Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Exemplo didático

Exemplo didático
http://www.olavodecarvalho.org/semana/091007dc.html


Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 7 de outubro de 2009


"Os jornalistas são arrogantes e não querem ser melhorados", afirma o ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva (v.http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2209200921.htm). Tem toda a razão. Ele próprio constitui um exemplo didático dessa regra, pois, advertido o quanto seja, não quer por nada deste mundo aprender que idoneidade e isenção, em jornalismo, não consistem na mera afetação de linguagem superiormente neutra – o estilo folhístico por excelência –, mas na prática substantiva da justiça e do senso das proporções, coisas que não só a Folha, mas também O Globo e o Estadão desconhecem por completo.

Não há colunista ou editorialista nesses jornais - incluído nisso o sr. Lins da Silva – que, ao referir-se ao autor do presente artigo, não tome o cuidado de advertir que se trata de um sujeito "muito conservador", "ultraconservador" ou até "extremista de direita". Nenhum deles escreve nem escreveria jamais que o sr. Quartim de Moraes, ou o sr. Marco Aurélio Garcia, ou o sr. Emir Sader, é "muito comunista", "ultra-esquerdista" ou "extremista de esquerda".


Segundo o sentido dicionarizado da palavra, extremista é o indivíduo ou grupo que vai às últimas conseqüências na luta pelas suas idéias políticas, desejando, aprovando ou até mesmo colaborando ativamente com a instauração de regimes empenhados em assassinar em massa os seus adversários ideológicos.


Os três personagens citados enquadram-se rigorosamente nessa definição, que não se aplica a mim de maneira alguma, nem a Rush Limbaugh, nem a Glenn Beck, nem a qualquer dos outros jornalistas, brasileiros ou estrangeiros, aos quais os três maiores jornais deste país aplicam aquele qualificativo com a constância sistemática de quem aposta no poder ilimitado da mentira repetida.


Os srs. Quartim, Garcia, Sader e similares – seu nome é legião – não somente dão respaldo intelectual a regimes genocidas (o primeiro deles fez até uma candente apologia de Stalin), mas têm uma extensa folha de realizações práticas em prol desses regimes, bem como da sua extensão ao Brasil, que é o sonho das suas vidas.


Da minha parte, não escrevi nem disse nunca uma palavra em favor do princípio ditatorial, seja de modo genérico, seja em suas especiais versões direitistas, nem sugeri jamais que fosse adotado no Brasil. O que tenho defendido, para este ou para qualquer outro país do mundo, é a boa e velha democracia parlamentar, na qual os comunistas não estão na cadeia nem no cemitério e sim na praça pública, a salvo de qualquer risco exceto o de ser desmoralizados, no confronto polêmico, por pessoas malvadas como eu.


Meus atos acompanharam minhas palavras. Enquanto uma ditadura de direita existiu no Brasil, fiz o possível para combatê-la, chegando a estar entre os primeiros que tomaram posição pública, quando tantos preferiam calar, contra o mais notório de seus delitos, o assassinato do jornalista Vladimir Herzog.


O máximo que fiz em prol, não dessa ditadura, mas da simples verdade histórica, e isto bem depois da extinção do regime, foi contestar exageros difamatórios que retroativamente se produziram contra ele, como se lhe faltassem pecados reais.


Por que, então, sou eu o extremista, e não aqueles notórios defensores de medidas extremadas contra quem se oponha a seus desígnios?


Na verdade, as referências a essas criaturas, na "grande mídia" nacional, vêm sistematicamente desacompanhadas de qualquer menção, não só ao seu extremismo assumido e pertinaz, mas até à sua filiação ideológica em sentido geral, de modo que acabam constando apenas como escritores, professores ou autoridades intelectuais nos seus respectivos campos, honrosamente imunes a qualquer suspeita de viés ideológico – privilégio reservado aos seus críticos e especialmente à minha execrável pessoa.


Mais até do que a deformação ou supressão material dos fatos, o que revela com suprema clareza a falta de isenção no jornalismo são os cacoetes verbais que, traindo o discurso fingidamente neutro e equilibrado, tendem sempre contra um dos lados, poupando o outro de vexame similar. Aliás, a própria sugestão corrente de que aí existam "lados" é de uma falsidade pérfida: onde um indivíduo praticamente sozinho protesta contra as organizações bilionárias que controlam uma dúzia de países em torno, ele não está disputando o poder com elas, nem sequer movendo a elas qualquer espécie de oposição política. Está precisamente clamando no deserto contra uma situação psicótica em que toda concorrência se tornou impossível, tal a desproporção de forças entre o cidadão avulso e a hidra de mil cabeças do Foro de São Paulo. Toda afetação de equilíbrio entre dois pólos ideológicos, nessas circunstâncias, torna-se a simulação de um confronto democrático inexistente, a tentativa cínica de apresentar a macro-organização dominante e seu crítico solitário como forças de igual potência e função, diferenciadas apenas pelo sinal inverso. Dar aparência de verossimilhança a essa farsa monstruosa tem sido, há anos, a função predominante doombudsman da Folha de S. Paulo, bem como de seus equivalentes ocasionais nos demais órgãos de mídia.


O sentido do cacoete verbal acima mencionado é demasiado evidente: para a mentalidade reinante na nossa mídia, nenhuma dose de esquerdismo, mesmo quando se eleva à apologia de tiranos genocidas ou à colaboração ativa com os regimes que eles criaram, é extrema, excessiva ou digna de nota. Ela é tão normal e aceitável que se torna rotineiro abster-se de mencioná-la, para evitar o risco de colar na imagem do seu porta-voz um rótulo mesmo vagamente pejorativo. O homem de idéias conservadoras, ao contrário, mesmo que tenha se notabilizado por mil e um feitos intelectuais alheios à política do momento, mesmo que jamais tenha se excedido na defesa de suas idéias ao ponto de aplaudir quem por elas torture, mate ou roube, deve ser sempre mencionado, antes de tudo, pela sua coloração partidária mesmo inexistente, para que nenhum leitor caia na tentação demoníaca de imaginá-lo, ainda que por instantes, homem isento e sério, capaz de raciocinar fora e acima de preconceitos ideológicos.


Repetidos ad infinitum, esses giros de linguagem têm o efeito de uma campanha difamatória devastadora contra a minoria absoluta, operação tanto mais eficiente e letal quanto mais se resguarda de fazer críticas ostensivas, francas, e mais se refugia à sombra das insinuações implícitas, difíceis de colocar em discussão mas facilmente impregnáveis, como preconceitos automatizados, na mente popular. É isso o que, com ombudsman ou sem ele, a mídia brasileira de hoje chama de jornalismo isento.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Exemplo de matéria NOJENTA, ASQUEROSA, PODRE - Há dois meses no poder, Obama já venceria eleição em 2012, diz pesquisa


link

18/03/2009

Cavaleiro do Templo: uma empresa de mídia tem que avaliar a validade do que publica, entre muitas outras coisas que também deveriam fazer (como mostrar OS FATOS) e não fazem há algumas décadas. Para começar, nenhum governante jamais poderia ser avaliado em 3 ou 4 meses. É como a vida de uma pessoa que só pode ser avaliada DE FATO após a sua morte. Um governante só pode ser avaliado depois de ter saído do cargo. É coisa de criança isto, não é? Pois bem. Mesmo que se façam mil pesquisas agora LULA, BARACK ou BENTO XVI, estas só podem refletir o que O SUJEITO FEZ, JAMAIS O QUE ELE NÃO FEZ E, PIOR AINDA, AVALIAR AGORA O QUE O SUJEITO DISSE QUE VAI FAZER. Aí já deixou de ser coisa de criança, virou coisa de macaco ou de estupidez causada por doença mental. Mas esperem aí, piora ainda mais. Na "pesquisa", já definiram que o "OSAMA" iria disputar e, pasmem, contra quem também! Meus Deus do céu, dai-nos paciência!!! Pensando que acabou? Não, conseguiram produzir mais matéria fecal: A PESQUISA FOI FEITA COM MENOS DE 700 PESSOAS!!! EM UM PAÍS COM A DENSIDADE POPULACIONAL DOS ESTADOS UNIDOS!!! E a esquerdopatia nacional fala que a mídia é direitista ou neutra??? Como pode isto??? Com uma propaganda desta do mestiço americano do partido DEMOcrata???


