Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 15 de julho de 2008

A GNOSE PETISTA

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
18/11/2007

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!...

Mário de Andrade, poema ODE AO BURGUÊS


É possível explicar a fórmula de sucesso da ação política do PT, a sua hegemonia? Sim, é possível, mas não no âmbito das categorias empregadas pela ciência política convencional que se estuda nas nossas academias. Na verdade não só a ciência política, mas toda a pesquisa acadêmica no campo das Humanidades no Brasil deixou há muito a seriedade científica para tornar-se ela própria um mero instrumento da propaganda revolucionária, que objetivamente impede as pessoas de melhor formação, as que alcançaram o ensino superior, de terem qualquer noção do que realmente se passa no plano político. Vivemos numa sociedade de zumbis. Um sonho dantesco domina o estado de vigília e a esmagadora maioria sonâmbula carrega em triunfo seus ídolos.

Vou tentar aqui fazer um simples esboço para dar uma explicação sustentada dessa realidade confusa. Não é tarefa fácil, pois bem sei que alguns dos termos que usarei aqui não são de uso comum. Não será pedantismo da minha parte, mas uma imposição da necessidade teórica. A teoria não é um enfeite, é a única ferramenta que permite o descortino da realidade, que infelizmente demanda o uso correto dos conceitos que não são de uso corrente.

A começar pela expressão “gnose” ou “gnóstico”. Um dos grandes tentos dos agentes políticos da revolução foi convencer largas parcelas da opinião pública de que não há ligação entre o elemento religioso e a ação política enquanto tal. A religião supostamente se restringiria à vida privada, como se a gnose política não fosse, ela mesma, uma forma satânica de religião. É como se o Estado, sua representação e sua missão fosse um mundo à parte e não se relacionasse com as coisas do Espírito. É nessa mentira fundamental que todo o edifício político da modernidade foi erigido. Aceitar essa premissa é cair nos braços da gnose e negar a verdade enquanto tal. O petismo é um ramo recente desse processo, de somenos importância quando visto de uma perspectiva global e de sua ação na história até o presente momento. Mas quanto ele é colocado no devido contexto, veremos que toma a feição da linha de frente do movimento revolucionário universal e suas realizações no passado são nada diante da eminência dos grandes fatos que estão por vir.

A gnose é um antigo termo religioso que designa os desvios de doutrina que deságuam na mentira espiritual, com implicações diretas sobre a práxis. Talvez o mais antigo e eficaz movimento gnóstico tenha começado no mundo pagão da Grécia e tomou forma na filosofia epicurista, nascida para confrontar nada menos do que Sócrates, Platão e Aristóteles. Epicuro foi contemporâneo desse último e seus seguidores ajudaram a expulsar o estigirta de Atenas, triunfando no meio político que levou o grande Sócrates ao supremo sacrifício em defesa da verdade da alma. Seguiu-se a decadência não apenas política, mas filosófica de toda a Grécia, vez que o gnosticismo é um elemento de elevado poder destrutivo.

Em poucas palavras, Epicuro defendia que o sentido da vida se resume à existência nesse mundo, simplificado no binômio busca do prazer/fuga da dor. Essencialmente o que importa sublinhar é a negação de qualquer realidade transcendente para os seguidores do epicurismo, tornando o homem – mais precisamente o prazer eventualmente obtido por ele – a medida de todas as coisas. Gigantes como Aristóteles e Platão riram dessa idiotia teórica, pois desde Parmênides sabia-se que a explicação do universo manifesto pressupunha a realidade do Além, as Formas ou o Deus único dos filósofos, o limite mais amplo a que puderam chegar os maiores pensadores pagãos antes do Advento.

No universo cristão a gnose emerge com a mesma idéia central, a de que o homem pode ser aperfeiçoado nesta vida e buscar a salvação ainda nesse mundo. Pelágio é o ancestral mais vistoso dessa heresia, derrotada, no campo teórico, teológico e político pelo grande Santo Agostinho. Mas a gnose acompanhou, como sombra, o Cristianismo pelos séculos seguintes até triunfar na modernidade (entendida esta como a cultura que moldou a civilização ocidental a partir do século XIV). Embora não seja um corpo de doutrina único e se manifeste em diferentes teorias e movimentos religiosos e políticos, o gnosticismo moderno tem como denominador comum declarar a imanência da salvação e reduzir a psique do homem à relação binária busca do prazer/fuga da dor. Essa caricatura espiritual gerou a criatura bifronte dada pelos falsos opostos liberalismo ateu e o marxismo revolucionário.

Os grandes restauradores do epicurismo na modernidade foram Locke e Rousseau, autores que geraram as tradições paralelas do liberalismo ateu e do marxismo revolucionário. Veja, meu caro leitor, que dessa árvore frondosa nasceu a falsa verdade filosófica estabelecida por pelo menos três séculos seguidos. Essa gente tomou conta dos Estados nacionais na Europa e nas Américas e, depois, no resto do mundo. Então quando eu falo em modernidade eu falo da linha de pensamento que seguiu seu curso a partir desses nomes. que são familiares a toda a gente. Basta recordar que gigantes como Kant, Hegel, Marx e Nietzsche, sem falar nos autores do ramo britânico do liberalismo, como Smith e Ricardo, são os caudatários diretos dessa nova suposta verdade da alma.

O inimigo dessa gente é um só, a Igreja Católica e o Cristianismo ele mesmo. Na verdade as denominações protestantes são elas próprias uma plena manifestação do gnosticismo usando a roupagem evangélica. Sei que muitos dos seguidores dessas religiões ditas cristãs talvez nem tenham a noção do que se passou, porque não é tarefa fácil encontrar livros de história e menos ainda livros de filosofia política que relatem fielmente o que aconteceu. A decretação de morte de Deus por Nietzsche é o coroamento da modernidade e a síntese de tudo, o corolário da Reforma.

O PT só pode ser compreendido como legatário dessa tradição. Recordemos que ele nasceu da implosão do Partido Comunista Brasileiro – PCB que aconteceu desde os anos sessenta e se consumou plenamente depois da queda do Muro de Berlim. O Partidão fragmentou-se em várias siglas, mas aquela que realmente triunfou e é seu legítimo herdeiro é o PT. Não é à toa que as demais denominações socialistas e comunistas que persistiram estão, todas elas, na base de apoio do governo do PT, tendo tornado-se seus vassalos. Inclusive o PC do B, a sigla mais belicosa e a mais antiga dissidência do Partidão.

A questão teórica a responder é: como o PT e seus aliados esquerdistas tomaram a representação política e se legitimaram enquanto donos do Estado? Em que consiste essa representação? Quais são as suas idéias fundamentais e em que elas colidem com as “boas” idéias políticas?

