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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LIXO: 'Mulheres Ricas' era para divertir, mas foi constrangedor

VEJA

Exagerado, o programa se transformou em festival de ostentação e cafonices - além de transmitir uma série de agressões contra a língua portuguesa

Rodrigo Levino


O não povo na TV: Show de bola: Val Marchiori, Narcisa Tamborindeguy, Lydia Sayeg, Brunete Fraccaroli e Debora Rodrigues. Adriana de Moura (e de maiô) integrou o elenco do programa de Miami
O não povo na TV: Show de bola: Val Marchiori, Narcisa Tamborindeguy, Lydia Sayeg, Brunete Fraccaroli e Debora Rodrigues. Adriana de Moura (e de maiô) integrou o elenco do programa de Miami  (Lailson Santos/Danielle Buljan)
Se há uma lição a ser tirada de Mulheres Ricas, reality show exibido pela Band na noite desta segunda-feira, é a de se tomar cuidado com os excessos. Eles são meio caminho andado para o constrangimento. E foi exatamente o que se viu durante o programa: as cinco mulheres que dão título ao reality, gastando dinheiro a torto e a direito, exibiram um misto de ostentação e cafonice poucas vezes visto na TV brasileira. 
Val Marchiori, Brunete Faccaroli, Lydia Sayeg, Narcisa Tamborindeguy e Debora Rodrigues se mostraram por uma hora falando platitudes, comprando roupas, sapatos, sendo paparicadas por assistentes e vendedores, tomando champanhe e espancando a língua portuguesa - com um talento que, revertido em força bruta, serviria para capinar latifúndios inteiros. E este foi apenas o primeiro de uma série de 10 episódios.

Inspirada no programa de TV americano The Real Housewives, que já teve uma brasileira (Adriana de Moura) entre suas participantes, Mulheres Ricas poderia ter sido divertido, mas na maior parte do tempo foi constrangedor.

Muito pela escolha do elenco, caricato em demasia e com pendor para o deslumbre. Vide Brunete, uma distinta senhora com seus alegados 40 e poucos anos e colecionadora de bonecas Barbie - ela, inclusive, tem uma boneca criada em sua homenagem. Ou Val Marchiori, ex-vendedora de cosméticos, incapaz de falar em plural, desprovida de espontaneidade e que a certa altura tentou enfiar marido abaixo, com voz de gatinha manhosa ao telefone, um avião de 30 milhões de reais como quem compra uma bala na esquina.
Direção, roteiro e edição pouco ágeis tornaram o programa maçante em alguns momentos. Nada próximo, por exemplo, do mordaz Um Por Cento, documentário dirigido por Jamie Johnson, herdeiro da Johnson & Johnson, sobre o mundo dos ultra-ricos americanos. Aqueles também são menos assustados com a própria riqueza.

Restou a disposição das participantes em fazer qualquer coisa para aparecer. Nisso se perdeu a naturalidade e muito da graça. Tudo soou falso e exagerado, sem a discrição que geralmente acompanha as grandes fortunas – também por questão de segurança. Das cinco, Débora se mostrou a menos espalhafatosa. Lydia a mais fogosa. E Narcisa, pelo que se esperava e dado o histórico, a mais sensata.

“Ser rico é uma delícia”, “se rico não gastar, o dinheiro não circula”, “ele é meus dois braços direitos” (um polvo, praticamente) e “minha família é muito rafinada (sic)”, foram algumas pérolas soltas pelo elenco. Em torno delas, um séquito de assistentes disponíveis para realizar seus desejos mais extravagantes e se expor tanto quanto suas patroas e clientes. 

Do lado de cá da TV, um público que deve ter chegado ao fim do programa pensando o mesmo que a octogenária Alice de Souza Saldanha, mãe de Narcisa, diante da inabalável expansividade da filha: contenham-se, por favor.

No Ibope, o programa até que não fez feio. Marcou 5 pontos de audiência, com picos de 7. Pouco depois do início da atração, seis dos dez temas mais comentados no Twitter diziam respeito às participantes. Inclusive com epítetos pouco nobres, como a hashtag Valdirene do Frango, em referência ao ex-marido de Val Marchiori, um conhecido empresário do setor alimentício, mantenedor dos seus luxos.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".