Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Mostrando postagens com marcador bolívia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bolívia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Novo vídeo ratifica denúncia de UnoAmérica sobre massacre em Pando, Bolívia, EVO MORALES





Novo vídeo ratifica denúncia de UnoAmérica sobre Pando




Bogotá, 14 de setembro – Um impactante vídeo elaborado na Bolívia, que começou a circular na semana passada pelo Youtube, ratifica plenamente o informe que UnoAmérica realizou sobre o massacre de Pando.

O vídeo intitulado “Sumamente Pando”, dura 40 minutos e explica como se planejaram os atos violentos acontecidos em El Porvenir e Cobija, em setembro de 2008.

Entre outras imagens, aparece o discurso do Ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana – feito um mês antes do massacre -, no qual ele ameaça o Governador de Pando, Leopoldo Fernández, em levá-lo “à cova mais profunda da terra, para que conviva com os vermes”. Atualmente, tanto Fernández quanto o jornalista que gravou esse discurso estão presos ilegalmente em La Paz.

O vídeo também apresenta as imagens de cidadãos de El Porvenir fazendo o possível para evitar o enfrentamento, chegando ao extremo de cavar um fosso para impedir o choque entre oficialistas e opositores. O vídeo mostra ainda como os seguidores de Evo Morales insistem no enfrentamento, seqüestram vários cidadãos para usá-los como escudo, e assassinam a sangue frio o engenheiro que cavou o fosso, Pedro Oshiro.

Posteriormente, o vídeo mostra a militarização do aeroporto de Cobija, assim como a agressão de soldados armados com fuzis, contra a população civil desarmada, onde morre assassinado o pastor evangélico Luis Antonio Rivero.

O vídeo termina fazendo um resumo da agressão oficialista contra os habitantes de Pando, assegurando que: “A agressão foi planejada; a incursão foi noturna; os agressores eram forasteiros; se utilizaram táticas militares; houve seqüestros, torturas e assassinatos; se encarceraram somente os opositores; não houve direito a um julgamento justo; e se transgrediu o direito à informação”.

Depois de perpetrado o massacre, o governo de Evo Morales culpou falsamente os opositores, e aproveitou para militarizar o estado e perseguir seus adversários políticos.

Em junho deste ano, UnoAmérica interpôs uma acusação contra Evo Morales por delitos de lesa-humanidade, ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), pelos atos de violência suscitados em Pando. Há duas semanas UnoAmérica acrescentou ao processo da CIDH novos elementos que incriminam o governo boliviano no massacre, entre eles a misteriosa morte do procurador encarregado do caso, Dr. Mario Mariscal.

O vídeo “Sumamente Pando” pode ser visto em sua totalidade no seguinte endereço:
http://www.ernestojustiniano.org/2009/09/sumamente-pando/

Ou pode ser visto em cinco partes nos seguintes links do Youtube:

2. http://www.youtube.com/watch?v=OwVIW85Wce4

3. http://www.youtube.com/watch?v=Ldn7AWyqsiA

4. http://www.youtube.com/watch?v=VhrOGJZsqOs

5. http://www.youtube.com/watch?v=KLRNPsQ7hs8


Tradução: Graça Salgueiro

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

De UnoAmérica para os bolivianos: Ânimo! Tenham esperança!

PAPÉIS AVULSOS (HEITOR DE PAOLA)


Cavaleiro do Templo: mais uma prova do apoio ao terror revolucionário dado por Obama. Deu no G1: Governo Obama apoiou o governo boliviano por 'defender a democracia'.


Queridos bolivianos:


Talvez vocês se sintam tristes e desesperançados pela aprovação de uma Constituição ilegal, que outorga a Evo Morales poderes totalitários e lhe dá poder de controlar os poderes públicos, destruir a democracia e aferrar-se à Presidência.


Entretanto, os integrantes da União de Organizações Democráticas da América (UnoAmérica) lhes dizemos: Não temam! Não percam a esperança! A suposta vitória que Evo Morales obteve em 25 de janeiro logo se converterá em derrota. Os fatos são os seguintes:


1. A Constituição foi aprovada mediante uma fraude eleitoral, planejada por agentes cubanos e venezuelanos. Além disso, o referendo foi precedido de vantagismo, chantagem, violência, perseguição a dirigentes opositores e terrorismo de Estado portanto, os resultados não são válidos.


2. Cinco estados rechaçaram claramente a Constituição, o qual converte a nova Carta Magna em uma afronta contra a metade dos bolivianos e não – como deveria ser – em um projeto de unidade nacional. Como conseqüência, esse parapeito de Constituição tem seus dias contados.


3. Dentro de poucas semanas e meses, o tsunami que afeta a economia mundial golpeará duramente o orçamento boliviano. Dado que Evo Morales, Álvaro García Linera e Juan Ramón Quintana só entendem de destruição e morte, não saberão o que fazer para reativar a economia e convocar um consenso nacional para enfrentar a crise.


4. Em que pese que Evo Morales esteja eufórico e embriagado de poder, seu semblante começará a mudar muito rápido, para refletir expressões de medo ante a impossibilidade de satisfazer as necessidades de um povo que lhe exigirá resultados concretos.


5. Considerando que o preço do petróleo despencou, Morales não poderá acudir a seu mentor, Hugo Chávez, para resgatá-lo da bancarrota política e financeira.


6. O referendo fraudulento de 25 de janeiro fecha todas as possibilidades de uma saída eleitoral ou negociada à crise. Portanto, para todos os setores opositores ficou claro que urge organizar a desobediência civil pacífica, simultânea e generalizada, como única maneira de restabelecer o estado de Direito.


Conclusão: o triunfo obtido por Evo Morales é só aparente e momentâneo. O regime irá querer desmoralizá-los e encurralá-los, porém não façam caso disso. Resistam e continuem na luta!


Alejandro Peña Esclusa

Presidente de UnoAmérica – www.unoamerica.org

Caracas, 26 de janeiro de 2009.



Tradução: Graça Salgueiro

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Os Amigos do Lula - Chegada de marcha instala clima de guerra em La Paz

ESTADÃO
REUTERS, AP E AFP, Terça-Feira, 21 de Outubro de 2008

Políticos de oposição chegaram a estocar água e comida para resistir à pressão no interior do Congresso

Com a iminência da chegada da marcha de 100 mil indígenas a La Paz para pressionar a oposição a aprovar o referendo constitucional, os congressistas contrários à proposta do presidente Evo Morales preparavam-se no início da tarde de ontem para uma verdadeira guerra. Muitos levaram água, alimentos e roupas para o Congresso para resistir a um possível cerco dos aliados de Evo. 

link Galeria de fotos da marcha

"Inicialmente, nossos parlamentares estão prontos para resistir por até uma semana", disse ao Estado Marco Júlio, chefe de comunicações da bancada do partido opositor Podemos no Senado. "Mas é claro que se os governistas tomarem medidas radicais, cortando a luz e a água, a situação pode se deteriorar rapidamente." 

Alguns deputados estavam acampados no Congresso desde sexta-feira. O objetivo era garantir que eles estivessem presentes na Casa no momento da votação do projeto de consulta popular. 

Sindicalistas e indígenas que participavam da marcha, porém, ameaçavam invadir a sede do Legislativo se a oposição não cedesse. "Eles têm de aprovar a convocação até o meio-dia, senão vamos tomar o Congresso", afirmou Fidel Surco, um dos líderes do movimento pró-governo. 

Apesar de o anúncio do acordo ter evitado um conflito, alguns políticos de oposição criticaram a intimidação a que estiveram sujeitos, principalmente por considerar Evo responsável pela marcha. "Se houver violência, a responsabilidade será toda do presidente", afirmou o deputado Antonio Franco antes do acordo.

Impedir a entrada de parlamentares opositores para garantir a aprovação de um projeto do governo já ocorreu em outras ocasiões Bolívia. 

Foi com essa estratégia, por exemplo, que Evo conseguiu aprovar no Senado um amplo acordo militar com a Venezuela em 2006, apesar de a oposição ter maioria na Casa. O fato de o presidente ter grande popularidade em La Paz é o que possibilita tal manobra. 