Na verdade o imaginário socialista e comunista começou a tomar conta das mentes no Brasil muito antes do PT, pela ação do Movimento Comunista Internacional e pela Internacional Socialista, sua ramificação mais branda. Inicialmente essa gente controlou os meios de comunicação e, ato seguinte, fez-se senhora das universidades. Esse processo iniciou-se na primeira metade do século XX, já antes da Intentona Comunista, sendo notável que grandes escritores brasileiros foram militantes da causa, como Mario de Andrade e Graciliano Ramos, bem como o escritor menor e grande divulgador do comunismo, Jorge Amado. Mas foi nos anos Setenta, com a inexplicável omissão dos governos militares, que essa gente tomou de assalto o ensino público, em todos os níveis. O movimento de redemocratização deu-lhe o palanque que precisavam e a nova Constituição de 1988 já será um produto de sua loucura. Daí para Lula chegar ao poder precisou apenas do um governo preparatório presidido por FHC, cujo partido em essência é um aliado ideológico e um sócio no processo político, servindo como dique contra qualquer tentativa de reação das forças conservadoras. O PSDB é o escudo á direita do movimento comunista brasileiro. Gente como o próprio FHC e José Serra poderiam perfeitamente estar no PT sem necessitar de qualquer adaptação ideológica, vez que concordam em tudo e por tudo com o essencial deste partido, divergindo apenas do tom demagógico e populista que o PT usa sem qualquer freio.

Então o PT passou a representar a sociedade brasileira a partir do momento em que teve acesso à formação da juventude e ao aparelho de Estado, no qual entrou como um vírus que usa o organismo sadio como hospedeiro e de lá não mais saiu. Os eleitores do PT de fato se reconhecem naqueles a quem elegem, pois estão enganados desde o berço. Por isso que o PT é ilegítimo, porque é filho da mentira calculada, da dupla linguagem que usa, uma para o grande público, outra para sua própria elite partidária. É fruto também da dupla moral oportunística, que apregoa as virtudes tradicionais tão caras às gentes brasileiras e pratica efetivamente o seu contrário no exercício do poder. Vimos às escâncaras esse fato por ocasião dos numerosos escândalos, principalmente durante a CPI do “mensalão”.

Sua representação, no nível mais essencial, é falsa, pois que produto da mentira maquinada por décadas de propaganda enganosa. Essa é uma das falhas essenciais da equação petista, a Matrix que não tem como evitar a própria destruição, o próprio colapso.

Três são as idéias-chaves que sustentam o discurso petista e lhe dão a unidade:

1- A denúncia do capitalismo como uma ordem econômica supostamente injusta e maligna que precisa ser substituída pelo reino da justiça comunista. Essa idéia esconde o fato real de que a economia capitalista é a forma natural de organização da sociedade humana, forjada ao longo de milênios e que encontrou no meio cristão o ambiente propício para a sua realização na história. Esconde também que essa economia natural está em consonância com a verdade da alma e permite cumprir o que está na Escrituras. A tradição cristã aceita como um dado da vida a lei da escassez e constrói a sua ética a partir dela, afirmando que cada um deve ganhar o pão com o suor do seu rosto. Os incapazes de sobreviver no sistema são objeto da caridade privada, característica eminente de toda a tradição judaico-cristã. O credo petista nega tudo isso e propõe a substituição do livre mercado pelo Estado, ente supostamente capaz de instituir uma esdrúxula “justiça social”. A idéia do Estado Total que pode mediar e remediar toda a vida privada, exorbitando nas leis e na sua aplicação. Fora do Estado não há salvação para a ideologia petista, ele é posto como a alternativa à ordem natural do capitalismo, o que foi feito pelo comunismo desde sempre.

2- A denúncia dos capitalistas, suposta a classe dominante, e a pregação continua da luta de classes até o limite da histeria, como vemos nas cenas freqüentes das catarses públicas de ódio explícito, seja dos movimentos sindicais, seja dos movimentos sociais, como o MST. Aqui se faz a satanização dos indivíduos por sua condição social. De novo, a pregação da igualdade utópica, ignorando que os indivíduos têm características diferentes e talentos diferentes, que não podem ser homogeneizados de forma alguma. Toda a máquina de propaganda foi posta em movimento para tornar verdade auto-evidente que alguém, se for economicamente bem sucedido na vida, pratica atos imorais, ainda que eventualmente lícitos. Sinais de riqueza adquirida honestamente no mercado passaram a ser tratados como uma forma de traição social. De roubo puro e simples. O irônico é que a própria elite econômica assumiu o complexo de culpa por ter riqueza. Ela própria se engaja nos movimentos sociais e financia as ONGs dos que geraram essa propaganda enganosa. A burguesia brasileira tem financiado continuamente aqueles que serão seus algozes, seja no sentido figurado, seja no sentido literal. É claro que a burguesia há muito deixou de ser classe dominante, tornando-se refém da burocracia estatal controlada pelos agentes do PT. Essa gente é chantagedada todos os dias, espoliada de suas riquezas, paga os impostos absurdos e ainda paga as campanhas políticas e o “arrego” (vide o filme Tropa de Elite) dos esbirros partidários. Ainda assim, como vimos no caso recente da Cisco, a burguesia ainda pode ser perseguida judicialmente pelo crime de dar dinheiro a seus algozes, ainda que dentro das formalidades da lei. A verdadeira classe dominante é a burocracia partidária instalada na burocracia do Estado.

3- A pregação supostamente libertária dos novos costumes que nega a moral natural seguida por milênios. Então causas nefandas como o abortismo, o gaysismo, o feminismo, a visão de que os criminosos não são criminosos (exceto sonegadores de impostos burgueses), mas vítimas do capitalismo, a defesa de todas as aberrações comportamentais e supostamente religiosas, ao lado da perseguição das religiões tradicionais, especialmente da Católica, completam a confusão geral. A bandeira da liberação das drogas é partilhada com a tolerância crescente com o consumo e com o tráfico das mesmas. A imprensa noticiou fartamente que dinheiro de traficantes das FARC supostamente financiou a eleição de Lula. Os indivíduos isolados, em meio a esse ruído contra-cultural, ficam indefesos e não têm como ter critério próprio de julgamento diante das aberrações, restando-lhes exclusivamente a luz natural da razão e da moral como guia. Gente fraca sucumbe imediatamente. E aquilo que sempre foi tratado como nefando passa a ser defendido como moral superior consagrada pelo sistema jurídico.

Essas principais idéias-chaves listadas acima resumem o credo gnóstico que deixa implícito o que os gnósticos de todos os tempos sempre defenderam: viva o aqui e agora, os vícios são virtudes, a salvação é nesse mundo, não existe nada no Além, Deus é o Papai-Noel dos adultos e por aí. É o epicurismo redivivo. Esse é o PT, o petismo, o Mal em ação.

Diante dessa realidade, só me resta fazer minhas as palavra de Voegelin em seu monumental livro A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA:

Isso significa, concretamente, que um governo tem o dever de preservar a ordem, bem como a verdade que ele representa; quando surge um líder gnóstico proclamando que Deus ou o progresso, a raça ou a dialética determinou que ele se tornasse o soberano existencial, o governo não deve trair a confiança nele depositada. Não ficam excluídos dessa regra os governos que funcionam com base numa constituição democrática e no respeito aos direitos individuais. Jackson, Juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, ao pronunciar a opinião contrária no caso Terminiello, afirmou que a Constituição não é um pacto de suicídio. Um governo democrático não se deve transformar em cúmplice de sua própria derrubada, permitindo que movimentos gnósticos cresçam prodigiosamente à sombra de uma interpretação errônea dos direitos civis; e, se por inadvertência um movimento desse gênero houver atingido o ponto crítico de captura da representação existencial através da famosa ‘legalidade’ das eleições populares, um governo democrático não se deve curvar à ‘vontade do povo’ e sim sufocar o perigo pela força e, se necessário, romper a letra da constituição a fim de preservar seu espírito”.

