Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

OS ESTADOS UNIDOS RUMAM PARA O EXTREMISMO: O QUE VAI ACONTECER SE OBAMA GANHAR?

SACRALIDADE.COM
Jose Brechner **

     

Não se viu, nos últimos cinqüenta anos, uma eleição tão polarizada e manipulada. Se Barack Obama for eleito, as opiniões no Congresso e na população em geral serão fortemente divergentes

 

     Se por algum motivo no futuro esta campanha presidencial norte-americana for lembrada, será por seu radicalismo esquerdista. Não se viu, nos últimos cinqüenta anos, uma eleição tão polarizada e manipulada. Se Barack Obama for eleito, as opiniões no Congresso e na população em geral serão fortemente divergentes.

 

Brechner: Obama é um ticket de entrada para a carnificina nuclear

     O extremismo leva ao extremismo, toda ação leva a uma reação, e a falta de moderação, suas meias verdades  e descaradas mentiras gerarão, cedo ou tarde, um efeito calamitoso, que desordenará a que até agora foi a democracia mais livre e equilibrada do planeta.

     O New York Times hoje não se diferencia do Pravda. O mesmo ocorre com  Newsweek, Times, MSNBC. Sem falar na CNN, que se converteu no canal mais esquerdista, pró-islâmico e antidemocrático da TV.

     A retórica pré-fabricada de Obama é tão frágil e carente de sustentação, que não se atreveu a ser entrevistado por Sean Hannity, de Fox News, ainda que este lhe tenha adiantado algumas das perguntas que queria fazer-lhe.

     Por sua vez, Ophra Winfrey não teve a decência de convidar Sarah Palin para o seu show, com receio de se apoquentar. Para Ophra, como para Colin Powell, que foi o maior conhecedor do Oriente Médio e principal responsável político-militar da guerra no Iraque, assim como para a maioria dos afro-americanos, ser negro está acima de qualquer ideologia. O racismo se propagará nos Estados Unidos se Obama se tornar presidente. A razão está começando a ceder diante do fanatismo do orgulho étnico.

     Este fenômeno, que se tornou comum nos países árabes, África e Bolívia, é até certo ponto compreensível no Terceiro Mundo, devido à ignorância dos seus habitantes. Se ganham os democratas, tentarão calar as vozes da oposição com mentiras e falsidades iguais ou piores às que até agora proferiram.

     Se Obama ganhar, sua relação com os terroristas árabes e com Chávez será cordial, se não íntima. Não foi por acaso que deles recebeu respaldo e simpatia. Obama é de tendência marxista, como o seu primo Raila Odinga, um feroz comunista que para dissimular seu extremismo se intitula social democrata. Atualmente ocupa o cargo de primeiro-ministro do Quênia.

     Odinga batizou seu filho com o ridículo nome de Fidel Castro Odinga, em honra ao seu ídolo cubano. Comenta-se que durante sua desapiedada carreira política tocou fogo numa igreja, na qual foram queimadas vivas mais de 20 pessoas, inclusive crianças. Suas atividades pós-eleitorais causaram a morte de mais de 1.500 pessoas e o deslocamento de 600.000. Seu lema de campanha foi “a plataforma para a mudança”. Quando assumiu o poder,  recebeu uma chamada telefônica de felicitação de seu primo norte-americano Barack.

     Os democratas que se caracterizavam pela defesa das liberdades individuais, especialmente a de expressão, sem restrições, estão cavando seu próprio túmulo ao abusar deste direito, ofuscando a verdade. É que os povos não morrem, se suicidam. A queda das grandes potências sempre foi precedida por sua decadência ética e moral. E o Partido Democrata está agindo de modo imoral em todas as suas frentes, principalmente na mídia.   

     Os democratas propagaram uma publicidade anti-Bush tão desmedida, que supõe que se os republicanos deixarem o poder, o mundo vai cultivar um intenso e irrefreável amor pelos norte-americanos. Não percebem que os que odeiam os norte-americanos, os odeiam a todos do mesmo modo. Para os anti-americanos, não há diferenças entre democratas e republicanos, nem sequer sabem o que os diferencia.

     O Partido Democrata também está envolvido na fraude eleitoral, como se descobriu em sua organização afiliada Acorn, e está explorando a crise econômica global atribuindo-a integralmente a Bush, por mais que os mercados se movam segundo suas próprias regras. Com Obama a crise financeira se intensificará, porque o arrogante senador é um principiante parlamentar com péssimo currículo em tomada de decisões e não é pessoa confiável para Wall Street.

     A inexperiência de Obama será aproveitada pelos inimigos dos Estados Unidos. Ao próximo presidente o esperam com os braços abertos Al Qaeda, Hezbollah e Hamás, junto como Ahmadinejad, Chávez e outros hooligans. A aspiração de Obama, de confraternizar com essas redes criminosas e indivíduos perturbados, será o ticket de ingresso na carnificina nuclear.

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     * http://www.josebrechner.com

     Publicado também no site argentino:

     www.politicaydesarrollo.com.ar

     ** Ex-deputado e embaixador boliviano. Analista político. Colunista com presença em vários jornais do mundo. Defensor da propriedade privada, da economia de mercado, das liberdades e direitos do indivíduo.   

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     Tradução: André F. Falleiro Garcia.

2 comentários:

Anônimo disse...

Cavaleiro, os americanos hoje podem dizer: habemus Lullam. Mas há uma diferença: o daqui não tem dedo; o de lá não tem documentos.

Anônimo disse...

Cavaleiro!
Ele foi eleito. E agora José!
O que espera o mundo de um presidente tão "made in china".
Abraço.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".