Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de setembro de 2009

PREFEITURA DE VITÓRIA/ES, MANUAL E "KIT DROGADO" PARA USUÁRIOS DE CRACK E A COCAÍNA

Com correções em relação ao original:

Olá amigos

Este artigo está ligado a outro mais antigo (aqui). No primeiro está demonstrado que no Espírito Santo mata-se proporcionalmente mais do que no IRAQUE. Segundo a fonte de informação, o SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, 70% das mortes tem relação com o narcotráfico. Lembrem desta informação, ok?

A redução do númetro de mortos de um ano para o outro é amenizada pela matéria. Se de 1002 assassinatos passamos para 999, a redução no número de assassinatos é de MENOS DE 0,3%, o que de forma alguma indica "...que o caminho a ser seguido é esse..." como diz a secretaria. Muito pelo contrário, nada do que foi feito melhorou sequer em 1% a situação. No jornal dizem que a redução é de menos de 3%, o que não deixa de ser verdade, claro. Do mesmo jeito que não seria errado dizer que a redução foi de menos de 90%.

Mas o assunto agora é outro: anexei TRÊS PÁGINAS de matérias na sequência e do mesmo jornal, sendo que a primeira é de capa para que todo usuário de drogas e demais transeuntes possam ler logo na banca de jornal (em outras palavras):



A PREFEITURA DE VITÓRIA, PERMITE A DISTRIBUIÇÃO DE MANUAL E "KIT DROGADO" PARA QUE OS USUÁRIOS DE CRACK E COCAÍNA POSSAM SE FARTAR "ADEQUADAMENTE"


SÃO TRÊS PÁGINAS DE JORNAL PARA DIVULGAR ESTA AÇÃO.


Baixe e leia você também:


Voltando: ora, se estão distribuindo material "...só para usuários...", SIGNIFICA QUE SABEM ONDE ELES ESTÃO. E se são usuários, compram, portanto, do traficante, que também SABE ONDE ESTÃO SEUS USUÁRIOS.


Quando juntamos os dois artigos, o que se pode perceber?


Vamos lá:


. 70% das mortes estão relacionadas ao "abastecimento" dos usuários de drogas;

. sabe-se onde estão os usuários, que são ensinados e recebem kits de uso para que eles se droguem "com segurança oficial";

. o traficante, este cara que matou 700 pessoas no Espírito Santo até agora, ganha usuários que "sabem" como usar seus produtos.



Site da PREFEITURA DE VITÓRIA
PREFEITO: JOÃO COSER (PT/ES)
http://www.vitoria.es.gov.br/home.asp

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

POR QUE PROIBIR O CONSUMO DAS DROGAS QUE ALTERAM A CONSCIÊNCIA?

Fonte: HEITOR DE PAOLA

Rodrigo Lacroix


...o conceito de liberdade não é um princípio, mas a exteriorização de um desejo, a saber, o de usar o poder do Estado para permitir a todos os indivíduos fazer o que lhes aprouver.

Construir discursos abstratos, fantasias descoladas da realidade, ainda que perfeitamente coerentes, não tem o menor sentido. Desta forma, imaginar quais seriam as razões que levaram à ilegalidade algumas drogas como o ópio, a cocaína, a maconha, etc., carece de qualquer relevância e serviria apenas para confundir mais a cabeça.


Temos que analisar a realidade o mais honestamente possível, buscando nela o embasamento de nossas opiniões e conduta. Afinal, não é a realidade que tem de se adaptar ao nosso discurso, mas o contrário. Assim, na questão das drogas como a cocaína, por exemplo, deveríamos avaliar o que o seu uso proporciona à vida das pessoas que as utilizam. Qual o bem, pergunto, que advém da sua utilização? O que testemunhamos são vidas destruídas, arruinadas, repletas de sofrimento e dor. É notório que os viciados, impelidos pela intensidade de um prazer fugaz, tendem a desconsiderar o ambiente em torno e, obcecados por uma fantasia prazerosa, acabam por construir uma vida em que a droga se torna o centro dela. Vejam que os exemplos são incontáveis, e os desastres, tenebrosos. Vide a mãe aqui de Porto Alegre que matou o próprio filho que, desesperado por dinheiro para sustentar o seu vício, levou essa infeliz mulher ao extremo. O cigarro nunca produziu tal coisa, e qualquer pessoa medianamente normal asseguraria que preferiria mil vezes conviver com um fumante do que com um viciado em crack! Minha mãe fumou durante anos. Teria sido a mesma mãe amorosa que foi se estivesse viciada em cocaína, em crack ou heroína? Vejam que isto não é uma explicação, é um pedido à reflexão!


Uma opinião muito em voga diz que “é uma questão de livre escolha e o sujeito que cometer crime deve ser punido. Mas usar drogas em si é o que se chama "crime sem vítima", portanto, não é crime no sentido de que deva haver punição legal. Neste caso, a deliberação deveria ser dos donos dos espaços. Um clube, por exemplo, teria a autonomia de permitir ou não o uso de maconha ou cocaína em suas dependências. Outros poderiam proibir, sem que isso implicasse reivindicação de quem quer que seja para que se liberasse, a não ser que os clientes assim o quisessem e o proprietário estivesse disposto a atender essa clientela”.