Na cidade de Sucre, no ano passado, foi a oposição que cercou a sede da Assembléia Constituinte para garantir que suas demandas fossem incluídas no projeto em discussão. Na época, o governo transferiu a votação para uma escola militar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ataque chavista ao canal Globovisión de Venezuela e Carta aos democratas da América

Do blog NOTALATINA
G. Salgueiro, Tuesday, September 23, 2008

leia também este

Por problemas de ordem pessoal não pude atualizar o Notalatina nesses últimos dias e hoje, mesmo sem condições, faço mais uma edição porque a situação na Bolívia ainda continua caótica e repleta de arbitrariedades, autoritarismo e crimes por parte do governo. Em meio à crise Evo Morales “parou a guerra” para ir ao Panamá receber um título de “Doutor Honoris Causa”, bem ao estilo Mont Pyton. Quando eu era menina e ouvia dizer que alguém recebeu um título desse, ficava imaginando o feito ou as qualidades excepcionais dentro de um campo do saber que justificavam a outorga da comenda. E, de fato, os que naquela época eram homenageados com tal honraria eram pessoas notáveis. Hoje, ao contrário, qualquer zé mané, de preferência comunista, recebe tal título. Se tudo isto não tivesse propósitos criminosos, eu diria que é surrealista.

Pois bem, o cocalero presidente Morales rumou para o Panamá onde o presidente Torrijos tem se esmerado em deixar cair a máscara de democrata, bajulando trastes com pendores de ditador como Chávez e agora Morales. Enquanto isso, foi negado o habeas corpus ao governador Leopoldo Fernández que continua preso e o Brasil, como era de se esperar, negou asilo político à família de Fernández. Claro, ele não é terrorista, não compartilha da idéia de implantar um regime comunista em seu país, daí não receber o menor respaldo dos membros do Foro de São Paulo, do qual Lula é membro fundador junto com Fidel Castro, não custa nada relembrar.

A esse respeito, Alejandro Peña Esclusa explica com clareza neste vídeo, concedido a um canal de televisão de Santa Cruz, na Bolívia, onde esteve acompanhando a situação de perto, e faz um alerta ao povo boliviano para que se mire no exemplo da Venezuela e reaja. Ele aproveita também para pedir perdão aos bolivianos pela interferência de Chávez em problemas internos de seu país, numa atitude de extrema dignidade e hombridade, caraterísticas marcantes em Esclusa e totalmente ausentes no Chapolim de Miraflores.

Além de interferir nos problemas internos dos países que dependem dos petrodólares venezuelanos, Chávez, em permanente surto psicótico agora acusa o diretor da Globovisión, Alberto Federico Ravell (na foto acima), de planejar seu “magnicídio”. Ocorre que a Globovisión está na mira deste delinqüente desde que ele fechou o canal RCTV em maio do ano passado e agora arranjou essa desculpa para atacar mais um dos seus opositores. Nesta madrugada, um bando que se identificou como “Grupo de Trabajo La Piedrita” lançou bombas lacrimogênas contra a sede da Globovisión e espalhou panfletos pelas ruas. Os panfletos declaram guerra à Globovisión e assinalam como “objetivo militar”. (Foto dos veículos utilizados na ação depredatória, acima).

A esse respeito, Lina Ron, uma deputada chavista do PSUV que é completamente desequilibrada, disse que Ravell e a Globovisión “são objetivos militares” e pediu ao governo que lhe tire a concessão. Para Lina Ron, “a Globovisión provoca dano e calúnia ao povo” acrescentando que o canal é “terrorista”. Ora, dona Ron, mas e a tv Al Jazeera que é reproduzida pela TeleSur, é o quê? Para esta desequilibrada chavista a Globovisión faz parte da conspiração para assasinar Chávez e disse que o tal bando “La Piedrita” “tem a liberdade de transitar por onde queira” e que se trata de um “grupo valente e decidido”. Mais uma vez dona Ron defende o “direito” de suas brigadas depredarem o patrimônio privado, negando, ao mesmo tempo, o direito do canal Globovisión de informar aos telespectadores as patifarias e crimes cometidos por Chávez e seus apaniguados.

Para Ravell, entretanto, o ataque contra o canal de televisão “estava por vir, pela linguagem de violência empregada por alguns funcionários do Governo, como o governador de Miranda, Diosdado Cabello e o deputado Mario Isea”. Ravell pediu ao governo e à Procuradoria para investigar o ocorrido – que, como aqui no Brasil com os vândalos do MST, vai acabar em NADA – alegando que “isto não fará o canal afastar-se do caminho eleitoral, nem falar da delinqüência, da inflação e da falta de governo”. Segundo Ravell, o canal inicia hoje a campanha eleitoral “com lágrimas nos olhos”, embora esteja seguro de que “haverá lágrimas de alegria e democracia no próximo dia 23 de novembro”, data das eleições. Em sua opinião, “é isto que aborrece os que vêem seu final eleitoral próximo”.

E em seguida o Notalatina divulga uma importantíssima carta escrita por Alejandro Peña Esclusa aos democratas da América que deve ser lida e refletida com seriedade, pois sintetiza tudo o que vimos falamos e apresentando em vídeos e áudios durante a cobertura deste evento na Bolívia, podendo ser lida também em espanhol clicando no título.

Fiquem com Deus e até a próxima!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Como Morales destrói a economia e a democracia

Do blog do ALUIZIO AMORIM
Sábado, Setembro 20, 2008

Não resisti e decidi publicar na íntegra a matéria de Veja sobre a Bolívia. A análise que produzi mais abaixo em certo aspecto bate com a reportagem.

Fotos Anderson Schneider
FALTA GÁS TAMBÉM PARA OS BOLIVIANOS
"Aqui tem fila todo dia", diz Miguelina Choque, dona-de-casa. A cada quinze dias, ela chega às 6 horas da manhã à fila do botijão de gás, distribuído pela estatal YPFB em certas ruas de La Paz. Desde a nacionalização do setor de energia, a produção de gás de cozinha não atende ao consumo interno. Miguelina diz que o botijão, que antes durava um mês, hoje acaba em quinze dias. "Também se tornou um martírio comprar óleo, carne, pão e arroz", reclama.

Por que é tão difícil acabar com o caos boliviano?

A resposta é óbvia: a estratégia de poder do presidente Evo Morales só tem chance de sucesso se a oposição e a democracia forem subjugadas, mesmo que para isso seja preciso um banho de sangue.

De outra forma, não há maneira de convencer os setores modernos e produtivos da sociedade boliviana a aceitar que a estrutura social do país seja recriada em um formato pré-colombiano, com a volta do açoitamento de criminosos e toda a economia nas mãos do estado. Por isso, apesar de representantes dos departamentos autonomistas e do governo terem sentado para conversar em Cochabamba, na semana passada, ainda é impossível falar em paz na Bolívia.

No exato momento em que a reunião ocorria, soube-se que oito centenas de camponeses e mineiros fiéis ao presidente se dirigiam com armas na mão para o Departamento de Santa Cruz. O objetivo da turba era atacar aqueles que Morales qualifica de "capitalistas" e "oligarcas" da região mais dinâmica do país.

Foto: Anderson Schneider
APOIO OBRIGATÓRIO
Líder de sua categoria, o lojista Marcelo Cortez organizou duas passeatas na última semana em apoio ao governo. Como faz isso? "O comparecimento é obrigatório. Quem não vai sofre sanção", revela Cortez. Quem falta a uma manifestação tem sua loja fechada por três dias. Quem falta a duas fica de portas fechadas por uma semana. Quem não aparece em quatro eventos tem seu estabelecimento fechado para sempre. É a democracia de Morales em ação

A intransigência ultrapassa a histórica rixa entre os departamentos do ocidente e do oriente, entre o altiplano, no qual povoados indígenas vivem de modo tradicional, e as planícies da Amazônia, onde bolivianos de todos os matizes se integraram ao mundo moderno.

Morales quer "refundar" o país e "construir um estado novo" – como está escrito na Constituição que ele fez aprovar numa reunião legislativa secreta, sem a presença da oposição, e agora pretende submeter a referendo.

