Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Em 1984, um desertor russo chamado Anatoliy Golitsyn escreveu sobre o período que se seguiria ao colapso do comunismo. E avisava quanto a um renovado ataque ao Ocidente, arquitetado pelos estrategistas do KGB. Em seu livro de 1984, New Lies for Old [Novas Mentiras no Lugar das Velhas], ele escreveu: “A ‘Liberalização’ na Europa Oriental, na escala sugerida, poderia ter um impacto social e político até mesmo nos EUA, especialmente se coincidisse com uma severa depressão econômica. Os estrategistas comunistas estão à espreita de tal oportunidade”. De acordo com Golitsyn, o bloco comunista rastreia os desdobramentos dos movimentos econômicos ocidentais. Eles atentam para fraquezas em andamento. “O bloco comunista não repetirá o erro de deixar de explorar uma queda brusca como a de 1929-32”. Os observadores mais argutos sabem que uma queda financeira brusca ressuscita o marxismo e a sua crítica à liberdade econômica.
Referindo-se à fase enganosa e auto-apregoada da fraqueza russa, em 1984, Golitsyn advertia: “Informações vindas de fontes comunistas dando conta de que o bloco [soviético] sofre escassez de petróleo, deve ser tratada com particular reserva, uma vez que bem pode ter a intenção de ocultar a preparação para a fase final da política [de longo alcance] e induzir o Ocidente a subestimar o potencial das armas econômicas do bloco”. A fraqueza econômica da Rússia levou a Europa a sentir-se segura quanto à sua crescente dependência do petróleo e gás russos.
(...)
De acordo com Mark Riebling, o livro do desertor da KGB, Anatoliy Golitsyn, publicado em 1984, contém 148 previsões passíveis de serem demonstradas como falsas. Mas dessas 148 previsões, “139 provaram-se corretas ao final de 1993 – uma taxa de precisão de aproximadamente 94%”. Hoje, a taxa de precisão de Golitsyn é ainda maior Tendo previsto o uso que a Rússia faria do petróleo como arma econômica, e tendo previsto uma futura aliança entre Rússia e China, podemos dizer que das 148 previsões de Golitsyn, 141 tornaram-se realidade.
A afirmação de que existe um viés, uma deformação, um preconceito esquerdista dominante na grande mídia nacional -- principalmente nas páginas noticiosas e nos suplementos culturais, mas também nas páginas de diversões, nas novelas de TV, em talk shows e, enfim, em toda parte -- não é simplesmente uma opinião. É a expressão fiel de um fato empiricamente constatável, que até hoje só não foi investigado e discutido livremente porque as entidades incumbidas de investigá-lo e discutí-lo -- faculdades de jornalismo, sindicatos da classe e sites tipo press watch -- estão igualmente a serviço da hegemonia esquerdista, que lhes interessa, por um lado, fomentar, e, por outro lado, ocultar enquanto não chegar a hora de revelá-la à plena luz do dia em todo o esplendor da sua feiúra totalitária. Quando essa hora chegar, será tarde para protestar.
É vital para a subsistência da democracia neste país que a ditadura informal implantada na mídia para o controle das consciências seja denunciada, desmascarada e desmontada enquanto ainda lhe falta a coragem de afirmar-se como realidade de fato e de direito, como aconteceu em Portugal e no Chile, quando comissões autonomeadas se apossaram das empresas jornalísticas, demitindo e calando os profissionais considerados inconvenientes. De maneira discreta e sorrateira, mas nem por isso menos imoral e criminosa, esses profissionais já se vêem hoje acossados por ameaças, por boicotes, por difamações, por toda sorte de impedimentos ao exercício da liberdade de opinião.
Mas não se pense que esses casos condensam em si o panorama da mentira esquerdista imposta ao público como verdade única e incontestável.
Eles representam a ponta de um iceberg cujo corpo, construído pelas contribuições de mil e um agentes de influência, laboriosamente, silenciosamente, maquiavelicamente, desde a década de 60, se constitui basicamente de:
1. Supressão sistemática do noticiário sobre atrocidades cometidas pelos regimes comunistas na China, no Vietnã, na Coréia do Norte e em Cuba -- e, em contrapartida, divulgação espalhafatosa de fatos análogos, de escala incomparavelmente menor, ocorridos em regimes de direita.
2. Completa abstinência de investigações sobre a ligação entre partidos de esquerda e organizações criminosas, mesmo quando essa ligação é admitida por agentes criminosos presos como aconteceu com os seqüestradores de Abílio Diniz e Washington Olivetto e mesmo quando ela está sacramentada em documentos públicos como os sucessivos pactos entre o PT e as Farc assinados no Foro de São Paulo de 1991 a 2001.
3. Investigações obsessivamente repetidas de violências -- reais ou supostas -- cometidas pelo regime militar e, em contrapartida, total silêncio quanto aos crimes cometidos pelos comunistas na mesma época.
4. Glamurização desmesurada dos ídolos intelectuais e artísticos da esquerda e, em contrapartida, total silêncio, quando não noticiário com ênfase difamatória contra intelectuais e artistas tidos como conservadores e direitistas -- as duas linhas convergindo para incutir como certeza absoluta, na mente do público, a identificação idiota de esquerdismo com inteligência e a cultura.
Essas deformações, consolidadas pelo hábito ao longo de três décadas, já são hoje aceitas como procedimentos normais, de modo que aqueles mesmos que as impõem ao jornalismo podem, ao mesmo tempo, negar a existência delas, sem às vezes nem mesmo perceber que estão mentindo. É que a mentira repetida se tornou verdade.
Como leitores, como brasileiros, como intelectuais e como líderes empresariais e comunitários, não podemos mais nos calar diante de situação tão alarmante, que anuncia para breve a total supressão das vozes divergentes na mídia brasileira e a instauração do reinado absoluto da mentira organizada.
Temos a certeza, por exemplo, de que o crescimento irrefreado do banditismo neste país é direta e conscientemente fomentado pela desinfirmação midiática que, desviando as atenções do público e dos governantes para os aspectos laterais e extrapolíticos do problema, acabam por bloquear toda investigação séria e portanto toda ação decisiva contra a criminalidade.
Estamos denunciando uma situação objetiva, e não indivíduos. Não clamamos por demissões, por punições, trocas de nomes em cargos de confiança. Jamais nos aviltaríamos ao ponto de usar os mesmos métodos dos intrigantes sorrateiros que hoje dominam a mídia brasileira.
Clamamos pela investigação objetiva do estado de coisas e pela sua discussão aberta. A mídia é, de todas as entidades que representam o tecido social, a primeira a clamar por "transparência". É imoral e inadmissível que ela trabalhe, portanto, sob tão denso véu de opacidade, reforçando e ocultando, ao mesmo tempo, os tenebrosos propósitos totalitários daqueles que, ao longo de três décadas de "ocupação de espaços", tomaram todos os postos, usurparam todos os canais de comunicação e hoje vendem como "pluralismo" o seu próprio debate interno, excluídas todas as vozes discordantes. Queremos a democracia autêntica, não um seu simulacro estereotipado.
