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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Que Dr. Dolittle que nada. Aqui é o “Dr.” Luciano Ayan no debate com os gayzistas

 

LUCIANO AYAN

Às vezes, neste blog, eu me sinto como o personagem Dr. Dolittle, do filme com Eddie Murphy.

O filme é bobinho (mas tem uma ou outra cena engraçada) e ao ver o trailer abaixo, você saberá do que estou falando.

 

Entenderam? O fato é que parece que em alguns casos as vezes eu falo com animais. Ok, eu sei que nós somos animais também. Mas estou falando especificamente no diálogo com animais irracionais, como capivaras, ursos, mosquitos e amebas. (O curioso é que os esquerdistas recentemente tentaram o truque de fingir que são mais “inteligentes” utilizando uma pesquisa pra lá de suspeita)

Isso tem acontecido especificamente no debate com esquerdistas a respeito do gayzismo.

Durante o debate, a mente deles simplesmente aparenta entrar em CURTO CIRCUITO, talvez por que para eles o gayzismo virou uma causa sagrada. Emocionalmente apegados à causa, não mostram qualquer tipo de raciocínio crítico.

O mais engraçado disso tudo é o fenômeno que tenho observado: 100% das afirmações que eu faço são entendidas praticamente de FORMA INVERSA por eles. É como se a linguagem humana perdesse todo o significado. A mente deles não recebe a informação que passamos, criando o próprio contexto arbitrariamente.

Isso gera uma situação incômoda. Mas depois de mapeado o processo, tudo torna-se até cômico. É como Schopenhauer disse uma vez: “Às vezes converso com os homens do mesmo modo como as crianças conversam com seus bonecos: embora ele saiba que o boneco não a compreende, usando uma visão agradável e consciente, consegue divertir-se com a comunicação”.

É a isso que está reduzida a minha comunicação com os esquerdistas quando o assunto é gayzismo.

Duvidam? Vamos ver alguns exemplos. Mas antes, vou colocar de forma resumida minha opinião e argumentos contra a luta dos gayzistas para que o comportamento gay seja definido como NORMATIVO em nossa sociedade.

*** ATENÇÃO: ESTA É A PARTE DO TEXTO QUE OS GAYZISTAS ENTENDERÃO DE FORMA TOTALMENTE DIFERENTE DA QUE ESCREVI ***

Quando eu falo em normativo, significa que algo deva ser considerado no mesmo pé de igualdade que a opção vigente (aceita pela maioria como o padrão). Ou seja, se uma criança me perguntar o que é uma família, eu terei que dizer que é tanto uma família heterossexual, como gay, tanto faz. Quando esta criança me perguntar o que é o relacionamento sexual, eu não diria que é como quando ele vai atrás da menina do colégio e tenta levá-la para brincar de médico, mas sim passaria a dizer que é qualquer ato de meter o pinto em qualquer buraco, seja a vagina de uma mulher ou o ânus de um sujeito. E daí sucessivamente.

O que eu defendo, naturalmente, é que os conservadores tenham o DIREITO de não ter o padrão homossexual definido como NORMATIVO, e portanto possam orientar seus filhos e viver de uma maneira que a opção NORMATIVA seja a heterossexual, com ênfase em filhos.

Não gosto de nenhum dos argumentos cristãos para criticar a homossexualidade. Assim como não gosto de outros que porventura queiram punição a gays. Não há motivo para isso. Desde que o gay faça o que quiser, junto aos parceiros que escolheu (de forma consensual), sem problemas. Se um deles quiser enfiar uma garrafa de coca-cola de 2 livros no ânus, que o faça. Isso é problema dele, não meu.

Em relação aos direitos dos gays se casarem e adotarem crianças, eu acho aceitável, embora eu jamais chame o casamento gay de “matrimônio” (pois, como o nome em latim diz, prescinde de haver um homem e uma mulher na relação). Como é um direito estabelecido, não há como tirar isso deles.

Fico apenas imaginando a seguinte situação. Há uma reunião de confraternização de fim de ano da empresa, e todos os funcionários vão, levam suas esposas e os filhos. Em certo momento, os homens se juntam para conversar de assuntos de homens e mulheres se juntam para falar de assuntos de mulher. Geralmente, elas falarão de estética, e de como ficam bonitas para seus homens. Homens falarão de futebol, piadas e outras coisas. As mulheres falarão de… homem. Essa é a Dinâmica Social, e enquanto isso as crianças vão brincar na piscina, no parquinho, etc. Caso um casal de gays vá nessa festa (e deve ir), levando seu filho adotado, após deixarem o “filho” brincar com os outros (que não entenderão por que ele não tem mãe), vão se juntar a qual grupo? Os homens? As mulheres? Dificilmente, pois sequer o assunto vai bater. Mas de uma coisa temos certeza: eles não são o padrão normativo.

