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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Papa, o Islã e a Covardia

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Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
17 de setembro de 2006


Deus tem suas datas. No domingo em que o mundo islâmico, em polvorosa, se ergue em protesto contra o Papa Bento XVI, a Igreja proclama o evangelho da cruz: “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8,34).

Mas a cruz não é palavra que se ouça com freqüência em muitas igrejas. Fez sucesso, nos últimos tempos, uma visão adocicada e inócua do cristianismo e de Jesus. Para alguns, Jesus seria um destes pacifistas meio hippies e nômades que vivem apregoando obviedades inofensivas. Se assim fosse, não se explicaria como o homem foi acabar pregado numa cruz. Se Jesus fosse assim, não mereceria nem sequer respeito, muito menos fé e adoração!

O cristianismo não prega a salvação desta vida a qualquer custo. A mensagem de Cristo é corajosa e destemida, e continua incomodando a muitos. O Evangelho, no mais das vezes, custa ao evangelizador sua própria vida.

É isto o que Jesus, a duras penas, ensina a Pedro no evangelho deste domingo (Mc 8,27-35). O Príncipe dos Apóstolos professa a fé da Igreja: “Tu és o Messias”. Mas, logo em seguida, o divino Mestre anuncia que esta fé tem a cruz como conseqüência. Cruz que deve ser corajosamente carregada, não somente pelo Cristo, mas também por seus discípulos.

A covardia faz com que Pedro chame Jesus à parte e tente, timidamente, repreender o Mestre. Mas o Senhor não tolera segredinhos ao pé do ouvido e, diante dos discípulos, dirige a Pedro talvez as palavras mais duras de todo o evangelho: “Vai para longe de mim, Satanás!... Quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la”!

Os cristãos apreciam a paz e a tranqüilidade, mas não a qualquer custo. O Papa Bento XVI é o sucessor de Pedro, mas não é o imitador de seus erros. O timoneiro da Igreja é um homem e não um verme.

Recapitulemos os acontecimentos dos últimos dias. Em visita a sua terra natal, o Papa teve a oportunidade de proferir, mais uma vez, uma aula magistral na mesma Universidade onde fora professor. O tema da aula: fé, razão e universidade. Durante seu discurso, o Papa demonstra de forma irrefutável que a irracionalidade não tem nada de divino. E, neste contexto, denuncia o uso da violência e do terror.

Alguns dias depois, como bomba de efeito retardado, o mundo muçulmano explode em indignação, acusando o Papa de “convocar uma nova cruzada”.

Logo em seguida, assistimos as tentativas infrutíferas da Santa Sé de dialogar com o mundo islâmico, que faz ouvidos de mercador. As declarações se deram num crescente hierárquico: o diretor da Sala de Imprensa, o Secretário de Estado e, finalmente, o próprio Sumo Pontífice. A imprensa brasileira, por ignorância ou por má fé, reportou estas declarações da pior maneira possível: “Papa lamenta o discurso que fez”. Seja maldade, seja burrice, esta gente parece não ter compromisso com a verdade.

As três declarações são claras: o Papa não lamenta o que disse. Lamenta apenas duas coisas: a) que o seu discurso tenha sido mal interpretado e b) que as sensibilidades tenham reagido assim. Mas o conteúdo do que ele disse permanece de pé. E o que disse de tão grave?

Disse o que muitos enxergam, mas poucos têm coragem de dizer: usar Deus e a religião para justificar a violência é contrário à natureza de Deus e da própria religião.

O Islamismo é uma religião que merece respeito. Mas, em alguns lugares, não se pode negar que esta religião foi raptada por uma ideologia de irracionalidade e violência. Esta ideologia política abusa do nome de Alá e da religião Islâmica para justificar uma carnificina de inocentes.

Apesar das explicações do Papa, o que se vê? Protestos de governantes islâmicos, queixumes de líderes religiosos, bombas incendiárias, ameaças de ataques terroristas ao Vaticano e passeatas, várias passeatas, aos gritos de que o Papa seja enforcado e os inimigos do Islã massacrados. Tudo isto, ironicamente, demonstra apenas uma coisa: o Papa tinha razão. A irracionalidade e a violência não podem seqüestrar uma religião desta forma!