Com relação aos direitos individuais, à liberdade e à proteção do indivíduo contra o Estado, não podemos desenvolver um discurso reducionista. Os princípios que norteiam a liberdade de mercado não podem ser transpostos a todo o leque dos comportamentos humanos. Isto é um erro notório dos libertários. O livre mercado funciona bem porque é moralmente correto. A propriedade privada está ligada a um princípio de justiça que estabelece a cada um o que lhe é devido. A liberdade de transação e empreendimento produz riqueza porque está baseada nos princípios lógicos da ação humana. A propriedade em si ou a ação humana por si, não são princípios, mas decorrem deles. Assim, os problemas devem ser analisados à luz da Justiça e da Verdade e nunca da propriedade e liberdade econômica ou política. Em uma guerra, os direitos políticos devem muitas vezes ser legitimamente suspensos, enquanto outras vezes é moralmente correto levantar embargos econômicos, ainda que financeiramente ruins.


Uma comunidade pequena, com valores comuns, onde as pessoas possuam raízes e uma simbologia que forneça chaves interpretativas adequadas da realidade, pode fazer perfeito sentido não proibir as drogas. Os costumes, pela sua própria penetração social, podem ser um freio formidável à sua disseminação e à conseqüente destruição da vida comunitária. Nas modernas sociedades de massa, no entanto, legalizar as drogas equivale a sancionar o seu uso, a legitimá-lo. O Estado moderno se tornou um pólo que magnetiza as atenções e expectativas dos indivíduos. O poder que a burocracia e a mídia desfrutam é imenso, o que faz com que as medidas legais tenham um impacto extremamente forte no comportamento humano. Num meio constituído de pessoas atomizadas, que carecem de valores comuns, legitimar a utilização de fármacos cujo único objetivo seja o embotamento da consciência, carece de qualquer razão. Equivaleria a endossar a fragmentação da consciência e ensejar a aniquilação da sociedade. Alegar para tal, o desejo de ver a realidade adequada a um princípio iluminista abstrato de liberdade é quase um delírio. Aqui, novamente, o conceito de liberdade não é um princípio, mas a exteriorização de um desejo, a saber, o de usar o poder do Estado para permitir a todos os indivíduos fazer o que lhes aprouver. Isto nada tem a ver com o real conceito de liberdade que está indelevelmente ligado à virtude e ao aperfeiçoamento humano. Ao contrário, a idéia de liberdade moderna, ao se contrapor à liberdade dos antigos (como diria Leo Strauss), foi um grande fator desestabilizador da vida em sociedade. A criminalidade endêmica, o totalitarismo e a intervenção inacreditavelmente grande e onipresente dos governos no mercado seriam impensáveis sem ela. A Constituição dos EEUU vigorou por tanto tempo e permitiu tanta liberdade, justamente por possuir um caráter conservador.


Ademais, a proibição das drogas não existe para prevenir possíveis problemas futuros, hipotéticos distúrbios que os drogados poderiam produzir. Ela vigora para reduzir a já terrível calamidade que elas causam. Como o próprio defensor da legalização das drogas, Milton Friedman, alertava, esta iria fatalmente aumentar a demanda pela provável queda do preço. E vejam que a proibição nada tem a ver com a proteção à saúde dos viciados. Busca salvaguardar a sanidade social. Um fumante com os dias contados devido à presença de um carcinoma pulmonar (que nem se sabe se o cigarro teve algum envolvimento) pode manter uma dignidade e capacidade intelectiva que a degradação de um vício em crack, por exemplo, jamais permitiria.


E por fim, qual o ganho de liberdade que a servidão a um vício tão desprezível poderia produzir?



O autor é Cirurgião-Dentista e aluno do Curso de Filosofia do Prof. Olavo de Carvalho.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

“Comenzó la caída de Hugo Chávez”

Fonte: ELHERALDO
Honduras, 24.07.09


Hugo Chávez, el presidente venezolano, ha desplegado una persecución brutal contra Honduras, una pequeña nación centroamericana con mucha desigualdad social y corrupción gubernamental.


Todo comenzó cuando Manuel Zelaya (Presidente derrocado de Honduras), uno de sus pupilos y a quien financió su campaña electoral, fue derrocado del poder.

Chávez ha reaccionado con toda su fuerza e influencia internacional. Ha dedicado todo acto público y reunión oficial para atacar verbalmente y amenazar a Honduras. Pareciera que tiene una lucha contra el tiempo. Por eso los países del mundo y los analistas se han comenzado a preguntar ¿Cuál es la prisa de Hugo Chávez?:

- Ha influido para que la OEA condene a Honduras, presionando a su amigo Insulza

- Llama constantemente a los presidentes de los países de la región para que se pronuncien en contra de Honduras y no dejan caer el tema en los medios. Así ha logrado intervención de Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Ecuador), Evo morales (Bolivia), entre otros.

- Paga millones a manifestantes, líderes sindicales o militares que se revelen en Honduras.

-Introdujo en Honduras 5,000 guerrilleros (Con pasaportes falsos entregados por el presidente Zelaya), los agitadores eran de Venezuela, Cuba y Nicaragua.

- Pagó y dirigió la operación para tratar el reingreso de Zelaya en un avión venezolano, un plan militar llamado “Enjambre de abejas”.