Mal acabou a decisão eleitoral vencida por Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos e já há institutos de pesquisa pensando na próxima votação, em 2012. Segundo um levantamento realizado pelo instituto Public Policy Polling (PPP), o presidente Obama seria reeleito com facilidade, caso as eleições de 2012 fossem hoje e sua opositora republicana fosse a governadora do Alasca, Sarah Palin.

O instituto cita pesquisas realizadas após as eleições do ano passado, que indicavam que Palin seria a candidata republicana na votação seguinte. A vitória de Obama sobre ela, segundo os dados atuais, seria uma das maiores da história política do país.

Segundo a pesquisa, Obama venceria a eleição com 55% dos votos, contra apenas 35% de Palin. Ele teria 400 dos 538 votos no Colégio Eleitoral que indica formalmente o presidente. Há ainda um grupo de indecisos, formado por 10% dos eleitores. 

O diretor do PPP admite que é impossível saber com certeza o que acontecerá entre o dia de hoje e a eleição de 2012 - isso porque o próprio Obama era praticamente desconhecido nacionalmente até um ano antes da eleição de 2008. Segundo ele, entretanto, a pesquisa é importante porque demonstra que Palin, como candidata republicana, teria ainda menos apoio de que teve John McCain, derrotado por Obama em novembro por uma margem de sete pontos percentuais nacionalmente.

A pesquisa ouviu 691 eleitores entre 13 e 15 de março. A margem de erro do levantamento é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ataques nunca dantes desfechados

ESTADÃO
Marco Antonio Villa* - O Estado de S.Paulo | domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cavaleiro do Templo: agora que a revolução conseguiu o apoio dos menos favorecidos e/ou dos menos esclarecidos não é mais necessário lamber as botas da mídia por seus favores como dar cara de boa moça para a esquerda revolucionária brasileira, esta turma pode jogar a mí"r"dia fora. 

Lula, em 74 meses de governo, é o presidente da República que mais violentamente fustigou a imprensa na história do Brasil

 - Nunca antes na história deste País um presidente fez ataques tão violentos à imprensa como os realizados nos 74 meses da gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Nos pouco mais de seis anos de governo, Lula passou por uma séria crise política em 2005 - quando do mensalão - e por uma campanha eleitoral amena, como a de 2006. Nada, portanto, excetuando alguns meses de 2005, que justificasse uma espécie de cerco da mídia ao governo. Nos 120 anos de república ocorreram diversas crises políticas com repercussão na imprensa. Basta recordar o episódio das cartas falsas, de 1922, quando foi atribuída a Artur Bernardes uma série de cartas críticas ao Exército. O então candidato respondeu através da imprensa e travou-se um acirrado debate político. Mas Bernardes não imputou aos jornais a razão da crise. Evidentemente que havia periódicos abertamente anti-Bernardes, como o Correio da Manhã, porém a disputa ficou no campo político.

Em agosto de 1954, depois do atentado da Rua Tonelero, excetuando o Última Hora, a imprensa fez o maior ataque coletivo a um presidente até hoje conhecido. Mesmo assim, Getúlio Vargas manteve a disputa - que acabou tragicamente - na esfera política, contra seus adversários da UDN. Dez anos depois, a mídia foi parte da efervescente contenda entre os defensores da democracia e aqueles que buscavam encontrar uma saída do impasse político pelo caminho do golpe de Estado.

Durante o regime militar, os presidentes, claro, não foram simpáticos às críticas da imprensa. Especialmente depois do Ato Institucional nº 5 (1968), fizeram de tudo para controlar e impedir a divulgação de notícias que o presidente Lula chama de negativas. Neste caso, há um ponto de convergência entre os presidentes Médici - que melhor representou os anos de chumbo - e Lula: ambos, no exercício da Presidência, manifestaram preferência por uma imprensa do sim, e, se possível, do sim senhor. Médici dizia que ficava muito feliz ao assistir ao Jornal Nacional e ver como o Brasil era uma ilha de tranquilidade em meio a um oceano turbulento marcado por greves, guerras e revoluções, por todo o mundo. Não tinha azia, diversamente de Lula, ao ler os jornais. Havia a censura, jornalistas eram presos e alguns, mortos. Eram os tempos das páginas em branco ou adornadas com receitas de bolo ou trechos de Os Lusíadas. Lula nem deve ter percebido tudo isso, pois, como revelou ao site www.abcdeluta.org.br, naquela época "meu negócio era ler o Diário da Noite porque tinha a coluna que falava de futebol e eu queria ler tudo que falava do Corinthians, era isso. Não tinha cabeça para outra coisa". Nem Fernando Collor, no auge da CPI que levou ao seu impeachment, em 1992, teve coragem de usar as mesmas palavras que Lula utilizou na última semana ((assim como o fez, só para ficarmos neste ano, no Fórum Social Mundial, em janeiro, ou na entrevista a revista piauí).

Para os padrões brasileiros, Lula é um gênio da política. Ataca violentamente e ameaça de forma subliminar a imprensa - e não se ouvem protestos. Diz que o ato de campanha de Dilma com os prefeitos, pago com dinheiro público, não foi uma ação político-partidária. Elogia o regime militar, mas paga a alguns perseguidos políticos da ditadura aposentadorias milionárias. Tem como guru Delfim Netto - célebre por ter manipulado o índice de inflação de 1973, quando era o todo-poderoso ministro da Fazenda - e censura os governos militares pela péssima distribuição de renda. Faz severas críticas ao coronelismo nordestino e incensa José Sarney como exemplo positivo de político. 

Lula fala o que quer, disserta até sobre o nada, tudo porque não tem oposição. Os partidos oposicionistas estão sempre evitando o confronto. Consideram o embate político um desserviço ao Brasil (lembra, neste caso, o discurso dos generais presidentes). Para usar uma metáfora ao gosto do presidente, a oposição quer ganhar o jogo sem entrar em campo. No auge do mensalão, achou que já estava ganha a eleição presidencial do ano seguinte. Agora imagina que a crise mundial vá fazer seu papel e derrotar o candidato governamental. Supõe que a popularidade de Lula seja uma espécie de antídoto ao debate, quando justamente ocorre o contrário: o índice é alto porque não há contraponto ao presidente. 

Centrar fogo na imprensa é peça de uma estratégia maior. Lula simula uma relação cordial com prefeitos e governadores de oposição que não passa de representação mambembe de política republicana. Sabe que é uma farsa. Mas contém os tímidos, os oposicionistas café-com-leite (como no futebol se faz com as crianças). O Lula real é o que ameaça a imprensa. Faz isso porque sabe que é na mídia que encontra seus reais opositores, não por motivo político, mas simplesmente por questionar o discurso oficial ufanista; discurso que deve deixar invejoso o coronel Octávio Costa, chefe da Assessoria Especial de Relações Públicas, do ditador Médici. O curioso (ou triste) é que a imprensa faz um papel que não é o seu. O faz porque a oposição lembra a célebre Conceição, sucesso musical de Cauby Peixoto, aquela que ninguém sabe, ninguém viu. 