Os seguidores e os líderes muçulmanos devem compreender uma coisa. Eles podem ter a nossa tolerância, mas só conquistarão nosso respeito quando usarem suas passeatas, declarações e protestos para condenar, não um homem de Deus, mas a brutalidade monstruosa do terrorismo. Só esta atitude poderá redimir o Islamismo aos olhos do Ocidente.

Mas também o Ocidente precisa se redimir. Nossa sociedade, covarde, preferiria, como o Pedro do evangelho, que o Papa ficasse calado. Este mesmo Ocidente que hipocritamente recrimina os Papas de negligência diante do nazismo, agora exige prudência diante do surgimento de um regime ainda pior: o fascismo de inspiração islâmica. Na verdade a doença do Ocidente não é apenas covardia. Se fosse assim, uma simples chamada ao brio e à virilidade resolveria o problema. A doença é mais grave. Trata-se de AIDS espiritual.

O corpo com AIDS, já não sabe distinguir entre o vírus inimigo e o alimento saudável. O organismo não tem coragem de dar ao vírus o seu nome próprio, por temor de “ofender-lhe os nobres sentimentos”! Tal a doença do Ocidente: AIDS espiritual; falta-nos força moral para identificar o mal e, uma vez identificado, combatê-lo. Com isto, a violência, o fanatismo e a irracionalidade irão continuar sem seus nomes horrendos, disfarçados simpaticamente de legítima defesa, fervor e devoto arrebatamento.

Mas, a nós brasileiros, tudo isto importaria muito pouco, se a pusilanimidade fosse apanágio exclusivo do além-mar. Por aqui, enquanto os PCCs e Comandos Vermelhos reduzem nossas cidades ao estado de sítio, falta-nos um Bento XVI.

Nossos eminentes pastores, católicos e evangélicos, nos envergonham ao acorrerem pressurosos na defesa dos direitos dos... delinqüentes. E, se a mídia chique e as ONGs de esquerda se acotovelam para aplaudir os novos profetas, uma população inteira de covardes se tranca dentro de casa, como tantas velhinhas que, de mãos trêmulas, desejam assegurar suas últimas jóias.

“Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la!” Não nos damos conta que, querendo salvar nossas vidas, renunciamos à própria liberdade. Os cristãos desejam a paz, mas não a qualquer custo. Desejam salvar esta vida, mas não fazem dela um valor absoluto.

Não nos iludamos, quando homens de esquerda vierem com seu discurso “a favor da vida” (e invariavelmente também a favor do aborto!) e desejarem salvá-la, custe o que custar. A vida de que falam não é a vida verdadeira. A política “a favor da vida” é o novo nome do velho materialismo.

Os terroristas, aqui e além-mar, contam com isto. Contam com o materialismo que se instalou no Ocidente. Materialista, geralmente, não arrisca a vida. Ele não terá outra! Contam com nosso materialismo, mas aqui se enganam. A fé cristã ainda não está morta. Ainda há quem diga: “Vosso amor vale mais do que a vida”. Contam com o materialismo e, por isto, odeiam as palavras do velho Papa. Eles sabem que elas, e somente elas, podem acordar o grande gigante adormecido. O gigante que gerou este Ocidente, democrático e livre: o homem cristão.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Chineses apreendem mais de 300 bíblias de cristãos americanos

Do portal FOLHA ONLINE
17/08/2008 - 16h42

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da Associated Press, em Pequim

Comentário do Cavaleiro do Templo: não liguei TV para ver os Jogos Olímpicos desta vez. Alguns amigos e internautas acharam loucura, bobeira e, quase sempre, a alegação era a nossa velha conhecida "argumentação" brasileira, "mas a gente é um só, não adianta nada, somos poucos, você é sozinho", e por aí afora... O motivo do meu protesto seguido da ação mencionada está aí embaixo. Mesmo a quem não goste dos livros sagrados da humanidade, pergunto: QUE MAL UM BÍBLIA PODE CAUSAR A PONTO DE NÃO PODER SER DISTRIBUÍDA? Claro que quem entende o que uma Bíblia pode causar ao movimento comunista sabe a resposta.

Oficiais chineses confiscaram neste domingo mais de 300 bíblias de quatro cristãos missionários americanos na cidade de Kunming, sudoeste da China.

Os americanos pertencem a um grupo chamado Visão Além Fronteira, responsável por propagar a religião católica distribuindo bíblias e materiais com ensinamentos cristãos ao redor do mundo.

