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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pesquisador da América Latina investiga natureza "demoníaca" do poder e da corrupção no Brasil

FOLHA
21/08/2010 - 14h39

da Livraria da Folha

Divulgação
Norman Gall, pesquisador da América Latina, passa Brasil a limpo
Norman Gall, pesquisador da América Latina, passa Brasil a limpo

O Brasil, terra de aspirações e esperanças, país do futuro. O Brasil dos escândalos de corrupção e das crises, do desespero geral. Extremos que oscilam e se alternam diante de perplexos brasileiros. Em "Lula e Mefistófeles" (A Girafa), o jornalista Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernando Braudel de Economia Mundial, faz uma análise profunda do panorama complexo da política recente do Brasil. Nos artigos, o país visto pela lente de quem pesquisa a América Latina há quase 50 anos.
O artigo inaugural do livro recupera o momento da maior crise política sofrida pelo governo Lula, em 2005 - o episódio, conhecido como "escândalo do mensalão", que teve força de terremoto sobre o governo Lula e o Partido dos Trabalhadores. No texto, segundo a introdução do jurista e diplomata brasileiro Rubens Ricupero, o jornalista "sugere a natureza demoníaca do poder e de sua corrupção". A antiga lenda de Fausto, segundo Norman Gall, ganha com "o escândalo do mensalão" uma versão brasileira à altura.
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Em transmissão nacional pela televisão, a versão brasileira de Mefistófeles surgiu na pele do então deputado federal do PTB, Roberto Jefferson Monteiro, e vomitou denúncias. Com gestos teatrais, o "arcanjo da corrupção" destacou o código de honra da política: "se o governo não o tivesse traído", ele teria mantido silêncio. Na cascata de revelações, fraudes, lavagem de dinheiro, financiamentos ilegais de campanhas eleitorais, compra de votos de parlamentares, contratos ilícitos do governo, roubo de prefeituras e bancos e investimentos suspeitos.
Em meio à indignação pública e o medo geral de que as investigações terminassem em pizza, o Fausto brasileiro, para o jornalista nada menos que Lula em pessoa, o homem que fez o pacto com o demônio, grita em seu momento de perigo: "Não me abandonem! Fiquem ao meu lado em minha hora de julgamento". Nessa tragédia brasileira descrita por Gall, "Lula teve suas escolhas". E, para o jornalista, elas refletem uma personalidade muito complexa, "alguém cuja ascensão espetacular gerou uma arrogância que o fez perder seu norte moral".
Sob a inspiração deste escândalo-tragédia, o jornalista revisita a história do Brasil, situa-o no cenário internacional e põe o dedo nas debilidades institucionais brasileiras, como a educação. No país onde as elites políticas, administrativas, empresariais e sindicais têm uma escolaridade média que não passa de 10 anos, a melhoria do "ensino público é a via mais eficaz para promover a justiça social". Somente com qualidade de ensino, poderemos formar mais e melhores profissionais para essa sociedade que se torna mais e mais complexa, diz.
Nos artigos de Gall, esse nova-iorquino que afirma ter "renascido" no Brasil, o país precisa de uma nova estratégia "que mobilize apoio ao longo de um período prolongado, sustentada por uma série de governos eleitos". A palavra chave dessa estratégia deve ser credibilidade, porque, para ele, só assim, poderíamos ter um "programa de longo prazo que fortaleça as instituições públicas" e realize o "potencial do país". Dessa forma, acredita Gall, "o Brasil terá um futuro brilhante".

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".