Apelamos aos empresários da mídia para que não se acumpliciem, por medo ou por interesse, com a destruição da liberdade da qual vivem e prosperam. Apelamos aos profissionais, mesmo de esquerda, que estejam conscientes de que a liberdade de todos vale mais que a vitória de alguns, para que não se acovardem nem se deixem corromper por um corporativismo grudento. Apelamos aos anunciantes, para que pensem duas vezes antes de subsidiar sua própria destruição. Apelamos ao público em geral para que não se deixe mais ludibriar e faça uso de seus instrumentos de protesto, especialmente as "cartas de leitores".
Quando os homens bons se omitem, o reinado dos maus se torna um destino incontornável.
Os comuno-petistas são um bloco unido, o que lhes dá uma força até agora avassaladora.
Nós nos encontramos divididos em uma quantidade de grupos que, não obstante o empenho e a valentia, têm diferentes visões da realidade política, e portanto, objetivos diferentes ensejando ações díspares. Desta forma a coragem e denodo desta nossa gente, atuando em diferentes direções, perde a força que só a união produz.
Uma das táticas há muito usada pelos comunas é a infiltração de "agentes de influência", que a partir de dentro criam divisões debilitantes entre os opositores e - sem a mais tênue sombra de dúvidas - estes elementos já estão presentes.
Uma das formas de minimizar tais prejuízos é a visão unificada sobre as condições da realidade presente. Por isto, estamos nos batendo para divulgar o conhecimento necessário quanto nossa verdadeira situação de vítimas de uma armadilha comunista, de forma a que todos percebam que temos um único inimigo comum, o que exige a união de todos para a luta.
Digo-lhes tais coisas para que pense sobre elas. Estamos trabalhando na construção da necessária união dos democratas.
Pensem à maneira escorpianina: fundo e discreto. Voltaremos ao tema oportunamente.
Machado de Assis, que era um sujeito muito vivo, defendia a tese de que “há coisas que melhor se dizem calando”. O conselho do sábio imortal serve, perfeitamente, para os revanchistas do desgoverno e para os militares da ativa ou da reserva. Todos já falaram o que pensaram sobre a questão da revisão da Lei de Anistia. A discussão, que nem deveria ter existido, agora ganha dimensões de crise institucionalizada ou “generalizada”. Sobrou para Lula, que teme ser o Boi (de piranha) nessa história.
Revanchistas x Legiões. O jogo deve terminar empatado. Estamos na Olim-piada. Sem graça. Afinal, no Brasil, depois de muito barulho e falação, tudo acaba em conciliação. E a embromação ideológica colabora para agravar o problema da tendência ao conchavo e à conivência com os erros do passado. Eis por que somos uma nação especializada em repetir velhos erros do passado, enquanto deixamos de cometer os acertos necessários ao nosso verdadeiro desenvolvimento como nação rica, próspera e divina.
Machado nos socorre com outra frase: “Matamos o tempo; o tempo nos enterra”. Continuamos perdendo tempo, no Brasil, com discussões estéreis. Desviamos do foco histórico e não tratamos do essencial. Não solucionamos nada. Nem propomos soluções. Só enxugamos gelo. Só remoemos o passado. Apenas repetimos velhos erros. Não cometemos novos acertos. Somos coniventes com as coisas erradas. E alguns cínicos ou caras-de-pau chamam isso de tolerância. Nada disto! Conivência não é sinônimo de tolerância.
A gente vai levando... Enquanto perdemos tempo com discussões ideológicas (como se fôssemos fanáticos e fundamentalistas torcedores de time de futebol), a Oligarquia Financeira Transnacional deita e rola sobre o Brasil. A banqueiragem e seus tentáculos corporativos e especulativos ampliam o seu domínio sobre nossa colônia. Menos por mérito deles. Mais por incompetência e conivência da nossa parte. Preferimos matar nosso tempo, enterrar nossa civilização, com idéias fora do lugar. Desta forma, asseguramos sempre nosso lugar como a eterna vanguarda do atraso.
“Bronca é ferramenta de otário”. Machado não teve tempo de proclamar tamanha lição de sabedoria. A frase é de um político baiano já falecido. Lembrava isso aos seus assessores, sempre que algum se exaltava e ameaçava perder tempo com conflitos inúteis, que não levariam a lugar algum. Bronca ideológica também é ferramenta de otário. As ideologias são meras formas de dominação. Existem. Devemos aceitá-las ou tolerá-las. Mas perder tempo brigando por elas é coisa de otário. Geralmente otário com nível superior. Aquele que tira onde de intelectual.
Voltamos à vaca maturada na frieza do debate inútil. O Brasil precisa superar a eterna briguinha ideológica entre as Legiões e a autoproclamada esquerda. Os primeiros tiveram a ilusão de que ganharam a guerra ideológica pós-64. Os outros alimentam a mesma ilusão de que são os vencedores pós-abertura lenta, gradual e segura. Sempre que pode um lado tripudia com o outro. E no meio de tanta cacofonia, o Brasil, oh...
E nessa guerra sem fim os dois lados ficam reféns do passado. Obliteram a visão no presente e não conseguem vislumbrar um futuro para o Brasil. Tornam-se prisioneiros de suas convicções ideológicas. Não compreendem – como nos ensinou G K Chesterton (1874-1936) – que “toda convicção é uma prisão”. Não conseguem entender a importância de se “Pensar Brasil”.
Os radicais ideológicos só pensam em golpe. Desrespeitam e desconsideram a Política (com P maiúsculo). Os extremistas não respeitam a democracia. Pelo contrário, demonstram total desapreço por ela, embora ainda tenham o cinismo de citá-la, sem conceituá-la devidamente. Ou por ignorância ou por pura filhadaputice. Aliás, os radicalóides nem sabem ou preferem nem saber que a democracia é a prática da segurança do Direito natural, através do exercício da razão pública, para a construção e consolidação da cidadania.
A questão é simples, curta e grossa. O Brasil precisa de algumas pré-condições para, um dia, se tornar um País Desenvolvido. Primeiro, é necessária uma mudança estrutural do Estado. Segundo, é urgente um investimento real em ensino básico de qualidade para formar cidadãos. Terceiro, é preciso investir em Política e Democracia. Isto para gerar um Núcleo Monolítico de Poder Ético, voltado para o Bem Comum e para o Pensar Brasil. Só com estes três elementos teremos a chance de desenvolver uma nova cultura política patriótica.
O pressuposto para começar tal trabalho é a Ética. Infelizmente, somos carentes dela no Brasil. Enquanto isto perdurar, o País será definido apenas como uma “É(ti)tica”. Ninguém merece sobreviver em uma “nação de merda”, sem ética. Por isso, precisamos da Ética para dar partida em qualquer projeto para o Brasil. Os radicalóides ideológicos estupram a ética. Tal como fazem com a democracia, por ignorância ou filhadaputice, rejeitam o conceito básico de que a ética é uma rigorosa avaliação consciente sobre o que é bom ou mal, envolvendo obediência aquilo que não é obrigatório.
A ética questiona e teoriza sobre o que é justo e apropriado ao agir humano, a fim de que ele possa realizar o bem. Os valores éticos são ligados ao respeito à pessoa humana tento em sua individualidade quanto em sua dimensão social. Quem atenta contra o bem comum, por exemplo, é anti-ético por essência. Quem se propõe a ser ético tem de praticar, respeitar e atender a três requisitos: a liberdade, a consciência e a norma. È fácil perceber que os radicalóides ideológicos sempre desrespeitam tais princípios. Às vezes, detonam todos eles ao mesmo tempo.
