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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Hannibal Lecter faz bonito

REVISTA VILA NOVA
02 jan 2012, às 2:01


Postado por Taiguara Fernandes de Sousa



Hannibal Lecter também tem senso de beleza. E aquele que o imortalizou, especialmente. Estava há pouco ouvindo uma valsa composta por Anthony Hopkins há 50 anos, quando ainda era músico. A valsa intitulada “And the Waltz goes on” foi tocada pela primeira vez por ninguém mais, ninguém menos que o grande violinista Andre Rieu, num show em Viena, Áustria, no verão do ano passado.
A valsa de Hopkins é simplesmente sensacional. Uma pena que gerações não tenham podido ouvi-la nos últimos 50 anos. Nós somos afortunados em apreciá-la. Segue:
“And the Waltz goes on” recordou-me um outro vídeo que eu assisti no Youtube, recentemente, mais longo, porém com quase tanto impacto quanto o violino do Rieu. Trata-se do documentário “Why Beauty Matters?”, baseado na obra do filósofo britânico Roger Scrutton e narrado por ele mesmo. O documentário é o que segue:
O título “Why Beauty Matters” diz tudo: por que a beleza importa? Desde Aristóteles e Santo Tomás de Aquino sabemos que existem três transcendentais, coisas cujo valor permanece pelos séculos e atinge a todos (para dar uma definição pueril e de nenhum rigor filosófico, mas que serve aos fins deste texto): a beleza, a bondade e a verdade. O que é belo, o que é bom e o que é verdadeiro é belo, bom e verdadeiro em todo lugar, para qualquer um.
Scrutton combate a idéia relativista de que não haja um padrão de beleza identificável para todos, de que a beleza possa estar em qualquer coisa; rebate: não, não, nem tudo é belo e, sim, existem coisas feias.
A valsa de Hopkins é inegavelmente bela para qualquer um que esteja em perfeito estado mental, mas ninguém pode dizer os mesmos dos crimes frios e bizarros que cometia o personagem canibal de Hopkins no filme “Hannibal” e esse é um dos motivos pelos quais muitos não se sentem confortáveis para assistir a trilogia de “O Silêncio dos Inocentes” até hoje (a propósito, a quem se interesse, há um bom livro sobre o background filosófico e simbólico deste filme, escrito pelo Prof. Olavo de Carvalho, Símbolos e Mitos no Filme “O Silêncio dos Inocentes”, Rio, IAL & Stella Caymmi, 1993).
Creio que Roger Scrutton saberá explicar melhor do que eu o que é a beleza, para que ela serve e onde encontrá-la. Para senti-la, contudo, escutem o Hopkins.

Um comentário:

Emerson disse...

Emocionante e belíssíma obra, Cavaleiro. Sir Anthony Hopkins é também um grande músico.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".