistados; a margem de erro é de 2 pontos porcentuais. A pesquisa Gallup anterior, feita entre os dias 16 e 18 e divulgada ontem, dava 45% das preferências a Obama e 44% a McCain.

Segundo a Gallup, entre os norte-americanos que freqüentam igrejas pelo menos uma vez por semana, McCain lidera com 53% das preferências a 37%; entre os norte-americanos que já serviram nas forças armadas, McCain tem 54% das preferências e Obama, 34%.

Outra pesquisa do mesmo instituto, feita entre os dias 11 e 17 de agosto, indica que McCain lidera com 51% a 37% entre os brancos não-hispânicos, enquanto Obama lidera com 88% a 5% entre os negros não-hispânicos; entre os hispânicos, Obama lidera com 66% a 25%.





POR QUE LER ORTEGA Y GASSET

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
12/08/2008

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Eu não leio Ortega por mero gosto, embora o filósofo espanhol seja talvez o mais refinado escritor que eu já tenha lido, usando uma prosa que tangencia a poesia e mais das vezes escreveu poesia em prosa. Nem pelos temas, tão variados e tão candentes. E nem pela sofisticação, que sobra no escritor. Nem mesmo sua fabulosa análise dos fatos históricos de seu tempo de vida, tão diáfanos diante de seus olhos, é o motivo. Tudo isso é muito importante, mas empalidece em face do que é realmente fundamental no filósofo celtibero: sua necessidade vital para que os homens conscientes de hoje possam pensar e agir na realidade. Quero aqui explorar essa razão vital orteguiana. E esta é pura atualidade.

Leio Ortega por instinto de sobrevivência. Sua obra é uma bóia salva-vidas para o náufrago que me sinto, largado em pleno oceano revolto. Abrir seus livros é refrescar os pulmões, um jato de ar fresco para quem está quase afogado. E aqui quero me referir ao tema que o tornou mundialmente famoso: a rebelião das massas. Se, a seu tempo, esse fenômeno era o que emergia e apavorava, o mesmo podemos dizer dos dias de hoje com muito maior gravidade. Lembremos que Ortega começou a escrever sobre o assunto no livro ESPANHA INVERTEBRADA (1923), na verdade o tema já estava no livro inaugural, MEDITACIONES DEL QUIXOTE (1914). Atentemos para as datas: a Primeira Grande Guerra, o comunismo na Rússia, os loucos Anos Vinte. Em 1930 veio a público o livro A REBELIÃO DAS MASSAS, em véspera de Hitler chegar ao poder e de vir a barbárie que viria, a ação (rebelião) do homem-massa tão temida por Ortega.

À época o Brasil era um mero coadjuvante no cenário internacional e ainda não tínhamos essa figura distinta por aqui, o homem-massa, como o elemento hegemônico na sociedade e na política. É bem verdade que ele já estava aqui, gestando no PCB, no meio dos anarquistas e no embrião positivista do Estado. Hoje sua presença está consumada na estrutura de poder. Definitivamente, o fenômeno que Ortega viu na Espanha e na Europa mundializou-se, junto o Brasil. Lula é a expressão mais acabada desse processo e o PT a organização política que levou às últimas conseqüências a arte de cortejar o homem-massa por aqui. O Brasil entrou em decadência antes de chegar à civilização.

O grande perigo que Ortega via no homem-massa é que ele deixou de ter passado, ignorando as fontes da civilização. Perdeu o senso do real. Ficou incapaz de incorporar a história ao presente. Perdeu o sentido da “razão histórica”. E a história é a própria vida, o que torna o homem humano, distinguindo-o das bestas. O homem-massa tornou-se o “senhorito satisfeito”, o herdeiro da civilização que nada pagou por ela e que não tem compromisso com seus fundamentos. Esse verdadeiro garoto mimado da história humana usa as ferramentas da civilização sem os freios civilizacionais, e duas delas são especialmente caras e perigosas: o Estado e a técnica.

O Estado foi criado como o instrumento de eliminação do caos, pressupondo o exercício da Justiça e da moral mais elevada pelos governantes, ao lado do legítimo exercício da força. O gênio de grandes homens o instituiu na origem como uma coisa divina, uma aquisição transcendental. Perseguia-se na lei positiva a expressão da lei natural. O que vemos agora? O contrário de tudo isso. A lei agora é utilizada para a regulamentação do que é mais nefando e, pior, para a escravização dos homens e para a eliminação do que pode haver neles de egrégio. Não se admite nada fora da média. Essa é uma das razões porque se persegue obstinadamente a igualdade da distribuição de renda: é o emblema mais acabado do império ideológico do homem-massa. Igualdade para todos, em tudo, bradam as massas. O comunismo é o ideal mais desejado. A lei deixou de proteger as minorias, conspira agora contra elas e, por vezes, elimina-as. Ser cristão, por exemplo, tornou-se algo bastante perigoso no mundo se hoje.