Esse trecho do livro resume o espírito glorioso de 1964.

Senador Jarbas Vasconcelos defende usineiros de Pernambuco e põe os pingos nos iis

Do blog do DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA
3 de julho de 2008

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Discurso Pronunciado pelo Senador Jarbas Vasconcelos no Plenário do Senado Federal no dia 02 de julho de 2008.

Senhor Presidente,

Queria falar hoje do mais novo aloprado do Governo Federal, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que ontem em entrevista à Imprensa fez acusações mentirosas e caluniosas contra o nosso Governo em Pernambuco, na questão da destruição da Mata Atlântica na Zona da Mata, região onde se encontram as usinas de cana.

Tenho verdadeira ojeriza, completo nojo dos populistas, dos bobos da corte que se divertem atacando a honra alheia. Este é o caso do Sr. Minc, que tem mais vocação para animador de auditório do que para Ministro de Estado.

Para compensar suas deficiências morais e de gestão, o Sr. Minc optou pelos factóides populistas.

É realmente uma lástima que o Presidente da República não tenha conseguido um substituto à altura para a Senadora Marina, optando por uma pessoa que faz do folclore, da vaidade pessoal e do sensacionalismo seus instrumentos de trabalho.

O Sr. Minc acusou o nosso Governo de fazer um 'acordo imoral' com as empresas do setor sucroalcooleiro. Por este acordo, as usinas teriam que recuperar seis hectares, replantando espécies originais da Mata Atlântica. O ministro 'factóide' afirmou à Imprensa, abre aspas: 'Foi um acordo imoral que deve ter custado muito caro'.

Mentira do Sr. Minc. A verdade é que este pacto foi formalizado pelo atual Governo de Pernambuco, comandado pelo grupo político que é nosso adversário.

Trata-se do Termo de Compromisso Agroindustrial nº 6.132, firmado em setembro de 2007 com a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a CPRH. Também foi firmado pelo atual Governo de Pernambuco um termo de recomposição da mata ciliar no qual as usinas se comprometeram a plantar, por um período de três anos, seis hectares por ano de mata ciliar, com espécies nativas de Mata Atlântica.

Mesmo sendo adversário político do atual governador de Pernambuco, jamais poderia acusá-lo de ter firmado um 'acordo imoral' e insinuar que esse acordo teria 'custado muito caro' como afirmou o ministro Minc.

O ministro tentou politizar e partidarizar a questão e terminou fazendo insinuações maldosas contra um Governo que é aliado do Presidente da República, no Estado natal de sua excelência.

A verdade, Senhor Presidente, é que o Ibama era o responsável pela Mata Atlântica até 2006 - portanto, o Governo de Pernambuco só passou a atuar diretamente no licenciamento ambiental nos últimos 2 anos. Tanto que os dois termos que citei foram firmados no ano passado pelo atual Governo de Pernambuco.

Já em 2006, ainda na nossa gestão, a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos definiu instrução normativa para o licenciamento de 2007. Os termos de compromisso com as agencias estaduais de meio ambiente são bem mais eficazes do que a bravata do ministro - 60% são cumpridos, contra 15% de eficácia da judicialização das ações ambientais.

Não sei quais são os interesses que o movem, mas, com certeza, são interesses que devem custar muito caro ao governo Lula.

Assim Senhor Presidente, concluo mais uma vez repudiando as cavilosas insinuações do irresponsável, folclórico e leviano Ministro Minc.

Era o que tinha a dizer,

Senhor Presidente.

JARBAS VASCONCELOS

Senador da República

Promotor do RS explica por que quer o fim do MST

Do portal UOL NOTÍCIAS VÍDEO


Em entrevista a Diogo Pinheiro, o promotor Gilberto Thums, integrante do Conselho Superior do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, explica o relatório que pede a "dissolução" do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).




Explorando os nossos infortúnios econômicos

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 15 de julho de 2008


Resumo: Na guerra pelo controle do mundo, mentirosos se travestem de reveladores da verdade e teorias conspiratórias têm sido um importante veículo para promover uma agenda totalitária de subversão e agitação revolucionária.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A economia global está em apuros. De acordo com o jornal londrino The Telegraph, o Royal Bank of Scotland aconselhou seus clientes a que “reforcem sua posições em preparação para uma quebradeira geral nos mercados de ações e de crédito no transcorrer dos próximos três meses”, na medida em que a inflação, conduzida pelos altos preços da energia, paralise os principais bancos. É triste o fato de que os preços do petróleo tenham se recusado a cair. Dizem-nos que, recentemente, os sauditas tentaram reduzir o preço do barril – mas eles falharam.

A dor continua enquanto as perdas continuam a crescer. Haverá promessas políticas – com a ênfase na palavra “políticas”. De um lado, temos o senador John McCain, e do outro, o senador Barack Obama. Escrevendo no Wall Street Journal de 19 de junho, Karl Rove[1] alertava que ambos os candidatos à Casa Branca “podem se revelar iletrados em matéria de economia e irresponsavelmente populistas”. Ambos fazem as delícias do público que nutre a convicção de que as companhias de petróleo estão obtendo lucros obscenos. Mas as companhias de petróleo não são o problema, e se nós não tivermos a capacidade de avaliar a importância do assunto, com alguma perspectiva, a crise econômica se transformará em crise política, e esta poderá levar a uma sublevação social. Eu temo que os líderes dos EUA tenham ignorado o perigo, uma vez que o foco de sua atenção está concentrado no Oriente Médio e nas eleições. Sob a superfície, e por muitos anos, os valores e os ideais ocidentais vêm sendo atacados nos campi universitários americanos, nas igrejas, na televisão, em livros e na Internet. E eu ainda acrescentaria, apesar de poucos concordarem comigo, que isso foi apenas uma preparação do terreno para algo mais.

Num filme documentário de 2007 [link para o vídeo], intitulado Zeitgeist[2], dizem-nos que o Cristianismo é uma religião falsa, que os ataques de 11 de setembro foram uma armação interna e que os terríveis bancos centrais estão por trás de um sistema de escravização e pauperização. O filme nos diz que somos vítimas da conspiração de uma elite que usa a religião, a política e o dinheiro para controlar nossas vidas. O apelo à paranóia é realizado por uma série de giros e mudanças bruscas. Mas o que o filme evidentemente não faz é notar que o Cristianismo, o governo americano e um sistema com base num banco central deram à humanidade a mais bem sucedida sociedade da história. Três gerações de americanos desfrutaram de um alto padrão de vida e de uma excepcional liberdade individual. Que tenhamos usado mal nossa riqueza é outro problema; que tenhamos nos tornado uma sociedade permissiva e narcisista é mais fundamental na condução política do que ideologias ou política partidária. Mas isso apenas descreve a nossa vulnerabilidade.

É preciso repetir que os valores do Cristianismo, da República Americana e do capitalismo estiveram sob ataque de rivais totalitários por décadas. Quer você aprove, ou não, os valores e tradições ocidentais, você não pode negar a veracidade desta afirmação. Um desafio esteve e está em andamento, e este desafio tem implicações internacionais – formidáveis implicações estratégicas. As idéias expressas no documentário Zeitgeist são as idéias cardeais daqueles que desejam derrubar “as forças políticas estabelecidas”. Ponderem sobre este desafio ao sistema no contexto daquilo que está acontecendo na esfera econômica e o que deve acontecer na esfera política. O nome do jogo é jogar a culpa.[3] Está em curso um ataque contra a autoridade religiosa, contra a autoridade política existente, e também contra o sistema econômico tal como representado pelos “banqueiros centrais”. O ataque está acontecendo em muitos níveis simultaneamente; está em curso há décadas e pode acelerar-se em breve.