Nessa nova pátria, não haverá espaço para o capitalismo, para o empreendedorismo e para a democracia. "Enquanto no Brasil historicamente se busca a continuidade, na Bolívia se quer sempre começar tudo de novo", disse a VEJA o historiador Jorge Siles Salinas. "E isso só se faz com violência, com sangue."

Seguindo o mesmo modelo testado e reprovado na Venezuela, Morales está à frente de uma febre estatizante.

No país de Hugo Chávez, o esfacelamento econômico é compensado pelos dividendos do petróleo vendido aos Estados Unidos.

A Bolívia, cujas reservas de petróleo e gás têm um décimo do tamanho das venezuelanas, não desfruta esse privilégio. Para piorar, a nacionalização do setor perturbou a produção.

A economia boliviana agora depende do dinheiro venezuelano e do narcotráfico. Desde que Morales subiu ao poder, dois anos atrás, a produção de cocaína aumentou em 13%.

O presidente fez carreira política como representante dos produtores de coca e defende o uso tradicional da planta em chás ou para mascar.

O problema é que o mercado tradicional de coca só absorve 17% da produção atual. O restante vai diretamente para os laboratórios dos narcotraficantes. "Em cinco anos, Morales transformará a Bolívia no que era a Colômbia há duas décadas", disse a VEJA a deputada Ninoska Lazarte, do partido oposicionista Podemos, em La Paz. Na terça-feira passada, quando ia entrar no Congresso, a deputada foi atacada por partidários de Morales. Eles puxaram seu cabelo e a cobriram de lixo. Tudo isso às vistas de policiais, que nada fizeram.

Enquanto a coca ganha espaço, o resto da economia vai de mal a pior. "O setor industrial não faz parte do programa de governo.

Para Morales, somos os inimigos capitalistas", comenta Eduardo Bracamonte, dono de uma fábrica de jóias que exporta para as cadeias americanas Wal-Mart, JCPenney e Bloomingdale’s. A produção de soja caiu 55% nos últimos dois anos. A mineração entrou em colapso depois que a Comibol, a autarquia que supervisiona o setor, estabeleceu a sindicalização forçada dos mineiros que trabalhavam em cooperativas.

"O governo quer sovietizar a Bolívia. Não aceita nenhum tipo de trabalhador independente", disse a VEJA o mineiro Samuel Flores, 62 anos e sem trabalho há dois por ter se recusado a aceitar as regras da Comibol. Até o setor energético – a bandeira do nacionalismo de Morales – vai mal. Depois da nacionalização, as companhias que atuavam no país desistiram de fazer novos investimentos.

Como a Bolívia não tem recursos nem tecnologia para compensar a falta dos estrangeiros, a produção vem diminuindo. O clima na YPFB, a estatal do petróleo que recebeu de presente as refinarias, campos de extração e gasodutos, é de lambança. Pessoas sem experiência no ramo são nomeadas para altos cargos.

O superintendente de hidrocarbonetos é contador e o vice-ministro de Energia, advogado. Santos Ramírez, um professor de escola rural catapultado a presidente da estatal, ganha oficialmente 3 800 reais mensais. Neste ano, comprou uma casa por 2,3 milhões de reais na zona sul da La Paz.

Anderson Schneider
VÍTIMAS DAS MILÍCIAS DE MORALES
Desde janeiro, a Aliança da Praça Avaroa, que reúne centenas de jovens, manifestou-se oito vezes na capital boliviana, pedindo respeito aos direitos humanos, democracia e liberdade. Em todas as ocasiões, os manifestantes foram agredidos pelas milícias de Morales. "Mineiros nos atacaram com dinamite e os muros de nossas casas foram pichados com ofensas", diz o universitário Andrés Ortega. "Somos loucos em fazer oposição aqui."

Os absurdos do governo Morales causam revolta nos departamentos produtivos do Oriente, mas praticamente não são questionados no Altiplano.

Na capital, sindicalistas e outros pelegos convocam pelo rádio marchas quase diárias de apoio ao presidente.

Quem não comparece é punido pelo dirigente de seu sindicato ou agremiação. Outra maneira de convencer as pessoas a segurar faixas é com dinheiro. A participação numa passeata vale 30 reais.

Quem se dispõe a fazer parte de um grupo de choque, especializado em agredir opositores, recebe 55 reais por dia. Estima-se que as milícias de Morales disponham de 5.000 integrantes prontos para cometer atos de violência, sempre que convocados por seus dirigentes.

A mais violenta delas é chamada de Ponchos Rojos, que recebe ordens diretamente do presidente.

No fim do ano passado, para demonstrarem o que pretendiam fazer com os "inimigos de classe", esses esquerdistas furiosos se puseram a degolar cães em La Paz.

Desde que Morales assumiu o poder, em 2006, a violência política já fez meia centena de mortos. Esses são os primeiros corpos do mundo primitivo que Morales começa a criar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Um brasileiro fala da Bolívia sobre a obra de horror do Evo Morales: a Guerra Civil

Do blog NOTALATINA
Thursday, September 18, 2008

Hoje um leitor postou um comentário tão importante que resolvi rejeitá-lo no espaço próprio e publicá-lo aqui, como parte da edição de hoje. Trata-se de um brasileiro que vive na Bolívia e que, por esta razão, sabe perfeitamente bem o que está acontecendo naquele país. A mensagem é uma carta encaminhada à revista “Isto É”, e como tenho certeza que ela será jogada com desprezo e nojo na lixeira, faço o que deveria ser a primeira responsabilidade de um órgão informativo: divulgar para o público leitor os fatos e não as versões encomendadas, maquiadas e censuradas.

A reportagem da “Isto É” é falsa, mentirosa, desinformação pura. Como o presidente-cocalero Morales classificou o embaixador Philip Goldberg como “persona non grata”, alegando que ele contribuía para a desestabilização do país, a repórter Luiza Villaméa endossa concluindo: “Os Estados Unidos revidaram, classificando da mesma forma o embaixador boliviano em Washington. É o fantasma do golpe de Estado rondando, de novo, a Bolívia”. Moça, vai estudar, pára de repetir tanta mentira e desinformação que o leitor merece respeito!

Esta revista tem a ousadia (ou cara de pau) de se dizer “independente” mas, do mesmo modo que 99% da mídia nacional, repete as mesmas baboseiras, mentiras e chavões do esquerdismo nacional e internacional, com a mesma linguagem viciada do politicamente correto. Dá vergonha ver os noticiários ou tentar ler o que dizem os jornais e revistas brasileiros sobre esta crise gravíssima que atravessa a Bolívia porque, é como diz aquela máxima comunista: se a teoria não corresponde aos fatos, pior para os fatos! A notícia que vai ser divulgada é aquela que foi estabelecida “por consenso” e fim de conversa; o leitor que se dane.

Pois muito bem. O Notalatina não tem rabo preso com ninguém, não é patrocinado ou subvencionado por nenhum órgão público ou privado, partido político, políticos ou empresários. Meu objetivo é buscar a verdade e desmascarar a fraude da “informação confiável” que alardeiam mas sonegam os nossos meios de comunicação.

E como já era previsto, Lula respaldou a atitude de Morales de expulsar o embaixador americano. Disse ele: “Se for verdade que o embaixador dos Estados Unidos se reunia com a oposição de Evo Morales, Evo está correto em expulsá-lo. É a famosa ingerência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente americano. Então, creio que houve um incidente diplomático, se o embaixador estava tendo injerência na política, Evo tem razão”. Nesta entrevista que Alejandro Peña Esclusa concedeu ontem de Santa Cruz de la Sierra a Marianella Salazar, uma das jornalistas mais combativas da Venezuela e por isso mesmo perseguida pelo psicopata Chávez, ele faz mais uma análise lúcida, clara, realista da situação atual da Bolívia e desmascara a farsa de um Lula “moderado” e democrata. Não deixem de ouvir porque as revelações que ele faz são importantíssimas e estão sendo sonegadas nas tv’s, jornais e revistas brasileiras.