Retornamos à vaca atolada pela inútil e falsa polêmica ideológica. O Brasil não agüenta mais perder tempo com o extremismo, o radicalismo burro e o fundamentalismo ideológico. Ao longo de nossa mal contada História, as broncas ideológicas sempre se transformaram em perigosas ferramentas de otários. Nosso problema não é qual “ismo” pode mais.
O que precisamos saber e definir, com urgência, é que País queremos. Nunca fomos capazes de formular um projeto para o Brasil. Nunca dá tempo para isso. Matamos o tempo discutindo as preferências ideológicas. Nunca chegamos a qualquer conclusão. Nossos controladores e exploradores externos agradecem nossa perda de tempo.
A semana que começa promete uma continuação cínica do debate ideológico inútil. Os comandantes das Forças Armadas, amadas ou não pelos viciados em ideologias fora do lugar, exigem que o chefão Lula da Silva ponha um final na polêmica aberta pelo ministro da Justiça, o tenente R/2 de Artilharia Tarso Genro, e seus revanchistas amestrados sobre a questão da Lei de Anistia ou sobre uma flexibilização dela para punir os militares que atuaram na repressão à guerrilha urbana na década de 60/70.
As Legiões esperam uma manifestação do Chefão-em-comando, a partir das 10 horas, nesta terça-feira, quando acontecerá a tradicional solenidade de apresentação dos oficiais-generais promovidos, no Palácio do Planalto. A velha cria sindicalista do “general” Golbery do Couto e Silva, legítimo filhote bovino da dita-dura, fará a costumeira demagogia. Seguirá mordendo e assoprando os militares. Até porque Lula sabe que as Legiões, mesmo enfurecidas, não têm a mesma força de outros tempos.
E a palhaçada ideológica vai prosseguir, apesar da contrariedade dos Generais. Tanto que, na mesma terça-feira em que receberá os militares, Lula também vai receber o “Alto Comando” da União Nacional dos Estudantes. Lula vai participar do lançamento da caravana da UNE pelo País, em defesa da educação, da saúde e da cultura. Curiosamente, os jovens da UNE que se reunirão com o Chefão-em-comando, na tarde de terça, no Rio de Janeiro, serão os mesmos que foram ao Clube Militar, na quinta-feira passada, gritar palavras de ordem contra os militares.
A luta (ideológica) continua... E se, porventura, os arquivos pós-64 forem abertos, não será surpresa se muita informação verdadeira já não estiver devidamente manipulada para alimentar, ainda mais, a batalha insana entre os Revanchistas e as Legiões (hoje caladas, mal equipadas, endividadas e desmoralizadas por anos de campanhas ideológicas difamatórias).
Ou seja, tudo continuará como dantes no quartel do Abrantes. Até quando? Eis a questão... O Brasil não suporta mais isso.
A matéria intitulada "Tortura não é crime político", publicada na última edição da revista Isto É, de 11/08/2008, e assinada pelos jornalistas Alan Rodrigues e Octávio Costa, deveria entrar para o hall daquelas que podemos chamar de exemplar. Deveria ficar eternizada nos livros acadêmicos da Comunicação Social, nos capítulos que tratassem especificamente de "tudo o que não se deve fazer em jornalismo", ou de "jornalismo a serviço da militância esquerdopata", ou ainda de "como envergonhar seus colegas de profissão".
Infelizmente, há maus profissionais em tudo quanto é área e a de jornalismo não haveria de ser exceção.
Vamos dissecar a tal matéria.
De cara, o título "Tortura não é crime político", por ser uma frase alardeada na imprensa pelas falas do ministro Tarso Genro, deveria vir entre aspas. Mas, veio como afirmação. E, se veio como afirmação, esperava-se, no mínimo, que houvesse, ao menos, a menor tentativa que fosse de definir 'crime político'. Entretanto, não haveria como fazer isso sem deixar de dizer o óbvio, ou seja, que crime político é um crime (portanto não o deixa de ser) que é cometido por motivos supostamente ideológicos. Uma falácia: todos os crimes são ideológicos, ainda que a ideologia seja a própria do criminoso.
Não? Então consultem os livros sobre o tema e os dicionários. Neles, entre uma variação e outra, estarão definições mais ou menos assim: "ideologia: 1 Sistema que considera a sensação como fonte única dos nossos conhecimentos e único princípio das nossas faculdades; 2 Maneira de pensar que caracteriza um indivíduo ou um grupo de pessoas; 3 Ciência que trata da formação das idéias; 4 Tratado das idéias em abstrato. A origem do termo teria ocorrido com o criadoor da própria palavra, Destutt de Tracy, que lhe deu o significado de 'ciência das idéias'. Antes dele, entretanto, na antiguidade clássica e na Idade Média, os pensadores já entendiam ideologia, sem se referir ao termo, como o conjunto de idéias e opiniões de uma sociedade. Foi, porém, uma teoria a respeito de ideologia, desenvolvida pelo alemão Karl Marx, que passou a ser confundida com o real significado do termo. Muito resumidamente, para Marx, ideologia seria uma falsa percepção da realidade provocada nos trabalhadores, dentro da sociedade capitalista, por causa da divisão entre trabalho manual e intelectual – este último realizado pela elite burguesa dominante. O homem era mesmo o gênio da tergiversação, temos que admitir!
Logo depois, continua a matéria, uma frase: "A punição de torturadores da ditadura pode ser um caminho para o Brasil conhecer verdades ainda ocultas do regime de 1964". Tão mal colocada, a tal frase mais parece a conclusão pessoal do repórter a respeito do assunto tratado do que a descrição de um fato ou do que pensam os envolvidos na disputa sobre o mesmo. Não haveria nada de mal nisso caso se tratasse de um artigo opinativo e não de uma suposta reportagem.
Em seguida, duas fotos e uma descrição: "REBELIÃO DOS MILITARES - Generais e coronéis, da reserva e da ativa, se manifestam contra Tarso Genro no Clube Militar, no Rio, enquanto, do lado de fora, estudantes apóiam o ministro". Primeiro, os militares, em visível estado de 'bom comportamento', são apontados como estando a fazer uma "REBELIÃO MILITAR", tudo em caixa alta, que é para reforçar essa idéia. Já os estudantes, bastante efusivos, apenas "apóiam o ministro" (Tarso). A primeira foto está perfeita, técnica e esteticamente.
A segunda - a dos estudantes - parece aquelas que se tiram com máquinas fotográficas amadoras, que acabam registrando movimentos mais acelerados sob forma de 'rabiscos de luz', de 'embaçado', de falta de foco. O efeito disso nessa foto? Ora, o leitor não consegue determinar o número de pessoas presentes à manifestação e nem o desprezo dos transeuntes pelo ato, para o qual nem mesmo dirigiam o olhar. E, é claro, a matéria não revela, em lugar nenhum, o número de manifestantes – de insignificantes 15 a 30 estudantes, no máximo, perto das cerca de 800 pessoas presentes ao evento.