Se houve uma conspiração, não foi uma conspiração de autoridades religiosas, de George W. Bush ou de diretores de bancos centrais. Em vez de uma conspiração do establishment, há uma conspiração revolucionária dirigida contra a fé cristã, o Tio Sam e o capitalismo. O documentário Zeitgeist sugere que a fé e o patriotismo são embustes, fraudes, e que a base da sociedade é uma mentira. Porém, o documentário mesmo faz uso da manipulação e do engodo para passar a sua mensagem. Um discurso do presidente Kennedy sobre a conspiração comunista internacional é tirado do contexto para fazê-lo soar como um discurso contra uma trama secreta que o mataria em Dallas.

Na guerra pelo controle do mundo, mentirosos se travestem de reveladores da verdade, enquanto os líderes do mundo livre são demonizados como “riquíssimos malfeitores” ou “fomentadores de guerras”. Teorias conspiratórias têm sido um importante veículo para promover uma agenda totalitária de subversão e agitação revolucionária. Elas são usadas para desacreditar nossos líderes às vésperas da próxima guerra. O que revela o impulso totalitário nesse filme em particular é o seu ódio violento às mais básicas estruturas da Civilização Ocidental. Deve ter-se em mente, antes de qualquer coisa, que aqueles que buscaram a erradicação do Cristianismo, do governo constitucional e do capitalismo eram antes conhecidos como “comunistas”. Seu legado é o legado de Lenin, Stalin, Mao e Pol-Pot. As estrelas menores do movimento incluem luminares do porte de um Fidel Castro, Hugo Chávez, Robert Mugabe, Ho Chi Minh e Kim Jon IL, dentre outros.

Se a “Revolução é agora”, como diz o filme, então essa revolução tem muito em comum com a revolução nacional-socialista na Alemanha – que se apoiou numa teoria da conspiração. Hitler sempre afirmava que os banqueiros, também conhecidos como “os judeus”, exemplificavam a perversidade do capitalismo e a decadência da cultura de mercado. “Meus sentimentos contra o americanismo são sentimentos de ódio e profunda repugnância”, dizia Adolf Hitler. Os Estados Unidos são parte de uma “civilização materialista venenosa”, diziam os intelectuais japoneses a mando do general Hideki Tojo. A destruição do Ocidente era o sonho de Lenin e o grande projeto de Stalin. Na China, a alta liderança ensina aos seus oficias que eles devem se preparar para uma futura guerra contra os Estados Unidos.

A ideologia anti-ocidental estimulou o Eixo na II Guerra Mundial e o Bloco Comunista durante a Guerra Fria. Ela estimula a al Qaeda e o regime clerical iraniano. Se você observar a política doméstica americana, a ideologia antiocidental inspirou e estimulou os radicais dos anos 1960 da mesma fora que continua a inspirar e estimular o movimento antiguerra hoje. George W. Bush é injustamente difamado e caluniado: “um mentiroso e fomentador de guerras”. Na verdade, ele não é nada além de um homem bem-intencionado que foi mal servido por seus conselheiros e traído por seu próprio serviço de inteligência. Seus erros não são os de um mestre conspirador. A lógica da retórica totalitária supõe que o 11 de setembro tenha sido uma armação americana porque é intolerável permitir que o capitalismo e a República Americana tenham qualquer tipo de superioridade moral. Todas as medidas de defesa nacional são, por isto, denunciadas como ilegítimas. Todos os funcionários do governo americano são vilões, escroques e bobos. A República é nada mais que um sistema de exploração que precisa ser derrubado. Atentem para estas palavras. Não sejam levados pelo rufar dos tambores da propaganda antiocidental.

[1] NT: Karl Rove é considerado um dos grandes “arquitetos” e organizadores do Partido Republicano. Atribuem-lhe, dentro e fora do partido, os maiores méritos pelas duas vitórias de George W. Bush nas eleições presidenciais em 2000 e 2004. Odiado e temido por muitos, é subestimado por muito poucos.

[2] NT: Zeitgeist, palavra alemã que significa “o espírito do tempo, da época”. Foi e é utilizada em contextos variados.

[3] NT: The name of the game is to blame. A rima é intraduzível, mas pode ser explicada: a tática é inculpar a outros pelos efeitos maléficos de suas ações planejadas.

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense, é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/

PT e CNBB a favor do MST

Do blog de DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA
14 de julho de 2008


A bancada do PT na Câmara dos Deputados articula com movimentos ditos sociais, uma ação judicial contra decisão do Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul, de dissolver o MST.


O deputado Adão Preto (PT-RS) informou que a bancada de seu partido decidiu reagir contra decisão do MP do RS, pois considera a iniciativa uma 'aberração'. Ele lembrou que o PT está discutindo o assunto com entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB (C.T. - que o Olavo de Carvalho chamou muito acertadamente de CNB do B, ou seja, um lixo) - antes de impetrar a ação contra o Conselho.

Já comentei os fatos anteriores deste caso em outros posts. Gostaria hoje de comentar onde está a 'aberração' a que alude o deputado Adão Preto. Socialistas, fascistas, nazistas, comunistas, ou seja, os totalitários de todo gênero, têm um cacoete de criminalizar tudo o que se opõe às suas bem-amadas utopias. Mas levantam uma grita mundial de grupos minoritáros de ideologias afins às suas se alguém ousar se opor a movimentos como o MST, que praticam crimes hediondos como método de ação.

Fonte: Agência Câmara

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.

Os fundamentos econômicos da liberdade

Do portal OrdemLivre.org
por Ludwig von Mises

Artigo originalmente publicado na revista The Freeman em abril de 1960

Os animais são guiados por impulsos naturais. Eles se rendem ao impulso que os comanda naquele momento e que deve ser satisfeito. Os animais são marionetes de seus desejos (C.T. - assim como o esquerdopta e o revolucionário de qualquer orientação). A superioridade do homem pode ser observada pelo fato de que ele escolhe entre alternativas. Ele regula o seu comportamento deliberadamente. Ele pode dominar seus impulsos e desejos; o homem tem o poder de conter desejos de satisfação que poderiam forçar- lhe a renunciar à realização de objetivos mais importantes. Em resumo: o homem age; ele escolhe intencionalmente seus fins. É nisso que pensamos quando afirmamos que o homem é uma pessoa moral, responsável por sua conduta.

A liberdade como um postulado da moralidade

Todos os ensinamentos e preceitos da ética, sejam eles baseados em um credo religioso ou em uma doutrina secular, como a dos filósofos estóicos, pressupõem essa autonomia moral do indivíduo e, dessa maneira, têm apelo sobre sua consciência. Eles pressupõem que o indivíduo é livre para escolher entre os vários modelos de conduta e exigem que ele se comporte conforme regras definidas, as regras da moralidade. Faça as coisas certas, evite as coisas erradas.

