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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A crueldade dos gayzistas e por que deveríamos ajudar os gays não militantes

 

LUCIANO AYAN

Antes de começar, vamos definir aqui o que é o gayzista: é aquele homossexual que busca todas as oportunidades para fazer militância em relação à sua prática sexual. Como não fosse apenas isso, ele também tenta impor aos heterossexuais o seu estilo de vida.

Por causa dos gayzistas, temos aberrações como a luta pela PL 122, projeto de lei que tenta proibir as críticas ao comportamento homossexual. É o fim da liberdade de expressão nessa questão.

Hoje sabemos que é possível um casado criticar alguém por ser solteiro, ou um católico criticar alguém por ser evangélico. Mas os gayzistas querem que os gays não possam ser criticados.

No entanto, essa tentativa de se criar uma classe privilegiada não é algo que pareça interessar todos os gays.

Por exemplo, o cabeleireiro onde corto o cabelo. Ele é extremamente talentoso. E gay. Eu o trato com o devido respeito. Ele jamais veio com brincadeiras bobas para cima de mim. E eu jamais vi motivo algum para desrespeitá-lo.

Não estamos em situação de confronto, mesmo ele tendo uma opção sexual com a qual não concordo. Não há motivos para conflitos.

Esse cabeleireiro, pelo que é possível notar, tem um objetivo. Ele sabe que pertence a uma minoria. Ele quer viver sua vida em paz. E gostaria de não ser incomodado.

Entretanto, os gayzistas pensam de maneira oposta. Ao tentar transformar sua opção sexual em uma bandeira de militância, querem entrar em confronto com os heterossexuais, que, até o momento, estão passivos (epa, epa, estou falando no bom sentido) até demais nessa contenda.

Por exemplo, veja o que Luiz Mott afirmou: “Eu costumo falar: Nós precisamos de vocês, heterossexuais. Nós amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais: novos gays e novas lésbicas”.

Isso é claramente uma provocação de torcida. Se você já viu aquelas provocações que antecedem os clássicos de futebol, e que geralmente são estopins para a pancadaria, sabe do que estou falando.

O grande problema é que nessa batalha de provocação, os gayzistas querem chegar a um status onde não poderão ser criticados. Ou seja, bater pode. Mas na hora de apanhar, estão protegidos. E com certeza com militantes do naipe de Luiz Mott gritando: “Tá tudo dominado!”.

Existem alguns casos de agressão a gays atualmente. Não tenho informação para dizer se essas agressões são casos de homofobia ou apenas o fato de que gays, como heterossexuais, podem ser vítimas de crimes.

Mas suponhamos que alguns casos REALMENTE sejam agressões a gays pelo único fato de serem gays.

Não terão sido tais agressões motivadas pelas recentes provocações feitas pelos gayzistas?

Dia desses eu estava em um táxi, e havia uma manifestação de gayzistas na Avenida Paulista. O taxista disse: “Esses gays estão perdendo a vergonha na cara. Daqui a pouco vão nos proibir de sermos homens.”.

Note o dano que os gayzistas estão provocando à imagem de TODOS os gays.

Não seria aquele sujeito que agrediu os gays com uma lâmpada na Avenida Paulista alguém que tenha a mesma percepção que o taxista?

Esse é um exemplo de dano que grupos militantes que ALEGAM representar uma classe podem causar.

No ímpeto de sair para o confronto aberto com os heterossexuais conservadores, eles afirmam representar TODOS os gays. E aí começam a jogar os gays contra os heterossexuais, e vice-versa.

É nesse momento que podemos rotular a atitude de gente como Jean Wyllis e Luiz Mott de uma CRUELDADE contra os gays que querem viver sua vida em paz.

No exemplo do meu cabeleireiro, ele não está em confronto comigo. Mas Jean Wyllis e Luiz Mott estão em pé de guerra contra os conservadores, especialmente os religiosos. Mas até eu, que não sou religioso, estou me sentindo incomodado com a possibilidade de censura por parte deles.

Antes que alguém diga: “isso não é confronto, é apenas uma tentativa de mudar a lei”. Só que se uma lei foca em tirar a LIBERDADE de um grupo em benefício de outro, isso JÁ É um confronto.

Tecnicamente, os gayzistas estão para as torcidas organizadas que faziam badernas assim como  o gay não militante está para a torcida comum.

Mas ainda há algo mais danoso que os gayzistas podem fazer aos gays militantes.

Imagine que um sujeito horripilante e pobre seja iludido por um outro que afirme que basta ele ter um conjunto de comportamentos que poderá levar a Gisele Bundchen para a cama. Melhor ainda. Ter um relacionamento de longo prazo com ela.

É uma crueldade iludi-lo desta forma, não?

Pois é. Nessa luta por “igualdade de visibilidade” (ou seja, lutar para que casais gays sejam vistos DA MESMA FORMA que os casais tradicionais), estão naturalmente mentindo para os gays.

O fato é que assim como o ogro não vai acasalar com a Gisele Bundchen, os gays jamais serão similares aos heterossexuais.

A razão para isso é uma constatação óbvia observada biologicamente: o comportamento homossexual NÃO TEM FINALIDADE em termos evolutivos. Já o nosso garante a preservação da espécie.

O nosso comportamento é o padrão. O deles é de exceção.

Ao invés de lutar para que os gays pudessem viver em paz conformando-se com o fato de serem exceção (e isso não passa de uma constatação biológica), os gayzistas, pelo contrário, ficam iludindo os restantes dos gays dizendo-lhes que, em um “futuro brilhante”, todos os tipos de relacionamento serão vistos da mesma forma.

Isso, obviamente, é vender uma ilusão, que os fará sofrer mais ainda pelo fato de que sempre continuarão tendo um comportamento de exceção.

Elenquei dois motivos principais para lutarmos contra os gayzistas e convencermos os gays não militantes a se posicionarem contra eles também: (1) criação de um confronto desnecessário, que só trará danos aos gays, (2) venda de ilusões, o que só fará os gays sofrerem ainda mais a sua situação de exceção. Situação esta, que não vai mudar.

Por isso, nos posicionarmos fortemente contra os gayzistas é um ato de caridade em relação aos homossexuais não militantes.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".