-Hace poco acuñó la frase: “Baño de sangre” y pidió a los demás presidentes que mencionaran esa frase, para atemorizar al pueblo hondureño. Así lo hicieron Michelle Bachelet de Chile, Fernando Lugo de Paraguay y Daniel Ortega de Nicaragua.

-Ha costeado viajes, hospedería y jet privado para el derrocado Zelaya

-Presiona al presidente de Estados Unidos para que sea más drástico contra Honduras.

¿Qué es lo que busca Chávez? Hay que ser estúpido para no percatarse de que esa persecución brutal, se debe al interés de algo “muy grande y trascendental” para los planes de Chávez.

Algunos han especulado que es el amor y prestigio de la Alba (el movimiento socialista que él impulsa), otros dicen que hay petróleo en el norte de Honduras y él tendría el derecho a explotarlo.

No señores, esta es la verdad sobre lo que busca Hugo Chávez en Honduras:

- Chávez se ha convertido en el más grande narcotraficante de América, según el Congreso de Estados Unidos. ¿Cómo lo ha hecho? El verdadero negocio de un narcotraficante no es vender drogas, sino tener “rutas de tráfico”. El que tiene una ruta, ese tiene un verdadero y multimillonario negocio de tráfico de drogas.

Pues bien, Hugo Chávez desarrolló en Honduras la ruta perfecta para distribuir drogas que salen de Bolivia y de Colombia (las FARC) y luego llega a los carteles de México y finalmente a su destino, que es Estados Unidos.

Por eso la prisa; Honduras era su principal puente de drogas. 14 avionetas con bandera venezolana cayeron en Honduras (Con droga y dinero) en los últimos meses.

Lo que perdió Hugo Chávez en Honduras fue “la ruta más importante de droga en América”, con ganancias de más de 100 millones mensuales.

Ese trasiego de droga es el brazo financiero de la Alba. O sea, en este momento Chávez ya no tiene una fuente de ingresos para financiar la Alba. Así de sencillo y por eso su ataque tan brutal a Honduras para que el mundo lo sepa.

Londres, 14 de julio 2009

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Vale do Juruá: uma das maiores rotas do tráfico de drogas do país

TRIBUNA DO JURUÁ
Cruzeiro do Sul, AC, 08 de December de 2008

Em comunidades ribeirinhas traficantes andam armados como se fossem a polícia e crianças estão sendo viciadas para se associar ao tráfico.

 

mapa_regiao_jurua.jpgNa região acreana do Vale do Juruá localizada no meio da floresta amazônica está à fronteira entre Brasil e Peru. A região é considerada uma das principais rotas de tráfico de drogas do Brasil, formada pelos municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Cruzeiro do Sul. Esta, a segunda maior cidade do Acre. Os vários rios que cortam a área de 74.965,417 km² são utilizados para o escoamento de produtos entorpecentes, quase sempre a pasta-base de cocaína.   


rio_jurua_acima.jpgOs rios Juruá Mirim e Paraná dos Mouras, afluentes do Rio Juruá são os  mais utilizados pelos traficantes. O Juruá Mirim que deságua no Juruá próximo ao município de Porto Walter é o mais usado para o transporte de cocaína. Em virtude disso nem todo mundo se arrisca a navegar pelas águas barrentas em meio à densa floresta.


A Comunidade Tamburiaco localizada próxima à cabeceira do rio, já na fronteira, é a mais temida. Segundo informações de moradores de comunidades ao longo do rio, no Tamburiaco e em outras comunidades próximas a divisa entre os dois países, brasileiros e peruanos transitam durante o dia fortemente armados, preparados para negociar droga. Os armamentos utilizados são fuzis, pistolas, metralhadoras e até granadas. Um morador que não quer ter o nome citado, disse que um dia passava com droga_90_quilos.jpguma arma de caça e encontrou um peruano portando uma pistola, ele cumprimentou o estrangeiro que o seguiu por cerca de 15 minutos, mas não foi incomodado.


A passagem de estranhos pelo Rio Juruá Mirim é comum, os moradores supõem que sejam traficantes. Temerosos, os ribeirinhos tratam bem esses desconhecidos. "Não mexemos com eles, passam e ninguém intervém, até porque se incomodar é perigoso", diz um morador antigo que também pediu pra ter a identidade preservada.


Um outro ribeirinho revelou uma tragédia que está acontecendo nas comunidades invadidas pelos traficantes. Eles estão incentivando os menores a usarem drogas, desde cedo, conforme o morador: "As famílias estão sendo atingidas, crianças usando droga, jovens passam de três droga_planta.jpgdias na mata fumando. Alguns pais vão sair de lá porque estão nervosos e não querem ver os filhos viciados", explica.

  

O perigo para quem se arrisca


Um homem morador em Cruzeiro do Sul identificado apenas por Marcos saiu há seis meses para o Rio Juruá Mirim e até hoje não voltou. Na cidade surgiram comentários de que ele teria ido à fronteira negociar drogas junto com dois amigos, apenas um deles teria retornado. A mulher dele não sabe com quem Marcos saiu, mas ele a informou que iria trabalhar na construção de canoas no Rio Juruá Mirim. A dona de casa pediu para não ter o nome divulgado, ficou sozinha com três filhos, um menino e uma menina que são do desaparecido. "Fiquei sem nada, agora tenho que trabalhar farinha_com_coca.jpgna agricultura para criar as crianças, fica muito difícil", ressalta a mulher.