É obvio que as incitações e admoestações da moralidade só fazem sentido quando dirigidas a indivíduos que sejam livres. Elas seriam vãs se fossem dirigidas a escravos. Seria inútil dizermos a um escravo o que é moralmente bom e o que é moralmente mau. Ele não é livre para determinar seu comportamento; ele é forçado a obedecer as ordens de seu mestre. Seria difícil culpá-lo, caso preferisse submeter-se às ordens de seu mestre a sujeitar-se a ameaças de punições cruéis, não só a si mesmo como também à sua família.

É por isso que a liberdade não é apenas um postulado político, mas também um postulado de toda moralidade religiosa ou secular.

A luta pela liberdade

Ainda assim, por milhares de anos, uma parcela considerável da humanidade esteve completamente ou, ao menos, sob vários aspectos, privada do poder de escolha entre o que é certo e o que é o errado. Na antiga sociedade de status, a liberdade de se agir de acordo com a própria escolha era seriamente restrita para o estrato mais baixo da sociedade – a grande maioria da população – por um sistema de controles rígidos. Uma formulação famosa desse princípio foi o estatuto do Sacro Império Romano que conferiu aos príncipes e condes do Reich (o Império) o poder e o direito de determinar a afiliação religiosa de seus súditos.

Os orientais se submeteram docilmente a essa situação. Porém, os povos cristãos da Europa e seus descendentes assentados em territórios britânicos no exterior foram incansáveis em sua luta pela liberdade. Passo a passo, eles aboliram todos os privilégios e proibições das castas até que finalmente conseguiram estabelecer um sistema que os arautos do totalitarismo tentam manchar chamando de sistema burguês.

A supremacia dos consumidores

O fundamento econômico desse sistema burguês é a economia de mercado, na qual o consumidor é soberano. O consumidor – ou seja, todas as pessoas – , ao comprar ou deixar de comprar um produto, determina o que deve ser produzido, em que quantidade e de qual qualidade. Os empresários são forçados, por meio de lucros e prejuízos, a obedecer às ordens dos consumidores. Só prosperam os empreendimentos que fornecem os produtos e serviços de melhor qualidade e com preços mais baratos que os consumidores desejam comprar. Aqueles que não conseguem satisfazer o publico sofrerão perdas e, por fim, serão forçados a deixar o mercado.

Nos tempos pré-capitalistas, os ricos eram os donos de grandes extensões de terra. Eles ou seus antepassados tinham obtido suas propriedades a partir de presentes – feudos – concedidos pelos soberanos que, com sua ajuda, tinham conquistado o país e subjugado seus habitantes. Esses proprietários aristocratas eram verdadeiros lordes, já que não dependiam da preferência dos consumidores. Porém, os ricos de uma sociedade industrial capitalista estão sujeitos à supremacia do mercado. Eles adquirem riqueza por servirem aos consumidores melhor do que outras pessoas e perdem sua riqueza quando outras pessoas passam a satisfazer os desejos dos consumidores de forma melhor ou mais barata. Em uma economia de livre mercado, os proprietários do capital são forçados a investi-lo onde ele melhor sirva a população. Dessa maneira, a propriedade dos bens de capital é continuamente transferida para as mãos daqueles que foram mais bem sucedidos na satisfação de consumidores. É isso que os economistas querem dizer quando eles chamam a economia de mercado de uma democracia na qual cada centavo dá direito a um voto.

Os aspectos políticos da liberdade

O governo representativo é o resultado político da economia de mercado. O mesmo movimento espiritual que criou o capitalismo moderno substituiu, por representantes eleitos, o governo autoritário dos monarcas absolutos e as aristocracias hereditárias. Foi esse tão condenado liberalismo que nos trouxe a liberdade de consciência, de pensamento, de expressão, de imprensa, e que pôs um fim à perseguição intolerante aos dissidentes.

Um país livre é aquele em que cada cidadão é livre para moldar sua vida de acordo com seus próprios planos. Ele é livre para competir no mercado pelos empregos mais desejados e para competir na política pelos cargos mais elevados. Ele não depende dos favores de uma pessoa mais do que essa pessoa depende de seus favores. Se ele deseja obter sucesso no mercado, deve satisfazer os consumidores. Se ele deseja ser bem sucedido na vida pública, deve satisfazer os eleitores. Esse sistema trouxe um crescimento populacional e uma melhora no padrão de vida inédita em toda a história nos países capitalistas da Europa ocidental, nos Estados Unidos e na Austrália. O famoso homem comum tem à sua disposição confortos com os quais os homens mais ricos dos tempos pré-capitalistas não poderiam nem sonhar. Ele está em posição de gozar de feitos espirituais e intelectuais da ciência, da poesia e da arte, que anteriormente estavam disponíveis apenas à pequena elite das pessoas ricas. E ele é livre para adorar a Deus da maneira que sua consciência lhe disser.

A deturpação socialista da economia de mercado

Todos os fatos a respeito da operação do sistema capitalista foram deturpados e distorcidos por políticos e escritores que usurparam o rótulo do liberalismo, a escola de pensamento que no século XIX acabou com o reinado arbitrário dos monarcas e aristocratas e pavimentou o caminho para o livre comércio e para as empresas. Segundo esses defensores da volta do despotismo, todos os males que assolam a humanidade são resultados das maquinações sinistras das grandes corporações. O que é necessário para se produzir riqueza e felicidade para todas as pessoas decentes (C.T. - segundo estes socipatas dementes, defensores do SOCIALISMO) é a colocação de todas as corporações sob o estrito controle governamental. Eles admitem, embora apenas indiretamente, que isso significaria a adoção do socialismo, o sistema da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Porém, declaram que o socialismo será algo completamente diferente nos países ocidentais, em comparação com o que ele é na Rússia. E, de qualquer forma, dizem, não existe outro método para se retirar os imensos poderes que as gigantescas corporações possuem e evitar que elas causem ainda mais danos aos interesses da população.

Contra toda essa propaganda fanática, é necessária uma ênfase contínua na verdade, de que foram as grandes corporações que viabilizaram as melhoras inéditas do padrão de vida das massas. Bens luxuosos, feitos para um número comparativamente pequeno de ricos, podem ser produzidos por pequenas empresas. Porém, o princípio fundamental do capitalismo é a produção para a satisfação dos desejos da multidão. As mesmas pessoas que são empregadas pelas grandes corporações são os principais consumidores dos bens produzidos. Se você olhar em torno da casa de uma família de rendimento médio, você verá em favor de quem as engrenagens estão girando. São as grandes corporações que fazem com que todos os feitos tecnológicos modernos sejam acessíveis ao homem comum. Todos recebem os benefícios da produção em grande escala.

É uma tolice falar do “poder” das grandes corporações. A grande marca do capitalismo é que o poder supremo sobre todas as questões econômicas pertence aos consumidores. Todas as grandes corporações cresceram a partir de um começo modesto até seu tamanho atual em razão da preferência de seus consumidores. Seria impossível para uma firma pequena ou média produzir todos os produtos sem os quais nenhum americano atualmente gostaria de viver. Quanto maior for a corporação, mais dependente ela é da disponibilidade dos consumidores de comprar as suas mercadorias. Foram os desejos – ou, como alguns dizem, a estupidez – dos consumidores que levaram a indústria automobilística à produção de carros cada vez maiores, e que hoje as forçam a produzir carros cada vez menores. As cadeias de lojas e as lojas de departamentos têm a necessidade de ajustar suas operações diariamente, mais uma vez, buscando satisfazer os novos desejos de seus consumidores. A lei fundamental do mercado é: o freguês tem sempre razão.