E antes de transcrever a mensagem do leitor à revista “Isto É”, sugiro a leitura do documento que os governadores da “meia-lua” enviaram aos membros da UNASUL, considerando que estes não quiseram recebê-los em uma audiência onde pretendiam explicar o que estava acontecendo em seu país. E estes presidentes não quiseram recebê-los porque não estavam reunidos como chefes de Estado de nações irmãs mas como MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO, cujos interesses são diversos dos que deveriam ter caso fossem independentes e pensassem no bem dos seus países. O documento é este: A LOS EXCELENTISIMOS SEÑORES PRESIDENTES Y PRESIDENTAS DE UNASUR

Agradeço a importantíssima colaboração deste leitor - que não pode se identificar - porque o que ele diz em sua mensagem só vem corroborar o que o Notalatina e Peña Esclusa têm informado desde o início da semana.

Fiquem com Deus e até a qualquer momento!

****

Prezados Senhores

Por uma questão de segurança, pois vivo na Bolívia, deixarei de identificar-me. Justamente por ser testemunha ocular dos fatos e conhecer um pouco do passado recente desse país, gostaria de respeitosamente corrigir algumas informações no que se refere ao artigo “O risco do apagás” (Edição 2028 – 17/09/08)

Primeiro que não está comprovado absolutamente que os que fecharam as válvulas do gasoduto ao Brasil e causaram a explosão tenha sido gente da oposição. Embora considere que isso seja possível, afirmá-lo como fato pronto e acabado é descartar muito rapidamente a possibilidade de que tenha sido gente do próprio governo como uma maneira de despertar antipatia brasileira para o movimento oposicionista, além de encaixar-se na busca de pretextos para militarizar os departamentos (estados) da chamada meia-lua.

Segundo, a revista fala de posições irreconciliáveis. A primeira e corretamente contada é a de Evo Morales, estatizante e indigenista. Porém, ao falar do outro lado como sendo os “autonomistas das elites políticas e econômicas da oposição” a revista reproduz, ainda que talvez que sem saber o discurso do governo central, que cinicamente insiste em desconhecer a luta autonomista que vem praticamente desde a fundação de Santa Cruz e não está restringida às chamadas elites ou, como preferem os do partido de Evo Morales e seu “amigo” Hugo Chávez, as “oligarquias”. É inegável que há uma elite política e econômica em Santa Cruz, mas o apelo pela autonomia é um desejo das massas, como se pôde comprovar, entre outras coisas, pelo referendo relacionado ao tema realizado em junho, onde os números falam por si só. A favor da autonomia: 86% em Santa Cruz, 80,2 % em Beni, 80% em Tarija e 81,8% em Pando. O departamento de Chuquisaca prepara-se para realizar seu referendo sobre o assunto em novembro (conferir: http://www.la-razon.com/versiones/20080505_006263/nota_249_590407.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080602_006291/nota_249_606835.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080623_006312/nota_249_619442.htm).

Historicamente falando, todas as vezes que Santa Cruz tentou falar de autonomia, o discurso do governo central (ou seja, não é de hoje) foi de que o que desejavam era separatismo. Isso é reforçado agora, pois evidentemente autonomia (que é algo muito mais tímido que federalismo) não combina com governo centralista e autoritarismo.

Terceiro, Evo Morales teve seu mandato ratificado e não posso negar que tristemente as pessoas, principalmente as mais simples e incultas, foram fortemente influenciadas pelo maquinário propagandístico estatal, que funciona muito bem por sinal. O que a imprensa brasileira se esquece de contar é que o referendo revogatório foi realizado apesar das fortes e comprovadas acusações de que o padrão eleitoral boliviano está contaminado, com pessoas com dois até quatro cédulas de identidade com nomes diferentes, “mortos” votando, estrangeiros, tudo previamente azeitado por Venezuelanos que foram flagrados nos escritórios da Polícia (responsável pela emissão de documentos) altas horas da noite para “ajudar” nesse trabalho (ver, por exemplo, http://www.fmbolivia.com.bo/noticia2397-denuncian-que-venezolanos-ingresaron-al-registro-civil.html, http://www.eldiario.net/noticias/nt080810/2_02plt.php, http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-08-10/vernotaahora.php?id=080810130643).

As acusações de fraude são tão evidentes que a Corte Nacional Eleitoral, composta no momento por apenas três elementos por obra e graça do senhor Evo e cujo presidente da instituição é partidário de Morales, num lampejo de bom senso resolveu não administrar o referendo sobre o projeto de constituição do MAS (partido do governo) enquanto não for feita uma auditoria completa (http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-09-03/vernotaahora.php?id=080903173255).

A revista diz que “os governadores da oposição, que também tiveram seus mandatos ratificados, se negam a aceitar as regras do jogo democrático e decidiram radicalizar”. Primeiro, que quem já deu amplas mostras de que não estar interessado em respeitar o jogo democrático é o próprio presidente. Há vários exemplos, mas o mais recente é fato de que convocou o referendo sobre a constituição para 7 de dezembro com um Decreto Supremo (equivalente a nossa medida provisória), quando a lei expressamente diz que tem de ser convocado pelo congresso (mas no senado o governo é minoria, esse o temor). Além disso, disse com todas as letras que quando lhe informam que algo é ilegal, ele não se importa e diz a seus advogados que o legalizem (http://mirabolivia.com/foro_total.php?id_foro_ini=54885, http://www.eldiario.net/noticias/nt080809/3_01ecn.php).

Depois, é muito fácil falar para quem está de fora sobre “rebelião” dos governadores contra as regras do jogo. Pode ser que isso não seja justificável, mas é perfeitamente explicável quando se é testemunha dos freqüentes atropelos do governo central, sem um mínimo de respeito pelas regiões ditas autonômicas que, além do fator político, envolve sérios problemas de preconceito racial para com os “cambas” (habitantes do oriente). A medida é de extremo desespero, horrível para nós que vivemos aqui, mas, tristemente, parece ser um mal necessário para tentar pôr freio aos desmandos desse senhor que, com conexão direta com Caracas, não se importa uma vírgula com o que seja institucional.

Em que momento os governadores da oposição falaram de separatismo? Quando de depor ao presidente? Perguntem aos repórteres brasileiros que estão aqui. O que reclamam é o respeito à votação a sua autonomia, contra o projeto de constituição do MAS aprovado em um quartel e pela devolução do que têm direito por lei e que foi retirado pelo governo que é o Imposto Direto de Hidrocarburo (IDH). Embora a revista afirme corretamente que o dinheiro tomado é usado “para pagar aposentadoria para maiores de 60 anos pobres”, o valor necessário para fazer isso é muito inferior ao valor confiscado, evidenciando a verdadeira intenção do governo: debilitar economicamente os departamentos autonômicos (www.santacruz.gov.bo/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=645).

Peço que, por favor, investiguem os fatos aqui expostos para que os leitores possam ter uma idéia mais realista sobre o que realmente está se passando. É muito triste ver os acontecimentos serem distorcidos pelos órgãos de informação do governo e que esses consigam passar sua versão adiante. Um exemplo é o atual estado de sitio em Pando, onde o governo “estranhamente” não permite que cheguem jornalistas (somente os de Televisão Boliviana, do governo) nem gente dos direitos humanos ao mesmo tempo em que divulgam sua versão dos fatos e ameaçam com prender ao governador.

Na expectativa de poder haver cooperado, desde já agradeço.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

Evo Morales e sua obra do horror: a Guerra Civil

Do blog NOTALATINA
Wednesday, September 17, 2008

Voltamos com informações mais recentes da Bolívia, conforme prometi. Evo Morales havia aceitado um diálogo com os governadores da “meia-lua” marcado para amanhã, dia 18 mas, sem mais nem menos (ou será que recebeu alguma ordem urgente de seus mentores e amos, Chávez e Castro?) antecipou para hoje às 17:00 pm. Entretanto, acabo de ver pela CNN em Espanhol que finalmente o encontro teve que ficar para amanhã, pela impossibilidade de locomoção dos governadores, de seus estados até o Palácio Quemado em La Paz, onde seria o encontro.