Enquanto isso, Brasília, a capital da esperança (?), viveu dias momentosos em fevereiro, uma espécie de prenúncio do carnaval e com foliões animadíssimos. Primeiro, a eleição para as mesas da Câmara e do Senado. Só as fotos de confraternização dos poderosos da hora dão pavor. Quem não ficou receoso ao ver os efusivos cumprimentos de Fernando Collor ao bissenador (Maranhão e Amapá) José Sarney, sob as vistas de Renan Calheiros? Quem não ficou envergonhado ao ver os prefeitos participando da encenação da fotomontagem com Lula e Dilma? E com o presidente dizendo que o batom da ministra candidata é pago pelo contribuinte

A política brasileira faz com que o cidadão oscile entre o medo e a vergonha. Para o historiador há sempre uma saída: o passado. Mas será que esse refúgio também não é uma farsa? Em algum lugar do passado tivemos um varão de Plutarco? Ou será que sempre estivemos mais para algum personagem suburbano de Nelson Rodrigues, um Palhares qualquer, aquele que beijou a cunhada no pescoço, no corredor apertado? 

* Marco Antonio Villa, historiador, é professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor, entre outros livros, de 1932: Imagens de uma Revolução



quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Uma pessoa que trabalhou na Secretaria de Assuntos Estrategicos da Presidencia da Republica fala que a crise da grande mídia é ruim. Mas para quem?

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Bernardo Kucinski em 28/1/2009

Cavaleiro do Templo: currículo do Sr. Bernardo na íntegra aqui, mas vejam este pedacinho abaixo durante o governo LULA:

Presidência da República, PR, Brasil.
Vínculo institucional
2003 - 2006Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Professor, Carga horária: 0
Atividades
2/2003 - 6/2006Direção e administração, Secretaria de Assuntos Estrategicos da Presidencia da Republica, Gabinete da Secretaria.
Cargo ou função
Assessor Especial da Secretaria de Comunicação Social (SECOM), da Presidência da República.

Cavaleiro do Templo: Portanto, é claro que perder a grande mídia só poderia ser ruim para quem trabalha/trabalhou para este governo. Lula existe POR CAUSA da grande mídia que o idealizou e, principalmente, ESCONDEU o FORO DE SÃO PAULO, por exemplo, organização criada por LULA e outros entre eles as FARC, MIR e todos os esquerdopatas da América Latina. Se não fosse a mídia TRABALHANDO SEMPRE A FAVOR de LULA, se ela tivesse cumprido seu papel existencial (informar fatos), jamais teríamos esta pessoa na cadeira mais importante do país. Mesmo assim, vamos desmontar um pouco mais o artigo dele.

De repente, não mais que de repente, grandes jornais do mundo ocidental entraram em crise financeira aguda. Entre eles o New York Times, ícone do capitalismo ocidental (Cavaleiro do Templo: como pode um ícone do capitalismo ser anti-capitalista e principalmente antiamericano??? O New York Times é agência de publicidade do partido Democrata!!! Vejam a ocultação (não só deste jornal) sobre o OBAMA, por exemplo! Tem coisa mais antiamericana que isto???), o El País, símbolo do novo expansionismo ibérico, os poderosos Chicago Tribune e o veterano Christian Science Monitor. Estão sem caixa. Alguns venderam seus prédios, outros buscam injeções de capital, redações foram reduzidas à metade. O Christian Science Monitor deixou de vez a forma impressa, ficando só na internet. Será o começo do fim da era dos grandes jornais?

Ignácio Ramonet apontou, no Fórum de Mídia Livre de segunda-feira (26/1), para a estreita relação, quase que orgânica, entre o capital financeiro e os grandes grupos de mídia. É como se os bancos fornecessem o combustível dos conglomerados midiáticos. Quando advém o estrangulamento do crédito, principal mecanismo desta crise depois do colapso dos grandes bancos americanos e alguns europeus, precipita-se uma situação de insolvência que já vinha tomando forma desde que a internet começou a comandar a dinâmica do jornalismo.

Para Ramonet , o aprofundamento e o espalhamento da recessão econômica, etapa seguinte desta crise, afeta profundamente o modo de produção da grande mídia, principalmente ao reduzir sua principal fonte de financiamento, a publicidade.

São três pauladas sucessivas na grande mídia impressa. Primeira paulada: o esvaziamento de suas funções pela internet, processo de natureza estrutural que deverá se aprofundar (Cavaleiro do Templo: sim, a internet está minando as grandes mídias, o motivo é que na Internet a função jornalística PODE REALMENTE EXISTIR enquanto nas empresas de mídia não. São apenas agências de publicidade e o leitor está percebendo isto cada vez mais a cada dia que passa. No Brasil e no mundo). Segunda paulada: o estrangulamento do crédito, fator apenas temporário mas que precipitou decisões radicais, algumas irreversíveis. Terceira paulada: a queda das receitas publicitárias, que está apenas no começo, devendo perdurar pelo tempo das grandes recessões, em geral três a cinco anos.

Ocupar espaços

Os grandes jornais já vinham sofrendo há muito tempo a erosão de suas funções editoriais principais, apontaram nessa mesma sessão do Fórum os jornalistas Pascual Serrano do site Rebelión, e Luiz Navarro, do La Jornada. Na invasão do Iraque, por exemplo, a grande mídia americana tornou-se uma disseminadora de mentiras geradas pelo governo (Cavaleiro do Templo: como pode o sujeito falar isto, se a grande mídia não parou de criticar e MENTIR CONTRA O GOVERNO por um minuto sequer? Alguém aí viu a glorificação de BUSH durante e/ou depois da guerra contra o terror? Alguém aí leu na grande mídia que a economia iraquiana é uma das que mais cresce em termos percentuais no mundo depois da invasão e fim do terror?). Com isso, negou sua função jornalística principal de asseverar verdades (Cavaleiro do Templo: concordo, claro. Mas pelo motivo contrário ao alegado pelo autor do artigo como disse acima). Também perdeu sua função mediadora, na medida em que abandonou a mediação dos grandes problemas que efetivamente interessam à população. E mais; perdeu legitimidade, perdeu autenticidade.

Conclusão: mais empresas e grupos midiáticos devem fechar jornais nos próximos meses. O novo príncipe, como Octavio Ianni definiu o poder midiático dos nossos tempos, está em crise existencial.

Bom para a democracia? Talvez não. Ruim com os grandes jornais, pior sem eles (Cavaleiro do Templo: lembrem-se que esta declaração é de um agente (ou ex-agente, o que dá no mesmo) do Governo LULA. Portanto, deve-se entender exatamente o contrário como verdade. Ruim sem grande mídia (eu nem mesmo isto acho), INFINITAMENTE PIOR COM ELA). A democracia de massa precisa meios de comunicação de massa para funções de mediação e agendamento do debate nacional e mundial, que a mídia pequena ou alternativa não tem escala para exercer.

O que interessa à democracia é que esse espaço, o da comunicação de massa, seja habitado por uma mídia mais plural, mais comprometida com os valores humanos e menos com os ditames do capitalismo (Cavaleiro do Templo: como poderia a grande mídia ser capitalista se fabrica LULAs, OBAMAs, EVOs, CORREAs...? Os inimigos do capitalismo ESTÃO NAS CADEIRAS DE COMANDO nos Estados Unidos e no Brasil, Venezuela, Equador, Bolívia, Peru, Argentina... Todos estes presidentes trabalham CONTRA seus países e a favor de seus grupos revolucionários.) Vários participantes desse debate apontaram para a necessidade do campo popular disputar a hegemonia da grande imprensa, com projetos de mesmo porte.

Também foram cobradas políticas públicas mais audazes de democratização do espaço midiático por parte dos novos governos da América do Sul (Cavaleiro do Templo: leiam mais sobre a tal democratização aqui, aqui e aqui, por exemplo. Socialista/comunista entende como DEMOCRATIZAÇÃO ter tudo nas mãos deles). E mais empenho das entidades mais poderosas da sociedade civil na ocupação desse espaço. A hora é agora, quando a crise jogou os tycoons da comunicação na defensiva e as novas tecnologias favorecem o pluralismo no espectro eletromagnético e barateiam a produção dos meios impressos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Vamos provar a imundície que é a MÍDIA BRASILEIRA e sua CLARA OPÇÃO POR UM DOS LADOS?