Note que ao mesmo tempo em que se permite o direito dos gays até se casarem, e “adotarem” crianças, não se está impondo aos heterossexuais o padrão de vida deles como normativo.

O que seria um padrão de vida normativo?

Na mesma festa, imagine vários homens falando sobre mulheres e futebol (eu espero que essa seja uma situação comum para vários). Vão falar dos atributos físicos das mulheres. Um gay poderá se incomodar dizendo que “assuntos de gays não são tratados”. Mas quem disse que em um grupo de homens heterossexuais precisamos tratar de assuntos de gays? Só para incluí-los? Só por que eles ficam chateadinhos de não se adequarem aos nossos assuntos? Só por que algum esquerdista militante o convenceu de que é uma ABOMINAÇÃO nós não ficamos falando de assunto de gays?

Mas suponha que ele vá junto ao grupo das mulheres. Geralmente ele ouvirá alguma delas falando bastante sobre como está bonita para seu marido, de como ama com paixão os filhos que teve ou terá COM ELE, de como ela se preocupa se após ter o filho continuará esteticamente adequada para mantê-lo animado na relação e se ele não tem outra (pois isso impactará as finanças do casal), já que ela tem que se preocupar com a prole. E note que quando falo de prole, falo dos filhos gerados PELO RELACIONAMENTO. Obviamente, os gays estarão excluídos desses assuntos, da mesma forma que no caso anterior. Vão ficar chateados com isso também? Bem, ao menos o Laerte ficou indignado e tentou entrar no banheiro das mulheres.

Outra questão sobre a Dinâmica Social: as mulheres (normais), quando não possuem ainda um parceiro, geralmente selecionam um, e vão selecioná-lo por uma série de características: status social, bons genes, postura dominante, etc. Por que isso acontece? Pelo fato de que o MECANISMO DE ATRAÇÃO nasce em ênfase na escolha do parceiro pela capacidade de gerar filhos e dar proteção aos filhos desta relação. Quando ela observa e percebe que o sujeito é gay, TIRA O SUJEITO da lista de possíveis parceiros. Simples assim.

Esse tipo de reação, antes de ser criticada e proibida, deve ser entendida como BENÉFICA em termos evolutivos. Isso significa que é um dos critérios para que entendamos como normal e aceitável que um heterossexual sinta ao mesmo tempo atração por formas de relacionamento heterossexuais, ao mesmo tempo e que despreze e se desagrade com formas de relacionamento homossexuais.

É importante notar: o favor evolutivo (o fato de que o relacionamento heterossexual padrão é benéfico para nossas espécie) NÃO É O ÚNICO FATOR, mas um dos mais importantes. Digo isso por que não podemos selecionar aquilo que é desejável SOMENTE por ser um favor evolutivo. Como exemplo, o estupro é um mecanismo selecionado evolutivamente, mas não é adequado em termos sociais, pelo prejuízo que causa a terceiros (e terceiras). Já o mecanismo de relacionamento heterossexual (e consequente atração pelo relacionamento heterossexual, junto com desprezo pela alternativa bem diferente) é UM DOS MOTIVOS. Mas vários outros podem ser citados, pelo fato de que os conservadores não querem ser forçados a negar seus instintos (que são benéficos para eles, e não causam prejuízos aos outros) de ter atração pelos aspectos da sexualidade que realmente possuem, de educar seus filhos mostrando o comportamento sexual heterossexual como o padrão normativo, e de não ter que “forçar” comportamentos somente para incluir artificialmente os gays em seu estilo de vida, passando por uma vida de fingimento, como fazem os esquerdistas. Outro motivo fortíssimo para rejeitarmos o gayzismo é simplesmente a manutenção do direito à liberdade de consciência.

Meu argumento é focado em ao mesmo tempo que se dá direitos aos gays, MANTEMOS o direito aos heterossexuais normais de não terem imposições ao seu estilo de vida.