Depois, a matéria vem com um partidarismo tão absurdo que praticamente dispensa comentários quanto à intenção: "Mas a lei incluía os chamados "crimes conexos" - um eufemismo para livrar torturadores do regime de processos futuros. Aprovada em agosto daquele ano, a Lei da Anistia beneficiou 4.650 pessoas e gerou uma espécie de amnésia coletiva - os militares nunca tornaram públicos os detalhes das ações de repressão ao terrorismo, se aposentaram como se todos os arbítrios da ditadura fossem uma página virada e jamais foram legalmente cobrados pelos crimes que porventura tenham cometido".
Primeiro, define os "crimes conexos" como "eufemismo para livrar torturadores do regime de processos futuros". Como assim? Tortura seria 'mais crime' do que seqüestros, assassinatos, assaltos e até mesmo do que a tortura praticada pelos 'revolucionários' contra civis e contra militares? E, depois, por que essa perseguição somente aos militares e não aos policiais que, afinal, são muito mais citados nas denúncias 'oficiais' de tortura, que quase sempre se referem a agentes (dos DOPS etc.) e não a tenentes, capitães etc.?
Depois, para não perder a oportunidade, esclareça-se aos alunos que a palavra eufemismo foi empregada de maneira errada, porque não cabe em 'ações' (ninguém pratica eufemismo) – trata-se de um recurso lingüístico que nos permite substituir palavra que se suponha 'feia' ou 'agressiva' por outra 'mais agradável' e que, por isso, só deve ser atribuído a palavras ou ao uso das mesmas. Ou seja, uma pessoa, uma coisa ou um fato não podem ser 'eufemismo', nem praticá-lo. Sendo assim, a matéria poderia trazer "crimes conexos – um eufemismo para 'impunidade' (que é o que queria expressar), no caso, dos torturadores do regime em processos futuros". É, alunos, não basta florear, tem que saber como.
Em seguida, mais outra frase: "os militares nunca tornaram públicos os detalhes das ações de repressão ao terrorismo... e jamais foram legalmente cobrados pelos crimes que porventura tenham cometido". Ora, faltou mencionar que isso acontece, simplesmente, porque implicaria, também e obviamente, em que fossem revelados todos os crimes cometidos pelos 'revolucionários', desde sempre os maiores interessados em que 'os arquivos' jamais fossem tornados públicos. Pergunte para a Dilma Rousseff, chefe da casa civil, que está, há anos, com a 'chave da porta dos tais arquivos' e não abre. É que, primeiro, segundo a própria ministra, estaria sendo feito um processo de 'filtragem', para não expor ao constrangimento público 'uns e outros' (que, é claro, não seriam os policiais e os militares).
No final das contas, em se revendo a Lei da Anistia, meu caro repórter, com otimismo, seriam uns dez 'militantes' a terem que ser presos, para cada 'agente' que tivesse que 'pagar por seus crimes', e uns vinte para cada militar. Não é por outro motivo que 'heil' Tarso e companhia só querem que apenas o crime de tortura – sobre os quais, diga-se de passagem, não há uma única prova concreta e sim 'palavra contra palavra' – seja 'reconsiderado', ou, como diz o ministro, 'considerado', porque a ele, nominalmente, não se tenha referido na Lei da Anistia.
Continua matéria: "Até que, num seminário interno, de nome tão caudaloso quanto prolixo (Limites e Possibilidades para a Responsabilização Jurídica dos Agentes Violadores de Direitos Humanos durante o Estado de Exceção no Brasil), o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que não considerava tortura e violação de direitos humanos crimes políticos, mas comuns"... "A partir do momento em que o agente do Estado pega o prisioneiro e o tortura num porão, ele sai da legalidade do próprio regime militar e se torna um criminoso comum", disse Genro, repetindo um raciocínio que havia exposto recentemente numa entrevista à ISTO É. Mas aí veio a frase que ressuscitou a ira dos militares: "Ele (o torturador) violou a ordem jurídica da própria ditadura e tem que ser responsabilizado (...) atos de tortura não podem ser beneficiados pela anistia."
A declaração do ministro, sem dúvida, impressiona – não pelo conteúdo, é claro, completamente falso, mas pela capacidade de fazer com que um possível interlocutor necessite de alguns segundos para processá-la. No caso de um repórter, 'alguns segundos', dependendo da situação, são fatais para que não se possa fazer uma outra pergunta que esclareça as falhas da declaração feita. Um exemplo: "Mas, senhor ministro, seqüestros, assaltos e assassinatos, entre outros crimes, como explodir bombas em aeroportos e em embaixadas, por exemplo, matando e aleijando civis - todos estes crimes praticados pelos 'revolucionários da época', também não estavam 'fora da legalidade do próprio regime militar', como afirmou estar a 'tortura'? E, por isso, não estariam também 'eles', os 'revolucionários', no caso, violando a 'ordem jurídica'?"
Ou seja, o homem falou um absurdo e o repórter 'engoliu', sem esboçar reação.
Continua a matéria: "Tarso Genro não pretende reabrir a Lei da Anistia, mas defende que os responsáveis pela tortura durante o regime militar respondam criminalmente com base na Convenção Internacional de Direitos Humanos, um pacto internacional feito em 1969 em São José da Costa Rica - e que o Brasil só assinou durante o governo Fernando Henrique Cardoso".
A reportagem deveria, mas não esclareceu: Tarso, naturalmente, deve estar se referindo à Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanos e Degradantes, que entrou em vigor em 26/06/1987, depois de aprovada pela ONU, em 10/12/1984. O Brasil retificou a esta Conveção, em 28/09/1989. Seu Protocolo Opcional, de 18/12/2002, e que vigora desde 22/06/2006, também foi ratificado pelo país, em 12/01/2007. Em 1988, a nossa constituição Federal, em seu artigo 5o, XLIII, já consagrara a tortura como crime, que acabou vindo a ser definida nos termos da lei n° 9455, de 7 de abril de 1997.
É bom que se diga, na Convenção contra a Tortura não há uma única linha sequer na qual se possa ler que se trate de um crime 'imprescritível', como diz Tarso Genro, bem como há claríssimas cláusulas afirmando serem prioritárias as leis estabelecidas nas constituições, e as regras dos códigos penais, de cada país membro signatário. Toda e qualquer ação de julgamento, em se tratando de exceção, pode ser julgada por tribunal estabelecido internacionalmente (*) (e não localmente), geralmente em se tratando de julgar crimes de guerra, já definidos por acordos internacionais (Convenção de Genebra e Estatuto de Roma). Alguns crimes de guerras conhecidos foram os cometidos por Adolf Hitler e por seus oficiais, na época da II Guerra Mundial, além de os cometidos por alguns rebeldes, na "guerra" de Ruanda, África, em disputa entre etnias pelo poder naquele país. Em ambos os casos foram criados cortes especiais, como o Tribunal de Nuremberg e uma 'corte para Ruanda', respectivamente.