Vejamos trechos da matéria que saiu aqui:

"Um soldado israelense teria morrido próximo a fronteira com a Faixa de Gaza na terça-feira no que palestinos disseram parecer ser um ataque de militantes numa violação de declarações de cessar-fogo feitas há uma semana.

C.T. - Vamos começar. Quando a vítima é o lado que a mídia não gosta (judeus) falam que PODE TER HAVIDO uma vítima. Não se sabe porque pedem informação ao lado que eles gostam (palestinos). Mas quando o inverso ocorre vejam abaixo como a mídia se comporta. Detalhe: é a MESMA MATÉRIA.

"Na mesma região, um palestino foi morto mais tarde por fogo israelense, segundo médicos locais. Eles disseram que o homem era agricultor."

C.T. - Notaram? Parece bobeira mas não tem nada de simples ou erro aí. Sem apresentar provas das mortes citadas, afirmam que do lado PALESTINO HOUVE MESMO UMA VÍTIMA, que ainda por cima é colocado como pobre coitado (sem prova alguma). Do lado JUDEU TALVEZ EXISTA UMA VÍTIMA.

C.T. -  Mídia quando vira órgão de propaganda passa a ser criminosa. Jornal não deve receber para publicar ou deixar de publicar, receber o que quer que seja. 

sábado, 3 de janeiro de 2009

A Mídia, Gaza e Israel

Por e-mail (sic)

Autor: Luis Milman, jornalista e doutor em Filosofia, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, preocupado e abismado com as reações de governos e da mídia internacional a partir da ação desenvolvida por Israel na Faixa de Gaza, território controlado pela organização terrorista Hamas, desde o ano passado, escreve o artigo a seguir para esclarecer aspectos importantes da questão, que não são considerados.

Antes do artigo, leia as dicas sobre o artigo feitas pelo Jornalista Políbio Braga:

CLIQUE no endereço a seguir para examinar cenas dos ataques aéreos israelenses sobre a Faixa de Gaza: youtube.com/user/idfnadesk.

Se você clicar no link abaixo, vai abrir um documentário feito dos EUA em 2003 sobre os palestinos e o problema da paz para Israel. Talvez seja o melhor documento para o público entender com quem Israel lida. Não se trata do Hamas, mas da cultura dos palestinos. O documentário é imperdível e (tem cerca de uma hora). É claro que este documentário jamais circulou o Brasil
http://video.google.com/videoplay?docid=-2533702461706761547&q=relentless&hl=


Leia agora o artigo de Luis Milmam:

“Desde o início da ofensiva de Israel contra o Hamas, na Faixa de Gaza, no último sábado, dia 27 de dezembro, a mídia ocidental vem relatando as operações israelenses com base em pressupostos flagrantemente aparvalhados. Coincidentemente, estes pressupostos são os mesmos que pautaram as primeiras manifestações oficiais de condenação moderada lançadas contra Israel, por governos de nações importantes, logo no primeiro dia ofensiva, quando pouca ou quase nenhuma informação sobre a real dimensão das operações israelenses eram conhecidas. As manifestações da França, Rússia, Japão e China, exortavam Israel a interromper suas ações em Gaza. Ao invés de condenarem os ataques do Hamas, que iniciaram ainda em novembro e quebraram o cessar-fogo, a retórica destes países partia de duas premissas equivocadas: Israel estava respondendo aos ataques de forma desproporcional e, por isso, elevando o número de vítimas civis. Assim, a linguagem protocolar criava o mantra da desproporcionalidade, adotado também pelo Secretário Geral da ONU, o senhor Ban Ki-moon, na última segunda-feira, dia 29. Ki-moon convocou a imprensa mundial para expressar seu repúdio ao uso da “força excessiva” por parte de Israel em seus ataques à Faixa de Gaza. O secretário-geral da ONU foi mais longe: ele apelou “às partes” para que interrompessem as hostilidades e reiniciassem negociações para um novo cessar-fogo. O coro foi reforçado pelo primeiro-ministro inglês Gordon Brown, também no dia 29. “Estou horrorizado (ênfase aqui) com a violência dos bombardeios”, disse. “Reiteramos nosso apelo a Israel e ao Hamas (ênfase aqui) para que declarem o imediato cessar-fogo e previnam a perda de mais vidas inocentes. Não há uma solução militar para esta situação. É preciso redobrar os esforços internacionais para assegurar que tanto Israel quanto a Palestina tenham terra, direitos e segurança para viverem em paz”, finalizou Brown. 

Ao mesmo tempo, seguiram-se manifestações de repúdio previsivelmente mais radicais, vindas de países muçulmanos e grupos extremistas, como o Hezbollah, que passaram a percorrer o planeta: massacre, genocídio, holocausto, crimes de guerra, crimes contra a humanidade. Enfim, surradas acusações disputavam espaço na mídia internacional com cenas de passeatas e aglomerações de rua pipocando na Europa e no mundo islâmico, em protesto contra a nova “barbárie” cometida por Israel. Enquanto isto, a quantidade de vítimas dos bombardeios parecia dar a impressão de amparar a fórmula da desproporcionalidade: já passam de 150 mortos, muitos deles civis, já ultrapassam os duzentos, entre eles mulheres e crianças; agora são mais de 300, entre os quais inúmeros inocentes. Agora, quando escrevo (terça-feira, 30 de dezembro), os mortos chegavam a 360. Horrível. 

A mídia apropriou-se do mantra protocolar, tomando-o como axioma para sua cobertura. E, por mídia, não estou nomeando nenhuma abstração. 

Refiro-me à CNN, à BBC, à Sky News, à France 24, para não mencionar a Al-Jazirah em Inglês e os diários New York Times, The Guardian e Le Figaro, que podem ser todos acessados on-line. Também não estou me referindo aos analistas de prontidão, sempre rápidos no gatilho quando se trata de comparar o “desproporcional” confronto entre a potência militar israelense e a pobre capacidade de resistência dos palestinos. Restrinjo-me ao que se chama de “noticiário”, aquele texto informativo que, recomenda-se, deve ser feito com imparcialidade e um mínimo de cautela e caldo de galinha. Pois é nele que constato a desproposital incursão, em nome do imediatismo, no domínio da estupidez e da má fé. Ora, o que se espera de um noticiário é que ele informe e não desinforme ou deforme os fatos. E quais são os fatos? 

Um: no primeiro dia da ofensiva, Israel apenas reiterou publicamente uma decisão que vinha sendo anunciada desde o final do frágil cessar-fogo de seis meses, mediado pelos egípcios, que entrara em vigor em junho último e se encerrara em 19 de dezembro. Por que frágil? Porque o Hamas, há oito anos, vinha despejando diariamente seus foguetes contra Israel. Os ataques diários haviam matado nove pessoas, ferido outras tantas, danificado prédios e vinham configurando uma situação de permanente insegurança nas cidades que se encontram num raio de 20 quilometro da fronteira com Gaza. 

Durante oito anos, Israel tentou tratar do problema de modo restrito: incursões rápidas de comandos no norte de Gaza para destruir bases de lançamentos de foguetes, bloqueio marítimo para evitar a entrada de armamento enviado pelo Irã e pela Síria ao Hamas e Jihad Islâmica; bloqueio terrestre, para impedir a infiltração de terroristas suicidas nas grandes cidades israelenses; cortes esporádicos no suprimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza (70% desta energia é fornecida por Israel até hoje) com a finalidade de retardar a fabricação dos tais foguetes “caseiros” (na verdade, são foguetes produzidos em fábricas erguidas em meio a bairros densamente povoados da Cidade de Gaza, Dayir al Balah, Khan Yunis e Rafah). 