Os Estados viraram predadores de seus próprios súditos, com suas cargas tributárias inviáveis, com suas regulações incumpríveis e sua polícia onipresente. As prisões andam abarrotadas. O Ocidente, que sempre praticou e ansiou pela liberdade, que a exportou para todos os rincões da Terra, hoje se vê na contingência de copiar o modo do Oriente, de viver sem liberdade. A ferramenta “Estado”, criada pelo homem, voltou-se contra seu criador nas mãos do homem-massa. De instrumento de libertação do caos virou instrumento de escravidão, de reimersão no caos.

A outra ferramenta é a técnica, filha da filosofia e das ciências. A técnica minimizou os riscos existenciais e deu riquezas nunca antes imaginadas. O homem-massa pensa que as técnicas lhe chegaram como vem o ar, como uma dádiva. E esquece que o mesmo compromisso que gerou o Estado gerou as técnicas: o compromisso da ética. Ao se esquecer de como as coisas foram geradas no processo histórico, o garoto mimado da história usufrui sem compromissos. Ao fazê-lo, vemos a técnica se colocar contra o criador e virar também um instrumento de escravidão: consumo compulsivo, controles, bombas (atômicas inclusive), meios de destruição de massa. A caixa de Pandora foi reaberta pelo homem-massa triunfante no comando da técnica.

Ler a obra de Ortega é atentar para tudo isso e perceber o grande perigo em que vivemos. Mas Ortega não poderia ver que o homem-massa aprendeu no processo. Sua maldade conseguiu ser maior do que sua estupidez. O filósofo temia a ação direta, o instrumento por excelência daqueles tempos. As massas duelavam em plena rua, com suas bandeiras fascistas, nazistas e bolchevistas. De certa forma, esse instrumento continua, sendo o Estado a sua alavanca. Os sistemas tributários e as múltiplas polícias, por exemplo, serão certamente sua forma mais ostensiva de atuação. Mas enquanto Ortega escrevia outro sujeito também o fazia, na prisão: Gramsci. Este destilou o veneno mais fantástico para a ação das massas, ensinando a tomada do poder pela tomada homeopática do Estado. O Brasil será talvez o locus onde esse processo, substituto da ação direta, alcançou madurez. Assumiram o poder de Estado sem disparar um só tiro e as instituições foram postas à mercê do senhorito satisfeito sem qualquer violência. Um caso exemplar!

Compreender Ortega é o ponto de partida para o enfrentamento da situação de perigo.

O antídoto contra o homem-massa é o homem diferenciado, egrégio, aquele que cultiva a história e a filosofia.

Aquele que conscientemente se treina para a liderança, que, com coragem, vai duelar contra as idéias coletivistas onde elas forem pregadas. Esse ser egrégio não duela por vaidade ou por esporte, mas por instinto de sobrevivência. A história ensina qual o caminho que o homem-massa escolhe, qual o destino reservado àqueles que o seguem. No fim será sempre destruição e morte, antes passando pela escravidão. Ler Ortega é um acordar para esses perigos, talvez por isso sua filosofia esteja novamente entrando na moda, vez que vivemos tempos de grandes perigos. É como um remédio amargo para a doença terminal, aquele que dá uma esperança. Mas é amargo ainda assim. Despertar é viver, despertar para continuar vivo.




O racismo do governo petista

Do portal NAÇÃO MESTIÇA

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Leão Alves

Notícia do Amazonas, Manaus (AM), 23/06-06/07/2006

O governo petista está ressuscitando uma antiga e não muito conhecida forma de racismo, o antimestiço, e fazendo da negação da identidade mestiça uma nova versão de limpeza étnica. Racistas como o conde Arthur de Gobineau, que residiu no Brasil no séc. XIX, defendiam que a mestiçagem levaria à decadência geral da humanidade porque, afirmavam, debilitaria o que cada raça teria de melhor. Para evitar este “perigo”, defendiam a necessidade de preservação da diversidade e da pureza racial dos povos – um dos frutos mais recentes dessa ideologia foi o sistema de apartheid sul-africano.

Ministra Matilde Ribeiro (centro) recepciona com hostilidade delegada mestiça do Amazonas (de blusa amarela) durante 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília.

A política racial do governo petista vê na mestiçagem uma ameaça a seu projeto de transformar a sociedade brasileira num grande mosaico de nacionalidades e de tornar a idéia de povo brasileiro uma ficção do passado. Para o presidente de honra do PT e presidente do Brasil não há sentido em palavras como mulato, caboco ou cafuzo; para Lula as pessoas que se identificaram como pardas nos censos oficiais estavam na verdade desejando dizer que eram negras. Eis a dificuldade de Lula para falar as palavras mestiço e caboco em seus pronunciamentos sobre assuntos étnicos e raciais, inclusive quando fez comentários sobre a igualdade racial entre os humanos em seu último discurso em Manaus.