Além disso, não se sabe como Tarso recorreria a um tribunal internacional para levar seus projetos de 'vingança' à diante, uma vez que a posição do país, na atualidade, no simples cumprimento do que estabelecem os acordos internacionais, beira o vexame, com dezenas de compromissos ignorados. Basta que se leia o "Relatório Sobre Tortura no Brasil", concluído, em 2005, pela nossa própria comissão de Direitos Humanos no Congresso. Vale lembrar, também, que, em maio de 2000, o relator especial da ONU sobre a tortura, Nigel Rodley, esteve no Brasil, por três semanas, levantando dados para elaborar um relatório final. Na época, vejam o que declarou à Folha de São Paulo:
"Eu não posso adiantar nada do relatório. Mas o próprio governo disse que há tortura frequente no Brasil. As autoridades federais e estaduais reconhecem isso... Há coisas incontroversas: as condições de detenção nas delegacias de polícia são absolutamente estarrecedoras. Fomos a uma delegacia policial em São Paulo onde as pessoas são levadas para aguardar julgamento. Fomos no dia mais limpo, o domingo, porque a limpeza é aos sábados. Vimos excrementos por toda parte. Os próprios presos me olharam: "Como o senhor espera que o juiz reaja diante de nós se nós parecemos animais e cheiramos como eles?" Eles estão certos."
No final da entrevista, Rodley foi claro: "O relatório não trará sanções para o Brasil. A ONU não entra em sanções, a não ser em casos extremos".
Apesar de toda esta situação vexatória, no presente, e que necessitaria de providências urgentes, muito trabalho, dinheiro e dedicação por parte dos poderes públicos e dos governos estaduais e federais, "corre em São Paulo uma ação civil pública contra os comandantes do DOI-Codi", diz a matéria da Isto É, sem mencionar 'detalhes' como os que foram acima citados – que, certamente, reforçariam as chances de que leitores pudessem ensaiar uma lijeira impresão de que as tendências da ação do ministro da justiça estariam mais para 'vingança'. Um dos autores da ação, o procurador da República de São Paulo, Marlon Alberto Weichert, justifica: "Do ponto de vista técnico, a lei não pode perdoar agentes do Estado que praticaram esses crimes."
Do ponto de vista técnico? Só se for o 'técnico-ideológico'. Não se trata de 'tecnicidade' nenhuma aqui. Foi um acordo entre inimigos, depois de uma batalha, supostamente, em nome da paz e da reconstituição democrática do país. O mínimo que uma boa reportagem sobre o tema Anistia tem que obrigatoriamente mencionar é que a exigência de que esta fosse 'ampla, geral e irrestrita' foi da esquerda de Tarso, que hoje está no poder. O ministro está dando, afinal, com essa proposta de 'revisão', mais uma prova histórica de que não se pode confiar em comunista.
O fato é que, num país onde impera a ignorância e no qual se lê muito pouco, principalmente sobre assuntos técnicos e sobre política, a imprensa deveria tomar cuidado redobrado, não ao divulgar o que se diga, mas em explicar que o que está sendo dito não se trate da mais pura verdade, ainda que tenha saído da boca de presumíveis 'autoridades'.
Mais adiante, continua a reportagem: "O general Enzo Martins Peri, chefe do Exército, disse ao presidente Lula que 'é preciso pôr uma pedra sobre esse assunto, até porque, este tema abre feridas e provoca indignação'. Tem razão e não há mal nenhum nisso até porque as feridas não foram fechadas - e é isso que prova a indignação do ministro da Justiça com a tortura. Num caso que beira à indisciplina, o comandante militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira, tirou o uniforme e foi "como pessoa física" a um seminário sobre a Lei da Anistia no Clube Militar do Rio de Janeiro, na quinta- feira 7. Tudo um eufemismo para se criar o palco para protestos destemperados contra Genro."
Bem, meus caros, chamar essa matéria de reportagem, depois do que foi dito acima pelo jornalista que a escreveu, é ofender a inteligência do leitor. Trata-se de texto para defender um determinado ponto de vista. Ponto final. Caberia num artigo ou num editorial, que pressupõem essa intenção. Depois, para não perder a oportunidade, esclareça-se aos alunos que a palavra eufemismo foi empregada, novamente, de maneira errada.
O mais grave, entretanto, sobre esta 'reportagem', está nos bastidores. Coisa rara termos acesso ao processo de composição de uma matéria jornalística. No caso desta matéria da Isto É, tivemos essa oportunidade porque um dos entrevistados foi o escritor, articulista e psicanalista Heitor de Paola. Foi ele quem divulgou a entrevista que deu e que deveria ter sido veiculada junto com esta reportagem da revista. O jornalista Alan Rodrigues, um dos que assina a tal matéria, entrevistou Heitor, por e-mail. Notem: não foi um 'bate papo', uma conversa informal, sobre a atitude do ministro Tarso e sobre a própria Anistia, para que o jornalista se preparasse para abordar o tema dentro de uma futura reportagem, mas, sim, o envio de perguntas formais que, supostamente, deveriam ser publicadas junto à matéria.
Entretanto, como se constata ao ler a entrevista que Heitor concedeu, nenhuma linha sequer da mesma foi publicada, assim como também não existe, na matéria, nem mesmo a mais longínqua abordagem do tema sob seu ponto de vista, que é contrário ao de Tarso – o qual a reportagem nitidamente defende.
Isso não é jornalismo; é militância – que, aliás, não é crime nenhum, desde que essa abordagem fique bem clara ao leitor, ao ouvinte ou ao telespectador. No caso desta matéria veiculada pela Isto É, não há esse tipo de esclarecimento. Trata-se de um exemplo bastante abrangente, e triste, de como não fazer jornalismo.
AMEAÇAS ATUAIS À DEMOCRACIA REPRESENTATIVA E À SOBERANIA TERRITORIAL DO BRASIL
Data :15 de agosto de 2008 Hora : 15 H
2- Palestrante: Ubiratan Iório
AMEAÇAS À LIBERDADE NO BRASIL: ECONÔMICA, CULTURAL, FILOSÓFICA E MORAL
Data: 28 de agosto de 2008 Hora: 15 h
3. Palestrante: Jorge Roberto Pereira
UMA PROPOSTA LIBERAL-DEMOCRÁTICA PARA A REVERSÃO DA CRISE
Data: 11 de setembro de 2008 Hora: 15 h
Local do Seminário: Clube Militar, Av Rio Branco, 251- 7º andar - Rio de Janeiro
O Seminário foi iniciado no dia 25.07.2008, com a Palestra do Gen Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, Ex Diretor Cultural do Clube Militar, com o Tema:
ESCOLA DE FRANKFURT, GRAMSCI E A REVOLUÇÃO INVISÍVEL
Comentário do Cavaleiro do Templo: estou trazendo para cá esta PEÇA PUBLICITÁRIA (não é um artigo, logo entenderão) da FOLHA DE SÃO PAULO. Fiz um comentário no site e DUVIDO MUITO que publiquem. Mas como não precisamos da FOLHA nem de outra mídia que não a INTERNET para deixarmos as pessoas de bem deste país informadas, trouxe tudo para vocês lerem.
Retificação posterior: o comentário foi PUBLICADO, não foi "cortado" nem "censurado". Parabéns a isto, FOLHA. Mas coloquem o Sr. Alencar no seu devido local de trabalho, no setor CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS.
da Folha Online
O presidente Lula mandou o ministro da Justiça, Tarso Genro, dizer que o debate sobre o alcance da Lei da Anistia não é assunto do governo. Para Lula, é assunto da Justiça, que decidirá se a lei deu ou não cobertura aos crimes de tortura.
As informações são de Kennedy Alencar, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.
Segundo Alencar, Lula está errado. "Esse assunto é da Justiça e da sociedade. Prova disso foi o manifesto de juristas que apóiam o debate sobre a punição aos torturadores."