Um homem que critica a condução das transações comerciais e finge conhecer métodos melhores para o abastecimento dos consumidores não passa de um fanfarrão (C.T. - discordo. Ou melhor, sou bem menos educado que o mestre Mises. Para mim são apenas salafrários, na melhor das hipóteses papagaios, animais que apenas repetem o que ouvem, mas não menos culpados que os donos de suas mentes e de seus comportamentos aberrantes, pois falsos/mentirosos). Se acredita que seus planos são os melhores, porque ele mesmo não os experimenta? Sempre haverá nesse país capitalistas em busca de um investimento lucrativo para seus fundos, e eles estariam prontos para fornecer o capital necessário para qualquer inovação razoável. A população sempre estará disposta a comprar o que é melhor ou mais barato, ou melhor e mais barato. O que conta no mercado não são as imaginações fantásticas, são as ações. Não foi conversando que os “magnatas” enriquecam, mas prestando um serviço aos consumidores.

A acumulação de capital beneficia a todos

Hoje em dia está na moda ignorar silenciosamente o fato de que toda melhora econômica depende da poupança e da acumulação de capital. Nenhum dos feitos maravilhosos da ciência e da tecnologia poderiam ter sido utilizados na prática se o capital necessário não tivesse sido disponibilizado anteriormente. O que impede que nações subdesenvolvidas obtenham todas as vantagens de todos os métodos ocidentais de produção, e assim acabem mantendo as massas na pobreza, não é a falta de familiaridade com as teorias tecnológicas, mas a insuficiência de capital. Comete-se um erro gravíssimo sobre os problemas enfrentados pelos países em desenvolvimento quando se afirma que precisam de conhecimento técnico, de “know-how”. Os seus empresários e seus engenheiros, a maioria deles graduados nas melhores escolas da Europa e dos Estados Unidos, estão bem familiarizados com a situação da ciência aplicada contemporânea. O que os deixa de mãos atadas é a falta de capital.

Há cem anos, os Estados Unidos eram ainda mais pobres do que essas nações subdesenvolvidas. O que fez os Estados Unidos passarem a ser o país mais rico do mundo foi o fato de que o “duro individualismo” dos anos anteriores ao New Deal não colocava grandes obstáculos no caminho dos empreendedores. Os empresários enriqueceram porque consumiam apenas uma pequena parte de seus lucros e injetavam uma parte bem maior de volta em seus negócios. Assim, enriqueceram a si e a todas as pessoas. Foi essa acumulação de capital que aumentou a produtividade marginal do trabalho e, conseqüentemente, os níveis salariais.

No capitalismo, a avareza dos empresários beneficia não apenas os próprios empresários, mas também outras pessoas. Existe uma relação recíproca entre a aquisição de riqueza por meio do serviço prestado aos consumidores e da acumulação de capital, e a melhora nos padrões de vida dos assalariados que formam a grande maioria dos consumidores. As massas desempenham simultaneamente os papéis de de assalariados e de consumidores interessados no florescimento do comércio. Era isso que os antigos liberais tinham em mente quando declararam que na economia de mercado prevalece a harmonia dos verdadeiros interesses de todos os grupos da população.

É na atmosfera moral e mental desse sistema capitalista que o cidadão americano vive e trabalha. Ainda existem em algumas partes dos Estados Unidos situações que parecem ser altamente insatisfatórias para os habitantes prósperos dos distritos mais avançados, que ocupam a maior parte do país. Porém, o progresso mais veloz da industrialização teria, há tempos, varrido do mapa essas áreas de subdesenvolvimento, caso as políticas infelizes do New Deal não tivessem desacelerado a acumulação de capital, essa ferramenta insubstituível do desenvolvimento econômico. Acostumado às condições do ambiente capitalista, o americano médio tem certeza de que, a cada ano, as empresas fabricarão algo novo e melhor. Olhando para trás, para os anos de sua própria vida, ele percebe que alguns utensílios que eram completamente desconhecidos em sua juventude e que vários outros que, naquela época, poderiam ser usados apenas por uma pequena minoria, hoje são utensílios básicos em quase qualquer casa. Ele tem plena confiança de que essa tendência prevalecerá no futuro. Ele chama isso simplesmente de “estilo de vida americano” e não pensa seriamente sobre o que fez essa melhora contínua da oferta de bens materiais ser possível. Ele não está seriamente perturbado com a ocorrência de fatores que certamente podem não apenas frear a acumulação de capital, mas também produzir em breve uma desacumulação. Ele não se opõe às forças que – através do estúpido aumento dos gastos públicos, da redução da acumulação de capital, até mesmo da contribuição para o consumo de partes do capital investido nas empresas e, finalmente, da inflação – estão drenando as próprias bases de seu bem material. Ele não está preocupado com o crescimento do estatismo que, onde quer que tenha sido testado, resultou apenas na produção e na preservação de condições as quais, em sua opinião, são terrivelmente ruins.

Não existe liberdade individual sem liberdade econômica

Infelizmente, muitos de nossos contemporâneos não conseguem perceber o que uma mudança radical nas condições morais do homem, a ascensão do estatismo e a substituição da economia de mercado pela onipotência governamental deverá ocasionar. Eles estão iludidos pela idéia de que existe um dualismo nítido nas coisas humanas, que há de um lado uma esfera de atividades econômicas e de outro lado um campo de atividades que são consideradas não econômicas. Eles acreditam que não existe nenhuma conexão entre esses dois campos. A liberdade que o socialismo abole é “apenas” a liberdade econômica, enquanto todas as outras liberdades permanecem intocadas.

Entretanto, essas duas esferas não são independentes, como afirma essa doutrina. Os seres humanos não flutuam em regiões etéreas. Tudo que um homem faz deverá, necessariamente, de uma forma ou de outra, afetar a esfera econômica ou material, e necessita de sua capacidade de interagir com essa esfera. Para poder sobreviver, ele deve trabalhar e ter a oportunidade de lidar com alguns bens materiais reais.

A confusão se manifesta na idéia popular de que o que está acontecendo no mercado se refere apenas ao lado econômico da vida e da ação humana. Porém, na verdade, os preços do mercado refletem não apenas “preocupações materiais” – como a obtenção de alimentos, moradias e outros confortos – mas também algumas preocupações que são geralmente chamadas de espirituais, mais elevadas ou mais nobres. A observação ou a não-observação dos mandamentos religiosos – de se abster totalmente da prática de certas atividades, se abster delas apenas em dias específicos, de se prestar assistência aos mais necessitados, de se construir e manter locais de culto, entre outros – é um dos fatores que determina a oferta e a demanda de vários bens de consumo e, dessa maneira, determina também os preços e a condução dos negócios. A liberdade que a economia de mercado garante ao indivíduo não é apenas “econômica”, não é distinta de algum outro tipo de liberdade. Ela implica na liberdade de também se decidir todas aquelas questões que são consideradas morais, espirituais e intelectuais.

A verdade é que os indivíduos podem ser livres para escolher entre o que consideram certo ou errado apenas se forem economicamente independentes do governo.

O que cega muitas pessoas a respeito das características essenciais de qualquer sistema totalitário é a ilusão de que esse sistema será operado precisamente da forma que consideram desejável. Ao apoiarem o socialismo, elas supõem que o “Estado” fará sempre o que desejam que seja feito.

