Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

domingo, 26 de outubro de 2008

Começou a autópsia

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC

Por Guilherme Fiúza – Revista Época

A se confirmar a estiagem de dinheiro no mundo nos próximos dois anos, começa agora a autópsia da Era Lula.

Aninhado em seu berço esplêndido, o operário terá que descer do paraíso e dar uma chegadinha na Terra para ver um pouco da vida real. E preparar-se para ver seus mitos em liquidação nas Casas Bahia.

Um deles é Dilma Rousseff. A mãe do PAC e de outras abstrações, a super-gerente da Carochinha, a ministra-candidata que ia acabar com a pobreza em 15 anos com o dinheiro do pré-sal – toda essa literatura pode começar a ser catalogada no museu do folclore.

O mito do Lula desenvolvimentista também logo dará entrada no IML. Por trás do presidente generoso, quase um clone de JK, que dá dinheiro de graça aos pobres (mesmo os que têm carro na garagem), que cria repartições infinitas e distribui empregos aos companheiros, surgirá enfim a conta (salgada) da festa.

A pedagogia da crise fará a autópsia do Lula sobre-humano. Com os bolsos apertados, a população começará a sentir a ressaca de ter absolvido um estado-maior quase 100% acusado de operações obscuras.

A cândida inocência do líder, que nunca soube de nada do que aprontavam os seus Dirceus, Delúbios, Silvinhos, Gushikens, Berzoinis, Waldomiros, Valdebrans, Gedimars, Bargas, Lorenzettis e companhia, ficará sub judice.

O sufoco econômico fará bem a Lula. Ele será despido de seu figurino de santidade, e entenderá o seu real valor – o de ter mantido o receituário da estabilidade econômica e surfado na estabilidade política.

Talvez até dedique seus últimos dois anos no Planalto a governar. Os hobbies e passatempos – espionar Daniel Dantas, retocar a maquete da super Dilma, trocar bilhetinhos ideológicos com as Farc, insuflar Tarso Genro contra a imprensa burguesa etc – ficarão como doces lembranças de um tempo feliz. É chegada a hora de trabalhar. Adeus, Lula de pelúcia.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".