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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Comunista fora na Itália (infelizmente só lá)

Por e-mail

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Amigos


Pela primeira vez, desde inícios do século passado, nenhum comunista foi eleito nas últimas eleições na Itália.


NEM UM ÚNICO COMUNISTA!


Porque os italianos aprenderam na carne, pela dor e sofrimentos, o que é realmente esta sub-humanidade vermelha...


Como sub-produto deste refinamento inteligente, vejam abaixo os 'espécimens' que elegeram.


E, a seguir, os exemplares comuno-petistas, comuno-piçolistas, etc... ícones da 'glória vermelha".


MINISTRAS ITALIANAS

Stefania Prestigiacomo

Mara Carfagna


S
INISTRAS BRASILEIRAS


Marina Silva

Marta Suplicy

e a PIOR de todas, Dilma Roussef, a Stela dos milhões roubados

Comentário do Cavaleiro do Templo: as pessoas deste desgoverno têm idolatria pela feiúra interna, que reflete na parte externa. Alguém já viu a Dilma depois de se arrumar, passar no cabeleireiro, no salão de beleza? Não melhora, a feiúra destas mulheres vem de dentro. As italianas podem ser incopetentes, podem estar no cargo pela carinha bonita ou porque outro motivo. Mas a Itália está no Primeiro Mundo e deu a resposta ao flagelo sociopata como vimos no e-mail acima. As pessoas gostam da beleza e ela existe de dentro para fora. Gandhi era um monstrinho por fora mas por dentro não preciso comentar. A feiúra externa DESAPARECE quando as pessoas são sãs por dentro, quando são honestas consigo mesmas e com as outras pessoas.



quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Jeffrey Nyquist estréia (20 de janeiro de 2004) no Mídia Sem Máscara

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 20 de janeiro de 2004

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Resumo: A partir desta semana, o MSM publicará toda terça-feira os artigos do analista político Jeffrey Nyquist. Um dos poucos a alertar sobre a ingenuidade americana e ocidental em geral a respeito da calculada extinção da União Soviética e do "fim do comunismo", Nyquist atua de forma independente, isenta e, por isso mesmo, altamente precisa a respeito da realidade geopolítica e suas conseqüências.

© 2004 MidiaSemMascara.org

Há uma nota de rodapé curiosa sobre a Guerra Fria que merece ser mencionada. A derrota do comunismo soviético em 1989-1991 não foi uma derrota total. Foi mais como um recuo tático que veio torto, e não completamente torto. No Ocidente, sentiram-se bem para reivindicar a vitória sobre algo tão sinistro quanto o comunismo, com suas cem milhões de vítimas, sua sustentação para o terrorismo global, subversão e revolução. Mas qualquer vitória sobre as idéias marxistas, sobre uma mentalidade que vive em milhões de povos do mundo inteiro, deve estar equivocada. Aqueles que dizem que o comunismo internacional morreu, aqueles que imaginam que o descontentamento interno foi posto para dormir, estão se iludindo. Homens não desistem de sua religião assim de repente, e o comunismo é uma religião. Somente foi transformado em sua aparência exterior. Sua imagem tem sido moderada na Rússia, na Alemanha e no Brasil. O fato é, o bloco comunista está revivendo neste exato momento. Ainda existe e coordena uma política negativa no mundo inteiro. Semana passada o Kremlin anunciou a aceleração de seus laços nucleares com o Irã. A Rússia está armando a China, sua nova e velha aliada. Um grupo exclusivo da KGB, conduzido pelo presidente Vladimir Putin, governa a Rússia. Ao mesmo tempo, figuras obscuras –- e até comunistas escancarados –- estão governando países como Polônia, Hungria e a República Tcheca. O pró-capitalista aqui e um “social-democrata” ali, sob um exame mais minucioso, estão freqüentemente ligados a estruturas comunistas escondidas.

Em minhas discussões com ativistas poloneses e tchecos, a evidência sobre a construção de movimentos de oposição controlados por Moscou na Europa Oriental é irrefutável. Minhas fontes tchecas têm a evidência documental, incluindo instruções secretas para recrutar redes de agentes em 1988 para um porvir de liberdade “administrada”. Estas instruções esboçaram métodos para infiltração, sabotagem, manipulação, e cooptação de organizações anticomunistas, incluindo jornais e partidos políticos. Há também uma referência a uma misteriosa diretoria dentro da KGB encarregada com a coordenação e supervisão da democracia controlada nos ex-países do Pacto de Varsóvia.

No que diz respeito à enganosa estratégia soviética, em 1984 um desertor russo da KGB de nome Anatoliy Golitsyn escreveu um livro com o título “New Lies for Old”. Golitsyn advertiu que os comunistas soviéticos planejaram desmoronar seu próprio sistema, introduzindo reformas democráticas “desde cima” a fim de desarmar e dividir o Ocidente. Golitsyn explicou que a estratégia de Moscou poderia levar décadas para ser revelada. Os mecanismos usados neste esforço incluiriam a criação de movimentos dissidentes controlados, a aparência de políticos soviéticos “liberais” e a desistência do monopólio político do Partido Comunista. Poucos fora dos Estados Unidos ouviram sobre avisos de Anatoliy Golitsyn, desde que foram escritos em inglês, zombado por quase todos, e tido como “paranóico” por uma CIA presunçosa. Os conservadores pró-Reagan, incluindo os principais anticomunistas dos Estados Unidos, ignoraram o “New Lies for Old”. Quando as predições detalhadas de Golitsyn sobre a democratização futura do bloco comunista se tornaram realidade, os conservadores caíram aos trambolhões sobre outros para declarar vitória e atribuir o crédito a Ronald Reagan. Entre historiadores da inteligência, somente Mark Riebling observou: “das refutáveis predições de Golitsyn, 139 de 148 foram cumpridas até o fim de 1993 – uma exatidão de quase 94%”.