Alguns desaparecimentos já foram notados de pessoas que sobem o Rio Juruá Mirim num caminho sem volta, mas os fatos geralmente não são levados ao conhecimento das autoridades. As famílias ficam amedrontadas e não costumam falar, por isso, não há dados concretos sobre tais fatos.

 

Como a droga é distribuída


Os traficantes vão comprar a droga na fronteira. Se não tiverem informações sobre barreiras da Polícia Federal ou do Exército, descem o rio em suas embarcações até droga_no_fusca.jpgCruzeiro do Sul. Os que não se arriscam utilizam mulas (pessoas que transportam a droga).


Com algumas apreensões realizadas durante esse ano, os traficantes estão utilizando trilhas pela floresta até chegar ao Rio Paraná dos Mouras, que fica próximo de vários ramais dos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves.


Antes, o Rio Môa também era uma das principais rotas do tráfico, mas com a instalação de um Pelotão do Exército, os traficantes desviam antes da base militar para o Rio Paraná dos Mouras através de trilhas que ligam os rios.    

Moradores são convidados a traficar

droga_2.jpgUm aposentado que mora em uma comunidade do Rio Juruá Mirim, afirma que foi convidado a guardar pasta-base de cocaína em casa, mas não aceitou. A proposta partiu de um funcionário público. "Eu recomendei que procurasse outro, porque comigo não ia conseguir", disse.


Um agricultor que também mora no Rio Juruá Mirim não teve o mesmo pensamento. Ele recebeu uma proposta de dois peruanos para transportar em seu pequeno barco, 8 quilos de pasta-base de cocaína para vender em Cruzeiro do Sul, em troca ganharia R$ 4 mil. No caminho foi abordado pela polícia e passou dois anos e dez meses no presídio. "A gente do seringal quando vê o dinheiro cai mesmo, mas deu tudo errado. Agora estou trabalhando ao lado da minha família pra descontar o tempo perdido. Eu aconselho quem tem essas idéias a trabalhar, a cadeia não é coisa boa", droga_nas_cadeiras.jpgcomenta o morador.

   

Em Mâncio Lima vários ramais interligados permitem o acesso ao Rio Paraná dos Mouras. Um jovem morador do Ramal Bahia, disse que pessoas entranhas quase sempre armadas costumam passar pelas casas e deixam veículos durante dias escondidos no mato. "Alguns que passam a pé com cargas, às vezes pedem aos moradores que têm moto para fazer a viagem pra eles, eu não me arrisco", garante.


Repressão


O 61° Batalhão de Infantaria de Selva localizado em Cruzeiro do Sul tem a missão de vigiar a fronteira, mas também combate o tráfico de drogas que é alarmante na região. O coca_1.jpgtenente coronel Alexandre Jansen comandante da unidade militar, entende que seriam necessárias instalações de outros postos militares em pontos estratégicos para um combate mais eficaz. Ele cita os exemplos dos pelotões instalados no Rio Môa e no município de Marechal Thaumaturgo que dificultam a passagem dos traficantes. "Eu propus ao comando do Exército a instalação de um novo pelotão em Porto Walter que é um meio caminho entre Juruá Mirim e Paraná dos Moras, para melhorar o patrulhamento nesses rios, impedindo que a droga chegue ao Juruá onde já fica difícil o controle, porque daí existem uma infinidade de saídas", comenta. 

  

Para o tenente-coronel, o problema é complexo. De acordo com ele, nas cabeceiras do rio Juruá Mirim os brasileiros utilizam trilhas para fazer compras no município peruano de Cantagalo. "Eles compram alimentos que tem um preço mais em conta e é mais fácil do que vir a Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. Então, se há essa facilidade de trânsito que eles têm pra comprar comida, também tem pra voltar com droga", explica Alexandre Jansen.  

  

O tenente-coronel entende que viciar as crianças é uma tática normal, "primeiro trabalhar pra eles em troca de um punhado de droga, ou então, ser um consumidor deles do futuro", diz. 


O delegado Marcel Antônio Neme chefe da Delegacia da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul reconhece que a passagem de droga pela região é grande. "Uma pequena parte fica para o consumo local, o restante é enviado para Manuas e Rio Branco de onde seguem para o Sudeste e Nordeste para a exportação", explica.


Apreensões feitas pela Polícia Federal mostram que grande parte da droga que sai de Cruzeiro do Sul é pelo Rio Juruá dentro de balsas carregadas de farinha. Mas, como houve apreensões, o delegado acredita que hoje esse não seja mais o principal disfarce para o despache da pasta-base de cocaína.  


Segundo o delegado, com os investimentos dos Estados Unidos para combater o tráfico de drogas na Colômbia o refino da cocaína passou a ser realizado no Peru o que torna o tráfico ainda mais intenso na fronteira com o Brasil. Uma das preocupações da Polícia Federal é com carregamentos de cimentos e produtos químicos enviados ao auto Juruá, que podem chegar ao Peru para o refino da droga. "Mas a fiscalização também é intensa nesse sentido, os produtos químicos controlados só podem ser comercializados com autorização da Polícia Federal", diz.