"Admiradores de Lula atacaram em Manaus uma militante do movimento Nação Mestiça que pedia um lugar no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial"

Com o mesmo estilo e ânimo daquele pessoal que, “com a certeza na frente” e verbas públicas na conta, realizou um quebra-quebra em Brasília, admiradores locais do presidente atacaram uma senhora que assistia à pré-campanha de Lula a fim de arrancar dela uma faixa do movimento Nação Mestiça, na qual era solicitado ao presidente que os mestiços também tivessem representação no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Este conselho, composto em sua maioria por organizações do movimento negro, também possui, para satisfazer exigências políticas e legais e para justificar seu nome, representações solitárias de indígenas, ciganos, judeus, palestinos e árabes.

O conselho é um órgão consultivo da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial cujo nome (que lembra um título de tese) é resumido na sigla SEPPIR. A SEPPIR é administrada por Matilde Ribeiro, histórica militante do PT e do movimento negro.

Como todos sabem, quando Cabral apareceu por estas terras, havia aqui os nativos. Com a colonização portuguesa, nasceram os primeiros mestiços de branco e indígena, chamados pelos europeus, possivelmente por sua cor, de mamelucos e pelos indígenas, talvez por sua origem, de cabocos. Depois chegaram os negros, surgindo os primeiros mulatos e os primeiros cafuzos – bem antes do PT e do governo Lula, bem antes do iluminado discurso de que mestiço e pardo são invenções da Globo.

O governo foi além de reconhecer e devidamente valorizar as manifestações das diversidades já existentes no povo brasileiro: decidiu promover a diversidade como um bem em si mesmo ao ponto de inventá-la, nos seus termos e interesses. Enquanto no Amazonas os cabocos são constrangidos a se assumirem negros, no Mato Grosso a Funai impõe a mestiços chiquitanos a identidade indígena – com direito a cacique (indicado pelo governo) e tudo.

"O governo petista tem espaço para índios, negros, judeus, ciganos, árabes, palestinos e brancos, mas não tem espaço para mestiços. Fomos até impedidos de participar de um seminário do PT"

A diversidade do governo petista tem lugar para índios, negros, judeus, ciganos, árabes, palestinos e brancos, mas não tem lugar para mestiços. Dia 13 de maio último, no Parque do Idoso, a Ministra Matilde Ribeiro compareceu a um seminário promovido pelo PT sobre temas raciais. Houve poucos participantes, petistas e não petistas, entre eles representantes do movimento indígena, do movimento negro e da recém criada Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SEMDIH). Membros do movimento mestiço que compareceram ao Parque do Idoso foram impedidos de assistir ao evento sob a alegação de não pertencerem ao partido. Quando pedem o voto do eleitor não são tão exigentes.

Calibrado no discurso e no apoio de organizações não-governamentais, várias delas com sede na Europa e EUA, o projeto de Lula para o Brasil é o de uma nação e de um país retalhado – e quanto mais, melhor – e o de um estado com finalidade simplesmente administrativa. Não há povo brasileiro, já ensinam; povo brasileiro é coisa de Darcy Ribeiro. Quanto aos afro-brasileiros (e aqueles que eles assim consideram) devem ser divididos e tribalizados, ou melhor, aquilombados.

Ministra Matilde Ribeiro (centro) recepciona com hostilidade delegada mestiça do Amazonas (de blusa amarela) durante 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília.

Quanto a esta última observação, o que não é lembrado pelo discurso do governo petista é que os escravos negros e afro-mestiços não fugiam para quilombos porque rejeitassem a sociedade européia ou a cultura ocidental; fugiam para quilombos porque era melhor viver neles do que como escravos nas senzalas; o próprio escravismo, motor do sistema colonial europeu da época, não era desconhecido na África. Com o fim da escravidão, a opção da absoluta maioria dos ex-escravos foi continuar convivendo com os brancos, rareando o surgimento de novos quilombos.

"Em sua política etnocida, o governo opta por alimentar preconceitos, desvalorizar o processo de mestiçagem nacional e determinar quais devem ser as identidades étnicas e raciais adequadas"

O discurso oficial não lembra que a maioria absoluta dos negros que chega ao Brasil não vinha de sociedades tribais, mas de grandes sociedades comerciais; boa parte dos negros trazidos ao Brasil, possivelmente a maioria, era formada por prisioneiros de guerra transformados em produto de exportação e transportados dentro do território africano por antigas vias comerciais. Não há, assim, qualquer paralelo entre quilombos, e muito menos entre seus remanescentes, e sociedades tribais africanas. O governo petista, porém, decidiu promover a tribalização dos remanescentes de quilombos, decidiu estimular seu isolamento do restante da nação sob argumentos como a alegação de que possuem cultura diferenciada, de que esta cultura está ameaçada pelo restante da sociedade nacional, etc.