De qualquer modo, findo o cessar-fogo - e diante das saraivadas diárias dos foguetes contra o sul de Israel-, o governo israelense anunciou que terminaria definitivamente com os ataques que ameaçavam seus cidadãos. Esta decisão foi, inclusive, comunicada, no dia 23 de dezembro, pela ministra do exterior israelense, Tzipi Livni, no Cairo, após um encontro com o presidente Hosni Mubarak. Livni, ainda no Cairo, não deixou dúvidas: Israel desencadearia a operação militar necessária para destruir a capacidade do Hamas de atingir Israel. 

Nos últimos dez anos, o Hamas construiu, com o apoio logístico e financeiro do Hesbollah, da Irmandade Muçulmana (baseada no Egito), da Síria e, sobretudo do Irã, uma estrutura policial e militar na Faixa de Gaza, a tal ponto organizada, que lhe permitiu, no primeiro semestre de 2007, dizimar completamente as forças do Fatah (o braço armado da Autoridade Palestina) que ainda restavam no território palestino. Com isso, ele consolidou suas instalações militares, estocagem de armas e munição, seus campos de treinamento e suas bases de ataque contra Israel em toda a Faixa de Gaza. Hoje, o Hamas (que é sunita) conta com 15 mil homens no seu “exército regular”, e ainda com cinco mil membros armados da milícia xiita Jihad Islâmica. Esse pequeno exército dispõe, além de armamento pessoal pesado, de mísseis antiaéreos, mísseis antitanques, mísseis de médio alcance do tipo Katiusha e minas espalhadas por toda a fronteira com Israel. Tudo isto é do conhecimento dos chefes de governo que emitiram o mantra protocolar da desproporcionalidade. Os senhores Gordon Brown e Nicholas Sarkozy sabem disto, certamente. Mas a mídia faz de conta que não sabe. 

Ora, o panorama é bem nítido: Israel desencadeou a ofensiva para defender a integridade de seus habitantes, ameaçados constantemente pelo movimento fundamentalista militarmente organizado que controla toda a Faixa de Gaza desde junho de 2007. Mais ainda, o Hamas e seus associados menores, como a Jihad Islâmica e outros grupelhos, não representam a Autoridade Nacional Palestina (AP). Eles são terroristas, não aceitam a existência do Estado de Israel e estão comprometidos explicitamente com a sua extinção total. Como então podem os líderes da Inglaterra e da França, ou o Secretário-geral da ONU, apelarem para que “as partes” retornem a um cessar fogo. Que partes? Israel, um estado nacional soberano e membro da ONU, por um lado, e o Hamas, um movimento terrorista que usurpou à força, da Autoridade Palestina, o controle sobre a Faixa de Gaza, por outro? Se a China não conversa sequer com o Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibet ocupado (exilado, obviamente), por que Israel deve dialogar com o Hamas? Pelo que se sabe, o Dalai Lama defende apenas uma autonomia para o Tibet e jamais pregou a extinção da China. Por que Israel deveria “dialogar” com um movimento que objetiva abertamente a sua destruição? Ou por que o senhor Ban Ki-moon não apela para que a Espanha dialogue com o ETA, a Colômbia dialogue com as FARC, a Turquia dialogue com o PKK curdo, que quer criar um estado independente no Curdistão? Ou para que os Estados Unidos da América deixem o Afeganistão e dialoguem com o Talibã? Ou para que os senhores muçulmanos da guerra que governam o Sudão interrompam imediatamente a carnificina que já matou 300 mil cristãos e animistas e deslocou quase três milhões de refugiados para a zona de Darfour? Onde estão as passeatas na Europa contra esse massacre? Ou os protestos contra a tirania assassina de Ruanda? Onde estão os apelos para o diálogo entre as trezentas tribos que se entredevoram na muçulmana Somália? O termo médio de comparação é suficiente, para quem possui mais de dois neurônios. Talvez, dois neurônios e meio. Por isso paro por aqui. 

Dois: Israel não está, como apregoa aos berros Hassan Nasrallah (em vídeo e de seu bunker em Beirute), cometendo um “genocídio” em Gaza. Ao contrário, é o líder do Hesbollah (Partido de Deus, em português), hoje quase um segundo exército dentro do Líbano, abastecido e financiado pelo Irã, que repete incansavelmente o objetivo político de seu partido: destruir Israel, sem deixar pedra sobre pedra. A voz de Nasrallah é amplificada nas ruas de todo mundo árabe e encontra acolhida em alguns analistas ocidentais procurados pela mídia para que “possamos (nós, o público) entender o trágico cenário da Faixa de Gaza”. 

Pensemos: se desejasse destruir a população de Gaza (isto é um despropósito descomunal naturalmente, mas só assim teríamos base para falarmos em genocídio) - e estou admitindo essa possibilidade apenas (ênfase aqui) para argumentar-, Israel o teria feito durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, (lembram, ela ocorreu!), ou durante a Guerra do Yom Kypur, em 1973 (lembram, ela também ocorreu), ou durante a ocupação israelense de Gaza, que se estendeu de 1967 a 2000, ano em que unilateralmente (ou seja, sem qualquer pré-condição) Israel deixou a Faixa de Gaza na sua totalidade. 

O que é fato: a ofensiva israelense tem objetivos militares e políticos definidos. Os militares estão sendo plenamente atingidos, até agora. E com um baixíssimo custo em termos de vidas humanas. É isso mesmo. Baixíssimo! Afinal, depois de quatro dias de centenas de incursões aéreas e marítimas, depois de ter despejado sobre Gaza mais de 500 toneladas de explosivos, apenas, repito, apenas, 360 pessoas morreram! E destas, cerca de 60, segundo as informações do próprio Hamas e da ONU, são civis. Ora, isto quer dizer que o restante fazia parte do exército terrorista, logo um alvo militar. 

A operação israelense impressiona, mas não pelas razões do senhor Nasrallah ou dos desavisados apedeutas de boa fé (admitamos), que usam a palavra “genocídio” sem saber o que ela significa. O conceito se aplica quando um governo deliberadamente promove o extermínio de povos ou populações inteiras, encontrem-se elas em seu próprio país ou em outros. Os turcos foram genocidas com relação aos armênios; os nazistas, com relação aos judeus; os comunistas stalinistas com relação aos russos; os maoístas com relação aos chineses; os japoneses com relação aos chineses e, hoje, os sudaneses muçulmanos com relação aos sudaneses não muçulmanos. Nem os cubanos castristas, que nos primeiros cinco anos após a revolução de 59, exterminaram 95 mil pessoas, praticaram um genocídio. Eles cometeram assassinatos em massa, uma ação sem dúvida abjeta e execrável, um crime contra a humanidade. Mas, não cometeram genocídio. E atentarmos para as diferenças ainda é fundamental. 

Por que a operação israelense impressiona? Por duas constatações que saltam aos olhos. A primeira: a ofensiva está se processando na área mais densamente povoada do planeta (1,5 milhão de habitantes em 360 quilômetros quadrados); a segunda: o Hamas ergueu intencionalmente toda a sua infra-estrutura policial e militar nos centros urbanos, justamente os locais mais densamente povoados deste território já muito densamente povoado (a hipérbole é proposital). Ora, se é para destruir alvos militares, é preciso atingi-los onde se encontram. E Israel está fazendo isto, de forma quase milimétrica, cirúrgica, mesmo correndo o risco, inevitável nesta situação, de atingir civis. Repito: e o faz de forma impressionante, pois as baixas civis, nesse contexto, são aquém de mínimas. 

Como a aviação e a marinha israelenses conseguem fazer isto? Empregando altíssima tecnologia, mísseis inteligentes e alvos previamente selecionados. Caso contrário, estaríamos diante de um massacre. E é necessário que se reafirme: não estamos sequer a milhões de milhas próximos disto. O Secretário-geral da ONU, que jamais reuniu uma conferência de imprensa para falar sobre a situação no Sudão, deveria saber disto. Ele, desta forma, ficaria calado. Obviamente, eu não esperaria que o senhor Ki-moon aplaudisse a operação de Israel. O Secretário-geral da ONU deve, por princípio, lamentar todas as guerras. Mas ele deveria, também por obrigação, calar-se, porque esta é uma guerra legítima, sobretudo defensiva, com objetivos militares e políticos claros, de um país soberano contra um grupo terrorista que prega o seu aniquilamento e contra os governos que apóiam este grupo. 