Marcel Antônio Neme disse que o efetivo da Polícia Federal está sendo reforçado e embarcações estão sendo adquiridas para tornar o combate ao tráfico mais eficaz e cita a importância da ajuda das comunidades com informações para o trabalho da polícia.  

 

www.tribunadojurua.com - Genival Moura

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Colômbia desmantela rede de narcotráfico ligada ao Hezbollah

ESTADÃO
quarta-feira, 22 de outubro de 2008

REUTERS

BOGOTÁ - A Colômbia desarticulou uma rede de narcotráfico e lavagem de dinheiro em meio a uma operação internacional que resultou na detenção de 111 pessoas, entre as quais três acusados de enviar dinheiro ao grupo islâmico Hezbollah, infomou a Procuradoria Geral do país.

"Durante a Operação Titã, iniciada em julho de 2006, foram capturadas 90 pessoas no exterior e 21 na Colômbia", afirmou o órgão em um comunicado, na terça-feira, revelando que entre os detentos estavam oito colombianos com pedidos de extradição feitos pelos EUA.

A organização desarticulada lavava dinheiro dos cartéis do Norte do Vale, de Antioquia e de grupos paramilitares, operando na Colômbia, nos EUA, no Canadá, na Europa, no Oriente Médio, na África, na Ásia e na América Central.

"A organização criminosa utilizava rotas que passavam pela Venezuela, pelo Panamá, pela Guatemala, pelo Oriente Médio e pela Europa, colocando o dinheiro resultante da venda de substâncias ilegais nos mercados internacionais, por meio de várias modalidades de lavagem como transferências internacionais e comercialização de bens móveis e imóveis", disse a Procuradoria Geral.

Nas cidades de Bogotá, Cali, Medellín e Pereira foram apreendidos mais de 750 mil dólares em dinheiro, além de 360 quilos de cocaína e 5 quilos de heroína. Também foram confiscados veículos automotores, jóias, dois aviões e um bote.

Na Colômbia, foram detidos Chekry Mahmoud Harb, conhecido como "Taliban", Ali Mohamad Abdul Rahim, conhecido como "Ali", e Zacaria Hussein Harb, conhecido como "Zac". Os três coordenavam o envio de drogas para seus países de origem fazendo com que o dinheiro arrecadado ingressasse no território colombiano por meio de empresas de fachada, disseram as autoridades.

"Parte do dinheiro era distribuído em países do Oriente Médio a fim de, supostamente, financiar grupos terroristas como o Hezbollah", afirmou a Procuradoria Geral, referindo-se à organização islâmica do Líbano que mantém laços com o Irã e a Síria.

A Colômbia, principal aliado dos EUA na América Latina, continua a ser o maior produtor mundial de cocaína, e isso apesar dos últimos sete anos em que o governo norte-americano gastou 5 bilhões de dólares com assistência militar e treinamento de efetivos colombianos para enfrentar o narcotráfico e grupos armados ilegais como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Os EUA denunciaram que, com o apoio do Hezbollah e de outros grupos islâmicos que acusam de terrorismo, organizações daquele tipo mantêm-se ativas dentro de comunidades árabes da América do Sul, como as existentes no Brasil e na Venezuela.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

domingo, 17 de agosto de 2008

La verdadera trama de la ley despenalización del consumo de drogas que promueve el oficialismo: "Es atroz e irresponsable"

Do portal URGENTE 24

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


El especialista en abuso de drogas, José María Rshaid, alerta sobre la peligrosidad para la sociedad del proyecto oficialista de despenalización del consumo de drogas ilícitas que promueve el ministro de Justicia, Seguridad y Derechos Humanos, Aníbal Fernández. Aparecen nombres de especialistas cuestionados ligados al proyecto y el peligroso argumento de la libertad individual.

| 14/08/2008 | 14:40

CIUDAD DE BUENOS AIRES (Urgente24) Mucho se ha dicho acerca de la compleja despenalización del consumo de drogas ilícitas, pero la clave para entender el conflicto radica en la postura de los especialistas que trabajan con los consumidores de paco a diario. Su veredicto es coincidente y rotundo: de ser sancionada la ley, lo único que haría es condenar al adicto al abandono y a una sociedad violenta e insegura.

Urgente24 dialogó con el licenciado José María Rshaid, psicólogo especialista en abuso de drogas y director de Casa del Sur, una ONG que en sus 14 sedes en el país asiste a 500 drogadependientes por año.

Explicó la despenalización del consumo de drogas como el virtual abandono de personas vulnerables: "Si se llega a despenalizar la droga, van a haber menos redes sociales porque la elección de la persona de drogarse o no drogarse va a pasar a ser una cuestión absolutamente individual. Esa ley es una trampa muy peligrosa, es dejar que se suiciden. El Estado no puede permitir que estos chicos elijan libremente. Hay funcionarios que buscan usar la plata para otros asuntos y no para atender a estos chicos".

Sucede que desde el año 1996 existe una ley que obliga las obras sociales y al Estado a hacerse cargo del valor de la internación de los consumidores. De aprobarse esta iniciativa, el Estado dejaría de verse obligado a pagar por el tratamiento de los adictos. Esto, ahorraría mucho dinero a las arcas estatales y sería el exterminio lento de la clase marginal que consume paco.