Em sua política etnocida favorável ao fracionamento do povo brasileiro, o governo opta, assim, por alimentar preconceitos, desvalorizar o processo de mestiçagem nacional – ocorrido nos próprios quilombos desde suas origens – e atuar contra a identidade mestiça e contra a idéia de identidade nacional. Pior, opta por determinar quais devem ser as identidades étnicas e raciais “adequadas” e reprimir os movimentos de afirmação da identidade mestiça. Seguindo as diretrizes da política racial do PT, militantes petistas locais têm apoiado a representação da Cultura Indígena e Afro-brasileira no Conselho Estadual de Cultura do Amazonas e a exclusão da Cultura Mestiça, o que implica na exclusão, p. ex., da cultura do caboco, dos ribeirinhos e da dos imigrantes nordestinos, elementos fundamentais na formação do povo amazonense e de sua identidade. Pois no raciocínio do governo petista, caboco não existe, mas se existe é pardo, e sendo pardo é negro e, sendo negro sua cultura já está contemplada nas políticas da SEPPIR para os afro-brasileiros. Se não se assume negro, que se assuma indígena, mas jamais mestiço – é o discurso etnocida com que o movimento mestiço tem lidado.

Submisso a esta política, o titular da Secretaria Estadual de Cultura, o bacharel Robério Braga, submete também a identidade cultural do povo do Amazonas a esta humilhação; identidade que, conforme preconiza a Constituição do Amazonas, é uma das finalidades do Estado proteger. Festival de ópera e chopp no Largo de São Sebastião podem ser muito agradáveis (em vários sentidos), mas cultura é algo bem mais amplo e difuso e política cultural, que é financiada com verbas públicas, deve prestar contas a quem a sustenta: o contribuinte.

Mas, graças a Deus, nem só de antimestiços é composto o poder e representantes da sociedade civil – de diversos partidos –, mais sensíveis à vontade do povo do que a encastelados sabichões, instituíram, no município de Manaus e no estado, o Dia do Mestiço, a ser comemorado em 27 de junho. Este é o espírito do movimento mestiço, o espírito da alma nacional, que repudia a discriminação, a perseguição ideológica, o racismo e o etnocídio.

Leão Alves é médico e presidente do Movimento Nação Mestiça.

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Mestiçofobia - DENUNCIE A POLÍTICA DO GOVERNO BRASILEIRO CONTRA MESTIÇOS

Mestizofobia - DENUNCIE LA POLÍTICA DEL GOBIERNO BRASILEÑO CONTRA MESTIZOS

Mestizophobia - DENOUNCE THE POLITICS OF THE BRAZILIAN GOVERNMENT AGAINST MULTIRACIALS

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Chineses apreendem mais de 300 bíblias de cristãos americanos

Do portal FOLHA ONLINE
17/08/2008 - 16h42

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da Associated Press, em Pequim

Comentário do Cavaleiro do Templo: não liguei TV para ver os Jogos Olímpicos desta vez. Alguns amigos e internautas acharam loucura, bobeira e, quase sempre, a alegação era a nossa velha conhecida "argumentação" brasileira, "mas a gente é um só, não adianta nada, somos poucos, você é sozinho", e por aí afora... O motivo do meu protesto seguido da ação mencionada está aí embaixo. Mesmo a quem não goste dos livros sagrados da humanidade, pergunto: QUE MAL UM BÍBLIA PODE CAUSAR A PONTO DE NÃO PODER SER DISTRIBUÍDA? Claro que quem entende o que uma Bíblia pode causar ao movimento comunista sabe a resposta.

Oficiais chineses confiscaram neste domingo mais de 300 bíblias de quatro cristãos missionários americanos na cidade de Kunming, sudoeste da China.

Os americanos pertencem a um grupo chamado Visão Além Fronteira, responsável por propagar a religião católica distribuindo bíblias e materiais com ensinamentos cristãos ao redor do mundo.

As bíblias foram confiscadas do grupo ainda no aeroporto de Kunming, de acordo com Pat Klein, porta-voz do grupo. Ele confirmou que a intenção deles era distribuir os livros pela cidade.

Uma oficial chinesa negou o confisco das bíblias. Ela afirmou que as autoridades estavam apenas cuidando do material e em seguida declarou que não estava autorizada a falar com a imprensa.