Orginal em inglês.


REBELIÃO DAS MASSAS

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
15/07/2008


"De todos os males do autoritarismo, nenhum é superior à
destruição do conceito de legalidade"


Paulo Brossard

Em ato público realizado ontem, em apoio ao juiz Fausto Martin de Sanctis e contra o presidente do STF, Gilmar Mendes, declarou o também juiz Helio Egídio Mattos Nogueira: "Hoje ele não é só o juiz Fausto, hoje ele é a magistratura." Obvio que a magistratura não é o juiz Fausto (que não se perca pelo nome), mas todo o Poder Judiciário e sobretudo sua hierarquia superior. O juiz Fausto é um mero juiz de primeira instância e nada mais. Essa retórica rebelde revela aspectos da tragédia nacional que está em curso.

O que é essa rebelião dos juízes de primeira instância que não uma demonstração cabal do que Ortega y Gasset chamou de rebelião das massas? Visto o fato com frieza, o que temos é o anseio da quebra total da hierarquia judiciária, da lei ela mesma; a anulação de qualquer freio para que os juízes de primeira instância – exemplares acabados do “Senhorito Satisfeito” – pratiquem sua caricatura de justiça sem ter que apresentar quaisquer justificativas e se submeter a nenhuma instância superior. É rasgar o espírito da lei e da Constituição em vigor.

Veja você, caro leitor, a que ponto chegou a degradação social no Brasil: supostamente juízes são homens bem formados, compõem uma casta separada e vivem de estudar para julgar. Espera-se de juízes uma vida privada compatível com a função e nessa vida privada está pressuposta a aquisição continuada de cultura geral capaz de torná-los, ao longo da vida, homens distintos, uma elite. O que vemos é o emergir do oposto de tudo isso. Os integrantes da carreira judiciária vêem-se como justiceiros das massas desembestadas, querem proferir suas sentenças ao sabor da opinião pública, esquecendo-se completamente do marco legal e até mesmo legislando ocasionalmente. Se o paciente julgado for um empresário, a sanha vingativa aumenta exponencialmente. Os juízes rebelados viraram agentes da luta de classe marxista.

Esse movimento acintoso tem desdobramentos ainda mais graves. Falou-se em impeachment de Gilmar Mendes, presidente do STF. Isso seria um ensaio para um golpe de Estado, seria a remoção preliminar de um dos entraves para que o partido governante possa exercer, na plenitude, poderes discricionários. Não é, portanto, uma banalidade. É muito grave. Digo que não creio no sucesso imediato da empreitada, mas o simples fato de ter sido posta é indicativo da trajetória que estamos a percorrer.

Escrevi em artigos anteriores que a Polícia Federal adquiriu um pendor persecutório contra empresários indefectível, sempre trabalhando, os seus agentes, como atores em um palco: diante de câmaras de TV, praticando rituais de imolação de suas vítimas cujo desfecho e ponto alto é a indefectível colocação das algemas, seguida do desfile de camburões pelas ruas. A humilhação completa de suas vítimas, mais das vezes nunca consideradas culpadas em decisão final da Justiça. Esses gestos têm por objetivo a demonstração cabal de poder absoluto. Temos aqui todos os ingredientes de uma ditadura policial.

Até agora as instâncias superiores da Justiça têm sido um freio contra o arbítrio policial e judicial e o próprio presidente do STF tem dado reiteradas declarações condenando essa espetacularização do processo investigatório, que grande prejuízo traz, de forma irreparável, aos investigados. Talvez venha daí a ira dos juízes de primeira instância, mais das vezes jovens simpatizantes das causas igualitaristas, contra as instâncias superiores. O fato é que Gilmar Mendes tem tido uma postura irrepreensível à frente do STF, com decisões sóbrias e elegantes e sempre em favor da Justiça, em honra da tradição do Direito brasileiro. Mas as massas em rebelião rebelam-se justamente contra isso: contra o certo, o elegante, o justo. Querem o seu oposto: o anárquico, o feio, o injusto. A lei de Lynch.

Vivemos tempos de grandes perigos.

Grampoland: Sistema de rastreamento do MI-6 inglês vaza para senadores conversas bomba sobre caso Dantas

Do blog ALERTA TOTAL
Por JORGE SERRÃO, terça-feira, 15 de julho de 2008


Exclusivo – Novas ligações de “celulares” via satélite, contendo conversas muito comprometedoras sobre o escândalo do prende-e-solta Daniel Dantas, foram grampeadas e suas transcrições fornecidas ontem a alguns senadores brasileiros pelo serviço de informação anti-terrorismo da Grã-Bretanha. As gravações foram produzidas com autorização da Justiça espanhola. O teor das conversas indica, claramente, tráfico de influência no desgoverno Lula da Silva em favor de Dantas.

O mais curioso foi a “desculpa” ou “justificativa geopolítica” que motivou tais interceptações telefônicas. O serviço de informações em telecomunicações e informática da Grã-Bretanha, ligado ao MI-6 (o famoso serviço secreto inglês, imortalizado nos filmes de James Bond, o agente 007), executou, com rigor, a ordem de vasculhar todas as chamadas geradas do Brasil para a Ásia, por telefones via satélite. O famoso “João” e seus amigos foram pegos falando o que não deviam.

O engraçado é que, na versão oficiosa, passada a alguns seletos senadores, os ingleses queriam investigar três denúncias internacionais. Primeiro, o risco de invasões de estrangeiros à Amazônia. Segundo, o suposto esquema de venda ilegal de madeira arrancada da floresta. Terceiro, a compra indevida de terras no Brasil por estrangeiros. Sem “querer-querendo”, a sofisticada bisbilhotagem internacional pegou diálogos incriminadores sobre o caso Daniel Dantas, o poderoso banqueiro do Opportunity.

As conversas envolvem personagens que se identificam por códigos. Um é João (C.T. - Lula?); outra é a Mãe (C.T. - a guerrilheira de escritório da Dilma?); um outro fala com um sotaque norte-americano exageradamente carregado; um sujeito citado é o tal “GE”. Um outro falante personagem de Brasília, chamado de segundo chefinho, é uma voz muito conhecida em gravações ilegais que vazaram na época do brutal e até hoje mal explicado assassinado do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel. Aliás, o atual desgoverno petista tem mesmo problemas com este nome: Daniel...

Na hora em que um dos diálogos sobe de tensão, João comete um desatino verbal. Xinga um palavrão e chama a Mãe pelo seu primeiro nome de batismo. João perde a linha e detona: “D..., caralho!” A interlocutora quase enlouquece e lhe dá uma bronca, quando ouve seu nome pronunciado, corrigindo o “bom filho”: “Eu sou a mãe. A mãe...”.

No final da patética conversa, João faz um pedido: “Então me faz um favor, mãe. Limpa minha sala e limpa minha cama... Mas limpa bem... E a prestimosa mãe, com seu eterno espírito guerrilheiro, tranqüiliza o “bom filho” João: “Já estou colocando a faxineira para fazer isso. E botei a faxineira pro GE também. O GE ta com medo... Está muito medroso (...)”.