Três: Falei que a guerra possui objetivos políticos claros. Ei-los: Israel quer expulsar o Irã da Faixa de Gaza. O Irã? Isso mesmo, o Irã. O Hamas e a Jihad Islâmica nada mais são do que uma extensão do governo de Teerã e de seu potencial bélico virtualmente no interior de Israel. E todos sabem o quê mais almejam os aiatolás iranianos: destruir o que eles chamam de entidade sionista. Assim, ao eliminar a capacidade do Hamas de atacar seu território, Israel, além de retomar o controle sobre sua segurança imediata, desfere também um golpe mortal nas pretensões iranianas de penetrar em sua fronteira sul. Com isso ainda pretende isolar política e militarmente o Irã, travestido de Hezbollah, na sua fronteira norte. Ao mesmo tempo, forja uma situação mais favorável para negociar com a Síria, também enfraquecida com a derrota do Hamas, um tratado de paz entre os dois paises. Esta é uma meta de médio prazo. 

Por essa razão o senhor Nasrallah esbraveja contra o Egito de Mubarak e a Autoridade Palestina, de Machmud Abas, chamando-os de traidores do Islã. Nasrallah sabe que, sem o Hamas e a Jihad Islâmica em Gaza, o Hezbollah, ou seja, o Irã, se enfraquece, enquanto o Egito, a Autoridade Palestina e a Jordânia se fortalecem e, pior (para o Irã), Israel recupera a posição geopolítica decisiva para sua existência na região. 

A ofensiva ainda torna explicita a disposição de Israel de não tolerar que o iranianos consigam obter armamento nuclear. Ou seja, Israel está preparando o terreno para uma intervenção direta no Irã. Como Barak Obama assume a presidência dos Estados Unidos em janeiro, Israel envia uma mensagem inequívoca para Washington: não há diálogo com o Hamas, nem com Teerã. Os Estados Unidos devem se preparar para apoiar irrestritamente a ação militar direta de Israel contra os iranianos. E essa ação não deve tardar, pelo que se depreende do palco desenhado por Jerusalém. Quer dizer: trata-se de uma ação já planejada e montada pela inteligência militar israelense, que deve ser deflagrada em breve. Pergunta oportuna: o que é “breve”? Resposta: Israel certamente sabe. E, creio agora, Barak Obama também. No fim das contas, Israel não está fazendo mais do que colocar seu destino em suas próprias mãos. E isto ele sempre fez, sob o preço de simplesmente deixar de existir. Dúvidas? Consultem a História. 

Finalizando: e a mídia com relação a esse quadro? Nada informa, nada analisa, nada investiga. Pelo contrário, submete-se ao superficialismo, mistifica, embrulha-se toda no mantra da desproporcionalidade e mergulha de cabeça no noticiarismo demagógico e pretensamente humanitário. É um crime contra a lucidez e a razão. Mas, que diabos, isso lá importa?”

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lula culpa mídia por parte dos crimes contra jovens

MSN NOTÍCIAS



Agencia Estado - 26/11/2008 8:10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou ontem parcialmente os meios de comunicação de massa pela ocorrência de crimes sexuais contra crianças e adolescentes durante o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio. Segundo ele, a mídia contribui com sua programação para a degradação da família com a divulgação sem limite de cenas de sexo e violência. Lula criticou a falta de programação cultural de qualidade dirigida aos públicos infantil e jovem na TV.

Cavaleiro do Templo: Lula existe por causa da mídia, tanto antes da criação do FORO DE SÃO PAULO quanto depois. Portanto, a mídia é amiga do Lula, das esquerdopatias todas. Ao mesmo tempo em que esconde o verdadeiro Lula dos holofotes, a mídia faz sim propaganda ostensiva de tudo que não presta, Lula nisto tem razão, portanto. Mas isto aí é briga de marido e mulher, não pensem que tem alguém realmente chateado com outrem...

De acordo com o presidente, o crescimento do número de menores submetidos a ataques sexuais não é causado apenas pela pobreza que, admitiu, muitas vezes leva a criança a "vender seus corpos por um prato de comida". "Um outro ingrediente, além do econômico, é o processo de degradação a que está submetida a humanidade, a partir da família, pela qualidade das informações que recebemos pelos meios de comunicações 24 horas por dia", afirmou o presidente.

"Na hora em que a família entra num processo de degradação que passa pelo econômico, passa pelo social mas passa pelo que ela vê na televisão 24 horas por dia. Quem tem televisão a cabo, sabe do que falo. É sexo e violência de manhã, de tarde e de noite. Quantos programas culturais temos nas televisões para que as crianças possam ver às 7h, às 10h, ao meio-dia, 14h, 18h?" Projeto de lei que torna mais clara a legislação contra material pornográfico contra crianças e adolescentes foi sancionado por Lula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 4 de outubro de 2008

Salvando a mentira

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 19 de setembro de 2008

O New York Times, como ninguém ignora, torce – e distorce – para a esquerda. Notícias que maculem gravemente a imagem dos ídolos do esquerdismo só saem lá em último caso, quando a porcaria é grande ou notória demais para ser escondida. Se é contra a direita, contra os EUA ou contra Israel, qualquer picuinha vai logo para a primeira página. No entanto, o enviezamento ideológico do velho diário não passa muito além desse ponto. Vexames colossais de outras épocas, como as matérias estalinistas do arqui-embrulhão Walter Duranty (modelo de jornalismo da “Hora do Povo”), a campanha dos anos 50 para convencer os americanos de que Fidel Castro era um grande líder pró-ocidental ou a imensa foto de primeira página do árabe agredido pela polícia israelense que era na verdade um judeu agredido por árabes, jamais se repetiram. A mentira completa e proposital passou a ser evitada sempre que possível, ao menos para dar às distorções sutis uma credibilidade jornalística que elas não teriam, digamos, num semanário do MST.

No jornalismo brasileiro, porém, essas precauções já foram para o beleléu faz muito tempo. Com exceções infinitesimais que só servem para sublinhar a generalidade onipresente da regra, a grande mídia nacional transformou-se num eco passivo dos debates internos da esquerda, onde só são admitidas as opiniões e notícias que possam, sem escândalo, ser lidas do alto do pódio numa assembléia geral do Foro de São Paulo (aqui e aqui). O leitor leigo pode se deixar impressionar pelas freqüentes acusações de direitismo lançadas pelos jornalistas uns contra os outros, mas, como nunca viu direitismo de verdade, não tem meios de comparação e não percebe, portanto, que o teor dessas acusações é precisamente idêntico ao daquelas que se poderiam ouvir, em tumultos estudantis dos anos 60, atiradas pela AP contra o PCB ou vice-versa. O que aí se denuncia é um direitismo figurado, de segundo grau, que não consiste em adesão firme e coerente a qualquer proposta liberal ou conservadora, mas em simples contaminação parcial, em concessão por fraqueza, em fidelidade imperfeita ao ideário esquerdista. A veemência crescente do tom em que essas acusações são proferidas, dando a falsa impressão de que há uma direita em ascensão no país, revela na verdade que mesmo esse direitismo metafórico e diluído já é cada vez menos tolerado. A esquerda lucra duas vezes com isso: fortalece sua posição na mídia e mantém a militância naquele estado de temerosa expectativa de uma investida inimiga, necessário para a maior disciplina, lealdade e coesão.

Nessa confortável posição de controle absoluto, ela está livre para mandar às favas os últimos escrúpulos de idoneidade jornalística e deixar que a imaginação militante assuma o lugar do que possa ter sido um dia o senso de realidade, mesmo atrofiado e mínimo.

Isso acontece em todos os maiores jornais do país, mas a Folha e o Globo são aqueles onde a obliteração da consciência jornalística é mais visível.