Com a força esmagadora de um furacão, a opinião se dirigiu para as ilhas do otimismo. No lugar das “Sete Cidades do Ouro” e da “Fonte da Juventude”, os novos conquistadores encontraram o “dividendo da paz”. Desta construção imaginária fluiu a exuberância econômica como sopa no mel. A despesa com a Defesa foi cortada e segredos tecnológicos foram dados a Rússia e a China. Os serviços de inteligência puseram muitos “Cold Warriors” para pastar. Era hora de fazer dinheiro e esquecer-se dos horrores da Destruição Mútua Garantida (1). E quase todos ficaram aliviados. Conseqüentemente, quase ninguém sobrou para questionar esta falsa vitória sobre o comunismo. Um escritor nascido na Rússia, Andrei Navrozov, tentou soar um aviso nas páginas do “Chronicles Magazine”; mas era repreendido como um “teórico da conspiração” e rejeitado como um excêntrico pelos principais formadores de opinião conservadores. Na Inglaterra, o desertor soviético Vladimir Rezun da GRU (mais conhecido sob o pseudônimo Viktor Suvorov) estava receoso para contradizer a euforia do Ocidente. Confidencialmente Rezun admitiu que o colapso da União Soviética era uma óbvia fraude, mas publicamente mordeu a língua. Dado as investidas premeditadas dos anticomunistas ocidentais para creditar Reagan, Thatcher ou o papa com o colapso da União Soviética, as outras idéias eram mal-vindas. Andrei Navrozov deixou os Estados Unidos enfastiado, praguejando os conservadores enquanto ia embora. Na Europa escreveu um livro, “The Gingerbread race” em que usou a história do “Gingerbread man” (2) como uma alegoria para a estupidez do Ocidente e a vitória inevitável do totalitarismo. O livro foi interrompido no meio da primeira impressão. Como me disse mais tarde, “Finalmente alguém entendeu sobre o que era o livro”.

A fraude estratégica não é uma coisa derivada de ficção ruim. Ao invés disso, é a verdadeira substância dos capítulos mais escuros da história do totalitarismo. Considere a realidade da “Operação Confiança” sob Lênin e Dzerzhinsky na década de 1920 (um premeditado colapso "falsificado" do comunismo conhecido como a Nova Política Econômica ou NEP). A verdade é que fraudes em larga escala são manipuláveis. Olhe para os intelectuais da Defesa dos Estados Unidos e comece a discutir historia russa com eles. Suas reações são interessantes. Eles simplesmente rejeitam a idéia da fraude estratégica soviética com preconceito, sem pensar duas vezes, porque a própria idéia é no momento inconveniente.

Eles lambem seus pequenos dedos de carreiristas e voam de acordo com vento. “Não”, dirão a você com aparente gravidade, o “Comunismo desmoronou”.

Como os intelectuais da defesa de um país -- liberal e conservador – são condicionados a rejeitar uma possível linha enganosa quando essa linha, historicamente, foi bem sucedida no passado? Isto nos conduz a “sociologia do conhecimento”; isto é, como condicionamentos sociais impedem o reconhecimento de fatos perigosos. Há tendências naturais para cegueiras em cada cultura. Se estas forem reforçadas pela desinformação, pela propaganda, pelas operações da influência, etc., então você tem um tipo de "gerência das percepções" ocorrendo.

Lembre de toda história do período de Stálin e da grande imprensa ocidental que não compreendeu o que estava acontecendo na Rússia. Nós sabemos agora que aqueles grandes jornalistas que contavam com a cobertura da União Soviética eram agentes soviéticos – como o ganhador do Prêmio Pulitzer Walter Duranty. E ele não estava sozinho. As percepções do Ocidente sobre a Constituição de Stálin, da aliança com o “Tio Sam”, a suposta liquidação interna do comunismo, as garantias mentirosas de oficiais soviéticos e a atitude ingênua do presidente Roosevelt são difíceis de entender pelos fatos. Mas os fatos são claros. Moscou iludiu o Ocidente, e o Ocidente estava feliz em ser iludido. Quando a Guerra Fria começou após a derrota do Japão em 1945, muitos foram lentos em aceitar que o comunismo era um problema. Os “wishful thinkers”, os otimistas do dia, disseram que o anticomunismo era "histeria" e Joseph McCarthy estava em uma “caça às bruxas". Com o tempo todos descobriram que Stálin era um monstro, Khrushchev surgiu para expurgar o mal de Stálin, enquanto esboçava uma União Soviética mais nova, mais amável e mais delicada (3).

Os líderes russos sempre reinventaram eles mesmos, como os líderes chineses. No retrospecto, o teste padrão é claro. Como um cão ou um gato tem um caráter original, os comunistas russos têm seu caráter. E uma vez que você conhece este caráter você sabe o que esperar. Você não troca a floresta pelas árvores. Você observa o Gorbachev, Yeltsin, Putin, e após ter estudado muitos demônios em detalhe você entende que é, certamente, um exemplo de “novas mentiras no lugar das antigas" (4). Conseguem chamar Golitsyn de teórico da conspiração, mas não conseguem explicar seus 94% de exatidão nas predições.

