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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Obama, o candidato do Foro de São Paulo

 

JUVENTUDE CONSERVADORA DA UNB

sábado, 30 de junho de 2012

O Foro de São Paulo – aquela organização inexistente de partidos e grupos de esquerda, capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores, da qual faz parte o grupo narcoterrorista FARC, e cuja existência é frequentemente imputada a certa tendência esquizofrênica da parte de perigosos ultrarreacionários direitistas delirantes – promoverá, entre os dias 2 e 6 de julho, seu XVIII Encontro em Caracas, Venezuela. A programação e o documento-base do encontro podem ser consultados aqui (em espanhol). Algo também interessante de ser consultado é o documento que o Partido dos Trabalhadores redigiu para o encontro, disponível aqui (em espanhol).

O documento-base emitido pelo FSP, sob diversos aspectos, repisa a velha cantilena comuno-socialista de sempre: o “capitalismo” é o pior mal já surgido na face da terra, é preciso lutar contra o “capitalismo”, há que se construir uma alternativa socialista através dos partidos e grupos “progressistas e de esquerda”, sobretudo a partir dos movimentos populares, a “viabilidade da democracia liberal” está em xeque, e por aí vai. Imputa-se, como sói acontecer com grupos desse calibre, a crise mundial ao grande capital – esse monstro que todo socialista deve conhecer, mas que quase nenhum consegue descrever com detalhes, sem recorrer a logorréias cheias daqueles jargões complicadíssimos e intermináveis –, e os vitupérios de praxe são lançados contra os Estados Unidos (que sempre está nos estertores, mas nunca chega a jogar a toalha).

No entanto, esse documento-base traz algumas novas linhas de discussão para as quais devemos nos atentar.

Uma dessas linhas é a busca por “uma solução política e pacífica para a situação da Colômbia”. Esse anseio vai de encontro dois pontos da história recente da Colômbia: primeiro, as bem-sucedidas incursões militares levadas a cabo pelo governo Uribe, que atacaram a serpente na cabeça e debilitaram em grande medida seu potencial estratégico, um revés com o qual certamente as hostes narcocomunistas não contavam; segundo, o novo marco legal produzido pela alcunhada Lei da Impunidade do governo Santos, da qual Graça Salgueiro já tratou com grande propriedade. Este ponto é consequência daquele: uma vez que o governo colombiano, liderado pelo presidente Alvaro Uribe, passou a obter vitórias importantes contra os guerrilheiros e narcotraficantes das FARC, abriu-se de imediato uma brecha jurídica uma vez que o mandatário se afastou do poder. Observar o Foro de São Paulo exarar seu desejo de “avançar em uma solução política e pacífica para a situação da Colômbia”, dentro desse contexto, e tomar esse comportamento como o aproveitamento de uma oportunidade fortuita seria, no mínimo, ingenuidade: claro está que foram os esforços do próprio Foro de São Paulo que redundaram na Lei da Impunidade de Santos.

Outra linha de discussão para a qual se deve conceder alguma atenção é a intenção de se criar a Secretaria Estados Unidos do Foro de São Paulo, a exemplo da já existente Secretaria Europa. Ao longo do documento, a despeito do já esperado criticismo ao neoliberalismo e ao imperialismo e ao neocolonialismo estadunidenses, observa-se uma estranhíssima neutralidade no tocante à figura do presidente Barack Hussein Obama. Sua reforma de saúde e o corte nos gastos militares são até mesmo vistos com bons olhos pelo Foro de São Paulo, apesar de serem considerados “tímidos”.
Além disso, o documento coloca bastante ênfase no fortalecimento do movimento conservador dentro dos Estados Unidos – com o Tea Party, por exemplo, que surgiu como grande clamor popular contra a política progressista de Obama – e seu reflexo no Partido Republicano, o que evidencia o grau de “fanatismo, primitivismo e ignorância que existe na política da nação mais poderosa do mundo”. Continua o documento-base:

19. Ao contrário da Europa, a esquerda não possui grande expressão eleitoral própria nos EUA. Nesse contexto, o Foro de São Paulo deve manter seus esforços na constituição da Secretaria Regional do Foro de São Paulo nos Estados Unidos. Um dos debates mais importantes que devemos acompanhar será o que terão que enfrentar as organizações de latinoamericanos sobre a orientação do voto hispânico na eleição de novembro, que será muito importante e complexa, tendo em vista os efeitos que eventuais políticas do Partido Republicano teriam sobre o movimento progressista e de esquerda na América Latina.

Para bom entendedor, meia palavra basta: o Foro de São Paulo trabalhará ativamente para reeleger Barack Hussein Obama. Além disso, uma vez estabelecida sua secretaria regional nos Estados Unidos, o Foro de São Paulo terá por objetivo “fortalecer nossos laços com os movimentos de resistência nos Estados Unidos, particularmente com os movimentos em defesa dos imigrantes e de resistência contra a crise como os chamados ‘ocupe’ (occupy).” Para aqueles que não se lembram, esses movimentos originaram-se no chamado Occupy Wall Street – que, apesar de forçar uma imagem de agregação espontânea dos bravos descontentes norte-americanos, que perfazem 99% da população do país, foi um movimento fartamente financiado por organizações não-governamentais e peixes grandes da elite globalista, como o notabilíssimo George Soros. O quadro que se pinta diante dessa possibilidade é decerto o pior possível.

A partir de segunda-feira, dia 2 de julho, devemos ficar mais atentos que o costume para os desdobramentos do encontro do Foro de São Paulo. O possível êxito das diretrizes de atuação do Foro de São Paulo na conjuntura atual redundaria em uma catástrofe de proporções mais que regionais, agravando a situação no continente americano a um nível dramático.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".