Hoje o Notalatina apresenta o áudio de uma entrevista dada por Alejandro Peña Esclusa, que está em Santa Cruz (Bolívia), a Fernando Lodoño no programa La Hora de la Verdad. Esta entrevista que tem a duração de 14 m. e 9 s. é importantíssima porque Alejandro revela detalhes do que está ocorrendo DE FATO em Pando e que a imprensa não noticia. A situação é extremamente grave e embora Alejandro afirme que já está mais calma, a contabilidade é ainda muito tenebrosa. Há mais mortos do que a imprensa está noticiando e já é possível crer que em breve alcance a casa das centenas, caso não se chegue a uma solução rapidamente.

O trabalho da imprensa, local e estrangeira, está sob constante ameaça de forças policiais e militares que ocupam toda a cidade. Os jornalistas estrangeiros estão todos hospedados no mesmo hotel por medida de segurança e quando tentam fazer seu trabalho são ameaçados com disparos. Conforme relata o jornalista Carlos Lezcano, da “Red Unitel”, quando tentava entrevistar a delegada presidencial Nancy Texera, a uns 300 metros do aeroporto, atiraram contra ele e o câmera do terminal aéreo. Conta Lezcano: “Uma bala passou a centímetros do câmera. ‘Filme-me, parente’, eu gritava para ele, caso caíssemos ali. Depois vieram os militares, nos insultaram e nos disseram que não se podia filmar”. O jornalista Alexandre Lima, do jornal “O Alto Acre”, viveu experiência similar quando fotografava o momento da prisão do governador de Pando, Leopoldo Fernández (foto que ilustra a edição de hoje).

A maioria dos jornalistas bolivianos está dormindo na cidade fronteiriça de Brasiléia, no Acre, cidade para onde já fugiram umas 400 pessoas. Edgar Balcázar ex-funcionário da Prefeitura de Cobija (capital de Pando), exibiu vários hematomas e marcas de golpes que recebeu após presenciar a morte de um camponês. Segundo Edgar, “Queiram me matar. Não eram camponeses, eram guerrilheiros, estavam armados e começaram a disparar. Porém não me mataram e passei para Brasiléia, onde me atenderam no hospital e onde estou hospedado em casa de amigos”.

Os refugiados acusam os Ponchos Rojos (aqueles que degolaram o cachorro no vídeo que o Notalatina reapresentou ontem), controlados por Morales, pois pertencem à mesma etnia Aymará. Apesar de se vestirem com trajes típicos de sua etnia, os Ponchos Rojos também são vistos portando fuzis e armas de fogo. A maioria desses índios são ex-soldados do exército boliviano que conhecem de estratégia e táticas militares, e alguns desses grupos se preparam para as ações vilentas na planície de K’ala Chaca (“ponte de pedra” em aymará) na montanha Letanías de Viacha. Pelo vídeo percebe-se o grau de violência a que são capazes. Na foto acima eles aparecem com fuzis de madeira nas mãos, numa intimidação pouco velada do que desejam fazer e o mais grave: contam com apoio e cobertura do cocalero Morales. E é esta “democracia” que a carta da UNASUL diz estar defendendo, sabendo que isto é falso, é uma descarada mentira.

O vice-presidente Álvaro García Linera teve vínculos com os Ponchos Rojos e com o bando terrorista “Exército Guerrilheiro Túpak Katari” (EGTK). Juan Carlos Condori, secretário-executivo da federação de camponeses aymarás diz com orgulho: “Nós temos participação na equipe de ministros de Evo Morales. Agora está David Choquehuanca que é ministro de Relações Exteriores. Antes estava nosso irmão Félix Patzi como ministro da Educação”. Quer dizer, é por esta razão que esses índios lutam com toda a violência para defender seu presidente e assim preservarem seus lugares no comando da nação, uma “nação bolivariana”.

Numa entrevista que vi na CNN, um senador republicano se queixava da forma “pouco ativa” de Lula na resolução deste conflito. Dizia ele (não guardei o nome) que, uma vez que o Brasil depende em grande parte do gás boliviano, os Estados Unidos acreditavam que Lula seria um ótimo mediador mas não é isto que está acontecendo, pois ele limitou-se a participar do encontro da UNASUL e nada ficou solucionado até o momento. Como todo estrangeiro, este senhor se ilude com o papel de Lula no hemisfério e, como ele sempre fala em tons moderados, sem os arroubos agressivos e vulgares de Chávez, ninguém percebe que aquilo é um lobo vestido em pele de cordeiro e que ele está por trás de toda esta instabilidade. Alejandro Peña Esclusa esclarece isto perfeitamente na entrevista a Fernando Lodoño que vocês podem ver aqui, uma exclusividade do Notalatina para o Brasil.

E por hoje as notícias são essas. Creio que amanhã teremos mais informações, caso a tal “mesa de diálogo” se realize. Não deixem de ouvir a entrevista de Peña Esclusa!

Fiquem com Deus e até a qualquer momento!

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Vaca Atolada

Do portal A VERDADE SUFOCADA
16 de setembro de 2008

Por Percival Puggina (*)

Em 1996, a Bolívia abriu suas reservas petrolíferas e refinarias aos investimentos externos. As instalações estavam sucateadas e o país não tinha meios financeiros. A Petrobrás entrou no sistema, investiu em tecnologia, qualificou as instalações, capacitou recursos humanos, construiu três mil quilômetros de gasodutos até o Brasil e, principalmente, criou uma demanda para 85% do gás boliviano. Hoje, com o mercado consumidor daqui, a Petrobrás responde por 15% do PIB daquele país e por algo entre 20% e 30% de sua receita tributária.

Não obstante, o Brasil se tornou alvo para a demagogia esquerdista que elegeu Evo Morales. "O Brasil enriquece à custa da nossa pobreza!". E todos lembram do que ocorreu em 2006: desapropriação, presença do exército nas usinas e discursos veementes contra os brasileiros gananciosos que sugavam as riquezas bolivianas sem uma conveniente retribuição. Em resposta, o Brasil falou grosso, depois falou fino e, finalmente, bonzinho, recuou. Há dois meses a Petrobrás anunciou que vai investir mais US$ 1 bilhão na Bolívia. Pode?

Pode. No começo dos anos 90, o Brasil assinou um acordo binacional que lhe garantia gás argentino posto na cidade de Uruguaiana. Dali, o gasoduto seguiria para Porto Alegre. Em Uruguaiana seria construída uma grande usina termelétrica (600 MW). Tudo certo e assinado? Tudo certo e assinado. Ficou pronto o gasoduto até a usina. Inaugurou-se a termelétrica. E o gás subiu de preço. Pior, começou a faltar. Ué! Cadê o gás que estava aqui? O gato aspirou. O país vizinho, por falta de investimentos, entrou em crise energética e restringiu a torneira situada na província de Entre Rios. O brasileiro, bonzinho, reviu o acordo binacional e aceitou a redução do fornecimento. E aí o gás acabou. Como assim, "acabou"? Acabou, mesmo, de vez. Deve ter havido um movimento tipo "El gas es nuestro!". Agora, a usina de US$ 350 milhões está para ser desmontada e vendida. Pode?

Pode. Na década de 70, o Brasil decidiu construir Itaipu. O Paraguai não tinha dinheiro nem crédito para dividir ao meio o investimento. Entrou com metade da água e da vontade, para receber 50% da energia. É essa energia que viabiliza a equação paraguaia no investimento. Assim: da metade da energia que lhe corresponde, o Paraguai, que só tem mercado para cerca de 10%, vende o excedente ao Brasil. A diferença entre o preço dessa venda e a tarifa no mercado brasileiro cobre a parte paraguaia no financiamento.

É esse acordo que Fernando Lugo, o novo demagogo esquerdista alçado ao poder na América Latina, quer rever. A exemplo de Evo Morales, ele fez campanha prometendo acabar com a exploração imperialista brasileira. De novo, o Paraguai é pobre porque o Brasil é rico... Tá bem. E o brasileiro, bonzinho, vai aceitar. Alega o mandatário que seu país tem imensos excedentes energéticos e em nada se beneficia disso. Esquece-se, no entanto, de que recebe energia a troco de banana e andaria a toco de vela não houvesse o Brasil assumido os encargos e riscos de Itaipu.