Começando com uma compreensão geral da história soviética, do caráter e do método russo, juntando tudo isso ao aviso de Golitysn, é possível ver a Guerra da América contra o Terror sob uma luz mais clara. Após ler incontáveis jornais, revistas e livros, eu fiquei perturbado ao encontrar inúmeras ligações a al-Qaeda e os russos, como o infame fornecimento de armas e o “ex”-oficial militar soviético - Victor Bout. Eu encontrei ligações documentadas entre o homem no. 2 da al-Qaeda (Ayman al-Zawahiri) e a China, a Bulgária e o FSB (5) russo. O ex-oficial da inteligência tcheca, capitão Vladimir Hucin, não está sozinho em dizer que Mohammed Atta, líder dos ataques do 11 de Setembro nos Estados Unidos, foi treinado na Tchecoslováquia comunista em 1988. Na literatura sobre o al-Qaeda pode-se pode tropeçar em referências, aqui e ali, das transações de Bin Laden com a máfia russa (conhecida por ser aliada dos serviços de segurança da Rússia). Eu cocei minha cabeça e lembrei dos avisos de Golitsyn em 1984.

Então comecei a ler sobre a guerra da Chechênia e a encontrar os intelectuais e jornalistas discutindo o passado de GRU/KGB de Shamil Basayev, líder rebelde checheno (e o seu trabalho como pára-quedista soviético). Encontrei fatos curiosos sobre a carreira do presidente checheno, Dudayev, como comandante soviético do bombardeiro que cobriu de bombas os muçulmanos afegãos antes de "ser condescendente" e de conduzir os chechenos à liberdade. Há também a morte misteriosa de Dudayev (que nunca foi autenticada). Mesmo os intelectuais esfregam seus olhos e admitem que toda a guerra da Chechênia tem o caráter de uma provocação clássica da KGB.

Foi então que eu me assustei ao tomar contato com o livro de Yossef Bodansky, perito em terrorismo, dizendo que Osama Bin Laden tinha comprado armas nucleares soviéticas através da Chechênia durante a década de 1990. Eu lembrei de Golitsyn uma vez mais. Eu imaginei o velho sorrindo. A palavra “álibi” se formou entre meus lábios. Como alguém explica tantas ligações bizarras entre os terroristas e o “ex”-bloco comunista? A guerra da Chechênia serviu como cobertura para entregar armas nucleares aos terroristas, e estabelecer o álibi do Kremlin como um inimigo daqueles mesmos terroristas? E se a Chechênia tinha armas nucleares, por que não usaram contra os invasores russos em 1999?

E então eu tive a lembrança pessoal de estar sozinho com um desertor russo da GRU que me disse, anos antes das Torres Gêmeas virem abaixo, que se eu ouvisse falar que foram os terroristas árabes que atacaram a América com armas nucleares, para que eu não acreditasse. O ataque seria da Rússia.

Nada disso é prova, certamente. Mas é poderosamente sugestivo e merece muito mais atenção do que tem recebido. O item mais interessante, entretanto, é a falta de curiosidade dentro do establishment americano. Não é que os intelectuais e os líderes da América não sabem sobre as ligações de que escrevo. Não querem saber. Não querem levar em consideração. Suas mentes estão fechadas como túmulos. E é aqui onde sou deixado de lado, em total descrédito.

Conheço psicologia o suficiente para reconhecer um groupthink (6) quando vejo um. Posso reconhecer a negação patológica dentro do círculo abençoado justamente porque estou fora desse círculo. Não sou traído pelas minhas palavras. Não movo um dedo nesta briga. E assim eu sei quando estou vendo algo significativo, algo GRANDE, algo que não permita mais jogos de enganação (não o jogo russo, mas o jogo americano -- o jogo do auto-engano).

A loucura da sociedade americano que descrevi em meu livro “Origins of the Fourth World War”, não é loucura simplesmente moral, ou loucura burocrática. É também loucura intelectual. Negar o desvanecimento da integridade intelectual de nossos dias chega a ser ridículo.

Por coincidência, tenho em minha frente o novo livro de Laurie Mylroie, "Bush vs. the Beltway" (7). Ela escreve algo que tenho ouvido dos insiders de Washington. Um perito do Oriente Médio disse a Mylroie: "todos precisam fazer o que for possível para suas carreiras". De acordo com Mylroie isto significa que "o comportamento que era considerado descartável se tornou aceitável, independente de suas possíveis implicações para a segurança do país".

O mesmo pode ser dito aos jornalistas, acadêmicos e pesquisadores. Se eles imaginam que há um círculo abençoado de luz e de verdade e que, uma vez que alguém entra nesse círculo ao ser empregado por prestigiosas organizações ou fundação de mídia, então confundiram seu próprio sucesso pessoal com a verdade. A respeito deste erro, podemos dizer que a cegueira resultante é quase total quando tenta distinguir o importante do trivial, o significativo do popular. E aqui nós encontramos o solo mais rico, os insights mais maravilhosos, porque o “não querer ver” de uma sociedade acoberta o Grande Segredo no qual essa sociedade está metida -- assim como o “não querer ver” de um individuo nos ajuda a compreender o destino daquele individuo.

Os grandes especialistas de nossos dias não podem explicar porque a Rússia continua a violar acordos de controles de armas, alinhar-se com a China, enviar suporte secreto a Saddam, dar tecnologia nuclear ao Irã, criticar a política externa dos Estados Unidos, incentivar aliados dos Estados Unidos a um curso independente, e muito mais.

A álgebra política aqui é simples. É básica. É fácil de ser decifrada para aqueles que estiverem familiarizados com a história. Talvez aquilo que me dá forças, mais do que qualquer outra coisa, é o testemunho de poloneses, russos, tchecos, romenos e húngaros em circunstâncias muito reais, obtidas nos “ex”-países comunistas.

Aqui deixo o leitor brasileiro para pensar nas mudanças do Brasil. O segredo que lhes passo, da Europa Oriental via América do Norte, é que o comunismo está vivo e aqueles que carregam a velha bandeira vermelha ainda estão conosco, e seu método resume-se em “novas mentiras para as antigas”.