Vejam por exemplo a matéria que saiu no New York Times sob o título “Personagem do caso Rosenberg confessa ter espionado para os soviéticos”. Reproduzida na Folha, transformou-se na seguinte coisa: “Ethel Rosenberg era inocente, diz ex-réu”.

Como é possível transformar uma confissão de culpa na proclamação de um erro judiciário, na denúncia de uma condenação iniquamente imposta a pessoa inocente? É o milagre jornalístico dos títulos. Com quatro ou cinco palavras você inverte o sentido de uma matéria inteira. Como a maior parte dos leitores só lê os títulos, o impacto da notícia real é neutralizado e é o contrário dela que permanece na memória geral. Repitam esse processo uns milhares de vezes e as mais estúpidas histórias da carochinha se tornam verdades de evangelho.

Isso é o que no Brasil de hoje se chama “jornalismo”.

Vale a pena examinar o caso com mais atenção.

Segundo o despacho do NYT, Morris Sobell, condenado à prisão em 1951 por espionagem atômica enquanto seus cúmplices Julius e Ethel Rosenberg iam para a cadeira elétrica em Sing Sing, continuou alegando inocência obstinadamente, até que, aos 91 anos, desistiu e confessou que ele e Julius eram mesmo espiões soviéticos. 

A culpa deles é monstruosa: passaram aos russos segredos essenciais de construção da bomba atômica, transformando a falida URSS numa potência ameaçadora, colocando o mundo sob risco de guerra nuclear e inaugurando a era da Guerra Fria.

A confissão derruba uma das maiores e mais persistentes mentiras do calendário litúrgico esquerdista. 

Durante mais de meio século, a intelectualidade e o jornalismo de esquerda proclamaram a inocência de Sobell e dos Rosenbergs. Ainda em 1988 centenas de artistas e escritores esquerdistas participaram do “Rosenberg Era Art Project” (v. Rob A. Okun, ed., The Rosenbergs: Collected Visions of Artists and Writers, Universe Books, 1988), uma rodada de exposições e conferências, repetida nas mais famosas galerias de arte dos EUA em homenagem aos Rosenbergs, ali apresentados como mártires inocentes, vítimas de perseguição macartista e – é claro – de anti-semitismo (Arnaldo Jabor adora essas coisas).

As provas em contrário, no entanto, continuaram se acumulando e acabaram por se tornar irrespondíveis após a abertura dos Arquivos de Moscou e a decifração, pelo exército americano, dos códigos Venona, comunicações secretas entre o Kremlin e a embaixada soviética nos EUA

A bibliografia a respeito é abundante e, por ironia, quase toda produzida por autores judeus (por exemplo, Ronald Radosh, The Rosenberg File, Yale Univ. Press. 1997; John Earl Haynes and Harvey Klehr, Venona: Decoding Soviet Espionage in America, id., 1999; Herbert Rommerstein and Eric Breindel, The Venona Secrets: Exposing Soviet Espionage and America’s Traitors, Regnery, 2000). Para cúmulo, o próprio agente soviético que serviu de ligação entre Moscou e os Rosenbergs, Alexander Feklisov, contou tudo no seu livro de memórias (The Man Behind the Rosenbergs, Enigma Books, 2001).

Se ainda faltasse lançar a pá de cal sobre uma das mais vastas, dispendiosas e obstinadas campanhas de desinformação comunista, a entrevista de Sobell fez precisamente isso. O debate está encerrado e, mais uma vez, comprovada a mendacidade esquerdista que produziu as mais extraordinárias falsificações históricas do século XX.

A consciência moral da Folha, porém, não podia aceitar calada uma injustiça tão grande. A verdade vencera? Que horror! Era preciso dar um jeito nisso, restabelecer o equilíbrio, salvar ao menos um pedacinho da mentira moribunda. Felizmente, a própria entrevista de Sobell dava margem a isso. Confessando o crime dele e de Julius Rosenberg, o espião aposentado acrescentava que Ethel, a mulher do seu cúmplice, sabia de tudo mas não teve grande participação na rede de espionagem. Era tudo o que a Folha precisava para transfigurar a confissão de crime em denúncia de erro judiciário, jogando a essência comprovada da notícia para baixo do tapete e puxando para o título o detalhe menor e duvidoso.

Mais que duvidoso, na verdade.

A ocultação proposital de um ato de espionagem que coloca a segurança de um país em risco é parte integrante da própria espionagem. Ethel não encobriu só o marido: encobriu a operação inteira, que transformou o inimigo inerme em ameaça temível contra os EUA. 

Em nenhum tribunal do mundo ela seria considerada “inocente”. Só no título da Folha e, daí por diante, na imaginação dos otários que acreditam nela.

A técnica jornalística mais elementar ensina que o título deve resumir a parte mais importante e confirmada da notícia, ficando para o corpo do texto os detalhes complementares, sobretudo se não comprovados. A confissão de Sobell é em si um fato, e de importância histórica inegável. Sua declaração sobre Ethel é mera opinião, contraditada aliás pelo testemunho do próprio Feklisov. Mesmo se admitida como verdadeira não provaria nenhuma “inocência” de Ethel Rosenberg.

A Folha não se vexa de inverter o preceito básico do noticiário jornalístico, para atenuar o impacto de uma notícia que poderia pegar mal – ó horror! – para a reputação ilibada dos comunistas.

Episódios como esse repetem-se praticamente todo dia naquele e em outros jornais brasileiros, mostrando que ali a prioridade não é o jornalismo: 

é a manipulação esquerdista deliberada, mendaz, perversa e incansável. 

O que me pergunto é por que tantos leitores, assinantes e anunciantes aceitam passivamente ser ludibriados com tal persistência e nem mesmo fazem uma queixa à Delegacia do Consumidor.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Notícias que não deveriam vazar

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão, domingo, agosto 17, 2008

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A mídia amestrada tupiniquim é especialista em sonegar informações verdadeiras. Em alguns casos, ela veicula notícias e contra-informações em interesse próprio. Na maioria dos casos, noticia aquilo que interessa aos seus controladores econômicos e políticos. Geralmente, a mídia é muito bem financiada para cumprir tal missão anti-democrática. Por isso, é sempre fundamental que se indague: a quem interessa tal “informação” ou contra-informação?

A tese é geral e vale para o mundo globalizado. Os meios de informação desinformam por uma simples razão. Sua missão principal não é informar. Mas sim comercializar a difusão da informação, que circula no formato de mercadoria. Em síntese, a mídia se importa mais com as regras comerciais do mercado que com o desenvolvimento da comunicação humana, a busca da verdade objetiva e a imparcialidade da informação.

A mídia funciona como um supermercado da comunicação. No Brasil, em particular, alguns veículos operam na mentalidade de quitandas da comunicação. Vale tudo neste toma lá dá cá de informação e contra-informação. O fenômeno acontece não por simples venalidade, ação criminosa de tráfico de influência ou falta de ética. Na realidade, a comunicação é um exercício coletivo enquanto estratégia de poder.

O poder age sempre para concretizar determinado objetivo histórico. Max Weber definia o poder como “a possibilidade de alguém impor a vontade sobre a conduta de outras pessoas”. Na lógica do poder, a mídia é o veículo simbólico através do qual o jogo de oferta e procura de informações controla, domina e manipula os seres sociais. Nesta missão, além da informação e da contra-informação noticiosa, a mídia apela pela a propaganda ideológica (às vezes oculta, nem sempre evidente) que pode ser mais bem definida pelo termo Ideocracia.

As ideocracias são os modelos ideológicos aplicados na prática da comunicação para a conquista, manutenção e ampliação do poder. No mundo globalizado – e cada vez mais bobalizado -, os meios de comunicação de massa são as armas ideocráticas mais eficazes. As ideocracias, junto com a desinformação e a contra-informação, são instrumentos que facilitam os processos de controle, dominação e manipulação.