Há uma jurisprudência internacional de que crimes de tortura não são crimes políticos: são crimes contra a humanidade, diz o colunista. "Nesse contexto, a Lei da Anistia, que é de 1979, não teria dado cobertura aos crimes de tortura. Mais: crimes contra a humanidade são considerados imprescritíveis."
Para Alencar, esse entendimento se choca com o do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que disse que a ditadura acabou em 1985 e que o crime de tortura se tornou imprescritível, a partir da Constituição de 1988.
"Ou seja, o ordenamento internacional é favorável à punição de crimes de tortura. É uma pena que Lula, do alto de sua popularidade, tenha fugido desse debate. Jobim, como de praxe, foi desautorizado pelas Forças Armadas, engoliu o desaforo e está querendo fazer Lula engolir", conta Alencar.
De acordo com ele, dois oficiais do Alto Comando do Exército foram a um ato na semana passada em defesa da ditadura. Na platéia, ninguém mais ninguém menos do que o torturador e coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ulstra.
"Lula está errando. O Brasil ainda precisa fazer um ajuste de contas com o seu passado. As Forças Armadas ganhariam muito mais reconhecendo e assumindo um erro", declara o colunista.
Aqui vai meu comentário feito no site da FOLHA:
Que festival de estupidez!!! Vamos desmontar a farsa usando um trecho da fala do Sr. Alencar:
"...Esse assunto é da Justiça e da sociedade. Prova disso foi o manifesto de juristas que apóiam o debate sobre a punição aos torturadores..."
O que poderia provar o MANIFESTO DE ALGUNS JURISTAS, senão que os mesmos possuem uma opinião sobre alguma coisa qualquer que seja? Dizer que a opinião deles PROVA QUE A OPINIÃO DELES é assunto da Justiça não pode ser considerado um erro. É ou burrice crônica ou má intenção. É PROVA disto apenas, de um ou de outro. Se fosse a opinião de um jovem com 15 anos seria burrice. Como o Sr. Alencar tem mais idade do que isto, então é a outra coisa.
Ademais, os revolucionários não torturaram ninguém? Tocar no assunto DEIXANDO DE LADO OS REVOLUCIONÁRIOS É MAIS UMA PROVA DA MÁ INTENÇÃO DESTA PESSOA. De onde vem este manto de santidade que colocaram nestes canalhas senão de seus amigos? Um jornalista que escreve uma matéria deste tipo esta fazendo PUBLICIDADE, não JORNALISMO. E é isto que encontramos nos jornais brasileiros de hoje, com raras exceções. PUBLICIDADE DE AMIGOS, de "CAMARADAS".
Se o mundo fosse assim como acha este publicitário que se diz jornalista, teríamos também como verdade isto:
"Matar judeus é assunto dos alemães. Prova disto são as manifestações de Hitler."
Tenha VERGONHA, assuma que faz propaganda e vá trabalhar em uma AGÊNCIA DE PUBLICIDADE, senhor pseudo-jornalista.
Cavaleiro do Templo http://cavaleirodotemplo.blogspot.com
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Voltei ao site da FOLHA meia hora depois e tive uma GRATA SURPRESA!!! Por incrível que pareça publicaram o comentário!!! Vejam lá: http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u432596.shtml.
“Tarso Genro, se quer procurar ladrões, procure no seu Governo, porque em 20 anos de governo militar não temos um cabo, um sargento, um capitão, um coronel ou um general rico. E nesse bando que está ao seu lado todos estão riquíssimos, roubando e saqueando os cofres do contribuinte em nosso País. Tarso Genro, aprenda a ser homem, antes que a vida o leve.” (Deputado Jair Bolsonaro – trecho de um discurso divulgado sem revisão do orador)
Este termo está sendo utilizado por alguns jornalistas e por membros do desgoverno petista para qualificar militares da reserva que compareceram à reunião no Clube Militar.
O desrespeito é absurdo.
Esses senhores, os “Generais de Pijama”, passaram a vida estudando e trabalhando para garantir a segurança da sociedade perante as ameaças externas e internas; demonstraram durante o regime militar competência para combater o comunismo assassino e genocida e tirar o país da rabeira do mundo para ocupar um lugar entre as 10 maiores potências em termos econômicos.
Nunca tivemos nas páginas da mídia um oficial do Regime Militar envolvido em escândalos de corrupção, o que, evidentemente, não pode ser dito dos desgovernos civis e dos terroristas, seqüestradores, ladrões e ladras de banco que fazem parte do desgoverno petista.
Infelizmente nossos honrados “Generais de Pijama” cometeram um grave erro.
Entregaram o país, precipitadamente, nas mãos de desgovernos civis que destruíram as sementes do desenvolvimento e da justiça social plantados durante o regime militar, e transformaram o país em um puteiro da política prostituída fazendo do Estado um covil de bandidos, corruptos e prevaricadores.
Que estofo moral tem uma parcela da sociedade subornada pelos canalhas da corrupção e da prevaricação para insultar os militares dessa forma?
Os comunistas, mesmo depois de terem ficando milionários com absurdas indenizações com dinheiro roubado dos contribuintes, não descansarão enquanto não destruírem as nossas Forças Armadas para ajudar a entregar o país nas mãos de militantes terroristas fantasiados de Forças de Segurança do desgoverno petista.
Sei que têm alguns militares que merecem qualificações até piores, mas fazem parte de uma minoria que está vinculada à subordinação voluntária e pessoal ao mais sórdido e canalha poder público civil de nossa história.
A sociedade tem presenciado depois do regime militar os bilhões de reais dos contribuintes que vazam para o bolso dos calhordas da corrupção e da prevaricação sob os auspícios de uma Justiça relativista, corporativista e sem-vergonha. Ser honesto e ético virou, nos desgovernos civis, um grave defeito e não mais uma virtude ou uma obrigação.
O que se vê no país atualmente é uma fantasia de desenvolvimento fundamentada no suborno de uma academia pública e privada, e das elites dirigentes, que se tornaram cúmplices da mentira, da hipocrisia e da leviandade em proveito próprio.
Todos fazem vista grossa para o endividamento interno que enriquece cada vez mais os banqueiros e os financiadores do comunismo petista, para o agigantamento do Estado para dar emprego para milhares de militantes do comunismo petista, para o escroto populismo assistencialista que limita o crescimento pessoal e profissional, para o consumo fundamentado em créditos de longo prazo que virarão uma bolha de inadimplência e um covarde contingenciamento da renda familiar para consumo de bens essenciais, para o aumento das carteiras assinadas vinculadas ao achatamento de renda da majoritária parcela da sociedade menos favorecida, e para a absurda fragilidade estrutural do país para o desenvolvimento auto-sustentado no momento em que o mercado externo começar a dar sinais de exaustão de uma demanda que é a grande responsável pelos pífios índices de desenvolvimento do país vis-à-vis sua potencialidade econômica.
Estamos assistindo frutificarem no desgoverno petista as sementes das canalhices perpetradas pelo desgoverno FHC que iniciou a destruição dos aposentados, da educação, e da estrutura militar das Forças Armadas.
Os contribuintes nunca pagaram tantos impostos que consome mais de cinco meses de trabalho por ano para sustentar uma camarilha aliada do retirante Pinóquio e formada de corruptos e prevaricadores.