Tradução: Editoria MSM

Notas da Editoria:

(1).Traduzido de Mutual Assured Destruction (MAD)

(2).Biscoito de gengribe em forma de pessoa

(3).Cabe lembrar que as políticas de Kruchev, embora tenham eliminado o terrorismo policial, mantiveram o sistema autoritário.

(4).Tradução livre do título do livro de Anatoliy Golitsyn, “New Lies For Old”.

(5).FSB (Federal'naya Sluzhba Bezopasnosti) - Serviço de Segurança Federal, da Inteligência Soviética.

(6).Pensamento de grupo em que os membros estão mais preocupados com a concordância, do que uma consideração realista dos fatos.

(7).Este livro fala sobre como a CIA e o Departamento de Estado tentaram parar a Guerra contra o Terror.


Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense (http://www.financialsense.com/), é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/


terça-feira, 15 de julho de 2008

Explorando os nossos infortúnios econômicos

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 15 de julho de 2008


Resumo: Na guerra pelo controle do mundo, mentirosos se travestem de reveladores da verdade e teorias conspiratórias têm sido um importante veículo para promover uma agenda totalitária de subversão e agitação revolucionária.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A economia global está em apuros. De acordo com o jornal londrino The Telegraph, o Royal Bank of Scotland aconselhou seus clientes a que “reforcem sua posições em preparação para uma quebradeira geral nos mercados de ações e de crédito no transcorrer dos próximos três meses”, na medida em que a inflação, conduzida pelos altos preços da energia, paralise os principais bancos. É triste o fato de que os preços do petróleo tenham se recusado a cair. Dizem-nos que, recentemente, os sauditas tentaram reduzir o preço do barril – mas eles falharam.

A dor continua enquanto as perdas continuam a crescer. Haverá promessas políticas – com a ênfase na palavra “políticas”. De um lado, temos o senador John McCain, e do outro, o senador Barack Obama. Escrevendo no Wall Street Journal de 19 de junho, Karl Rove[1] alertava que ambos os candidatos à Casa Branca “podem se revelar iletrados em matéria de economia e irresponsavelmente populistas”. Ambos fazem as delícias do público que nutre a convicção de que as companhias de petróleo estão obtendo lucros obscenos. Mas as companhias de petróleo não são o problema, e se nós não tivermos a capacidade de avaliar a importância do assunto, com alguma perspectiva, a crise econômica se transformará em crise política, e esta poderá levar a uma sublevação social. Eu temo que os líderes dos EUA tenham ignorado o perigo, uma vez que o foco de sua atenção está concentrado no Oriente Médio e nas eleições. Sob a superfície, e por muitos anos, os valores e os ideais ocidentais vêm sendo atacados nos campi universitários americanos, nas igrejas, na televisão, em livros e na Internet. E eu ainda acrescentaria, apesar de poucos concordarem comigo, que isso foi apenas uma preparação do terreno para algo mais.

Num filme documentário de 2007 [link para o vídeo], intitulado Zeitgeist[2], dizem-nos que o Cristianismo é uma religião falsa, que os ataques de 11 de setembro foram uma armação interna e que os terríveis bancos centrais estão por trás de um sistema de escravização e pauperização. O filme nos diz que somos vítimas da conspiração de uma elite que usa a religião, a política e o dinheiro para controlar nossas vidas. O apelo à paranóia é realizado por uma série de giros e mudanças bruscas. Mas o que o filme evidentemente não faz é notar que o Cristianismo, o governo americano e um sistema com base num banco central deram à humanidade a mais bem sucedida sociedade da história. Três gerações de americanos desfrutaram de um alto padrão de vida e de uma excepcional liberdade individual. Que tenhamos usado mal nossa riqueza é outro problema; que tenhamos nos tornado uma sociedade permissiva e narcisista é mais fundamental na condução política do que ideologias ou política partidária. Mas isso apenas descreve a nossa vulnerabilidade.

É preciso repetir que os valores do Cristianismo, da República Americana e do capitalismo estiveram sob ataque de rivais totalitários por décadas. Quer você aprove, ou não, os valores e tradições ocidentais, você não pode negar a veracidade desta afirmação. Um desafio esteve e está em andamento, e este desafio tem implicações internacionais – formidáveis implicações estratégicas. As idéias expressas no documentário Zeitgeist são as idéias cardeais daqueles que desejam derrubar “as forças políticas estabelecidas”. Ponderem sobre este desafio ao sistema no contexto daquilo que está acontecendo na esfera econômica e o que deve acontecer na esfera política. O nome do jogo é jogar a culpa.[3] Está em curso um ataque contra a autoridade religiosa, contra a autoridade política existente, e também contra o sistema econômico tal como representado pelos “banqueiros centrais”. O ataque está acontecendo em muitos níveis simultaneamente; está em curso há décadas e pode acelerar-se em breve.

Se houve uma conspiração, não foi uma conspiração de autoridades religiosas, de George W. Bush ou de diretores de bancos centrais. Em vez de uma conspiração do establishment, há uma conspiração revolucionária dirigida contra a fé cristã, o Tio Sam e o capitalismo. O documentário Zeitgeist sugere que a fé e o patriotismo são embustes, fraudes, e que a base da sociedade é uma mentira. Porém, o documentário mesmo faz uso da manipulação e do engodo para passar a sua mensagem. Um discurso do presidente Kennedy sobre a conspiração comunista internacional é tirado do contexto para fazê-lo soar como um discurso contra uma trama secreta que o mataria em Dallas.

