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segunda-feira, 30 de julho de 2012

O que produziu a Idade Média? Um impulso pujante de graças

 

GLÓRIA DA IDADE MÉDIA

domingo, 29 de julho de 2012

 

As realizações medievais dão a sensação de que, de algum modo, a ponta de nossos dedos tocou na base do trono de Deus.

Elas produzem na nossa alma a sensação singular de estar sendo assumido: aquilo nos toma, nos penetra, nos inunda, nos eleva.

Temos a sensação de que um elevador nos eleva até Deus, e que nós, de algum modo, estamos sendo assumidos, levados por aquilo.

E sendo assim assumidos, entramos numa vida que tem algo do Céu.

Isto é o que produzia a Idade Média.

Foi um período histórico em que o papel do povo – considerado não no sentido eleitoral democrático da palavra, mas no sentido da população constituída por homens em que cada um era cada um – teve mais valor na História.

Tudo na Idade Média foi sendo construído porque um movimento de graças pujante, profundo, invadiu a massa geral da nação.

Isso fez com que saíssem do chão, como cogumelos, santos de toda ordem, mas também pequenos homens locais importantes de toda ordem.

Cada homem no ambiente em que vivia era levado por um movimento de ascensão indeterminado que o fazia desejar subconscientemente o esplendor das catedrais góticas, as delicadezas dos vitrais da Sainte-Chapelle, a beleza do palácio dos Doges, etc.

Era um só impulso confuso, mas geral, que conduzia para a santidade, para o Céu, para o maravilhoso, para a rejeição categórica do pecado que em todas as épocas se encontrava na Terra.

Por causa disso, um élan de alma que tendia para toda forma de esplendor e de organização, mas também para toda forma de mediania, de decência, de compostura, para tudo aquilo que, nas encostas da montanha social, participa, a seu modo, do esplendor geral.

O mesmo movimento levou à construção de castelos no alto da montanha.

E, às vezes, eram um covil de ladrões construídos com o beneplácito de quem mandava, por um arquiteto qualquer desconhecido, mas que acabava fazendo obra de arte.

O bandido dono do castelo queria essa obra de arte.

Ao mesmo tempo a aldeiazinha de marzipã ia ficando encantadora, engraçadinha. Até seu chiqueirinho era engraçadinho.

Nasceu então a fábula do porquinho, das mil coisas prosaicas da vida de todos os dias que assim foram se enobrecendo e ficando bonitas.

O tamancão, os gansos que passam pela rua, a fontezinha, tudo ia ficando engraçadinho.
Os aquedutos que levavam água para as cidades foram sendo reconstruídos.

Os romanos tinham feito, os bárbaros tinham destruído, e as cidades medievais – todas, todas, mas todas – foram reconstruindo.

Não havia cidadezinha que não tivesse sua fonte.

As fontes, à sua maneira, representavam a fonte de água viva que é a graça divina.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".