Pessoalmente extraio duas lições desses três fatos. A primeira é a de que o Mercosul atolou e só vai andar quando os países membros adotarem instituições mais sérias e menos sujeitas ao acasalamento da baboseira ideológica com a demagogia. E a segunda é a de que os investimentos que o Brasil está fazendo nos países vizinhos são de altíssimo risco porque as assinaturas se depreciam com o passar do tempo.

(*) Fonte: http://www.puggina.org/

REFLEXÕES MELANCÓLICAS SOBRE O DECÁLOGO PARA ENFRENTAR EVO MORALES

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA


Reflexões melancólicas sobre o “Decálogo para enfrentar Evo Morales” de Alejandro Peña Esclusa

Heitor De Paola

Primeiro: Evo Morales não representa o interesse dos bolivianos. Apesar de sua aparência indígena, tampouco representa o interesse das etnias bolivianas. Ele é um agente a serviço de forças internacionais agrupadas ao redor do Foro de São Paulo.

Infelizmente Lula representa o interesse dos brasileiros, se não na sua totalidade, ao menos em sua esmagadora maioria. Sua aparência não é mera aparência, Lula é aquilo mesmo. Obviamente o único ponto de contato com Morales é que Lula também “é um agente a serviço de forças internacionais agrupadas ao redor do Foro de São Paulo”. Pior: é seu fundador e Morales é apenas uma cria mal nutrida.

Segundo: A oposição boliviana não luta contra o governo nacional, senão contra um conglomerado internacional que utiliza Evo Morales para apoderar-se da Bolívia. Por isso, cada vez que Morales se encontra em apertos, seus aliados saem para respaldá-lo publicamente e para prestar-lhe todo seu apoio.

Ai, que coisa boa deve ser contar com uma oposição! É triste reconhecer: não existe oposição brasileira! Aqui os partidos são meras siglas para acomodar melhor os mesmos interesses. Quando o Presidente do DEM – supostamente um partido liberal - diz que o programa bolsa família é um programa liberal e o seu candidato a Prefeito de São Paulo lança o comunista Serra para Presidente em 2010, que se pode esperar? Onde a canalhice oportunista e mercenária impera, não há oposição! Pior, quando Alejandro diz “cada vez que Morales se encontra em apertos, seus aliados saem para respaldá-lo publicamente e para prestar-lhe todo seu apoio”, Lula é o próprio comandante aliado deste apoio!

Terceiro: Evo Morales não é um democrata. Depois de derrocar dois governos usando métodos antidemocráticos, decidiu amoldar-se ao sistema – participando das eleições – unicamente para chegar ao poder. Uma vez na Presidência, utiliza as instituições do Estado para destruir a democracia desde dentro.

Aqui é pior: Lula não derrotou dois governos democráticos, é exatamente o resultado dos dois governos anteriores do príncipe dos hipócritas FHC que o lançou! E que sempre sai em seu socorro nas horas em que há alguma possibilidade de impeachment. Portanto, esta é uma impossibilidade. Se houver perigo, FHC – e talvez até o DEM – socorre.

Quarto: Não é possível derrotar Evo Morales eleitoralmente. O governo boliviano já conta com o método cubano-venezuelano para cometer fraude. O padrão eleitoral está atualmente tão tergiversado que não é possível manter-se eleições livres e transparentes sem antes depurá-lo.

Bem, aqui temos maquininhas confiáveis! Podemos confiar que elas darão o resultado a quem Lula-FHC-ONU mandarem! Mais confiáveis impossível, não? Já sabemos o resultado antes! Viva a tecnologia moderna!!!! Aliás, qual o problema? Não teríamos escolha mesmo!

Quinto: Os partidos políticos de oposição não estão em condições de enfrentar o governo sozinhos, porque – devido à sua formação – estão acostumados ao diálogo e à negociação. Um ditador como Evo Morales não acredita no diálogo nem na negociação, senão que os usa para ganhar tempo, enquanto consolida seu projeto totalitário. Por isso, a sociedade não partidarista – essa que sai às ruas para protestar – deve adquirir maior liderança.

É de chorar: não temos nem uma coisa nem outra!!!! Aqui a “oposição que sai às ruas” não passa de um bando de nacionalisteiros que são mais antiamericanos do que anticomunistas. Combate ideológico como na Bolívia? Zero! Combate ao menos político? Zero! Fechamento de estradas e fronteiras, com a louvável exceção dos bravos arrozeiros de Roraima: zero! O que combatem os que saem às ruas no Brasil? Slogans anódinos como “corrupção”, “impunidade”, “pela paz e concórdia” e outras palhaçadas. Até quando defendem o território nacional, particularmente a Amazônia, o fazem vendo o inimigo no Grande Satã, o “império americano” e não o Foro de São Paulo e a tal malfadada “comunidade internacional”: a rede de ONG’s multibilionárias.

Sexto: O tempo conta a favor do oficialismo. Enquanto a oposição tem que financiar suas atividades com recursos próprios e, portanto, limitados, o governo boliviano conta com as arcas do Estado e com o financiamento inesgotável que lhe envia Hugo Chávez. Além disso, cada dia que passa o governo aproveita para destruir os poucos espaços democráticos que restam. Por isso, quanto mais tempo Evo Morales leve no poder, mais difícil será tirá-lo de lá.

No Brasil a oposição mirrada que temos precisa financiar a si mesma, pois os empresários brasileiros são em sua esmagadora maioria cúmplices do governo comunista enquanto este tomar atitudes que encham seus bolsos. Como é o caso da doação do Grupo Gerdau para a filha do Ministro da Justiça, candidata a Prefeita de Porto Alegre. Segundo denúncia veiculada no exterior as empresas Odebrecht, ImBev e Pão de Açúcar estariam patrocinando a candidatura de Dilma Roussef em 2010 e o retorno de Lula em 2014. Si non è vero, è bene trovato! A Odebrecht está interessadíssima na privatização do Galeão além de já ter sido aquinhoada com reformas em outros aeroportos da INFRAERO a ImBev quer chegar ao monopólio de cervejas e refrigerantes no país e o Pão de Açúcar é um sucesso suspeito em aquisições de outras redes de supermercados. Além de não darem um tostão furado para as organizações que defendem a propriedade privada, as liberdades individuais e a tradição ocidental, provavelmente ainda riem de nós!

Sétimo: A única maneira de conseguir uma mudança de governo na Bolívia é mediante ações de rua, pacíficas, simultâneas e generalizadas, quer dizer, em todo o território nacional. A convocatória oficialista a um referendo para aprovar uma Constituição ilegal, deve servir de incentivo para organizar o protesto.

Não há maneira possível de conseguir mudança no governo do Brasil! Jamais haverá manifestações de rua contra nada.

Oitavo: A oposição boliviana deve estudar detalhadamente o processo político venezuelano dos últimos dez anos, porque isso equivale a antecipar-se a seu próprio futuro. Entre as lições que deve aprender é não repetir os erros cometidos pelos dirigentes opositores venezuelanos.

O processo político revolucionário no Brasil difere do venezuelano e do boliviano. O Brasil é o país onde as técnicas revolucionárias anestésicas de Antonio Gramsci foram melhor aplicadas.

Nono: Urge usar a informação do computador de Raúl Reyes. Os aliados a Evo Morales – e possivelmente o próprio Morales – estão estreitamente vinculados às FARC e, portanto, são cúmplices de narco-terrorismo e de outros delitos de lesa-humanidade. A informação contida no computador confiscado de Raúl Reyes pode ser de grande utilidade para livrar a Bolívia da ditadura.