Na guerra pelo controle do mundo, mentirosos se travestem de reveladores da verdade, enquanto os líderes do mundo livre são demonizados como “riquíssimos malfeitores” ou “fomentadores de guerras”. Teorias conspiratórias têm sido um importante veículo para promover uma agenda totalitária de subversão e agitação revolucionária. Elas são usadas para desacreditar nossos líderes às vésperas da próxima guerra. O que revela o impulso totalitário nesse filme em particular é o seu ódio violento às mais básicas estruturas da Civilização Ocidental. Deve ter-se em mente, antes de qualquer coisa, que aqueles que buscaram a erradicação do Cristianismo, do governo constitucional e do capitalismo eram antes conhecidos como “comunistas”. Seu legado é o legado de Lenin, Stalin, Mao e Pol-Pot. As estrelas menores do movimento incluem luminares do porte de um Fidel Castro, Hugo Chávez, Robert Mugabe, Ho Chi Minh e Kim Jon IL, dentre outros.

Se a “Revolução é agora”, como diz o filme, então essa revolução tem muito em comum com a revolução nacional-socialista na Alemanha – que se apoiou numa teoria da conspiração. Hitler sempre afirmava que os banqueiros, também conhecidos como “os judeus”, exemplificavam a perversidade do capitalismo e a decadência da cultura de mercado. “Meus sentimentos contra o americanismo são sentimentos de ódio e profunda repugnância”, dizia Adolf Hitler. Os Estados Unidos são parte de uma “civilização materialista venenosa”, diziam os intelectuais japoneses a mando do general Hideki Tojo. A destruição do Ocidente era o sonho de Lenin e o grande projeto de Stalin. Na China, a alta liderança ensina aos seus oficias que eles devem se preparar para uma futura guerra contra os Estados Unidos.

A ideologia anti-ocidental estimulou o Eixo na II Guerra Mundial e o Bloco Comunista durante a Guerra Fria. Ela estimula a al Qaeda e o regime clerical iraniano. Se você observar a política doméstica americana, a ideologia antiocidental inspirou e estimulou os radicais dos anos 1960 da mesma fora que continua a inspirar e estimular o movimento antiguerra hoje. George W. Bush é injustamente difamado e caluniado: “um mentiroso e fomentador de guerras”. Na verdade, ele não é nada além de um homem bem-intencionado que foi mal servido por seus conselheiros e traído por seu próprio serviço de inteligência. Seus erros não são os de um mestre conspirador. A lógica da retórica totalitária supõe que o 11 de setembro tenha sido uma armação americana porque é intolerável permitir que o capitalismo e a República Americana tenham qualquer tipo de superioridade moral. Todas as medidas de defesa nacional são, por isto, denunciadas como ilegítimas. Todos os funcionários do governo americano são vilões, escroques e bobos. A República é nada mais que um sistema de exploração que precisa ser derrubado. Atentem para estas palavras. Não sejam levados pelo rufar dos tambores da propaganda antiocidental.

[1] NT: Karl Rove é considerado um dos grandes “arquitetos” e organizadores do Partido Republicano. Atribuem-lhe, dentro e fora do partido, os maiores méritos pelas duas vitórias de George W. Bush nas eleições presidenciais em 2000 e 2004. Odiado e temido por muitos, é subestimado por muito poucos.

[2] NT: Zeitgeist, palavra alemã que significa “o espírito do tempo, da época”. Foi e é utilizada em contextos variados.

[3] NT: The name of the game is to blame. A rima é intraduzível, mas pode ser explicada: a tática é inculpar a outros pelos efeitos maléficos de suas ações planejadas.

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense, é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Komintern – A ajuda fraternal aos partidos comunistas de todo o mundo

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Carlos I.S. Azambuja em 14 de junho de 2008

Resumo: O Partido sempre valorizou e considerou mais útil a seus interesses estratégicos um homem tido como de direita, com acesso aos organismos empresariais ou de Segurança, que um provado e leal militante. Essa foi a realidade.

© 2008 MidiaSemMascara.org

O Komintern - Organização internacional comunista fundada por Vladimir Lenin e pelo Partido Comunista da União Soviética em março de 1919, que pretendia lutar com “todos os meios disponíveis, inclusive armados, para derrubar a burguesia internacional e estabelecer uma República Soviética internacional como um passo transitório à completa abolição do Estado”.

Após a Revolução Bolchevique de 1917, na Rússia, foram criadas forças e partidos comunistas em vários países, que logo aceitaram as famosas 21 condições exigidas pela III Internacional – também conhecida como Komintern ou Internacional Comunista – para que fossem reconhecidos em nível internacional. O Komintern foi assim definido pelo “Pequeno Dicionário Político”, editora Progresso, Moscou, 1984: “Estado-Maior ideológico e político do movimento revolucionário do proletariado”.

Em troca da adesão, o Komintern outorgava a esses partidos a patente de revolucionários, numa relação periferia-centro que pouco tempo depois ficaria conhecida como Movimento Comunista Internacional. Essa foi a origem dos vínculos que, por 70 anos, os comunistas da ex-União Soviética mantiveram com todos os partidos comunistas do mundo.

Para Lênin, que dirigiu a Revolução Bolchevique, o Komintern tinha como objetivo “lutar por todos os meios possíveis para a derrubada da burguesia internacional e criação de uma revolução mundial soviética, como etapa de transição à completa abolição do Estado”. Nesse contexto, a ditadura revolucionária do proletariado era o único caminho possível para “libertar a humanidade dos horrores do capitalismo”.

Logo depois da Revolução Bolchevique, em 1925, foi instalado em Buenos Aires o Bureau Sul-Americano (BSA) do Komintern, com a tarefa de coordenar as atividades dos partidos comunistas da região. Nesse sentido, o papel do Partido Comunista Argentino (PCA), como correia de transmissão da política do Komintern, passou a ser decisivo, uma vez que, então, o PCA já possuía contatos com dirigentes da Internacional, em Moscou, que eram os que, de fato, dirigiam o PC Argentino.

Nessa época o PCA era o partido comunista mais importante da América Latina, e já contava, em 1923, com cerca de 3.300 militantes.