A falácia ideológica consegue cooptar a maioria dominada. Tudo porque seu discurso tem grande poder de convencimento e persuasão. As ideocracias e suas idéias influenciam o meio “bio-psicossocial”. Atuam sobre a ação, a emoção e a razão de cada um dos seres organizados socialmente. Moldam novos comportamentos, sentimentos e “raciocínios”. Geram novas personalidades (des)humanas prontas para atuar em conformidade com a lógica do sistema de controle, manipulação e dominação.

As ideocracias, quando radicalizam seus processos, praticam a violência psicossocial. Eis a base de uma guerra que passa despercebida pela grande maioria dos mortais incapazes de raciocinar e perceber a realidade. A guerra assimétrica é aquela baseada nos conflitos ideologicamente engendrados, em que o alvo dos ataques tem dificuldade em identificar seus reais adversários ou inimigos.

Marilena Chauí, ideóloga petista, nos ensinava, há uns 25 anos atrás, que “por intermédio da ideologia, tomamos o falso por verdadeiro, o injusto por justo”. A fim de agradar gregos e baianos, vale também citar Olavo de Carvalho. O jornalista e filósofo destaca que “o mal não está na mera existência do pensamento ideológico, nem mesmo na sua onipresença na vida social. O mal aparece quando as esferas de atividade se deixam infectar de ideologismo, sobretudo nas chamadas “ciências sociais”.

O grande perigo é que a ideocracia colabora para a destruição do processo político, que é essencial para o desenvolvimento da sociedade humana. Do ponto de vista ideal, a Política deveria funcionar como a “Ciência de Governar para o Bem Comum”. Não dá para se conceber um mundo sem Política. Da mesma forma, não pode existir um mundo sem ideologias. Cada um pode ter a sua. Cabe ao outro, no mínimo, respeitá-la ou tolerá-la, mesmo que discordar dela. O que não se pode aceitar é conivência com ideologias que preguem ou pratiquem o mal.

Quem tem compromisso com a liberdade também não pode aceitar que a mídia abuse da informação, da desinformação e da contra-informação em nome de interesses que se oponham aos mais elementares direitos ou interesses da sociedade. O Alerta Total pede um milhão de perdões aos pacientes leitores que suportaram ler o “nariz de cera teórico” sobre o fenômeno global da comunicação, com alguns conceitos fundamentais para o entendimento da nossa realidade. Agora, vamos à manchete do artigo desta edição: as notícias que não deveriam vazar, mas vazaram por aqui neste blog criado apenas para praticar o jornalismo que não é permitido nos supermercados e quitandas da comunicação.

No mercado de telecomunicações, vaza a informação que explica por que o banqueiro Daniel Valente Dantas se aproveitou do depoimento na CPI dos Grampos para mandar um recado para o chefão Lula e seus fiéis escudeiros Antônio Palocci Filho, José Dirceu de Oliveira e Silva e Luiz Gushiken. Na mensagem cifrada (ou seria $ifrada?), Dantas acusou os três de o perseguirem. Na verdade, Dantas mandou um recado a eles e ao “mega-empreendedor” Fábio Luiz da Silva (que nenhum familiar ou amigo chama de “Lulinha”). O poderoso DVD não quer que eles tentem assumir, nos bastidores, o controle da Brasil Telecom. Se isso acontecer, DVD ameaça vazar muito que sabe para prejudicar seus “concorrentes” na fusão da BrT com a Oi (ex-Telemar).

Outra tensão grande para o Palácio do Planalto vem do Judiciário. Mais precisamente do Supremo Tribunal Federal. O chefão Lula anda insatisfeito demais com o ministro Joaquim Barbosa – por ele indicado para o cargão vitalício na suprema corte. A situação promete ficar negra. Não pela cor de pele do ministro, pois isso causaria o indiciamento, via Lei Caó, de alguns “poderosos” que o chamam, pejorativamente, de “negão”, só porque andam com bronca dele. A insatisfação palaciana com Barbosa é porque ele vem emitindo sinais contrários ao desgoverno. A turma de Lula já teme o que pode acontecer quando ele chegar, no rodízio, à presidência do STF.

Outra zona de tensão é no próprio Judiciário consigo mesmo. As recentes decisões políticas – e nem tanto constitucionais do Supremo Tribunal Federal – provocam a ira de juízes e promotores. A recente súmula do STF que disciplina o uso de algemas revoltou juízes federais de primeira instância. Na rede de computadores exclusiva do Judiciário, pelo menos 150 juízes já criticaram a regulamentação. A regrinha que restringe o uso de algemas nas detenções e prisões (principalmente dos “poderosos”) foi jocosamente apelidada de “súmula Cacciola-Dantas”.

Mais uma zona de tensão é do STF com o meio militar. Ao contrário do que batraqueou o chefão Lula aos chefes militares, a onda de revanchismo está longe de terminar. Se as legiões baixarem a guarda, vão tomar ferro na questão da releitura sobre a lei de Anistia. A previsão é certa. Caso o STF seja questionado sobre a possibilidade de punição para militares ou agentes policiais acusados de praticar tortura nos tempos da dita-dura, a coisa não vai ficar mole para os denunciados. O STF vai considerar que qualquer crime de tortura é imprescritível. Logo, os acusados poderão ser julgados pela Justiça Federal, sem a proteção da Lei de Anistia.

O chefão Lula cria outra zona de tensão com a Oligarquia Financeira Transnacional que controla o setor de petróleo e energia em todo o planeta. A criação de uma nova empresa para tocar os mega-negócios da exploração da camada pré-sal desagrada a indústria do petróleo. Também contraria os reais interesses dos verdadeiros donos da Petrobrás – que não pertence mais à maioria dos brasileiros. O próprio chefão Lula admite nos bastidores e em discursos com empresários que o capital estrangeiro já detém 50% da Petrobras. Viva o entreguismo seguido por Lula como herança maldita Era FHC, quando o ex-genro dele, David Zilbersztajn, proclamou aos investidores internacionais, assim que flexibilizou o monopólio da Petrobrás: “O petróleo é Vosso”...

O que a mídia amestrada sonega é que o bilionário e mega-especulador George Soros detém 22% do controle da Petrobrás. A mídia abestada apenas divulgou que o socialista fabiano Soros comprou US$ 811 milhões – cerca de R$ 1,6 bilhão – em ações da Petrobras no segundo trimestre, transformando-a no maior ativo da carteira de seu fundo de investimentos. A informação foi dada às autoridades de mercado norte-americanas em 30 de junho. Soros está de olho no pré-sal. Nem liga que os seus papéis tiveram uma desvalorização de 28%, com a queda da cotação do petróleo. Soros vai ganhar muito mais adiante. Mega-especulador não tem pressa. Informação pra Boi dormir não lhe interessa...

Vida que segue, tem muito mais informação sonegada de nós, os simples mortais. Pena que não dá para transformar um simples artigo de blog no tamanho de uma bíblia. Mas aqueles que tiverem muita cuiriosidade devem perguntar o que falta saber a três personalidades importantes: ao chefão Lula, ao Daniel Dantas e ao delegado Protógenes Queiroz. Eles, sim, sabem de tudo e um pouco mais. Eu só sei que nada sei - diante deles.

E ainda peço perdão ao Sócrates que comprovou que a sabedoria ultrapassa nossos limites e não temos como percebê-la na sua totalidade. Também por ironia, atribuem a Sócrates outra sentença auto-aplicável à realidade brasileira: "Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade".

Nada como um grande craque corinthiano e petista de carteirinha para nos ensinar uma lição tão bela... Melhor ser inguinorante que saber de tanta coisa errada que se passa no Brasil e no mundo e ter muito pouco como fazer para mudar o quadro de desinformação. Platão, me salva, por favor. Nem que seja com um Pratão de Jabá com gerimum... Perfeito para minha dieta que começa toda segunda-feira e acaba no mesmo dia...

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".