Um jornal estatal chinês noticiou mês passado a apreensão de 10 mil cópias da bíblia, que seriam distribuídas na Vila Olímpica. O livro só pode ser impresso por meio de supervisão do governo comunista. Oficialmente, a China é um país ateu que permite o uso da bíblia apenas em igrejas pré-autorizadas pelo governo, geralmente localizadas em hotéis e freqüentadas por estrangeiros.

"Nós não estamos vendendo os livros. Nós os damos para as pessoas. Não viemos causar problemas. Apenas trazer as bíblias para ajudar os chineses cristãos", disse Klein. De acordo com ele, as bíblias haviam sido impressas no idioma chinês.

Klein disse que, segundo os oficiais, era permitido apenas um exemplar do livro por pessoa. Os oficiais ainda insistiram que os americanos deixassem o aeroporto. "Não iremos sem os livros. Custou dinheiro trazê-los até aqui", disse Klein.

A China enfrenta uma rotina de críticas de desrespeito aos direitos humanos e repressão à liberdade religiosa. A prática religiosa é duramente regulada pelo Partido Comunista chinês. Um ativista cristão chinês foi detido no último dia 10 em Pequim, durante a semana de abertura dos Jogos Olímpicos, enquanto se dirigia para uma cerimônia religiosa na qual estaria presente o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Grupos de direitos humanos informaram que o ativista havia conseguido fugir e que estava escondido.

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Seu Garzón, o senhor é um fanfarrão!

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Terça-feira, Agosto 19, 2008

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Recebi hoje algumas dezenas de comentários, no tom que vocês podem imaginar, “esfregando na minha cara”, como disse um dos mais exaltados, as palavras do juiz espanhol Baltazar Garzón, que defende, na pratica, a revisão da Lei de Anistia brasileira. Segundo o valente, os homens são cidadãos do mundo, e o estado espanhol tem o direito de decretar a prisão de qualquer torturador, em qualquer parte do planeta! Ele está no Brasil a convite do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, um notório revanchista.

Parece tão justo o que ele diz, não? Há tantos trouxas que caem na sua conversa... Com que desassombro este iluminista espanhol vem jogar luzes no país da bugrada, não é mesmo? Quem converteu Garzón em autoridade mundial, em frente avançada do Tribunal Penal Internacional? Procurei saber se o homem já havia decretado a prisão do assassino e torturador Fidel Castro. Não. Não decretou, não.

Fiz a conta dos mortos das ditaduras por cem mil habitantes. Fidel castro é 435,86 vezes mais assassino do que os generais brasileiros, que encheram de metáforas humanistas a conta bancária de Chico Buarque. E atenção: o número é esse caso se considerem apenas as 17 mil assassinadas em terra firme. Outras 78 mil morreram tentando fugir do vagabundo. Contadas as 95 mil vítimas fatais do Coma Andante, ele matou 730,76 pessoas por cem mil habitantes. A ditadura brasileira se contentou com 0,3 por cem mil, o que significa que Fidel matou 2.436 vezes mais do que os generais brasileiros. Não! Eu não ignoro nem faço pouco das vítimas. Repudio ditaduras. Frei Betto e Vannuchi é que rezam para Fidel sobre cadáveres. Niemeyer é que ergue edifícios de empulhação ideológica sobre os corpos. Chico Buarque é que verte o seu lirismo em meio aos mortos.

Mas isso seria ficar fazendo conta sobre cadáveres. Não é uma coisa muito saudável. O que me interessa são os processos políticos, que resultam em pacificação. Como foi que a Espanha saiu de uma ditadura fascistóide e aderiu à democracia? Com revanche? Mandando os partidários ou herdeiros do franquismo para o banco dos réus? Quando Franco morreu, Garzón tinha 20 anos. Ele é da geração que se beneficiou com a transição pacífica.

Voltemos ao exemplo quase vivo: Fidel Castro. Mais dia, menos dia, a ditadura na ilha acaba. E qual é o melhor caminho para lhe pôr termo? Metendo em cana os que serviram aos porões do regime? Será essa a escolha? Garzón, por acaso, decretou a prisão de todos os agentes dos estados socialistas que torturaram e mataram no Leste Europeu e na União Soviética? Ora, meu senhor, deixe de conversa mole! Permita que os países sigam a trilha que foi tão útil à Espanha.

E notem: quando evoco esses exemplos, não estou tentando distribuir culpas para igualar responsabilidades, de um lado e de outro, à direita ou à esquerda. Estou afirmando que os países fazem escolhas e constroem realidades políticas que lhes permitem avançar — ou retroceder.

Garzón não tem autoridade funcional, história ou moral para nos dar lições. As duas primeiras, não as terá nunca. A moral, ele pode tentar: decrete a prisão de todos os facínoras do planeta — e sugiro que, espalhafatoso como é, comece pelas ditaduras islâmicas. Assim que o primeiro xeique árabe meter o pé em seu país para ver como andam os investimentos, Garzón aparece lá com o seu crachá de, como é mesmo?, “policial planetário”, em defesa dos “cidadãos do mundo”. Ou o cosmopolitismo humanista não assiste aqueles que vivem nas masmorras de Alá?

