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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Estratégia de Esquerda: Obtenção de autoridade moral

 

LUCIANO AYAN

De todas as estratégias da esquerda, seja durante a execução do framework completo como de qualquer uma de suas rotinas, aquela que é de prioridade número 1 de execução é a “Obtenção de Autoridade Moral”.

Tecnicamente, esta característica não está só presente em ideologias como marxismo, humanismo, positivismo e outras do tipo, como também em doutrinas que alguns classificam como “de direita”, como o nazismo e o fascismo. Mas, como sabemos, essas duas ideologias são coletivistas, ao invés de individualistas. O pensamento de direita (ou conservador) é essencialmente individualista.

O mais importante no momento é definir por que a obtenção de autoridade moral é tão fundamental. Tanto que, sem a implementação desta estratégia, todas as outras perdem parte de seu efeito.

Existem contextos conservadores no qual a obtenção da autoridade moral existe. Por exemplo, muitos conservadores são católicos, e acreditam que o Papa não erra (a questão da infalibilidade papal). Isso dá, automaticamente, uma autoridade moral ao Papa. Mas não é um problema tão crítico, por causa da sociedade laica.

Isso tudo se torna crítico quando vamos para o cenário político, em que a obtenção de autoridade moral de um grupo sobre o outro tende a fazer com que o primeiro seja ouvido, e o segundo, ignorado. Somente pela obtenção da autoridade moral.

Vamos a um exemplo bem simples. Imagine que você coma carne diariamente. E então apareça um vegetariano, afirmando que o ato de comer carne é indigno, vil e cruel. Automaticamente, ele vai se colocar do lado dos animais, as criaturas “sofridas” por causa de seres cruéis (aqueles que comem carne). Ele poderá usar imagens de animais sofridos em fazendas de criação de vitela para impressionar o público e jogá-los contra você. Se obtiver sucesso, poderá até conciliar com outra estratégia, “A Retórica do Ódio” (da qual falarei em breve), e deixar todos com raiva de você. E a partir daí ele terá conquistado a imagem de alguém que protege os animais contra os “malvados”. Observe que ele poderá convencer a platéia de que os interesses deles são tão altruístas, mas tão altruístas, que ele defende não só os humanos, como também os animais. E assim ele defenderia a criação de uma regra na qual os humanos poderiam viver em paz, e os animais também. Enfim, ele obtém a autoridade moral perante a platéia.

É claro que os animais que deixarem de viver em fazendas de criação estarão vulneráveis às leis da selva, podendo ser predados por outros animais, ao invés de servirem de alimentos aos humanos. Mas isso tudo é omitido do discurso do vegetariano. Ele omite obviamente pois isso não é importante para a propaganda dele. O centro da propaganda é tentar convencer a platéia de que os interesses dele são mais nobres, e portanto alguém com autoridade moral sobre os demais.

Para compreender a questão da autoridade moral, é preciso saber a diferença entre autoridade jurídica e autoridade moral. A autoridade jurídica é aquela imposta por obrigação. Por exemplo, um oficial da lei possui autoridade jurídica sobre o cidadão comum caso este esteja cometendo delitos. Já a autoridade moral não é imposta por obrigação, mas por aceite aparentemente espontâneo daqueles que se subordinarão a alguém. No caso, a subordinação ocorre por que alguém possui mais conhecimentos (em uma organização, por exemplo), ou por que possui interesses mais nobres do que os demais (especialmente no debate político).

No exemplo do vegetariano, todo o discurso estaria planejado para mostrar que ele possui interesses mais nobres do que aqueles que comem carne.

Na questão de apresentar “nobrezas” de interesses, aí os socialistas (assim como os nazistas) são especialistas. Por ambos serem coletivistas, é mais fácil para eles convencerem a platéia de que estão lutando por um “bem maior”, ao invés dos individualistas, que teriam a sua imagem vendida ao público como se fossem pessoas que só pensam em si mesmas. (Naturalmente, nem de longe isso é um fato, mas o que importa nessa estratégia é o convencimento da platéia, e não os fatos em si)

No caso desta estratégia em específico, há uma enorme quantidade de rotinas de argumentação e rotinas de frame. Em relação às rotinas de frame, em especial, muitas delas são especialmente desenhadas para atenter à estratégia de obtenção de autoridade moral.

Veja como exemplo as rotinas de frame Auto cético, Cético universal e Sou liberal. Cada uma delas, se não refutada, garante a obtenção da autoridade moral para o esquerdista.

Não é função desta seção refutar as estratégias, mas sim apresentá-las. Para cada estratégia mapeada aqui, serão relacionadas as rotinas. Essas sim são aquelas para as quais fornecerei dicas de como refutá-las. Mas isso ficará para os próximos posts. Amanhã também trarei a página da Arquitetura da Esquerda, que relaciona todo o sistema de esquerda, as principais estratégias e links para as rotinas.

Mas há muito trabalho ainda pela frente.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".