Em um os diálogos, o tal segundo chefinho faz uma advertência ao seu interlocutor com voz de gringo, que lhe contacta da Espanha: “Vamos falar pouco... Nossas conversas estão sendo monitoradas e passadas por não sei quem. Alguma organização usa nossos comunicados e coloca na mídia. Já soube via Internet que houve vazamentos do João”.

O tal chefinho fez referência ao teor que seria divulgado em reportagem exclusiva que o Alerta Total veiculou no sábado passado. Reveja o artigo: João não é João. Mas Mané é sempre Mané! E releia a reportagem: Segurança contra terrorismo internacional grampeia conversa de celular via satélite sobre o affair Daniel Dantas

Outra revelação exclusiva da edição de hoje do Alerta Total comprova o amadorismo dos poderosos em termos de segurança. Os três Ford Fusion, recém colocados a serviço da Presidência da República, tinham uma vulnerabilidade. Não na sua impecável mecânica. Mas no sistema segurança interno do veículo. Os três carros eram equipados com um sistema de rastreamento via satélite que, além de informar a localização exata do veículo e suas condições operacionais, também tinha um sofisticado sistema de áudio para gravar conversas de quem estivesse em seu interior.

A solução imediata do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República foi eliminar o problema pela raiz. Militares ligados ao GSI tiveram de fazer uma visita de urgência a São Paulo, onde fica a sede da empresa especializada no monitoramento dos carros. Os três seguranças recolheram dos computadores toda conversa que ficou registrada dentro dos carros, principalmente do Ford Fusion que servia a Lula. Não será estranho se o teor de alguma conversa mais ríspida vazar nos próximos dias.

Como se não bastasse, para completar a sujeirada, ontem à noite, o Jornal Nacional, da Rede Globo, divulgou gravações do caso Daniel Dantas que não deixam dúvidas de um crime cometido na ante-sala do presidente Lula da Silva (mas que o desgoverno insiste, cinicamente, em negar). Não deixa dúvidas a reprodução da conversa entre Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, e Luiz Eduardo Greenhalgh – consultor de Daniel Dantas e advogado famoso por obter, na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, muitas indenizações milionárias da chamada “bolsa-ditadura” (reparações para os esquerdistas que se dizem vítimas do regime militar pós-64).

Se o secretário particular do presidente dá informações privilegiadas a um ex-deputado petista, Luiz Eduardo Greenhalgh, que é advogado do Daniel Dantas, está mais que configurado o tráfico de influência. Houve crime, sim. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) é o quê? Carvalho é um dos principais personagens do nebuloso caso Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado brutalmente, depois de ser torturado e violentado.

E para terminar, antes de conhecer o teor das conversas grampeadas via satélite, veja uma piada séria produzida pela imprensa: Italianos prendem o ator Daniel Dantas errado

Primeira conversa

O Alerta Total divulga com exclusividade as duas conversas grampeadas pelo serviço de inteligência inglês.

A primeira ocorreu na quinta-feira passada, a partir das , 23h 59min hora de Greenwich, 20h 59min, horário oficial de Brasília.

Foi interceptada o estranho papo de um telefone via satélite do Brasil para um outro telefone de satélite, na Espanha.

Um interlocutor no Brasil com forte sotaque norte-americano, dá a partida:

- Roberto, qual o real problema que estamos tendo com o pessoal da Grande Caixa?

Na Espanha, o chará responde:

- Todo mundo sabe que você foi assessor do homem da grande caixa. Acredito que você vai ter que colocar alguma blindagem para você se proteger. Fala urgente com o teu protetor jurídico. Mas ele está totalmente envolvido nesta situação.

- Olha, o que nós sabemos é o seguinte. Vamos falar pouco... Nossas conversas estão sendo monitoradas e passadas por não sei quem. Alguma organização usa nossos comunicados e coloca na mídia. Já soube via Internet que houve vazamentos do João.

- Pois é...

- O João vai fazer uma reunião ou no domingo ou na segunda-feira com todo pessoal para ver como vai ficar esta situação...

- E o homem está na gaiola ainda hoje?

- Não. Com certeza amanhã vai para casa... Já foi reforçado. O João já comunicou ao GE, e tá tudo resolvido, tudo tranqüilo...

O Roberto do sotaque de gringo se vangloria:

- Mas ainda tá cheirando, e o chefinho está fazendo toda essa operação. Ele não pára. O que está havendo aí?

- Não posso te falar neste momento. Nem te posso passar um e-mail para explicar. Mas sabemos que o ex-deputado ferrou o segundo chefe. Tá bom, você me liga amanhã e dá uma notícia. Vou ficar com o telefone ligado. Você já sabe qual é.

- Pode deixar, eu te ligo. Mas me dê aqueles negócios que tem lá para mim que vou ter que transferir o mais rápido possível.

- Ok, sobre isso conversamos pessoalmente.

Pista: o interlocutor com voz de brasileiro foi descrito pelo apelido de Beto – como sendo uma pessoa muito ligada a uma das maiores eminências pardas do desgoverno federal. O outro já trabalhou para Daniel Dantas.

Segunda Conversa

O papo foi do já conhecido João para a mamãe ocorreu no fim de semana.

O diálogo foi gerado de um telefone dentro de um avião, sobrevoando o Atlântico, diretamente para Brasília, a Ilha da Fantasia. Ou para outro lugar:

- Mãe, tudo bem? Como está tudo aí?

- Imagina...

- Já sei, mãe. Já sei de tudo. Tenho visto aqui pela Internet tudo que tem acontecido.

- É João, vamos ter que arrumar a casa de novo. A turma está toda ouriçada. Não temos como agora fazer absolutamente nada. Senão, esperar os acontecimentos...

- Mas não podemos esperar os acontecimentos! Tem que haver uma retratação urgente, mãe.

- João, não adianta a gente resolver isso. Tenho que pensar o que posso fazer. Temos que falar com tua mão direita que também, pelo amor de Deus...

Neste momento, João perde a linha, e seu nervosismo detona um palavrão, antecedido do nome verdadeiro da “Mãe”.

- “D..., Caralho”...

- Sou a mãe... Cuidado...

- Oh, mãe, perdão, o que tá havendo? Colocaram até o CRIOULO na prisão? O que este cara tem a ver com isso?

- Não sei. Estou vendo. Ele tem um dinheiro que é de uma doação... Não sei dele... Nem quero saber. Isso não atinge a gente. Ele que vai resolver o problema dele...

- Se eu chegar ao Brasil hoje, e alguém me perguntar, o que vou falar?

- Fala o que você está falando... Que está correto...

A ligação fica meio turva e João pergunta:

- Mãe? Não é este pessoal que estou pensando que nós contratamos um ano atrás, pessoal amigo do Thomaz?

- É, João. É o pessoal do Thomaz que também está atrás disso. Mas eu vou ver pessoalmente...

- Então me faz um favor, mãe. Limpa minha sala e limpa minha cama, mas limpa bem...

- Já estou colocando a faxineira para fazer isso. E botei a faxineira pro GE também. O GE ta com medo... Está muito medroso...

- Se ele não ver isso, vai ter que sair fora...

A ligação é cortada subitamente...

Pista: A mãe é a mãe (C.T. - do PAC, e o nome dela começa com "D" de Dilma, degenerada e débil). O João não é João (C.T. - João é o presidente de uma república da América do Sul e tem o mesmo nome que um molusco). Mas deu uma de Mané pronunciando o santo nome da mãe.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".