Já é quase um clichê, mas não resisto: “Seu Garzón, o senhor é um fanfarrão!"

PS: Aceito, claro, que alguém explore falhas na minha argumentação desde que:

- o autor me prove que a Espanha puniu os torturadores do franquismo;
- o autor prove que Garzón decretou a prisão de ditadores de esquerda;
- o autor prove que Garzón decretou a prisão dos ditadores islâmicos.




Procuradores e outros "amigos da ditadura" vão se assustar

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão, terça-feira, agosto 19, 2008

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Os procuradores do Ministério Público Federal, que andam apoiando seminários em favor de reinterpretações da Lei de Anistia ou cobrando punição para os militares que acusam de torturadores, terão uma surpresa histórica nada agradável.

O Delegado Carlos Alberto Augusto, que atuou como investigador no DOPS (Departamento da Ordem Política e Social) nos tempos da dita-dura, vai cumprir a promessa de contar o que sabe sobre colaboradores e informantes do sistema de repressão, que hoje posam de “vítimas da dita-dura” e até recebem indenização de “perseguidos políticos” quando, no passado, agiram como meros alcagüetes.

O delegado Carlos Alberto vai contar estorinhas pouco conhecidas sobre cardeais, padres, metalúrgicos, jornalistas, políticos e muita gente boa da área fazendária – todos colaboradores sistemáticos do esquema de “repressão”.


Defensores da supremacia branca apostam em vitória de Obama para iniciar "revolução"

Do portal FOLHA ONLINE
11/08/2008

de MARÍA PEÑA
da Efe, em Washington

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Comentário do Cavaleiro do Templo: olhem que festival de estupidez!!! Grupos que defendem a Supremacia Branca (qualquer grupo deste tipo é apenas a reunião de dementes, de sociopatas, de monstros) apostando que se B. HUSSEIN OBAMA ganhar vai acontecer uma REVOLUÇÃO DOS BRANCOS. Bom, sou ANTI-REVOLUÇÃO pois não sou sociopata. E notem: não sou nem CONTRA A REVOLUÇÃO pois acredito que ter este posicionamento é nada mais, nada menos que ser também um revolucionário. Sou a favor da EVOLUÇÃO LENTA E GRADUAL, de consenso entre as pessoas e de trabalhar com as melhores cabeças para atingir este objetivo, que é um trabalho eterno, contínuo e sem "saltos".

Representantes de movimentos pela supremacia branca nos Estados Unidos apostam na vitória do candidato democrata Barack Obama como estopim da chamada "Revolução Branca" e o fim do suposto declínio da etnia no país.

"Acreditamos que Obama vai ganhar, porque é a culminação da era a favor das minorias nos EUA. Mas, isso vai gerar um contra-ataque dos brancos e até uma revolução", disse Richard Barrett, um conservador do Mississipi e líder do Movimento Nacionalista.

"Para nós, é uma luta da maioria branca contra a tirania das minorias. Essa era trouxe distúrbios, pobreza, chantagem, assassinatos e poder político para as minorias", disse Barrett.

"Muitos brancos votarão em Obama, mas (...) se darão conta de seu erro, voltarão a defender os direitos da maioria e a exigir uma mudança", afirmou.

Grupos como o de Barrett, que se autodenominam nacionalistas e que defendem a supremacia dos brancos até na Internet, sentem-se vítimas de um sistema que, segundo eles próprios, confere preferências "desmerecidas" aos negros, hispânicos e demais minorias étnicas.

Segundo especialistas, estes grupos apóaim Obama --que se eleito será o primeiro presidente negro do país-- porque odeiam mais seu rival republicano, John McCain, a quem chamam de traidor por seu apoio a uma reforma integral da política de imigração.

Os membros destes grupos, dispersos em toda a geografia nacional, optarão por não votar ou, protegidos pelo segredo do voto, "votarão em Obama, com a esperança de que isso lhes ajude a impulsionar uma Revolução Branca", disse Mark Potok, um pesquisador do Southern Poverty Law Center (SPLC), com sede em Alabama.

Seu grupo se dedica a rastrear as ações de organizações supremacistas, estimadas em 888 em 2007, a maioria concentrada no sul e no centro dos EUA. O SPLC calcula que cerca de 200 mil pessoas pertençam a esses grupos.

"Os supremacistas acham que uma vitória de Obama seria como um grito de batalha dos brancos e que milhões se unirão em sua causa e armarão a revolução" a favor da segregação racial nos bairros e escolas, disse Potok.