Em 1928 o Bureau Sul-Americano passou a ter existência legal na Argentina e a refletir as forças e as precariedades do Komintern na região. A bolchevização, ou seja, a aplicação irrestrita das 21 condições leninistas e a adesão incondicional à União Soviética era a condição essencial para que um partido comunista fosse admitido como membro do Komintern. O Partido Comunista Brasileiro, fundado em 1922, logo aceitou essas condições. Tanto é assim que sua denominação era Partido Comunista do Brasil, Seção Brasileira da Internacional Comunista.

Segundo o dirigente comunista argentino Luis Sommi, enviado do PCA ao Komintern, em fins de 1934 foi realizada em Moscou a III Conferência Comunista Latino-Americana, na qual foi aprovada a deflagração, no Brasil, de um movimento armado. Nesse sentido, a Conferência respaldou a criação da Aliança Nacional Libertadora, que pouco tempo depois, em julho de 1935, viria a ser efetivamente criada como uma organização de fachada do PCB.

Sob a tutela da Internacional Comunista, criaram-se uma série de organizações internacionais, entre as quais pode-se citar: Internacional Sindical Vermelha (Profintern), Internacional da Juventude Comunista, Socorro Vermelho Internacional (MOPR), Internacional Camponesa (Krestintern) e Internacional Desportiva Vermelha (Sportintern);

Em 15 de maio de 1943, depois de celebrada a Conferencia de Teerã, o Presidium do comitê executivo da Internacional Comunista, “tendo em conta a maturidade dos partidos comunistas” nacionais, e para evitar os temores dos países capitalistas aliados, decidiu disolver a Internacional Comunista.

Em 1947 foi criada a Kominform (Oficina de Informação Comunista) como substituta da Komintern, que reunía os Partidos Comunistas da Bulgária, Checoslováquia, França, Hungria, Itália, Polônia, a União Soviética e Iugoslávia. Foi dissolvida em 1956 por Nikita Kruschev.

William Waak, em seu livro “Camaradas”, assinala que a Intentona Comunista seria impossível de ser explicada sem levar em conta a personalidade carismática de Prestes, já então membro do Comitê Executivo do Komintern. Baseado em dados inéditos, pesquisados nos arquivos do Komintern, em 1993, em Moscou, William Waak demonstra que a Intentona Comunista foi mais uma ação do prestismo do que do comunismo.

Em 1932, quando o general Agustín Justo tomou o Poder na Argentina, em decorrência de um golpe de Estado, o Bureau Sul-Americano foi tornado ilegal, passando a funcionar em Montevidéu.

Sobre o tão falado Ouro de Moscou, ou seja, a ajuda fraternal que o PC Soviético sempre deu a todos os partidos comunistas do mundo, deve ser assinalado que sustentar um exército de revolucionários profissionais que tornasse possível a manutenção de casas ilegais (aparelhos), imprensas, depósitos para literatura, aparatos de autodefesa, gráficas, serviços de Inteligência, etc, requeria muito dinheiro. Dinheiro que os PCs da região não tinham. Nesse contexto, a ajuda fraternal, embora limitada para as necessidades sempre crescentes, não era desdenhável. Aos partidos comunistas antepunham-se duas alternativas: o caminho das expropriações revolucionárias ou o da penetração nos grandes âmbitos econômicos – os chamados empreendimentos partidários. Todos os partidos comunistas do mundo optaram por este último caminho, que requeria pessoas fiéis e incorruptíveis.

O Ouro de Moscou, no entanto, não fluía sem limites e, muitas vezes, nem em montantes significativos que atendessem a todas as necessidades partidárias. Todavia, esse auxílio fraternal foi muito mais amplo do que se possa imaginar, conforme os balancetes dados a conhecer em Moscou após o fim da União Soviética, a partir de 1991. Seguindo o jornal Konsomolskaya Pravda de 8 de abril de 1992, o PCUS, somente em 1990 – ou seja, 5 anos após a implantação das políticas da glasnost e perestroika, de Gorbachev – “ajudou com mais de US$ 200 milhões os partidos irmãos do mundo, entre os quais o da Espanha e Portugal e quase todos da América Latina. Os mais beneficiados foram os partidos comunistas do Chile (US$ 700 mil), da Argentina, da Venezuela e de El Salvador (US$ 450 mil cada um). Os do Brasil e Colômbia receberam US$ 400 mil cada um. Os partidos de tendência comunista da Espanha receberam US$ 300 mil e o PC Português, o primeiro da lista, U$ 1 milhão”.

O apoio político e a ajuda fraternal, todavia, não eram dados apenas aos partidos comunistas fiéis a Moscou, como seria lícito supor. Ao final da década de 70, dos diversos exilados latino-americanos que foram acolhidos e viveram em Moscou e em países do bloco comunista, cerca de 100 pertenciam à organização argentina de luta armada Montoneros, segundo registra o livro El Oro de Moscu, 1994, de Isidoro Gilbert, ex-chefe da agência de notícias soviética Tass, em Buenos Aires. Ou seja, o PCUS, que se sobrepunha ao Estado soviético, apoiava também as organizações de luta armada, ao mesmo tempo em que mantinha negócios e relações diplomáticas com os países onde essas organizações atuavam, como ficou claro com o apoio em dinheiro, armas e treinamento aos militantes da Frente Patriótica Manuel Rodriguez, uma cisão do Partido Comunista Chileno que, em meados da década de 80 descambou para a luta armada.