Elucidar e trazer à tona os contatos de Lula com as FARC é ainda mais importante. No entanto a melhor avaliação deste assunto é feita por Luis Alberto Villamarín Pulido: “A diferença entre Lula e os bocudos da Venezuela, Equador e Nicarágua, é de estilo mas não de pensamento nem de propósitos. E, claro que a uma potência econômica como o Brasil, com um dos exércitos mais bem preparados e que carregam uma responsabilidade muito grande em defesa da soberania nacional e da segurança do hemisfério, a ditadura cubana não a pode manipular com a mesma facilidade com que dispõe de seus cachorros em Quito, Caracas, Manágua e La Paz. Porém, ao mesmo tempo, Lula está de acordo com o que pensam e fazem seus vizinhos co-partidários, mancomunados com Piedad Córdoba e o Partido Comunista Colombiano.(...) Sem dúvida, Lula (embora à sua maneira) faz parte do complô contra a Colômbia e no final o que contam são os resultados”.

Décimo: Uma vez que Evo Morales trabalha para uma máfia internacional, a oposição boliviana deve travar a batalha não só no campo interno, como também no campo continental, buscando alianças com os setores democráticos da América Latina.

A blindagem de Lula não é produzida apenas internamente, nem mesmo é produto Latino-Americano: começa no Departamento de Estado, controlado pelo Council on Foreign Relations. Obama é aliado de todos os comunistas e jamais mexerá com Lula se McCain ganhar, o provável Secretário de Estado Assistente para a América-Latina será, novamente, Otto Reich, a quem já me referi diversas vezes (ver aqui, aqui e principalmente aqui).

(As traduções dos originais em espanhol são de Graça Salgueiro)

NOTALATINA mostra desmascara (mais uma vez) a mí"r"dia nacional

Do blog NOTALATINA
Monday, September 15, 2008

O Notalatina sai hoje numa edição diferente das demais, por uma força imperiosa de restabelecer a VERDADE dos fatos que criminosamente a mídia insiste em distorcer, fraudar, omitir, para que o leitor cada dia mais se afaste da realidade e embarque na ficção do “1984” de George Orwell. Estou me referindo a uma entrevista publicada pela revista “Época”, datada de 13 de setembro, com Peter Hakim, a respeito da situação da Bolívia a beira de um guerra civil. Ocorre que “Época” é controlada pelo PcdoB e mister Hakim (na foto) é ninguém menos que o presidente do Diálogo Interamericano.

Para quem não sabe o que é o Diálogo Interamericano, recomendo a leitura do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano” do Heitor De Paola – especialmente o Cap. XII -, além deste artigo bastante esclarecedor do historiador Carlos Ilich Santos Azambuja. Então, o que se tem é uma revista comunista entrevistando um sujeito que oferece apoio incondicional à implantação do comunismo na América Latina, e o resultado disto vocês vão ver nas contestações que faço intercalando as respostas em azul. Há uma quantidade razoável de pessoas capacitadas para fazer uma análise decente e correta destes fatos, no Brasil e no exterior, mas é óbvio que esta revista está apenas cumprindo com o seu papel de “companheira de viagem”. É vergonhosos que “isto” seja repassado para o público como “informação”.

Antes, porém, quero informar aos leitores que o site Mídia Sem Máscara está temporariamente indisponível por problemas técnicos, e que em breve voltará a normalidade.

E vamos à entrevista ou “engana troucha”. Fiquem com Deus e até a próxima!

Peter Hakim – “O país corre grande perigo”.

Leandro Loyola

O analista americano Peter Hakim estuda a América Latina desde os anos 60. Nesse tempo, já viu inúmeros conflitos no continente e, em especial, na Bolívia. Presidente do Inter-American Dialogue Institute, Hakim afirma que a crise atual é apenas uma continuação dos confrontos entre o presidente Evo Moralae e a oposição, baseada nas províncias mais ricas. Mas o perigo agora pode ser maior. “Pessoas próximas acham que Hugo Chávez está influenciando o presidente Morales”, diz. “E tanto Morales quanto a oposição estão se sentindo fortes”.

Comento: Em primeiro lugar, este sujeito diz ter estudado a América Latina “desde os anos 60” mas o que fez nestes quarenta e tantos anos além de procurar uma forma de reescrever a História? Se ele de fato se limitasse a estudar, analisar os fatos como se dão, sem omitir nem adoçar os crimes cometidos pelo terrorismo comunista, sua análise seria bem outra. Ademais, observem a sutileza do repórter ao afirmar que a oposição a Morales encontra-se nos estados (províncias) mais ricos. Quer dizer, aí ele já induz o leitor desavisado a se posicionar contra os opositores porque são “ricos” e a apoiar (cegamente) os camponeses e índios que são os pobres e desvalidos.

ÉPOCA – Há alguma chance de haver um golpe de Estado na Bolívia?

Peter Hakim – O único que pode realmente fazê-lo é o Exército. No meu modo de ver, o Exército não está conspirando. Apesar da oposição de quatro Estados (são “estados” e não Estados) fortes, Morales tem 67% de aprovação popular.

Comento: Mentira. Os índios não representam todo este percentual e essa estatística deve ser do mesmo instituto que faz as pesquisas para Chávez.

Não é um governo impopular: é um governo altamente popular. Eu ainda duvido de um golpe. O perigo é que tanto Morales quanto a oposição tiveram vitórias nos referendos realizados recentemente e estão se sentindo fortes.

Comento: Mais mentira. Se ele fosse assim tão popular não teria havido conflitos e rechaços violentos e constantes desde que assumiu o governo. Ademais, a vitória de Morales foi fraudada, com o respaldo de Chávez, inclusive usando as mesmas máquinas fraudulentas utilizadas na Venezuela.

ÉPOCA – O Brasil enfrenta problemas com esta instabilidade na Bolívia. O que pode fazer?

Hakim – O Brasil tem melhor possibilidade de jogar um papel positivo do que os Estados Unidos. O Brasil tem experiência diplomática e certa influência sobre (o presidente da Venezuela, Hugo) Chávez – e, se ele está realmente insuflando Morales, o Brasil pode conversar. A Bolívia corre grande perigo.

Comento: Claro que o Brasil tem mais influência na Bolívia do que os Estados Unidos porque ambos os presidentes são parceiros no Foro de São Paulo que nem a revista nem este elemento citam. Agora, dizer que “se Chávez está realmente insuflando Morales”, no condicional, é a maior das canalhices porque todo mundo sabe que Chávez mantém, como a uma amante, este índio cocalero. E Morales não faz NADA que não seja por ordem de Chávez e de Cuba.

ÉPOCA – O presidente Chávez pode estar influenciando o presidente Morales?

Hakim – Pessoas que conhecem Morales bem, que estão perto dele, acham que sim, acham que Chávez tem uma influência grande sobre ele.

Comento: É nojento ver um sujeito que diz estudar a América Latina desde a década de 60 “não saber” o que se passa nesta relação obscena entre esses dois elementos abjetos. Chávez não só “tem influência” como mantém de tudo, desde a guarda pessoal, que é venezuelana, como cede avião e petrodólares, milhares deles. Vejam a última edição do Notalatina clicando nos links e vocês vão ter uma radiografia dessa dependência.

ÉPOCA – Chávez já afirmou que, se a oposição tentasse derrubar Evo Morales, ele interviria. Isso pode acontecer agora?

Hakim – É difícil imaginar como fazer isso. O problema é muito grande porque há uma polarização na Bolívia por classe social, por nacionalidade, por grupo étnico e por região. Então, não é fácil para Chávez intervir. Provocaria uma resistência maior ainda.

Comento: Ele sabe que Chávez pode intervir sim. Se vai ser recebido a bala ou com flores é outra questão. Os militares bolivianos já mandaram uma mensagem clara para Chávez de que se ponha em seu lugar mas isto não é o suficiente para deter o demente. São duas situações distintas e que ele propositalmente mistura, sutilmente defendendo Chávez.

ÉPOCA – Chávez pode ter influenciado a decisão de Morales de expulsar o embaixador dos Estados Unidos?

Hakim – É difícil entender a expulsão do embaixador. Acho que a intenção (do presidente Evo Morales) era provocar um conflito com os Estados Unidos para fortalecer sua posição interna. Eu sei que os EUA têm sido muito cuidadosos, entendem muito bem o problema que o governo de Morales está enfrentando e não queriam um rompimento. O governo americano sabia que seria difícil ter as melhores relações com Morales, mas fez muito esforço para manter uma relação racional. Expulsar o embaixador, sem comunicação anterior, é como a opção nuclear.