Carol Swain, professora de Ciências Políticas e Leis da Universidade Vanderbilt, acredita que apesar da vitória de Obama representar uma mensagem sobre o progresso social dos EUA, para os supremacistas "seria um símbolo da decadência do país e do mal pelo qual os brancos estão passando".

"Estes grupos dizem que se sentem vítimas, discriminados e marginalizados e dizem se ressentir das preferências concedidas às minorias. Acham que se a sociedade continuar enfatizando a identidade racial, então mais e mais brancos se sentirão no direito de defender a sua", explicou Swain, autora de um livro sobre o tema.

Um ex-líder do Ku Klux Klan --o mais conhecido movimento de supremacia branca--, David Duke, divulga em sua página na Internet a causa do "nacionalismo branco" e acredita que um triunfo de Obama seria um "claro sinal para milhões de americanos brancos de que não se dão conta" de que perderam o controle de seu país.

Segundo o site de Duke, ex-legislador da Louisiana, "o perigo imediato" dos EUA é a
"imigração em massa" de mexicanos. Ele advertiu que, se esta tendência continuar, haverá "um genocídio do povo americano".

Duke, um declarado anti-semita, reclama do fato de negros e hispânicos terem grupos que defendam seus interesses, mas segundo ele "se uma pessoa branca defende sua herança cultural, a mesma que fundou este país, então a chamam de racista".

A Primeira Emenda da Constituição protege a liberdade de expressão, o que inclui o ódio pregado por grupos extremistas contra os judeus e demais minorias. A lei só intervém quando há uma incitação direta a atos de violência ou são cometidos crimes raciais.

Para muitos, a Revolução Branca é uma fantasia que, no entanto, demonstra que o racismo persiste e que a retórica da esperança, a mudança e a reconciliação, que tanto defende Obama, não chegou a esses grupos.


ParTido que vota contra mestiço

Do portal do MOVIMENTO PARDO-MESTIÇO BRASILEIRO


ParTido que vota contra mestiço

vai dar conta disso

Campanha do movimento mestiço contra o voto no Partido dos Trabalhadores e sua política discriminatória contra mestiços

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A política antimestiça do governo do PT


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Onde estão os mestiços?


"Essa convicção levou-nos a criar a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Trata-se de um espaço público que visa atender as demandas históricas de grupos afetados pela intolerância e desigualdade racial, étnica e ou cultural – os povos indígenas, os ciganos, os judeus, os palestinos, com ênfase para a população negra",


Presidente Lula, Relatório de Gestão 2003-2006.


Ministério petista mantém mestiços e caboclos fora do CNPIR - 03/08/2008 - Brasília

Candidaturas petistas como alvo - A Crítica, 24/07/2008 - Manaus

Em rota de colisão com o PT no AM - A Crítica, 21/07/2008 - Manaus

PT vota contra estudo da caboclitude nas escolas municipais - Manaus

Deputado petista diz que mãe de mulato é mula - Brasília

SEMDIH vota contra mestiços - Manaus

Site do Planalto divulga material contra Dia do Mestiço - Boa Vista/Brasília

Relatório de Gestão 2003-2006 do Governo petista não cita mestiços nem caboclos e afirma que pardos são negros - Presidência da República - SEPPIR - Brasília

Movimento mestiço protesta por espaço - A Crítica, 10/05/2007 - Manaus

Fórum Mestiço denuncia perseguição do governo Lula a liderança do movimento mestiço e à liberdade de religião - FMPP - Manaus

Desintegrar para Entregar! - João Nemo

O racismo do governo petista - Leão Alves



PT pensa como partido único

Do blog do DOM BERTRAND - PAZ NO CAMPO
:: sábado, 16 de agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Autoritários os petistas agem como se fossem donos do Brasil. Sectários não permitem a divergência. Assim estão agindo contra o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, uma organização que visa defender o direito de manifestação dessa imensa camada da população que orgulha-se de sua miscigenação e procura livrar-se da exlusão que sofrem da parte daqueles que querem dividir o povo brasileiro em raças e lançar a luta entre elas. O Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro tem como lema a frase de Gilberto Freire: 'a mestiçagem une os homens separados pelos mitos raciais'. Vejam a noticia abaixo, cuja fonte é o site do movimento www.nacaomestica.org . A questão é local. Acontece em Manaus. Mas a postura do PT é a mesma por toda parte.

'Simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) defendem a exclusão da representação dos mestiços e caboclos do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Humanos. A Secretaria Municipal de Direitos Humanos, administrada pelo secretário Jorge Guimarães, do PT, recebeu um pedido solicitando a impugnação do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro sob o argumento de que esta organização mestiça e cabocla está realizando uma campanha nacional contra o voto no Partido dos Trabalhadores. O Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro tem denunciado que o Partido dos Trabalhadores possui uma política nacional contrária a mestiços e caboclos ...'. O Movimento pretende manter a campanha.


