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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

21 de Abril, o dia da mentira

O CONSERVADOR REACIONÁRIO
QUINTA-FEIRA, 21 DE ABRIL DE 2011


Em 21 de abril os brasileiros comemoram a inconfidência mineira, uma conspiração ocorrida contra a taxação do ouro e da derrama sobre a economia colonial, tido por muitos como um símbolo da liberdade e pela luta pela emancipação brasileira contra a opressão estatal portuguesa, que impunham pesados tributos e regulamentações às atividades coloniais.

Em parte, tal movimento em si traz algumas verdades. A Coroa portuguesa à época era realmente opressiva com seus súditos, com um projeto mercantilista imperial que se acentuou no governo do Marquês de Pombal. Inspirado em ideias iluministas francesas, Pombal aumentou o tamanho do Estado português mais do que os reis absolutistas antecessores, criou mais impostos, concedeu mais monopólios e privilégios do que os monarcas anteriores, implantando um sistema econômico corporativista que se assemelhava ao fascismo moderno. Pombal era o Mussolini português do século XVIII.

A inconfidência, baseada nas ideias do liberalismo econômico de Adam Smith, que nascia à época, buscando por impostos baixos, e semelhante ao ocorrido nos Estados Unidos, poderia ter ficado na história como um grande movimento pró-livre mercado, inédito no Brasil, se este estivesse se limitado à esfera econômica apenas. Entretanto, foi na verdade um movimento irrelevante historicamente, e nada se sabia da Inconfidência até a República. Tiradentes era um desconhecido até esse período quando, foi resgatado como um mártir emancipacionista, e de um simples alferes executado com cabelo e barba raspadas, passou a ser idealizado com as feições de Cristo, em uma das maiores falsificações da história brasileira.

A derrubada da monarquia em 1889 exigia que fosse apagada do nosso passado referências a monarcas, e colocada brasileiros que se revoltavam contra nobres e reis. A data de 21 de Abril, instituída forçadamente a partir de 1889 pelos militares positivistas, inaugurou uma série de manipulações e falsificações de nossa história, que passaria a ser moldada aos interesses políticos do presente, sendo feita até hoje, com a construção ideológica de mártires que nunca existiram. O feriado de 21 de Abril marca o início da história usada a serviço do estatismo.

Não seria interessante para o novo regime republicano contar às novas gerações que nasciam de que D. Pedro II e D. João VI foram nossos heróis nacionais, construidores de nossa identidade e exemplos para os brasileiros. Senão, de que teria valido a pena fazer oposição a eles e derrubá-los?

A legitimação da República seria feita assim, baseada na mentira, apagando a importância de nossa monarquia ter-nos dado estabilidade política, unidade territorial e uma cultura rica e civilizada que nos diferenciava do resto dos nossos vizinhos hispânicos, mergulhados na autodestruição anárquica. Os republicanos queriam criar no Brasil figuras bolivarianas demagógicas semelhantes a Simon Bolívar e San Martin, nos tirando aquilo que que mais nos dava identidade de brasileiros para nos nivelar culturalmente e politicamente ao resto da América Latina.

Saiba-se que as revindicações pelo livre-mercado da inconfidência foram muito bem atendidas posteriormente no Brasil, pelos próprios monarcas, sem precisarmos nas rebelar contra eles. Foi D. João VI que abriu o país ao livre comércio em 1808 e desfez-se de muitas regulações coloniais mercantilistas. A constituição de 1824, outorgada por D. Pedro I, foi de longe a carta que mais limitava o intervencionismo estatal. E Pedro II garantiu um período de grande liberdade econômica no Brasil, quando aderimos ao padrão-ouro e permitiu-se grande fluxo de entrada de capital estrangeiro. Mas isso não foi suficiente para os republicanos quererem conspirar contra o regime, falsadamente tido como autoritário e promotor do atraso.A chegada de D. João ao país foi de muito maior importância para nossa história do que 21 de Abril, mas ninguém quer o comemorar.

A tragédia do feriado de 21 de Abril seria repetida pelas esquerdas, adotando o argumento, "se eles fazem porque não fazemos também?". É assim que são criados mártires da noite para o dia, com o Zumbi sendo elevado a categoria de herói nacional pela libertação dos escravos, tirando o lugar ocupado pela Princesa Isabel, terroristas guerrilheiros dos anos 70 se tornam defensores da democracia de uma hora para outra, um operário semi-analfabeto se torna o presidente, "nunca na história desse país", a tirar o Brasil da opressão das elites que o antecediam, que impunham estagnação econômica, quando ele só pegou na verdade carona nas reformas bem-sucedidas de seu antecessor.

 O maquiavelismo histórico não tem limites. Mudemos o dia da Inconfidência mineira para 1 de Abril, e passamos a chamá-lo de dia da mentira, de um dia que nunca existiu e que não tem nenhuma importância para os nossas vidas como brasileiros.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".