Essa ajuda fraterna era, todavia, muito mais ampla que as cifras mencionadas pelo Konsomolskaya Pravda. Implicava também em financiamento de editoras, gráficas, jornais, revistas, viagens de membros do aparelho dirigente ao exterior, férias anuais em casas de repouso na Criméia, educação política e treinamento de quadros nas escolas do partido, em Moscou, inclusive treinamento militar e outros tipos de auxílio. Muitos negócios no comércio exterior foram facilitados graças à interferência do Departamento de Relações Internacionais do PCUS, ao qual se vinculavam os partidos comunistas de todo o mundo, através de um “referente” (membro do aparelho do Departamento de Relações Internacionais responsável pelos assuntos de um PC determinado, encarregado de encaminhar e buscar solucionar todos os problemas, que ordinariamente surgiam, envolvendo o partido comunista ao qual ministrava assistência). O “referente” fazia também as vezes de “perevodchic” (intérprete) quando das reuniões de visitantes comunistas com funcionários de maior hierarquia do PCUS. Os “referentes” sempre conheceram de perto e influenciaram nas lutas íntimas dos partidos comunistas aos quais davam assistência política.

Nos casos de intermediação de negócios de comércio exterior, os partidos comunistas recebiam comissões por parte das empresas nacionais que haviam sido ajudadas. Mas, na medida em que o socialismo real se foi degradando, particularmente após 1985, quando Gorbachev assumiu o Poder na URSS, sua decadência influenciou negativamente sobre esses negócios, bem como sobre os empreendimentos partidários, pois nenhum deles conseguiu adaptar-se à situação de livre mercado. Na Rússia de hoje, conforme a imprensa dá conta quotidianamente, o fim do PCUS deixou a várias frações e diversos ex-dirigentes pós-soviéticos alguns negócios, dando origem ao que hoje é chamado máfia russa.

Depois que o PCUS foi formalmente colocado na ilegalidade e declarado extinto, em agosto de 1991, seus arquivos secretos foram abertos e, alguns deles, rapidamente fechados. Velentin Falin, último chefe do Departamento de Relações Internacionais do PCUS, que em fins de 1992 solicitou e obteve asilo político na Alemanha – onde havia sido embaixador – declarou que “em meados de março de 1990, uma grande injeção financeira foi recebida pela maioria dos partidos comunistas estrangeiros. O da França recebeu US$ 2 milhões, o do Chile US$ 700 mil, os da Alemanha e Portugal US$ 500 mil cada um, o do Líbano US$ 400 mil, o de Luxemburgo US$ 270 mil, e os da Índia e Argentina US$ 250 mil cada um” (jornal Novedades, Moscou, 27 de setembro de 1992).

Também o livro “A Conspiração do Kremlin”, escrito conjuntamente pelo Procurador-Geral da Rússia, Valentina Stepankov, por seu segundo, Evgueny Lisov, e pelo jornalista Pavel Nikitin, assinala que o PCUS doava cerca de US$ 20 milhões de ajuda financeira, anualmente, aos partidos comunistas e organizações revolucionárias de todo o mundo. Esse montante é considerado correto pelo general da KGB, hoje na reserva, Nokolai Leonov.

Todavia, a imaginação criadora daqueles que geriam os fundos financeiros do PCUS não tinha limites. Havia outras formas de enviar dinheiro aos partidos comunistas estrangeiros. A Federação Sindical Mundial, a Federação Mundial da Juventude Democrática, a União Internacional de Estudantes, a Federação Democrática Internacional de Mulheres, e outras entidades que integravam o Movimento Comunista Internacional, também possuíam seus canais, se bem que mais modestos, de remeter ajuda fraternal às entidades similares dos países do Ocidente.

Essa tarefa de auxílio aos revolucionários de todo o mundo teve início em 1920, logo depois da Revolução Bolchevique, através do Serviço de Relações Internacionais do Komintern, entidade conhecida pela sigla OMS (Otdel Mezhdunarodnykh Suyasey), que era a alma do aparato secreto do Komintern, pois controlava os códigos para a transmissão e o recebimento de mensagens, bem como as planilhas sobre o financiamento aos partidos comunistas, que eram manuscritas, a fim de que delas não tomassem conhecimento olhares menos confiáveis.

Existiam, então, representantes do OMS em todo o mundo, aos quais cabia a tarefa de fazer chegar essa ajuda fraternal a quem de direito. Esses representantes, contudo, não devem ser confundidos com os dirigentes do Komintern enviados ao exterior para educar na doutrina científica os membros dos partidos comunistas estrangeiros. Os partidos comunistas da América Latina, por exemplo, durante toda a existência do Komintern, desativado por Stalin em maio de 1943, receberam a ajuda financeira através do Bureau Sul-Americano, em Buenos Aires e, posteriormente, em Montevidéu.

Nesse sentido, é edificante o quadro publicado por William Waak, na página 210 do seu livro “Camaradas”, relacionando “os gastos justificados ao Komintern de abril a setembro de 1935” com a conspiração que resultou na Intentona Comunista. Segundo esse quadro, desde então, Luis Carlos Prestes era um assalariado do Komintern, recebendo a quantia de US$ 1.714,00.

A nova situação criada com o fim da União Soviética e o desmantelamento do PCUS afetou fundamentalmente as finanças dos partidos comunistas de todo o mundo, que a partir de 1992 não mais receberam a ajuda fraternal à qual haviam se acostumado por 70 anos, levando à falência os jornais, revistas, gráficas, editoras e demais empreendimentos da maioria – senão de todos - os partidos comunistas do mundo.

A bem da verdade, deve ser assinalado que essa múltipla colaboração, sob a hegemonia do PCUS e sob a égide do Movimento Comunista Internacional, não obscurece o talento e o sacrifício de milhares de militantes que integraram os aparatos anônimos dos partidos comunistas de todo o mundo, que participavam de comícios, greves políticas, distribuição de panfletos e colagem de cartazes, tarefas essas que marcaram a ferro e fogo as personalidades da grande maioria desses anônimos que fizeram dessa profissão o seu modo de vida e jamais conheceram outro, e da vida um alheamento da realidade. Profissão que deglutiu famílias e pessoas diabolicamente convencidas de estarem lutando por um mundo melhor.