Em uma sociedade em que os idosos são tratados como material humano descartável e que morrem nas filas de hospitais públicos ou são depositados nos seus corredores e camas imundos, chamar honrados militares de “Generais de Pijama” é somente mais uma confirmação da falência moral do país e do sentimento de vingança renitente por trás das intenções dos canalhas do comunismo.
Nossos filhos e seus descendentes irão ler nas páginas da história como uma sociedade foi destruída pelo mais sórdido movimento de luta de classes chamado de petismo, e que está sendo preservado por todos aqueles que abrem suas bocas sujas para desonrar nossos Generais da Reserva e dizer para os da ativa como eles serão tratados na mesma situação.
A revolução petista demonstra a barbárie da corrupção e da imoralidade que estava o tempo todo impregnada nos espíritos desses canalhas. Esta revolução somente está trazendo prosperidade para aqueles que se deixam subornar e se tornam cúmplices da degradação de valores e da degeneração da sociedade. A falência moral duradoura será a única herança que o movimento liderado pelo mais sórdido e canalha dos políticos de nossa história deixará para nossos filhos e suas famílias.
Minhas homenagens aos “Generais de Pijama” e aos generais da ativa que demonstram respeito à nossa pátria e à nossa bandeira, mas meu profundo desprezo para os que se deixaram subornar pelo petismo que está transformando nosso país em um Estado Comunista de “Direito” corrupto e prevaricador, sede do maior puteiro da política prostituída do mundo ocidental.
Logo após a divulgação do “dossiê Brasil” na revista colombiana Cambio, confirmando tudo aquilo que há anos venho dizendo sobre a aliança PT-Farc, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, saiu alardeando que não tem qualquer "ligação estreita" com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que o governo brasileiro "tem zero de relação com as Farc".
Não preciso contestar a dupla mentira. Já o fiz, com muita antecedência, no artigo “Simbiose obscena”, publicado em O Globo de 7 de fevereiro de 2004, no qual remetia os leitores “ao site http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm para que vejam com seus próprios olhos a obscena simbiose entre a narcoguerrilha colombiana e a farsa petista que nos governa”.
“O endereço – prosseguia o artigo – é de América Libre, versão jornalística do Foro de São Paulo, fundada por (adivinhem) Frei Betto e hoje dirigida por (já adivinharam) Emir Sader. A revista prega abertamente a guerra revolucionária, a implantação do comunismo em toda a América Latina. Seu mais recente editorial proclama: ‘O 11 de setembro dos povos será, para a confraria da América Livre, um compromisso de honra. Será um encontro com os sonhos e com o desejo.’ Da primeira à última página, a coisa respinga sangue e ódio, de mistura com a velha retórica autodignificante que faz do genocídio comunista uma apoteose do amor à humanidade, condenando como fascista quem quer que veja nele algo de ruim. Na mesa do seu Conselho Editorial, quem se senta ao lado do líder das Farc, comandante Manuel Marulanda Vélez, o famigerado ‘Tiro Fijo’?Nada menos que o chefe de gabinete do sr. Lula, Gilberto Carvalho. Está lá também o deputado Greenhalg... Se isso não é promiscuidade, se isso não é cumplicidade por baixo do pano entre o nosso governo e o crime organizado, se isso não é uma tramóia muito suja, digam-me então o que é, porque minha imaginação tem limites. Estão lá ainda o dr. Leonardo Boff, o compositor Chico Buarque de Hollanda, ... e o inefável prof. Antônio Cândido...” (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040207globo.htm).
Era o primeiro escalão inteiro da elite intelectual petista que, ao lado do próprio chefe do gabinete presidencial, conspirava ativamente com as Farc, com o MIR chileno e com outras organizações criminosas para a implantação do regime comunista no continente. Se os políticos ditos “de oposição”, os donos de jornais e canais de TV, os líderes empresariais, eclesiásticos e militares tivessem então consentido em examinar o documento que eu lhes exibia, não seria preciso, agora, uma revista colombiana lhes esfregar a verdade na cara, tarde demais para evitar a consolidação da quadrilha petista-farqueana no poder.
Na verdade, nem precisavam das minhas advertências. Em 7 de dezembro de 2001, o Foro de São Paulo, sob a presidência do sr. Luís Inácio Lula da Silva, já havia lançado um manifesto de apoio incondicional às Farc, no qual classificava como “terrorismo de Estado” as ações militares do governo colombiano contra essa organização. A mídia inteira e todas as lideranças políticas nacionais, sem exceção visível, abafaram esse fato para não prejudicar a candidatura Lula uns meses depois. Logo após o pleito de 2002, a existência de um conluio entre o presidente eleito e a esquerda radical latino-americana já se tornara ainda mais nítida pela duplicidade de línguas com que o homem falava para o público em geral, ante as câmeras, e para seus companheiros de militância comunista. Como mais tarde anotei em artigo do Jornal do Brasil (http://www.olavodecarvalho.org/semana/060413jb.html): “Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao Le Monde que a eleição tinha sido ‘apenas uma farsa, necessária à tomada do poder’, sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino La Nación de 5 de outubro de 2002.” Em qualquer país decente, confissões abertas como essas suscitariam imediatamente uma tempestade de investigações e denúncias. No Brasil, foram recebidas com uma afetação de indiferença blasée por todos aqueles a quem, no fundo, elas aterrorizavam. Poucas condutas humanas se igualam, em baixeza, à covardia que começa por se camuflar de impassibilidade olímpica e, pela persistência, acaba por se transformar em cumplicidade ativa. Mas essas criaturas haviam investido tão pesado no slogan anestésico “Lula mudou”, que, para não reconhecer o erro, preferiram dobrar, triplicar e quadruplicar a aposta na mentira, até que contestá-la se tornasse, como de fato se tornou, prova de doença mental.
Graças a essa longa e pertinaz conspiração de omissões, a esquerda revolucionária teve todo o tempo e a tranqüilidade que poderia desejar para alterar o mapa do poder político brasileiro ao ponto de torná-lo irreconhecível. Quem manda no Brasil, hoje? Um bom indício é a propriedade da terra. Seis por cento do território nacional pertencem a estrangeiros, dez por cento ao MST, outros dez a “nações indígenas” já sob controle internacional informal, quinze ou vinte são controlados pelos narcotraficantes locais aliados às Farc, mais dez ou quinze estão para ser transferidos aos “quilombolas”. Na área restante, só os imensamente ricos conseguirão cumprir a exigência de “averbar reserva legal” (leiam o odioso decreto 6.514 de 22 de julho de 2008), os demais sendo obrigados a pagar multas que em breve tempo ultrapassarão o valor das suas propriedades, as quais então serão transferidas automaticamente ao governo. O que está acontecendo neste país é a mais vasta operação de confisco territorial já observado na história humana desde a coletivização da agricultura na URSS e na China – e as chamadas “elites”, sentadas sobre esse paiol de pólvora, com um sorriso amarelo na boca, só querem dar a impressão de que a paz reina, as instituições são sólidas e São Lulinha zela pelo bem de todos.