Comento: Os Estados Unidos sabem muito bem das situações da Bolívia, mas não “o problema que o governo Morales está enfrentando” senão CRIANDO. No fim do ano passado alguns governadores da “meia lua” estiveram nos Estados Unidos denunciando a fraudulenta vitória da nova Constituição, que foi “aprovada” só com os partidos oficialistas, de portas fechadas e onde a oposição FOI PROIBIDA de participar. Depois disso, esses governadores foram ameaçados de morte pelos índios selvagens, como neste vídeo que eu dispus no Notalatina (em que os Ponchos Rojos degolam um cachorro e dizem que vão fazer o mesmo com os “oligarcas”, opositores e prefeitos), e até mesmo incendiando as sedes de governos e delegacias. Este demente sabe disso tudo muito bem e torce os fatos, DESINFORMA PROPOSITALMENTE.

ÉPOCA – Por isso, os Estados Unidos expulsaram o embaixador da Bolívia quase imediatamente...

Hakim – É uma pena, mas os Estados Unidos não podiam deixar de responder. Agora é hora de sentar e conversar.

Comento: Isto era a resposta obrigatória, não porque “os Estados Unidos não podiam deixar de responder” mas em obediência a convenções internacionais de reciprocidade.

ÉPOCA – Em resposta, o presidente Chávez anunciou a expulsão do embaixador americano da Venezuela em solidariedade à Bolívia. Até onde isso pode ir?

Hakim – Isso é uma loucura. A Venezuela representa um problema muito maior para os Estados Unidos. Por dois motivos. Um deles, obviamente, é o petróleo: a Venezuela fornece de 10% a 12% do petróleo consumido nos EUA.

Comento: O “problema maior” não é para os Estados Unidos mas para a Venezuela. O desinformador diz quanto os Estados Unidos consomem do petróleo venezuelano mas não diz qual o percentual de venda da Venezuela para os Estados Unidos. Visto assim, parece que é uma perda irreparável para os Estados Unidos mas não é, porque eles podem procurar outro fornecedor. Agora, esses “10% a 12%” americanos representam MAIS DE 50% das vendas venezuelanas. Então, quem perde mais?

Além disso, o que ele não informou é que a expulsão do embaixador americano da Venezuela foi um pouco por retaliação pelas últimas denúncias a respeito das ligações de Chávez e seus ministros com as FARC, em especial Ramón Rodriguez Chacín, ex-ministro da Defesa e facilitador de armas e naturalização de terroristas na Venezuela. Falei disso no Notalatina no início do ano, quando das “operações humanitárias” que libertaram Clara Rojas e Consuelo Perdomo. Vejam nas edições do início deste ano que tem toda a folha corrida do terrorista Chacín.

Outro fato também, que este degenerado não informa - nem a mídia companheira de viagem brasileira -, é que este espetáculo serviu para encobrir os julgamentos de venezuelanos envolvidos com o “caso das valises”, onde Chávez deu 800 mil dólares para a campanha presidencial de Cristina Kirchner e agora sabe-se que houve outra, com 4.200.000 que ninguém sabe o paradeiro. Antonini Wilson resolveu abrir o bico em troca de benefícios no julgamento e confirmou a doação. Chávez está possesso com isto e resolveu retaliar, expulsando o embaixador americano, não somente em “solidariedade” ao amigo e companheiro no Foro de São Paulo, o cocalero Morales.

O outro é que a maioria dos países da América Latina não vai querer enfrentar os Estados Unidos, mas também não vai ficar contra a Venezuela. Os Estados Unidos não conseguirão mais apoio dos países da América Latina contra a Venezuela.

Comento: Os Estados Unidos há tempo não contam com o apoio latino-americano - com exceção da Colômbia, incondicional, e parcial do Peru -, não porque não queiram ou porque tenham uma política ruim, mas porque hoje a maioria pertence ao Foro de São Paulo, é comunista e intoxicada de anti-americanismo. Se este degenerado falasse nesta organização criminosa (FSP) ou a revista não procurasse esconder a influência deste Foro na situação latino-americana, as coisas ficariam claras como a luz do dia.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

LIÇÕES DA BOLÍVIA

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA



Alejandro Peña Esclusa
Consultor do FDR


Semanas antes do referendo de 10 de agosto, os aliados internacionais de Evo Morales lançaram uma intensa campanha para defender seu pupilo.

Em 30 de junho, Chávez viajou a Tucumán, Argentina, para assistir à XXXV Cúpula do Mercosul, onde propôs aos países membros dessa organização um plano para apoiar Morales.

Em 18 de julho, Chávez e o presidente Lula viajaram a Riberalta, Bolívia, para respaldar Evo Morales. Em um gesto claramente propagandístico, Lula assinou um protocolo para o financiamento de 230 milhões de dólares para construir uma estrada de 508 kilômetros que ligará a Bolívia com o Brasil.

Pouco antes de 10 de agosto, dirigentes do Foro de São Paulo viajaram a La Paz para “manifestar seu apoio ao processo político que vive a Bolívia e à gestão do presidente Evo Morales”. Segundo a nota de Mundo Posible, entre outros assistentes “estiveram presentes a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), de El Salvador, a Frente Sandinista da Nicarágua, o Polo Dmocrático Alternativo da Colômbia e a Frente Ampla do Uruguai”. O Foro de São Paulo foi criado por Lula e Fidel Castro em 1990. Chávez é membro desde 1995 e é o principal financiador dessa organização.

Tal como resenhou uma nota no portal de notícias do Mercosul em 11 de agosto, “Na campanha do referendo revocatório no qual esteve em jogo o mandato de Evo Morales, seu aliado estratégico Hugo Chávez foi a espada e o presidente brasileiro Lula da Silva, o escudo”.

Em contraste, as forças democráticas da Ibero-América pouco ou nada fizeram durante a campanha eleitoral. Exceto por alguns artigos de opinião, se limitaram a esperar os resultados do referendo. Deixaram os opositores bolivianos absolutamente sós.

Cada vez que um dos membros do Foro de São Paulo se encontra em dificuldades, o resto dos integrantes acode em seu apoio, passando por cima das nacionalidades. Em compensação, os democratas da região atuam única e exclusivamente dentro de seu próprio território.

A lição é esta: urge criar uma contrapartida ao Foro de São Paulo; uma organização democrática ibero-americana, capaz de combater internacionalmente essa máfia de alcance mundial. Porém, para consegui-lo, primeiro é necessário ampliar a visão da política. Ou os democratas da Ibero-América lutamos conjuntamente, ou nos derrotarão um a um.

Tradução: Graça Salgueiro




sexta-feira, 18 de julho de 2008

Bolivia, Brasil y Venezuela firmarán acuerdos sobre la Amazonia

Do portal AFP

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

LA PAZ (AFP) — Los presidentes Evo Morales (Bolivia), Luiz Inacio Lula da Silva (Brasil) y Hugo Chávez (Venezuela) acordarán el viernes en el poblado boliviano de Riberalta un compromiso para el desarrollo de la Amazonia, informó este miércoles una fuente oficial boliviana.

El ministro de la Presidencia, Juan Ramón Quintana, informó que los tres mandatarios "se comprometerán a llevar adelante acciones conjuntas que contribuyan a la preservación del medio ambiente y al desarrollo de las poblaciones que viven en la Amazonia".

"Va a ser una Declaración de gran estatura estratégica", aseguró el ministro Quintana, en declaraciones al canal estatal de televisión TVB, sin dar mayores detalles del contenido del entendimiento trilateral.

En los actos oficiales en el poblado boliviano amazónico, a unos 900 kilómetros al noreste de La Paz, los presidentes Morales y Lula firmarán además acuerdos para la concesión de un crédito brasileño de 230 millones de dólares para asfaltar parte de una ruta de 600 km que unirá la ciudad andina de La Paz con Porto Velho. El presidente boliviano firmó este miércoles un decreto para autorizar la adquisición del empréstito.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".