A esses, o dinheiro nunca chegou. Viviam como pedintes, do que era denominado “circulismo”. Isto é, de arrecadar dinheiro em seu círculo de amigos, colaboradores e simpatizantes. Muitos desses militantes agora perguntam: “O que se passou?”. Nada, apenas o tempo...

Contraditoriamente, o Partido (com inicial maiúscula) sempre valorizou e considerou mais útil a seus interesses estratégicos um homem tido como de direita, com acesso aos organismos empresariais ou de Segurança, que um provado e leal militante. Essa foi a realidade. Realidade que não significou, absolutamente, o fim da História. Pelo contrário, o mundo encontra-se apenas no início de um período duvidoso, carregado de imponderáveis. Mais perigoso que o dos tempos da Guerra Fria. As perspectivas são várias e as diversas conjecturas estão em aberto.

Carlos I. S. Azambuja é historiador.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A escória do mundo - comunistas

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho em sexta-feira, 23 de maio de 2008

Vou resumir aqui umas verdades óbvias e bem provadas, que uma desprezível convenção politicamente correta proíbe como indecentes. Todo comunista, sem exceção, é cúmplice de genocídio, é um criminoso, um celerado, tanto mais desprovido de consciência moral quanto mais imbuído da ilusão satânica da sua própria santidade. Nenhum comunista merece consideração, nenhum comunista é pessoa decente, nenhum comunista é digno de crédito. São todos, junto com os nazistas e os terroristas islâmicos, a escória da espécie humana. Devemos respeitar seu direito à vida e à liberdade, como respeitamos o dos cães e das lagartixas, mas não devemos lhes conceder nada mais que isso. E seu direito à vida cessa no instante em que atentam contra a vida alheia.

Nos anos 60 e 70, a guerrilha brasileira não foi nenhuma epopéia libertária, foi uma extensão local da ditadura cubana que, àquela altura, já tinha fuzilado pelo menos dezessete mil pessoas e mantinha nos cárceres cem mil prisioneiros políticos simultaneamente, número cinqüenta vezes maior que o dos terroristas que passaram pela cadeia durante o nosso regime militar, distribuídos ao longo de duas décadas, nenhum por mais de dois anos – e isto num país de população quinze vezes maior que a de Cuba. Nossos terroristas recebiam dinheiro, armas e orientação do regime mais repressivo e assassino que já houve na América Latina, e ainda tinham o cinismo de apregoar que lutavam pela liberdade.

Agora que estão no poder, enchem-se de verbas públicas e justificam a comedeira alegando que o Estado lhes deve reparações. O dinheiro do Estado é do povo brasileiro e o povo brasileiro não lhes deve nada. Eles é que devem aos filhos e netos daqueles que suas bombas aleijaram e seus tiros mataram.

Perguntem aos cidadãos, nas ruas: O senhor, a senhora, acham que têm uma dívida a pagar aos terroristas, pelo simples fato de que a violência deles foi vencida pela violência policial? O senhor, a senhora, acham justo que o Estado lhes arranque impostos para enriquecer aqueles que se acham vítimas injustiçadas porque o governo matou trezentos deles enquanto eles só conseguiram, coitadinhos, matar a metade disso ? Façam uma consulta, façam um plebiscito. A nação inteira responderá com o mais eloqüente não já ouvido no território nacional.

É claro que os crimes que esses bandidos cometeram não justificam nenhuma barbaridade que se tenha feito contra eles na cadeia. Mas justifica que estivessem na cadeia, embora tenham ficado lá menos tempo do que mereciam. E justifica que, surpreendidos em flagrante delito e respondendo à bala, fossem abatidos à bala. Mas eles não acham isso. Acham que foi um crime intolerável o Estado ter armado uma tocaia para matar o chefe deles, Carlos Marighela, confessadamente responsável por atentados que já tinham feito várias dezenas de vítimas inocentes; mas que, ao contrário, foi um ato de elevadíssima justiça a tocaia que montaram para assassinar diante da mulher e do filho pequeno um oficial americano a quem acusavam, sem a mínima prova até hoje, de “dar aulas de tortura”.

Durante a ditadura, muitos direitistas e conservadores arriscaram vida, bens e reputação para defender comunistas, para abrigá-los em suas casas, para enviá-los ao exterior antes que a polícia os pegasse. Não há, em toda a história do último século, no Brasil ou no mundo, exemplo de comunista que algum dia fizesse o mesmo por um direitista. Sim, os comunistas são "diferentes" da humanidade normal. São diferentes porque se acham diferentes. São inferiores porque se acham superiores. São a escória porque se acham, como dizia Che Guevara, “o primeiro escalão da espécie humana”.

Eles têm, no seu próprio entender, o monopólio do direito de matar. Quando espalham bombas em lugares onde elas inevitavelmente atingirão pessoas inocentes, acham que cumprem um dever sagrado. Quando você atira no comunista armado antes que ele o mate, você é um monstro fascista. Por isso é que acham muito natural receber indenizações em vez de pagá-las às vítimas de seus crimes. Quem pode esperar um debate político razoável com pessoas de mentalidade tão deformada, tão manifestamente sociopática?

Um comunista honesto, um comunista honrado, um comunista bom, um comunista que por princípio diga a verdade contra o partido, um comunista que sobreponha aos interesses da sua maldita revolução o direito de seus adversários à vida e à liberdade, um comunista sem ódio insano no coração e ambições megalômanas na cabeça, é uma roda triangular, um elefante com asas, um leão que pia em vez de rugir e só come alface.

Não existiu, não existe hoje, não existirá nunca.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".