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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O conservador católico que quer conquistar os Estados Unidos

CATÓLICOS NA POLÍTICA
QUINTA-FEIRA, 5 DE JANEIRO DE 2012


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Simplório e posicionado em absolutamente todos os sentidos. Foi desta forma que Rick Santorum deixou de ser o coadjuvante das prévias republicanas que vão escolher o adversário do presidente americano Barack Obama. Em Iowa, Estado cristão, mas majoritariamente protestante, aquele que deseja ser o segundo presidente americano da religião católica (desde John F. Kennedy) aproveita a fama de conservador nos sentidos morais e econômicos para conquistar membros do Tea Party que se misturam entre cristãos de todas as naturezas mas com apenas um objetivo: valores naturais da pessoa humana. Impressionou, na última quarta-feira, este homem que até o momento era um dos coadjuvantes de uma iminente vitória de Mitt Romney ter sido separado deste por apenas 8 votos nas prévias. E agora ele segue para as prévias de New Hampshire, onde, aí sim, os católicos são a maioria dos cristãos.

Como Michelle Bachmann, candidata preferida do Tea Party ficou em último lugar das prévias de Iowa com míseros 5%, tendo entre todos os votantes cerca de 64% de membros do Tea Party, o movimento começa a apontar favoritos respeitando o princípio da prudência, isso é, a consciência de cada membro de votar naquilo que acha ser o melhor e moralmente mais valioso para sua pátria. Portanto, Bachmann desistindo, o Tea Party se mostra à procura de alguém para realmente representá-lo, e a tendência é deles (TP) atacarem Mitt Romney e Ron Paul, candidatos firmados mas com fama de não confiáveis (o primeiro inclusive por ter tido um episódio "de Dilma" e ter dito em certo momento apoiar o aborto e logo após ser pró-vida).

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Contanto, apesar de tudo apontar para Santorum, a Fox News não tem colaborado como tem feito com Romney e Paul. Pode existir uma explicação: Santorum é inserido na Ordem de Malta, e Murdoch, dono da emissora, é de religião judaica, dos quais não vêem a ordem milenária com bons olhos por supostos abusos nos tempos da antiga Terra Santa. Ademais, Rick tem forte relação com a Opus Dei, tendo viajado a Roma para celebrar o centenário do aniversário de São Josémaria Escrivá, algo que talvez tenha de ser superado em face dos pentecostais conspiratórios que insistem em colocar a Obra como uma espécie de sociedade secreta, o que está longe de ser.

Na noite desta quinta-feira, o candidato Santorum foi ainda mais longe para abocanhar o apoio do Tea Party, o que chocou inclusive os analistas políticos do programa "The Five" da Fox News, tendo afirmado (como está na imagem) que "os estados deveriam ter poderes para banir contraceptivos". Seria uma imagem para Paulo VI encher os olhos dos céus por ter sido fruto daHumanae Vitae, mas foi objeto de polêmica, daquelas que fazem os americanos levantarem do sofá e se encherem de orgulho pela sua liberdade de expressão. Teria sido melhor, não fosse dos cinco analistas, dois serem do sexo feminino e terem tido posições que contrariam Santorum, mas se adequam muito mais ao liberalismo centralizador do que o conservadorismo que a Fox News tenta conquistar.

Certo é que Rick Santorum vai de cabeça erguida a New Hampshire, e nada como ter um católico de verdade como presidente da maior potência do mundo. A Fox News aponta meros 6% para as prévias, baseadas em uma enquete de seu website, o que deixaria Santorum em último lugar, mas se pesquisas vencessem eleições não teríamos tido sequer segundo turno nas duas últimas eleições presidenciais brasileiras.  Como católicos, devemos orar para que esse milagre ocorra, e quem sabe não surja alguém com força para de fato enfrentar vivo as sociedades secretas que dominam a política internacional, assim como JFK?

Vale a pena conferir a vida e o trabalho de Rick Santorum em toda a sua vida no WIKIPEDIA.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".