En este sentido, la relación entre la Justicia y los adictos es clave. Al respecto el especialista explicó: "A los días de ingresar en los programas de rehabilitación, los chicos y sus madres agradecen que hubieran sido obligados por un juez a hacerlo. Entender como una opción un tratamiento denota, en el mejor de los casos, un total desconocimiento del tema. Y en el peor, una actitud criminal", explicó Rshaid. Afirmó que su experiencia de 30 años en la materia le ha demostrado que el 80% de los pacientes tratados logra reinsertarse con éxito en la sociedad.

"Es irresponsable, mentiroso y hasta criminal sostener que la drogadependencia se desvincula del delito o que las cárceles están llenas de consumidores -agregó-. Son justamente los jueces, de acuerdo con el Código Penal, quienes sustituyen la prisión por medidas curativas y educativas." Y mencionó el crecimiento exponencial del paco como una epidemia que afecta a los sectores marginales, acentuada a partir de la crisis de 2001.

De hecho hoy el diario la Mañana de Córdoba difundió un estudio realizado por el Juzgado de Menores de la ciudad cordobesa de Río Cuarto que indica que la incidencia cada vez mayor de las drogas y el alcohol en los menores está íntimamente relacionada con la delincuencia.

Según los resultados, 9 de cada 10 chicos delincuentes actúan bajo los efectos de algún estupefaciente.

Además, se confirmó que la edad de comienzo de la adicción descendió de manera alarmante: se han registrado casos en esa ciudad, en los últimos meses, en los que los ladrones fueron niños de diez años bajo efectos de drogas y/o alcohol.

La cantidad de delitos que implican a menores adictos creció, en los últimos cinco años, un 35%, aseguraron las autoridades encargadas del estudio.

"Alcoholismo y consumo de drogas en menores es una situación que vemos a diario en el Juzgado, es muy grave el aumento del número de menores inmersos en el consumo de algún tipo de estupefacientes y el alcohol", declaró el secretario del Juzgado del Menor y la Familia de Río Cuarto, Guillermo Airola.

Entonces ¿a quién beneficia esta ley que promueve con énfasis el ministro de Justicia, Seguridad y Derechos Humanos, Aníbal Fernández, teniendo en cuenta que perjudica al adicto?

Rshaid respondió: "Vaya a saber uno a quién beneficia específicamente. Lo que uno si puede intuir es cierta estrategia del Gobierno de captar cierto universo de adolescentes jóvenes con una ley que hipotéticamente respeta las libertades individuales".

Pero...¿Quiénes son los autores de la iniciativa que promueve con ahínco Fernández?

Tal como pudo investigar Urgente24, la diputada kirchnerista Diana Conti, es autora y promueve un proyecto de ley de despenalización de la tenencia de drogas para consumo personal desde el año 2003, cuando aún formaba las filas del FREPASO.

Vinculada al proyecto también surge un nombre de la licenciada Eva Giberti que resonó en los medios vinculada al psicólogo detenido acusado de pedofilia, Jorge Corsi.

Ella dijo de Corsi: "Es un académico distinguido y era un invitado obligatorio para ese debate, que duró seis meses. Vino tres veces, pero ad-honorem. No es nuestro asesor". Giberti mantuvo conversaciones profesionales con Corsi. El estallido del caso causó alguna preocupación en oficinas gubernamentales que abordan el tema de la violencia familiar, aseguraron fuentes consultadas. "De comprobarse que esto sea cierto, nos haría un daño infinito. Muchos psicólogos amigos tienen miedo de quedar desacomodados ante la mirada social", señaló Giberti a Clarín.

Giberti es psicóloga, psicoanalista, asistente social, profesora universitaria argentina. Se licenció en la Universidad de Buenos Aires.

Giberti juntos a otros dos profesionales, realizó la Encuesta Nacional sobre Prevalencias de Consumo de Sustancias Psicoactivas 2008, realizada por el INDEC que se trataba del paso previo a la presentación del proyecto de ley del oficialismo para la despenalización, según publicaba el diario Infobae el 20 de julio de 2008.

Dentro del ámbito académico se considera a Giberti una teórica reconocida, pero no una profesional de campo, más de trinchera que conozca de cerca la problemática.

El polémico proyecto de Fernández tampoco cuenta con el apoyo de la Secretaría de Lucha contra el Narcotráfico (Sedronar).

Su titular, José Ramón Granero, salió días a trás a tomar distancia del proyecto oficial al advertir que es "un garantismo para defender a narcotraficantes".

"Hay iluminados que tienen un exceso de garantismo", criticó Granero, y aseguró que hay "diputados, jueces, miembros de consejos científicos y hasta organizaciones no gubermentales que medran con esto".

De esta manera, el titular de la Sedronar se diferenció notoriamente de la opinión de varios miembros del Ejecutivo Nacional sobre el proyecto que despenaliza la tenencia para el consumo, entre ellos, Aníbal Fernández.

En declaraciones radiales formuladas, Granero aseguró que en los principales países del mundo donde se despenalizó el consumo de drogas ahora se está revisando esa medida por los efectos contraproducentes.

Además, el funcionario remarcó que desde el Ministerio de Justicia, de donde fue impulsado el proyecto, no se le consultó al Sedronar porque "hay una tendencia a sacar un proyecto de despenalización como sea".