O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.



Forçando as analogias

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
7 de agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

O raciocínio de analogia é um dos mais simples que existem, um dos primeiros que uma criança aprende. A propensão às analogias forçadas, impróprias, capengas, revela no seu autor a falta daquele senso imediato das formas e proporções, que é a base de todas as construções mais complexas da inteligência. Suprimida essa base, o que quer que se construa em cima não pode senão afastar-se da realidade, culminando enfim no delírio de interpretação, descrito pelo dr. Paul Sérieux, onde a mera burrice se transfigura em demência explícita.

Quando digo que a inversão revolucionária produz esse efeito necessariamente, é porque há décadas venho colhendo amostras do fenômeno e hoje posso assegurar que, em certos ideólogos e tagarelas de profissão, a analogia forçada é não somente um obstinado vício de pensamento, mas o seu procedimento estilístico quase único, a chave da sua visão psicótica do mundo. Não hesito em enquadrar nessa categoria os srs. Frei Betto, Leonardo Boff e, principalmente, o dr. Emir Sader, do qual jamais li um texto que não fosse, de alto abaixo, pura analogia forçada.

Aos textos da sra. Eliane Cantanhede confesso que jamais prestei nenhuma atenção, até que um amigo me enviou o artigo Chifre em cabeça de cavalo, onde a autora esguicha analogias impróprias com tanta veemência, com tanta convicção emocionada, que sou levado a suspeitar que seu cérebro já não consegue articular semelhanças e diferenças com a precisão natural de uma criança de três anos. Se o País pode dar asilo político ao ditador paraguaio Alfredo Stroessner, pergunta ela, por que não pode dá-lo também ao agente das FARC, Olivério Medina?

Os escolásticos já ensinavam que entre os termos de uma analogia tem de haver um terceiro termo comum que dá a razão da sua semelhança, a sua ratio analogandi. Qual a ratio analogandi entre dois casos de asilo político? A lei de asilo político, é claro. Essa lei não quer saber se, de dois postulantes ao asilo, um é um anjo e o outro é uma peste. Tudo o que ela quer saber é (1) se são perseguidos nos seus países por motivos políticos e (2) se estão limpos perante a Justiça brasileira. Admitamos, só para simplificar, que no primeiro quesito Stroessner e Medina sejam idênticos. No segundo, não há comparação possível: o general pode ter feito tanta malvadeza no Paraguai quanto as FARC fizeram na Colômbia, mas nunca espalhou 200 toneladas de cocaína no País, nem deu armas e treinamento para o PCC. O problema não é o mal que os dois fizeram aos seus respectivos países, mas o mal que um deles fez - e o outro não fez - ao país ao qual pede asilo.

Mais adiante, a sra. Cantanhede revela espanto ante a indignação de tantos brasileiros com o emprego público dado pela ministra Dilma Roussef à esposa do mesmo Oliverio Medina. Então a coitada - pergunta a colunista - não teria o direito de trabalhar? Sim, é claro, todos têm o direito de trabalhar, mas nem todos têm o direito a um emprego público obtido, sem concurso, mediante a proteção de um companheiro de ideologia encastelado num cargo ministerial.

Aí a única ratio analogandi é a confusão verbal da sra. Cantanhede, que mistura o direito ao trabalho com o direito a favores estatais, e os direitos dos cidadãos brasileiros com os direitos dos familiares de delinqüentes estrangeiros sob investigação. Os e-mails das FARC citando brasileiros, proclama ela, não provam nada, muito menos participação na guerrilha, em contrabando de armas e cocaína, exportação de revoluções. Neste último ponto não há falsa analogia e sim de mentira pura e simples.

Exportar a revolução comunista a toda a América Latina foi e é a ocupação única, explícita e constante do Foro de São Paulo desde 1990, e para prová-lo não é preciso encontrar nenhum laptop na selva: dezoito anos de atas de assembléias e grupos de trabalho, sem contar vinte e um números da revista America Libre não falam de outra coisa senão de revolução continental. Os detalhes registrados no laptop, aliás, não fazem nenhum sentido fora desse quadro.

E é precisamente olhando-os fora dele que a sra. Cantanhede pode concluir que esses detalhes “não provam nada, muito menos participação na guerrilha, em contrabando de armas e cocaína”. Se ao construir cada uma de suas falsas analogias ela faz apelo a uma ratio analogandi deslocada, ao negar a existência de uma relação efetiva ela simplesmente dá sumiço à ratio analogandi existente, isto é, à conexão estratégica e tática entre os personagens envolvidos, daí tirando a conclusão maravilhosa de que dar proteção política ao crime não é crime, como se a essência mesma da subversão revolucionária não consistisse na articulação sistemática de política e crime.



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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".