Outro indício seguro da distribuição do poder é a capacidade de mobilização das massas. Somem os partidos de esquerda, o MST, as centrais sindicais, as “pastorais de base” e porcarias semelhantes, e verão que, no instante em que quiser, a esquerda revolucionária tem condições de espalhar nas ruas não menos de cinco milhões de militantes enfurecidos, treinados para toda sorte de agitações e depredações, sem que o outro lado possa sequer reunir cinco dezenas de gatos pingados numa cerimônia religiosa. Consolidado pela omissão pusilânime de todos os que teriam o dever de impedir que ele se consolidasse, o monopólio esquerdista dos movimentos de massa marca a distância entre onipotência absoluta e impotência total e é, por si, um retrato do que o futuro reserva ao país.
Mas as organizações de esquerda têm algo mais que isso: têm, através das centrais sindicais, dos partidos e de uma rede imensurável de organizações militantes, o controle absoluto e incontestável de todos os serviços essenciais: transportes, eletricidade, água, telefonia. A um estalar de dedos, a liderança revolucionária pode paralisar o país inteiro, sem que a polícia ou mesmo as Forças Armadas tenham sequer a condição de dizer “ai”.
Mais ainda do que sua extensão descomunal, o que é notável nesse sistema de dominação é a sua integração, a sua unidade estratégica e funcional. As Farc não estão infiltradas só nos altos escalões da República: elas dominam também os “bas-fonds” da criminalidade, através de seus contatos com o PCC e o Comando Vermelho, por sua vez estreitamente articulados com o MST e organizações congêneres. De alto a baixo, a sociedade brasileira está à mercê da subversão e do crime.
Nada disso surgiu da noite para o dia. Tudo foi preparado e montado pouco a pouco, metodicamente, desde o advento da Nova República, diante dos olhos cegos e cérebros entorpecidos da liderança “direitista”, cuja preocupação predominante ou única, ao longo da construção desse engenho macabro, foi tapar as bocas dos inconvenientes que ousassem perturbar suas boas relações com o governo.
O quadro corresponde exatamente, milimetricamente, ao esquema da “revolução passiva” propugnado por Antonio Gramsci, em que só um lado age, enquanto o outro se deixa arrastar para o abismo com docilidade abjeta. Também isso expliquei antecipadamente, no meu livro de 1993, “A Nova Era e a Revolução Cultural”, que até coloquei à disposição dos leitores, gratuitamente, no meu site da internet (http://www.olavodecarvalho.org/livros/neindex.htm). Direi que foi como falar com pedras? Não sei, nunca falei com pedras. Agora sinto-me tentado a experimentar.
O caro leitor que me tem acompanhado sabe que, nos últimos artigos, tenho argumentado sobre o estado de alucinação em que se encontra a política – e por decorrência a Administração Pública – no Brasil. Vimos que autores como Ortega y Gasset e Voegelin têm a resposta teórica aos problemas existenciais que estamos a viver. De fato, a situação brasileira atual não é original, ela se repete como outras inúmeras dos últimos dois séculos. Onde alguma forma de socialismo foi implantada a alucinação tomou o lugar da realidade, como na ex-URSS e na Alemanha de Hitler, para ficarmos apenas nesses casos mais emblemáticos.
Essencialmente podemos dizer que no Brasil também temos que registrar a rebelião das massas, vista e estudada por Ortega, e também a situação de alienação política, relatada por Voegelin. Uma situação sonambúlica tomou conta do nosso país, de sorte que toda a classe dirigente move-se dentro de um “como se assim fosse”, uma irrealidade substituta do real. Um exemplo bastante acabado dessa situação está nas análises e nas propostas para o enfrentamento da questão educacional.
É correto dizer que existe um elemento de ligação entre a má remuneração do professorado das escolas públicas e a qualidade de ensino? Sim, mas esta questão esconde outras, muito mais graves e de solução muito mais difícil. Quando um líder político propõe, de pronto, uma elevação geral dos salários dos professores sem aprofundar o diagnóstico está na verdade produzindo uma falsa solução, que deveria vir por último, e não por primeiro, como medida saneadora da situação do ensino público.
A primeira causa da má qualidade do ensino está na má qualidade dos professores, algo acaciano. Os alunos não podem ser responsabilizados pela falta, seja de vocação, seja de treinamento e mesmo de qualificação de seus mestres. Mais das vezes vemos faltar até mestres das cadeiras relativas às ciências exatas, de sorte que a imprensa tem noticiado a esdrúxula situação de alunos diplomados no ensino médio sem ter tido a devida carga horária de matemática, biologia, física e química.
A indigência intelectual de parte considerável do professorado não pode ser negligenciada, pois o fato contribui para a perpetuação da situação. Aliado ao regime de servidor público dos professores tem-se a construção de uma estabilidade no emprego incompatível com os interesses dos alunos. Tenha vocação ou não, tenha competência ou não, o professor da rede pública continua no seu posto até a morte natural ou a aposentadoria. Ora, sem uma porta de saída para os incompetentes a elevação dos salários apenas irá contribuir para a perpetuação da situação indesejada. Então a discussão precisa começar sobre aquilo que compete ao Estado fazer: se produzir os meios para que alunos carentes possam ter boas escolas ou se administrar uma gigantesca corporação de ofício, cheia de vícios, e um vasto patrimônio que são as edificações mobiliadas que servem de escolas. Deve o Estado privilegiar o que é meio ou o que é fim?
Pareceria muito mais racional privatizar esse vasto patrimônio e, na esteira, mudar o regime de assalariamento da massa de professores, eliminando a indesejável estabilidade no emprego que retém funcionários públicos tornados professores. Aqui teríamos, de uma tacada só, a maximização da eficiência econômica e a eliminação dos falsos mestres, os pobremente vocacionados ou mal treinados para a função, e sua substituição por gente talentosa. Em troca, o Estado proveria para as futuras escolas privatizadas vouchers para os alunos carentes, em princípio toda população que hoje constitui a clientela do ensino público. Bem sabemos que aqueles que podem atualmente não matriculam seus filhos nas escolas públicas de ensino médio e fundamental.
Outra medida preliminar da maior importância é criar uma estrutura de treinamento e reciclagem dos professores, de modo a mudar o foco que se tem hoje. E qual é este? A priorização da militância política em detrimento da formação para a maturidade intelectual, que enseja a ampliação dos horizontes dos professores. Praticamente todo o professorado hoje se tornou massa de manobra política de sindicalistas e militantes revolucionários, transformando-se no vetor de transmissão da doença revolucionária. O compromisso dos professores deixou de ser a educação para ser o adestramento para uma insólita “transformação” social. São formadores de militantes.
Uma educação humanista de profundidade é o antídoto necessário para esse nefasto viés revolucionário que hoje o professorado carrega. O amadurecimento intelectual dos mestres ensejaria uma imediata melhoria da relação ensino/aprendizado. A porta de saída aberta com a mudança no regime jurídico de contratação dos professores produziria um verdadeiro milagre educacional.
O que podemos concluir é que as idéias políticas alucinadas, de viés socialista, só podem produzir soluções farsescas para a questão educacional. Elevar o salário dessa massa de funcionários públicos tornados professores significa meramente o reforço do status quo. Qualquer observador honesto da situação educacional brasileira sabe disso. A proposta é uma pura farsa porque ajuda a fechar a porta de saída daqueles que carecem da verdadeira vocação pedagógica. Como está hoje ser professor é um mero esperar de uma aposentadoria integral. O preço que se paga por isso é o sacrifício da educação da juventude, a quem se nega um ensino adequado, de qualidade.
A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter. Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".