"Voy a intentar que a la Presidente no le lleguen los cantos de sirenas. La decisión sobre el proyecto de despenalización la va a tomar ella", dijo, aunque se mostró a favor de que a Cristina Kirchner "le lleguen opiniones más certeras".

"No hay que dar saltos al vacío, cuando se habla a la gente, hay que contar toda la verdad, porque contando la mitad de la verdad es una forma muy sutil de mentirle a la gente", concluyó Granero.

Por último, deslizó la idea de que en las próximas elecciones se llame a una "consulta vinculante o no vinculante, para ver lo que opina la gente de la despenalización del consumo".


Situación social del adicto y diferencia de género

-Casa del Sur atiende principalmente a personas de sectores marginales.

-En la actualidad brinda apoyo a 400 pacientes.

-Posee 14 sedes "cerradas". Esto significa que los edificios están preparados para evitar la salida de los pacientes. Tienen una sede mixta, una de mujeres y otras 12 de hombres.

-Trabaja bajo la modalidad terapéutica: la comunidad se presenta como el lugar preciso para el tratamiento de las tóxicodependencias, recuperando el sentido comunitario de convivencia que le permite al paciente una efectiva reinserción en el plano social.

-La comunidad cuenta con diferentes áreas: tratamiento de adicciones, Departamento de salud mental comunitaria , Escuela de formación de disciplinas relacionadas con la comunidad terapéutica, el Centro cultural y Ediciones Sur .

-El 70 % de los internados son pacientes judiciales.

-El 80 % de los pacientes son menores de edad.

-El 15 % son mujeres.

-Las mujeres adictas son más violentas que los hombres. Sus pronósticos de salud son también más severos.

- El porcentaje de adictas es menor en comparación con el de hombres, pero el grado de uso de drogas es mucho más grave.

-La droga afecta según la clase social. En los sectores marginales los drogadependientes no poseen trabajo ni familia por lo que se vuelcan con mayor facilidad al consumo. Para que haya un adicto tiene que haber ciertos patrones individuales, familiares y sociales.

-La edad de los internados es cada vez menor: se redujo de 15 a 12 años.

-La droga más consumida es la pasta base de cocaína o paco. Este tipo de adicción es una de la más difícil de revertir.

*Información proporcionada por la Casa del Sur.

Comentário do Cavaleiro do Templo: (lembrando Olavo de Carvalho) mas é claro que se você criar uma entidade como o FORO DE SÃO PAULO onde presidentes de países fazem reuniões para traçar estratégias comuns com associados como os narcotraficantes terroristas das FARC você jamais vai ver qualquer política de combate às drogas implantada nos países membros, muito pelo contrário. Acham mesmo que as FARC vão se meter nesta para que os países mundo afora digam NÃO ÀS DROGAS para a população? É exatamente o contrário como se vê na prática pelo artigo acima e no Brasil, onde os movimentos oficiais contra as drogas visam acabar apenas com as quadrilhas não associadas às FARC.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Relatório da ONU sobre drogas irrita Lula, mesmo sem falar na relação das FARC com o tráfico e a política no Brasil

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão, quarta-feira, 05 de Março de 2008

O chefão Lula ficou irritado com a divulgação de um relatório da ONU que indica um aumento do tráfico de drogas no Brasil, JUNTO com o crescente consumo de ecstasy e cocaína (C.T. - como vem dizendo o OLAVO DE CARVALHO a anos, isto é fruto desta parceria LULA/FARC via FORO DE SÃO PAULO). Também não gostou de saber que representantes das Nações Unidas criticaram a corrupção em setores das polícias e do Judiciário que prejudica a punição de narcotraficantes em território brasileiro. A insatisfação de Lula seria maior se a ONU relacionasse tudo isso com o Foro de São Paulo e a parceria operacional de sucesso entre as FARC e os narcovarejistas brasileiros para o fornecimento das drogas.

O estudo da ONU nem chegou perto dessa verdade sempre omitida pela mídia. O documento da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão ligado à ONU, foi lido ontem pelo representante do Escritório da ONU contra Drogas e Crime para Brasil e Cone Sul, Giovanni Quaglia, no auditório da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). O secretário nacional Antidrogas, general Paulo Roberto Uchôa, e o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Roberto Troncon, contestaram as declarações de Quaglia e a solenidade terminou em clima de constrangimento. E o dirigente da Jife nem tocou nas (C.T. - narcoguerrilheiras) FARC – o assunto do momento.

O relatório da ONU ataca a nova lei sobre drogas por estabelecer tratamento diferenciado entre usuário e traficante. Pela lei, o usuário pode ser condenado à prisão, mas punição é sempre convertida em pena alternativa, como prestação de serviços. O texto pega pesado em seu parágrafo 483: "A nova lei pode até prejudicar a investigação e o julgamento das atividades ilícitas relacionadas a drogas, e pode dar a entender à opinião pública que o governo está tratando o narcotráfico com mais indulgência". Segundo Quaglia, a condescendência com o usuário enfraquece a capacidade de investigação das polícias sobre o narcotráfico. Sem punição severa, o usuário nunca colabora com a polícia.

