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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Agora é a hora do “vamos ver”: Malafaia tem a faca e o queijo na mão para processar gayzistas por denunciação caluniosa

 

LUCIANO AYAN

Fonte: Paulopes

 

O MPF (Ministério Público Federal), por intermédio de sua Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, encaminhou à Justiça um pedido para que o pastor Silas Malafaia (vídeo), em seu programa Vitória em Cristo, na Band, se retrate de afirmações homofóbicas. A ação vale também para a emissora.

No dia 2 de julho de 2011, o pastor, aos berros, sugeriu à Igreja Católica para “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gays por eles terem ridicularizados símbolos religiosos.

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) pediu ao MPF a abertura de um inquérito civil público por entender que Silas fez um incitamento à violência contra os homossexuais.

No inquérito, o pastor argumentou em sua defesa que tinha feito uma “crítica severa a determinadas atitudes de determinadas pessoas desse segmento social, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas”.

Para ele, as expressões “baixar o porrete” e “entrar de pau” significam “formular críticas, tomar providências legais”.

Na avaliação do promotor Jefferson Aparecido Dias, contudo, as expressões apresentam um “claro conteúdo homofóbico” que incitavam a violência contra os homossexuais”. “Essas palavras configuram um discurso de ódio, não condizente com as funções constitucionais da comunicação social”, disse.

Durante o inquérito, Malafaia pediu aos fiéis que mandassem e-mails à Procuradoria em sua defesa. Dias afirmou que as centenas de e-mails que recebeu demonstra o poder de mobilização que o pastor tem em relação aos seus fiéis.

Disse: “Da mesma forma que seus seguidores atenderam prontamente o seu apelo para o envio de tais e-mails, o que poderá acontecer se eles decidirem, literalmente, ‘entrar de pau’ ou ‘baixar o porrete’ em homossexuais?”

Meus comentários

Eu já denunciei aqui várias vezes que os gayzistas são extremamente desonestos em seu patrulhamento ideológico. Agora ultrapassaram novamente o limite da torpeza.

Prestem atenção no vídeo, nos instantes abaixo, em especial:

  • 8:19 – “é para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras”
  • 8:23 – “baixar o porrete em cima”
  • 8:29 – “protestar, para poder anunciar e botar para quebrar”
  • 8:31 – “pagar notícias em jornais…’
  • 8:34 – “não querem dar [espaço], paguem aí vocês, da Igreja Católica”

Qualquer um que não é desonesto intelectualmente sabe que as cinco expressões de Malafaia, ditas no espaço de 20 segundos, configuram a idéia de que os católicos deveriam ser, na visão do pastor, extremamente enérgicos e rebaterem os ataques e ofensas dos gayzistas em um âmbito intelectual, na mídia. Aliás, expressões como “anunciar” e “pagar notícias em jornais” demonstram isso sem sombra de dúvidas. Malafaia também afirmou que essas expressões significam “formular críticas, tomar providências legais”.

É exatamente como afirmarmos em debates que vamos “demolir” o oponente. Qualquer um que não é burro e/ou mal intencionado sabe que não estamos falando em agredir fisicamente o outro.

Entretanto, o promotor Jefferson Aparecido Dias disse que as expressões apresentam um “claro ‘conteúdo homofóbico’ que incitavam a violência contra os homossexuais”. Mais ainda, ele afirmou: “Essas palavras configuram um discurso de ódio, não condizente com as funções constitucionais da comunicação social”.

Infelizmente, para os gayzistas, este é um blog de investigação de argumentos, e não posso deixar de identificar uma estratégia, a simulação de falso entendimento (da qual falarei em post futuro). Fingir que Malafaia incitou à violência foi uma ação para gerar capital político, ao invés de saber exatamente o que o pastor quis dizer.

Em mais um recurso vil, Dias afirmou o seguinte: “Da mesma forma que seus seguidores atenderam prontamente o seu apelo para o envio de tais e-mails, o que poderá acontecer se eles decidirem, literalmente, ‘entrar de pau’ ou ‘baixar o porrete’ em homossexuais?”.

Mas esperem aí. Vários seguidores de Malafaia atenderam ao pedido do pastor para enviarem e-mails à procuradoria, mas nenhum deles foi “agredir fisicamente” os gays, ao menos até onde sabemos. Vamos com calma, muita calma nessa hora: se a afirmação de Malafaia foi para “agressão”, por que ninguém foi agredir? Detalhes…

Notem ainda que Dias fala de uma suposta consequência se “eles decidirem, literalmente, ‘entrar de pau’ ou ‘baixar o porrete’”, em uma inovação em termos de baixaria argumentativa: aqui ele mistura a falácia do apelo à consequência com a simulação de falso entendimento.

Suponha que eu escreva “Vamos demolir essas figuras, ao esmagar seus argumentos um a um, mostrando o que eles são”, e alguém entenda que o “demolir” significa jogar paralelepípedos em cima da cabeça do outro, e depois fazer isso de fato. O problema é de quem entendeu errado, não do emissor da mensagem.

Portanto, Dias não tem um “caso” contra Malafaia, a não ser uma desonestidade intelectual extrema e repugnante.

Mas quem teria um “caso”, se quisesse, seria o pastor, pois ao afirmar que as declarações de Malafaia são “homofóbicas”, Dias está usando de denunciação caluniosa.

Malafaia devia “cair de pau” e “esmagar” essa figura enfiando na goela do promotor vários processos por calúnia, difamação e, é claro, denunciação caluniosa.

Ei, ei… esperem. Será que os gayzistas não poderiam pegar minhas expressões “cair de pau” e “esmagar”, simular falso entendimento para fingir que eu quis dizer para “agredir fisicamente” ao invés de minha mensagem real (que falava em processar energicamente, e não deixar nada barato)?

Pois é exatamente isso que os gayzistas, amparados pelo promotor Dias, tentaram fazer contra Malafaia. A falta de honra desse pessoal realmente ultrapassa todos os limites.

É justamente por isso que Malafaia não devia deixar isso barato. E caso ele resolva deixar essa petulância sem revide (o que é absurdo, em termos políticos), ao menos que possamos conscientizar cada vez mais os conservadores e/ou religiosos de como funcionam os truques de manipulação utilizados pelos gayzistas e seus aliados.

Escrito por lucianohenrique

17 17America/Sao_Paulo fevereiro 17America/Sao_Paulo 2012 em 12:00 pm

Um comentário:

Leonardo Pratas disse...

Engraçado que Nenhuma Instituição Jurídica entrou com ação CONTRA o "painho" LULA quando ao berros vociferou em comício público que se deveria "extirpar o DEM da Política". Para as instituições Jurídicas aparelhadas pelo PT, isso não caso para processo ao "painho" LULA porque não convém... é atacar os cumpanheiros!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".