É possível que os gays se sintam excluídos de interações sociais de leve porte como festas familiares? Claro que sim. Mas é o mesmo caso de um padre que resolva ir para o celibato. A mãe dele poderá achar uma tragédia, pois ele não passará seus genes para a frente. Ela não terá netos. E o padre, se for racional, entenderá que “esse é o sacrifício” por ele ter optado a ir para a Igreja. Neste caso, o padre não irá tentar forçar o seu padrão de vida como normativo. Ele não precisará fazer protestos para dizer que como está “unido a Deus”, ele é uma família tal qual uma família heterossexual padrão. E isso vale também para os casais gays.

O direito dos gays não pode prejudicar o direito dos heterossexuais (sejam eles conservadores ou não) em viverem conforme são felizes, sem renegar seus instintos que não prejudicam ninguém. Instintos heterossexuais, aliás, que ajudaram a nossa espécie a ser um sucesso evolutivo.

*** ALERTA, DE NOVO: TUDO QUE FOI ESCRITO NOS PARÁGRAFOS ACIMA NÃO SERÁ ENTENDIDO CONFORME EU ESCREVI, MAS DE MANEIRA PRATICAMENTE INVERSA, PELOS GAYZISTAS ***

Tudo o que está acima reflete o que eu tenho escrito em vários textos em que critiquei o gayzismo.

E até hoje nenhum gayzista entendeu qualquer frase que eu tenha dito sobre o assunto da forma que eu escrevi.

Vamos a alguns exemplos.

Quando eu digo que os gays “não deveriam forçar o seu comportamento como normativo”, eles me dizem: “Por que você quer proibir a homossexualidade”? Para variar, não há texto algum onde eu peça a proibição à homossexualidade.

Quando eu digo que gays não deveriam ir no meio de casais heterossexuais “se beijarem” por exibição ou tentarem se incomodar se os assuntos falados são de homem ou mulher (como no exemplo da confraternização de empresa, que citei), respeitando os limites de cada um, eles me dizem: “Quer dizer que você tolera os gays desde que eles não ajam como gays?”. Isso mesmo que eu tenha afirmado que o gay pode fazer o que quiser em sua vida privada. Importante adendo: o falecido Clodovil lutava pelo direito dos gays poderem ficar em paz, os gayzistas lutam pelo direito de não deixarem os outros em paz. Quer dizer, se alguém ficar incomodado ao ver gays se esfregando ao seu lado, vão te infernizar até o fim dos seus dias pelo fato de você ter se incomodado. É contra esse tipo de patrulha gayzista que me posiciono, não em relação a eles serem gays.

Quando eu afirmo vários motivos, DENTRE ELES o benefício evolutivo do comportamento heterossexual (o qual é benéfico em todos os aspectos, portanto não precisa ser negado), eles surgem com: “O Luciano apresenta com o único motivo para a relação sexual a procriação! Ele é eugenista! Filhote de Hitler!” (É sério, já escreveram algo do tipo, e foi o tal de John Thomas, na caixa de comentários)

Quando eu digo que se marketeiros dizem que “casais gays são família nos mesmos moldes que a família tradicional” estão tentando impor um estilo de vida como normativo, eles dirão: “Você não quer dar o direito de gays constituirem família?”. Aliás, se quiserem adotar crianças e se “casarem”, simulando um casamento real, tudo bem, mas não queiram me enrolar e que eu ensine isso aos meus filhos como padrão normativo.

Quando eu digo que não vou mais comprar a pomada Nebacetin, pois ela lançou uma propaganda em que defende o “casal gay, com filhos adotados, como normativo”, dirão “Você quer censurar o direito aos gays terem filhos! Você quer censurar a propaganda!”. Isso tudo mesmo que eu não tenha pedido a proibição deles adotarem filhos e nem pedido a censura da propaganda. Apenas não gosto que isso seja ensinado como normativo aos meus filhos, e tenho o direito de não comprar o que eu quiser. É o meu direito à liberdade de consciência.

Eu citei só cinco exemplos, mas a regra acima vale para TUDO que um conservador escrever a respeito do assunto gayzismo. TUDO, sem exceção, será entendido não de acordo com o que você diz, mas de acordo com um programa padrão que os esquerdistas executam.

O programa é o seguinte: “Ao identificar um conservador, que tenha argumentos contra o gayzismo, ignore tudo que ele disser e modifique tudo, inclusive falsificando frases do outro, para apresentar ao público que se está diante de um fanático religioso, eugenista, racista, homofóbico, preconceituoso, enfim, um malvado que não quer dar direito algum aos gays”.

Quer dizer, não é que estamos debatendo com animais, mas sim com pessoas desonestas.

Eles não são burros, são safados.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".