Comentário do Cavaleiro do Templo: Leia aqui , aqui e, principalmente, aqui (pois o PT e o LULA se dizem revolucionários) para entender porque o crime no Brasil só faz crescer.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Um negócio quase honesto

Do portal JB ONLINE
Por Olavo de Carvalho em 13 de abril de 2006

Ao mesmo tempo que o Exército Brasileiro comunicava a prisão de agentes das Farc na Amazônia, a IstoÉ de 12 de abril informava: documentos apreendidos com Fernandinho Beira-mar ''comprovam a antiga suspeita de que o bandido fornecia armamentos e munições às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em troca das toneladas de cocaína com que abastecia pontos-de-venda de droga no Brasil''. Uma agenda, preenchida pelo traficante com o registro de suas operações no ano 2000, ''é a prova cabal da aliança entre Beira-Mar e as Farc'', assegura a revista.

Beira-Mar não decerto é o principal amigo brasileiro dos delinqüentes colombianos. A Resolução número 9 do X Foro de São Paulo, de 7 de dezembro de 2001, condenou a repressão à narcoguerrilha como ''terrorismo de Estado'' e como ''verdadero plán de guerra contra el pueblo''. Entre as assinaturas estava a de Luiz Inácio Lula da Silva, então ainda presidente do Foro.

No mesmo ano, líderes das Farc foram recebidos como hóspedes oficiais pelo governo petista do Rio Grande do Sul.

Mas seria injusto dizer que a colaboração do PT com as Farc se limitou à troca de gentilezas. As duas organizações publicam juntas uma revista, America Libre, dirigida pelo sublime Emir Sader, na qual defendem seus interesses comuns contra o governo da Colombia e dos EUA, o Exército brasileiro e outras entidades malignas. Pelo menos até 2004, o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, estava no Conselho Editorial da publicação ao lado do comandante das Farc, Manuel Marulanda Vélez, o famigerado ''Tiro Fijo''. Lá estava também o impoluto deputado Greenhalgh - aquele mesmo que propunha controlar a criminalidade mediante o desarmamento geral das vítimas.

Quando o porta-voz das Farc, Olivério Medina, contou que a organização tinha dado dinheiro para a campanha eleitoral do PT, houve uma correria geral para persuadir o público de que tudo não passava de bravata. Mas, logo depois, a elite petista organizava um movimento de protesto para libertar da prisão o homem acusado de manchar a reputação do partido com fanfarronadas irresponsáveis. Em vez de enxergar algo de suspeito em tamanha incongruência, a nação preferiu acreditar que o PT era um partido cristianíssimo, que retribuia o mal com o bem.

Em 2002, três dos quatro concorrentes à presidência eram membros de partidos aliados às Farc no Foro de São Paulo, e o quarto, José Serra, informado de tudo, preferiu perder a eleição de bico fechado, provando fidelidade estóica às suas raízes esquerdistas. Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao Le Monde que a eleição tinha sido ''apenas uma farsa, necessária à tomada do poder'', sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino La Nación de 5 de outubro de 2002. Em julho de 2005, o então já tarimbado presidente admitia ter tomado decisões de governo em reuniões secretas do Foro de São Paulo, longe do Congresso e da opinião pública.

A troca de cocaína pelas armas que Fernandinho Beira-Mar trazia do Líbano era feita na Tríplice-Fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai). Semanas atrás, o promotor do Distrito de Manhattan, Robert Morgenthau, conseguiu fechar um canal de dinheiro pelo qual US$ 3 bilhões de drogas, seqüestros, contrabando e outros crimes tinham fluído dessa região para organizações terroristas muçulmanas, por meio de um banco de Nova York. Quando a existência desse canal foi denunciada pela primeira vez, a esquerda brasileira protestou com veemência, dizendo que era tudo uma sórdida mentira imperialista.

Aos poucos, a verdade está aparecendo. Mas ela é ainda grande e feia demais para os olhos sensíveis de uma nação que se deixou enfraquecer por uma longa dieta de mentiras cor-de-rosa. O Brasil talvez precise de mais alguns anos para entender que, comparado à trama do Foro de São Paulo, o Mensalão é quase um negócio honesto.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Vai sobrar pros famosos?

Do blog ALERTA TOTAL

A Operação Naufrágio da Polícia Federal desarticulou ontem um esquema de duas quadrilhas que abasteciam viciados de classe média alta no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, havia muitas celebridades entre os consumidores da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Zona Sul que faziam parte da clientela dos bandos.

Os usuários chegavam a pagar R$ 100 por um grama de pó — o dobro do que vale a mesma quantidade de ouro.

Os clientes (cerca de 19 pessoas, entre atores, jogadores de futebol e jornalistas), cujos nomes não foram revelados, aparecem nas "escutas" telefônicas.

Resta perguntar: os usuários de luxo serão apanhados? Ou só os bandidos muquiranas do morro e do asfalto de luxo, mas sem prestígio junto ao poder?

domingo, 25 de novembro de 2007

Documentário sobre FARCS e terrorismo na Colômbia

Do blog CONDE LOPPEUX DE LA VILLANUEVA

Espetacular documentário sobre o terrorismo, a guerrilha e o narcotráfico na Colômbia e a corajosa posição do povo e governo colombianos, para combater o crime. As ligações das Farcs com o terrorismo internacional e, inclusive, com o terrorismo islâmico. São 5 vídeos, mais uns da séria "imperdíveis".

Parte 1 de 5


Parte 2 de 5


Parte 3 de 5


Parte 4 de 5


Parte 5 de 5

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".