As bíblias foram confiscadas do grupo ainda no aeroporto de Kunming, de acordo com Pat Klein, porta-voz do grupo. Ele confirmou que a intenção deles era distribuir os livros pela cidade.

Uma oficial chinesa negou o confisco das bíblias. Ela afirmou que as autoridades estavam apenas cuidando do material e em seguida declarou que não estava autorizada a falar com a imprensa.

Um jornal estatal chinês noticiou mês passado a apreensão de 10 mil cópias da bíblia, que seriam distribuídas na Vila Olímpica. O livro só pode ser impresso por meio de supervisão do governo comunista. Oficialmente, a China é um país ateu que permite o uso da bíblia apenas em igrejas pré-autorizadas pelo governo, geralmente localizadas em hotéis e freqüentadas por estrangeiros.

"Nós não estamos vendendo os livros. Nós os damos para as pessoas. Não viemos causar problemas. Apenas trazer as bíblias para ajudar os chineses cristãos", disse Klein. De acordo com ele, as bíblias haviam sido impressas no idioma chinês.

Klein disse que, segundo os oficiais, era permitido apenas um exemplar do livro por pessoa. Os oficiais ainda insistiram que os americanos deixassem o aeroporto. "Não iremos sem os livros. Custou dinheiro trazê-los até aqui", disse Klein.

A China enfrenta uma rotina de críticas de desrespeito aos direitos humanos e repressão à liberdade religiosa. A prática religiosa é duramente regulada pelo Partido Comunista chinês. Um ativista cristão chinês foi detido no último dia 10 em Pequim, durante a semana de abertura dos Jogos Olímpicos, enquanto se dirigia para uma cerimônia religiosa na qual estaria presente o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Grupos de direitos humanos informaram que o ativista havia conseguido fugir e que estava escondido.

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quarta-feira, 26 de março de 2008

A Bíblia é uma arma que mata comunistas (pelo jeito seria isto...)

Do site da RÁDIO VATICANO
Pequim, 12 nov (RV)

*Leiam abaixo e reflitam junto comigo.

Não haverá restrições religiosas durante os Jogos Olímpicos de 2008, programados para Pequim. A garantia foi dada pelo Comitê Olímpico, depois da divulgação de algumas notícias, afirmando que a Bíblia estava incluída numa lista de objetos proibidos nas vilas olímpicas.

O Comitê Olímpico Internacional confirmou às autoridades do Comitê Olímpico dos Estados Unidos que não haverá restrições para que os atletas levem Bíblias à vila olímpica em Pequim, no próximo ano.

As regras do Comitê Olímpico Internacional estabelecem que “não se permite nenhum tipo de demonstração política, religiosa ou propaganda racial nos lugares olímpicos ou áreas similares”. Essa regra impede que os participantes usem as Olimpíadas como plataforma política, mas não inclui proibições contra a Bíblia.

No entanto, uma nota no site dos Jogos Olímpicos de Pequim explica que “aos viajantes, recomenda-se não levar mais do que uma Bíblia para a China”. (CM)

* Comentário do Cavaleiro do Templo:

Mesmo que as restrições sejam estas (...aos viajantes, recomenda-se não levar mais do que uma Bíblia para a China...), EU NÃO VOU SEQUER LIGAR UM RÁDIO PARA NEM MESMO OUVIR NOTÍCIAS DESTA PORCARIA DE JOGOS OLÍMPICOS NA CHINA.

Olha, é inadmissível fazer qualquer tipo de restrição a livros sobre qualquer tipo de coisa, desde que estes não versem sobre coisas ilegais. Restringir o Livro Sagrado da maioria das pessoas deste planeta é no mínimo inaceitável. Nenhum cristão que preste deve investir seu tempo neste evento, por mais que goste de esportes.

Proponho um BOICOTE TOTAL ÀS TRANSMISSÕES, EVENTOS, PRODUTOS E SERVIÇOS DESTES JOGOS OLÍMPICOS E CONVOCO TODOS, CATÓLICOS OU NÃO, A FAZEREM O MESMO.

Pois pensem o seguinte: e se existissem restrições a camisinhas? Ou ao chocolate? Ou a grupos determinados por hábitos sexuais?

Esta PORCARIA DESTE EVENTO é para unir os povos ou para separá-los? Se não o chinês não sabe que o espírito por trás dos JOGOS OLÍMPICOS é confraternização, união, paz, harmonia, que não bancassem o evento.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".